Categorias
Uncategorized

Chance de Lula vencer disputa é de 70%, diz relatório da Eurásia

Possibilidade de ex-presidente sair vencedor da eleição já no primeiro turno é de 15%, segundo dados da Eurasia Group.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 70% de chance de sair vitorioso da disputa presidencial em 2022, segundo relatório divulgado pela consultoria Eurasia Group.

Os mesmos prognósticos apontam 20% de chances de reeleição de Jair Bolsonaro (PL) e 10% de chance de vitória de um candidato da terceira via.

A análise, elaborada com o uso de modelos matemáticos para traçar cenários políticos e econômicos, aponta 15% de chances de Lula definir a disputa já no primeiro turno.

Os cálculos divulgados consideram uma chance de 65% para um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, e 20% contra um candidato da terceira via.

No segundo turno, Lula pode ter 70% de chances de vitória, contra 30% caso seu oponente seja Bolsonaro. Contra um candidato da terceira via, a disputa seria mais apertada: 55% para o ex-presidente e 45% para o adversário

*Com informações da Forum

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

‘Timing muito ruim’, é o que dizem especialistas sobre a viagem de Bolsonaro à Rússia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) é esperado na Rússia na próxima terça-feira, uma visita que Washington não conseguiu impedir e que semeia perplexidade, em meio à crise russo-ocidental em torno da Ucrânia.

Para analistas, a viagem do brasileiro – que deve ir à Hungria de seu aliado Viktor Orban na quinta-feira – dificilmente poderia acontecer em pior hora e responde a preocupações políticas domésticas.

“O timing é muito ruim”, comentou à AFP Guilherme Casarões, analista político da FGV (Fundação Getulio Vargas). “Vai ser cada vez mais tenso na fronteira” da Ucrânia, onde o barulho das botas russas afugentam as esperanças de desescalada.

“Os Estados Unidos fizeram muita pressão (sobre Brasília) para que esta visita fosse cancelada”, disse à AFP Felipe Loureiro, professor de relações internacionais da USP (Universidade de São Paulo). Vários ministros também se manifestaram contra esse deslocamento.

Mas um cancelamento “teria enviado o sinal de que o Brasil é uma marionete dos Estados Unidos”, acrescenta, e o presidente russo, Vladimir Putin, ansioso por mostrar que não está isolado, “ficaria furioso”.

O convite enviado por Moscou no final de novembro, quando as tensões já estavam se instalando, será, portanto, honrado, apesar do espectro de uma guerra na Europa: o presidente brasileiro deve ser recebido no Kremlin na quarta-feira pelo colega russo, um “homem forte” que ele admira.

Jair Bolsonaro declarou que vai a Moscou para “melhorar as relações comerciais” com o “parceiro” russo, mesmo estando “consciente dos problemas que alguns países têm com a Rússia”.

A maior potência da América Latina não quer se envolver neste conflito com ares de Guerra Fria e defende o “diálogo”. Ao confirmar sua visita neste sábado, enquanto as tensões em torno da Ucrânia alcançam seu apogeu, o presidente pediu a “Deus que reine a paz no mundo”.

Sem grandes acordos previstos, a motivação de Jair Bolsonaro, para quem as pesquisas preveem uma derrota contundente frente ao ex-presidente Lula nas eleições presidenciais de outubro, é “eleitoreira”, para Casarões, da FGV.

“Última cartada diplomática”

O presidente, muito enfraquecido, “não tem praticamente nada a seu crédito depois de três anos no cargo. Ir para a Rússia é para ele um sinal de grandeza”.

Bolsonaro “virou as costas aos Estados Unidos, à China, à Europa”, continua o analista, que descreve o isolamento diplomático do Brasil como “sem precedentes”.

O presidente brasileiro visa, portanto, “uma última cartada diplomática”, continua. “Ele precisa bajular” seu eleitorado radical indo até líderes autoritários como Putin e Orban, enquanto satisfaz o poderoso lobby do agronegócio.

Bolsonaro também pode encontrar em Putin um aliado precioso em uma campanha que promete ser tensa: ele já avisou que contestará qualquer derrota em outubro.

“O principal objetivo desta visita para Bolsonaro é antidemocrático”, adianta, como outros analistas, Felipe Loureiro.

“Está totalmente ligado ao desejo de atrapalhar a eleição brasileira. E sabemos que a Rússia gosta de ciberataques e desinformação”, acrescenta.

De acordo com uma fonte diplomática brasileira, as discussões se concentrarão nos investimentos russos em hidrocarbonetos e infraestruturas no Brasil e no comércio, que ainda é modesto.

A Rússia fornece principalmente fertilizantes para esse grande produtor agrícola, do qual compra carne bovina, aves, soja, café e amendoim – mas não representa mais de 0,74% das exportações brasileiras.

O Brasil, membro com a Rússia dos BRICS (com Índia, China, África do Sul) tornou-se, por dois anos – de 2022/23 – membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, onde possivelmente poderia ficar do lado de Putin sobre a questão da Ucrânia, após apoiar os Estados Unidos Estados há uma semana.

“Canais bloqueados”

Se a Ucrânia chegar à mesa de discussão, essa visita corre o risco de se tornar um pesadelo diplomático para um Bolsonaro ansioso por não se desviar do bilateral.

“Ele é imprevisível e se disser qualquer coisa que pareça apoiar Putin, trará muitos problemas para o Brasil, principalmente com os Estados Unidos”, acredita Loureiro.

A relação bilateral está fria desde que o republicano Donald Trump deixou a Casa Branca, e seu sucessor, Joe Biden, ainda não falou com Jair Bolsonaro. “Seus canais de comunicação estão bloqueados”, observa Guilherme Casarões.

Graças à sua proximidade com Trump, o Brasil de Bolsonaro se tornou em 2019 “grande aliado não-membro da Otan”. Mas, atualmente, a embaixada dos Estados Unidos em Brasília não tem embaixador desde meados de 2021.

Os Estados Unidos, assim como a Europa, já não esperam muito de Brasília antes da posse de um novo governo em 2023, segundo analistas.

Por falta de coisa melhor, o Departamento de Estado queria que Bolsonaro promovesse em Moscou “os valores comuns (…) da democracia e do Estado de Direito” e pediu “discussões pós-viagem com (seu) parceiro brasileiro”.

*Com informações do Uol

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

A população brasileira deu um show na vacinação, diz Sue Ann Costa Clemens

Professora da Universidade de Oxford destaca que a ciência, o SUS e o apoio da sociedade mostram ao mundo como é possível virar o jogo contra o negacionismo.

A história de como o corpo humano é infectado por micróbios e as doenças aparecem já estava nas brincadeiras de criança da pesquisadora, médica infectologista e pediatra Sue Ann Costa Clemens. Não é de espantar, portanto, que hoje ela esteja entre os grandes cientistas que ajudam o mundo a combater o coronavírus que causa a Covid-19. Entre outras atribuições, Sue é professora da Universidade de Oxford, a centenária instituição inglesa reconhecida como uma das melhores do planeta, e foi a responsável pela coordenação dos estudos clínicos com a vacina Oxford-­AstraZeneca feitos no Brasil. O êxito foi tão grande que a universidade decidiu abrir no país sua primeira unidade fora do Reino Unido, com atuação inicialmente focada na área de vacinas. Acompanhou de perto a transferência de tecnologia da produção do imunizante para a Fundação Oswaldo Cruz, algo que fará o país subir alguns degraus na expertise de fabricação de vacinas. Nesta entrevista a VEJA, a cientista conta como é fazer ciência correndo contra o tempo, contra o negacionismo, e o que vamos aprender com a pandemia.

A senhora coordenou no Brasil o braço da pesquisa clínica da vacina Oxford-AstraZeneca com o maior número de participantes do mundo. Como foi a mobilização para que tudo desse certo? No dia 28 de abril de 2020, o professor Andrew Pollard, chefe do Oxford Vaccine Group, me procurou para falarmos sobre a expansão da pesquisa que ele fazia com uma vacina contra a Covid-19. Eu estava no Brasil e por aqui os casos explodiam. Uma semana depois, tivemos nossa primeira reunião. Andrew estava à frente do estudo mais adiantado de um imunizante contra a doença. Ele havia sido aplicado em 1 000 participantes no Reino Unido, mas era preciso ter um volume maior de participantes. Andrew tinha pensado em registrar 1 000 voluntários brasileiros. Enquanto ele falava, a única coisa que eu pensava era: “Quando você quer que eu comece?”.

E quando começou? Assim que terminamos a reunião. Nunca pensei que testemunharia uma epidemia se tornar uma pandemia e estava vendo a doença devastar as pessoas. Sabia que, se corrêssemos, salvaríamos mais vidas. O Brasil sempre teve ótimos centros de realização de estudos clínicos e isso ajudou. Seis serviços foram escolhidos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Natal, Porto Alegre e Santa Maria. No começo, eram 1 000 voluntários. Depois, foi passando para 2 000, 3 000, até que em quatro meses chegamos a quase 11 000 voluntários.

A senhora havia participado de algo parecido? Não. Foi um trabalho colossal. Os profissionais se dedicaram dia e noite. Era preciso ligar para mais de 10 000 voluntários uma vez por semana, seguir os indivíduos sintomáticos e analisar o que poderia ser considerado eficácia em uma doença desconhecida naquele momento. Tínhamos reunião à meia-noite para saber se algum voluntário teve reação. Ao mesmo tempo, eu precisava monitorar toda a qualidade, fazer a limpeza de dados. Agora, temos um imunizante inspecionado por cinco agências regulatórias de peso e quase 3 bilhões de pessoas vacinadas. Foi bastante emocionante ver nosso trabalho aqui no Brasil se concretizando quando a vacina foi aprovada.

A experiência foi decisiva para a Universidade de Oxford abrir no Brasil sua primeira unidade fora da Inglaterra? Sim. É um reconhecimento da instituição ao talento científico do profissional brasileiro. Houve profissionalismo, qualidade científica e garra para entregar resultados.

Como vai funcionar? Os alunos aprenderão todo o processo de desenvolvimento de vacinas, desde a descoberta até o registro do produto. Começaremos com cursos de atualização e outros mais básicos. Mestrado e doutorado serão oferecidos a menos pessoas, voltados a profissionais que são pesquisadores.

Serão acessíveis? Os cursos de atualização terão pagamento simbólico. No mestrado e doutorado, teremos taxa de inscrição, mas vamos procurar instituições que queiram financiar bolsas.

A senhora participa de uma epopeia científica sem precedente. A essa altura, como é deparar com o negacionismo que ainda persiste? Há negacionismo, é verdade. Mas a população brasileira deu um show. Começamos a vacinação de forma lenta, porém hoje somos um país com uma das maiores taxas de população totalmente vacinada. Apresentar 70% da população protegida é algo que temos de aplaudir. É preciso bater palmas para o SUS porque não adianta ter vacina e não a fazer chegar à população. Além disso, os brasileiros participaram de importantes ensaios clínicos cujos dados permitiram a aprovação de vacinas.

O Ministério da Saúde é acusado de adotar medidas para atrasar a vacinação infantil contra a Covid-19 e de se posicionar a favor de terapias sem base científica. A senhora mantém uma boa relação com o ministério? Passei por mais de um ministro. Falei com Nelson Teich, participei de reuniões com Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. Sempre fui tratada com respeito e minha relação com o ministério é da mais alta qualidade. Minha relação com eles se restringe a conversas estritamente científicas. Nada mais.

O que achou da polêmica envolvendo a imunização das crianças? Sou pediatra e totalmente a favor da vacinação das crianças. Se você me perguntar como pesquisadora, digo que precisamos ter avaliação crítica, como as agências regulatórias internacionais estão fazendo, e bem, com todos os imunizantes criados contra a doença. A vacina de RNA mensageiro (caso da vacina da Pfizer) é nova e é natural que surjam perguntas. Mas o que a população deve ter em mente é que todos os imunizantes liberados para uso são eficientes e seguros. Os riscos de quadros graves de Covid-19 são infinitamente maiores do que os apresentados por qualquer vacina. Por isso, é crucial proteger as crianças também.

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o uso da CoronaVac em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. O que acha da decisão? Toda vacina é bem-vinda. A CoronaVac é feita com uma plataforma que conhecemos (vírus inativado), sobre a qual temos experiência. Embora ela tenha um escape imunológico grande contra a ômicron, é primordial para a população brasileira, incluindo as crianças.

As crianças precisarão receber doses de reforço? Ainda não foram publicados dados sobre o assunto. Acredito que a Pfizer, pioneira no uso da tecnologia do RNA mensageiro para criação de vacinas, esteja buscando informações. Contudo, se formos fazer uma analogia com o que ocorre nos adultos, será preciso esperar de quatro a seis meses para medirmos as respostas imunológicas das pessoas nessa faixa etária.

A pandemia acaba em 2022? Ela vai passar para uma situação endêmica (o agente infeccioso continua presente, porém não provoca mais emergência sanitária). Agora, se isso acontecerá neste ano, vai depender muito do aumento e da celeridade da vacinação em grandes bolsões que permanecem sem cobertura adequada. No Malawi, 4% da população está totalmente imunizada e há outros países na África infelizmente na mesma situação. A Ásia também é um bloco com problemas semelhantes.

A que se deve essa situação? Não podemos só prover as nações com vacinas, é preciso fazer com que a distribuição tenha capilaridade. Isso seria um trabalho para instituições supranacionais, como a Organização Mundial da Saúde, que deveriam ter uma atuação mais forte nesse sentido. Ao mesmo tempo, vimos até hoje milhões de pessoas que não querem se vacinar em todo o mundo. Nos Estados Unidos, em países do Leste Europeu, como Romênia, Rússia ou Ucrânia, os índices de resistência à vacina são altíssimos.

Quais estratégias devem ser adotadas para aprendermos a conviver com a Covid-19? Vigilância, testagem e sequenciamento. Se a vacina protege menos com o tempo, o maior investimento deve ser em terapêutica, porque não há como fazer uma vacina para cada cepa que surgir. O futuro não é adaptar vacina toda hora, mas investir em prevenção e tratamentos e conseguir remédios em abundância e acessíveis para a população.

O que ficará de legado para o Brasil quando a pandemia terminar? Já podemos comemorar algumas boas heranças. Uma delas é termos criado e capacitado tantos centros de pesquisa. O desafio agora é montarmos sistemas que permitam a manutenção e a evolução desses serviços. Além disso, obtivemos a transferência de tecnologia de uma plataforma nova para a produção de vacina da Oxford para a Fundação Oswaldo Cruz. Isso tem um valor inenarrável para o Brasil. Os pesquisadores podem identificar novos patógenos e começar a testar uma vacina, além de o país se tornar autossustentável em relação aos imunizantes contra a Covid-19. Tudo isso pode resultar em pioneirismo em relação a outras vacinas.

De onde vem seu interesse por micróbios? Desde criança eu era curiosa em relação à ciência e meu brinquedo era um microscópio. E sempre adorei parasitas, bactérias, vírus. Eles me fascinavam. Lembro-me de quando fui para a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e não queria entrar na água por causa da esquistossomose (doença parasitária causada por verme presente em água doce contaminada). Tinha uns 8 ou 9 anos. Todo mundo nadando, se divertindo, e eu tentando imaginar o parasita e em como ele iria entrar nas pessoas.

A pandemia é uma boa vitrine para o trabalho da mulher cientista? Sem dúvida. O que fazemos mostrou a capacidade e a garra femininas na ciência. Veja o exemplo do estudo clínico da vacina Oxford-AstraZeneca no Brasil. Dos seis centros de pesquisa que participaram, quatro são chefiados por mulheres. Temos uma dedicação à pesquisa clínica muito maior do que os homens. É como ser mãe. Não termina o interesse. Também não é por acaso que muitos países que estão indo bem contra a pandemia sejam liderados por mulheres, como a Nova Zelândia, que tem Jacinda Ardern como primeira-ministra, ou a Alemanha, que até poucas semanas atrás estava sob o comando de Angela Merkel.

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Moro foi de “super juiz” a gandula

Que fique claro que o título é mera figura de linguagem. Há muito mais dignidade nas atitudes dos gandulas do que nas de um juiz corrupto, como foi Sergio Moro.

E é bom que se diga “foi”, pois hoje Moro se encontra num não lugar, isso, porque o corporativismo não o deixa, ao menos por enquanto, parar nas páginas policiais, mas, por ora, a questão aqui é falar sobre a decadência fulminante de alguém que se achava o novo imperador do Brasil.

O doutor, que até hoje ninguém sabe como conseguiu ser aprovado na prova para juiz, dada a limitação intelectual, para dizer o mínimo, acreditou na própria mentira. Ele criou uma fantasia que ganhou imagens e fotos angulosas da grande mídia para dominar a cena nacional, imagens tão efêmeras quanto o próprio reinado de quem botou a coroa na cabeça antes da hora.

É difícil dizer quem hoje está mais na sarjeta política, Moro, Aécio ou Dória. O fato de pedir para o deputado Mamãe Falei e o Kim Kataguiri para ajudar sua campanha a sair do atoleiro, carrega mais emblema de fracasso até mesmo se comparada à campanha de Dória que, apesar de estar com a máquina paulista nas mãos, caneta de governador do estado mais rico do Brasil e assessoria de marketing feita pela própria mídia, o pigmeu político não chega a 2%.

No caso de comparar Moro com o defunto político Aécio Neves, também não dá a ele um alívio qualquer, já que há muito Aécio se transformou em xepa nas redações dos jornalões, enquanto Moro teve lançamento de sua campanha estampado em garrafais em todos os grandes veículos de mídia do país.

Na verdade, como disse Mainardi, uma espécie de Alexandre Garcia de Moro, a terceira via era o próprio Moro. E hoje, o que se tem é a consciência de que a terceira não existe, com ou sem Moro.

O fato é aquele ditado de que “quem tudo quer, nada tem” cabe como uma luva nesse final trágico de uma farsa vendida de forma heroica que terminou de maneira tão humilhante, ainda mais se comparado à pontuação de Lula, sua principal vítima, quando Moro se achava o todo poderoso.

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

PF cita atuação de Bolsonaro e afirma ao STF que milícia digital usa gabinete do ódio

Delegada, que entrará em licença maternidade, indica necessidade de aprofundamento em apuração.

A delegada Denisse Ribeiro afirma em despacho ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que coletou no inquérito das milícias digitais elementos de uma ação orquestrada de bolsonaristas na difusão de desinformação e ataques às instituições, informa a Folha.

A atuação, diz a PF, seria por meio do “autodenominado gabinete do ódio”, que produz conteúdos para atacar pessoas previamente escolhidas pelo grupo.

O modelo orquestrado teria como finalidade criar e deturpar dados para “obter vantagens para o próprio grupo ideológico e auferir lucros diretos ou indiretos por canais diversos”.

O documento enviado a Moraes faz um um resumo da investigação e foi feito para informar sobre o início da licença-maternidade da delegada. Ela indica a necessidade de continuidade nas investigações e sugere um investigador substituto.

No entendimento de Denisse, há “lacunas que precisam ser preenchidas, indicadoras da necessidade de realização de novas diligências voltadas à individualização dos fatos praticados, com indicação de autores e partícipes”.

Entre as diligências estão a oitivas de pessoas, cruzamentos de dados, indiciamentos e interrogatórios, diz a delegada.

A manifestação da delegada vem na mesma semana em que Moraes autorizou que o presidente Jair Bolsonaro passe a ser investigado no inquérito por causa do vazamento da apuração sobre o hacker do Tribunal Superior Eleitoral.

Ela afirma no despacho que esse caso, assim como o da live em que Bolsonaro atacou sem provas as urnas e os apurados no inquérito das fake new, possui “correlação e revelam semelhança no modo de agir” do grupo investigado no inquérito das milícias digitais.

Segundo a delegada, o material coletado até agora na investigação aponta para “existência de eventos que, embora não caracterizem por si tipos penais específicos, demonstram a preparação e a articulação que antecedem a criação e a repercussão de notícias não lastreadas ou conhecidamente falsas a respeito de pessoas ou temas de interesse”,

“Como exemplo, entre outros, pode-se citar a questão do tratamento precoce contra a Covid-19 com emprego de hidroxicloroquina/cloroquina e azitromicina”, diz trecho do despacho.

Além desses casos, diz o relatório, há menção entre os investigados de “elaboração de dossiês contra antagonistas e dissidentes, inclusive com insinuação de utilização da estrutura de Estado para atuar investigando todos”.

Sobre um caso específico, em uma nota de rodapé do relatório, a delegada cita trechos extraídos pela PF de conversas de Otávio Fakhoury, empresário bolsonarista, e Angela Masília Lopes em que há citação de uma pessoa que era o cão farejador no PSL de São Paulo e que fazia levantamentos e dossiês.

Segundo o diálogo, cuja data não é revelada, a dupla também estaria atrás de informações sobre Sergio Moro (Podemos) e Rosângela, sua esposa, e teria comemorado o fato do delegado Alexandre Ramagem ser colocado no comando da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)”.

“Bendito dia em que puseram esse Ramagem na ABIN! Eh o jeito de fazer esse país andar. Investigar todos e pôr todo mundo na parede”, diz trecho da conversa transcrita no relatório.

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Bolsonaro diz que vai acontecer algo que vai nos salvar. O vagabundo vai trabalhar?

O sujeito está há mais de três anos na presidência da República sem produzir nada, sem trabalhar e sem agenda, só nazificando o país, liberando armas a balde, em que somente 2,3% dessas armas estão sendo fiscalizados.

Isso significa que a bandidagem barra pesada do país adorou esse lobby da indústria de armamento internacional para inundar o Brasil de armas pesadas e renovar o poderio bélico da bandidagem nativa.

Claro, sem falar da liberação pelo governo dos mais venenosos agrotóxicos proibidos no mundo civilizado.

Talvez Bolsonaro também anuncie, mesmo que sua palavra tenha validade zero, que vai dar um tempo nas suas vadiagens ricamente patrocinadas pelos cofres públicos com o seu ilimitado cartão corporativo para, além de promover molecagens, fazer campanha antecipada para ver se consegue se reeleger e ficar mais quatro anos vagabundeando às custas do povo e empurrando mais 30 milhões de brasileiros para a miséria absoluta.

Até as eleições, certamente, esse sujeito inclassificável, continuará fazendo campanha contra as vacinas para manter as estatísticas de mais 90% de não vacinados superlotando os hospitais, produzindo mais de mil mortes por dia e tentando arrastar as crianças brasileiras para o mesmo caminho.

Seja como for, o patrão de Queiroz, que se orgulha de dizer que o avô foi um soldado de Hitler, continuará criando factoides simplesmente porque não tem agenda como presidente e, muito menos propostas como candidato, já que tem que reinaugurar obras feitas por Lula porque não assentou um único tijolo em três anos de mandato em que os brasileiros viram o descontrole da inflação e os alimentos básicos sumirem de suas mesas.

Ou seja, não existe nada mais caro nesse país do que o nazifascismo.

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Nazista, eu?

Em uma postagem de 2015, no Facebook, Kim Kataguiri posa com o que ele chamou de “brinquedo novo”, uma metralhadora, uma clara propaganda pró-armamentista.

A foto é emblemática porque carrega uma simbologia, pois ataca o estatuto do desarmamento para ser desfigurado na Câmara, o que, mais tarde, com Bolsonaro, facilitou o acesso a armas pela população em geral.

Na imagem abaixo, Kim porta uma escopeta, já como deputado. Tudo, lógico, em nome da liberdade de expressão.

E o que isso quer dizer?

Kim Kataguiri sabia exatamente o que estava defendendo quando disse que a Alemanha errou em criminalizar o nazismo.

Lógico que, depois da merda feita e da repercussão negativa, correu para gravar vídeo para afirmar que “Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes” e, em menos de 24 horas, depois do que disse, agora, diz que não disse.

O fato é, enquanto em 2015 reinava o pensamento nazifascista nas ruas para dar o golpe em Dilma, muita gente não se deu conta da gravidade da imagem que o próprio postou no Facebook naquele mesmo ano, com uma legenda em que exigia que a população fosse toda armada, e com armas de guerra, em prol da defesa da intolerância pregada pelos extremistas de direita.

Esta foto em que ele segura uma escopeta, reforça o mesmo didatismo. Por isso é ingenuidade imaginar que Kim, mesmo usando adjetivos depreciativos, estaria fazendo campanha contra o nazismo, quando diz que o Brasil deveria permitir a legalização de um partido nazista.

É bom repetir, é ingenuidade imaginar que, tanto Kim Kataguiri quanto Monark, o apresentador do Flow Podcast, estavam ali em defesa tão somente da liberdade de expressão. Na verdade, defendiam a legalização do nazismo no Brasil.

E se Kim Kataguiri não for cassado, veremos uma multiplicação desse tipo de declaração pró-nazista, principalmente porque o governo Bolsonaro trabalhou três anos pela nazificação do Brasil.

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Vídeo: Prof. Judz mostra o que está por trás da suposta liberdade de expressão defendida por Kim e Monark

Como bem disse Lula, o que aconteceu em um quiosque da Barra, em que um congolês foi espancado até a morte, é uma tática é fruto de um pais governado por um fascista que sempre defendeu publicamente a violência das milícias.

No vídeo abaixo, o professor de filosofia, Judz, é bem didático no esclarecimento do projeto da extrema direita nazifascista global que está por trás da defesa de uma suposta liberdade de expressão.

Confira:

https://twitter.com/nietzsche4speed/status/1491033423880032261?s=20&t=7033EZKVvPaM6hV_UDaaIA

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Com o episódio do Monark, Kim e Adrilles, ficou claro que o nazifascismo sempre foi o projeto do bolsonarismo

Bolsonaro se fez como político com uma retórica nazifascista, disso todos sabem.

Não é sem motivos que há gente da cúpula militar que defende as ideias de Bolsonaro. Mourão mesmo, seu vice, que classificou os índios como preguiçosos, e os negros como malandros, mesmo sendo ele uma mistura clara dessas duas raças, reproduziu o que mais tarde Bolsonaro já avisaria que seria um dos seus principais projetos, senão o principal, exterminar índios e negros.

Daí as piadinhas que ele fez, ainda em campanha, dentro do clube da Hebraica, que mereceu sim repúdio de muitos judeus, mas que também foram vistas com naturalidade e até com gargalhadas pelo público que o assistia.

Pois bem, o que está acontecendo com os índios na Amazônia em prol de garimpeiros e grileiros é um verdadeiro morticínio, sem falar do uso da pandemia por Bolsonaro que levou à morte de mais de 630 mil brasileiros, entre estes, um número não contabilizado de índios.

Nunca se viu nesse país um número tão grande de chacinas e assassinatos de negros promovidos pelo Estado brasileiro. Isso deixa claro que não é por acaso, mas sim de caso pensado.

O comportamento de Bolsonaro que, por último, teve as crianças como vítimas,  nesse momento em que as estatísticas revelam que as mais de mil mortes diárias são, na grande maioria dos casos, de não vacinados, significa que a campanha negacionista de Bolsonaro teve sucesso em seu objetivo.

E mesmo com uma CPI escancarando a corrupção, por trás desse jogo macabro há uma mão invisível dentro do Estado brasileiro que impede que Bolsonaro pague por seus mais variados crimes contra a população.

Como deputado, Bolsonaro nunca aprovou qualquer projeto durante três décadas, assim como não produziu nada de bom para o país nos seus três anos na presidência. Seu objetivo e de seus filhos sempre foi o de disseminar o pensamento e práticas nazistas, sem citar o nazismo.

O que Monark, Kim Kataguiri e Adrilles Jorge fizeram foi reivindicar a oficialização do nazismo no Brasil, porque o discurso e a prática já tinham sido implantados e ganhado muitos corações.

Detalhe, tudo isso teve apoio estratégico da burguesia, sobretudo da oligarquia e da grande mídia brasileira que, agora, faz cara de espanto com a declaração dos bolsomoristas nazifascistas.

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

Vídeo: Bolsonaristas antivacina atacam Câmara de Araraquara após aprovação do passaporte da vacina

Os manifestantes se concentram em frente à câmara de vereadores no início da sessão, por volta das 15h, e permaneceram no local por duas horas. Também tentaram impedir a saída de carros do estacionamento e fizeram ameaças aos funcionários e políticos.

Sessão interrompida

A sessão chegou a ser suspensa por dez minutos e a transmissão ao vivo foi interrompida. A Polícia Militar foi chamada e os trabalhos prosseguiram.

O projeto que determina a implementação do passaporte da vacina foi aprovado por oito votos a sete. Sendo que o presidente da câmara de vereadores, Aluísio Braz (MDB), conhecido como Boi, precisou dar um voto para desempatar a votação.

A legislação aprovada prevê a exigência de apresentação de carteira ou comprovante de vacinação contra Covid-19 em locais da administração pública municipal direta ou indireta.

Confira:

*Com informações do Metrópoles

Siga-nos no Telegram

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição