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A maldição neoliberal de FHC

As pessoas devem se perguntar, por que um presidente que quebrou o país três vezes em oito anos, é tão adorado pela mídia se apenas 27% da população aprovaram seus mandatos?

Em contrapartida, todos gostariam de ter uma resposta do ódio que a mesma mídia nutre contra Lula, sendo que ele saiu dos mesmos dois mandatos com 87% de aprovação.

Quem está errado, a população ou a mídia? Depende, a mídia estaria certa se o assunto fosse sobre a elite que se beneficiou com a privataria de FHC, mas está errada no que se refere aos resultados concretos na vida do povo e, por isso, o recorde de rejeição a FHC.

Mais uma pergunta: se Temer, Collor, Sarney são tratados pela mídia com desprezo, obtendo os mesmos resultados, sob todos os pontos de vista de suas gestões, iguais aos de FHC, por que este é tratado como um príncipe?

Não pode ser simplesmente pelo verniz intelectual que FHC vendeu. Na verdade, o que parece é que ele foi a última água que fez o moinho da direita andar dentro da escala do poder, e ali ela secou. De lá para cá, o PSDB, que era o principal partido da direita, foi sofrendo uma desidratação tal que a mídia teve que cumprir o papel dos tucanos, não somente ela, é verdade, o próprio sistema de justiça brasileiro teve que ser convocado para carimbar as ações golpistas dos tucanos.

Mas nada disso impediu que o PSDB se transformasse em pó e, praticamente evaporasse como partido da vida política do país, pelo menos naquilo que representa uma democracia, que é a empatia de um partido com o povo e vice-versa.

Agora, não tendo como ressuscitar o finado tucanato, o soro da direita, se não migrou para Bolsonaro, descendo ainda mais o fundo do poço, está taxiando como um urubu à caça de uma carniça que parece cada dia mais distante, já que a população brasileira lacrou o caixão do PSDB, e o próprio partido ajudou a construir seu funeral quando protagonizou o golpe contra Dilma a partir de seu presidente, o corrupto deputado Aécio Neves, que deu uma de Trump não aceitando sua derrota para Dilma.

Mas ele poderia ter sido freado se FHC tivesse 000,1 de dignidade, mas não tem. Pior, FHC é ressentido não exatamente com o PT ou com Lula, mas os ataca porque, como dizia Florestan Fernandes sobre o qual FHC, que dele foi aluno, falsamente construiu sua imagem de discípulo, no Brasil, o feio não é ter preconceito, mas declará-lo.

Então, FHC, que nada tem a ver com o legado absolutamente fantástico de Florestan Fernandes, segue sendo o mesmo mesquinho, o mesmo medíocre que foi protegido por essa mídia, tão ou mais medíocre que ele, e é santificado como uma espécie de Roque Santeiro contemporâneo. O sujeito promoveu o maior roubo da história do país com suas privatizações, um dos maiores níveis de desemprego e quebradeira de empresas brasileiras, fazendo com que a moeda se desvalorizasse pesadamente frente ao dólar, deixando de herança uma monstruosa dívida com o FMI, que foi paga por Lula e, consequentemente nem um único tostão furado de reservas internacionais.

Já Lula e Dilma, juntos, deixaram quase US$ 400 bilhões de reservas. mas os dois, que estão absolutamente censurados pela Globo, são tratados pela mídia com o ódio com que o PT sempre foi tratado muito antes de ser governo.

O que se tem hoje é fruto disso, para ser mais claro, Bolsonaro no poder é fruto do casamento da mídia com FHC, o que não deixa de ser irônico, já que não há cidadão no mundo menos selvagem, para não dizer medieval do que Bolsonaro. mas ainda assim, nem FHC e, muito menos a mídia acham que ele deve ser derrubado, mesmo diante das suas absurdas declarações sobre a pandemia, depois de provocar a morte de mais de 164 mil brasileiros.

Na realidade, além dos militares e do próprio STF representando o sistema de justiça, FHC e a mídia são os grandes fiadores dessa tragédia. Mas tudo parte de FHC, como é dito aqui. Hora nenhuma a mídia é contrária às suas posições e, com isso, a maldição que FHC lançou sobre o Brasil quando governou, continua sendo renovada com menos verniz por esse que, certamente, junto com Roberto Marinho, disputa a posição de pior brasileiro da história do Brasil.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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A paciência dos golpistas de Dilma com os crimes de Bolsonaro é coerente, ou não seriam golpistas

Duas coisas estão claras, assim como os golpistas combinaram derrubar Dilma sem qualquer crime, determinaram também que, mesmo diante de todos os crimes da família Bolsonaro, ninguém seria penalizado.

Assim, a ópera bufa chamada Brasil vai se transformando numa anedota mundial.

Bolsonaro não é o último negacionista da Covid-19, existem muitos outros imbecis como ele, alguns arrependidos, outros, como Trump, não. Mas ser contra vacina é exclusividade de Bolsonaro.

Comemorar a morte de alguém para azedar os estudos da vacina chinesa CoronaVac também é exclusividade do maníaco do Planalto.

Até aí, nada demais. Todas as declarações que Bolsonaro deu durante a sua vida pública, numa democracia de verdade, ele já estaria preso, sem falar de todos os crimes que envolvem sua família e que se transformaram num escândalo mundial.

Mas no Brasil, Moro, um herói de “combate à corrupção” forjado pelas redações da Globo, aceitou barganhar a cabeça de Lula por um cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública para fazer degrau rumo à cadeira presidencial.

Rodrigo Maia é o frasista do vazio, ora solta palavrórios com juras de amor a Paulo Guedes, por ordem dos banqueiros, ora faz sonetos sobre as falas criminosas de Bolsonaro sem qualquer eficácia para o que de fato interessa, a cassação do seu mandato.

Na verdade, Maia e Bolsonaro, assim como todos os políticos que o seguram no cargo, que estavam no Congresso no período em que Dilma foi golpeada, votaram por sua cassação, sem apresentar de fato qualquer crime.

O que se tem de concreto no Brasil hoje é a continuidade de um processo que culminou num golpe contra Dilma e que segue com a impunidade absoluta de um bandoleiro como Bolsonaro.

Tudo isso somado ao esteio dado pelos meritíssimos do STF e os militaríssimos das patentes mais altas das Forças Armadas que seguiram a rota do golpista general Villas Bôas.

Isso significa que o Brasil vive um golpe sobre o outro, melhor dizendo, a terceira geração de golpes que iniciou em 2016 contra Dilma, seguiu contra Lula e, agora, mantém Bolsonaro no poder, mesmo diante de uma interminável lista de escândalos e crimes que envolvem diretamente o presidente da República.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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A mídia, que apoiou Bolsonaro, está mais “antipetista” do que nunca

O ” antipetismo” está para a velha mídia industrial, como o “anticomunismo” está para o bolsonarismo, que é uma cópia do trumpismo.

Se para Bolsonaro, em sua caricatura de Trump, tudo o que não é espelho, é comunismo, para a mídia industrial, sobretudo a Globo, tudo o que não for mercado, é antipetismo.

E quem não é mercado? Os pobres, os trabalhadores. Mas como é feio atacá-los, ela ataca a esquerda, mas não de forma genérica, ataca o maior partido de esquerda do país, o PT. E se o ataque frontal da mídia ao PT se desgastou nos últimos cinco anos de Lava jato, com as descobertas da armação entre as redações, a Força-tarefa de Curitiba e o juiz corrupto e ladrão, o negócio agora é fazer de conta que não existem Dilma, Lula e o PT, o que significa não existir trabalhadores, desempregados, perda do poder de compra do salário mínimo e a volta da miséria de forma epidêmica.

Nesse ponto, a crítica da mídia a Bolsonaro é um bom negócio, pois assim não debate as questões centrais que afligem os brasileiros, como as reformas que pioraram muito a vida do povo, tanto que ela consegue criticar Bolsonaro resguardando a imagem de Paulo Guedes, que foi o principal motivo do seu apoio à eleição de Bolsonaro por Guedes ser a própria encarnação do neoliberalismo e, consequentemente, dos banqueiros.

Claro que isso, muitas vezes, torna-se uma grande piada. Num fato político de repercussão nacional, por exemplo, a Globo colhe declarações de políticos mumificados como FHC ou de uma “grande liderança”, de importância nenhuma, de um partido que só é lembrado quando citado pela mídia em suas manobras editoriais.

O negócio é manter o PT, Lula e Dilma fora dos assuntos ligados à política, a não ser para comemorar uma suposta perda de território político na agenda eleitoral, como estão agora tagalerando Cantanhêde e cia.

O fato é que não se sabe se essa estratégia é por burrice ou pela falta de uma agenda minimamente popular, ou que, pelo menos produza vertigem nos incautos.

Na verdade, o que a direita tem hoje, é isso. Se antes, ela usava o ataque ao PT com uma série de mentiras e fake news para tentar catapultar um tucano qualquer, agora, praticamente mortos, a mídia prefere fazer de conta que a esquerda brasileira também morreu, fato que não deixa de ser revelador, pois escancara a inanição porque passa o conservadorismo tropical.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Política

Líderes mundiais pedem anulação das sentenças contra Lula pelo STF; veja lista

Leia a íntegra do “Manifesto de solidariedade internacional ao presidente Lula e pela votação do habeas corpus pelo STF”, assinado por 356 nomes.

Líderes políticos, sociais e intelectuais de 46 países assinaram um manifesto que defende a anulação, no STF, das sentenças contra o ex-presidente Lula. O documento será entregue a Gilmar Mendes. Abaixo, você lê a íntegra do manifesto, da lista dos 356 signatários e de seus países de origem.

MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AO PRESIDENTE LULA E PELA VOTAÇÃO DO HABEAS CORPUS PELO STF

Exmos. Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal

Nós, os signatários da presente carta, nos dirigimos respeitosamente aos senhores, integrantes da máxima Corte judicial do Brasil, para expressar-lhe nossa profunda preocupação com curso do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os fatos revelados pelo site The Intercept, difundidos em diversos outros meios de comunicação do Brasil e do mundo, evidenciam que regras fundamentais do devido processo legal foram reiteradamente violadas. Ademais, a conduta do Sr. Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, bem como de outros membros das Forças Tarefas da Lava Jato e do Ministério Público, deixa claro não somente a existência de conluio em um processo altamente politizado, como também que foi negado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu direito inalienável a um julgamento imparcial. Recebemos com estranhamento as notícias de que houve ingerência do FBI e do Departamento de Justiça do governo dos EUA com os procuradores da Lava-Jato. Sabemos que é inaceitável que governos estrangeiros atuem sobre processos judiciais locais que agridem a soberania e escondem outras motivações políticas e econômicas.

Entendemos que o Estado de Direito, no Brasil ou em qualquer outro país, corre sérios riscos quando não há respeito ao devido processo legal, que garante a todos os cidadãos o direito a um processo justo e imparcial. Entendemos, ainda, que a Corte possui um papel essencial na salvaguarda das instituições e da democracia brasileira. Assim, pedimos respeitosamente aos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal que não se furtem à sua responsabilidade histórica, e atuem na plenitude de suas funções para reparar as injustiças cometidas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lista de apoio ao manifesto:

Adelina Escandell. Senadora por ERC-Sobiranistes, Catalunya

Adolfo Aguirre, Secretario de Relaciones Internacionales de la CTA Autónoma y Coordinador de la CNTI de Argentina

Adolfo Pérez Esquivel, ativista de direitos humanos, Argentina

Aida Garcia Naranjo, Partido Socialista, Peru

Ainur Kurmanov, Co-Presidente do Movimento Socialista do Cazaquistão

Aldo Marchetti, docente di sociologia, del lavoro alle Università di Milano e Brescia

Alejandra Placencia Concejala Ñuñoa, RM, Chile

Alejandro Forero Cuéllar, Profesor del Departamento de Derecho Penal y Criminologia, Universidad de Barcelona.

Alejandro Javier Rusconi, Secretario de Relaciones Internacionales del Movimiento Evita

Alejandro Navarro, Chile

Alessandro LucchiniI, Secretário-geral adjunto do Partido Comunista da Suíça e Vereador do parlamento municipal da cidade de Bellinzona (Suíça)

Alex Zanotelli, Padre, Napoles, Italia

Alfred Mofokeng, South Africa

Ali Ahmed Belkhadr, President of the General Federation of Yemeni Trade Unions

Alicia Lira Presidenta Agrupación de Familiares de Ejecutados Políticos, Chile

Amalia Pereira Campos, Vicepresidenta, Chile

Amaro Labra Diputado, Chile

Ana Miranda, Portavoz do BNG en Europa

Ana Pontón, Portavoz Nacional do BNG

Anders Soerensen, editor in chief Arbejderen, Denmark

André Chassaigne, Presidente da Bancada de Deputados da Esquerda Democrática e Republicana, França

Andrea Palacios Riquelme, encargada de la mesa del sector público, Chile

Andrej Hunko, membro do Bundestag (Parlamento) alemão e vice-presidente do grupo parlamentar DIE LINKE no Bundestag – Alemanha

Andrés Araúz, candidato presidencial Ecuador

Angela Di Scala, Italy

Angela Hidding, Grupo de solidariedade com os sindicatos brasileiros de Mannheim / Ludwigshafen, Alemanha

Antonino Quaranta, Presidente della Cooperativa Impresa Sociale “Della Terra contadinanza necessaria” ETS, Italia;

António Avelãs Nunes – Professor Catedrático aposentado da Universidade de Coimbra, Portugal

António Avelãs Nunes – Professor Catedrático Jubilado da Universidade de Coimbra

Antonio Bonfatti, Partido Socialista de Argentina

António Filipe – Deputado do Partido Comunista Português, Vice-Presidente da Assembleia da Republica Portuguesa

António Filipe – Deputado do Partido Comunista Português, Vice-Presidente da Assembleia da República Portuguesa

Antonio Lupo, médico, Itália

Antonio Vermigli, giornalista, direttore della rivista IN DIALOGO QUARRATA (PT) Italia

Ariel Ramos Concejal Macul, RM, Chile

Aymara Salamanca Consejera Nacional de la CUT, Chile

Ayuba Wabba, President Nigeria Labourt Congress – NLC and President of ITUC

Baltasar Garzón – jurista espanhol, foi Magistrado-Juiz da Central de Instrução do tribunal penal de máxima instância na Espanha, a Audiência Nacional.

Bárbara Figueroa Presidenta Central Unitaria de Trabajadores de Chile – CUT

Beatriz Paredes, México

Benjamín Heisecke Duarte, Partido de la Participación Ciudadana, Paraguay

Bernd Riexinger, presidente do Die Linke (Alemanha)

Bertone Maria pensionata ITALIA

Bheki Ntshalintshali – Congress of South African Trade Unions (General Secretary) – South Africa

Boaventura de Sousa Santos – sociólogo, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Bogdan Iuliu HOSSU, Presedinte CNS “Cartel ALFA”

Boris Barrera Diputado, Chile

Bosse Johansson

Camila Donato Concejala Macul, RM, Chile

Camila Vallejo Diputada, Chile

Camilo Lagos, Chile

Camilo Sánchez Sociólogo, Presidente de las Juventudes Comunistas de Chile

Capítulo Cubano y los Movimientos Sociales

Carlos Enrique Mancilla García, Secretario General – Confederación de Unidad Sindical de Guatemala CUSG

Carlos Insunza Consejero Nacional de la CUT, Vicepresidente ANEF

Carlos L. Sánchez, Secretario General de la Alianza por la Democracia (APD) y Diputado al Parlamento Centroamericano (PARLACEN) por la República Dominicana 2020-2024.

Carlos Rozanski, ex juez de Cámara Federal. Argentina.

Carlos Sotelo, México

Carmen Hertz Diputada, Chile

Cathy Feingold, Vice Presidente da CSI

Cecilia Díaz, Frères des Hommes, ONG de desenvolvimento e solidaridade, Bélgica

César Bunster Concejal Puente Alto, RM, Chile

Chadacki Kipulu, médico, República Democrática do Congo

Chantal Mouffe, University of Westminster, Inglaterra

Charlotte Casey, San Jose CA, USA

Christina S. Mfanga, SECRETARY GENERAL- TANZANIA SOCIALIST FORUM

Cícero Pereira da Silva, Secretario de Política Social de la CSA

Clara Lopez, Colombia

Clark Pratt, Municipal Council Member, Odsherred, Denmark

Claudia Fanti – Italia

Claudia Pascual Ministra de la Mujer y la Equidad de Género, durante el segundo período de gobierno de la Presidenta Michelle Bachelet

Claudio De Negri, Encargado Relaciones Internacionales, Partido Comunista de Chile

Claudio Lozano, economista y ex Diputado Nacional de Argentina

Claus Westergreen, chairman tradeunion 3F BJMF (constructionsworkers etc) Copenhagen

Constanza Gabriela Román Vicepresidenta Mesa Interina Federación de Estudiantes de la Universidad Austral de Chile, Valdivia

Costas Douzinas, Professor of law, Birkbeck School of Law, director of the Birkbeck Institute for the Humanities at Birkbeck, University of London

Cristian Weibel Concejal Recoleta, RM, Chile

Cristina Meneses Albizu-Campos, Vice Presidenta, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Damian Loreti – Es abogado por la Universidad de Buenos Aires y doctor en Ciencias de la Información por la Universidad Complutense de Madrid; profesor titular de la Cátedra Libre UNESCO-Libertad de Expresión de la Facultad de Periodismo y Comunicación Social de la Universidad Nacional de La Plata.

Daniel CATALANO, Secretario Adjunto – CTA de los Trabajadores Argentina

Daniel Jadue Alcalde Comuna de Recoleta RM, Chile

Daniel Martínez, Uruguay

Daniel Núñez Diputado, Chile

Dave Gould, ASLEF Head of Policy and Communications, London.

David Abdulah, Political Leader Movement for Social Justice, Trinidad andTobago

David Acuña Millahuelque, subsecretario

David Acuña Millahuelque, subsecretario, Chile

Davide Rossi, Professor e Diretor do Instituto de História e Filosofia do Pensamento Contemporâneo (ISPEC), Suíça

Diether Dehm, member of parliament for DIE LINKE/THE LEFT in Germany

Duarte Correa Piñeiro. Secretário de Relações Internacionais da União do Povo Galego

Edgardo Aníbal LLANO, Secretario Adjunto – CTA de los Trabajadores Argentina

Edoardo Cappelletti, Jurista e Vereador do parlamento municipal da cidade de Lugano (Suíça)

Eduardo Contreras Abogado de Derechos Humanos, Chile

Elena Hileg Iannuzzi, attivista, Italia.

Elena Salazar Concejala Independencia, RM, Chile

Elizabeth Jiménez Concejala Pedro Aguirre Cerda, RM, Chile

Emilio Camacho – jurista paraguayo, doctor en derecho Univ. Complutense de Madrid, Ex Senador Nacional, Juez Ad Hoc de la Corte Interamericana de Derechos Humanos. Actualmente Asesor Jurídico en la Honorable Cámara de Senadores.

Enrique Jaca, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Eric campos bonta, vicepresidente de comunicación, Chile

Erick Campos Dirigente Nacional CUT, Presidente Sindicato 1 Metro, Chile

Ernesto Samper, ex Pdte Colombia

Esperanza Martínez, Paraguay

Esteban Silva Cuadra, Movimiento del Socialismo Allendista, Chile

Esther Latorre Larrodé, Espanha

Esther Mofokeng, South Africa

Fabián Caballero Vergara, vicepresidente de educación, Chile

Fabiana Rousseaux – Directora de la Asociación Civil Territorios Clinicos de la Memoria, Argentina

Fabien GAY, sénateur de Seine St Denis, France

Fabien ROUSSEL, Député du Nord, scerétaire nationale du PCF

Faissal Aoussar : Activiste Amazigh et militant des droits de l’homme, Alhoceima, Marrocos.

Fatima Rallo Gutiérrez, Cospp, Paraguay

Felipe Zavala Concejal Estación Central, RM, Chile

Fernando Lugo, ex Pdte Paraguay

Fernando Manzur Concejal Recoleta, RM, Chile

Frances O’Grady, General Secretary, Trades Union Congress, Great Britain

Francis WURTZ, Député au Parlement Européen 1979 à 2009, Ancien Président du groupe de la Gauche Unitaire Européenne, de la Gauche Vert Nordique

Francisca Rodríguez Presidenta Asociación Nacional de Mujeres Rurales ANAMURI, Chile

Francisco Sierra Caballero, Catedrático de Teoría de la Comunicación de la Universidad de Sevilla y Presidente de ULEPICC – Unión Latina de Economía Política de la Información, la Comunicación y la Cultura (ULEPICC-Federação).

Franck Georges Wilbert, Coordonnateur de l’UNNOEH de la République d’Haïti

Freda Oosthuysen – Congress of South African Trade Unions (National Treasurer) – South Africa

Gabriela Rivadeneira, Ecuador

Gabriella Campregher, Associazione di Volontariato Internazionale Tremembè Onlus Trento – ITALIA

Gerardo Lugo Segarra, Presidente, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Gerardo Pisarello – político y jurista hispanoargentino, doctor en Derecho y profesor titular de Derecho Constitucional de la Universidad de Barcelona. Actualmente Diputado espanhol.

Gezim Kalaja, President of BSPSH Albania

Gianni Novelli per il Cipax (Centro interconfessionale per la pace di Roma, Italia)

Giovanni Russo Spena, ex-senatore (Italia)

Giuliano Granato, membro del Coordinamento Nazionale di Potere al Popolo, Italia

Gloria Rodríguez Concejala Pedro Aguirre Cerda, RM, Chile

Gonzalo Lizama Concejal Pudahuel, RM, Chile

Grace Arcos Concejala Cerrillos, RM, Chile

Graeme Morris, MP, Easington County Durham

Grahame Morris MP, Representing Easington County Durham.

Gregory Duff Morton, Bard College, USA

Grygorii Osovyi, President of Federation of Trade Unions of Ukraine

Guillermo Salinas Vargas, Vicepresidente de organización, Chile

Guillermo Salinas Vargas, Vicepresidente de organización.

Guillermo Teillier Presidente Partido Comunista de Chile. Diputado

Gustavo Arias Concejal San Joaquín, RM, Chile

Gyula Thurmer, President Hungarian Workers Party

Harold Correa – Magister Universidad del País Vasco, España. Fundador Estudio Jurídico Correa Asociados, Santiago de Chile Actualmente ejerce como Abogado y consultor internacional.

Hassan Yussuff, President, Canadian Labour Congress, Canada

Héctor Sánchez. Secretario General de Comunistes de Catalunya

Heike Hänsel, membro do Bundestag (Parlamento) alemão e vice-presidenta do grupo parlamentar DIE LINKE – Alemanha

Hugo Godoy, Secretario General de la Asociación Trabajadores del Estado de Argentina

Hugo Gutiérrez Diputado, Chile

Hugo Guzmán Periodista. Director del periódico El Siglo, Chile

Hugo Martínez, El Salvador

Hugo Yasky, Secretario General – CTA de los Trabajadores Argentina

Ignacio Alejandro Escobar Presidente Mesa Interina Federación de Estudiantes Universidad Austral de Chile, Valdivia

Ilda Figueiredo – Presidente da Direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação

Iñaki Rivera Beiras – (Prof. de Criminologia y Derecho Penal de la Universidad de Barcelona y Diretor del Observatório del Sistema Penal y Derechos Humanos de la UB);

Iraci Hassler Concejala Santiago, RM, Chile

Irene Clausen, teacher and postal worker, organizer og Palestine-solidarity

Isabel Gómez Vicepresidenta de la Sociedad de Escritores de Chile, poeta

Ishkra Wladimir Calderón Concejal Renca, RM, Chile

Isidoro Moreno Navarro, Catedrático emérito de Antropología Social, Universidad de Sevilla, Andalucía, Estado español.

Jabulane Motaung, Accounting, South African.

Jacobo Ramos, Presidente de la Confederación Nacional de Trabajadores Dominicanos – Reública Dominicana

Jacques Boivin, Educador, (França)

Jaime Gajardo Vicepresidente Colegio de Profesores de Chile

Jamal Ajbara, Democratic Way Party, Marrocos.

James Counts Early, Institute for Policy Studies Board, Former Assistant Secretary Education and Public Service Smithsonian Institution, Washington, DC., USA

Jamshid Ahmadi, Assistant General Secretary, Committee for the Defence of Iranian People’s Rights (CODIR), Irã

Javier Moreno, Profesor en la Facultad de Comunicación en la Universidad Carlos III, Madrid

Javier Vicente Tejada, USO Espanha

Jeanette Jara Ex Subsecretaria Previsión Social, Chile

Jeffrey Frank, National Cordinator Friends of the MST

Jehad Yousef Médico pediatra Diputado del consejo nacional palestino Palestina

Jeremy Corbyn, MP for Islington North, London

Joachim Wahl, cientista, Alemanha

Joan Josep Nuet. Diputado en el Congreso por ERC-Sobiranistes, Catalunya

Jodie Evans, co funder CODEPINK, Estados Unidos

Joergen Petersen, chairman of Danish Communist Party (KP)

John Bellamy Foster, Professor, Sociology, University of Oregon

John Mage, Esq.Attorney-at-law, Member of the Bar of the State of New York

Jordania Ureña Lora, Secretaria de Política Sindical y Educación de la CSA

Jorge Ceriani, Resp. Commissione Internazionale, PRC-SE (Roma, Italia)

Jorge Coulón Músico, Director Grupo Inti-Illimani, Chile

Jorge Drkos, Frente Transversal Argentina, Argentina

Jorge Taiana, Argentina

José A. Bayardi Lozano, Ex Diputado Nacional, ex Ministro de Defensa Nacional y ex Ministro de Trabajo y Seguridad Social, URUGUAY.

José Cademártori Ex Ministro de Economía del gobierno de Salvador Allende

José Castillo Morales, Secretario General, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Jose Castillo, Docente, Panamá

José Manuel Díaz, vicepresidente de gestión y finanzas, Chile

Jose Maria Álvarez, Secretario General de UGT de España

José Rivera Rivera, Portavoz Frente Socialista de Puerto Ric

Juan Bustamante Concejal La Pintana, RM, Chile

Juan Carlos Burillo García, Presidente del Comité de Solidaridad Internacionalista, Zaragoza, Aragón. España.

Juan Carlos Concha Ex Ministro de Salud del gobierno de Salvador Allende

Juan Carlos Monedero- politólogo e escritor espanhol, professor de Ciência Política na Universidade Complutense de Madrid.

Juan Castillo, Secretario General, Partido Comunista Uruguay

Juan Moreno Gamboa, encargado de la. Secretaria del comercio, Chile

Juan Moreno Gamboa, encargado de la. Secretaria del comercio.

Judith Rodríguez Concejala Cerro Navia, RM, Chile

Judith Valencia Maestra Escuela Robinsoniana/FFM. Venezuela.

Julia Requena Castillo, vicepresidenta de la mujer, Chile

Julio Fuentes, Presidente de la CLATE

Karen PALMA tapia, encargada de secretaría de la salud, Chile

Karol Cariola Diputada, Chile

Kasongo Ilunga, Point Focal du Mouvement Citoyen Biso Peuple, République Démocratique du Congo

Kassahun Follo, President – Confederation of Ethiopian Trade Unions (CETU)

Kathrin Vogler, Member of the German Bundestag

Kemy Oyarzún Académica Universidad de Chile

Kevin Courtney, National Education Union, England

Khmais Bouguerra, Professor, Tunisia

Kol Nikollaj, President of Confederation of Trade Unions of Albania – KSSH

Laura Sofía Stella Pezoa Presidenta Federación de Estudiantes de la Universidad Diego Portales, Chile

Laurence COHEN, sénatrice du Val de Marne

Laurent Berger, Secretario general de la CFDT (Francia)

Lautaro Carmona Secretario General Partido Comunista de Chile

Leire Azkargorta, país Basco

Len McCluskey, General Secretary, Unite Kingdon

León Lev, Frente Amplio, Uruguay

Leonel Falcon Guerra, PARTIDO HUMANISTA PERUANO, Peru

Leticia Quagliaro, Presidente Unidad Popular de Argentina

Lorena Pizarro Presidenta Agrupación Familiares Detenidos Desaparecidos, Chile

Louisa Thipe – Congress of South African Trade Unions (2nd Deputy President)- South Africa

Luca Frei, Secretário-geral do Juventude Comunista Suíça

Lucio Gentili, Forum Italiano dei Movimenti per l’Acqua, Italia

Luigi Ferrajoli, Prof. Emérito Universitàt degli estudi Roma Tre.

Luis Díaz Concejal Quinta Normal, RM, Chile

Luis González Concejal Recoleta, RM, Chile

l’Union Nationale des Travailleurs du Mali UNTM

Lydia SAMARBAKHSH, membre de l’exécutif national du PCF, responsable du secteur international.

M.Haniff PEERUN, President All Workers Federation, president Mauritius Labour Congress

Madalena Santos – Presidente da Associação Portuguesa de Juristas Democratas

Maggie Bowden, United Kingdon

Maite Mola – Primeira Vice-presidenta do Partido da Esquerda Europeia

Malaoui Rachid, le president de la CGATA Argélia

Mamadou Niang -Confédération Générale des Travailleurs de Mauritanie (CGTM)

Manuel Ahumada Presidente Confederación Trabajadores del Cobre CTC, Chile

Manuel Romero Fuenzalida, subsecretario, Chile

Manuela Gutiérrez Vocera Coordinadora Nacional de Estudiantes Secundarios, Chile

Marc Leeman, President of ACV-CSC Belgium

Marcela Abedrapo Concejala La Florida, RM, Chile

Marco Consolo, Resp. Area Esteri e Pace, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Marco Enríquez-Ominami, Chile

Marcos Barraza Ministro de Desarrollo Social en el segundo período de gobierno Presidenta Bachelet

Margarita Isabel Urra Concejala El Bosque, RM, Chile

Maria Cristina Mocellin, ALERTANYC, EUA

Maria Joaquina Veiga de Almeida, Secretária Geral da UNTC-CS Cabo Verde

Maria José Fariñas Dulce – Doutora em Direito pela Universidade Complutense de Madri. Catedrática de Filosofia do direito pela Universidade Carlos III de Madri.

María José Pizarro, Colombia

María Josefa Guzmán Secretaria General de la Federación de Estudiantes de Temuco., Chile

Maria N. D´Amico, presidente Associazione Shishu, Italia

Mariano Ciafardini partido Solidario Argentina

Marina Jakobsen, Ph.d. Teacher, Denmark

Marisela Santibáñez Diputada

Mario Delgado, México

Marisol Torres Pérez, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Massimiliano AY, Secretário-geral do Partido Comunista da Suíça e membro do parlamento da República e Cantão de Ticino, Suíça

Maurizio Acerbo, Segretario Nazionale, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Mauro Castagnaro – Italia

Max Conteh, Secretary-General – Sierra Leone Labour Congress

Max Pardo Concejal San Ramón, RM, Chile

Messina Maurizio, Segreteria Fed. PRC-SE, Roma (Italia)

Michele O’Neil, President, Australian Council of Trade Unions (ACTU), Australia

Mick Whelan, General Secretary, Aslef

Mike Shingange – Congress of South African Trade Unions (1st Deputy President) – South Africa

Mikhail Shmakov, President – Federation of Independent Trade Unions of Russia (FNPR)

Mireya Baltra Ex Ministra del Trabajo del gobierno de Salvador Allende

Mitxel Lakuntza, Secretario General de ELA, País Vasco

Mónica Xavier, Uruguay

Montse Prado, deputada do BNG no Parlamento da Galiza

Nabil Boukili, Membro do Parlamento Nacional, PTB, Bélgica

Natalia Cuevas Concejala Recoleta, RM, Chile

Néstor Rego, deputado do BNG no Congreso

Nicolás Hurtado Concejal La Florida, RM, Chile

Nidia Díaz, Diputada Propietaria y Coordinadora del Grupo Parlamentario del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional de El Salvador.

Nolberto Díaz Sánchez, secretario gral

Nolberto Díaz Sánchez, secretario gral, Chile

Olalla Rodil, deputada do BNG no Parlamento da Galiza

Ole Nors Nielsen, vicechair tradeunion 3F Transport Aalborg, member of conferation 3F board, Denmark

Onofre Rojas, Ex presidente Federacipn de Estudiantes Dominicanos, Ex Secretario de Estado para la Reforma del Estado en R.D., Ex Secretario de Estado Ordenador Nacional Fonds Europeos al Desarrollo, Republica Dominicana.

Oriana Zorrilla Presidenta Colegio Periodistas Región Metropolitana, Chile

Oscar Guardiola-Rivera Professor of International law and international affairs at Birkbeck School of Law, University of London

Osvaldo Zúñiga Encargado Asuntos Campesinos y Pueblos Originarios de la CUT. Presidente Confederación Nac Sindical Campesina Ranquil, Chile

Pablo Pereyra, Partido Comunista Congreso Extraordinario – PCCE, Argentina

Paola Pabón, Prefecta de Pichincha y Vicepresidenta de Compromiso Social por la Revolución Ciudadana

Paolo Ferrero, Vice Presidente del Partito della Sinistra Europea

Patrick LE HYARIC, Directeur de L’Humanité, Député au Parlement Européen 2009 à 2019

Patrik Köbele, presidente do Partido Comunista Alemão

Paulo Ríos, Secretario Xeral de Galiza Nova e deputado do BNG no Parlamento da Galiza

Pertti Simula, psychoanalyst, Finland

Peter Rosset, PhD, El Colegio de la Frontera Sur (ECOSUR), México

Philippe Djoula, Secretaire General – COSYGA Gabon

Pierre LAURENT, vice-président du Sénat, France

Pietro Morace, Architetto, Membro del Coordinamento per la Democrazia Costituzionale, Milano, Italia

Rafael Chong Flores, abogado en la Ciudad de México.

Rafael Correa, ex Pdte Ecuador

Rafael Freire Neto, Secretario General de la CSA

Raoul Hedebouw, Membro do Parlamento Nacional, PTB, Bélgica

Raul Llarull, FMLN, El Salvador

Raúl Zurita Premio Nacional de Literatura. Poeta, Chile

Reiner Hoffmann, President Deutscher Gewerkschaftsbund I German Confederation of Trade Unions DGB

René Ortiz Muñiz, Partido político Morena, México

Ricardo Gracia, Ingeniero Agrícola, Zaragoza (España)

Ricardo Patiño, Ecuador

Ricardo Peidro, Secretario General de la CTA Autónoma de Argentina

Richard Trumka, Presidente da AFL-CIO dos EUA

Rigo Diaz, FMNL, El Salvador

Rikio Kozu, President – JTUC-RENGO JapanRoberto Baradel, Secretario de Relaciones Internacionales – CTA de los Trabajadores Argentina

Rodrigo A. Álvarez Galindez, Responsable de RRII del partido Colombia Humana-Unión Patriotica

Rodrigo Oyarzun, Subsecretario, Chile

Roger McKenzie, Assistant General Secretary (Organising and Recruitment), London

Rolando Alfonso Torres Prieto, Secretario General – Central Autónoma de Trabajadores del Perú

Rosa Cañadell Pascual, professora, Articulista, Cataluña

Rosa María Cabrera Lotfe, Partido de la Revolución Democrática, México

Rosa María Cabrera Lotfe, Partido de la Revolución Democrática, México

Rosa Meneses Albizu-Campos, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Rosa Rinaldi, Segreteria Nazionale, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Roxanne Dunbar-Ortiz, historian and author, USA

Ruben Cela Díaz. Presidente da Fundação Galiza Sempre e membro da Executiva Nacional do Bloco Nacionalista Galego

Runa Evensen, presidenta do Partido Comunista da Noruega

Samuel Iembo, membro da Direção do Partido Comunista da Suíça

Sandra Pereira – Deputada do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu, Vice-Presidente da Delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana

Sandra Pereira – Deputada do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu, Vice-Presidente da Delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana

Santiago Gomes Agencia Paco Urondo, Argentina

Sephanie Hennette-Vauchez, Professor of Public Law at Université Paris Nanterre, director of CREDOF (Centre de recherches sur les droits fondamentaux), member of the Institut universitaire de France.

Sevim Dagdelen, Member of Parliament, DIE LINKE, Germany

Sharan Burrow, Secretária Geral da CSI

Simone Romeo, Pedagogista e Doutorando em “Educação na sociedade contemporânea”, Suíça

Solly Phetoe – Congress of South African Trade Unions ( Deputy General Secretary) – South Africa

Solong Senohe, Red Cross Building, Lesotho

Sonia Mabunda-Kaziboni – Congress of South African Trade Unions (International Secretary) – South Africa

Stefano Galieni, Resp. Immigrazione e movimenti, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Steffen Bruun Hjøllund, senior medical doctor, Denmark

Steven De Vuyst, Membro do Parlamento Nacional, PTB, Bélgica

Susanna Camusso, Responsável pela Política Européia e Internacional da CGIL Itália

Sven Tarp, professor at Aarhus University; Extraordinary Professor, Stellenbosch University, South Africa

Svend Haakon Jacobsen International Secretary of the Communist Party of Norway

Sven-Erik Simonsen, International Department Danish Communist Party Hillerødgade, Copenhagen

Tamara Muñoz Valenzuela, Vicepresidenta de RRII, Chile

Thierry BODSON, Président ABVV-FGTB Bélgica

Thorvaldur Thorvaldsson,Carpenter and chairman of The People’S Front of Iceland

Tirso Saenz, Professor/ pesquisador aposentado Dr./ Sc, Cuba

UNAI SORDO, Secretario General – CCOO Espanha

Valter Sanches, Secretário Geral da IndustriAll

Vanilson Gonçalves Vanilson, estudante de curso relações internacionais e diplomacia, Cabo Verde

Victor Baez, Secretário Geral Adjunto da CSI

Victor De Gennaro, fundador de la CTA Autónoma y dirigente de Unidad Popular de Argentina

Ville-Veikko Hirvelä, Chair of the New Wind Association, Finland

Villo Sigurdsson, previous mayor in Copenhagen.

Vito Meloni, Segreteria Nazionale, Partito della Rifondazione Comunista- Sinistra Europea (Italia)

Vladimir Kapuralin – Presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores da Croácia

Waldo Salomon Rodriguez, presidente Grupo Salvador Allende en Dinamarca.

Wil van der Klift,nternational Secretary, Communist Party of the Netherlands

Wilfredo Pérez Bianco, Venezuela

Wilma Crespo, Partido Nacionalista de Puerto Rico, Movimiento Libertador

Yannis Panagopoulos, President – GREEK GENERAL CONFEDERATION OF LABOUR

Yun Shan Professor, Centre for Lexicographical Studies, Guangdong University, People’s Republic of China

Zanele Mathebula – Congress of South African Trade Unions (Deputy International Secretary) – South Africa

“Aprender Juntos” Voneinander lernen e.V. Alemanha

“Emigrados Sin Fronteras”, Asociación Sin Animo de Lucro, España

Lista de países com apoiadores do manifesto

1. África do Sul

2. Albânia

3. Alemanha

4. Argélia

5. Argentina

6. Bélgica

7. Cabo Verde

8. Canadá

9. Cazaquistão

10. Chile

11. China

12. Colômbia

13. Croácia

14. Cuba

15. Dinamarca

16. El Salvador

17. Espanha

18. Estados Unidos

19. Finlândia

20. França

21. Gabão

22. Haiti

23. Holanda

24. Inglaterra

25. Irã

26. Itália

27. Lesoto

28. Marrocos

29. México

30. Nigéria

31. Noruega

32. Palestina

33. Paraguai

34. Peru

35. Porto Rico

36. Portugal

37. República Democrática do Congo

38. República Dominicana

39. Serra Leoa

40. Suíça

41. Tanzânia

42. Trinidad e Tobago

43. Tunísia

44. Ucrânia

45. Uruguai

46. Venezuela

 

*Com informações do 247

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Brasil, de 6ª maior economia global, com Lula, desaba com Bolsonaro, para 12ª posição

Está aí o que os idiotas queriam. Está aí o que Moro queria. Está aí o que a camarilha de Curitiba queria. Está aí o que a mídia, o judiciário e a direita neoliberal queriam. Direita que, de FHC a Bolsonaro, é uma coisa só, um pastiche só, uma burrice só, uma ideologia do caos só.

Para isso prenderam Lula. Para isso golpearam Dilma.

Agora, soma-se a essa notícia, os lucros extraordinários que os banqueiros tiveram, os abutres de sempre que, enquanto a economia do país desabou depois do golpe em Dilma, e inclui-se no golpe o primeiro ano do seu segundo mandato em que ela sofreu buyling dos maiores vigaristas do país, Aécio, Temer, Cunha e Moro que já estava no golpe, com os militares, com o Supremo, com tudo, tendo a Globo como chefe da torcida organizada para convocar imbecis idiotizados por ela, durante décadas, para irem às ruas vomitarem suas frustrações pessoais, típicas de uma velharia reacionária que nunca teve qualquer grandeza social e, muito menos, sabedoria para envelhecer.

Os fascistas de cabelos brancos devem estar comemorando, pois são suficientemente idiotas para tomarem veneno na tentativa de matar o PT, enquanto explodem provas escancaradas de um esquema de corrupção comandado por Bolsonaro, gerenciado pelos filhos e milicianos.

Foi essa podridão que a escória golpista produziu e, agora, está aí lambendo as feridas da derrota de Trump, do isolamento de Bolsonaro e da derrocada econômica do Brasil.

O cínico do Moro que, em qualquer país sério, estaria preso desde o momento em que aceitou ser ministro do miliciano, pois ali escancarou que prendeu Lula sem provas para eleger Bolsonaro e ganhar de presente uma pasta ministerial para fazer degrau político para 2022, que já está sendo anunciado como candidato em dobradinha com Luciano Huck.

Gostaria de saber o que os hipócritas do STF, Fux, Fachin, Barroso e cia têm a dizer sobre isso.

Gostaria também de ouvir os militares mamadores que acham que estão em 1964 para tutelar o país e, depois, assumirem altos cargos no governo junto com seus parentes.

Agora é esperar Paulo Guedes, o rei do lero lero, dar aquelas declarações idiotas que tira de sua cartola pinochetista para, junto com Rodrigo Maia, o bibelô dos banqueiros, explicar essa diarreia econômica depois do golpe em Dilma e a prisão de Lula.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vivemos para ver a mídia que apoiou o golpe contra Dilma, depois da derrota de Aécio, exigindo respeito às eleições nos EUA

Os maus perdedores fazem mal à democracia.

Esta é uma das muitas frases que desenham a hipocrisia da mídia nativa, sobretudo a Globo.

Figurar agora entre os defensores incondicionais da democracia e do resultado das eleições nos EUA, é piada típica dos golpistas brasileiros. Eles esquecem das palminhas que deram para Aécio quando o menininho birrento perdeu para Dilma e soou o gongo na convocação de um golpe, em seu primeiro discurso na volta ao Senado, guiando facilmente o gado tucano, hoje bolsonarista, para ir às ruas nos muitos rega-bofes na Paulista.

Nossa mídia é tão chique que só fala em democracia internacional e a partir dos Estados Unidos.

O golpe dado no Brasil por duas vezes nas barbas do judiciário, contra Dilma e, depois, contra Lula, impedindo-o de ser candidato, pois venceria no 1º turno, recebeu o aplauso da mídia nativa porque também era parte da escória golpista.

Mas os sentidos mudam quando o assunto é eleições americanas, que parece produzir um milagre que eleva os golpistas do Brasil à condição máxima de democratas irredutíveis. Certamente, não querem que os EUA, pátria mãe dessa camarilha golpista, seja aquilo em que transformaram o Brasil, espalhando ódio pelo chão onde pisavam, juntamente com a elite que não aceita em suas terras a democracia que, agora, ela exige nos EUA no que diz respeito à vitória de Biden.

Não existe nada de aproveitável na tela da TV. Tudo não passa de um artifício qualquer para os “baluartes da democracia” fixarem sua hipocrisia em nome da luz que ilumina a constituição americana, enquanto produziram um breu na própria constituição brasileira quando o assunto era respeito à democracia e às eleições que deram vitória à Dilma em 2014, assim como dariam a Lula em 2018.

Toda aquela engrenagem cruel, editada nos palanques midiáticos, na busca por uma nova colonização brasileira pelos interesses dos EUA, concentrou todas as forças do inferno para fazer valer um golpe de Estado preliminar a outro que ocorreria em seguida. Uma coisa selvagem de domínio estarrecedor para enfraquecer a democracia brasileira, rasgando a constituição para podar qualquer forma de independência do povo aos interesses alheios ao Brasil.

Na verdade, os golpistas daqui nunca admitiram que os brasileiros tivessem coragem de serem eles próprios, como agora exaltam a democracia americana e criticam Trump por não admitir que os americanos tenham coragem de serem eles próprios.

Então, meus caros, que se abra e feche parênteses nas frases de efeito de quem, hoje, na mídia defende respeito aos resultados das eleições americanas, mas que, no Brasil, sempre pregaram o oposto quando a vitória da esquerda impõe-lhe uma derrota acachapante.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Notícia

Vídeo: Repórteres da Globo são agredidos por fascistas que a própria Globo criou

Ninguém cria cobra impunemente.

Como vimos durante 13 anos a Globo disseminar ódio fecundo contra o PT, mas sobretudo contra Lula e Dilma, chocando a serpente do fascismo que alimentou práticas vis contra quadros do partido e, agora, vemos os fascistas se voltarem contra ela.

Só nesta semana foram dois casos explícitos em que a ignorância estimulada pela Globo produziu contra seus próprios repórteres fatos repugnantes de bolsonaristas ameaçando de morte seu âncora, Marcelo Cosme, junto com ataques homofóbicos. Nesta segunda-feira, em Santa Catarina, uma equipe que filmava a aglomeração na praia, foi agredida pelos negacionistas do bolsonarismo que se orgulha de não usar máscaras, colocando a população em risco.

Pior é ter que ler as manifestações do gado nas redes sociais dizendo que os fascistas bateram pouco nos repórteres da Globo.

O fato é que a própria emissora deu autorização para que esse tipo de atitude se transformasse em rotina, não imaginando que o curral que ela criou se rebelasse contra a ela por sua gigantesca ignorância.

Os atos inconsequentes da Globo para criar no país um pandemônio contra o PT abriu as portas do inferno e, de lá para cá, os ataques a profissionais de imprensa, que se deram no estouro da boiada, só aumentaram.

A Globo propagou o caos contra o PT como se fosse uma festa em mansão dos Marinho. Agora, choca-se com essa forma criminosa de ataque aos seus repórteres. Os tais cidadãos de bem que trataram Moro como herói e Bolsonaro como mito, são doentes fabricados pela Globo. E quando produziam horror contra o PT eram amplamente divulgados e festejados pelas equipes de reportagem da própria emissora.

Naquela época a agressão contra qualquer membro do PT era tida pela Globo como bem vinda. Agora, ela é acusada por um bando de asnos de ignorância profunda de ser comunista, imagina isso! E, consequentemente, essa gente que foi trazida para o centro do debate político para satanizar o PT, repete com gosto contra a Globo todos os bordões que a Globo criou contra a esquerda e, debiloidemente, se diz contra ela, tal o tamanho da estupidez dessa gente que serviu como ponto de terror para que o país se transformasse num território de ódio e intolerância.

A ingenuidade da Globo não previu que não se adestra a serpente do fascismo. e o resultado é esse, a reprodução de machões que se sentem empoderados para praticar covardia contra qualquer um, inclusive seus repórteres.

Claro que essa agressão é injustificável, mas também é lógico que ela é explicável, pois expõe de forma franca o custo da incitação à ignorância, ao obscurantismo e à violência que a Globo pregou para produzir o golpe contra Dilma, a condenação e a prisão de Lula e eleger esse monstro chamado Bolsonaro, herói dos patifes que hoje atacam o império dos Marinho.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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A multa da Petrobras com os americanos foi sete vezes maior do que o valor que a Lava Jato diz ter recuperado

Quem se esquece dessa imagem em destaque em toda a mídia nacional em que Dallagnol entrega para a Petrobras o cheque da mixaria recuperada, enquanto, fora dos holofotes, a mesma Lava Jato produzia o maior rombo nos cofres da maior estatal brasileira?

Pois bem, sabe-se agora que a multa da Petrobras com os americanos foi sete vezes maior do que todo o valor que a Lava Jato diz ter recuperado.

A informação foi dada pelo Globo, de que, primeiro o nome de Lula e do próprio PT jamais foram citados pela Petrobras no documento enviado pela empresa à justiça americana.

Por esse motivo, toda a farsa da Lava jato cai por terra, afinal, Dallagnol, Moro e o restante do califado de Curitiba montaram até aquele powerpoint ridículo para dizer que Lula era o chefe do maior roubo da humanidade. Tudo com o aval dos holofotes e microfones da Globo, ao vivo e a cores.

Ora, quem deu essa informação foi uma das vozes dos Marinho, Ascânio Seleme, em seu artigo neste sábado (31) no Globo:

“Para não virar ré nos EUA, a Petrobras concordou em pagar US$ 4,8 bilhões em multas, o que corresponde a R$ 27,7 bilhões. O valor é sete vezes maior do que as sentenças da Lava Jato devolveram aos cofres da estatal.”

Quando se junta essa informação com as da Vaza Jato que, desde 2015, aqueles R$ 2,5 bilhões para a tal fundação Dallagnol, como disse Gilmar Mendes, já haviam sido acordado, como mostrou o Intercept nas mensagens trocadas entre os procuradores da Força-tarefa, todos tinham consciência do gigantesco prejuízo que a Petrobras e, consequentemente o Brasil amargariam, em compensação, também sabiam, desde 2015, quanto os procuradores, usando o velho subterfúgio de uma fundação para lavar dinheiro renderia à camarilha curitibana.

Em outras palavras, quanto mais se mexe no submundo da Lava Jato e as peças vão se encaixando, mais fede e se vê que Lula foi condenado de forma criminosa por um bando que a cada dia se desmoraliza mais por uma série de crimes que cometeu em nome da justiça. Vê-se também como o sistema de justiça no Brasil deixou livre, leve e frouxo correr na cara de todos um sistema porcamente montado para uso político contra o PT, ao mesmo tempo em que produziu um rombo gigantesco na Petrobras que, se a PGR não cortasse as asinhas dos espertos, comandados por Moro e Dallagnol, essa turma embolsaria R$ 2,5 bilhões sem dar satisfação a ninguém. E os ladrões ainda sairiam, como tentaram fazer durante cinco anos, como os grandes heróis nacionais, como diziam os tolos de plantão.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Política

O Globo: “Petrobras não tem prova alguma contra Lula”, o que desmonta a farsa de Moro

O jornalista Ascânio Seleme que aparece na foto em destaque premiando Sergio Moro, ao lado de um dos Marinho, pergunta hoje em sua coluna no Globo: por que a Petrobras se nega a entregar para a defesa de Lula os documentos dos três acordos que fez nos EUA em razão dos escândalos da era petista?

Ascânio mesmo responde, a estatal diz que os dados não tratam de corrupção, mas apenas de falhas contábeis e que, por isso, não interessa à defesa de Lula.

Segundo Ascânio, quem escaramuçou a papelada, diz que a história é bem outra e que os documentos enviados ao Departamento de Justiça (DOJ), a SEC que é a Comissão de Valores Local, e a justiça de Nova York tem um capítulo inteiro só sobre corrupção. E nele, a petroleira não cita nem Lula, nem o PT, acusando apenas cinco ex-diretores da Companhia e dois governadores.

No Brasil, a Petrobras participou de diversos julgamentos da Lava Jato como assistente da acusação, e assinou as denúncias em que Lula é acusado de chefiar uma organização criminosa, de enriquecimento ilícito, de lavagem de dinheiro e outras cositas más.

A incoerência entre o que a Petrobras assinou aqui e os documentos que enviou à Justiça americana, que beneficiaria Lula, só se tornará oficial se os dados forem entregues aos advogados do ex-presidente por ordem judicial. Depois de ter sua petição negada pela primeira instância em Curitiba e pelo STJ, a defesa aguarda agora manifestação final de Edson Fachin. O ministro do STF prestaria um bom serviço à Justiça liberando os documentos”, lembra ainda Ascanio. “Para não virar ré nos EUA, a Petrobras concordou em pagar US$ 4,8 bilhões (R$ 27,7 bi) em multas. O valor é sete vezes maior do que as sentenças da Lava Jato devolveram aos cofres da estatal”, finaliza.

Obs. Ascânio só se antecipa em anunciar o que até o mundo mineral já sabia, que, numa armação criminosa entre Moro, procuradores da Lava Jato e Petrobras, com a publicidade irresponsável e não menos criminosa da Globo, espalhou para os quatro cantos do país que Lula era chefe de uma organização criminosa e que comandou, via Petrobras, o maior roubo da história das galáxias.

A fantasia, por si só, já era ridícula, pois um sujeito que comandou o maior roubo da história trocaria contratos bilionários por um muquifo no Guarujá e um sítio mequetrefe como o de Atibaia? Imóveis que nunca estiveram em seu nome e sobre os quais jamais a Lava Jato apresentou qualquer prova.

Não é somente a questão da inocência de Lula que está escancarada nesse artigo, mas os crimes de Moro, Dallagnol e demais procuradores para produzir um justiçamento político que colocou Bolsonaro na presidência da República e o próprio Moro no ministério da Justiça e Segurança Pública, como havia sido combinado de antemão com Paulo Guedes e Bolsonaro.

Num país sério, a Globo, no mínimo, deveria se retratar no Jornal Nacional e o judiciário brasileiro prender todos os envolvidos na trama e caçar o mandato de Bolsonaro que teve sim benefício direto nessa orgia jurídica promovida por Moro e sua Lava Jato em nome, imagina isso, do combate à corrupção.

Vamos ver que o cínico juiz corrupto escreve em seu twitter sobre essa revelação de Ascânio Seleme, o mesmo que lhe conferiu o troféu “Faz Diferença” das Organizações Globo, de forma pré-datada, revelando que a farsa de Moro tinha roteiro e direção dos estúdios do Projac.

*Da redação

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O fracassado governo Bolsonaro é fruto da coalizão da escória

O que deu unidade à direita brasileira nas duas ondas golpistas no Brasil foi uma escória fundida, um combinado misturado que reuniu harmonicamente toda a forma de ação espúria para destruir o Estado.

O discurso inflamado da modernização do Estado, requentado da era FHC, que, na realidade foi extraído do receituário de Collor, recebeu uma linguagem de um discurso falso moralista para dar liga final no processo de desmonte nacional.

O que significa dizer que Bolsonaro é mera continuação de Temer, um adjetivo composto por particularidades de imagem, mas que dentro do escopo neoliberal cozinha o país na mesma panela para que os abutres ajam diretamente no fígado da nação e que cada pedaço do país tenha determinado destino.

Quem deu suporte a essa república dos ratos em que se transformou o Brasil a partir de Temer, seguido por Bolsonaro, foram, o judiciário, a grande mídia e operadores do mercado financeiro, com o apoio incondicional do grande empresariado rentista.

O chamado jornalismo profissional das Organizações Globo tem destaque nessa história pela frenética vigilância do judiciário para produzir uma história contada a partir das próprias redações dos Marinho.

Se se observar todo o processo desde a farsa do mensalão, passando pela Lava Jato, o golpe em Dilma e a prisão de Lula, a conclusão será de que todos eles fizeram parte do tema de um mesmo filme dirigido por aqueles que jogaram o Brasil numa aventura golpista e que hoje veem não só a economia, mas todas as instituições do Estado em chamas.

A reação antidemocrática da elite brasileira produziu essa coisa chamada Bolsonaro e, certamente, de onde emergiu o monstro, a mesma escória da direita buscará expandir sua pilhagem ou pelo menos salvaguardar seus ganhos apostando num facínora da mesma monta ou ainda pior que Bolsonaro.

Esse pensamento antigovernamental que não aceita qualquer mudança progressista significativa só cairá por terra através das ruas, como ocorreu agora com o Chile na derrubada da constituição pinochetista.

A elite brasileira é suficientemente estúpida, inculta e, consequentemente arrogante, mas sobretudo muito bem protegida por instituições de justiça como o STF, para apostar suas fichas no controle total dos destinos do país.

A reação conservadora que desencadeou o golpe em Dilma e a prisão de Lula, numa tentativa de marginalizar repetidamente a esquerda, para se proteger contra qualquer avanço da sociedade, não mudará uma vírgula se o povo não for para as ruas se proteger contra essa tirania fascista dos neoliberais.

Não há como pensar que a queda de Bolsonaro significa a liberdade do povo. É preciso concentrar o pensamento na forma com que o Brasil chegou aonde chegou para produzir uma reação popular não apenas contra um determinado personagem, por mais monstruoso e canalha que seja, como é o caso de Bolsonaro e Temer, mas ao que dá matéria prima potencial para que a elite se mantenha com a chave da senzala nas mãos, mesmo debaixo dos escombros da casa grande.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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