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EUA alertam voos na América Central e do Sul por risco de ações militares

Avisos começaram nesta sexta-feira e terão duração de 60 dias

A FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos) informou nesta sexta-feira (16) que está emitindo uma série de alertas às companhias aéreas para que tenham cuidado ao sobrevoar a América Central e partes da América do Sul, citando os riscos de possíveis atividades militares e interferência de GPS.

A agência informou que emitiu avisos aos aviadores abrangendo o México, outros países da América Central até Equador, a Colômbia e partes do espaço aéreo no leste do Oceano Pacífico.

Os avisos começaram nesta sexta-feira e terão duração de 60 dias.

EUAOs alertas ocorrem em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e os líderes regionais, depois que o governo Trump montou uma força militar em grande escala no sul do Caribe e atacou a Venezuela e prendeu Nicolás Maduro.

Trump levantou a possibilidade de outras ações militares na região, inclusive contra a Colômbia.

Na semana passada, ele disse que cartéis estavam comandando o México e sugeriu que os EUA poderiam atacar alvos terrestres para combatê-los, em uma das várias ameaças de usar as forças americanas contra os cartéis de drogas.

Após o ataque à Venezuela, a FAA restringiu os voos em todo o Caribe, o que forçou o cancelamento de centenas de voos das principais companhias aéreas.


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‘Pura mentira’: em Gaza, palestinos veem anúncio de segunda fase do cessar-fogo como farsa

No mesmo dia em que Trump anunciava presidir ‘Conselho da Paz’, forças israelenses mataram uma mulher em Khan Younis e um adolescente de 14 anos na Cisjordânia

Os palestinos em Gaza receberam com ceticismo e descrença o anúncio de Donald Trump sobre o início da “segunda fase” do acordo de cessar-fogo. A declaração contrasta com a realidade no terreno: uma crise humanitária em aprofundamento e ataques israelenses que não cessaram.

“Eles nem sequer começaram a primeira fase ainda. Como podem começar a segunda?”, disse Fayeq al-Helou à emissora catari Al Jazeera. “Não queremos que seja como das outras vezes, apenas palavras no papel”.

Em Gaza, muitos consideram o cessar-fogo uma farsa. Enquanto há demora no atendimento às necessidades básicas, a situação humanitária continua a se deteriorar rapidamente – um cenário amplamente documentado por ONGs e agências da ONU.

Jaber Mohammed afirmou que o anúncio era “pura mentira”. “Estamos sofrendo há dois anos e agora começamos o terceiro”, disse ele. “Estamos sofrendo com a falta de comida e bebida, e com os preços altos”, acrescentou.

Em paralelo ao anúncio da segunda fase do acordo de trégua, as forças de ocupação israelenses continuam os ataques. Uma mulher palestina foi morta e outras ficaram feridas na madrugada desta sexta-feira (16/01) por disparos israelenses em Khan Younis, ao sul da Faixa de Gaza, conforme relatado pela agência palestina WAFA.

Na vila de Al-Mughayyir, a leste de Ramallah na Cisjordânia, forças israelenses invadiram a localidade, levando a confrontos. Durante os embates, que incluíram intensos disparos de munição real contra moradores, foi morto o adolescente Mohammed Saad Na’san, de 14 anos, atingido nas costas e no peito.

Na área de Masafer Yatta, colonos armados atacaram pastores palestinos. Quando as forças israelenses chegaram ao local, agrediram moradores e pastores e detiveram quatro palestinos, segundo o ativista Osama Makhamreh à WAFA. Na noite de quinta-feira (15/01), o exército israelense também atirou em um cidadão palestino e deteve outro perto da entrada da cidade de Beita, ao sul de Nablus.

Pelo menos 451 palestinos foram mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado. E, desde o início da recente agressão em 2023, cerca de 71.441 pessoas foram mortas e 171.329 ficaram feridas pelas forças israelenses em Gaza.

Em comunicado oficial o porta-voz do Movimento Hamas, Hazem Qassem, afirmou nesta sexta-feira (16/01) que “o governo israelense continua sua política de sabotar o acordo de cessar-fogo e obstruir os esforços declarados para estabilizar a calma em Gaza”.

O anúncio de Trump e o “Conselho da Paz”
Trump anunciou na noite de quinta-feira (15/01) que presidirá um órgão chamado de “Conselho da Paz” para governar Gaza. “É com grande honra que anuncio a formação do CONSELHO DA PAZ”, escreveu o republicano na rede social Truth Social. Ele não mencionou os nomes dos membros do conselho, dizendo que os detalhes “serão anunciados em breve”.

O líder da Casa Branca também reiterou que o processo avançou para a segunda fase de um acordo para pôr fim à guerra. “Entramos OFICIALMENTE na próxima fase do Plano de Paz de 20 Pontos para Gaza”, disse ele.

Trump afirmou que, como presidente do conselho, apoia a formação de um comitê tecnocrático palestino para administrar Gaza durante um “período de transição” – comitê este que, em sua visão, estaria “firmemente comprometido com um futuro PACÍFICO”.

Em sua publicação, Trump fez uma série de exigências e ameaças: afirmou que os Estados Unidos, em colaboração com o Egito, a Turquia e o Catar, “garantiriam o desarmamento do Hamas” e deu um ultimato ao grupo: “O Hamas deve honrar IMEDIATAMENTE seus compromissos, incluindo a devolução do último corpo a Israel, e proceder sem demora à desmilitarização completa. Como já disse antes, eles podem fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”.

*Opera Mundi


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Lula vai se reunir com líderes da União Europeia no Rio de Janeiro

Acordo comercial entre bloco europeu e Mercosul estará em pauta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se encontrar nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Segundo o Palácio do Planalto, eles devem discutir temas da agenda internacional e os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, aprovado pelos europeus na semana passada.

>>Entenda o acordo em 13 pontos

A reunião, que ocorrerá no Palácio Itamaraty, no centro da capital fluminense, está prevista para as 13h e será seguida de uma declaração conjunta à imprensa.

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial vai criar uma zona de livre comércio de 720 milhões de habitantes e somará um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões, segundo informações dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Uma cerimônia de ratificação entre os dois blocos está prevista para este sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai, com a presença dos líderes europeus e ministros de relações exteriores do Mercosul.

Implementação
Nesta terça-feira (13), Lula conversou com o primeiro ministro de Portugal, Luís Montenegro, e os dois concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria.

Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

Na França, por exemplo, agricultores entraram com tratores em Paris nesta terça-feira, pela segunda vez em uma semana, para protestar contra o acordo que, segundo os manifestantes, ameaça a agricultura local ao criar concorrência desleal com importações sul-americanas mais baratas.

*Agência Brasil


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Lula e Putin conversam sobre Venezuela e defendem soberania do país

Caracas foi palco de uma invasão dos EUA, que também sequestraram o presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússia, trataram nesta quarta-feira (14), por telefone, da situação em torno da Venezuela, palco, no último dia 3 de janeiro, de uma intervenção das forças dos Estados Unidos e do sequestro de seu chefe de Estado, Nicolás Maduro, informou o canal RT.

Lula e Putin concordaram em destacar a importância de garantir a soberania e os interesses nacionais do país sul-americano, de acordo com a reportagem.

O Palácio do Planalto confirmou o telefonema entre Lula e Putin e disse que mais detalhes sobre a conversa serão divulgados em comunicado ainda nesta quarta-feira, informou a Reuters/247.


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EUA podem atacar o Irã ‘dentro de 24 horas’, diz agência

Os Estados Unidos estão retirando funcionários de suas bases instaladas no Oriente Médio por “precaução” após o Irã alertar os países vizinhos de que as estruturas seriam atacadas em caso de intervenção estrangeira, conforme uma fonte norte-americana informou nesta quarta-feira (14/01) à agência Reuters. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump ameaçou Teerã de “ações muito fortes” caso houvesse registros de manifestantes mortos nos protestos em curso no país persa.

Ao veículo, dois oficiais europeus admitiram que uma intervenção militar norte-americana parecia provável. Um deles, por sua vez, alertou que um eventual ataque poderia ocorrer “nas próximas 24 horas”. Ainda segundo a Reuters, um funcionário israelense indicou que “parecia que Trump havia tomado a decisão de intervir”.

Na Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior dos Estados Unidos na região, o governo catari confirmou em comunicado que as evacuações “estão sendo realizadas em resposta às atuais tensões regionais”, embora o Comando Central do Pentágono não tenha feito nenhum anúncio público de imediato.

Os protestos massivos no território iraniano começaram em 29 de dezembro. De caráter pacífico, os manifestantes, em sua maioria comerciantes, reivindicavam melhoria na situação econômica nacional – que incluem problemas como desvalorização do rial (moeda local) e inflação, decorrentes das sanções impostas pelo Ocidente.

No entanto, ao longo dos dias, os protestos se tornaram violentos, com registros de vandalismo e assassinatos, no que as autoridades locais denunciaram as manobras imperialistas de Washington e Tel Aviv (via serviço do Mossad), argumentando que ambos estavam orquestrando a participação de grupos armados infiltrados para gerar caos e, assim, servir de pretexto para intervenções armadas.

Recentemente, o presidente norte-americano publicou em suas redes sociais uma declaração que incitava uma intervenção militar no Irã, e pediu para que os manifestantes locais, a quem os chamou de “patriotas”, continuassem nas ruas para “tomar as instituições”. Além disso, o republicano anunciou a imposição de uma tarifa de 25% para parceiros comerciais do país persa, como medida punitiva contra Teerã.

Pentágono apresentou a Trump opções para alvos no Irã
De acordo com a apuração do jornal New York Times, o Pentágono apresentou uma ampla gama de opções a Trump para alvos no Irã, incluindo o programa nuclear iraniano e os locais de mísseis balísticos. O veículo também informou que outras opções, contudo, não estão descartadas, como por exemplo um ciberataque ou um ataque contra o aparato de segurança interna do Irã.

“Um ataque está a pelo menos alguns dias de distância e pode provocar uma retaliação vigorosa do Irã”, afirmou uma fonte ao NYT.

Segundo as autoridades do Pentágono, a Marinha dos Estados Unidos possui atualmente três contratorpedeiros lançadores de mísseis na região do Oriente Médio, incluindo o Roosevelt, que nos últimos dias entrou no Mar Vermelho. Além disso, a Marinha também possui pelo menos um submarino lançador de mísseis na região.

Ataque pode ser ‘maior erro’ dos EUA
O presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da câmara baixa do Parlamento da Rússia, Leonid Slutsky, afirmou que uma intervenção militar norte-americana no Irã teria potencial de desestabilizar toda a região.

“Se a Casa Branca decidir por uma agressão contra Teerã, será o maior erro de Washington”, disse Slutsky, em comentário publicado pela agência estatal russa TASS. Também criticou que os protestos no Irã estão sendo alimentados por potências estrangeiras. “Políticos ocidentais efetivamente aprovaram isso ao pedir aos manifestantes que continuem os confrontos de rua e derrubem as autoridades legalmente eleitas”.

*Opera Mundi


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Trump congela vistos para brasileiros e cidadãos de outros 74 países

O governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump congelou a concessão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, nesta quarta (14), segundo a Fox News. Ainda não há confirmação se vistos de turismo também serão afetados pela medida.

A decisão partiu do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que ainda não se pronunciou oficialmente. Com o congelamento, o Brasil passou a integrar a mesma lista de países como Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou que ainda não foi formalmente notificada sobre a restrição. O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, não se manifestou publicamente sobre o tema até o momento.

Segundo a Fox News, a medida deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro e não tem prazo definido para terminar. O congelamento estaria baseado em um memorando interno que prevê uma pausa temporária na emissão de vistos para revisão dos critérios atualmente adotados pelo governo norte-americano.

Ainda conforme o documento, o governo dos EUA avalia ampliar restrições com base em fatores como idade e condição física. Em novembro, a agência Associated Press informou que a gestão de Trump analisava diretrizes para limitar a entrada de pessoas obesas no país.

Desde junho do ano passado, os Estados Unidos passaram a analisar perfis em redes sociais de solicitantes de visto de estudante. O republicano já vinha ameaçando endurecer as regras para entrada de estrangeiros no país desde dezembro passado.


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28 de janeiro: movimentos convocam mobilização internacional contra o imperialismo dos EUA

Coordenador da Alba Movimentos, Giovane del Prete, fala dos atos que vão acontecer por toda a América Latina

Movimentos populares, centrais sindicais, partidos políticos e outras organizações realizarão, no próximo dia 28 de janeiro, uma grande mobilização internacional contra o avanço das aspirações imperialistas do governo de Donald Trump. Os atos acontecerão nas ruas por toda a América Latina nos diversos territórios onde atuam essas organizações, e também nas redes sociais.

Veículos populares divulgarão detalhes da programação à medida que cada evento for agendado nas diferentes partes do país e nos territórios das nações vizinhas. O coordenador operativo da secretaria continental da Alba Movimentos, Giovane del Prete, participou nesta terça-feira 13 do Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, para dar o pontapé inicial na convocação.

Del Prete relatou que o momento é de preocupação, especialmente com a situação da Venezuela, após o sequestro de Nicolás Maduro pelo regime trumpista. Entretanto, o ataque e as ameaças a outros países servem também para mobilizar a militância.

“Isso levanta o povo com o espírito nacionalista e de consciência. A gente está aproveitando isso, também, com nossa militância. E também extrapolar a militância organizada para chamar para o dia 28 de janeiro, que marca 12 anos da proclamação de América Latina e Caribe como zona de paz pela Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]”, apontou.

Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump deixou clara sua política externa baseada em agressões. Desde o início do mandato, vários países foram alvo ao mesmo tempo da fúria do presidente dos EUA: seja com tarifas, sanções ou guerras. E, nas regiões onde a extrema direita governa, cresceu a presença militar dos Estados Unidos.

“Todos os países, de alguma maneira, tem um porquê de se mobilizar contra o Trump nessa conjuntura. Então buscamos fortalecer o movimento de solidariedade internacional. Agora estamos falando da Venezuela, mas amanhã pode ser Cuba, Colômbia, México ou mesmo o Brasil. Fortalecer esse movimento anti-imperialista no Brasil é fortalecer nossa disputa nas eleições deste ano”, destacou del Prete.

Os movimentos contam com a mídia popular e também com a mobilização dos movimentos e da militância para dar visibilidade às ações de combate aos ataques trumpistas.

“Claro que a gente não tem essas agências de notícias internacionais conosco. A gente não espera e nem quer. Mas a gente vem buscando nossos próprios espaços de articulação para, sobretudo visibilizar nossas lutas. Isso é importante, alimenta a militância, completou.

*BdF


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Iranianos denunciam intervenção de EUA e Israel em protestos massivos pelo país

Manifestantes ocuparam diversas cidades, incluindo Teerã, para condenar violência, vandalismo e assassinatos promovidos por ‘grupos armados infiltrados’ associados a Washington e Tel Aviv

Os iranianos saíram às ruas nesta segunda-feira (12/01) em diversas partes do país condenando os atos de vandalismo, distúrbios violentos e assassinatos promovidos em meio aos protestos que reivindicam melhorias na situação econômica nacional. Sob o slogan “Solidariedade nacional e honra à paz”, as marchas que tomaram conta de cidades como Zahedan, Birjand e Kerman, além da capital Teerã, criticaram os Estados Unidos e Israel, denunciando que as causas iniciais dos protestos foram sequestradas por interesses imperiais.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, elogiou os comícios convocados pelo governo, destacando que a participação massiva das pessoas foi um “aviso” para os Estados Unidos.

“Isso foi um aviso aos políticos norte-americanos para pararem com suas mentiras e não dependerem de mercenários traiçoeiros”, afirmou o aiatolá. “Esses grandes comícios, cheios de determinação, frustraram o plano de inimigos estrangeiros”.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, classificou o cenário de violência nacional como uma “guerra terrorista” articulada por Washington e pela agência de inteligência israelense Mossad. Segundo o chanceler, as manifestações pacíficas começaram em 29 de dezembro por razões originalmente econômicas – decorrentes das sanções ocidentais –, no entanto, grupos armados se infiltraram para atacar a infraestrutura iraniana, o que resultou na destruição de dezenas de mesquitas, ataques a centros médicos e militares, além de assassinatos de civis e policiais por atiradores infiltrados.

As autoridades informaram ter evidências da distribuição de armas de fogo entre infiltrados e relataram ataques a profissionais de saúde. Segundo o governo, há registros de homens armados matando feridos dentro de ambulâncias e destruindo unidades de bombeiros. Ded acordo com Teerã, estas ações buscam aumentar artificialmente o número de vítimas para justificar uma intervenção externa sob pretextos humanitários.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou uma intervenção no território iraniano alegando que se trataria de um mecanismo de ajuda aos manifestantes locais. O posicionamento norte-americano foi fortemente rejeitado por Teerã, que declarou nesta segunda-feira a intenção de negociar com Washington sobre o assunto.

A própria Rússia denunciou o que descreveu como esforços de “potências estrangeiras” para interferir nos assuntos internos do Irã. Em uma ligação telefônica com seu homólogo iraniano, o secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, “condenou veementemente mais uma tentativa de potências estrangeiras de interferir nos assuntos internos do Irã”, informou a mídia estatal.

Infiltração israelense
No domingo (11/01), em entrevista televisionada, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reiterou estar determinado a resolver os problemas anunciados pelos manifestantes, ressaltando que os protestos se tratam de um direito do povo. O mandatário afirmou que tratará o povo com base na justiça, e que trabalhará para uma distribuição equitativa de subsídios.

“Tomamos nossa decisão de resolver os problemas deles com todas as abordagens possíveis… É por isso que estamos mantendo conversas com eles diariamente”, acrescentou. “Consideramos os protestos das pessoas legítimos. Nunca desconsideraremos aqueles que expressam preocupações legítimas”.

Pezeshkian também denunciou as manobras de Israel, denunciando que o regime sionista busca aproveitar os problemas econômicos para agravar a situação nacional. Segundo ele, os inimigos enviaram vários terroristas do exterior para o Irã para lançar ataques incendiários contra mesquitas, incendiar as lojas do bazar e matar pessoas.

(*) Com Tasnim e Telesur/Opera Mundi


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Trump impõe taxa sobre quem exportar ao Irã; Brasil pode ser afetado

Medida é a primeira sinalização de que a Casa Branca irá escalar a pressão contra Teerã por conta dos protestos. Brasil vendeu mais de US$ 3 bi ao mercado iraniano e pode ser prejudicado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre os produtos de todos os países que tenham algum tipo de comércio com o Irã. O Brasil, portanto, pode ser um dos afetados pelas novas tarifas.

Em 2024, o mercado iraniano consumiu mais de US$ 3 bilhões em produtos brasileiros e se tornou o quinto maior destino das vendas nacionais no Oriente Médio.

“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, afirmou o presidente dos EUA.

A medida faz parte de uma escalada contra o regime em Teerã, diante dos protestos que ganham dimensões inéditas nos últimos dias. O objetivo é isolar o país, romper alianças que ainda possam existir entre os iranianos e parceiros comerciais, criar uma escassez no país e a falta de abastecimento, principalmente de itens essenciais.

Trump também espera cortar o governo iraniano de qualquer tipo de abastecimento de suprimentos que possa permitir que o regime seja viável economicamente.

Trump chegou a dizer que poderia usar força militar e também indicou que os iranianos estariam dispostos a negociar. Mas o gesto desta segunda-feira sinaliza que a Casa Branca decidiu iniciar uma ofensiva.

A medida, ainda que afete o Brasil, tem um impacto bem maior para outros parceiros como a China e Índia. O Irã ainda faz parte do Brics, depois que o bloco passou por uma expansão há dois anos.

No caso das exportações brasileiras, elas estão essencialmente concentradas no setor agrícola e representam 1% do comércio do país com o mundo.

Em 2025, as exportações de milho do Brasil ao mundo atingiram 41,59 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% e com receita de US$ 8,6 bilhões. O Irã liderou as compras, seguido por Egito e Vietnã.

*Jamil Chade/ICL


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Protesto em frente à prisão do Brooklyn exige libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores

Manifestantes exigem que poderes excessivos de Donald Trump para exercer pressão militar na região sejam imediatamente

Manifestantes se reuniram neste domingo (11) em frente ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, onde o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, passam a nona noite após serem sequestrados em 3 de janeiro durante a incursão militar em Caracas pelo governo dos Estados Unidos, e exigiram sua libertação.

Nesse dia, os manifestantes se reuniram para expressar seu apoio ao presidente venezuelano e à sua esposa, e pediram a libertação imediata de ambos, segundo reportagem do correspondente da teleSUR, Henry Camelo, nos Estados Unidos.

Eles reiteraram que se trata de um sequestro e que precisam sair o mais rápido possível. Os Estados Unidos não podem continuar usando desculpas como as que usaram para invadir a Venezuela e tentar se apoderar de recursos naturais, petróleo e minerais, que é, na verdade, seu verdadeiro objetivo.

Camelo explicou que os manifestantes estiveram presentes continuamente ao longo desta semana, apesar das baixas temperaturas.

“Eles vêm com suas faixas, vêm com seus cânticos e demonstram seu apoio ao presidente Maduro. Há várias pessoas se manifestando aqui, que não estão apenas insatisfeitas com essa situação, mas com tudo o que o governo Donald Trump está fazendo, as ameaças que está fazendo a outros países da região, como Colômbia, Cuba e México”, afirmou o jornalista.

Eles também exigem que os poderes excessivos de Donald Trump para exercer pressão militar na região sejam imediatamente interrompidos.

*BdF

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