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Bolsa Família faz Brasil alcançar o maior IDH da história, diz ONU

Apesar do diagnóstico de Luciano Huck, que disse que o Bolsa Família é “ineficiente” e “não gera nenhum tipo de estímulo” para os beneficiários, o programa teve um papel importante para que o Brasil alcançasse o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de sua história. O resultado foi divulgado nesta terça (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da ONU responsável pelo estudo.

Pela primeira vez, o país atingiu a faixa de desenvolvimento humano muito alto. O IDH brasileiro passou de 0,744, registrado em 2012, para 0,805 em 2024. Entre os três componentes que formam o indicador (saúde, educação e renda), o segundo foi o que apresentou o maior avanço no período analisado.

O indicador educacional saltou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, deixando de ser o pior componente do índice e tornando-se o segundo melhor resultado nacional. Para a economista Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, parte desse avanço está diretamente ligada às políticas públicas implementadas nas últimas décadas.

“Eu vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira, que começou fortemente no início do século 21, e que começa a produzir efeitos, dez anos depois. É aí que há essa observação dos indicadores de educação que avançam”, afirmou a pesquisadora, que participou da elaboração do relatório.

Segundo Barbosa, as regras do Bolsa Família que condicionam o recebimento do benefício à matrícula e à frequência escolar das crianças e adolescentes estão entre os fatores centrais para a melhora dos indicadores.

Atualmente, beneficiários de 4 a 6 anos incompletos precisam manter frequência mínima de 60%, enquanto aqueles entre 6 e 18 anos incompletos devem atingir ao menos 75%.

A análise do PNUD mostrou que os maiores avanços educacionais ocorreram justamente entre as faixas de renda mais baixas da população. “Quando a gente desagrega os dados por décimo de renda, ou seja, os 10% mais pobres, depois os 20% mais pobres, [onde há maior] importância desses programas: nesses décimos de renda é onde você vê a melhoria dos indicadores de educação, nesse período”, explicou.

Para a economista, o programa contribui para afastar crianças e adolescentes do trabalho precoce e garantir sua permanência na escola. “É o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do mundo do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também de, estar na escola, porque senão esse programa é interrompido”, apontou.

*DCM


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Tiro de misericórdia

Para muitos, a candidatura de Flavio Bolsonaro à Presidência da República foi reduzida a um meme depois da gargalhada coletiva ouvida em Brasília, como se fosse um gigantesco panelaço.

Enquanto Flavio foi aos EUA, numa busca desesperada por um apoio qualquer de Trump, mesmo num bilhetinho do tipo, não posso lhe atender, mas apoio você.

Valdemar da Costa Neto, presidente do partido de Flavio, entregou sua cabeça na bandeja com um tiro de misericórdia na testa em plena GloboNews, ao vivo e a cores, para o rigojizo dos que sempre souberam que esse engodo é um corrupto mentiroso desde que foi funcionário fantasma como “primeiro emprego”

Para quem não sabe, o filho mais velho de Jair Bolsonaro cursava faculdade e fazia estágio no Rio de Janeiro, mas ocupava emprego público em Brasília, no gabinete do PPB, partido pelo qual o pai era deputado.

A entrevista do presidente do PL, no programa Estúdio i, de Andreia Sadi, além de produzir um número sem fim de gargalhadas nas redes, gerou uma gigantesca crise política dentro do universo de apoio a Flavio ao desmentir, categoricamente, a versão do senador miliciano sobre o escândalo que envolve o rachadinha e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, o episódio foi classificado como um verdadeiro tiro de misericórdia na narrativa de defesa do primogênito do Jair.

O tal papo de que Flavio teria ido à casa de Vorcaro, já caneludo eletrônico, pôr um ponto final e encerrar a relação, após descobrir as investigações e prisão domiciliar do agiota, foi praticamete estraçalhada por Valdemar da Costa Neto.

De cara, Andreia Sadi perguntou se Flavio foi mesmo à casa de Vorcaro cobrar o restante do dinheiro prometido, Valdemar foi suscinto, grosso, e disparou, “sim, ué. Fazer o quê?”.

O impacto na crise política que Flavio já vive, foi a de quem levou um soco que o nocauteou como remédio para seu enrolo, que produz quedas relevantes nas pesquisas após revelação do seu áudio a Vorcaro.

O fato é que Valdemar fez um estrago político ainda maior na imagem de Flavio, colocando em xeque, inclusive, a própria candidatura do infeliz e, a partir de então, não se fala de outra coisa no país que não seja esse quadro cômico de Valdemar na GloboNewss.

Um troço desse não tem volta. Não há como reverter uma fratura dessa dimensão em que Flavio se encontra com credibilidade zero, após ter sido desmentido publicamente pelo presidente do seu partido. Assim, Flavio perde qualquer sustentação na opinião pública e o isolamento político e eleitoral, que já ocorria com a queda nas pesquisas, rachou ainda mais sua já espatifada campanha.


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Sob o governo Bolsonaro, endividamento das famílias explodiu, aponta Dieese

Estudo mostra que escolhas da gestão bolsonarista, agravadas pela pandemia, levaram a um salto recorde de famílias endividadas entre 2019 e 2022

O Brasil saiu do governo Jair Bolsonaro (PL) mais desigual, mais vulnerável e dramaticamente mais endividado. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Confederação Nacional do Comércio (Peic-CNC), analisados pelo Dieese, mostram que a deterioração ocorreu sobretudo entre 2019 e 2022.

O estudo contraria a narrativa de recuperação econômica acelerada após a pandemia. Em vez de retomada, o País viveu a expansão de um modelo em que o crédito caro virou instrumento de sobrevivência.

Segundo a Peic-CNC, o percentual de famílias endividadas saltou de 58,9% em dezembro de 2018 para 78% em dezembro de 2022, um aumento recorde de 19,1 pontos percentuais em apenas quatro anos. Nenhum outro governo da série histórica produziu avanço tão intenso e rápido.

No terceiro ano do governo Lula, por exemplo, o crescimento do endividamento foi inferior a três pontos percentuais. A atual gestão lançou programas voltados diretamente à renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil, criado em 2023, e o Novo Desenrola, anunciado neste mês.

Quando a dívida virou política econômica

A explosão do endividamento durante o governo Bolsonaro foi resultado de uma “tempestade perfeita”, formada pela combinação de pandemia, perda de renda, inflação elevada, precarização do trabalho e expansão do crédito caro. Em 2020, a Covid-19 paralisou economias no mundo inteiro. Parte do choque econômico foi global e atingiu todos os países.

Mas, no caso brasileiro, a confluência entre inflação persistente, juros elevados e recuperação baseada em informalidade ampliou os efeitos sobre as famílias. Enquanto alguns países ampliaram proteção social e sustentação da renda, o Brasil entrou na crise já fragilizado por desemprego elevado, informalidade crescente e baixo dinamismo econômico.

Sob pressão do Congresso e dos movimentos sociais, Bolsonaro lançou o auxílio emergencial de R$ 600. A medida teve papel importante na redução temporária da pobreza. Só que bancos e financeiras, ávidos por lucros, aproveitaram o cenário de fragilidade social para ampliar rapidamente a oferta de consignado, cartão de crédito e empréstimos pessoais para uma população cuja renda seguia extremamente instável.

A expansão agressiva do crédito, somada à posterior redução da proteção social, ajudou a empurrar uma parcela crescente das famílias para ciclos permanentes de endividamento. Quando inflação e desemprego ainda pressionavam os mais pobres, o auxílio emergencial foi gradualmente reduzido – para R$ 300 e, depois, para R$ 200. Muitas famílias passaram a contratar uma dívida para pagar outra.

O crédito substituiu o salário

As regressões no mercado de trabalho – que pioraram após a reforma trabalhista, de 2017, e a reforma da Previdência, em 2019 – aprofundaram a instabilidade. Grande parte dos empregos criados era informal, precária ou de baixa remuneração. A condução econômica do período, em plena crise sanitária, contribuiu para consolidar uma recuperação baseada na “uberização” do trabalho.

A informalidade empurrou trabalhadores para uma rotina sem carteira assinada, sem estabilidade e com renda oscilando mês a mês. Sem acesso a linhas mais baratas de crédito, esse contingente passou a depender do rotativo do cartão e de financeiras com juros abusivos. Qualquer imprevisto, como uma doença ou um aluguel atrasado, podia se transformar em dívida impagável.

Ao mesmo tempo, o custo de vida disparava. A inflação de 2021 atingiu 10,06%, a maior desde 2015. O índice pressionou os itens mais consumidos pelas famílias de renda baixa, como alimentos, combustíveis, gás de cozinha e energia elétrica. Mesmo trabalhadores empregados passaram a não conseguir fechar as contas no fim do mês.

O crédito deixou de financiar consumo extraordinário e passou a bancar supermercado, aluguel, remédios e despesas básicas. Era a armadilha clássica do superendividamento: famílias pegavam empréstimos para pagar parcelas anteriores e, pouco depois, precisavam de novos empréstimos para cobrir juros acumulados.

A armadilha dos juros

O problema foi agravado pelo choque de juros iniciado em 2021. Sob comando de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, o Banco Central promoveu um dos ciclos de alta da Selic mais agressivos da história recente. A taxa básica saltou de 2% ao ano, em março de 2021, para 13,75% em agosto de 2022.

A escalada dos juros encareceu brutalmente o crédito ao consumidor. Entre 2020 e 2022, os juros médios cobrados das famílias passaram de 41,5% para 52,1% ao ano. No crédito rotativo do cartão, algumas modalidades ultrapassavam 400% anuais. O Brasil já operava uma das estruturas bancárias mais caras do mundo. Com inflação elevada e alta acelerada da Selic, o endividamento virou uma bomba-relógio social.

Outro fenômeno importante foi a financeirização crescente da vida cotidiana. Bancos digitais, fintechs e plataformas online ampliaram enormemente a oferta de empréstimos rápidos e fáceis, muitas vezes acompanhados de pouca transparência sobre juros efetivos.

Nos últimos anos de Bolsonaro no poder, sobreveio um elemento adicional: o avanço das apostas online. As “bets” passaram a capturar parcela importante da renda popular, especialmente entre jovens e trabalhadores precarizados. Essas apostas venderam a ilusão de renda extra num ambiente já marcado por sufoco financeiro.

Enquanto isso, o discurso oficial seguia baseado em indicadores macroeconômicos isolados para sustentar a ideia de prosperidade. Mas crédito abundante, combinado com juros abusivos e inflação elevada, produziu dependência financeira.

Legado invisível

O estudo do Dieese ajuda a pôr o debate em bases concretas. O endividamento não explodiu porque os brasileiros “gastaram demais”. A dívida cresceu porque o salário deixou de sustentar padrões mínimos de vida.

Entre 2019 e 2022, o governo Bolsonaro administrou a crise social da pandemia por meio de transferências temporárias e expansão do crédito, mas sem reconstruir emprego estável, política salarial consistente ou proteção social duradoura. O resultado foi uma economia sustentada artificialmente pelo endividamento das famílias.

Nem a recuperação parcial do emprego foi suficiente para aliviar o peso de parcelas, renegociações e juros sobre juros. Em setembro de 2022, a um mês das eleições presidenciais que deram a vitória para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80,3% das famílias com renda de até dez salários mínimos estavam endividadas.

De acordo com o Dieese, este é um dos principais legados sociais do bolsonarismo: a consolidação de um modelo em que o crédito caro compensava temporariamente a perda de renda – até que a conta chegasse. Foi um ciclo em que os brasileiros não enriqueceram, não empreenderam e não ascenderam socialmente. Segundo o Vermelho, apenas aprenderam a sobreviver parcelando o presente enquanto o futuro chegava cobrado em juros.


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O bolsonarista, Cláudio Castro, é alvo da PF por aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Master

Estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF por ordem de André Mendonça (STF)

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no âmbito de uma investigação sobre investimentos bilionários do estado em fundos ligados ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e inclui o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Segundo a PF, durante a gestão de Castro, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido direcionados ao conglomerado financeiro controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos saíram principalmente do Rioprevidência — fundo responsável pelos pagamentos de aposentados e pensionistas do estado — e da Cedae, companhia estadual de abastecimento de água.

O advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa de Cláudio Castro, informou que acompanharia as buscas realizadas na residência do ex-governador, na Barra da Tijuca.

O caso também repercute na Assembleia Legislativa do Rio. Neste mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou ter conseguido assinaturas para instalar uma CPI na Alerj com o objetivo de investigar os investimentos do estado no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi oficialmente instalada.

Dados apresentados pelos parlamentares apontam que o Rioprevidência aplicou aproximadamente R$ 1 bilhão diretamente no banco, além de cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição. Parte desses aportes, segundo os deputados, ocorreu mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que havia recomendado a suspensão de novos investimentos no banco.

A Cedae também realizou aplicações financeiras no Banco Master, em valores que somam aproximadamente R$ 200 milhões.

*ICL


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O inacreditável discurso de Caiado em defesa da pilantragem de Flavio com o objetivo de derrubar o PT

Aquele Caiado, que diz combater o crime, que, com ele, criminoso não tem refresco, esquece.

Depois dos escândalos consecutivos de Flavio, Banco Master e Vorcaro, mostrando que não há separação entre esses três ponteiros da corrupção nacional, Caiado foi taxativo e disse, categoricamente, que isso é uma questão secundária. Por isso seguirá fechado com Flavio Bolsonaro, capítulo a capítulo, de uma desastrosa cruzada da direita chucra contra Lula.

Imagino como um cara que quer ser presidente da República, consegue criar uma campanha tão demolidora para si. Claro, ele deve imaginar que haverá uma reviravolta que faça com que Flavio tenha um programa capaz de fazer cortina de fumaça em todos os seus crimes, mesmo que, no ponto mais cômico da entrevista do presidente do maior partido de oposição do país, Valdemar da Costa Neto, na GloboNews hoje, tnha encenado Flavio cobrando dinheiro de um banqueiro em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

O sotaque e o jeito com que ele interpretou o diálogo de Flavio com Vorvcaro, foi cômico, “vai me pagar o restante? Dá para pagar ou não dá?”, o que gerou gargalhadas instantâneas nos bastidores de Brasília.

É para isso tudo que Caiado está fazendo cara de paisagem, segundo o próprio, e em rede nacional. Na sua resposta lógica, o recado de Caiado é simples, ninguém do clã Bolsonaro vale o que o gato enterra, mas Flavio é nosso, compõe a república dos herdeiros, candidatos milionários que sempre viveram às custas do Estado ou de seus pais.

O ódio aos tabalhadores que Caiado exala, consegue ser maior até mesmo do que o de Lula. O bom de toda essa história é que, há quase quatro décadas, Caiado mantém os mesmos 3% nas pesquisas para a Presidência da República. Isso não é pouca coisa.

A fala de Caiado de que o escândalo de Flavio Bolsonaro é “secundário” diante da necessidade de vencer o PT, mostra como as elites políticas operam. No fim, as denúncias de corrupção ou os vexames éticos são relevados em nome da manutenção do poder do próprio grupo.


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Vídeo comédia: Valdemar da Costa Neto entrega Flavio, ‘foi visitar Vorcaro para receber o resto da grana’

Valdemar da Costa Neto, em mais uma crise de sincericídio, foi um colírio para quem quer ver Flavio Bolsonaro na cadeia.

Na GloboNews, perguntado por Andreia Sadi sobre a visita de Flavio a Vorcaro, o especialista no assunto, Valdemar, não precisou de muito tempo para entregar a rapadura e, de pronto emprego, tirou da cartola um elefante e o colocou na cristaleira de Flavio.

Na verdade, Valdemar utilizou algumas opções na base do mais do mesmo, confirmando um quadro contínuo de corrupção e lavagem de dinheiro que foi aplicado por Flavio, utilizando como biombo o tal filme do azarão.

A entrevista virou mesmo o assunto do dia por causa do sincericídio de Valdemar. O contraste entre o esforço de Flavio Bolsonaro para parecer sério e a sinceridade de Valdemar na GloboNews, foi o que mais gerou piadas e memes nas redes.

Confira o vídeo comédia:

https://www.tiktok.com/@g1/video/7643925535264935186?is_from_webapp=1&sender_device=pc


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Lembrem a Luciano Huck que, até a chegada de Lula ao poder em 2002, morriam por dia 300 crianças em decorrência da fome

Em decorrência da avalanche de críticas que vem sofrendo por uma fala ultraconservadora, que está na boca de todos os candidatos de direita à Presidência da República, contra o Bolsa Família, ou seja, um simples prato de comida na mesa dos brasileiros, Luciano Huck usa a velha tática ridícula do “tiraram a minha fala de contexto”.

É a velha história, o hábito faz o monge.

Herdeiro de família rica, jamais viveu algo perto da penúria, da fome e da miséria absoluta, Luciano Huck é a figura de uma casta de herdeiros que assumiram um protagonismo na direita brasilira em defesa dos “costumes”.

Sua justificativa tosca limita-se ao mesmo ramerrão reacionário de que R$ 600 de ajuda de custo de um programa social do governo, como o Bolsa Família, produz indolentes.

Se pegar ao pé da letra, foi exatamente isso que, em pleno Clube da Hebraica, na campanha de 2018, Bolsonaro disse o mesmo dos negros quilombolas e dos índios sobre indolência, mesmo um sujeito que nunca trabalhou na vida e que sempre viveu das tetas do Estado, assim como educou os filhos para o mesmo fim, pois também nunca trabalharam na vida e já nasceram com a boca nas tetas do Estado onde permanecem até hoje.

Na verdade, o ato falho do bilionário, Luciano Huck, que não vê problema em fazer propaganda para as Bets, apenas reforçou o disurso dos candidatos de direita à Presidência da República.

Imaginar que, até a chegada de Lula ao governo em 2002, 300 crianças morriam por dia de inúmeras doenças em decorrência da fome, ou seja, 9 mil crinças ao mês, num país que se orgulha de ser um celeiro alimentar do mndo, em pleno 2026, um sujeito que sempre viveu deitado em berço esplêndido, passa e muito de qualqurr conceito de sarcasmo.

Essa lógica cultural que as classes economicamente dominantes carregam na alma, tatuada como símbolo escravagista, segue os mesmos passos da nata oligárquica do século XIX.

Um sujeito que, certamente, encara a abolição dos negros escravizados no Brasil com o mesmo olhar da aristocracia cafeeira, deixa claro que não é um prato de comida que faz qualquer mal ao país e aos brasileiros pobres, mas a mesquinhez chucra, sem qualquer polimento. sem qualquer carapaça midiática, como a que sua língua de trapo lhe traiu, sim, é que é a grande chaga moral, social, econômica e humanitária desse país, que sempre produziu a miséria e a fome como forma de domínio institucional e poder sobre a imensa maior parte do povo brasileiro.


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O vácuo na corrida eleitoral provocado pelo recuo dos apoiadores de Flavio

Desgastado pela relação com o dono do Master, senador perde fôlego em pesquisas, mas Caiado, Zema e Michelle não conseguem herdar o espólio político da crise

A nova pesquisa Datafolha mostrou mais do que a queda de Flávio Bolsonaro após o caso Daniel Vorcaro. Ela revelou um vácuo político na direita brasileira. O senador caiu de 35% para 31% no primeiro turno e viu Lula ampliar a vantagem de três para nove pontos no cenário estimulado. No segundo turno, o empate técnico de 45% virou desvantagem de quatro pontos: 47% a 43% para o petista. O dado mais sensível para o bolsonarismo, porém, não está apenas na perda de votos, mas na incapacidade dos adversários de capturar esse desgaste. Lula cresce apenas dois pontos no primeiro turno, enquanto Flávio perde quatro.

A diferença ajuda a explicar o movimento detectado nos bastidores por analistas políticos: parte do eleitor conservador demonstra desconforto com a conexão entre o “01” e o banqueiro Daniel Vorcaro, mas ainda não encontrou um nome capaz de representar simultaneamente a oposição frontal ao PT, identidade ideológica e viabilidade eleitoral. Nem Romeu Zema (Novo) nem Ronaldo Caiado (PSD) conseguiram transformar o desgaste do senador em crescimento consistente. Michelle Bolsonaro, embora preserve desempenho competitivo, também estaciona em 43% no segundo turno.

“Parte da direita foi pega de surpresa e ficou decepcionada com Flávio, especialmente pela visita a Vorcaro após a soltura. Na minha visão, as pesquisas vão começar a avaliar o sentimento dos eleitorado, que ainda está digerindo esse desgaste. Essa mesma decepção também criou uma desconfiança entre as outras candidaturas da direita sobre o que ainda pode ser revelado. Por isso, ainda não consigo ver Flávio fora do segundo turno, principalmente pela estrutura e capilaridade do PL em todo o país”, afirmou o cientista político Horácio Lessa, da Liberty Consultoria.

A crise Dark Horse
Os números do próprio Datafolha reforçam essa leitura. Flávio passou a liderar a rejeição nacional, subindo de 43% para 46%, enquanto Lula oscilou de 47% para 45%. Ainda assim, o presidente continua distante de uma zona confortável para quem disputa a reeleição.

A pesquisa sugere que a crise Dark Horse atingiu o núcleo mais moderado e pragmático da candidatura bolsonarista, especialmente setores de centro, mercado e eleitores menos ideológicos. Contudo, o cenário não provocou migração automática para o lulismo nem para os adversários do campo conservador. Por enquanto, o eleitorado que rejeita Lula e se decepcionou com Flávio parece apenas aguardando alguém que consiga encarnar, ao mesmo tempo, conservadorismo, antagonismo ao PT e menor desgaste pessoal. E esse personagem, ao menos até agora, ainda não apareceu no tabuleiro de 2026.

*Caio Barbieri/PlatoBR


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Gilmar Mendes: ‘Crise do Master não é do STF, está na Faria Lima’

Magistrado defende que o inquérito das fake news continue aberto diante do acirramento eleitoral deste ano

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirma que o escândalo do Banco Master foi endereçado indevidamente à corte, argumentando que a crise é sistêmica. O tribunal passou a ser associado ao caso depois da revelação de ligações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

À Folha, Gilmar diz não querer “isentar de responsabilidade quem tem”, mas avalia que a crise não é do tribunal, apontando o dedo para supostas falhas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e para o Banco Central.

“Isso [a relação de ministros do STF com Vorcaro] certamente está sendo investigado e as autoridades competentes devem fazê-lo, estão fazendo”, diz o ministro.

Gilmar avalia ainda que a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo deveu-se a uma questão “puramente política”, não relacionada ao indicado, e que o governo Lula (PT) falhou na articulação política com o Congresso Nacional.

O ministro também defende a realização da 14ª edição do Fórum de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, alvo de críticas por ser realizado fora do país e receber autoridades que se tornaram alvo de investigações. “Não temos nenhum controle sobre isso”, afirma.

Reportagem da Folha mostrou que o caso Master e o código de ética fizeram algumas autoridades repensarem a ida ao Fórum de Lisboa. O senhor percebe esse impacto?

Pelo contrário, estamos fazendo um dos maiores eventos que já fizemos, com mais de 470 palestrantes e disputas por lugar. Talvez pessoas que não queiram ir ao fórum e queiram ser simpáticas à ideologia da Folha estejam ecoando isso, mas não percebemos isso, felizmente.

Mas eventos paralelos ao fórum já contaram com a presença de Vorcaro e de outras autoridades que passaram a ser investigadas. Isso não pesa?

Não temos nenhum controle sobre isso. Teríamos que demandar às autoridades portuguesas que não dessem visto para as pessoas? São personagens que se aproveitam do ensejo para ir ao El Corte Inglés ou fazer festa no rooftop do Tivoli. Não nos diz respeito.

Alguns desses palestrantes vêm do Tribunal Constitucional da Alemanha, que tem o modelo usado pelo presidente Edson Fachin para propor um código de ética. Como o senhor avalia esse paralelo?

O código da corte alemã estabelece que aquilo que se ganha na condição de juiz, para além do pró-labore, tem que ser divulgado, seja por palestra ou direitos autorais. Não sei quem plantou essa ideia de que o problema é o “Gilmarpalooza”, mas, para nós, é uma coisa muito “naïve” [ingênua].

No STF não há necessidade de um ministro tornar público o quanto recebe por palestras.

Isso pode ser discutido. Nós temos a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura. Não tenho nada contra a ideia. A questão é de oportunidade. Tem muitas coisas que constam do código de ética alemão que não condizem com a nossa cultura. Um juiz lá não pode se pronunciar sobre determinadas questões. Aqui, na crise que vivemos durante o governo Bolsonaro, se a minha voz e a de outros não pudessem ser levantadas, provavelmente nós não estaríamos contando a história. É possível fazer a reforma dentro de consensos.

O Datafolha mostrou que há uma crise de confiança da população no STF. A que o senhor atribui isso?

A forma da pergunta às vezes é errada. Houve certa habilidade em transferir para o tribunal a responsabilidade por fatos que são graves e que revelam uma crise sistêmica. Por exemplo, a CVM estava há mais de ano com três diretores a menos. Portanto, sem fiscalização sobre o campo penal, lavagem e “otras cositas más”. A crise do Master não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima. Quem vendeu títulos foram os bancos. Não quero isentar de responsabilidade quem tem, mas me parece que você coloca o tribunal num corredor polonês; depois a Folha faz pesquisa e revela uma frustração.

Outra crítica ao STF é o fato de ministros terem parentes advogados e como isso pode gerar conflito de interesses.

O CPC [Código de Processo Civil] veda o julgamento de causas em que a parte ou o advogado seja parente. É uma discussão difícil porque envolve liberdade profissional e, em princípio, não tem como evitar. Mas há um sistema de fiscalização do Judiciário e da Ordem dos Advogados do Brasil [OAB] para evitar abusos.

E quanto às relações, muitas vezes também questionáveis, de ministros com empresários?

A questão da amizade, todos nós devemos ter cuidado. Se tiver amizade íntima, o CPC responde a isso. Nós devemos ter essa cautela.

A PF apura negócios familiares de Toffoli com o Master por meio do resort Tayayá, o contato entre Vorcaro e Moraes e o contrato firmado pelo banco com o escritório da esposa do ministro. Essas relações não estão mal explicadas?

Isso certamente está sendo investigado e as autoridades competentes devem fazê-lo. Agora, qual a relação de causa e efeito? Pessoas que fizeram empréstimos ou que eram correntistas têm responsabilidade? Claro que não.

O senhor já fez críticas em relação ao modo como Edson Fachin está conduzindo a crise. Como está a divisão interna?

Não tem divisão interna. O código de ética gerou um ambiente de certa desinteligência, porque pareceu lançado num momento de vulnerabilidade de alguns colegas. Não estou imputando essa intenção a ele, mas isso foi impróprio. Quem quer conduzir o tribunal precisa produzir unidade, é elementar.

O senhor, quando votou para manter a prisão de Daniel Vorcaro, fez algumas críticas àquela prisão e ao uso de prisões para se conseguir delação premiada. O senhor acha que essa situação está acontecendo no caso Master?

Não tenho ideia, tenho que examinar em cada caso. O que temo é o autoritarismo penal-judicial. Não gosto da ideia de alguém dizer “agora você vai ter um regime privilegiado porque você me prometeu delatar” ou “agora vou te colocar num presídio de segurança máxima porque você não correspondeu às minhas expectativas”.

O ministro Fachin disse estar conversando com Moraes sobre encerrar o inquérito das fake news. O senhor concorda com essa medida?

Mantido o ambiente de radicalismo, e tudo indica que vai ser mantido, dado o acirramento eleitoral, o inquérito das fake news é necessário. Veja a CPI do Crime Organizado. Era para investigar o PCC e outros que tais, e aí se indicia o ministro Toffoli, o ministro Alexandre, o procurador-geral Paulo Gonet e a mim. A CPMI resolveu o problema do crime organizado no Brasil?

O senhor pediu uma investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por causa da CPI e outra sobre o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Essas reações reduzem ou inflamam atritos?

A Folha fez um editorial sobre isso, dizendo que Alessandro Vieira tinha exorbitado, mas que a minha reação era desproporcional. Não sei o que resta a alguém que é apontado como integrante de uma organização criminosa senão reagir. Ao fazê-lo, tem que fazer pelas vias do devido processo legal. Esse é o caminho, mas certamente o jurídico da Folha pode me ajudar a compreender esse tipo de reação.

O Senado errou ao rejeitar Jorge Messias para o STF?

Não foi por falta de qualificação. Foi uma questão puramente política, de uma crise política cujo contexto não consigo divisar bem, e foi por isso que me parece que acabou havendo esse encaminhamento, essas desinteligências que se colocam. O governo Lula é um governo de minoria, algo que não conhecíamos nesses 40 anos de Constituição. Ele não logrou ter maioria no Congresso e depende de construções tópicas. Há várias falhas, inclusive uma grave falha de articulação política. Eu trabalhei no governo [FHC]. Eram dramáticas as votações de emendas constitucionais, que precisavam de 308 votos na Câmara. Mas havia pessoas que sabiam calcular.

Sobre penduricalhos, mesmo depois da decisão do STF, foram criados benefícios. O Judiciário perdeu a capacidade de se autorregular nesse tema?

Temos que chegar a um modelo de federalização da folha de salários, com uma plataforma única em que qualquer rubrica precise ser autorizada.

RAIO-X I Gilmar Mendes, 70
Atual decano do STF, foi indicado ao tribunal pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de quem foi advogado-geral da União, além de assessor no Ministério da Justiça e na Casa Civil. Antes, foi procurador da República e consultor da Presidência no governo Fernando Collor. Formado em direito pela UnB, concluiu mestrado e doutorado pela Westfälische Wilhelms-Universität zu Münster.

*Por Ana Pompeu, Luísa Martins e Julia Chaib/ICL


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Política

Por que Nikolas Ferreira não deu pio em defesa de Flavio Bolsonaro gravando videozinho com fundo preto?

Acabou o amor?

Nem de algumas migalhas, há notícias. Porque não há condenscendênia do silêncio de Nikolas sobre o peso demolidor que Flavio está sentindo nas costas.

A propósito, peso esse que, a cada dia, está imobilizando sua campanha. Na verdade, esse silêncio de Nikolas sobre o chão que se abriu nos pés de Flavio Bolsonaro em plena campanha pré-eleitoral para a Presidência da República, é um grito que diz muito mais do que se imagina, ativa ou passivamente, não importa.

Escrúpulo nunca foi o forte do camarada. Pode-se descrever isso, e com razão, se disser que Nikolas também está até o talo envovlido nas tramoias de Vorcaro. Aliás, os dois são irmãos de fé desde a igreja da Lagoinha, de André Valadão, assim como o cunhado Vorcaro, Zetel, todos vêm do mesmo ninho de ratos que utilizam a religião como forma nada sublime de mentir em nome de Deus, como é aquele porre insuportável, quando o vigaristinha, Nikolas Ferreira, usa desse expediente para abarcar e até criar dependência emocional em muitos de seus seguidores.

A questão é mesmo complexa, porque, mesmo que Flavio perca a eleição e, claro, Lula vença, Bolsonaro ganha mantendo-se como a principal liderança da direita, que está nitidamente esvaziada, e o desempenho dos candidatos de direita, como Zema, Caiado, mostra que Bolsonaro joga com as peças certas no seu próprio campo para manter a hegemonia do clã no universo da direita.

Nikolas tem olho grande nesse universo e, lógico, sempre usou Bolsonaro como referência. Primeiro, como parlamentar que nunca aprovou nenhum projeto em 28 anos, e Nikolas, no primeiro mandato, segue essa pegada, zero casamento com as necessidades do povo brasileiro, zero projeto aprovado. Vive de emendas Pix, um tipo de fisiologismo eleitoreiro de quinta categoria.

No caso específico de Flavio, é nítido que ele se transformou numa figura tóxica dentro do seu próprio círculo e ninguém, com um mínimo de juízo, quer se associar à sua imagem.

No caso de Nikolas, com suas viagens em jatinho de Vorcaro, a coisa acrescenta algo um tanto mais dramático, assim como o seu nome no celular do banqueiro e sabe-se lá o que pode ainda estar a caminho das apurações da PF em outros celulares do mega bandido.

O que mais parece é que o furdunço entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas por este não se empenhar na campanha de Flavio, é um motivo realmente forte, somando a todos os outros contratempos que, independemente, aparece Nikolas beijando o próprio “patrocinador” do filme do chefe da gangue.

Seja como for, Nikolas não quer se queimar mais do que está queimado, mostrando que, mesmo no universo da direita, não há político mais desgastado, torrado, pronto par avirar carvão, do que Flavio. E ninguém quer ser tragado por esse alto-forno, menos ainda o vigaristinha Nikolas Ferreira.

Afinal, são dois cagados que, agora, veem-se como patos de Vorcaro, com possibilidade do troço piorar ainda mais com novas revelações da Polícia Federal.


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