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O sumiço da Cracolândia: repressão, medo e a cidade que finge não ver

Relatos e dados contradizem a versão oficial e revelam operação sem transparência, marcada por sumiços, repressão e desinformação.

A dispersão abrupta da população usuária de drogas da região da Luz, histórico epicentro da chamada Cracolândia em São Paulo, não significou solução para a crise social e humanitária que se arrasta há mais de duas décadas na capital paulista. Segundo diversos relatos obtidos pela reportagem do ICL Notíicias, o que ocorreu foi um deslocamento forçado, sem planejamento e cercado de silêncio institucional, que espalhou a cena de uso por outras regiões da cidade. A operação é marcada por falta de transparência, violações de direitos e ausência de estratégia articulada de acolhimento.

As consequências desse processo são vividas em extremos: na Luz, comerciantes relatam alívio e melhoria nos negócios. Em bairros como Parque Dom Pedro, Canindé, Marechal Deodoro e Brás, a rotina passou a ser marcada por violência, insegurança e sensação de abandono. “Chegamos um belo dia e não tinha mais morador. Do nada, foram embora. Pra gente foi bom”, relatou Giovani, comerciante da Luz há mais de 30 anos.

Ele conta que uma base policial, instalada em frente à sua loja, foi desmobilizada cerca de duas semanas antes da dispersão. Ainda que tenha notado melhora no movimento e no faturamento, Giovani acha que isso será temporário e que a qualquer momento a região voltará a ser o que era. Ele reconhece que a solução na região não foi definitiva.

O sumiço da Cracolândia: repressão, medo e a cidade que finge não ver

Na outra ponta desse deslocamento, os relatos são de colapso. No Parque Dom Pedro, uma comerciante que atua há 22 anos na região diz que o comércio “caiu mais de 50%”. “Eles brigam de soco, de faca, com pau. Ninguém tem paz aqui. A gente não pode nem reclamar”, afirmou à reportagem. Segundo ela, o medo é constante: “Não tem a mínima segurança. E a situação piorou para todo mundo aqui, não só para mim”.

Outros lojistas ouvidos na região, sob condição de anonimato, apontaram o mesmo cenário: tensão constante, prejuízos, e total ausência de interlocução com o poder público. “A GCM chega batendo. Os usuários respondem. E a gente fica no meio, sem saber o que pode acontecer”, disse um deles. Em alguns trechos, comerciantes relataram já ter solicitado reforço da polícia para garantir segurança mínima, mas sem retorno efetivo.

A sensação de insegurança faz com que, mesmo há poucos metros de uma base da Polícia Militar, comerciantes relatem queda no movimento, medo e insegurança.

cracolândia

Segundo Leona, do Instituto Luz — organização que atua no território com recursos federais da emenda parlamentar da deputada Erika Hilton —, a dispersão foi resultado de uma operação silenciosa e violenta. “Foi da noite para o dia. Não encontramos mais as pessoas. Vieram os relatos: remoções forçadas, veículos descaracterizados, agressões, ameaças de morte. O pânico se instalou”. Leona afirma que não houve aviso prévio ou qualquer articulação entre os órgãos públicos e as entidades que atuam no território. “É uma política de apagamento. Não há diálogo, nem transparência.”

A violência foi detalhada também por Marcel Segalla Bueno, do coletivo A Craco Resiste. Segundo ele, abordagens da GCM incluíam espancamentos e ameaças com exibição de fotos de pessoas desaparecidas: “Não é mais uma operação policial, é milicianização da Guarda. As pessoas estão sendo levadas sem que se saiba para onde. Elas simplesmente somem.” Em relatos adicionais enviados à reportagem, ele menciona também denúncias de veículos utilizados sem identificação, vans brancas e caminhões que recolheriam usuários durante a madrugada para destinos ignorados.

Cracolândia foi desmontada
A reportagem esteve na Praça Marechal Deodoro, identificada em reportagens anteriores como novo reduto de usuários. Um “mini fluxo” chegou a se formar ali, com barracas improvisadas e até uma banquinha de venda de drogas e insumos. Quando a equipe voltou à região, tudo já havia sido desmontado. Uma base policial ocupava o local. Uma agente da PM informou que a base havia sido deslocada no dia anterior com a missão de impedir a formação de novos fluxos. Segundo ela, essa é a nova diretriz: onde houver foco de aglomeração, será montada imediatamente uma base policial. Resta saber se essa estratégia é sustentável a longo prazo.

Maioria de quem está na 'Cracolândia' foi internado, dorme na rua e realiza  atividades produtivas regularmente – CartaCapital

A dispersão pulverizou a cena de uso por São Paulo. Núcleos foram identificados em bairros como Canindé, Bom Retiro, Brás, Parque Dom Pedro e regiões da zona leste e sul. Em muitos desses pontos, há relatos de pequenos agrupamentos, consumo a céu aberto, uso de becos e áreas periféricas como novo refúgio. Moradores relatam aumento de conflitos, sensação de abandono e recrudescimento das abordagens violentas. Em alguns locais, comerciantes passaram a fechar mais cedo, enquanto outros adotaram rotinas de segurança privadas para lidar com os riscos. Há também registros de aumento de pessoas dormindo nas ruas em regiões como Vila Maria, Penha, Capão Redondo e Santo Amaro, locais que anteriormente não abrigavam esse perfil populacional de forma expressiva.

Apesar disso, os relatórios oficiais da Prefeitura apontam números robustos e estáveis de atendimentos nos meses que antecederam o desaparecimento da população da Luz. Em abril de 2025, o Programa Redenção registrou 14.041 abordagens, sendo 10.143 de saúde e 3.898 de assistência social. Em março, haviam sido 10.636 abordagens (7.298 de saúde e 3.338 sociais) e, em fevereiro, 10.994 (6.068 de saúde e 4.926 sociais). Os números não indicam qualquer variação expressiva que justificasse uma migração espontânea ou acolhimento em massa — ao contrário, mantêm-se dentro da média histórica do programa.

Os encaminhamentos registrados em abril seguiram a mesma proporção: 274 para a rede de saúde, 845 para acolhimento, 1.287 para o HUB Álcool e Drogas e apenas 37 para leitos hospitalares. No mesmo mês, o município informou que 4.207 pacientes foram atendidos nos CAPS AD, e 961 pessoas estavam vinculadas a programas de capacitação profissional. Foram registrados ainda 104 casos de autonomia de moradia e 186 de autonomia de renda.

Esses dados, no entanto, contrastam com o relato de quem vive a crise nas ruas. O número de acolhimentos é visivelmente inferior ao contingente que desapareceu da Luz em poucos dias. As estruturas da rede — CAPS, SIATs, POT Redenção, Atende — não comportam uma migração forçada e repentina. A ausência de picos ou alterações significativas nos dados reforça a suspeita de que não houve acolhimento em larga escala, mas sim dispersão e realocação silenciosa e improvisada para outras regiões da cidade.

Deslocamento de usuários foi naturalizado
A desarticulação entre os números da gestão e a vivência concreta nos territórios expõe o descompasso entre a política pública no papel e sua aplicação. Segundo técnicos que atuam na rede socioassistencial, há uma “naturalização institucional” de que parte dessa população será deslocada, sem que se criem mecanismos estruturados de acolhimento e reinserção. “Na prática, o que vemos é a reprodução de ciclos de exclusão. A operação muda a paisagem urbana, mas não resolve o problema. Só o distribui”, avaliou uma fonte técnica que preferiu não se identificar.

Não há qualquer explicação oficial para o que ocorreu. Nem a Prefeitura de São Paulo nem o governo estadual divulgaram informações sobre a operação que esvaziou a Luz. Tampouco há dados sobre internações, transferências, acolhimentos ou estratégias de realocação. O Ministério dos Direitos Humanos, segundo fontes, também enfrenta dificuldades em obter respostas. O silêncio é institucional.

E o medo, generalizado. Comerciantes evitam falar. Moradores não se identificam. Usuários somem sem deixar rastros. A tensão ocupa os territórios, antes, durante e depois da presença da Cracolândia. A cidade que acredita ter resolvido o problema, assiste agora ao surgimento de várias outras Cracolândias — menores, espalhadas, ainda mais vulneráveis e invisíveis.

Não se trata apenas de omissão. Trata-se de uma política ativa de silenciamento. E de um medo que toma conta de todos: de falar, de ser visto, de ser punido. E também de desaparecer.

*A reportagem é de Cleber Lourenço e Lucas Allabi, publicada no ICL.

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VÍDEO: Pedro Rousseff expõe Nikolas Ferreira após prisão do primo por tráfico de drogas

Vereador de Belo Horizonte revela detalhes obscuros que associariam Nikolas Ferreira ao crime na capital mineira.

O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), de Belo Horizonte, provocou polêmica nas redes sociais neste domingo (1º) ao publicar um vídeo com acusações contundentes contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). As declarações do petista, que rapidamente viralizaram, conectam o parlamentar a um suposto esquema de uso indevido de emendas parlamentares, envolvimento familiar com o tráfico internacional de drogas e possível relação com facções criminosas de caráter religioso.

No vídeo, Rousseff critica a postura pública de Nikolas, a quem acusa de hipocrisia moral, e revela que o deputado destinou, em 2024, verbas milionárias por meio de emendas parlamentares a Nova Serrana (MG), onde, segundo o vereador, o tio de Nikolas, Enéas Fernandes, era secretário municipal e pré-candidato à prefeitura.

A denúncia surge na esteira da recente prisão de Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, primo de Nikolas e filho de Enéas, flagrado com 30 quilos de maconha e pequenas quantidades de cocaína durante uma operação policial em Uberlândia. A prisão, confirmada pelas autoridades, levou Glaycon à custódia no Presídio Professor Jacy de Assis.

“Não era droga para consumo, era tráfico internacional”, afirmou Rousseff no vídeo. Ele questiona o silêncio da mídia tradicional e critica o que considera um tratamento desigual quando casos semelhantes envolvem nomes ligados à esquerda. “Se fosse o Lula, seria manchete nacional. Mas como é Nikolas, ninguém fala nada.”

Outro ponto levantado pelo vereador diz respeito ao que chamou de “narcopentecostalismo”, ao relatar o suposto domínio de uma facção criminosa com viés religioso na Cabana do Pai Tomás, comunidade onde Nikolas cresceu. Segundo Rousseff, o grupo mistura símbolos religiosos com práticas criminosas, como o tráfico de drogas, e usaria a bandeira de Israel como referência simbólica.

O vídeo termina com um apelo à população e às autoridades para que investiguem as denúncias: “A justiça tem que valer para todos, inclusive para aqueles que se escondem atrás de discursos morais e religiosos.”

Nikolas se defende: “Tentativa frustrada de me atingir”

Em resposta, o deputado Nikolas Ferreira se pronunciou nas redes sociais, minimizando o impacto da prisão do primo e negando qualquer envolvimento com as acusações. “Não é algo que me envolve. Se alguém comete crime, tem que pagar. Simples assim”, declarou em publicação no X (antigo Twitter).

Ele também ironizou o timing da divulgação: “Fizeram questão de noticiar no meu aniversário. Agradeço o presente.” Nikolas não mencionou diretamente as acusações de Pedro Rousseff ou o suposto favorecimento ao tio com emendas parlamentares.

Repercussão política

A prisão de Glaycon Fernandes e as acusações de Pedro Rousseff movimentaram o debate político nas redes sociais. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) questionou a conduta do deputado: “É essa a ‘família’ que Nikolas defende? Será que ele sabia do envolvimento do primo com o tráfico?”

Já o deputado André Janones (Avante-MG) pediu cautela: “Não há prova cabal ligando Nikolas ao narcotráfico, mas as investigações seguem.”

Mais incisivo, o deputado Rogério Correia (PT-MG) ironizou a situação: “Não há nenhuma prova de que as emendas de Nikolas tenham financiado o tráfico na família dele. Deus, Pátria e Farinha!”

Até o momento, Nikolas Ferreira não apresentou esclarecimentos sobre o destino das emendas citadas por Pedro Rousseff. A Procuradoria da República em Minas Gerais ainda não se manifestou sobre a possibilidade de investigação.

*Pensar Piauí

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Lula: “Se estiver bonitão do jeito que estou, extrema direita não volta a governar”

Durante discurso no congresso nacional do PSB em Recife, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez afirmações políticas de forte caráter eleitoral e institucional.

Ele destacou que o retorno da extrema direita ao poder depende do engajamento de sua base e de sua própria motivação, afirmando que se estiver motivado, não permitirá que a extrema direita governe novamente.

O evento também marcou a posse de João Campos como presidente do PSB, partido aliado do governo. Lula enfatizou a necessidade de aumentar a representação de sua coligação no Congresso, especialmente no Senado, para proteger as instituições democráticas e evitar que a Suprema Corte seja desestabilizada.

Ele alertou que a destruição de instituições não é uma solução e que é essencial preservar a democracia.

Além disso, Lula comentou sobre tensões entre o Judiciário brasileiro e o governo dos EUA, mencionando a possibilidade de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes devido a suas decisões judiciais.

Lula questionou a crítica dos EUA à Justiça brasileira, defendendo Moraes e ressaltando a importância da unidade entre os Poderes contra ameaças à estabilidade institucional.

O congresso do PSB reuniu lideranças políticas em um momento crucial, onde Lula busca consolidar alianças para as eleições municipais de 2026 e já planeja movimentos para a disputa presidencial, reafirmando a estabilidade democrática como prioridade central de seu governo.

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Mundo Política

Lula reafirma que guerra em Gaza é genocídio e que judeus são contra

Presidente reitera pedido de paz também entre Rússia e Ucrânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o posicionamento brasileiro em defesa do fim dos conflitos que estão ocorrendo entre Israel e Palestina; e entre Rússia e Ucrânia. As afirmações foram feitas neste domingo (1º) em Brasília, durante o encerramento da convenção do PSB, partido que integra a base do governo federal.

Durante o discurso, o presidente brasileiro leu a íntegra da nota emitida hoje pelo Itamaraty, condenando “nos mais fortes termos” o anúncio feito por Israel, de que aprovava mais 22 assentamentos israelenses na Cisjordânia – território que, segundo a nota, é “parte integrante do Estado da Palestina”.

Israel x Palestina
Sob os gritos de “Palestina Livre” por parte dos presentes, Lula reiterou afirmações feitas anteriormente, de que essa guerra não é desejada nem pelo povo judeu, nem pelo povo de Israel. “Essa guerra é uma vingança de um governo contra a possibilidade da criação do Estado Palestino. Por detrás do massacre em busca do Hamas, o que existe na verdade é a ideia de assumir a responsabilidade e ser dono do território de Gaza”, disse Lula.

“O que nós estamos vendo não é uma guerra entre dois exércitos preparados, em campo de batalha com as mesmas armas. É um exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas na Faixa de Gaza. Isso não é uma guerra. É um genocídio contra e em desrespeito a todas as decisões da ONU, que já pediu o fim essa guerra”, acrescentou.

Palestinos se reúnem em local de ataque a casa em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
22/04/2025 Reuters/Hatem Khaled/Proibida reprodução

Rússia x Ucrânia
Lula manifestou também posição contrária à guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele lembrou das conversas que teve com o presidente Russo, Vladimir Putin, na qual teria falado que já estava na hora de os dois países fazerem um acordo, dando fim ao conflito.

“O Brasil também foi contra a ocupação territorial feita pela Rússia. A gente não quer guerra. O mundo está precisando de paz, de harmonia, o mundo está precisando de livros e não de armas. É dessas coisas que as pessoas têm de compreender”, disse Lula.

“O mundo gastou o ano passado US$ 2,4 trilhões em armas, enquanto 733 milhões de seres humanos vão dormir toda a noite sem ter o que comer. Não por falta de alimento, mas por falta de dinheiro para as pessoas comprarem os alimentos. Se esse dinheiro gasto em armas fosse gasto em comida, teríamos todo mundo com a barriga cheia, todo mundo saudável”, argumentou o presidente.

Hospital atingido por drone russo em Sumy, Ucrânia
28/09/2024
Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via Reuters

Reformas no Conselho de Segurança
Lula voltou a defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU, como forma de dar mais força a uma entidade que, segundo ele, tem se mostrado frágil e desrespeitada por conta de decisões unilaterais de membros de seu conselho.

“Os EUA invadiram o Iraque por conta própria, sem consultar a ONU. A França e a Inglaterra invadiram a Líbia sem consultar ninguém. E Israel fez o que está fazendo sem consultar ninguém. A Rússia também invadiu a Ucrânia sem consultar ninguém. Se os membros do Conselho de Segurança da ONU não se respeitam e não discutem coletivamente, a ONU perdeu credibilidade”, afirmou Lula.

O presidente brasileiro disse que luta para mudar este conselho, de forma a incluir, entre seus integrantes, Alemanha, África, Índia, Japão e Brasil, além de México e Argentina. “O que nós queremos é que o mundo esteja melhor representado na ONU, para que a gente possa evitar esse desconforto”, complementou.

*BdF

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É um erro dizer que, se Bolsonaro chegou à Presidência da República, qualquer um pode chegar

É um erro dizer que se Bolsonaro chegou à Presidência da República qualquer um pode chegar.

Bolsonaro não chegou em nada.

Bolsonaro se juntou a Moro, um juiz corrupto e ladrão, como disse Glauber Braga, elevado a herói nacional pela mídia para fraudar, não vencer a eleição de 2018.

Sem a prisão de Lula armada por Moro, em conluio com Bolsonaro, para os dois chegarem ao poder, Bolsonaro jamais sentaria na cadeira da Presidência. Lula venceria no 1º turno, como apontavam as pesquisas.

Tanto isso é verdade que, mesmo com toda a máquina nas mãos e toda a imundície que praticou para se manter na cadeira em 2022, Bolsonaro foi despejado do Palácio do Planalto numa derrota humilhante para Lula.

Afinal ele estava com a faca, o queijo e um arsenal de crimes eleitorais na mão e, mesmo assim, perdeu.

Então, é balela afirmar que, se Bolsonaro chegou lá em 2018, qualquer idiota chegaria.

Ele não chegou a lugar algum.

Ele trapaceou, fraudou, roubou o resultado da eleição em 2918, como é prática de qualquer rato de bueiro.

Fosse ele o candidato em 2026, seria massacrado por Lula nas urnas.

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PF vê ligação de deputados e senadores a desvios no INSS e envia investigação ao STF

Parte das investigações será enviada ao STF e deve alcançar número expressivo de deputados e senadores suspeitos de envolvimento no esquema.

A Polícia Federal está em fase avançada de apuração sobre esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e já prepara o envio de parte das investigações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, o envio do material ao STF aponta que o esquema de desvios por meio de descontos irregulares deve membros do Congresso nacional.

Com a remessa dos documentos ao STF, o caso passa a atingir em cheio deputados e senadores, já que parlamentares com foro privilegiado só podem ser investigados e processados pela Corte. De acordo com a reportagem, o número de congressistas citados nas investigações não é pequeno, diz Paulo Emílio, 247.

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O lançamento de Eduardo à presidência por Bolsonaro via Veja, estilhaçou a já fragmentada e sem discurso direita brasileira

Até Zema, o jeca mais inexpressivo da história, foi a El Salvador em busca de marketing contra a violência, para tentar se cacifar como candidato da direita à Presidência da República em 2026.

O cenário que já estava nublado no mundo dos reacionários e fascistas nativos, ficou ainda mais lascado. Até porque um é cria do outro. Ou seja, Zema é filhote do bolsonarismo.

Um Jacu querendo arriscar voo próprio, sem a benção do inelegível a poucos passos de ser encarcerado, certamente está sendo desconjurado por Bolsonaro.

Na verdade, Zema fez questão de tornar pública sua ida a El Salvador para lançar a pedra fundamental na campanha de 2026, junto com seu  partido pigmeu.

Tudo em nome da honorabilidade mineira.
Não resta mais dúvidas, a direita está esbaforida e puída com Bolsonaro fora de campo.

Um virou concorrente do outro. Isso ficou claro quando Eduardo anunciou o escanteamento de Tarcísio e Michelle, Caiado, não tem graça. Nem ele se leva a sério.

Todos, sem exceção, dependem do apadrinhamento de Bolsonaro que apontou o dedo para o filho 03 como herdeiro legítimo de suas práticas criminosas no governo federal.

Bolsonaro não confia nem na sombra. Usando o próprio caráter como régua sabe que a traição é a principal tradição política da direita tropical.

Enfim, o projeto dos escultores da direita é de, cada um a seu modo e talento, esculpir um candidato de merda nesse monte de bosta.

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Deputados enviaram R$ 277 milhões a prefeituras de parentes via comissões

As emendas de comissão ficaram conhecidas como “novo orçamento secreto”. STF tomou decisões para garantir transparência.

Deputados abasteceram prefeituras comandadas por parentes com milhões de reais via emendas de comissão, mecanismo que ficou conhecido como “novo orçamento secreto” em razão da falta de transparência. A lista inclui mais de 30 deputados federais que apadrinharam recursos em benefício de cidades governadas, por exemplo, por pais, irmãos e esposas.

Dados relativos ao orçamento de 2024 tornados públicos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e analisados pelo Metrópoles indicam que o montante enviado a esses redutos ultrapassa os R$ 277 milhões em valores empenhados — dos quais R$ 163 milhões foram efetivamente pagos pelo governo federal.

Entre os principais padrinhos, está Hugo Motta (Republicanos-PB). O atual presidente da Câmara dos Deputados mandou mais de R$ 22 milhões via comissões de Saúde e Turismo da Câmara, dos quais cerca de R$ 5 milhões foram pagos à cidade de Patos (PB). O município é governado pelo pai dele, Nabor Wanderley (Republicanos).

Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, por sua vez, patrocinou o envio de mais de R$ 10 milhões à cidade de Barra de São Miguel (AL), que, à época, era governada pelo pai dele, Benedito de Lira. Dessa quantia, o Executivo pagou R$ 2,5 milhões.

Com uma parcela menor, o deputado federal licenciado e ministro André Fufuca (PP-MA) também está na lista por constar como apoiador da destinação de recursos à cidade então governada pelo pai. Alto Alegre do Pindaré (MA) é destino de R$ 1,4 milhão, valor que foi empenhado, mas que não chegou a ser pago.

*Merópoles

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O silêncio ensurdecedor de Nikolas sobre a prisão de um traficante que é seu primo

Para piorar seu calado comportamento diante desse escândalo foi dizer que é classificado como o político mais bem avaliado do Brasil.

Isso diz muito mais do que ele certamente queria.

Propor uma troca de prosa usando em “desabafo desaforado”, parece coisa de quem está encurralado.

Soma-se a isso a mudez total sobre a prisão do primo traficante.

Lógico, com a falta de caráter que marca sua personalidade, é tenebroso o barulho que isso provocou na mídia, nas redes e blogs.

Pior, seu silêncio mostra que mais que sentir o tranco, Nikolas Ferreira bambeou e seus desafetos sorriram sacando que essa questão abriu uma avenida que será usada como caminho para escaramuçar a vida de um falastrão que nada produziu para o país nesse tempo em que ganhou um picadeiro digital como deputado federal.

Tem tatu nessa toca. Essa é a leitura que está sendo feita do seu aferrado silêncio sobre algo tão sério e caro para seu portfolio de bom-mocista de carreira.

É um ponto de tensionamento importante para ficar de bicho esperando a coisa esfriar na mídia e, consequentemente, nas redes.

Fazer esse jogo pode ser conveniente, mas é arriscado.

Certamente fez as contas e, ainda assim, prefere o caminho que escolheu porque o outro pode ser desastroso.

A pergunta é: seria desastroso, por quê?

O que pode ser adicionado contra Nikolas que o implique de maneira mais grave nessa história?

Glaycon Ranieri de Oliveira foi detido pela PF com 30kg de maconha e cocaína.

O pai dele, candidato à prefeitura de Nova Serrana, recebeu R$ 1,5 MILHÃO em emendas de Nikolas.

Ou seja, esse furdunço que silencia Nikolas é mais embaixo e mais enrolado.

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Política

Meta, do Facebook, patrocina evento do PL e mostra que tem lado, o dos fascitas

Poucos meses após anunciar o fim do seu programa de verificação de fatos, a Meta ensina disparadores de fake news a “extrair o melhor da IA” para produzir “narrativas” para o WhatsApp.

“Meu nome é Felipe Ventura. Eu trabalho na Meta, em um departamento chamado Meta Blueprint. É o departamento educacional da Meta. E lá no nosso site tem muito conteúdo educacional sobre tudo o que eu vou falar aqui hoje e muito, muito, muito mais. Fica a dica pra vocês estudarem muito com a gente”, disse o funcionário de Mark Zuckerberg nesta sexta-feira, 30, no palco do 2º Seminário Nacional de Comunicação do PL.

A participação da Meta, e da Google também, no 2º Seminário Nacional de Comunicação do PL, realizado nesta sexta em Fortaleza, no Ceará, está estampada no cartaz oficial do evento, com os logotipos das big techs de Zuckerberg e de Larry Page e Sergey Brin ao lado dos logos do PL e da Fundação Álvaro Valle.

Poucos meses após anunciar o fim do seu programa de verificação de fatos, a Meta envia a um encontro de disparadores de fake news um jovem “Business Education Trainer” para ensiná-los a “extrair o melhor da inteligência artificial para a comunicação de vocês”.

Para ensinar bolsonaristas a gerarem “argumentos e narrativas” com IA especialmente no aplicativo que Felipe Ventura chamou, no palco do PL, de “queridinho do Brasil” – o WhatsApp, queridinho do bolsonarismo para comprometer com disparos em massa de fake news a integridade de processos eleitorais.

O anúncio da Meta do fim do seu programa de verificação de fatos foi feito pelo próprio Zuckerberg em janeiro, poucos dias antes da posse de Donald Trump nos EUA.

A participação da Meta no 2º Seminário Nacional de Comunicação do PL, para ajudar o fascismo à brasileira a extrair o melhor da IA para narrativas no WhatsApp, acontece poucos dias após o Ministério da Justiça receber uma carta do Departamento de Justiça dos EUA com reprovações a Alexandre de Moraes.

Com reprimendas a Moraes pelo bloqueio no Brasil de outra rede social estadunidense, o Rumble, conhecido como “ponto de encontro da extrema direita”, inclusive dos seus neófitos, como Glenn Greenwald.

Com advertências a Moraes por este pôr um mínimo de ordem na chacrinha política que as big techs estadunidenses ajudam a causar no Brasil.

Aliás, nesta sexta, diante da plateia de mentirosos, embusteiros e trapaceiros, o jovem “Business Education Trainer” da Meta foi logo dizendo ao microfone, logo assim que subiu ao palco do Goebbels Coaching Day em Fortaleza:

*Hugo Souza/Come ananás

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