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Moraes trava arquivamento do caso das joias e cobra PGR por provas que envolvem Wassef

Decisão determina análise da Procuradoria sobre material inédito da investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu frear o arquivamento da investigação sobre o chamado “caso das joias” envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos. A decisão foi assinada na quarta-feira (18), mas só veio a público nesta quinta-feira (19).

No despacho, Moraes determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para nova manifestação. “Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao material encaminhado pela Polícia Federal”, escreveu o ministro.

A decisão ocorre após a própria PGR ter se posicionado pelo arquivamento do caso, sob o argumento de que ainda existe uma lacuna legislativa sobre a natureza jurídica de presentes recebidos por presidentes da República em viagens oficiais. Segundo o órgão, “enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a presidentes da República, a incidência do Direito Penal revela-se incompatível”.

O despacho de Moraes, no entanto, indica que o cenário está longe de ser encerrado. Isso porque a Polícia Federal encaminhou análise complementar de material apreendido, apontando novos fatos. De acordo com o documento, “foram identificados eventos fortuitos nos aparelhos celulares do investigado Frederick Wassef, que devem ser formalizados em procedimento apartado”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a investigação trata da suspeita de atuação de uma associação criminosa voltada ao desvio de presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro — ou por integrantes de comitivas oficiais — durante viagens internacionais. Segundo a própria Polícia Federal, o grupo atuava para desviar itens que deveriam integrar o acervo público e posteriormente comercializá-los no exterior.

O relatório final é direto ao apontar o objetivo do esquema: “prática de desvio de presentes de alto valor recebidos em razão do cargo pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro […] para posteriormente serem vendidos no exterior”.

A saga das joias sauditas: entenda a cronologia do caso

No mesmo documento, a PF afirma que os investigados também atuaram para ocultar os valores obtidos com a venda desses bens, descrevendo “atos de ocultação da origem, localização, movimentação e propriedade” dos itens e dos recursos gerados.

No relatório final, a PF indiciou Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre os itens citados estão joias de luxo, relógios de alto valor e esculturas recebidas de autoridades estrangeiras, incluindo governos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

O documento também aponta que o grupo teria atuado de forma coordenada entre 2019 e 2022. Segundo a PF, os investigados se associaram “para praticarem os crimes de peculato e lavagem de capitais, com o objetivo de propiciar o enriquecimento ilícito do então presidente da República”.

Apesar da conclusão da investigação, a manifestação da PGR pelo arquivamento mudou o rumo do caso. O órgão sustentou que, diante da ausência de uma definição legal clara sobre a titularidade desses presentes, não seria possível enquadrar as condutas no campo penal.

A decisão de Moraes, no entanto, cria um novo capítulo na tramitação. Ao destacar que não houve manifestação da PGR sobre o material mais recente envolvendo Wassef, o ministro sinaliza que o arquivamento não será automático.

Nos bastidores do STF, a movimentação é vista como um indicativo de tensão entre o entendimento da Polícia Federal e a posição da Procuradoria. A nova manifestação da PGR será determinante para definir os próximos passos do caso, que segue sob relatoria de Moraes e permanece como um dos episódios mais sensíveis envolvendo a gestão de presentes oficiais durante o governo Bolsonaro.


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Política

O PGR, Paulo Gonet, desanca o bolsonarista, André Mendonça

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, enviou um documento oficial ao Supremo Tribunal Federal expondo um conflito direto com o ministro André Mendonça.

No texto, Gonet contesta decisões recentes do magistrado que resultaram na suspensão de depoimentos e de quebras de sigilo em investigações que envolvem o sistema previdenciário.

O PGR argumenta que as interrupções determinadas pelo ministro prejudicam o andamento de apurações críticas e criam obstáculos para a colheita de provas necessárias ao esclarecimento de supostos esquemas de corrupção e fraude.

A manifestação da PGR detalha que a atuação do ministro teria extrapolado os limites processuais ao interferir em atos que são de competência exclusiva do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Gonet ressalta que a paralisação de diligências fundamentais coloca em risco a eficácia do combate ao crime organizado, gerando uma insegurança jurídica que afeta a credibilidade das instituições.

O documento utiliza termos contundentes para descrever a divergência, evidenciando uma crise de confiança entre a cúpula da procuradoria e um dos membros da Suprema Corte.

Além das críticas formais, o PGR solicitou que o STF reveja as decisões monocráticas de Mendonça para permitir a retomada imediata dos trabalhos de investigação.

O conflito ocorre em um momento de alta tensão política, no qual processos envolvendo figuras influentes e grandes movimentações financeiras aguardam definições judiciais.

A disputa agora aguarda análise do plenário ou da presidência do tribunal, enquanto os bastidores do Judiciário e do Ministério Público registram um dos embates mais diretos entre as duas instituições nos últimos anos.”

*Do Facebook de Lavínia Fadigas


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Globo quer delação de Vorcaro à PF, e não à PGR, e escala peritos da corporação “em off” para contradizer Moraes

Em guerra aberta contra Moraes, clã Marinho revela que peritos da PF “ouvidos de forma reservada” seriam as fontes dos vazamentos seletivos do Caso Master aos jornalistas da Globo.

Em guerra aberta contra Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o clã Marinho, por meio do jornal O Globo, usou peritos da Polícia Federal “ouvidos de forma reservada” – ou seja, “em off”, sem identificar a fonte no jargão jornalístico – para contradizer a versão do ministro sobre a suposta troca de mensagens com Daniel Vorcaro no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de o dono do Banco Master ser preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde embarcaria em um jatinho tendo Dubai como destino final.

Na capa da edição digital deste domingo (8), o jornal – porta-voz político do clã Marinho – mostra o desejo de que Daniel Vorcaro firme um acordo de delação com a PF, de onde partem os vazamentos seletivos ao grupo de mídia, e não com a Procuradoria-Geral da República.

Em nota de cinco linhas, o colunista Lauro Jardim – que aparece sendo ameaçado por Vorcaro nas mensagens tornadas públicas na última semana – afirma que o banqueiro “passou a considerar a sério uma delação premiada” e ventila que “a ideia é que a colaboração seja feita com a PF — e não com a PGR, onde a avaliação é que haja menos espaço para que seja aceita”.

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Em outra nota curta, de três linhas, na mesma edição, o jornalista ainda afirma, sem apresentar quaisquer provas, que Moraes, além da mansão de Brasília, “conheceu também a casa de R$ 300 milhões que o banqueiro liquidado alugava em Trancoso — um imóvel de 40 mil metros quadrados, 12 suítes, cinco bangalôs e muito, muito mais”, em novo achaque ao ministro.

Vazamentos
O jornal ainda revela, em reportagem intitulada “Software da PF e peritos contradizem explicação de Moraes sobre diálogo com Vorcaro”, que os vazamentos ao jornal partem de peritos e agentes da Polícia Federal, que agora municiam o clã Marinho para rebater a versão de Alexandre de Moraes sobre a suposta ligação a Vorcaro no fatídico 17 de novembro de 2025.

Em nota divulgada na última sexta-feira (6), Moraes afirma que “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, diz o ministro na nota, afirmando que sabe “os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos”, mas que não revelaria pois o caso está em sigilo, decretado por André Mendonça.

No mesmo dia, o clã Marinho, em nota n’O Globo afirma que as informações divulgadas pela coluna de Malu Gaspar não estão baseadas nos documentos tornados públicos pela CPMI do INSS, embora os prints das conversas divulgados pelo jornal constem no material sem alusão direta ao destinatário.

As supostas conversas com Moraes, incluindo a que o banqueiro teria indagado “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, teriam sido feitas em bloco de notas e enviadas por print da tela e estão alocadas em uma pasta com as imagens nos documentos divulgados pela CPMI, conforme confirmado pela Fórum.

“No material exibido pelo GLOBO, constam no envio das mensagens o número e o nome do ministro Alexandre de Moraes, que foi conferido e checado pelo jornal. Para proteger informações pessoais do ministro, o número de Moraes usado à época dos diálogos com Vorcaro foi coberto nos prints publicados nas edições impressa e digital da reportagem. As informações foram checadas ao longo da última quinta-feira (5) com fontes que acompanham de perto os desdobramentos do caso”, disse O Globo na sexta-feira, sem citar quais seriam essas “fontes”.

Peritos da PF
Na reportagem deste domingo, O Globo revela que essas fontes são peritos da PF “ouvidos pelo GLOBO de forma reservada” que teriam atuado na perícia realizada no aparelho celular de Vorcaro.

“Peritos da PF que já trabalharam com o IPED, ouvidos pelo GLOBO de forma reservada, confirmaram que, ao extrair os arquivos, o programa utiliza outra lógica para organizá-los”, diz o texto.

O IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais) é um software desenvolvido pela Polícia Federal que foi usado para análise do material enviado à CPMI. Como o software é livre, ele foi distribuído juntamente com os documentos tornados públicos sobre o celular de Vorcaro.

A versão de Moraes cita o uso desse software e, conforme confirmado pela Fórum, mostra que os arquivos não estão conectados a uma suposta troca de mensagens entre o ministro e o banqueiro.

“Pela lógica apresentada pelo ministro, a divisão dos arquivos nas pastas disponibilizadas à CPI demonstraria que as capturas de tela feitas por Vorcaro seriam direcionadas a terceiros, e não a ele. Entretanto, uma análise dos arquivos revela que os prints e os contatos só foram alocados na mesma pasta por um padrão utilizado pelo software de extração de evidências usado pela PF, que, neste caso, não vincula o arquivo ao seu destinatário no WhatsApp”, diz o jornal.

Em seguida, O Globo afirma que o histórico de conversas por WhatsApp do banqueiro “não consta nesta extração entregue à CPI , mas também pode ser recuperado, o que, conforme publicado pelo GLOBO na sexta-feira, foi feito pela Polícia Federal no decorrer das investigações”.

O porta-voz do clã Marinho, então, revela que teve acesso a um outro material da perícia “realizada por um software específico que exibe conjuntamente as mensagens e os arquivos enviados, revertendo, na prática, a visualização única da mensagem”, mostrando que é municiada por agentes da própria PF.

“Peritos da PF ouvidos pelo GLOBO afirmam que, diferentemente do que o ministro diz, o fato de os arquivos estarem na mesma pasta não tem relação com o envio de mensagens. Segundo eles, essa distribuição dos prints e dos contatos salvos no celular de Vorcaro, após serem extraídos do celular, é uma organização própria do programa”, diz o clã Marinho, confrontando a versão do ministro.

“Corrupção”
Na mesma edição, o clã Marinho escala seu principal porta-voz, o editorialista Merval Pereira, para atacar Moraes em um artigo com o sugestivo nome “sobre corrupção”, termo historicamente usado pela mídia corporativa e a burguesia para atacar inimigos políticos e incitar animosidades às vésperas de eleições decisivas.

“Nenhuma pessoa em juízo perfeito aceitaria que sua mulher tivesse um contrato de R$ 129 milhões com um banqueiro que está enrolado pela Justiça e claramente acabará sendo julgado pelo mais alto tribunal do país, do qual faz parte. Moraes garantiu ser mentira que parentes de ministros do Supremo atuem em casos que estejam sendo julgados por eles, mas é a própria contradição ao que afirma. O contrato pode ser legal, mas é imoral diante de qualquer parâmetro do mercado advocatício”, dispara, usando o pagamento, não comprovado, do valor à Viviane Barci de Moraes atrelando à “corrupção”.

“Usar mensagens que se autodestroem no aplicativo significa, segundo o próprio ministro Alexandre de Moraes, uma tentativa de obstruir a Justiça, um indicativo de culpa de quem tentou impedir que suas mensagens fossem lidas, segundo afirmou em algumas de suas decisões. Mas ele mesmo usou esse artifício em diálogos suspeitos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no dia de sua primeira prisão. Quem fez maior dano ao país, à sociedade brasileira, o ladrão que corrompeu as autoridades para fazer seus negócios, ou aquele que se deixou corromper?”, segue Merval, em linha com o bolsonarismo.

Após ignorar figuras do Centrão e ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL) envolvidos na trama do banqueiro – focando nos ministros do STF e obviamente em Lula, Pereira enfatiza a torcida da Globo por um acordo de delação com suas fontes na PF.

“Com uma coisa Vorcaro pode se contentar: aconteça o que acontecer, ele desmontou um sistema de conluios e corrupção que dominava o centro do poder. Que será totalmente desvelado se (quando) fizer sua delação premiada’, conclui.

*Plinio Teodoro/Forum


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Política

Deputada Erika Hilton aciona PGR contra Flávio Bolsonaro e Nikolas por incitarem intervenção externa

Deputada aponta postagens motivadas por ação dos EUA na Venezuela

A deputada federal Erika Hilton protocolou, na manhã desta segunda‑feira (5), uma representação criminal na Procuradoria‑Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. A iniciativa tem como foco publicações feitas pelos dois parlamentares nas redes sociais que, segundo a peça, defendem, estimulam ou sugerem a atuação de autoridades estrangeiras contra o Brasil, em afronta direta à soberania nacional, à ordem constitucional e às instituições democráticas.

De acordo com a representação, as postagens foram publicadas no contexto da ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura e sequestro do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, por forças norte‑americanas. Segundo a deputada, esse cenário internacional foi explorado por Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira como pano de fundo para sugerir ou naturalizar a possibilidade de intervenção externa semelhante no Brasil.

A peça sustenta que as manifestações divulgadas pelos parlamentares não se enquadram no exercício regular da crítica política. O documento afirma que o conteúdo “extrapola o direito à livre manifestação do pensamento” ao construir uma narrativa que “submete o Estado brasileiro à jurisdição estrangeira”, sugerindo que o chefe de Estado brasileiro poderia ser investigado, processado, sancionado ou constrangido por autoridades de outro país, à margem dos mecanismos previstos na Constituição.

Erika Hilton destaca que esse discurso é veiculado de forma reiterada por meio de memes, montagens e imagens digitalmente manipuladas, estratégia que amplia o alcance da mensagem e reduz a percepção pública de sua gravidade. Para a deputada, a linguagem irônica e o tom aparentemente humorístico não descaracterizam o conteúdo político das postagens, mas funcionam como instrumento para banalizar a ideia de intervenção estrangeira e apresentá‑la como resposta legítima a disputas políticas internas.

No caso de Nikolas Ferreira, a representação menciona publicações que ironizam decisões do Supremo Tribunal Federal e questionam a legitimidade das instituições brasileiras, sugerindo que apenas a atuação de potências estrangeiras seria capaz de conter o atual cenário político. Em relação a Flávio Bolsonaro, o documento aponta postagens que reforçam a narrativa de colapso institucional no Brasil e associam o país a supostos mecanismos de investigação ou sanção conduzidos por autoridades norte‑americanas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a deputada, ao utilizar a recente intervenção norte‑americana na Venezuela como referência simbólica, as postagens difundem a ideia de que o Brasil estaria sujeito a um juízo externo, relativizando a autonomia do sistema jurídico nacional. A representação afirma que esse tipo de comunicação, quando praticado por agentes públicos com mandato eletivo, contribui para enfraquecer a confiança da sociedade nas instituições e legitimar discursos de ruptura democrática.

O documento sustenta ainda que as manifestações têm como efeito a deslegitimação de órgãos constitucionais responsáveis pela preservação do Estado Democrático de Direito, como o Supremo Tribunal Federal, a própria PGR, a Polícia Federal e o Congresso Nacional. Para Erika Hilton, ao reiterar esse discurso em redes sociais de grande alcance, os parlamentares estimulam soluções autoritárias incompatíveis com a Constituição de 1988 e reforçam narrativas internacionais de fragilidade institucional do país.

Nikolas e youtuber da esquerda trocam ofensas após montagem com Lula

Com base nesses elementos, a deputada solicita que a Procuradoria‑Geral da República instaure procedimento investigatório criminal para apurar a possível prática do crime de apologia ao golpe de Estado, previsto no artigo 359‑M do Código Penal. De acordo com Cleber Lourenço, ICL, A representação ressalta que nem a liberdade de expressão nem a imunidade parlamentar autorizam a defesa de ruptura institucional, tampouco a submissão do Brasil à tutela de potências estrangeiras, ainda que a mensagem seja apresentada sob a forma de humor, ironia ou crítica política.

A peça também destaca que Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, por ocuparem cargos eletivos e possuírem grande alcance nas redes sociais, detêm responsabilidade institucional ampliada sobre os impactos de suas manifestações públicas. Segundo o documento, o discurso difundido por ambos tem potencial de produzir consequências políticas concretas, inclusive no plano internacional, ao alimentar campanhas de desinformação e narrativas que colocam em dúvida a capacidade do Brasil de resolver seus conflitos dentro das regras democráticas.

A Procuradoria‑Geral da República deverá agora analisar a representação e decidir se instaura investigação criminal ou se arquiva o pedido. Até a publicação desta reportagem, os parlamentares citados não haviam se manifestado publicamente sobre o conteúdo da iniciativa apresentada por Erika Hilton.


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PGR pede suspensão de acareação sobre Banco Master, mas Toffoli mantém audiência

Gonet pediu a suspensão da audiência com o argumento de que seria prematuro realizar a acareação neste momento

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter uma acareação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) para 30 de dezembro, às 14h. Toffoli negou um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para suspender por tempo indeterminado a audiência.

Gonet pediu a suspensão da audiência com o argumento de que seria prematuro realizar a acareação nesse momento e que ainda não haveria contradições a serem esclarecidas neste momento. Ao negar o pedido, Toffoli afirmou que já existem informações divergentes nos autos do inquérito.

Na audiência, Vorcaro, Aquino e Costa terão que dar esclarecimentos sobre o processo de venda do Master para o BRB e sua rejeição pelo BC. A decisão de Toffoli em marcar a acareação foi feita sem um pedido anterior de investigadores, como a Polícia Federal.

A acareação teria o objetivo de esclarecer eventuais divergências entre os três núcleos da operação: Vorcaro, que perseguia a venda do Master; a cúpula do BRB, que estava prestes a confirmar uma operação sob suspeita; e o BC, que tinha o papel de verificar a integridade do negócio. Toffoli quer esclarecer em que momento foram descobertas as suspeitas de fraude, quem tomou conhecimento delas e quais providências foram tomadas ou deixaram de ser tomadas.

Um dos focos do processo será avaliar a atuação da cúpula do BRB diante dos indícios de fraudes que foram levantados ao longo da negociação, incluindo alertas emitidos pelo próprio Banco Central. Outra frente será identificar as medidas tomadas pelo BC na fiscalização do mercado de títulos bancários e estabelecer eventuais responsáveis por falhas.

Assim que a acareação terminar, no dia 30, Toffoli pode determinar novas medidas.

No último dia 15, o ministro do STF determinou a realização, em até 30 dias, de oitivas de investigados e de dirigentes do BC para a retomada do caso Master. As diligências e medidas relacionadas à investigação contra Vorcaro e o banco privado são avaliadas por Toffoli desde 3 de dezembro. Um dia antes, o ministro impôs sigilo elevado a um pedido apresentado pela defesa do banqueiro, feito no fim de novembro, para levar as investigações sobre o empresário ao tribunal.

Master e BRB
O Conselho de Administração do BRB aprovou a compra de 58% do Master em março deste ano, mas a operação acabou barrada pelo Banco Central em setembro. Segundo a PF, antes da operação, o Master teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB. O repasse das carteiras acendeu o alerta no Banco Central.

master

Segundo as investigações da PF e do MPF, antes da formalização do negócio, o Master teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB. O Banco Central decretou no dia 18 de novembro a liquidação do Banco Master. Na noite anterior, a Polícia Federal prendeu seu controlador, Daniel Vorcaro, quando ele se preparava para embarcar num voo para o exterior.

O banqueiro deixou o centro de detenção em Guarulhos no dia 29 de novembro, quando a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), concedeu liminar em habeas corpus determinando sua soltura. Desde então, ele segue monitorado com o uso de tornozeleira eletrônica.

*ICL


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Júlia Zanatta é denunciada à PGR por mandar emenda a clube de tiro

TCE identificou possível desenho deliberado do processo licitatório da Prefeitura de São José para favorecer a empresa

A deputada federal Ana Paula Lima (PT/SC) protocolou, nesta sexta-feira (14) representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a deputada Júlia Zanatta (PL/SC) por indícios de direcionamento de R$ 800 mil de emenda parlamentar para beneficiar o clube de tiro Top Gun – Armas e Acessórios Ltda. É uma empresa privada cujos donos têm ligação política e pessoal com a parlamentar.

Zanatta

A inciativa de Ana Paula Lima foi motivada pela reportagem publicada na coluna da jornalista Amanda Miranda, do ICL Notícias, com o título “Emenda de Julia Zanatta direciona R$ 800 mil a clube de tiro de amigo da deputada”.

A ação tem como base o relatório do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), que identificou possível desenho deliberado do processo licitatório da Prefeitura de São José para favorecer a empresa, inclusive com pesquisa de preços restrita, ausência de alternativas públicas, critérios sob medida e até documento com data falsa.

Diz o relatório técnico que menos de um ano após a inauguração do clube, evento no qual Zanatta aparece em vídeo tratando os proprietários por apelidos e celebrando o empreendimento, a emenda destinada por ela mesma ingressou nos cofres do município e resultou na contratação direta da Top Gun, que já recebeu R$ 547 mil.

O TCE/SC aponta elementos que seriam compatíveis com frustração do caráter competitivo da licitação (art. 337-F do CP), além de possíveis crimes de peculato-desvio, corrupção passiva e ativa, e fortes indícios de desvio de finalidade no uso de verba federal, o que fere os princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade administrativa.

A representação requer que a PGR instaure investigação criminal sob supervisão do STF, dada a prerrogativa de foro de Zanatta e requisita diligências da Polícia Federal, inclusive perícia nos documentos adulterados e a juntada integral dos autos do TCE/SC.

O texto expõe o risco das chamadas emendas pix serem capturadas por interesses privados e ideológicos, transformando orçamento público em ativo político particular. E conclui que é dever das instituições reagirem firmemente para impedir que recursos federais financiem negócios privados alinhados a projetos extremistas e para proteger a integridade do gasto público.

*ICL


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PGR denuncia Eduardo Bolsonaro no inquérito sobre coação em processo judicial;

Caso é sobre a atuação de Eduardo junto ao governo dos EUA para levantar sanções contra o Brasil e autoridades do Judiciário. Objetivo, segundo a PGR, era reverter o julgamento do pai, Jair Bolsonaro, por golpe de Estado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação em processo judicial.

O caso é sobre a atuação de Eduardo para atrapalhar o processo sobre golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão.

Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.

A PGR também denunciou o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, que agiu nos EUA junto com Eduardo.

Jair Bolsonaro, que também era alvo do inquérito, não foi denunciado. Isso significa que a PGR não encontrou indícios de que ele também estava coagindo autoridades judiciais responsáveis pelo processo do golpe.

O procurador-geral observou que novas descobertas e a escalada dos crimes podem levar mais pessoas a serem denunciadas pelo crime de coação. Gonet também pediu ao STF para comunicar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a denúncia.

Segundo o PGR, a comunicação a Motta deve ocorrer “para fins de avaliação disciplinar com repercussão sobre a largamente noticiada postulação, por parte primeiro denunciado [Eduardo], da condição de Líder de bancada na Casa parlamentar — forma de justificação da sua permanência no exterior, de onde desenvolve as suas atividades malsãs”.

Agora, caberá ao STF decidir se aceita ou não a denúncia contra Eduardo e Paulo Figueiredo. Se for aceita, eles se tornarão réus em uma ação penal.

“Os denunciados divulgaram amplamente tragédias financeiras, decorrentes das sanções que se afirmavam e se mostraram aptos para consegui-las [as sanções] nos Estados Unidos da América, se o Supremo Tribunal Federal não liberasse os acusados no processo penal contra Jair Bolsonaro e outros”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo o procurador-geral, Eduardo e Paulo Figueiredo deixaram claro suas ações e intenções.

“A dupla de denunciados não hesitou em arrogar a si própria a inspiração determinante das sanções econômicas que vieram a ser, como é notório, afinal infligidas pelo governo norte-americano.”
Ameaças a ministros

Segundo a PGR, a estratégia dos denunciados consistiu em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil .

Para isso, eles se dedicaram a explorar suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano .

“A efetivação de sanções crescentes convenceu os denunciados de que as ameaças e os males já infligidos estavam produzindo resultados sobre a disposição dos Ministros julgadores. Com isso animavam-se ao recrudescimento das manifestações de coação. Buscavam deixar explícito, para o público e para os demais julgadores do STF, que a as medidas de que lançavam mão para intimidar os julgadores eram eficazes”, declarou Gonet.

O procurador-geral destacou que Eduardo e Paulo Figueiredo, em postagens nas redes sociais e em entrevistas, não só anunciavam novas medidas do governo dos EUA, cada vez mais duras, como comemoravam publicamente as já impostas pelo governo Trump.

“A dupla denunciada anunciava as sanções previamente, celebrava quando eram impostas e as designava, elas próprias, como prenúncio de outras mais, caso o Supremo Tribunal não cedesse. As providências foram obtidas com porfiado esforço pela dupla, conforme os denunciados – eles próprios – triunfalmente confessam”, afirmou Gonet.

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O gnomo de jardim, Paulo Figueiredo, zangou com os advogados dos golpistas

Deu tudo errado!

Não foi para isso que o Cunhambebe às avessas traiu o Brasil junto com Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Disse que não esperava dos senhores doutores advogados dos golpistas tanta parcimônia com os ministros do STF.

Tinham que ir para cima e denunciar a farsa do julgamento para o mundo todo.

Quanto ao resto, ou seja, o que o PGR apresentou de provas dos crimes cometidos pelos signatários de seu avô, o ditador João Figueiredo, não disse nadica.

Os caras foram muito formais, usaram linguagem empolada e não se comunicaram com a nação para produzir indignação nacional contra a condenação e prisão de Bolsonaro e sua corriola.

Para o sujeito, valentão de internet, era para os advogados meterem o dedo na cara de Moraes e dos seus pares, tipo Zé Trovão no plenário, mesmo que tivesse que pipocar cinco minutos depois, como faz o deputado.

Mas o fato é que Paulo Figueiredo, que cumpre o papel de carregador mortífero de chuteiras de Eduardo, disse que desanimou, prostrou.


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O advogado da onça: Advogado de Bolsonaro diz que não teve tempo para analisar as provas

Comédia: Advogado de Bolsonaro diz que não teve tempo para analisar as provas. “São bilhões de documentos”

O sujeito é advogado de Bolsonaro ou advogado da onça?

Pior, mandou essa também: “Eu não conheço a íntegra desse processo.”

Então, Bolsonaro está num mato sem cachorro.

Se o advogado, Celso Vilardi, que representa o sacripanta, Jair Bolsonaro, na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, afirmou nesta quarta-feira (3/9), que não teve tempo hábil para analisar os dados da investigação da Polícia Federal e da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seu cliente, Bolsonaro está morto.


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PGR solicita que PF ‘monitore em tempo real’ cumprimento de medidas cautelares por Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou que a Polícia Federal (PF) monitore em tempo real o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, alertar sobre um possível risco de fuga de Bolsonaro, que será julgado por tentativa de golpe de Estado a partir da próxima semana.

A PGR sugeriu que a PF mantenha equipes de prontidão para garantir o cumprimento das restrições, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar, mas recomendou que o monitoramento seja feito com cuidado para não invadir a esfera domiciliar de Bolsonaro nem perturbar sua vizinhança. A decisão final sobre o reforço da vigilância cabe a Moraes.

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