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Mesmo com toda a zorra do sistema financeiro, escancarada por Vorcaro, mídia não dá um pio

Estamos diante de um documento histórico que revela o pardieiro por baixo dos panos, feito pelos que estão no alto da pirâmide financeira, e esse assunto nem range nos dentes do entulho midiático industrial.

O Brasil ainda não compreende de fato como esse carnaval das classes economicamente dominantes conseguiu, junto com Vorcaro e o sistema financeio, formar uma espécie de clero da vigarice nacional.

Até aqui não se ouviu um banqueiro dar ao menos um cheiro sobre o entulho capitalista que mostre a forma desse desenho de manipulação especulativa.

A mídia tenta dar caneladas em Lula, mesmo que ele nem esteja no estádio, e coloca o centro da questão, que é o próprio sistema financeiro à margem do debate nacional.

Não há qualquer comentário sobre o assunto, um sistema degradado que vive do sangue dos brasileiros. Não é preciso a mídia mentir, basta não denunciar ao país, e os banqueiros seguem fumando seus charutos e bebendo tranquilamente seus wisks na sala de visitas da casa grande, azeitando suas imagens, enquanto a mídia joga sal e vinagre apenas no mundo político sem dar pio sobre a salada completa que nasce e circula dentro da central do império financeiro brasileiro, que são os grandes e pequenos bancos.

Não há qualquer independência da mídia industrial diante dos seus patrocinadores e muitas vezes sócios de rentismo, onde também circulam os grandes acionistas.

Isso tira a culpa da natureza do sistema financeiro pueril, que é a própria expressão do terreno alagdiço e barrento, que é comandado por meia-dúzia de banqueiros que jamais aparecem no espelho de toda essa balbúrdia.


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Delação do fim do mundo: Assim já é chamada a colaboração de Vorcaro

Relator André Mendonça integra ala do STF que formou maioria para manter banqueiro preso e abriu caminho para possível colaboração premiada

A possível colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já começa a ser descrita nos bastidores de Brasília como a “delação do fim do mundo”, diante do potencial impacto político que suas revelações podem ter sobre figuras dos Três Poderes. As informações são do jornalista Caio Junqueira, em seu blog, que relata o clima de tensão crescente na capital federal após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a análise publicada, a maioria formada nesta sexta-feira (13) na Segunda Turma do STF para manter Vorcaro preso representa uma vitória clara da ala da Corte que demonstra preocupação com a preservação da imagem institucional do tribunal.

Esse grupo, de acordo com o blog, é liderado pelo presidente do STF, Edson Fachin, e conta com o apoio do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao chamado caso Master.

Disputa nos bastidores do poder
Ainda segundo o relato publicado por Caio Junqueira, essa ala do Supremo conseguiu derrotar uma parte expressiva do establishment político que atuou nos bastidores para tentar garantir a soltura do banqueiro.

De acordo com a análise, havia expectativa entre setores políticos e institucionais de que a liberdade de Vorcaro pudesse reduzir as chances de um acordo de delação premiada, o que explicaria a mobilização de atores relevantes do sistema político.

Com a decisão do STF de manter a prisão preventiva do empresário, o cenário mudou e a hipótese de colaboração ganhou força nos bastidores de Brasília.

“Batalha vencida”, mas tensão continua
Apesar da vitória momentânea no Supremo, a avaliação apresentada no blog é de que o episódio representa apenas uma etapa de uma disputa maior que ainda está em curso.

Segundo a análise, a tensão institucional deverá atingir seu ponto máximo quando Vorcaro decidir se falará e quais nomes eventualmente citará em uma colaboração premiada.

Caso isso ocorra, o empresário poderá revelar relações e pressões envolvendo autoridades dos Três Poderes, inclusive entre aqueles que, segundo o relato do blog, torceram ou atuaram pela sua soltura.

Investigação amplia pressão sobre o caso
O caso envolvendo o Banco Master tem provocado forte repercussão em Brasília e se desdobra em diferentes frentes de investigação.

Entre os episódios citados nas apurações recentes estão a informação de que Vorcaro declarou ter pago R$ 68 milhões a uma empresa mencionada em investigação da Polícia Federal, além do fato de que o advogado que deixou a defesa do empresário possui clientes que poderiam eventualmente ser citados em uma delação, de acordo com o 247.

Outro ponto que amplia a dimensão institucional do caso é a atuação da Controladoria-Geral da União (CGU), que analisa um relatório de investigação envolvendo servidores do Banco Central ligados ao escândalo do Banco Master.

Com a manutenção da prisão do banqueiro e a crescente expectativa em torno de uma possível colaboração premiada, o caso passou a ser visto em Brasília como uma das crises políticas e institucionais mais sensíveis do momento, capaz de provocar fortes abalos nos bastidores do poder.


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Com uma tempestade fake news, direita bolsonarista se confessa derrotada pela esquerda no campo das ideias

A própria direita se sentencia quando foge do debate nacional. Ninguém sabe o que toda essa gente pensa.

O debate público é um instrumento que mostra a diferença das plataformas eleitorais, mas parece que a direita é incapaz de manejar a brocha que tem nas mãos como instrumento político para aquilatá-lo como candidato.

Eles, os da direita, apostam no ovo da serpente, demonstrado nas fake news sem ao menos aperfeiçoar a técnica de persuasão de suas mentiras, calúnias e acabam por morder o próprio rabo.

O fato é que a direita carrega o caráter de bolsonaro, e quando dizemos caráter, inclui-se aí a burrice bruta mundialmente reconhecida.

O casca grossa nunca apresentou uma ideia sequer para melhor seja lá o que for no país. Assim, os sábios do bolsonarismo, olhando essa facilidade, mergulham de cabeça no mundo político tentando reproduzir o comportamento do ogro.

A direita sempre foi uma estupenda blefadora que promete revoluções econômicas e se entrega ao pastiche do velho mercado, vestido dos dogmas mais neoliberais, dizendo seguir uma recomendação suprema no mundo.

O pincel usado pela direita é um tatibitati náufrago de quem foge do debate e ataca o adversário com calúnias e difamação sem qualquer fio de argumento para sustentar as mentiras, menos ainda as ideias que tem.

É exatamente isso o que esperamos este ano. Entre o candidato de direita e a verdade, há uma muralha gigantesca que impede qualquer argumento que não seja o de ataque à honra e outras formas de agressão ao oponente.


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COAF identifica repasse milionário do Banco Master a empresa ligada à Lagoinha

Relatório de inteligência financeira aponta transferência de cerca de R$ 3,9 milhões para produtora vinculada ao pastor André Valadão

Um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) identificou uma transferência de aproximadamente R$ 3,9 milhões do Banco Master para a empresa Amando Vidas Produtora e Gravadora Ltda., ligada ao grupo religioso Lagoinha, liderado pelo pastor André Valadão.

A operação aparece em comunicações de inteligência financeira produzidas pelo órgão responsável por monitorar movimentações consideradas fora do padrão esperado no sistema financeiro brasileiro.

De acordo com os registros analisados, a transferência foi classificada como movimentação financeira atípica, categoria utilizada pelo COAF quando operações apresentam características que fogem ao perfil econômico das empresas ou ao padrão usual de transações financeiras.

Relatórios desse tipo são elaborados a partir de comunicações feitas por instituições financeiras, que são obrigadas por lei a informar ao órgão operações que possam indicar irregularidades ou lavagem de dinheiro.

Sistema de monitoramento
O valor da operação e as características da empresa beneficiária teriam sido fatores que levaram o sistema de monitoramento financeiro a registrar o alerta.

Nos mecanismos de inteligência financeira, operações classificadas como atípicas não indicam automaticamente a existência de crime. Elas funcionam como um sinal de alerta que pode levar à abertura de apurações por autoridades responsáveis por investigações financeiras.

Esse tipo de monitoramento integra o sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades ilícitas.

Instituições financeiras, corretoras, bancos e diversas outras entidades são obrigadas a comunicar ao COAF operações consideradas incomuns, especialmente quando envolvem valores elevados, movimentações incompatíveis com o perfil econômico das empresas ou estruturas societárias consideradas sensíveis, de acordo com Cleber Lourenço, ICL.

Empresa ligada ao grupo Lagoinha
A empresa que aparece como destinatária da transferência, Amando Vidas Produtora e Gravadora Ltda., está vinculada ao ecossistema empresarial e religioso ligado à Igreja Batista da Lagoinha, organização fundada em Belo Horizonte e que atualmente possui atuação nacional e internacional.

O grupo é liderado pelo pastor André Valadão, uma das principais figuras da expansão da denominação evangélica no Brasil e no exterior.

A produtora atua na área de produção musical, audiovisual e conteúdos religiosos ligados às atividades do ministério Lagoinha.

Contexto do caso Master
O registro da operação surge em meio ao escrutínio sobre movimentações financeiras relacionadas ao Banco Master, instituição que tem sido citada em investigações e apurações envolvendo operações financeiras consideradas suspeitas por órgãos de controle.

O banco pertence ao empresário Daniel Vorcaro, que se tornou alvo de investigações recentes envolvendo suspeitas de irregularidades financeiras.

Relatórios de inteligência financeira do COAF costumam ser encaminhados a órgãos de investigação quando identificadas operações que podem demandar análise mais aprofundada.

Esses documentos funcionam como instrumentos de inteligência e não constituem, por si só, prova de crime, mas podem servir de base para investigações sobre lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou outras infrações financeiras.

O monitoramento dessas movimentações integra a estrutura de prevenção a crimes financeiros e busca preservar a transparência e a integridade do sistema financeiro nacional.


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O humor da Globo com o STF quando o Supremo condenou Moro por sua parcialidade e libertou Lula

A ferocidade de Merval Pereira contra os ministros do STF exige de nós uma lembrança simples. A Globo, que era sócia de Sergio Moro na Lava Jato com toda orientação estética imposta durante aquele espetáculo de cartas marcadas, comandado por Moro, era parte da podridão dos Marinho, o que significa que a conclusão do STF de que Moro era parcial, tendencioso, faccioso, favorável aos interesses da direita e, logicamente, suspeito como juiz da Lava Jato, todos esses atributos cairam com perfeição no colo da própria mídia, que até hoje trata Moro e sua Lava Jato como operação heróica, mesmo sabendo que o ex-juiz, junto com Deltan Dallagnol, tentou roubar R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

Todas as revelações do Intercept, trouxeram à luz o concluio dos dois vigaristas para condenar Lula sem qualquer priova de crime.

Merval, num papo na GloboNews com Natuza Neri, Flávia Oliveira e até com Miriam Leitão, em que seus colegas disseram que a mídia, ou seja, a própria Globo carregou a mão nos ataques injustíficáveis ao STF e Mercal se alterou, escomungando os ministros, dizendo que eles não mandam no Brasil.

O mesmo Merval, que escreveu um livro exaltando a farsa do mensalão e que lhe deu um desingonçado fardão da ABL, virou piada nacional.

Dia desses, num programa com Julia Duailibi, em que Marco Aurélio Mello e Ayres Brito eram os entrevistados, Marco Aurélio disse, em tom áspero contra o STF que, quando ambos eram ministros do Supremo jamais foram hostilizados na rua.

Então, fica a pergunta, eles alguma vez contrariaram os interesses da Globo em seus votos? Não. O que explica por que eles jamais foram hostilizados nas ruas porque jamais sofreram campanha negativa orquestrada pelos Marinho, como é feita contra o STF desde a liberdade de Lula.


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A trama que une o Master, Campos Neto, a Faria Lima e a Globo

Do Banco Central ao Nubank, gestão do ex-presidente do BC abriu alas para o Master, propiciou doações milionárias ao bolsonarismo e agora conta com a blindagem da imprensa corporativa

O cenário político-financeiro brasileiro assiste, atônito, ao desenrolar de um dos enredos mais complexos de nossa história recente: o Caso Banco Master. No entanto, para além das cifras bilionárias, o que emerge é uma cronologia de proximidades perigosas, doações vultuosas e uma engenharia de proteção mediática que tenta, a todo custo, inverter a lógica dos fatos. Para compreender o escândalo, é preciso conectar os pontos de uma trajetória que começa nos gabinetes de Brasília e termina nas cadeiras de luxo de bancos digitais e grandes conglomerados de mídia.

A gênese: O Banco Central de Campos Neto
De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, tudo começa com a nomeação de Roberto Campos Neto por Jair Bolsonaro (PL) para a presidência do Banco Central. Sob sua gestão, o BC adotou uma política de abertura acelerada para novas instituições financeiras. Foi nesse vácuo de “flexibilização” que o Banco Master (antigo Banco Máxima), sob o comando de Daniel Vorcaro, encontrou terreno fértil para sua expansão meteórica. Os registros oficiais são implacáveis: Daniel Vorcaro visitou o Banco Central presidido por Campos Neto pelo menos 24 vezes durante o período em que o Master se consolidava e recebia autorizações cruciais da autarquia. Essa frequência de reuniões entre um regulador e um ente regulado, em meio a um processo de formalização institucional, levanta questões éticas profundas sobre a impessoalidade da administração pública.

Dinheiro no tabuleiro eleitoral
Enquanto o Master ganhava musculatura sob a vigilância, ou benevolência, do BC, o braço político do grupo operava a todo vapor. Fabiano Zettel, o operador, sócio e cunhado de Vorcaro, não economizou no apoio aos aliados de Campos Neto. Nas eleições de 2022, Zettel injetou R$ 5 milhões nas campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo R$ 3 milhões para o primeiro e R$ 2 milhões para o segundo. O investimento foi preciso. O Banco Master, que operava à margem do sistema mainstream, tornava-se um gigante em tempo recorde, enquanto seus principais entusiastas buscavam a manutenção do poder central.

A “porta giratória” e o Nubank
Com o fim do governo Bolsonaro, a trajetória de Campos Neto seguiu um caminho meticulosamente pavimentado. Ele assumiu o cargo de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. É aqui que a teia se expande. O Nubank recebeu autorização para operar como financeira nos momentos finais da gestão de Ilan Goldfajn no BC (antecessor de Campos Neto), consolidando-se como a “queridinha” do mercado. Coincidentemente, a Globo, através da Globo Ventures, tornou-se sócia minoritária do Nubank. O círculo se fecha: o ex-regulador agora é alto executivo de uma empresa que tem como sócio o maior conglomerado de comunicação do país.

Escândalo e a estratégia da distração
Quando o escândalo do Banco Master explode, envolvendo investigações sobre fraudes, venda de carteiras de crédito sem lastro, movimentações atípicas e o uso de fundos de pensão, a reação da imprensa corporativa foi, no mínimo, curiosa. Em vez de focar na relação promíscua entre o Master e a cúpula do BC da era Bolsonaro, ou no papel de Campos Neto enquanto facilitador institucional, assistimos a um fenômeno de “alucinose jornalística”. Veículos ligados à Globo e seus “co-irmãos” iniciam uma manobra de contorcionismo retórico aflitivo para tentar vincular o escândalo à esquerda e ao atual governo do presidente Lula (PT).

A verdade dos fatos, porém, é translúcida e derruba qualquer narrativa fantasiosa. As nomeações cruciais para o funcionamento do esquema foram feitas pela direita, assim como as doações milionárias foram direcionadas exclusivamente a candidatos desse espectro político e profundamente arraigados ao bolsonarismo-raiz. Houve reuniões constantes e documentadas entre o comando do Banco Central de Bolsonaro e os donos do Master, culminando na ocupação de cargos de alto escalão em bancos como o Nubank, que possui a própria Globo como sócia. Todos os nomes na agenda do celular de Vorcaro, apreendido e periciado, são de políticos da direita, assim como a totalidade das mensagens comprometedoras que vieram à tona até agora.

Não existe sequer um nome do atual governo ou de partidos progressistas envolvido formalmente no cerne das irregularidades investigadas. A tentativa de “esconder” Roberto Campos Neto e seu papel no fortalecimento desse ecossistema financeiro é uma nítida estratégia de proteção de ativos.

Ao culpar a esquerda por um esquema nascido, criado e totalmente operado nos gabinetes da gestão anterior, a imprensa corporativa não faz jornalismo; faz advocacia administrativa para seus próprios sócios. O Caso do Banco Master não é um mistério: é um retrato fiel de como o poder financeiro e o poder midiático se abraçam para proteger seus expoentes, enquanto tentam vender ao público uma versão distorcida da realidade.


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Queima de arquivo: o sicário está para Vorcaro como Adriano da Nóbrega está para Flavio Bolsonaro

Pelo jeito, temos aqui dois personagens que competem entre si nas coincidências da forma.

Se, como dizem as poucas matérias da grande mídia, Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, é mesmo o sicário de Vorcaro, ou seja, seu cão de guarda, valeria afirmar que, com um padrão e ficha criminal bem acima do secretário do dono do Master, Adriano da Nóbrega é tão assassino quanto.

Claro, há uma diferença brutal na comenda dos dois. Até aqui não se sabe de nenhuma medalha de honra que Vorcaro tenha conceadido a seu capataz, já Adriano da Nóbrega foi medalhonado pelo então deputado estadual, Flavio Bolsonaro, dentro da cadeia com a medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, sem falar que a mãe e a esposa de Adriano faziam parte do esquema de rachadinha (peculato e formação de quadrilha) montada por Flavio e gerenciado por Fabrício Queiroz, parsa de Adriano.

Adriano da Nóbrega estava encarcerado por inúmeros assassinatos e tentativas de, mas os dois tiveram o mesmo fim, queima de arquivo.

Não é de se espantar, tendo em vista o histórico dos dois patrões, Vorcaro e Flavio Bolsonaro.

Outra acusação é a de que o sicário de Vorcaro operava como uma espécie de escritório do crime do dono do BolsoMaster para intimidar, coagir, estorquir, espancar e assassinar pessoas que atravessam o caminho do patrão.

E o que era mesmo o escritório do crime comandado por Adriano da Nóbrega, um grupo de milicianos e políticos para cometer crimes de extorsão, assassinatos e lavagem de dinheiro no Rio?

Segundo informações, esse grupo era associado a Adriano da Nóbrega e outros milicianos e teria ligações com Flavio Bolsonaro.

Entre os comparsas de Adriano, tinham policiais e civis, além de outros criminosos que extorquiam comerciantes e empresários e, por isso, o grupo de Adriano contava com a proteção de políticos e policiais.

O fato é que os dois morreram de formas diferentos com características idênticas às de queima de arquivo.

Certamente, a históia saberá revelar um paralelo desses dois universos, empresarial e político, que remontará a estrutura de poder que as muitas formas de milícias dão sustentação por um bom preço.


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Não foi só no avião de Vorcaro, Nikolas voou em jatinho de empresário de caça-níqueis denunciado por lavagem de dinheiro

Voo feito pelo deputado durante a campanha municipal de 2024 foi pago com recursos do fundo partidário, abastecido majoritariamente por dinheiro público

Além do avião de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master investigado por fraude bilionária e que está preso, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também utilizou, durante a campanha municipal de 2024, um jatinho de um empresário denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por participação em um esquema de exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro. As informações foram reveladas pelo The Intercept Brasil, que identificou o voo por meio do cruzamento de registros de fretamento, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e documentos de prestação de contas do Partido Liberal (PL).

De acordo com a Forum, a aeronave utilizada tem prefixo PR-MKB e pertence a uma empresa ligada ao empresário Nelson Ramon Aguilera Júnior, que atua no setor da construção civil. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público no âmbito de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Aguilera e outros investigados teriam estruturado um esquema destinado a ocultar e dissimular recursos provenientes da exploração ilegal de jogos, incluindo máquinas caça-níqueis.

O voo ocorreu entre os dias 24 e 25 de agosto de 2024 e percorreu o trajeto entre Jundiaí (SP), Belo Horizonte (MG) e São José dos Campos (SP). Documentos do partido indicam que o serviço custou mais de R$ 165 mil e foi pago com recursos do fundo partidário — abastecido majoritariamente por dinheiro público do orçamento federal.

Durante a campanha municipal daquele ano, Nikolas percorreu diversas cidades para apoiar candidatos do PL. Ao todo, ele realizou ao menos 15 viagens aéreas financiadas com recursos do fundo partidário. De acordo com notas fiscais de transporte e registros de prestação de contas, os gastos com esses voos ultrapassaram R$ 3,3 milhões.

Empresário já foi denunciado anteriormente
A investigação do Ministério Público não é o primeiro episódio envolvendo Aguilera. O empresário já havia sido alvo de uma denúncia semelhante em 2017, também relacionada à exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Os dois processos seguem em tramitação na Justiça.

O avião utilizado na viagem é um Learjet modelo 31A, fabricado em 1999, com capacidade para até oito passageiros, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac. Além do deputado, estavam no voo o secretário parlamentar Andre Dumont Lacerda e Pedro Henrique Gonçalves.

Posteriormente, a aeronave PR-MKB também foi alvo de uma medida judicial. Em outubro de 2025, um ofício da Anac encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou o cumprimento de uma ordem de bloqueio e indisponibilidade do jatinho. O documento não detalha o motivo da decisão.

Caso se soma ao jatinho de Vorcaro
A revelação ocorre poucos dias depois de vir à tona outro episódio envolvendo o uso de aviões privados pelo deputado. Nikolas também utilizou um jatinho ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante uma viagem pelo Nordeste antes das eleições de 2022.

Na ocasião, o parlamentar afirmou que a viagem havia sido contratada sem que ele soubesse quem era o proprietário da empresa responsável pela aeronave. Dias depois, porém, foi revelado que Nikolas havia viajado ao lado de seu aliado, o pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, para um encontro com o então presidente Jair Bolsonaro também em um avião ligado ao Banco Master.

Outro lado
Procurado pelo The Intercept Brasil, o advogado de Aguilera, Ivan Cunha de Sousa, afirmou que a aeronave mencionada está sob gestão da AllJet Táxi Aéreo e que eventuais questionamentos sobre os voos deveriam ser direcionados à empresa. O advogado acrescentou ainda que os processos judiciais citados na reportagem tramitam em segredo de Justiça.

Já o gabinete de Nikolas Ferreira informou que o PL contratou o serviço de táxi aéreo da AllJet e destacou que, segundo registros da Receita Federal, Aguilera não integra o quadro societário da empresa. A assessoria não respondeu se o deputado sabia que o empresário era o proprietário da aeronave utilizada no voo operado pela companhia nem se sua equipe verifica a titularidade de aviões usados em agendas políticas.

A AllJet confirmou que operou, nos dias 24 e 25 de agosto de 2024, o voo em que esteve Nikolas e sua assessoria. Segundo a empresa, o avião de Aguilera integrou suas atividades de fretamento e segue um modelo comum na aviação executiva, em que aeronaves pertencentes a terceiros são operadas comercialmente por empresas de táxi aéreo mediante contratos firmados com os proprietários e registrados na Anac.


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O PGR, Paulo Gonet, desanca o bolsonarista, André Mendonça

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, enviou um documento oficial ao Supremo Tribunal Federal expondo um conflito direto com o ministro André Mendonça.

No texto, Gonet contesta decisões recentes do magistrado que resultaram na suspensão de depoimentos e de quebras de sigilo em investigações que envolvem o sistema previdenciário.

O PGR argumenta que as interrupções determinadas pelo ministro prejudicam o andamento de apurações críticas e criam obstáculos para a colheita de provas necessárias ao esclarecimento de supostos esquemas de corrupção e fraude.

A manifestação da PGR detalha que a atuação do ministro teria extrapolado os limites processuais ao interferir em atos que são de competência exclusiva do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Gonet ressalta que a paralisação de diligências fundamentais coloca em risco a eficácia do combate ao crime organizado, gerando uma insegurança jurídica que afeta a credibilidade das instituições.

O documento utiliza termos contundentes para descrever a divergência, evidenciando uma crise de confiança entre a cúpula da procuradoria e um dos membros da Suprema Corte.

Além das críticas formais, o PGR solicitou que o STF reveja as decisões monocráticas de Mendonça para permitir a retomada imediata dos trabalhos de investigação.

O conflito ocorre em um momento de alta tensão política, no qual processos envolvendo figuras influentes e grandes movimentações financeiras aguardam definições judiciais.

A disputa agora aguarda análise do plenário ou da presidência do tribunal, enquanto os bastidores do Judiciário e do Ministério Público registram um dos embates mais diretos entre as duas instituições nos últimos anos.”

*Do Facebook de Lavínia Fadigas


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Política

A paisagem brasileira de Elio Gaspari de O Globo é um primor de bolsonarismo

A pricipal eiva corruptora de uma opinião está numa palavra ou em muitas palavras ajeitadoras, e Elio Gaspari esmaga a realidade para vender a paisagem do Brasil atual de onde ele está, vendo o país de dentro da redação do Globo, onde tenta frisar uma imagem totalmente enviesada às próprias custas.

Na verdade, é uma aprendizagem para quem tem a exigência de traduzir os fatos à moda caralho, conceituando fatos em que usca atacar Lula e simplesmente omitir realidades concretas, cristalizando um lado na disputa eleitoral para a Presidência da República.

O tijolo de Elio Gaspari começa com o título “Flavio Bolsonaro surpreendeu”.

Não há nada demais a notícia ser dada em garrafais e nem se confessar antiLula e pró-Bolsonaro, o problema são os sofismas dos quais Gaspari se lambuza, o pior deles exatamente nesse momento, é o que julga um erro de Lula receber Vorcaro em 2024 com três testemunhas, enquanto mesmo escriba não dá um pio sobre os R$ 5 milhões que Vorcaro depositou nas contas de Bolsonaro e Tarcísio.

Tarcísio, a quem Gaspari dá de barato a sua história sobre uma possível candidatura de Haddad para o governo de São Paulo.

Com um pincel na mão, Gaspari frisa a paisagem que lhe interessa, a de um Brasil que ele habita de onde está, e ele está, sob a orientação dos Marinho, dentro da Globo. Globo, que mostramos aqui hoje em uma matéria, produziu um evento em Nova York patrocinado por Daniel Vorcaro, onde ele foi a estrela.

Tudo isso em defesa de Flavio Bolsonaro, que publicou no X um manifesto contra o Brasil e os brasileiros, pedindo que Trump interviesse no Brasil com seu exército contra os brasileiros numa falácia de que combateria o “narcoterrorismo” do PCC e CV.

O mais irônico é Gaspari conciliar a campanha de Flavio com a Faria Lima, num gesto de sabujice em que também está incluido na ciranda financeira junto com as fintechs na mesma Faria Lima, o próprio PCC, mostrando que Elio Gaspari acabou por morder o próprio rabo.


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