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Partido de Trump envia missão para tratar de terras raras no Brasil

Assessores republicanos viajarão ao país com a questão do acesso aos minérios críticos como pauta central

O lobby do partido de Donald Trump pelas terras raras no Brasil avança. O ICL Notícias apurou que, na próxima semana, uma delegação de assessores parlamentares dos EUA desembarca em Brasília e em outras cidades do país. Na pauta: o acesso aos minerais críticos brasileiros.

A delegação conta com técnicos e assessores que operam para coletar informações e levar às reuniões com interlocutores brasileiros os interesses do partido republicano.

Farão parte da missão assessores sêniores da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos.

Na terça-feira, 5 de maio, o encontro em Brasília com parlamentares terá minerais raros como foco principal. Na quarta-feira, 6 de maio, será a vez dos assessores ligados ao Partido Democrata, com foco no combate a facções criminosas.

A reportagem apurou que senadores e deputados brasileiros foram consultados sobre a possibilidade de receber a delegação. Um deles deve ser o senador Nelsinho Trad.

O interesse não ocorre por acaso. O governo Trump colocou o acesso aos minerais críticos como uma prioridade, principalmente diante do avanço da China. Nas últimas semanas, a Casa Branca tem assinado acordos com diversos países, entre eles a Bolívia.

O tema é ainda fruto de intenso debate dentro do governo Lula. O presidente brasileiro chegou a criticar publicamente a administração Trump pela cobiça pelos recursos naturais e alertou, em diversos, que existe um movimento similar ao “colonialismo”.

Um levamento do governo americano, porém, revela a dimensão da importância do Brasil. Hoje, o país detém 23% das reservas conhecidas de minérios raros. Mas menos de 0,1% da produção mundial.

A China, com metade das reservas do mundo, produz hoje 69% de todas as commodities desse setor.

Os EUA produzem 12% do mercado global atual. Mas contam com apenas 2,1% das reservas do planeta.

Por essa conta, portanto, o controle das reservas brasileiras é considerado como estratégico.

A missão dos EUA ainda ocorre poucas semanas depois de uma mineradora dos EUA ter comprado a única operação de exploração de minerais críticos no Brasil.

A USA Rare Earth anunciou que irá adquirir a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde, em Goiás, por US$ 2,8 bilhões em dinheiro e ações.

O governo de Donald Trump chegou a convidar o Brasil a fazer parte de uma aliança anti-China no setor de terras raras, mas Brasília declinou. O acordo previa que os participantes teriam de fornecer, de forma preferencial, os minérios ao mercado dos EUA.

Com o acordo, a mineradora Serra Verde indicou ainda que firmou um acordo de 15 anos para fornecer 100% de sua produção durante a fase inicial da mina para uma Sociedade de Propósito Específico capitalizada pelo governo dos EUA e por fontes privadas.

Em janeiro, a empresa que adquiriu a mineradora brasileira recebeu uma injeção de US$ 1,6 bilhão do governo Trump, que passou a controlar 10% da companhia. Naquele momento, o Secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o investimento “garante que nossas cadeias de suprimentos sejam resilientes e não dependam mais de países estrangeiros.”

Serra Verde, segundo fontes do mercado, sempre contou com investidores estrangeiros. Em 2010, foi o Fundo de Private Equity Denham Capital quem comprou o projeto. Anos depois, foi o fundo britânico Vision Blue que desembarcou.

Para aportar capital, os europeus solicitaram um contrato para assegurar o fluxo de caixa. A saída veio da China, com exclusividade de compra do fluxo até 2028. Já em 2025, a mineradora recebeu um apoio adicional do Departamento da Guerra dos EUA, de US$ 565 milhões, para aumentar a escala de produção.

*Jamil Chade/Uol


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Pesquisa

Vitória de pirro: Pesquisa Atlas revela Alcolumbre e Hugo Motta como os políticos com pior avaliação no Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-AL), são os políticos mais mal avaliados do país, de acordo com a pesquisa Atlas Latam Pulse divulgada nesta quinta-feira (30).

Alcolumbre, que liderou o acordo para rejeitar a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), registra apenas 3% de avaliação positiva, enquanto 81% dos entrevistados têm imagem negativa dele.

Hugo Motta aparece ainda pior: apenas 2% de avaliação positiva e 87% de imagem negativa. Com Termômetro da Política.


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Brasil Mundo

Brasil exige soltura do ativista Thiago Avila, preso por Israel

Ativista fazia parte da flotilha que tentava chegar até Gaza com ajuda humanitária

O governo Lula exige que Israel solte o brasileiro Thiago Avila. O ativista fazia parte da flotilha que tentava chegar até Gaza, com ajuda humanitária e em barcos que estavam cruzando o mar Mediterrâneo.

“Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel”, afirmou uma nota conjunta dos dois países.

“Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta”, afirmou.

“Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, dizem as autoridades dos dois países.

“Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção”, completa a nota.

De acordo com informações obtidas pelo ICL Notícias, 55 barcos navegavam em águas internacionais entre a Itália e a Grécia quando um ataque foi organizado contra a flotilha.

Lasers apontados para as pessoas e armas semiautomáticas foram usados e 21 pessoas foram sequestradas.

Pelo menos 34 pessoas sofreram ferimentos e foram transferidas para um hospital. Sem celulares, por conta do confisco por parte das autoridades, esses ativistas não conseguiram registrar os ferimentos.

Thiago, porém, não foi autorizado a desembarcar com o restante dos participantes e foi levado à força para Israel. Relatos apontam que qualquer um que tentasse evitar a operação eram alvo de violência.

*Jamil Chade/ICL

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Política

PL da Dosimetria, posta em votação por Alcolumbre, pode livrar Bolsonaro da prisão até as eleições de 2030; entenda

A derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, pelo Congresso, pode antecipar a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão para o regime semiaberto, com possibilidade de liberdade em pouco mais de dois anos, antes das eleições presidenciais de 2030. De acordo com o DCM, a proposta, que foi restabelecida no dia 30 de abril, reduz as penas de todos os envolvidos na tentativa de golpe de estado, abrangendo tanto os organizadores quanto os executores da trama. As informações são da VEJA.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio público, delitos igualmente atribuídos aos outros envolvidos no movimento golpista. Com a aprovação do PL da Dosimetria, as penas para esses crimes podem ser reduzidas, e a progressão de regime pode acontecer mais rapidamente.

O PL da Dosimetria introduz mudanças significativas no sistema penal. A principal alteração é a unificação das penas de golpe de estado e abolição violenta do estado democrático de direito, que atualmente são somadas, passando a ser computadas como uma só. Além disso, a proposta estabelece novas regras para a progressão de regime, permitindo que, em certos casos, o condenado cumpra apenas 20% de sua pena antes de poder passar para o regime semiaberto. Nesse novo cenário, o ex-presidente teria que cumprir, no mínimo, três anos e cinco meses em regime fechado antes de avançar de regime.

Esse pacote de medidas foi aprovado com o objetivo de facilitar a reintegração de pessoas condenadas por crimes considerados de alta gravidade, como os que envolvem a tentativa de golpe de estado. Para os especialistas, isso representa uma mudança no tratamento das penas e pode beneficiar outros condenados que se enquadram nesse tipo de delito. No caso de Bolsonaro, isso abre a possibilidade de sua saída do sistema fechado mais rapidamente, o que foi motivo de debate político em Brasília.


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Política

Luis Nassif: A Lava Jato 2 e o Assalto ao Supremo

Nesse jogo, é preciso mapear quem ganha com um STF enfraquecido, um governo Lula na defensiva e um Congresso com poderes demais

A derrota de Lula na indicação de Jorge Messias para o STF não é episódio isolado. É o capítulo mais recente de uma operação que envolve lobbies bilionários, o poder inédito de Alcolumbre e Motta, e o mesmo padrão de desestabilização institucional da Lava Jato original.

Quando o Senado recusou Jorge Messias, o governo perdeu uma batalha. Quando o mesmo movimento colocou sob ameaça o STF, o governo e o pouco que resta de disciplina institucional brasileira — todos ao mesmo tempo —, o que estava em jogo passou a ser maior do que uma vaga no Supremo.

A manobra tem roteiro conhecido. Começou com a campanha d’O Globo em torno do caso Master — um episódio de crédito privado transformado em crise sistêmica pelo jornalismo de interesse —, avançou pela sabatina do STF transformada em tribunal político, e chegou à configuração de poder inédita que hoje existe no Congresso: David Alcolumbre no Senado, Hugo Motta na Câmara, ambos com mandato renovado e agenda própria. É a Lava Jato 2.

Para entender o jogo de interesses por trás dessa manobra, é preciso mapear quem ganha com um STF enfraquecido, um governo Lula na defensiva e um Congresso com poderes que não tinha desde os tempos do presidencialismo de coalizão clássico.

Quando começou a campanha do impeachment, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi profético: a gente sabe como começa, mas nunca sabe como acaba.

A campanha conseguiu acabar com o PSDB, como alternativa de poder, o discurso antipolítica inundou a política com o que de há mais execrável, o desmonte institucional permitiu o avanço do crime organizado por todos os poros da República.

E nem assim se aprendeu.

Os lobbies que comandam o Congresso

O Congresso brasileiro de 2026 é, acima de tudo, uma arena de interesses organizados. As bancadas temáticas não são fenômeno novo, mas sua coesão, seu poder de fogo e sua disposição para agir de forma coordenada atingiram nível sem precedente recente.

A bancada ruralista é a mais numerosa e a mais organizada. A Frente Parlamentar da Agropecuária reúne 358 congressistas — número suficiente para formar maioria sozinha em muitas votações. Por trás dos parlamentares estão Bayer, Basf, Syngenta, JBS, Cargill e Nestlé, entre outras corporações que financiam campanhas e mantêm estruturas permanentes de lobby em Brasília. Suas pautas — Código Florestal, licenciamento ambiental, demarcações indígenas, agrotóxicos — têm avançado sistematicamente, com ou sem anuência do Executivo.

A bancada evangélica reúne 222 congressistas em torno de pautas morais e religiosas: aborto, casamento homoafetivo, educação religiosa, controle de mídias. O aspecto frequentemente negligenciado é que muitos desses parlamentares são representantes políticos diretos de denominações — com mandato implícito de seus líderes religiosos —, não apenas eleitores de perfil conservador. A bancada tem aliança orgânica com os ruralistas, e juntas formam o núcleo duro do que se convencionou chamar de Centrão conservador.

A bancada da bala soma cerca de 240 congressistas na Frente Parlamentar da Segurança Pública, com um núcleo de 44 membros mais radicais. Representa interesses das forças policiais, das Forças Armadas e da indústria armamentista. Suas pautas — porte de armas, excludente de ilicitude para policiais, penas mais duras — têm avançado mesmo nos governos que deveriam ser seus adversários naturais.

Juntas, essas três bancadas compõem o que ficou conhecido como BBB — Boi, Bíblia e Bala. Muitos parlamentares participam simultaneamente das três frentes, o que amplifica o poder de articulação suprapartidária. A posição dessas bancadas em relação ao STF é conhecida e histórica: o Supremo representa, para elas, o principal obstáculo à aprovação de suas pautas. Portanto, um STF enfraquecido é funcionalmente do interesse direto das três bancadas.

O lobby financeiro e a conta com o Supremo

O setor financeiro opera de forma mais discreta, mas com eficácia que poucos outros conseguem igualar. Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara com décadas de redes construídas em Brasília, assumiu em 2023 a presidência da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (FIN). Com trânsito livre no Congresso e memória institucional incomparável, Maia representa hoje o que o sistema financeiro precisa: acesso sem mediação ao processo legislativo.

Há tempos correm rumores nos corredores de Brasília sobre grandes banqueiros alimentando o tiroteio contra o STF. Para entender por que, basta examinar o que o Supremo fez ao setor financeiro nos últimos anos.

Em fevereiro de 2023, o STF estabeleceu que a quebra da coisa julgada tributária é automática. Isso significa que se uma empresa conquistou na Justiça o direito definitivo de não pagar um imposto, terá que pagá-lo retroativamente se o STF posteriormente decidir que a cobrança é constitucional. O caso concreto envolvia a CSLL — Contribuição Social sobre o Lucro Líquido —, cujas alíquotas chegam a 21% no caso de instituições financeiras, contra 9% para as demais empresas..

Na mesma linha, o STF consolidou a constitucionalidade da CSLL diferenciada para o setor financeiro — contribuição adicional de 2,5% sobre a folha de salários e Cofins elevada de 3% para 4% sobre o faturamento dos bancos. Em três teses tributárias distintas, as derrotas acumuladas do setor representaram impacto de R$ 35,823 bilhões para os cofres da União. Por fim, o STF avançou na tributação de lucros de controladas no exterior, apertando o cerco sobre estruturas de planejamento tributário internacional que beneficiavam diretamente Itaú, Bradesco e BTG, entre outros.

O padrão é claro: o STF tem sido, sistematicamente, um obstáculo tributário ao setor financeiro. Um Supremo enfraquecido — com ministros mais próximos das bancadas conservadoras do Congresso, ou simplesmente mais temerosos de conflito com o Legislativo — seria um Supremo mais favorável aos interesses dos grandes bancos.

O laboratório das bets

Para entender o poder que o Congresso acumulou, o caso das bets é o teste mais preciso. Em 2024, quando o governo tentou aumentar a tributação do setor de apostas online, o lobby das bets montou uma operação que causou espanto até a veteranos da política brasileira.

Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, disse publicamente: “Eu nunca vi um lobby tão poderoso no Congresso Nacional quanto vi nessas duas semanas. Um lobby que contou, inclusive, com a luxuosa participação de governadores de estado.” O setor conseguiu derrubar temporariamente a medida — uma vitória direta do lobby privado sobre o Executivo, reconhecida pelo próprio governo.

Quando o governo reagiu e aprovou medidas restritivas — licenciamento obrigatório, proibição de cartão de crédito, eliminação de bônus de boas-vindas, bloqueio de beneficiários do Bolsa Família, taxa de outorga de R$ 30 milhões por licença —, as bets responderam com o mesmo instrumento: pressão sobre parlamentares, financiamento implícito de coalizões, e a ameaça permanente de mobilizar o Congresso contra qualquer regulação adicional.

O episódio demonstra a dinâmica central do poder legislativo atual: o Executivo propõe, o Congresso dispõe, e os lobbies organizados são o verdadeiro árbitro entre os dois. Nesse ambiente, o STF era o único poder capaz de funcionar como contrapeso — o único que não depende de votos, financiamento ou alianças com o Centrão para agir.

O que está em disputa

A sabatina de Jorge Messias não foi apenas uma disputa sobre um nome para o STF. Foi um teste de força sobre quem manda no Brasil em 2026.

Do lado do Congresso: Alcolumbre no Senado e Motta na Câmara têm poder institucional inédito. Com as eleições de 2026 no horizonte, ambos precisam demonstrar independência do Executivo e capacidade de mobilizar apoio. Barrar uma indicação presidencial ao Supremo é o gesto político mais legível possível nesse sentido.

Do lado dos lobbies: a BBB quer um STF menos ativo na proteção de direitos ambientais, indígenas e sociais. O setor financeiro quer um STF menos agressivo na tributação diferenciada dos bancos e na cobrança retroativa de tributos. O setor de apostas quer um árbitro menos hostil às suas operações.

Do lado do governo: Lula precisa de um STF que funcione como parceiro institucional — não por cumplicidade, mas porque sem o Supremo como contrapeso, a capacidade do Executivo de governar contra a vontade do Centrão é ainda mais limitada do que já é.

O que a derrota de Messias sinalizou é que esse equilíbrio está se desfazendo. O Congresso descobriu que pode barrar o STF. Os lobbies descobriram que o Congresso pode barrar o Executivo. E o governo descobriu que a Operação Lava Jato 2 não precisa de procuradores, grampos ou acordos de delação para funcionar. Basta um calendário de sabatinas e parlamentares com contas a cobrar.

*Luis Nassif/GGN


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Política

Lula avalia nomeação de Jorge Messias ao Ministério da Justiça

Presidente discute com aliados futuro do AGU após reprovação de indicação ao STF

A iniciativa seria uma espécie de prêmio de consolação ao ministro após a rejeição pelo Senado Federal do seu nome a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A avaliação dentro do governo federal é de que a nomeação de Messias poderia fortalecer a posição do aliado de Lula, demonstrando deferência política.

Além disso, blindaria sua imagem pública e o manteria em evidência para uma eventual nova indicação à Suprema Corte no futuro.

O diagnóstico é também que, no Ministério da Justiça, Messias também atuaria junto ao Supremo Tribunal Federal para arrefecer a resistência ao seu nome no Poder Judiciário.

Nos bastidores, a leitura é de que a transferência para Justiça o colocaria em um patamar mais elevado dentro do governo federal, ajudando a mitigar o desgaste provocado pela derrota.

Há ainda no Palácio do Planalto um sentimento de consternação com o resultado. Messias, na avaliação de assessores petistas, acabou “pagando o preço” do mau-caratismo que impera no Senado.

Nesse contexto, cresce internamente a defesa de um movimento de valorização do advogado-geral da União, como forma de reconhecimento pelo que aliados classificam como um sacrifício imposto a ele durante o processo de indicação.

Após a reprovação, o chefe da AGU chegou a desabafar com interlocutores que avaliava até mesmo pedir demissão por não ver ambiente político para seguir no cargo.

Messias se reuniu com o presidente Lula no Palácio da Alvorada após ser rejeitado pelos senadores.


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Política

Liderado por Alcolumbre, o traíra, Congresso derruba veto da Dosimetria e reduz pena de Bolsonaro

Presidente do Senado operou malabarismo de legalidade duvidosa para evitar que benefício se estendesse a autores de crimes hediondos. Clima no plenário é de triunfo bolsonarista total

Praça dos Três Poderes sequer pode assimilar a ressaca da noite anterior, quando o nome de Jorge Messias foi rejeitado para o Supremo Tribunal Federal, e já amanheceu nesta quinta-feira tendo que ter estômago para um novo absurdo, que se confirmou ao final do dia. Em uma sessão com falatório generalizado, o Congresso Nacional impôs ao Palácio do Planalto mais uma dolorosa, embora previsível, derrota deste terceiro mandato do presidente Lula. Sob o comando implacável do senador Davi Alcolumbre (União-AP), deputados e senadores derrubaram o veto presidencial ao bizarro Projeto de Lei da Dosimetria, uma manobra legislativa desenhada sob medida para aliviar a situação jurídica de Jair Bolsonaro (PL) e dos demais condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O placar, um acachapante 318 a 144, foi recebido com gritos de euforia pelas bancadas da oposição, que transformaram o plenário em uma extensão das manifestações de extrema direita da Av. Paulista. A queda do veto não é apenas um revés administrativo para o governo Lula, é a consolidação de uma nova correlação de forças em Brasília, onde o poder Legislativo, agindo como um tribunal revisor, decidiu reescrever as regras do jogo penal para beneficiar aliados políticos de primeira grandeza. No Senado Federal, foram 49 votos para a derrubada e outros 24 votos contra.

A manobra“malandra” de Alcolumbre: Desmembramento incomum e sem sentido

O protagonista absoluto da jornada foi, de fato, de Alcolumbre. O senador, que parece ter convertido sua atuação parlamentar em uma cruzada movida por um ódio intestinal contra o atual governo, operou nos bastidores com uma agilidade que assustou até os veteranos da Casa. Para garantir a derrubada do veto sem o desgaste político de libertar criminosos comuns, Alcolumbre recorreu a uma “malandragem” regimental de legalidade duvidosa: o desmembramento de um veto integral.

Na prática, o presidente do Congresso fatiou a decisão de Lula. Ele excluiu da votação os trechos que facilitariam a progressão de regime para condenados por feminicídio, milícias e crimes hediondos, dispositivos que colidiam frontalmente com a recém-aprovada Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026). Ao declarar a “prejudicialidade” desses artigos específicos, Alcolumbre limpou o trilho para a oposição.

O objetivo foi cirúrgico: permitir a redução das penas de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro, sem abrir as portas das cadeias para faccionados, o que seria um suicídio de imagem para o parlamento.

Manobra sob a lente técnica: O “prejulgamento” como escudo
A manobra, embora revestida de um verniz técnico, é considerada altamente incomum. Como o veto do presidente Lula foi sobre a totalidade do projeto, o rito padrão exigiria uma votação em bloco. No entanto, Alcolumbre justificou a exclusão dos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal alegando uma questão de temporalidade e finalidade.

“Em virtude do prejulgamento da matéria pela aprovação do PL Antifacção, esta Presidência declara a prejudicialidade dos vetos”, sentenciou Alcolumbre do alto da mesa. Segundo sua tese, como o Congresso endureceu as penas contra o crime organizado em março de 2026, restabelecer as regras brandas da Dosimetria para esses crimes seria um contrassenso. Na realidade, o “malabarismo” serviu para isolar o benefício político, blindando-o de contestações sobre segurança pública e focando apenas na “limpeza” jurídica da cúpula golpista bolsonarista.

Caminho da aberração: Entenda o PL da Dosimetria
O PL da Dosimetria, classificado por juristas como uma “aberração jurídica”, altera as balizas para a aplicação de penas em crimes políticos e de atentado contra o Estado Democrático de Direito. A aplicação direta ao caso de Jair Bolsonaro é o cerne da proposta. Com a nova regra, as penas projetadas para o ex-presidente perdem sua força coercitiva, abrindo caminho para que ele se livre do regime fechado e recupere, em tempo recorde, seus direitos políticos.

Lula havia vetado o projeto integralmente, alertando que a medida desidratava o poder de punição do Estado contra quem tenta subverter a ordem democrática. No entanto, o veto serviu apenas como combustível para a oposição, que viu na manobra de Alcolumbre a chance de ouro para entregar a “anistia parcial” que o bolsonarismo tanto ansiava, sob a justificativa de corrigir supostos excessos judiciais.

Metido a “presidente em exercício” no plenário
Enquanto os votos eram computados, a figura central nas galerias e no “cafezinho” do Senado era o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pré-candidato à Presidência da República e herdeiro político direto do espólio do pai, Flávio estava visivelmente esfuziante. Circulando pelo plenário com um sorriso de quem já se sente vitorioso no pleito que ainda está por vir, o filho mais velho do ex-presidente agia e falava como se o Palácio do Planalto já fosse seu gabinete de direito.

Ao redor de Flávio, o que se via era uma cena de vassalagem explícita. Os sabujos de sempre, parlamentares de menor expressão e aspirantes a cargos em algum futuro governo, o paparicavam o tempo todo, disputando um espaço em selfies e cochichando estratégias em seu ouvido. A atmosfera alimentada por Alcolumbre permitiu que Flávio se tornasse o mestre de cerimônias de um velório institucional, onde a democracia era ferida sob os aplausos de quem a atacou há três anos.

Rescaldo de uma noite para se esquecer
O clima de triunfo hoje é o prolongamento direto da “noite trágica” vivida na quarta (29), quando o nome de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF, foi rejeitado de forma humilhante. O episódio quebrou um jejum de 132 anos e foi um recado político sangrento enviado diretamente da mesa de Alcolumbre. Ao barrar o nome de confiança de Lula e, poucas horas depois, liderar a derrubada do veto da Dosimetria, Alcolumbre se posiciona como o verdadeiro “primeiro-ministro” de uma oposição que decidiu paralisar o país.

Instituições em rota de colisão
A derrubada do veto coloca o Brasil em uma encruzilhada perigosa. Se de um lado o Congresso afirma sua autonomia, de outro, sinaliza que crimes contra a democracia são passíveis de perdão político, desde que haja maioria parlamentar. De acordo com a Forum, o foco agora se volta inteiramente para o STF. A Corte terá o desafio hercúleo de decidir se aceita essa nova regra de dosimetria ou se a declara inconstitucional por vício de finalidade e desvio de poder.

A matéria agora segue para promulgação imediata por Alcolumbre. Para o Planalto, resta o gosto amargo de uma derrota dupla e a constatação de que o diálogo com o Legislativo, sob a batuta rancorosa do senador amapaense, tornou-se uma via de mão única rumo ao confronto direto. A vitória de hoje é a largada antecipada de uma campanha eleitoral belicosa, onde a oposição descobriu que pode reescrever o Código Penal ao sabor de suas conveniências.


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Política

Brasil tem menor desemprego desde 2012 e recorde nos rendimentos dos trabalhadores

Taxa de desocupação foi de 6%; remuneração média chegou a R$ 3.722, com alta de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano

O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 6,1%, a menor para esse período de toda a série histórica iniciada em 2012. O desempenho foi obtido mesmo com leve crescimento, de um ponto percentual, frente aos três meses anteriores. Além disso, foi verificado recorde no rendimento dos trabalhadores.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento, seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporários nas atividades de educação e saúde no setor público municipal”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Considerando esse movimento, a Pnad apontou que o total de trabalhadores do país ficou em 102 milhões, recuo de 1% (1 milhão de trabalhadores) no trimestre, mas permanecendo 1,5% (1,5 milhão) acima do contingente registrado no mesmo trimestre móvel de 2025.

Dessa forma, a população desempregada ficou em 6,6 milhões no período analisado, com alta de 19,6% (1,1 milhão de pessoas) no trimestre. No entanto, na comparação anual, o contingente de pessoas procurando trabalho recuou 13% (menos 987 mil pessoas).

Recorde nos rendimentos

Os salários da classe trabalhadora tiveram trajetória positiva, segundo a Pnad. A massa de rendimento médio real (a soma das remunerações de todos os trabalhadores) bateu recorde no primeiro trimestre, com R$ 374,8 bilhões. O valor indica estabilidade nesses três meses e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.

Observando rendimento médio real habitual dos trabalhadores, houve novo valor recorde, atingindo R$ 3.722. O valor indica crescimento nas duas comparações: 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos.

Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento no rendimento médio de dois dos dez grupamentos de atividade estudados: comércio (3%, ou mais R$ 86) e administração pública (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Conforme analisa a pesquisadora, “o rendimento cresceu em atividades que reduziram a participação em seus contingentes de trabalhadores informais ou de formais com menores rendimentos. Dessa forma, relativamente à base de comparação trimestral com maior participação de ocupação informal, a média de rendimento do trabalho atual registrou alta”.

Menor informalidade

O IBGE também verificou redução, ainda que leve, na taxa de informalidade, que passou de 37,6% (38,7 milhões de pessoas) para 37,3% (38,1 milhões). Frente ao primeiro trimestre de 2025, o recuo foi maior, já que naquele momento a taxa era de 38% (38,2 milhões).

O número de trabalhadores sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual, esse indicador não teve variação estatisticamente significativa, segundo o Vermelho.

Já os trabalhadores com carteira assinada no setor privado (excluindo-se os domésticos) somaram 39,2 milhões, “indicando não ter havido variações significativas no trimestre, mas com elevação de 1,3% (ou 504 mil pessoas a mais com carteiras assinadas) no ano”, segundo o IBGE.

Quanto aos trabalhadores por conta própria, o contingente manteve-se estável em 26 milhões de pessoas, com alta de 2,4% (607 mil).

Recorte por segmento

Analisando os segmentos econômicos, a pesquisa apontou que dois grupamentos tiveram aumentos no contingente de ocupados frente ao mesmo trimestre do ano passado: informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,2%, ou mais 406 mil pessoas) e administração pública (4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Nessa comparação anual, houve redução apenas no grupamento de serviços domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).

Refletindo as características típicas do período, conforme apontado pela coordenadora do IBGE, as reduções de emprego ocorreram em três frentes: comércio (1,5%), administração pública (2,3%) e serviços domésticos (2,6%). Na comparação trimestral, esses grupos tiveram 870 mil postos a menos.


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Governo mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

Presidente reuniu ministros para discutir estratégia após Senado ter rejeitado AGU como indicado ao STF

Horas depois da derrota no Senado, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam traições na votação que culminou na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira (29).

Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um pacto para impedir a nomeação de Messias.

Pacheco era o escolhido de Alcolumbre para pleitear a vaga no Supremo, enquanto Lula reiterava a intenção de ter o senador como seu candidato ao governo de Minas Gerais, em busca de um palanque forte no estado. Lula acabou por indicar Messias após conversas com os envolvidos, mas ainda a contragosto do chefe do Senado.

O acordo, segundo interlocutores de Lula, teria sido selado durante um jantar na noite de terça-feira (28), na residência oficial do presidente do Senado, com intuito de evitar nova correlação de forças na corte. Messias teria contrariado ministros ao manifestar simpatia pela adoção de um código de ética no tribunal.

Entre aliados de Lula, suspeitas recaem sobre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, ambos do MDB de Alagoas. A desconfiança é que teriam votado contra a indicação de Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) que cobiçava a vaga do tribunal.

Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.

O AGU teve 34 votos a favor da indicação (sete a menos que o necessário) e 42 votos contrários. Essa foi a primeira rejeição a um indicado do presidente da República ao STF desde 1894.

Entre o fim da votação no Senado e convocação da reunião entre os membros do governo, Lula e Messias se falaram por telefone. Além da preocupação com o estado emocional de Messias, aliados do presidente contam que ele costuma repetir que “não se deve tomar decisões a 39 graus de febre”.

Por conta disso, qualquer reação é esperada para a semana que vem, após o feriado e a identificação dos responsáveis pela derrota.

Ainda durante o encontro, a agenda do presidente com a programação para esta quinta-feira (30) foi publicada informando uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, como primeiro compromisso do dia. Embora aliado de Hugo Motta (Republicanos-PB), Feliciano é um indicado do partido de Alcolumbre, o União Brasil.

Na saída do Congresso, a caminho do Alvorada, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o momento é de agir com inteligência, não com fígado. Ainda durante a sabatina, Guimarães esteve no Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. No Congresso, chegou a dar como certa a aprovação do AGU com mais de 41 votos, o mínimo necessário.

Com a rejeição de Messias, Guimarães enfrenta uma derrota em uma de suas principais missões desde que assumiu a chefia da articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

Durante a sabatina, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também visitou Lula. De acordo com o ICL, o presidente teria questionado ao senador como estaria o clima para a sabatina e para a aprovação, ao que Wagner informou que tudo corria bem.


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Vídeo: Flávio Bolsonaro tenta transformar sabatina em palanque e é desmentido por Jorge Messias

Em discurso eleitoreiro, Flávio Bolsonaro mentiu sobre ação da AGU na fraude contra aposentados. Messias mostrou documento e desconcertou senador, que ainda pediu anistia ao pai, Jair Bolsonaro, durante a sabatina.

Na tentativa desenfreada de transformar a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em palanque eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi desmentido pelo Advogado-Geral da União (AGU) Jorge Messias, indicado por Lula para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua intervenção, recheada de chavões para incitar aliados, Flávio perguntou sobre a ação da AGU contra os golpistas do 8 de Janeiro, a anistia ao pai, Jair Bolsonaro (PL), comandante da tentativa de golpe, e, por fim, sobre a fraude no INSS.

Ao falar sobre a ação da AGU contra as entidades que lesaram os aposentados no esquema que teve início no governo de Bolsonaro e só foi investigado a partir de 2023, com Lula, Flávio indagou porque Messias teria deixado de fora o “Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, que tinha como vice-presidente o senhor José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, por acaso irmão do presidente Lula”.

Na resposta, Messias desmentiu Flávio Bolsonaro, informando até mesmo o número do processo da AGU que inclui o Sindnapi na investigação.

“O senhor me questionou se eu pedi ou não pedi bloqueio de valores do Sindnapi. Eu quero afirmar categoricamente que pedi e digo aqui até o número da ação. A ação 111 40 43 73 2025 4 0 1 34 0 0 contra o sindicato e seus dirigentes foi protocolada perante a Justiça Federal. A advocacia geral da União cumpriu o seu papel de forma absolutamente técnica e republicana. Nós apresentamos três lotes de ações cobrando integralmente de todos os, é, de todas as entidades envolvidas com a fraude de aposentados e pensionistas”, afirmou Messias.

Em seguida, ele afirma que colocará o documento, que é público, à disposição dos senadores e lembrou que o governo Lula bloqueou mais de R$ 2,3 bilhões das entidades.

“E quero dizer também que nesta neste processo nós já conseguimos devolver mais de R$ 4,5 milhões de aposentados e pensionistas, os valores que foram indevidamente descontados integralmente corrigidos”, emendou.

Golpistas e anistia
Ao responder sobre os golpistas presos pelo 8 de Janeiro, condenados pelo STF, Messias disse que Flávio tem “a sua compreensão jurídico-política”, que contraria a decisão judicial

“Efetivamente, as pessoas que foram presas no 8 de janeiro, elas foram submetidas a um processo, foram processadas, muitas foram condenadas, algumas assinaram acordo de não persecução penal, algumas estão presas ainda. E essa é uma situação, evidentemente, porque a prisão em si e o processo penal sempre carrega uma tragédia pessoal e familiar, nós não podemos desconhecer.

O que eu posso dizer em relação a este caso, até porque não posso antecipar julgamento no sentido de não me colocar em posição de impedimento, é que o sistema penal brasileiro ele leva mecanismos próprios de correção pela revisão criminal. Portanto, essas questões elas podem estar sendo submetidas ainda à jurisdição do Supremo Tribunal Federal e eu não vou me colocar em situação de impedimento”, afirmou.

Sobre a anistia, Messias disse que trata-se de um “debate público atual”, que deve ser definido pelo legislativo.

“A anistia é um ato jurídico, político, institucional que cabe ao parlamento. Portanto, é algo que está ou poderá estar em debate nesta casa. É, não acredito que meu papel, caso aprovado por vossas excelências, senador Flávio Bolsonaro, seja apresentar manifestações antecipadas a respeito de qualquer assunto, muito menos interferir, senador, é, no debate político. Eu acho que o ministro da Suprema Corte, ele pode atuar dentro do debate político quando solicitado, a bem de mediar conflitos isso. Porque é esta a posição que eu acredito e que tenho levado a minha vida inteira, na minha vida de conciliador, de pacificador, eu acredito na conciliação como método de solução de conflitos”, respondeu.

Na resposta, Messias desmentiu Flávio Bolsonaro, informando até mesmo o número do processo da AGU que inclui o Sindnapi na investigação.

“O senhor me questionou se eu pedi ou não pedi bloqueio de valores do Sindnapi. Eu quero afirmar categoricamente que pedi e digo aqui até o número da ação. A ação 111 40 43 73 2025 4 0 1 34 0 0 contra o sindicato e seus dirigentes foi protocolada perante a Justiça Federal. A advocacia geral da União cumpriu o seu papel de forma absolutamente técnica e republicana. Nós apresentamos três lotes de ações cobrando integralmente de todos os, é, de todas as entidades envolvidas com a fraude de aposentados e pensionistas”, afirmou Messias.

Em seguida, ele afirma que colocará o documento, que é público, à disposição dos senadores e lembrou que o governo Lula bloqueou mais de R$ 2,3 bilhões das entidades.

“E quero dizer também que nesta neste processo nós já conseguimos devolver mais de R$ 4,5 milhões de aposentados e pensionistas, os valores que foram indevidamente descontados integralmente corrigidos”, emendou.  Forum.


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