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Entende agora por que o patrimônio de Nikolas cresceu 10.000%?

A pergunta que precisa ser feita é simples — e incômoda: como alguém que declarou apenas R$ 36,8 mil em patrimônio em 2022 passou a declarar quase R$ 3,9 milhões quatro anos depois?

Os números oficiais não são opinião, nem narrativa de adversários. Estão na declaração apresentada à Justiça Eleitoral: um salto de 10.488,92% no patrimônio declarado de Nikolas Ferreira entre 2022 e 2026.

Nikolas afirma que o crescimento decorre de atividades privadas, investimentos e da aquisição financiada de um imóvel avaliado em cerca de R$ 2,2 milhões. Segundo sua explicação, ainda havia aproximadamente R$ 1,7 milhão de saldo devedor no financiamento.

Mas é justamente aí que a história deixa de ser apenas uma questão contábil e passa a exigir transparência política.

Porque, paralelamente à explosão patrimonial, vieram à tona informações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nikolas admitiu contatos com Vorcaro e confirmou ter utilizado avião relacionado ao banqueiro durante a campanha de 2022. Também veio a público um áudio no qual o deputado pede ajuda a Vorcaro para tratar de um ativo minerário relacionado a um amigo e ex-assessor.

Isso, por si só, não prova que o crescimento patrimonial tenha qualquer relação ilícita com Vorcaro — e seria irresponsável afirmar isso sem provas. Mas torna ainda mais legítima a pergunta que precisa ser respondida publicamente: de onde veio, exatamente, cada parcela dessa multiplicação patrimonial?

A política brasileira está cansada de discursos sobre moralidade seletiva. Quem sobe ao palanque para fiscalizar os outros precisa aceitar que sua própria trajetória financeira seja submetida à mesma lupa.

E há uma ironia impossível de ignorar: enquanto Nikolas constrói sua imagem pública em torno do discurso contra privilégios e contra a corrupção, seu patrimônio declarado dá um salto extraordinário justamente no período em que ele também amplia sua influência política e empresarial.

Não se trata de condenar alguém por enriquecer. Trata-se de perguntar como enriqueceu.

Se tudo é legal, declarado e justificável, a resposta deveria ser simples, documental e transparente.

Porque, diante de um salto de mais de dez mil por cento, não basta dizer que “não há nada errado em prosperar”.

O eleitor tem o direito de saber como essa prosperidade aconteceu.


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Política

Justiça Eleitoral coloca o X sob suspeita de tratamento privilegiado a Nikolas Ferreira e manda abrir dados do deputado

A Justiça Eleitoral decidiu apertar o cerco sobre o X e exigir da plataforma respostas que, até agora, estavam escondidas atrás da opacidade de seus sistemas. O TRE de Minas Gerais deu apenas 24 horas para que a empresa esclareça se o perfil de Nikolas Ferreira ficou fora do mecanismo de “desrecomendação” destinado a impedir que conteúdos de candidatos sejam automaticamente apresentados a usuários que não os seguem.

A questão é extremamente grave porque, em uma eleição, alcance algorítmico também é poder político. Não se trata de uma mera diferença técnica entre plataformas ou de uma falha burocrática sem consequências. Quando um candidato pode aparecer espontaneamente diante de milhares ou milhões de eleitores enquanto seus adversários estão submetidos a uma trava de recomendação, cria-se potencialmente uma diferença de exposição que pode interferir na própria disputa eleitoral.

Foi justamente uma reportagem do ICL Notícias que revelou a discrepância. O X havia divulgado uma lista com 665 contas submetidas à restrição, mas o nome de Nikolas Ferreira não aparecia entre elas, embora seu perfil tivesse sido informado à Justiça Eleitoral. Também ficaram fora da relação outros candidatos, como Bia Kicis e Alfredo Gaspar.

A Justiça, corretamente, não partiu para uma condenação antecipada. O TRE-MG não afirmou que Nikolas foi beneficiado nem que o X deliberadamente violou a legislação. Mas fez algo fundamental: determinou que a caixa-preta seja aberta.

O X terá de informar se a conta de Nikolas estava na lista interna de desrecomendação, desde quando, quais mecanismos de limitação foram aplicados e se houve falha, atraso, inconsistência ou erro de sincronização. A plataforma também deverá explicar se a lista pública divulgada em 14 de agosto correspondia efetivamente à base utilizada pelo sistema. Além disso, terá de preservar por 180 dias registros técnicos, logs, versões das listas e dados de atualização relacionados à aplicação da regra.

É exatamente aí que está o ponto central. Não basta uma plataforma dizer que cumpre as regras eleitorais. É preciso que seja possível verificar se ela realmente as cumpre. Uma democracia não pode depender da palavra de empresas privadas para saber se candidatos estão recebendo tratamento equivalente nos mecanismos que determinam sua visibilidade.

E o episódio é ainda mais relevante porque o próprio TSE já investiga nacionalmente como o X está aplicando a regra. O tribunal quer saber, entre outras coisas, quantos perfis foram efetivamente retirados das recomendações, de onde vêm os dados utilizados para identificar candidatos e com que frequência essas informações são atualizadas.

O problema ganhou dimensão ainda maior porque o X reconheceu um lapso na atualização da lista de perfis de candidatos. Reportagem da Folha apontou que a plataforma deixou inicialmente mais de 1.400 contas fora da filtragem e só posteriormente atualizou o sistema, incluindo cerca de 2.400 contas.


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Política

PT aciona Justiça Eleitoral contra Flávio por questionamentos às urnas

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro após as declarações do candidato questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas durante encontro com embaixadores e representantes diplomáticos. A legenda sustenta que o episódio representa uma tentativa de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro sem a apresentação de provas e repete uma estratégia que, segundo o partido, busca lançar dúvidas sobre o resultado das eleições antes mesmo da votação.

Na ação, o PT argumenta que as falas de Flávio ultrapassam os limites da crítica política e configuram disseminação de informações falsas sobre o processo eleitoral. A legenda destaca que a Justiça Eleitoral, especialistas em segurança digital e organismos internacionais já atestaram, em diversas ocasiões, a confiabilidade das urnas eletrônicas, utilizadas há décadas no Brasil sem registros de fraude comprovada.

O partido também afirma que os ataques ao sistema de votação representam uma ameaça à normalidade democrática e podem estimular a desconfiança da população em relação às instituições responsáveis pela condução das eleições. Por essa razão, pede que o TSE analise a conduta do candidato e adote as medidas cabíveis para impedir a continuidade da divulgação de informações consideradas enganosas.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a ofensiva de Flávio faz parte de uma estratégia de mobilização do eleitorado mais radicalizado do bolsonarismo. A avaliação é que o discurso sobre as urnas busca reproduzir o ambiente de contestação eleitoral observado em disputas anteriores, apesar da ausência de evidências que sustentem as acusações.

Aliados de Flávio Bolsonaro, por sua vez, alegam que o candidato apenas exerceu seu direito de questionar aspectos do sistema eleitoral e defendem maior transparência no processo de votação. A defesa deve contestar qualquer tentativa de restringir manifestações sobre o tema, argumentando que o debate público não pode ser limitado durante a campanha.

O caso acrescenta mais um capítulo à disputa entre PT e bolsonarismo e tende a ampliar a pressão sobre a campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão do TSE será acompanhada de perto por partidos e analistas políticos, já que o tema das urnas eletrônicas voltou a ocupar espaço central no debate eleitoral e pode ter impacto direto no rumo da campanha.


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Política

Justiça Eleitoral de MG acata denúncia que torna réus Nikolas Ferreira e outros três políticos do PL por calúnia e difamação

Deputado e correligionários atacaram candidato à prefeitura de BH e, se condenados, podem perder direitos políticos

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais acolheu, nesta sexta-feira (25), denúncia do Ministério Público Eleitoral contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler (PL), a deputada estadual de Minas Gerais Delegada Sheila (PL) e Cláudia Araújo Romualdo, conhecida como Coronel Cláudia, candidata a vice-prefeita de Belo Horizonte em 2024 e presidente do Partido Liberal (PL) Mulher no estado.

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) alega que os denunciados disseminaram informações falsas sobre Fuad Noman, então candidato à reeleição pela prefeitura de Belo Horizonte, na campanha de 2024. Bruno Engler disputava o pleito com Noman, e Cláudia Araújo Romualdo era candidata a vice na chapa do denunciado. A dupla foi derrotada no segundo turno por Noman, que faleceu em março de 2025.

A denúncia aponta uma estratégia coordenada de difamação de Noman na reta final do período eleitoral para benefício da candidatura de Engler e Cláudia. No período, Nikolas Ferreira postou um vídeo distorcendo uma obra ficcional escrita por Noman, associando o político à apologia de um crime hediondo. O mesmo tipo de associação foi feita pela deputada estadual Delegada Sheila, correligionária de Engler, que ainda pediu voto ao candidato ao final de seu vídeo.

A Justiça Eleitoral chegou a ordenar a exclusão do vídeo publicado por Nikolas, o que não foi atendido pelo parlamentar, que publicou um novo vídeo atacando o órgão. Para o promotor do Ministério Público responsável pela denúncia, “tal ato, praticado após ciência inequívoca da ilicitude de sua conduta, demonstra o dolo intenso e a persistência na prática delitiva, com o claro objetivo de manter a desinformação circulando na véspera da eleição”.

Em decisão proferida nesta sexta-feira, o juiz da 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, Marcos Antônio da Silva, acatou a denúncia contra os integrantes do PL e determinou o prazo de dez dias para que eles se manifestem e apresentem as justificativas e provas que desejarem.

O MPMG pede que os réus, se condenados, paguem indenização – que, se concedida, será destinada à caridade, por decisão da família de Noman – e tenham suspensos seus direitos políticos, o que causaria a perda dos mandatos e impossibilidade de concorrer em novas eleições.

*BdF


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Política

Zambelli cassada: Justiça Eleitoral de SP cassa mandato da deputada Carla Zambelli

Em sessão realziada nesta quinta (30/1), a Justiça Eleitoral de São Paulo cassou o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL).

São Paulo — Em sessão realizada nesta quinta-feira (30), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) concluiu o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra Carla Zambelli (PL) e cassou seu diploma de deputada federal, por maioria de votos (5×2).

A decisão, que também a tornou inelegível por oito anos a partir do pleito de 2022, reconheceu o uso indevido dos meios de comunicação e a prática de abuso de poder político. A ação foi proposta pela também deputada federal Sâmia Bomfim (Psol), alegando que Zambelli divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022.

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Política

Ou a justiça eleitoral acaba com a candidatura de Pablo Marçal ou Marçal acaba com democracia

A cultura do crime não anda aos saltos, nem para frente, nem para trás.

Aquele Pablo Marçal, que há 20 anos foi condenado por fraude bancária, em que roubava velhinhos aposentados direto em suas contas, graduou-se, virou um bandido profissional, no sentido mais amplo da palavra.

Agora, Marçal coloca a democracia do Brasil em risco se não tiver sua candidatura cassada imediatamente.

Seu crime contra Boulos foi repudiado até por Malafaia, que é um notório adversário político da esquerda e, consequentemente de Boulos.

Assim como Boulos, Malafaia pede prisão imediata do delinquente Pablo Marçal por vários crimes cometidos num único ato de falsificação de documento de um médico morto há 2 anos, sendo imediatamente desmascarado e amplamente divulgado para que a sociedade saiba o ripo de criminoso de crimes que ele pratica.

Lógico, todos com um mínimo de consciência querem ver um delinquente fora da disputa por se tratar de um criminoso contumaz, o que deixa claro que não tem limites na sua ambição delituosa.

Pablo Marçal, com esse crime, mostra que seu caso é de polícia, de justiça e não de política, porque, se nada for feito imediatamente contra esse sacripanta, a democracia brasileira pagará um preço incalculável. Nem o maior bandido desse país foi tão ousado e debochado com as leis vigentes.

A conferir,

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Opinião

Usando caixa 2, Pablo Marçal faz bundalelê na cara da justiça eleitoral

Mal o Twitter foi derrubado, imediatamente, Pablo Marçal inundou o facebook daqueles vídeos recortados que ele premia com caixa 2 os que mais viralizam.

Pior, quem está no facebook não tem como comentar e desancar suas vigarices. Marçal está na plataforma, mas o comentário só pode ser feito pelo Instagram e, claro, a imensa maior parte que comenta é de seus seguidores, reforçando a ideia de que ele é imbatível, um sacrossanto cheio de poderes divinos no mundo virtual.

Tudo picaretagem, tudo pago com dinheiro de crime eleitoral de caixa 2. Qualquer um pode utilizar esse tipo de delinquência como suprimento de uma campanha eleitoral que não obedece a qualquer regra de conduta, que fará a lei eleitoral.

Na GloboNews, ele confessou cometer esse crime, mas pelo jeito, nada foi feito para, a princípio, proibir a circulação desse material e, em seguida, cassar, sem apelação, sua criminosa candidatura.

E nem estamos falando das inúmeras matérias da grande mídia sobre sua estreita relação com o mundo do crime.

Pablo Marçal não dorme em serviço, ele é picareta 24 horas por dia e, pela fortuna que já somou, ele mostra que, ser pilantra, vale a pena e dá diretrizes de uma guerra futura com outros Marçais que surgirão, se nada de fato for feito para impedir essa alimentação artificial de sua imagem de Midas, paga a peso de ouro.

No caso do projeto político, pelo que se sabe do seu partido, segundo a grande mídia, cravejado de gente ligada ao submundo do crime. Isso parece anabolizar o potencial do seu sistema, com doações via caixa 2 que ele diz ser o próprio que banca.

Veremos o que vem por aí, mas se esse cidadão não for parado imediatamente, tanto pela justiça eleitoral quanto pela comum, o país ficará totalmente ingovernável, irrespirável com o aumento da bandidagem em todos os setores da vida nacional.

Sim, porque o sistema que ele montou, é espiral e tem condição de levá-lo a dono do mundo.

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Poder

Justiça Eleitoral manda PF investigar Pablo Marçal por fake news contra Boulos

A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito contra Pablo Marçal, candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo. A decisão, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, foi tomada após o deputado federal Guilherme Boulos (Psol) apresentar uma notícia-crime acusando Marçal de disseminar notícias falsas contra ele. O juiz Augusto Drummond Lepage, da 346ª Zona Eleitoral de São Paulo, acolheu a manifestação do Ministério Público Eleitoral e encaminhou o caso à PF para investigação.

O promotor eleitoral Nelson dos Santos Pereira Júnior solicitou a investigação de Marçal por supostos crimes de calúnia, difamação e divulgação de fatos inverídicos no contexto eleitoral. Esses crimes, previstos nos artigos 323, 324 e 325 do Código Eleitoral, podem resultar em penas de até quatro anos de reclusão, além de multa.

A denúncia foi apresentada pela campanha do Psol após um debate eleitoral na TV Bandeirantes, na quinta-feira (8), onde Marçal insinuou, sem provas, que Boulos seria usuário de drogas. No mesmo dia, Marçal chamou Boulos de “cheirador de cocaína” em vídeos postados em suas redes sociais.

Boulos também pediu a remoção dos vídeos e direito de resposta nas redes sociais de Marçal. A Justiça Eleitoral atendeu parcialmente ao pedido, determinando a remoção dos vídeos. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ordenou que Marçal apague outros três vídeos com acusações falsas contra Boulos. Até o momento, Pablo Marçal não se manifestou sobre a decisão.

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Política

Mira da CPI do Golpe recai sobre aliada de Michelle Bolsonaro no PL Mulher do Pará

Eliziane Gama, relatora da CPI Mista do Golpe, apresentou há pouco mais de duas semanas um requerimento para quebrar os sigilos fiscais e bancários de Geny Silva Gomes em meio às investigações sobre os possíveis financiadores de atos golpistas pelo país.

A senadora justificou o pedido afirmando que Geny, de acordo com dados levantados pelo colegiado, teria relações com George Washington de Oliveira, condenado pela tentativa de atentado contra o Aeroporto de Brasília, um plano frustrado na véspera de Natal de 2022, diz Lauro Jardim, O Globo.

E quem é Geny? Sob a alcunha de Genny do Agro nas urnas, a pecuarista é natural de Goiás, mas, hoje, vive no Pará. Por lá, tentou se lançar no ano passado como candidata à segunda suplente de uma cadeira no Senado, cujo titular era Mario Couto (também do PL). Renunciou, no entanto, antes da eleição. A principal atividade de Geny hoje é comandar a divisão paranese do PL Mulher, chefiado nacionalmente por Michelle Bolsonaro. Juntas, elas posam como aliadas nas redes sociais.

Ao ensaiar a campanha ao Congresso, um ano atrás, Geny informou à Justiça Eleitoral que tinha R$ 2,3 milhões em bens — a maior parcela, de R$ 1,5 milhão, referente a uma fazenda.

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Justiça

Fux envia à Justiça Eleitoral pedido da PF para investigar Bolsonaro em caso da campanha

Ministro do STF segue rito e encaminha os autos sob o argumento da perda de foro especial.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux enviou para a Justiça Eleitoral, nesta terça-feira (14), um pedido da Polícia Federal para ser instaurado inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suspeita de uso indevido de crianças e adolescentes na sua campanha do ano passado.

Segundo esse pedido, que está em segredo de Justiça, esses menores de idade foram usados em situações que incitariam o uso de armas.

A solicitação de inquérito policial foi feita ao Supremo em 25 de novembro do ano passado, quando Bolsonaro ainda era presidente da República e tinha foro especial na corte.

Ele já havia sido derrotado na sua tentativa de reeleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na decisão desta terça, Fux afirma que, considerando o fim do mandato presidencial de Bolsonaro, o caso não é mais de responsabilidade do STF.

“Promovo o declínio da competência desta corte e determino de remessa dos presentes autos à Justiça Eleitoral do Distrito Federal, por ser a autoridade judiciária em tese competente para o prosseguimento do feito”, afirmou o ministro.

O pedido ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

Desde o último dia 10, ministros do Supremo começaram a encaminhar pedidos de investigação de Bolsonaro às primeiras instâncias das Justiças Federal e do Distrito Federal, sob o argumento de perda de foro especial.

Foram os primeiros pedidos de investigação contra Bolsonaro que o Supremo mandou para a primeira instância. A maioria das solicitações trata de falas feitas pelo então presidente antes e durante as comemorações do 7 de Setembro de 2021.

À época, Bolsonaro fez ameaças golpistas contra o Supremo, exortou desobediência a decisões da Justiça e disse que só sairia morto da Presidência da República.

Naqueles casos, os pedidos foram apresentados ao Supremo por parlamentares como o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e por entidades como a AJD (Associação de Juízes para a Democracia).

Oito pedidos foram enviados pela ministra Cármen Lúcia para a Justiça Federal do Distrito Federal. Já os ministros Luiz Fux e Edson Fachin encaminharam ao TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) queixas-crime apresentadas contra Bolsonaro por situações não relacionadas à eleição.

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