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Receita vê indícios de que servidor entregou dados sigilosos a terceiros

Apuração aponta acessos irregulares a sistemas do Fisco e motivou operação da PF em três estados.

A Receita Federal encontrou indícios de que um servidor do Serpro (empresa estatal de processamento de dados) cedido ao Fisco está envolvido na quebra de sigilo de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus familiares. De acordo com apuração inicial, o servidor, lotado no Rio de Janeiro, teria acessado irregularmente os sistemas da Receita e entregue dados para outras pessoas.

Ainda não há informação sobre o nome do suspeito ou sobre a identidade de quem teria recebido o material.

A notícia de vazamento de dados da Receita ocorre na esteira do caso do Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado e que já levou a operações da Polícia Federal em Brasília, São Paulo e outros estados.

De acordo com a apuração inicial, o funcionário já era alvo de outra investigação da corregedoria da Receita e da Polícia Federal sobre vazamento de dados.

Foi detectada uma sobreposição do mesmo servidor nos dois casos, o que fez as autoridades acelerarem a operação realizada na manhã desta terça-feira (17). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

O rastreamento feito pela Receita permitiu identificar acessos indevidos, quanto tempo durou a visualização das páginas e se os dados do Fisco foram baixados ou impressos.

O mapeamento dos acessos também levou em conta as pessoas que tinham autorização para entrar no sistema por meio de procuração.

Lista envolve mais de 100 pessoas
Um robô foi utilizado para fazer o levantamento nos sistemas e verificar a quebra de sigilo de ministros e seus familiares (mães, pais, cônjuges e filhos). Trata-se de uma lista que envolve mais de 100 pessoas, como revelou a Folha de S.Paulo.

A primeira parte do levantamento da Receita foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado as informações. Foi com base nessa informações que a operação foi autorizada.
Moraes foi informado de que houve acesso à declaração da sua esposa, a advogada Viviane Barsi.

O escritório dela foi contratado pelo Master por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo em dezembro.

Outros integrantes da Corte também foram informados que dados dos seus familiares foram consultados irregularmente. Estão na lista de possíveis alvos dos acessos indevidos as ex-esposas do ministro Dias Toffoli, Roberta Rangel, e de Gilmar Mendes, Guiomar Feitosa.

De acordo com a Receita, o STF solicitou ao órgão em 12 de janeiro uma auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos três anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal, com base em notícias veiculadas pela imprensa.

Segundo a Receita, desde 2023 foram ampliados os controles de acessos a dados, com forte restrição aos perfis de acesso e ampliação de alertas. Foram concluídos sete processos disciplinares no período, com três demissões e sanções nos demais.

A Receita ainda tem dez processos administrativos em andamento, de acordo com pessoas a par do tema.

*ICL


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Política

Os infiltrados na Receita e o jornalismo lavajatista

O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, um dos servidores acusados de invadir o sistema da Receita para vazar dados de ministros do Supremo e familiares, tem salário de R$ 38.261,86. É o que informa o jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

O que eu, tu, todos nós queremos saber agora é para quem os dados eram vazados no esquema lavajatista de cerco a Alexandre de Moraes e ao STF.

Esses dados chegavam a alguém que centralizava a distribuição das informações. Tem jornalista envolvido? Pode ter. E aí teremos uma longa discussão sobre o direito do acesso a informações, mesmo as obtidas de forma criminosa.

Jornalistas podem dizer que não sabiam que eram informações ilegais (o que será uma desculpa furada) e que esquemas criminosos são denunciados muitas vezes a partir de ações criminosas.

Poderão alegar que, para chegar às movimentações de ministros e seus parentes, alguém se infiltrou na Receita e depois passou os dados a alguém que os repassou aos jornalistas.

Vamos ao exemplo histórico desse tipo de ação criminosa. Sergio Moro permitiu que a Polícia Federal grampeasse Dilma, em março de 2016. O objetivo era grampear Lula.

O conteúdo do grampo criminoso foi repassado por Moro a alguém da Globo, que o exibiu no Jornal Nacional. O que aconteceu com a Globo? Nada. E com o ex-juiz? Nada. Porque as vítimas eram Dilma e Lula.

É possível que os vazamentos de agora, de dentro da Receita, que municiavam os novos lavajatistas contra o Supremo (com o apoio de parte das esquerdas), também sejam vistos como ‘normais’.

E o baile segue, com todo mundo dançando bem agarradinho a Flávio e Michelle Bolsonaro, a Sergio Moro e aos fascistas em geral. Tem jornalista dançando bem coladinho.

Bandidagem ativa
A operação contra os invasores de dados da Receita vai oferecer mais uma prova de que a extrema direita continua atuando como quadrilha dentro das estruturas de Estado, apesar de ter perdido a eleição e fracassado no golpe.

Até o estagiário da Abin sabe que o fascismo mantém suas engrenagens golpistas funcionando, dentro e fora do setor público.

*Moisés Mendes/DCM


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Política

Michelle tromba de frente com Bolsonaro através de seus reborns

O clã Bolsonaro é um califado em que o próprio Bolsonaro manda e comanda as ações de cada um dos filhos. Todos, sem exceção, rejubilam todas as pinturas impostas pelo pai.

Do ponto de vista intelectual, moral, político e outras banalidades além do patrimônio familiar, controlado por mão de ferro pelo Jair, seus filhos, na verdade, não existem além do CPF. Não têm vida própria,  nunca tiveram. São peças de um arquitetura política criada por Bolsonaro para garantir que seu sangue ampliasse espaço no poder e, consequentemente, no banco.

Isso não é um truque, é uma dominação rude, medieval, bárbara de um sujeito que sempre operou dessa forma na vida de cada filho.

Michelle, mais do que ninguém, sabe disso. Então, quando ela desautoriza os filhos de Jair, que estão no topo da corte, logo desautoriza o próprio rei, hoje, caquético e preso na Papuda por tentativa de golpe e assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Mais do que isso, Michelle antecipa sua ação política contra esse mesmo califado, antes até de Flavio se tornar de fato candidado à Presidência da República, afirmando que não o apoiará e menos ainda Carluxo para o Senado em Santa Catarina, já que Eduardo está inelegível e Jair Renan nada disputa.

A impressão que se tem é a de que Michelle não se sente plena somente com a prisão de Bolsonaro, é nítido que ela não quer deixar pedra sobre pedra para que Bolsonaro possa, de alguma forma, usar como degrau ao mundo político, mesmo de maneira decorativa.

Os motivos disso, que estava totalmente fora do radar especulativo, ninguém sabe, até porque muitos não se deram conta desse racha total entre Michelle e Bolsonaro.

Seja como for, o que se lê na grande mídia, é o afastamento de Michelle do principal núcleo político de Bolsonaro sem esconder sua oposição a todo o califado.


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Política

O bambuzal de Cármen Lúcia e os novos ventos da política

Luis Nassif

É mais uma demonstração do estilo Cármen Lúcia: um bambuzal que se verga conforme os ventos da cobertura jornalística.

Nas eleições de 2026, uma atuação isenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estará ameaçada por sua atual presidente, a ministra Cármen Lúcia, e, posteriormente, por seu sucessor, Kassio Nunes Marques. Ouso afirmar que os maiores riscos residem em Cármen Lúcia.

No julgamento das ações contra a escola de samba de Niterói, suas declarações soaram como ameaça explícita. A ministra comparou o cenário de possíveis ilegalidades no Carnaval a uma “areia movediça”, advertindo que o ambiente festivo favorece que candidatos e partidos adentrem um terreno perigoso de excessos e abusos.

É mais uma demonstração do estilo Cármen Lúcia: um bambuzal que se verga conforme os ventos da cobertura jornalística.

No Mensalão, foi fiel seguidora do relator Joaquim Barbosa, endossando suas arbitrariedades e ilegalidades. Na Lava Jato, revelou-se a mais implacável dos ministros do Supremo, rendendo-se à adulação das Organizações Globo, que enaltecia seus dotes de frasista e sua “mineiridade”.

Era um jogo de lisonja explícito, que envolvia completamente a ministra. A ponto de ela contratar como assessor o responsável por um blog de frases feitas. Embalada por esse apoio, Carmen Lúcia viveu momentos de apoteose: atacou o presidente do Senado por críticas dirigidas a um juiz de primeira instância e chegou a cogitar a convocação do Estado-Maior das Forças Armadas e dos ministérios da Justiça e da Defesa para finalidade indefinida.

O papel na Lava Jato

Nada, porém, foi mais revelador de sua personalidade do que as idas e vindas em torno da Lava Jato.

Em janeiro de 2018, como presidente do STF, Cármen Lúcia negou dois habeas corpus preventivos impetrados por estudantes de Direito em favor de Lula, após sua condenação em segunda instância pelo TRF-4.

Valeu-se, em seguida, de todos os subterfúgios para evitar que o plenário votasse a questão da prisão após sentença em segunda instância — tema que, se julgado, poderia ter beneficiado Lula e aberto caminho para sua candidatura em 2018. Em vez disso, submeteu ao colegiado o habeas corpus de Lula, remédio juridicamente mais restrito e de aprovação muito mais improvável. O HC foi negado por seis votos a cinco, com Carmen Lúcia garantindo o voto decisivo. A votação pavimentou a futura vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

O envolvimento direto com a operação

Gravações da Operação Spoofing apontaram indícios de que Cármen Lúcia orientou membros da Lava Jato a não cumprirem uma ordem do TRF-4 que determinava a soltura de Lula, em 2019. Segundo relato de Deltan Dallagnol reproduzido nas interceptações: “Cármen Lúcia ligou para Jungman e mandou não cumprir, e teria falado também com Thompson” — referência ao então presidente do TRF-4, Thompson Flores. O episódio ocorreu no fim de semana em que o desembargador Favreto ordenou a soltura de Lula e foi barrado por uma ação irregular do próprio presidente do tribunal.

Além disso, em entrevista à revista Veja, o hacker Walter Delgatti — responsável pelos grampos da Operação Spoofing — afirmou ter tido acesso a um grupo de WhatsApp do qual participavam Cármen Lúcia e Rosa Weber. Segundo ele, Cármen Lúcia teria comentado a morte do neto de Lula (que ela teria confundido com sobrinho) com a frase: “Quem faz mal a outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho.” Ainda de acordo com Delgatti, a observação teria levado Rosa Weber a abandonar o grupo imediatamente. As afirmações merecem o devido crivo crítico.

A atuação de Cármen Lúcia na Lava Jato está marcada por arbitrariedades — devidamente acompanhadas de frases de efeito, como a que cunhou no voto que decretou a prisão do senador Delcídio do Amaral: “O escárnio venceu o cinismo.”

As suspeitas

Em temas menos expostos politicamente, a presidência de Carmen Lúcia carrega ao menos um episódio de grave suspeição: o caso do pipeline farmacêutico. Tratava-se de um julgamento sobre medida tomada durante a gestão José Serra no Ministério da Saúde, que concedeu direitos de patente a medicamentos cujas patentes já haviam expirado até nos países de origem. Sem a cobertura da mídia, o episódio teria o porte de um grande escândalo da Justiça brasileira. O caso foi detalhado no artigo “Xadrez de Cármen Lúcia, uma cidadã acima de qualquer suspeita“, de 13 de setembro de 2018.

O bambuzal muda de novo

Quando os áudios da Spoofing vieram a público, cessou o apoio da Globo à Lava Jato — e Cármen Lúcia mudou de posição. De defensora intransigente dos abusos da operação, tornou-se crítica. Em agosto de 2019, surpreendeu os colegas: integrante da Segunda Turma do STF e aliada constante de Luiz Edson Fachin na defesa da Lava Jato, mudou subitamente de opinião e abriu caminho para a anulação da operação. Em março de 2021, seu voto foi decisivo no julgamento que reconheceu a parcialidade de Sérgio Moro no processo contra Lula.

Agora, desenha-se um novo quadro. A Globo tenta ressuscitar a Lava Jato por meio da Operação Master, e volta a articular a mesma soma de interesses que deu origem àquela operação. Nas últimas semanas, o noticiário da emissora foi marcado por uma enxurrada de entrevistas com Cármen Lúcia, realçando sua espirituosidade, seus dotes de frasista e seu perfil de “mineirinha”. E Cármen Lúcia respondeu na mesma moeda — com o discurso ameaçador sobre o desfile da escola de samba.

*Luis Nassif/GGN


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Política

Receita Federal detectou quebra de sigilo de dados de ministros do STF e parentes

Não foram divulgados os nomes dos ministros vítimas de vazamentos

A Receita Federal do Brasil informou nesta terça-feira (17) que já foram detectados desvios no acesso a dados de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e parentes, após auditoria nos sistemas solicitada pelo tribunal.

Em nota à imprensa, o órgão afirmou que tais desvios já foram informados ao relator do STF. A Folha revelou no domingo (15) que o ministro Alexandre de Moraes utilizou o inquérito das fake news, relatado por ele, para solicitar à Receita que investigasse o possível vazamento de dados há cerca de três semanas.

“A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”, acrescentou.

De acordo com o órgão, a auditoria envolve dezenas de sistemas e contribuintes e segue em andamento. A Receita diz que os sistemas são “totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal” e que desde 2003 foram concluídos sete processos disciplinares, com três demissões e sanções.

Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação adicional que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo ministros do STF e familiares.

EUA anunciam sanção a Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky e agravam  tensão diplomática - Brasil de Fato

A ação ocorreu por determinação do STF, a partir de uma representação feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Até o momento, não foram divulgados os nomes dos alvos da operação.

O tribunal também determinou a aplicação de medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

Entenda a operação da PF contra vazamentos de dados de ministros do Supremo

A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17) de Carnaval, quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas suspeitas de acessar e vazar dados fiscais sigilosos de ministros do STF e seus parentes

O que embasou a operação?

A Receita disse ter detectado “devios no acesso” aos dados fiscais de ministros da corte, sem informar quais. Como mostrou a Folha, o órgão rastreou os dados de 100 pessoas nos seus sistemas, incluindo pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros do Supremo. O trabalho envolve 80 sistemas e cerca de 8.000 procedimentos de checagem

Quem determinou a ação da PF?

O pedido partiu da PGR (Procuradoria-Geral da República), após o ministro Alexandre de Moraes determinar a investigação na Receita usando o inquérito das fake news, que completou seis anos em 2025 e foi criado para investigar ataques bolsonaristas contra o Supremo

Por quê?

Ministros suspeitam que servidores tenham acessado ilegalmente informações fiscais sigilosas, e também acusam a Polícia Federal de investigar o ministro Dias Toffoli sem autorização

Qual é o contexto do caso?

O STF está no centro de uma polêmica envolvendo a investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro, do caso Master, que é relatada pela corte. Reportagens revelaram sociedade entre irmãos do antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli, e o banqueiro Daniel Vorcaro; além disso, a imprensa também revelou contrato entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, e o banco.

*Laura Scofield e José Marques/ICL


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Política

Bozo na Sapucaí: Eduardo Bolsonaro dá ordem a pastores para demonizar Lula nas igrejas

Filho foragido do ex-presidente condenado determinou abertamente para que lideranças evangélicas digam a fiéis que o presidente tem “agenda anticristã”

Aresposta à humilhação pública sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em plena na Marquês de Sapucaí veio em tom de convocação religiosa descarada e pânico moral por parte de Eduardo Bolsonaro, o filho foragido do líder criminoso condenado. Acuado pelo sucesso do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula e retratou Bolsonaro como o palhaço Bozo atrás das grades, o ex-deputado extremista reagiu com fúria.

Do exterior, onde permanece foragido após perder o mandato por abandonar o Brasil para coordenar ataques econômicos contra o próprio país, o filho 03 de Bolsonaro ordenou abertamente que pastores evangélicos utilizem seus púlpitos para demonizar o presidente Lula.

A estratégia confessada nas redes visa aquilo que todos já sabem desde a primeira eleição do ex-presidente: transformar templos em comitês eleitorais, utilizando a fé de milhões de brasileiros como massa de manobra. Eduardo exigiu que lideranças religiosas doutrinem seus fiéis com a narrativa falaciosa de que o atual governo sustenta uma “agenda anticristã”, buscando converter o sentimento religioso em capital político através do medo e da desinformação. Com Forum.

A vingança contra o samba
O gatilho para a ofensiva foi a repercussão global da homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula. O desfile, que celebrou a trajetória do atual mandatário, não poupou críticas ao bolsonarismo, expondo a condenação de Jair Bolsonaro por crimes contra a democracia de forma satírica e contundente. Ao ver a imagem do pai ridicularizada como Bozo em rede mundial, Eduardo utilizou suas redes sociais para disparar ordens de retaliação:

“Todos, absolutamente todos devem entrar com ações em todas as justiças. Tem crime eleitoral, ofensas a evangélicos, mal uso de dinheiro público – pelo menos. Pastores devem alertar seus fiéis sobre esse escárnio e o avanço da agenda anti-cristã”, escreveu o ex-parlamentar no X (antigo Twitter).


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Política

Boulos provoca Flávio por reclamar de homenagem a Lula: “Chora não”

Guilherme Boulos reagiu às reclamações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a homenagem feita ao presidente Lula pela Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí. A manifestação ocorreu após o desfile de domingo (15).

Em publicação nas redes sociais, Boulos escreveu: “Flávio Bolsonaro disse que vai à Justiça contra a homenagem da Acadêmicos de Niterói ao Lula. Fica tranquilo, Flávio! Chora não. Quando houver desfile da Acadêmicos da Milícia vão homenagear você e seu pai”.

A reação veio depois de Flávio anunciar que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile. O senador classificou a apresentação como irregular e afirmou que houve uso de recursos públicos.

“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família! Vamos vencer o mal com o bem!”, escreveu o parlamentar.

Durante o desfile, a escola zombou do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, que foi caracterizado como um palhaço usando faixa presidencial.

No encerramento, o ex-mandatário voltou a aparecer em alusão ao personagem Bozo, encenando uma prisão e utilizando uma tornozeleira eletrônica danificada. As alegorias fizeram parte do enredo que exaltava a trajetória de Lula.

Veja as publicações:

Guilherme Boulos
@GuilhermeBoulos

Flávio Bolsonaro disse que vai à Justiça contra a homenagem da Acadêmicos de Niterói ao Lula.

Fica tranquilo, @FlavioBolsonaro! Chora não. Quando houver desfile da Acadêmicos da Milícia vão homenagear você e seu pai.


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Cultura Política

Audiência da Globo despenca após esconder desfile que homenageou Lula no Carnaval

A Globo perdeu audiência após esconder o desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a transmissão do Carnaval neste domingo (15), conforme informações do F5, da Folha.

Em São Paulo, principal mercado publicitário do país, a emissora marcou 11 pontos entre 22h10 e 23h35, período em que a escola passou pela Marquês de Sapucaí, desempenho inferior à média recente da faixa e sob ameaça da Record, que transmitia a rodada final do Campeonato Paulista.

Segundo dados prévios, a Record atingiu 7 pontos no período e chegou a picos de 10 com São Bernardo x Corinthians entre 22h15 e 22h30, enquanto o desfile alcançou pico de 12 pontos. O SBT marcou 6 pontos. Cada ponto equivale a cerca de 199 mil telespectadores na Grande São Paulo.

Nas quatro semanas anteriores, a Globo havia registrado média de 15 pontos no mesmo horário com Fantástico e BBB 26, o que representa queda de 26%. Já no domingo de Carnaval de 2025, a emissora marcou 14 pontos ao exibir o Oscar, com a vitória do filme “Ainda Estou Aqui”.

Cobertura “mais sóbria”
A emissora adotou uma transmissão mais contida para evitar acusações de propaganda eleitoral. Antes do desfile, Pedro Bassan mencionou as tentativas de impedir a apresentação. A orientação interna foi focar alegorias e aspectos técnicos, evitando entrevistas com populares ou comentários políticos. A equipe de redes sociais também recebeu instruções para tratar o desfile de forma neutra.

Durante a exibição, comentaristas como Milton Cunha, Mariana Gross, Alex Escobar, Karine Alves e Pretinho da Serrinha concentraram as falas em fantasias, acabamento e evolução da escola, sem aprofundar o conteúdo político do enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que trazia referências diretas à trajetória do presidente e a episódios recentes da política nacional.

Acadêmicos de Niterói deu um show de irreverência, mostrou o Bolsonaro fantasiado de palhaço várias vezes, mas a narração da Globo censurou a explicação de tudo. Cobertura vergonhosa, mas aqui vamos mostrar tudo! pic.twitter.com/e06vPyb0jw

Diferença de tratamento
A comissão de frente encenou personagens representando os quatro últimos presidentes do país, incluindo uma sequência em que Lula passava a faixa para Dilma Rousseff, que a perdia para Michel Temer em referência ao impeachment de 2016.

Em seguida, a faixa era associada a Jair Bolsonaro, retratado como o palhaço Bozo. Mesmo com a encenação explícita, a transmissão limitou-se a mencionar que se tratava de uma representação do passado recente do Brasil, sem identificar nominalmente as figuras parodiadas nem comentar o teor político da crítica.

Nos bastidores, a emissora já havia orientado seus profissionais a manter postura neutra para evitar interpretações que pudessem ser entendidas como posicionamento político. A escolha editorial também incluiu a decisão de não exibir integralmente o início do desfile da escola de Niterói.

O tratamento desigual ficou evidente na sequência da programação. Logo após a Acadêmicos de Niterói, a Imperatriz Leopoldinense recebeu cobertura ampla desde o esquenta, com apresentação detalhada do enredo em homenagem a Ney Matogrosso, entrevistas, contextualização histórica e exibição integral da entrada na avenida. Para parte do público, a diferença reforçou a percepção de omissão no caso da homenagem a Lula. DCM.


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Cultura Política

Vídeos: Damares sente o tranco do enredo sobre Lula da Acadêmicos de Niterói e reage com ódio

Senadora, que deveria estar em retiro evangélico conforme diz nas imagens, afirmou que a escola criticou a igreja e o agro e, desbundada, prometeu: “Acabou, Lula!”

Na verdade, Damares Goiabeira, jamais teve medo do ridículo, e já mostrou os dentes, que representam a sinópse do enredo dos fascistas na disputa eleitoral de 2026, será ódio mais ódio, ódio cíclico, ódio fecundo, porque não tem outra coisa para apresentar ou comparar.

Hoje, o pacote de 5kg de arroz está na faixa de R$ 13, nos supermercados, comparado ao preço do arroz da era Bolsonaro, que chegou a R$ 40, não tem graça comentar.

Para piorar, a brucha foi devidamente enquadrada pelo carnavalesco e comentarista da Globo, Milton Cunha.

Imagens nas redes sociais, que foram ao ar durante o desfile, mostram Damares afirmando que uma das alas da escola “ridiculariza a igreja evangélica, o agronegócio, especialmente a igreja evangélica“.

“Nessa ala fantasia são latas de conserva, como se estivéssemos em conserva. E o nome da ala: ‘neoconservadores em conserva’”, afirma a senadora.

Contudo, nas imagens apresentadas ao vivo pela Rede Globo apenas se observam foliões com fantasias de “latas” em que se veem imagens de famílias estampadas, sem menção ao agro ou à igreja evangélica, e nem fantasia que caracterizasse aquilo que acusou.

No trecho da transmissão da globo, o comentarista afirma que a Acadêmicos de Niterói “entra na reta final do desfile nesse setor retratando terceiro mandato de Lula, com o Presidente da República enaltecendo a defesa da soberania nacional“. E mostra a ala dos “conservadores aí numa late em conserva“.

Damares afirma, na sequência, que o uso de verba pública para ridicularizar a igreja evangélica é inaceitável. E que o governo Lula estava ciente do desfile que zombaria do povo evangélico e aprovou essa ação em nome da liberdade artística.

Ela destaca a presença de milhares de jovens evangélicos em eventos e congressos, ressaltando que nesses espaços não há violência ou problemas associados, apenas louvor e saúde. Mas ao mesmo tempo em que usa o argumento, deixa implícito que assistiu a todo o desfile da escola que homenageou Lula em busca de algo que pudesse usar contra o estadista, quando deveria também estar em retiro.

Ele expressa indignação pelo desrespeito à fé evangélica, comparando a situação à reação que haveria se fosse uma religião de matriz africana. Damares anuncia que está tomando medidas legais contra a escola de samba, considerando isso uma perseguição religiosa e criticando a inação do governo Lula e de seus ministros.

No trecho de um vídeo compartilhado nas redes sociais, a fala de Damares é emendada por uma opinião do carnavalesco global Milton Cunha, em que ele defende a manifestação cultural do povo brasileiro no Carnaval, com todas as suas nuances:

“Ah, tem muita macumba. Ah, é sempre a África, meu amor. É desfile da inteligência negra periférica. Tu quer que fale de quê? Da Branca de Neve? Tu quer que fale do Donald Trump? Não, meu amor. Vai falar de Clementina de Jesus, vai falar de Exu, vai falar de Laila, porque escola de samba é negra”.

“Os negros produziram a maior vitrine cultural do Brasil para o mundo. Aceita que dói menos não aos racistas, nem no samba e nem em qualquer lugar. Era só o que faltava. Vem se apropriar da linguagem da procissão e depois falando mal da negritude. Show. Se joga, se joga Niterói“.

A fala, contudo, refere-se a outro momento, e não a Damares, mas é oportuna. (Trecho publicado no Urbs Magna).

Assista:


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Política

Michelle avisa que não fará campanha para Flavio Bolsonaro

Decisão ocorreu após mensagem enviada pelo enteado no mês passado, na qual ela teria se sentido insultada

Michelle Bolsonaro (PL) informou a aliados que não pretende se engajar na eventual campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão já teria sido comunicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo informação divulgada pela jornalista Bianca Gomes, do Estadão, reproduzido pela Forum.

Procurada por meio de sua assessoria, Michelle não respondeu. Ao jornal, Flávio afirmou que fala “diretamente” com a ex-primeira-dama e declarou não pretender “alimentar tentativas de divisão”, acrescentando que o grupo tem “um objetivo em comum” de enfrentar o PT.

Bastidores e mensagem
De acordo com correligionários, Michelle relatou a pessoas próximas que não fará campanha para o enteado, mas também não pretende atacá-lo publicamente. A orientação, segundo esses interlocutores, é manter uma atuação discreta no pleito, em contraste com o protagonismo exercido nas eleições de 2022.

A decisão ocorreu após uma mensagem enviada por Flávio no mês passado, na qual ele teria insinuado que Michelle estaria atuando contra sua candidatura. Aliados afirmam que ela relatou ter se sentido insultada. Interlocutores avaliam que a posição pode ser revista caso haja um pedido de desculpas.

Michelle está afastada da presidência do PL Mulher desde dezembro de 2025 por questões médicas. A mudança ocorreu em meio às articulações internas para a definição da candidatura presidencial do grupo político.

Divergências nos estados
Nos estados, divergências também vieram à tona. Em Santa Catarina, Michelle declarou apoio à deputada Caroline de Toni (PL-SC) ao Senado. O PL, porém, teria acordo para lançar Carlos Bolsonaro (PL) e apoiar a reeleição de Esperidião Amin (PP-SC). Segundo a reportagem, Caroline comunicou ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que deixará a legenda para disputar o cargo.

No Ceará, Michelle criticou uma possível aliança com Ciro Gomes (PSDB) no fim de 2025 e declarou apoio ao senador Eduardo Girão. Já em São Paulo, defende o nome da deputada Rosana Valle (PL) ao Senado, enquanto Eduardo Bolsonaro apoia outros nomes, evidenciando divisões internas no campo bolsonarista.


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