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Os mercenários do ódio

Sem qualquer proposta para o país, sem poder vir com aquela baba de quiabo contra a corrupção, já que o principal candidato da direita é a própria encarnação da corrupção, de pai e mãe, a direita investe pesado nos mercenários do ódio.

Gente plantada a peso de ouro nas redes sociais para, de forma leviana e violenta, atacar a esquerda, mas sobretudo, Lula.

Isso é óbvio e ninguém pode se dizer surpreso, é o modus operandi da direita no Brasil desde sempre, mas é, principalmente, no governo Bolsonaro que esse tipo de milícia digital, com robôs e podcasts bolsonaristas se multiplicaram como os algoritmos que espalham essa prática criminosa na web.

Não se sabe o que assusta mais, se é a política de pega pra capar ou se a total ausência de projeto para o país que o faça crescer. É a forma de marketing que a direita tem, atacar as pessoas em sua honra, mas também os familiares, mostrando como o jogo é baixo.

Pior, isso encontra eco dentro da mídia industrial, já que o maior partido de direita no Brasil desde a redemocratização, é a Globo.

O objetivo é estar em alta nas pesquisas que medem o compartilhamento e visibilidade de determinado assunto com foco no assassinato de reputações da esquerda como um empreendimento que rende milhões ao mercenário do ódio.

Essas pessoas que recebem pagamento para realizar campanhas e até ameaças, não são militantes, são criminosas e recebem para fomentar esse tipo de ativismo político.

As redes sociais são as maiores vítimas desse tipo de atuação bandalha que visa manipular o debate público e atacar com violência pessoas nas redes na tentativa de capturar eleitores pelo mal, o que é inaceitável numa democracia.


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Política

Lula avalia nomeação de Jorge Messias ao Ministério da Justiça

Presidente discute com aliados futuro do AGU após reprovação de indicação ao STF

A iniciativa seria uma espécie de prêmio de consolação ao ministro após a rejeição pelo Senado Federal do seu nome a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A avaliação dentro do governo federal é de que a nomeação de Messias poderia fortalecer a posição do aliado de Lula, demonstrando deferência política.

Além disso, blindaria sua imagem pública e o manteria em evidência para uma eventual nova indicação à Suprema Corte no futuro.

O diagnóstico é também que, no Ministério da Justiça, Messias também atuaria junto ao Supremo Tribunal Federal para arrefecer a resistência ao seu nome no Poder Judiciário.

Nos bastidores, a leitura é de que a transferência para Justiça o colocaria em um patamar mais elevado dentro do governo federal, ajudando a mitigar o desgaste provocado pela derrota.

Há ainda no Palácio do Planalto um sentimento de consternação com o resultado. Messias, na avaliação de assessores petistas, acabou “pagando o preço” do mau-caratismo que impera no Senado.

Nesse contexto, cresce internamente a defesa de um movimento de valorização do advogado-geral da União, como forma de reconhecimento pelo que aliados classificam como um sacrifício imposto a ele durante o processo de indicação.

Após a reprovação, o chefe da AGU chegou a desabafar com interlocutores que avaliava até mesmo pedir demissão por não ver ambiente político para seguir no cargo.

Messias se reuniu com o presidente Lula no Palácio da Alvorada após ser rejeitado pelos senadores.


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Política

Sem uma palavra crítica a Alcolumbre, mídia ataca Lula confessando-se derrotada por ele no primeiro turno

Lula está em 48,6 a 48,7% dos votos válidos, segundo a mais recente pesquisa CNT/MDA, afirmando que Lula está a 1,3 ou 1,4 ponto percentual de liquidar a eleição já no dia 2 de outubro, primeiro tuno.

A coisa é tão séria que simplesmente a mídia hegemônica, com toda a liberdade de imprensa, omitiu vergonhosamente essa pesquisa do instituto que mais acertou em 2022.

Isso é de uma violência manipuladora que jamais estaria no menu de uma imprensa séria. Dar resultados de pesquisas eleitorais que agradam à mídia, é muita canalhice, mas também explica o apoio à quadrilha Bolsonaro ligada ao bando que está sendo defenestrado pelo  governador interino do Rio de janeiro, Ricardo Couto, que mistura milícia com tráfico, com escritório do crime, contravenção de toda ordem que a política carioca, berço do bolsonarismo e por isso dominado pelo clã, é escancarada.

Então, O Globo, por exemplo, o maior jornalão em circulação no país, não por acaso com sede no Rio de Janerio, fala em revés de Lula, em derrota de Lula ou qualquer coisa negativa de Lula, o que nos faz lembrar as matérias desse mesmo periódico em prol de Collor, contra Lula, mas sobretudo contra o povo, principalmente quando o caçador de marajás caçou as contas correntes e as poupanças do povo brasileiro com três dias de páginas inteiras de exaltação dos Marinho ao “feito” de Collor.

É sobre isso que falamos, assim como o powerpoint de Andreia Sadi e as falácias da lavajatista, Malu Gaspar, sem falar em Merval Pereira, porque este, não tem graça.

Na verdade, Grupo Globo, Folha, Estadão, em defesa da agiotagem nacional, está naquela cruzada de todos ou tudo contra Lula, porque não têm a coragem de dizer o fato concreto, são todos contra os trabalhadores, os pobres e os miseráveis.

Na realidade, essa gente só está contra Lula, ou seja, contra o povo, isso a cinco meses da eleição. Imagina quando estiver a uma semana o que essa gente sapecará nos jornalões contra o presidente da República para que não exerça o seu quarto mandato.


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Política

Governo mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

Presidente reuniu ministros para discutir estratégia após Senado ter rejeitado AGU como indicado ao STF

Horas depois da derrota no Senado, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam traições na votação que culminou na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira (29).

Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um pacto para impedir a nomeação de Messias.

Pacheco era o escolhido de Alcolumbre para pleitear a vaga no Supremo, enquanto Lula reiterava a intenção de ter o senador como seu candidato ao governo de Minas Gerais, em busca de um palanque forte no estado. Lula acabou por indicar Messias após conversas com os envolvidos, mas ainda a contragosto do chefe do Senado.

O acordo, segundo interlocutores de Lula, teria sido selado durante um jantar na noite de terça-feira (28), na residência oficial do presidente do Senado, com intuito de evitar nova correlação de forças na corte. Messias teria contrariado ministros ao manifestar simpatia pela adoção de um código de ética no tribunal.

Entre aliados de Lula, suspeitas recaem sobre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, ambos do MDB de Alagoas. A desconfiança é que teriam votado contra a indicação de Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) que cobiçava a vaga do tribunal.

Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.

O AGU teve 34 votos a favor da indicação (sete a menos que o necessário) e 42 votos contrários. Essa foi a primeira rejeição a um indicado do presidente da República ao STF desde 1894.

Entre o fim da votação no Senado e convocação da reunião entre os membros do governo, Lula e Messias se falaram por telefone. Além da preocupação com o estado emocional de Messias, aliados do presidente contam que ele costuma repetir que “não se deve tomar decisões a 39 graus de febre”.

Por conta disso, qualquer reação é esperada para a semana que vem, após o feriado e a identificação dos responsáveis pela derrota.

Ainda durante o encontro, a agenda do presidente com a programação para esta quinta-feira (30) foi publicada informando uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, como primeiro compromisso do dia. Embora aliado de Hugo Motta (Republicanos-PB), Feliciano é um indicado do partido de Alcolumbre, o União Brasil.

Na saída do Congresso, a caminho do Alvorada, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o momento é de agir com inteligência, não com fígado. Ainda durante a sabatina, Guimarães esteve no Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. No Congresso, chegou a dar como certa a aprovação do AGU com mais de 41 votos, o mínimo necessário.

Com a rejeição de Messias, Guimarães enfrenta uma derrota em uma de suas principais missões desde que assumiu a chefia da articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

Durante a sabatina, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também visitou Lula. De acordo com o ICL, o presidente teria questionado ao senador como estaria o clima para a sabatina e para a aprovação, ao que Wagner informou que tudo corria bem.


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Política

Viúvas de Bolsonaro e mídia comemoram suposta derrota de Lula no Senado

Os últimos dias, a mídia passou colocando todos os seus farois e megafones para um jeca de casaca e cartola felpuda, Zema, para, segundo cálculo dessa mesma direita, atacar Gilmar Mendes e acertar Lula.

Sabe-se lá que cálculo é esse da mídia para uma equação tão estrambótica. Na verdade, isso só mostra a falta de rumo, pois Zema, além de se manter com 3% nas pesquisas atuais, sem avançar 00,1%, mostrando que a população deu de ombros para o seu besteirol, o tapado “ouvo” foi ultrapassado até por Renan Santos, do famigerado MBL

Ou seja, o banho de água fria foi mais gelado do que se imaginava. Agora, num rodopio infrene de uma perna só, o giroscópio da mídia, tentando fazer piruá virar pipoca na marra, mancheteia em garrafais uma suposta derrota de Lula com a negativa do Senado ao impedir que Jorge Messias fosse para o STF.

Messias sai com elegância, mas deixa cocô na corda, dizendo para a direita e a mídia que respeita o resultado por respeitar a soberania do Senado, coisa que os senadores que o barraram e a própria mídia não fazeram quando, de forma direita ou escamoteada, seguem par e passo com o genocida golpista, corrupto de pai e mãe e presidiário, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado e de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, deixando claro que essa choldra sempre operou em conjunto contra a sociedade brasileira.

As garrafais dos articulistas dos jornalões, não deixam dúvida, estão comendo lavagem com a previsão de uma possível vitória de Lula já no primeiro turno e a possibilidade de Flavio pular fora do certame presidencial e tentar a reeleição ao Senado para não perder a imunidade e terminar na cadeia pela montanha de crimes que responderá em nome da quadrilha Bolsonaro.

Não deixa de ser divertido esse flagrante desespero que toma conta do complexo da extrema direita, bolsonarismo e grande mídia, com a inevitável, indubitável e inquestionável sexta vitória de Lula num quarto mandato.


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Pesquisa

Pesquisa Atlas: Lula abre frente no 1º turno e Flávio Bolsonaro para de crescer

Novo levantamento mostra presidente ampliando vantagem na simulação principal por pequena margem. Disputa de 2º turno aponta empate técnico

nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), traz uma interrupção na tendência de aproximação que vinha sendo registrada nos meses anteriores do levantamento em relação à disputa no primeiro turno.

Enquanto o presidente Lula voltou a oscilar positivamente no principal cenário estimulado, passando de 45,9% para 46,6% em comparação com a pesquisa do instituto divulgada em março, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parece ter batido no teto de seu eleitorado no momento, recuando de 40,1% para 39,7%.

Mais atrás, aparecem Renan Santos (Missão) com 5,3%, acima dos 4,4% de março, Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3% e Romeu Zema (Novo) com 3,1%. Votos brancos, nulos e indecisos somam apenas 0,6%.

pesquisa Atlas

Em um segundo cenário de primeiro turno, com uma lista ampliada de candidatos, Lula mantém a liderança com 44,2%, seguido por Flávio Bolsonaro com 39,3%. Renan Santos marca 5,1%, Romeu Zema tem 3,5% e Ronaldo Caiado fica com 3,0%. Samara Martins (UP) e Ciro Gomes (PSDB) registram 2,0% e 1,3%, respectivamente.

pesquisa atlas 2

O instituto também testou um cenário de primeiro turno sem a presença de Lula, substituído pelo ministro Fernando Haddad (PT). Nessa simulação, há um empate técnico na liderança: Haddad marca 40,5% contra 39,2% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos anota 5,8%, seguido por Zema (3,8%) e Caiado (3,6%). Neste quadro, brancos e nulos sobem para 4,8%.

pesquisa atals 3

Simulações de segundo turno na pesquisa Atlas
As projeções para um eventual segundo turno mostram uma disputa acirrada. No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador do PL aparece numericamente à frente com 47,8%, contra 47,5% do atual presidente, configurando empate técnico.

Lula venceria em outros cenários testados. O presidente superaria Jair Bolsonaro (PL), inelegível e cumprindo pena em prisão domiciliar, por 48% a 46,8%, Romeu Zema por 47,4% a 46,5%, Ronaldo Caiado por 46,8% a 42,2% e Renan Santos por 47,1% a 23,5%.

Já nos cenários de segundo turno sem a participação de Lula, Flávio Bolsonaro venceria os eventuais adversários substitutos do presidente. O senador derrotaria Fernando Haddad por 48,1% a 44,3% e também superaria o vice-presidente Geraldo Alckmin por 47,5% a 45,9%.

Avaliação e aprovação do governo
Além dos cenários eleitorais, a pesquisa Atlas/Bloomberg mediu a percepção dos eleitores sobre a atual gestão. A avaliação do governo do presidente Lula manteve-se praticamente estável em relação ao mês de março. Atualmente, 42% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, mesmo patamar do levantamento anterior. Já a parcela que avalia a gestão como ruim ou péssima oscilou ligeiramente de 51% para 51,3%, enquanto 6,8% a consideram regular.

Quando questionados especificamente sobre o desempenho pessoal do presidente Lula, os números mostram um cenário dividido. Segundo o levantamento de abril, 52,5% dos eleitores desaprovam seu desempenho (eram 54% em março), contra 46,8% que o aprovam (eram 46% no mês anterior). Apenas 0,7% não souberam responder.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.008 eleitores da população adulta brasileira entre os dias 22 e 27 de abril de 2026. O levantamento utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) e a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07992/2026. Forum.


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Política

A cinco meses da eleição, pesquisas, se sérias, trazem a luz do momento

O fato concreto é que, criar expectativas quando nem a organização das campanhas eleitorais está pronta, se muito, as pesquisas trazem uma fotografia precipitada, porque é apenas do momento. Ou seja, não há justeza de valores. Talvez a próxima resposta para quem tem obsessão por pesquisas eleitorais, é a que afere os votos já consagrados, que, por conta de uma escolha definitiva, as pessoas colocam seus votos como certos em determinado candidato.

Aí nessa questão, Lula nada de braçada em relação aos outros candidatos. No caso da próxima eleição, por exemplo, Lula, nas suas intenções de voto, tem 76% sacramentadas, deixando uma margem de 24% que ainda podem ou não declinar da escolha.

Flavio Bolsonaro, por exemplo, tem como votos garantidos de seus eleitores, infinitamente menos, 39% e 61% podem mudar a escolha.

Ainda assim, a validade técnica disso é fugaz. Todos sabem que um voto pode ser mudado no portão de uma zona eleitoral, dependendo de fatores que possam estimular tal comportamento.

Por isso, vendo alguns chiliques, absolutamente precipitados, na eleição que ainda está na superfície com uma longa estrada de ferro pela frente, qualquer avaliação, agora, é especulação.


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Pesquisa

Atlas: Crescem a aprovação e a avaliação positiva do governo Lula

Ao mesmo tempo em que cresce nas intenções de voto para a presidência, Lula recupera popularidade, mostra levantamento; confira

A nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (28) mostra uma melhora na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto na aprovação pessoal quanto na avaliação do governo, em comparação com a rodada anterior.

De acordo com o levantamento, a aprovação de Lula chegou a 46,8%, um avanço em relação aos 46% registrados na pesquisa anterior. Já a desaprovação recuou, saindo de aproximadamente 54% para 52,5%.

Veja a série histórica:

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A avaliação do governo segue a mesma trajetória. O percentual de brasileiros que consideram a gestão positiva atingiu 42%, acima dos 41% da rodada anterior, indicando crescimento gradual e sustentado na percepção favorável. Outros 6,8% avaliam como regular ou não opinaram.

Crescimento simultâneo reforça recuperação
A comparação direta entre as duas rodadas evidencia um dado politicamente relevante: tanto a figura do presidente quanto a avaliação do governo avançaram ao mesmo tempo — um sinal mais robusto de recuperação de imagem.

Lula cresce na corrida à presidência
As projeções para um eventual segundo turno mostram uma disputa acirrada. No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador do PL aparece numericamente à frente com 47,8%, contra 47,5% do atual presidente, configurando empate técnico.

Lula venceria em outros cenários testados. O presidente superaria Jair Bolsonaro (PL), inelegível e cumprindo pena em prisão domiciliar, por 48% a 46,8%, Romeu Zema por 47,4% a 46,5%, Ronaldo Caiado por 46,8% a 42,2% e Renan Santos por 47,1% a 23,5%.

Já nos cenários de segundo turno sem a participação de Lula, Flávio Bolsonaro venceria os eventuais adversários substitutos do presidente. O senador derrotaria Fernando Haddad por 48,1% a 44,3% e também superaria o vice-presidente Geraldo Alckmin por 47,5% a 45,9%.

A pesquisa foi realizada entre 22 e 27 de abril de 2026, com 5.008 entrevistados, margem de erro de ±1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Forum.


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Política

Lula anuncia R$ 909 milhões para reforma agrária e agricultura familiar

Pacote inclui crédito para produção de leite, desapropriações, assistência técnica e primeira agroindústria de leite em pó em cooperativa de assentados em SP

O governo Lula anunciou nesta segunda-feira (27), em Andradina (SP), um pacote superior a R$ 909 milhões em medidas estruturantes para a reforma agrária e a agricultura familiar. Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, as ações integram crédito rural subsidiado, desapropriações de terras, assistência técnica, agroindustrialização e segurança alimentar. É o maior conjunto de investimentos no campo popular anunciado pelo governo em 2026.

A reforma agrária do século 21

As medidas anunciadas fazem parte do Programa Terra da Gente, criado em 2024 com o objetivo de ampliar o acesso à terra e estruturar uma reforma agrária produtiva e sustentável. Em três anos de governo, o programa já incluiu cerca de 230 mil famílias na reforma agrária, com a destinação de 27 mil lotes e a criação ou reconhecimento de 144 assentamentos em todo o país. Para garantir que essas famílias tenham condições reais de produzir, foram pagos mais de R$ 1,7 bilhão em crédito de instalação para aproximadamente 78 mil famílias assentadas — assegurando moradia, infraestrutura e início da atividade produtiva.

Nesta segunda, foram assinados dois novos decretos de desapropriação por interesse social. O primeiro abrange a Fazenda Sítio Boa Vista, em Americana (SP), com 103,45 hectares destinados a cerca de 70 famílias, onde será criado o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Milton Santos. O segundo contempla a Fazenda Caraúbas, em Santa Quitéria (CE), com expressivos 3.130,91 hectares e potencial para beneficiar 48 famílias. Ambas as áreas serão incorporadas ao sistema nacional de assentamentos voltados à produção sustentável.

A ministra Fernanda Machiaveli traduziu em palavras o modelo de reforma agrária que o governo defende: “É uma reforma agrária que gera renda, que tem acesso a maquinários e implementos agrícolas, que produz bioinsumos, que faz restauro ambiental, que produz agrofloresta, que trabalha com a agroecologia, que estimula a transição agroecológica, que cuida dos nossos recursos naturais. Essa reforma agrária traz bem viver para o rural brasileiro, para o povo do campo, para os homens e mulheres que acordam debaixo de sol, debaixo de chuva e trabalham para produzir o alimento saudável que chega nas mesas do povo brasileiro.”

Pronaf Mais Leite: tecnologia para quem mais precisa

O maior investimento do pacote é o Pronaf Mais Leite: R$ 450 milhões em crédito rural subsidiado estruturados a partir do Programa Nacional de Transferência de Embriões da Agricultura Familiar, lançado no último Plano Safra. A iniciativa democratiza o acesso a uma tecnologia de melhoramento genético dos rebanhos que, até então, era um privilégio do agronegócio. Nesse sentido, a produção por animal pode saltar de uma média de 3 a 8 litros de leite por dia para patamares entre 15 e 30 litros — multiplicando a renda do pequeno produtor sem necessidade de expandir áreas de pasto.

O contexto justifica o investimento. O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, com cerca de 1,17 milhão de propriedades rurais dedicadas à atividade. Dessas, aproximadamente 950 mil pertencem à agricultura familiar, responsável por mais da metade da produção nacional. Como afirmou a ministra Machiaveli, “o leite é uma cadeia produtiva constituída majoritariamente nas pequenas propriedades dos assentamentos da reforma agrária e nas propriedades da agricultura familiar.”

Para acessar o crédito, o produtor deve procurar sua cooperativa ou uma instituição financeira e elaborar o projeto de financiamento. As principais linhas disponíveis são o Pronaf Mais Alimentos, com juros de 3% ao ano e limite de até R$ 250 mil por produtor; o Pronaf A, voltado a assentados da reforma agrária, com juros de 0,5% ao ano e teto de R$ 50 mil; e o Pronaf B, direcionado a pequenos produtores de baixa renda, também com 0,5% ao ano e limite de R$ 12 mil. Para cooperativas, destacam-se o Pronaf Mais Alimentos — com até R$ 8 milhões a 3% — o InvestAgro–Renovagro, com até R$ 5 milhões a 8,5% ao ano, e uma nova linha de crédito do Pronaf voltada exclusivamente a cooperativas de leite, com R$ 150 milhões em recursos disponíveis.

A Coapar e o poder da luta coletiva

Um dos momentos mais carregados de significado político foi a assinatura do contrato de R$ 15 milhões entre o governo federal, o Banco do Brasil e a Coapar — Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agropecuária dos Assentados e Agricultores Familiares da Região Noroeste do Estado de São Paulo. O investimento viabilizará a construção da primeira fábrica de leite em pó do estado, com capacidade para processar 25 mil litros de leite fluído por dia, substituindo a produção hoje terceirizada e agregando valor diretamente na cooperativa.

Alckmin celebrou o feito com entusiasmo: “Eu estive aqui há quatro anos e vi o quanto a Coapar cresceu, fabricando queijo, iogurte, manteiga e agora será a primeira fábrica a produzir leite em pó no nosso estado. A Coapar é um exemplo de sucesso. Aqui ficam duas lições: a do associativismo e a do cooperativismo.”

O vice-presidente da Coapar, Lourival Placido de Paula, lembrou as origens humildes e a força da resistência coletiva: “A Coapar é a resistência dos pequenos, daqueles que não têm nada. Todos em assentamento, para resistir contra os grandes e mostrar que unidos, juntos, podemos muito mais.”

O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, foi direto ao situar historicamente aquele momento: “Se hoje estamos produzindo comida para o povo brasileiro, é sempre bom lembrar: tudo isso começou com a ocupação do latifúndio.”

Assistência técnica, leite solidário e crédito para assentados

O pacote vai além do crédito produtivo. O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Anater, lançou um edital de R$ 28,5 milhões para Assistência Técnica e Extensão Rural voltada ao setor leiteiro, beneficiando diretamente 4.050 famílias em todo o território nacional. O programa está dividido em 27 lotes, cobrindo todos os estados e o Distrito Federal, com prazo de execução de 18 meses e prioridade para assentados da reforma agrária, comunidades tradicionais e pescadores artesanais.

Também foi anunciada a destinação de R$ 100 milhões em leite em pó adquirido via Programa de Aquisição de Alimentos para as Cozinhas Solidárias — conectando diretamente a produção da agricultura familiar às políticas de segurança alimentar nas periferias do país.

Para os assentados, foram liberados mais de R$ 155 milhões em créditos para mais de 9 mil beneficiários em todo o Brasil. Somente em São Paulo, R$ 24,5 milhões em créditos de fomento e habitação atenderão 794 famílias assentadas.

Oito décadas de crédito em três anos

Os números acumulados desde 2023 revelam a dimensão da transformação em curso. O Pronaf disponibilizou R$ 33,9 bilhões em financiamentos para a cadeia produtiva do leite, distribuídos em cerca de 777,7 mil operações — sendo R$ 20,2 bilhões para custeio da produção, R$ 12,6 bilhões para investimentos produtivos e cerca de R$ 1 bilhão para industrialização. Em relação ao período anterior, o volume de crédito para a atividade cresceu 81%.

Os anúncios desta segunda reafirmam, com números concretos, a aposta do governo Lula na integração entre acesso à terra, produção cooperativa, agroindustrialização e assistência técnica como pilares de soberania alimentar e desenvolvimento territorial. É a demonstração de que a reforma agrária do século 21 não se faz apenas com a distribuição de lotes — mas com tecnologia, crédito, cooperativismo e o compromisso de que o campo que alimenta o Brasil seja também o campo que prospera.

*com informações do Governo Federal/Vermelho


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Política

Roberto Justus: Lula é um líder genuíno, Bolsonaro é um lambão

Na realidade, Justus deixou claro que, mesmo com reticências ideológicas, as ações do governo Lula são republicanas, por ser Lula um grande líder.

Já Bolsonaro, guiado por seu temperamento bruto e golpista, recebeu de Justus a pecha de mau perdedor e de um lambão que fez uma série de bobagens durante seus quatro anos de mandato.

Não! Roberto Justus não mudou de bandeira, segue acreditando piamente no anacronismo neoliberal, mas enxerga em Lula alguém extremamente confiável no sentido literal, republicano, democrata.

Para quem acha que Bolsonaro nem besteira fez, porque, como um vagabundo que é que jamais trabalhou na vida e é um agitador barato, o que lhe custou a cassação no Exército, por ameaça de terrorismo dentro da própria instituição, as palavras de Justus podem soar lógicas, na medida em que a falta de caráter de Bolsonaro é algo indelével.

No entanto, essa realidade dita por um declarado opositor ideológico da esquerda, acaba por colocar luz de farol dentro do próprio campo liberal, sobretudo quando afirma que jamais votaria novamente em Bolsonaro.

Esse é um ponto perceptível até na Faria Lima contra Flavio, que tem como único projeto para o Brasil, livrar o pai da cadeia. Aliás, é essa receita de país que foi aprendida por Flavio com seu pai, de cor e salteado.


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