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Perdeu, Bolsonaro

Bolsonaro perdeu a briga que comprou contra a vacina anti-Covid, e antevendo o incalculável desgaste, corre a atrás do prejuízo. Afora todas as ações de sabotagem à vacina Coronavac, por birra com o governador João Dória e com a China, e afora todo o descaso do ministério com a questão mais importante hoje em todo o mundo, a da vacina, ontem o general-ministro disse claramente que, se depender do governo federal, não teremos vacina tão cedo. Talvez em março. Mas hoje a conversou mudou. Pazzuelo já fala até em vacinação emergencial em dezembro ou janeiro.

Se, de fato, o ministério conseguir que a Pfizer (com quem agora começa a negociar, depois de tantos países terem ido na frente, pegando melhores preços) entregue um volume pequeno de doses, após aprovação emergencial pela Anvisa (72 horas), e se com elas começar a vacinar um pequeno grupo prioritário (por exemplo, profissionais de UTIs), Bolsonaro terá conseguido seu intento: impedir que Dória e São Paulo saiam na frente. É nisso que ele pensa, não nas vidas que podem ser salvas.

Dória pode ter exagerado na provocação ao marcar para 25 de janeiro o início da vacinação em São Paulo, embora a Coronavac ainda não tenha sido aprovada pela Anvisa. Seu cálculo político é claro, e seu protagonismo, como disse o ex-ministro Chioro em entrevista à TV247, não contribuiu para a construção de uma solução nacional e federativa. Mas, para todos os efeitos, Dória passa a ser visto como quem defendeu a ciência e a vacina, enquanto Bolsonaro fincava pé na ignorância, não exigindo de seu ministro um plano nacional de vacinação e ainda colocando a disputa com Dória acima de suas obrigações.

Ontem, passando recibo da irritação com o protagonismo do governador, o ministro lembrou que é tarefa do Ministério da Saúde (e não de qualquer estado) organizar a vacinação. Mas o que ele fez até agora? Afirmou que o Brasil disporá de 300 milhões de doses mas não disse quando, nem de onde elas virão. Não marcou data para o início porque sabe que a logística, sua especialidade, não foi preparada. Não existem agulhas nem seringas disponíveis, nem planos de transporte ou estocagem preparados.

A evidência mais clara de que o governo federal está perdido, sem plano e sem preocupação, veio na reunião de ontem entre o ministro e os governadores, em que houve até bate entre Pazzuelo e Dória. O ministro desafiou os planos de Dória, dizendo que a Coronavac ainda tem longo caminho pela frente até ser aprovada, e falou em 60 dias para a Anvisa aprovar qualquer imunizante. Isso nos levaria a março. Vale dizer, à morte de cerca de 40 mil pessoas, pelas médias móveis de hoje. Foi uma coisa chocante. Então vamos sobrar na pandemia enquanto outros países vacinam?

Tivemos em seguida uma dura cobrança do ex-presidente Lula (“não temos 60 dias para esperar), protesto de vários ex-ministros da Saúde, de governadores e autoridades sanitárias.

Nesta quarta-feira, Pazuello mudou de conversa, esquecendo completamente o que disse ontem. Afirmou que a vacinação emergencial pode começar até mesmo neste mês de dezembro ou em janeiro. Isso se a Pfizer entregar um lote de vacinas e elas forem usadas em algum grupo minoritário, após aprovação emergencial (72 horas) pela Anvisa. E que a imunização ampla pode começar em janeiro/fevereiro. Mas então por que o governo não negociou antes com Pfizer, que teve a vacina até descartada? E por que o ministro falou ontem em 60 dias, se agora admite a aprovação da vacina Pfizer em menor tempo?

Algumas coisas são certas. Uma, que o governo federal tudo fará para deflagrar uma vacinação, ainda que meio de araque, para sair na frente de Dória. Pazzuelo agora vai ter pressa.

Outra, que Congresso e Senado tentarão atropelar o governo, determinando medidas que já deveriam ter sido tomadas, como a compra imediata de uma vacina que tenha sido aprovada por uma das quatro agências previstas em nossa lei da pandemia (USA, Europa, Japão e China). O STF examina ações sobre o tema dia 17. A Câmara ensaia pendurar numa MP que pode ser votada em breve emendas enquadrando o Executivo.

Governadores também vão judicializar o caso, pedindo ao STF, como já fez Flávio Dino, autorização para implementarem seus próprios planos de imunização.

E, por fim, é mais do que certo que esta parada Bolsonaro perdeu. Com seu negacionismo na pandemia, com todos os erros que seu governo cometeu, com todo seu desrespeito pelos doentes, os mortos e os enlutados, terá um desgaste imenso, agravado com seu descaso pela vacina. Isso acho que veremos em breve.

*Tereza Cruvinel/247

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Empresa contratada pelo governo federal atua de graça para Renan Bolsonaro

Produtora recebeu neste ano ao menos R$ 1,4 milhão do governo; empresa fala em divulgação de marca, e Planalto e Renan não se manifestam.

A cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração de uma empresa de Jair Renan Bolsonaro, 22, o filho 04 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi realizada gratuitamente por uma produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal.

Somente neste ano, a empresa recebeu R$ 1,4 milhão do governo Bolsonaro.

A cerimônia de inauguração foi realizada em outubro, no camarote 311 do estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde fica a sede da empresa Bolsonaro Jr Eventos e Mídia.

A produtora Astronautas Filmes, que exibe com destaque o governo federal no portfólio de clientes de seu site, realizou a filmagem e fotografia do evento. Um vídeo com os melhores momentos da festa é exibido no Instagram do projeto de Renan.

O proprietário da Astronautas, Frederico Borges de Paiva, compareceu ao evento e aparece nas imagens, abraçando e brincando com o filho do presidente.

Em seu perfil de uma rede social, o empresário também exibe uma foto ao lado do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), um dos principais aliados do presidente.

Neste ano, a empresa de Paiva, especializada em conteúdo digital, comunicação corporativa e transmissão ao vivo, recebeu ao menos R$ 1,4 milhão do governo federal.

Os trabalhos incluem três peças produzidas para o Ministério da Saúde, a um custo de R$ 642 mil, segundo informou a pasta à Folha —dois vídeos com o tema da Covid-19 e um sobre multivacinação.

Também foram produzidos três filmes publicitários para o Ministério da Educação, negociados por R$ 729,9 mil, segundo informou a pasta à reportagem.

Os vídeos são sobre a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas e Enem Enquete e Política Nacional de Educação Especial. De acordo com o MEC, a produtora foi contratada por meio da agência de publicidade que atende o órgão, a Escala City.

A Astronautas também produziu vídeos para o Ministério do Turismo e para o programa Pátria Voluntária, coordenado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e vinculado à Casa Civil. Os órgãos não informaram os valores gastos nestas produções.

A peça produzida de graça pela Astronautas para a Bolsonaro Jr Eventos e Mídia mostra o filho do presidente na maior parte do tempo dançando e cumprimentando os convidados.

Em determinado momento, Renan faz a clássica pose do pai, simulando disparar tiros para o céu, cercado por convidados. Apenas um deles usa máscara de proteção contra a Covid-19.

Pela lei, Renan ainda não pode entrar para a política (cônjuge e parentes do presidente são inelegíveis, a não ser em caso de reeleição) e, por isso, tenta a vida como empresário.

À Folha o proprietário da Astronautas admitiu que realizou os serviços para a empresa Renan. “Trocamos por permuta pela divulgação das nossas marcas, assim como fazemos em diversos outros projetos”, disse Paiva.

Questionado, ele não informou quanto gastou com o evento do filho do presidente. A empresa também se recusou a informar à reportagem o total dos valores que a empresa recebeu do governo federal.

“Entendemos não ter qualquer obrigação de revelar a este veículo de comunicação informações de cunho administrativo e financeiro referente à relação profissional que temos com outras agências, sob qualquer formato”, afirmou o empresário.

A festa de Renan ocorreu antes do registro do negócio na Junta Comercial de Brasília, o que aconteceu em 16 de novembro. A Bolsonaro Jr Eventos e Mídia foi aberta com um capital de R$ 105 mil, “totalmente integralizado neste ato em moeda corrente do país”, e consta com Renan como único sócio.

A inauguração da empresa foi realizada junto com outro projeto, chamado MOB Fit, que pertence ao ex-personal trainer de Renan e subsecretário de Programas e Incentivos Econômicos do Distrito Federal, Allan de Lucena. ​

A Bolsonaro Jr tem como objeto a organização, promoção e criação de conteúdo publicitário para feiras, leilões, congressos, conferências e exposições comerciais e profissionais.

A empresa também propõe o fornecimento de profissionais para operar a infraestrutura dos lugares onde ocorrem os eventos, além da exploração de pedalinhos, karts e “trenzinhos recreacionais”.

A abertura da empresa de Renan foi revelada pela revista Veja. Segundo a revista, Renan solicitou ao gabinete da Presidência da República uma audiência para tratar de interesses comerciais de um de seus patrocinadores do Espírito Santo.

O pedido, de acordo com a publicação, foi encaminhado por um assessor especial de Jair Bolsonaro ao ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, que recebeu o empresário.

Empresa fala em divulgação de marca; Planalto e Renan não se manifestam

Em nota, a Astronautas disse que a empresa é constituída há quase 11 anos, “com destaque em meio corporativo privado, não sendo o foco de nosso trabalho a participação em licitações ou terceirizações de serviços”.

Sobre as imagens do empresário Paiva abraçando o filho do presidente na inauguração da Bolsonaro Jr, o dono da Astronautas respondeu que “resta claro que se trata apenas de situação em que minha marca foi divulgada”.

“Aliás, já que esta é a preocupação, recomendo verificar minhas redes sociais, pois perceberá outras figuras públicas, tão ilustres quanto e dos variados meios, já que um dos focos da empresa é a promoção da imagem”, disse.

Paiva também respondeu a um dos emails enviados dizendo que “todos os questionamentos foram atendidos e a continuidade do envio de comunicações similares será interpretada como tentativa de difamação e terão os desdobramentos cabíveis”.​​

Questionado através da Secretaria de Comunicação da Presidência, o Planalto não respondeu sobre a relação entre a produtora que prestou serviços gratuitos à empresa de Renan e os trabalhos realizados para o governo. Limitou-se a informar que “A Secretaria Especial de Comunicação Social não tem contrato com a referida empresa”.

A empresa de Renan ainda não tem site. Procurado por meio do email de cadastro da empresa na Receita Federal, “[email protected]”, ele não respondeu.

 

*Com informações da Folha

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OAB pede que STF garanta vacinas aprovadas por agências internacionais se Anvisa for omissa

Em pedido ao Supremo, organização ainda diz que Bolsonaro não pode escolher a nacionalidade do imunizante.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou no Supremo Tribunal Federal com um pedido para que o governo seja obrigado a comprar vacinas aprovadas por agências internacionais, caso a Anvisa seja omissa e não dê celeridade ao pedido de registro.

A petição lembra que pela lei 14.006/2020, a Anvisa tem 72 horas para liberar o uso emergencial de uma vacina que tenha sido aprovada por uma das quatro agências de referência: FDA(Food and Drug Administration), dos Estados Unidos; EMA (European Medicines Agency), da União Europeia; a PMDA (Pharmaceuticals and Medical Devices Agency), do Japão; e NMPA (National Medical Products Administration), da China.

O pedido ainda diz que Bolsonaro não pode, como presidente, escolher uma vacina em detrimento da outra em função de sua nacionalidade. O ex-militar tem demonstrado resistência à Coronavac, que demonstra potencial de ser aprovada antes da vacina de Oxford.

“A plena garantia do direito à vida e à saúde, nesse contexto, se dá com a possibilidade de que se oferte aos brasileiros TODAS as vacinas que já tenham atingido fases avançadas de testes e demonstrado a segurança e eficácia necessária. Não pode o governo federal eleger alguns imunizantes em detrimento de outros sem a devida motivação técnico-científica necessária à publicidade, moralidade e impessoalidade que devem permear todos os atos administrativos”, afirma a OAB.

 

*Com informações do GGN

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Vídeo: Dória e Bolsonaro se digladiam no picadeiro da vacina

Não está nada fácil conviver com essa escória política como Bolsonaro e Dória, que utilizam a vacina, vejam só, a solução para a pandemia de covid-19, que já dizimou quase 180 mil brasileiros e tantos outros milhares internados lutando pela vida, sem falar também em milhares que se salvaram, mas que carregam sequelas da doença que não os deixam levar uma vida normal. um absurdo!

Assista:

*Da redação

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Bolsonaro prova que nunca se preocupou com as pessoas, muito menos, com a economia na pandemia

A violência negacionista com que Bolsonaro enfrenta a pandemia, se já não tinha uma explicação lógica ou minimamente racional, piorou ainda mais diante dos olhos da comunidade científica, do mercado e da população.

Seu ataque ao Ministério da Saúde, ao isolamento social, ao uso de máscara sempre caracterizou que Bolsonaro que, em permanente disputa eleitoral, nunca teve como prioridade salvar a sociedade e, menos ainda, o mercado.

Agora, um novo ataque à vacina, que é uma questão crucial para a sobrevivência do povo e da própria economia, Bolsonaro está sendo duramente criticado tanto pelo povo quanto pelo mercado, porque surpreendentemente, o cavaleiro da morte se mostra absolutamente indiferente a tudo o que se refere à vida nacional.

Isso não deveria surpreender ninguém, pois Bolsonaro sempre apoiou a prática dos torturadores da ditadura, sempre defendeu os criminosos da milícia, chegando até mesmo a condecorar, mesmo preso, com a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio, o miliciano chefe do escritório do crime, Adriano da Nóbrega, morto na Bahia meses atrás.

Se Bolsonaro já era um pato manco e só permanece presidente, porque o mercado ainda sonha com os arrochos contra os trabalhadores promovidos por Guedes e com uma dose cavalar de submissão de militares, da ativa e da reserva, a mensagem que ele deixa nesse capítulo macabro no dia em que o país volta a registrar o número de óbitos diários por covid de 840  e o total de quase 180 mil mortos, Bolsonaro brinca e hostiliza brasileiros enfermos e, com isso, o genocida estrutural vai provocando uma indignação contra seu governo que só tende a intensificar daqui por diante.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: Bolsonaro dá gargalhada de deboche de brasileiros com Covid: “Estou com Covid”

Diante de apoiadores, Bolsonaro faz chacota com pessoas que apresentam sintomas da Covid-19. Vídeo foi divulgado em meio a guerra travada entre o presidente e João Doria, governador de São Paulo, em torno da vacina contra o coronavírus.

Um vídeo divulgado pelo escritor e diretor cinematográfico André Fran no Twitter nesta quarta-feira (9) mostra Jair Bolsonaro (Sem Partido) gargalhando de brasileiros que foram contaminados pelo coronavírus.

“Estou com covid”, ironiza Bolsonaro, emendando uma gargalhada. “Tinha muita gente indo para lá tomar [inaudível]. Estou com Covid”, repete Bolsonaro, diante de apoiadores, no vídeo, em que não teve a data identificada.

Bolsonaro vive em meio a uma guerra contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que anunciou o início da vacinação no estado para o dia 25 de janeiro, mas depende do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que é submetido ao Ministério da Saúde.

Nesta terça-feira (8), Doria protagonizou um bate-boca com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante reunião que seria para discutir um plano nacional de imunização, mas que não teve resultados na prática diante do impasse do governo Bolsonaro frente às vacinas.

Confira:

 

*Com informações da Forum

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A Transparência Internacional e o maná da anticorrupção

A Transparência Internacional se tornou a melhor parceira da Lava Jato para gerir multas bilionárias levantadas pela operação.

Tempos atrás, mostrei como um dos principais parceiros da Lava Jato, o empresário Josmar Verrillo, prestou serviços a um grupo asiático, envolvido até o pescoço em corrupção, contra a JBS, em uma disputa em torno de uma usina de álcool. O movimento seria seguido, tempos depois, pelo ex-juiz Sérgio Moro, aceitando parecer milionário contra um empresários israelense, também envolvido até o pescoço em denúncias de corrupção, em ação contra a Vale do Rio Doce.

Antes disso, mostramos um dos braços desse movimento, a indústria do compliance, pela qual as empresas prejudicadas pela Lava Jato eram obrigadas a contratar escritórios de advocacia internacionais, com contratos milionários, em alguns casos – como na Eletrobras – por valores muito maiores do que aqueles envolvidos em operações suspeitas.

O envolvimento da TI ficou nítido na proposta de criação da tal fundação que administraria as multas da Petrobras. Ela seria a instituição escolhida para administrar o dinheiro.

Agora, repete-se o mesmo modelo pela Lava Jato Distrito Federal, tentando destinar a multa da J&F para a mesma Transparência.

Na resposta às denúncias da mídia, a Transparência Internacional, seção Brasil, produziu o melhor levantamento sobre suas relações nebulosas com as duas Lavas Jatos.

A nota em que procurou rebater matérias de imprensa, inclui links para os acordos firmados com procuradores, atropelando as determinações legais, que obrigam que o dinheiro das multas sejam encaminhados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

O acordo foi firmado entre a J&F no bojo das operações Greenfield, Sépsis, Lava Jato e Carne Fraca.

Na distribuição das indenização, definido no documento Acordo de Leniência, o acordo destina R$ 2,3 bilhões para “projetos sociais, em áreas temáticas relacionadas em apêndice deste Acordo”.

Pode ser apenas uma profissão de fé na Lava Jato. Podem ser outras coisas. Enquanto esses fluxos de recursos não foram esclarecidos, sempre haverá desconfiança sobre possíveis operações triangulares.

 

*Com informações do GGN

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Bolsonaro coloca militares na Anvisa para para dividir com as Forças Armadas sua derrota trágica na política de vacinação

Especialistas temem o pior dos mundos.

Eles preveem que essa articulação politize o órgão e dê a Bolsonaro controle total sobre as aprovações de imunizantes contra covid-19, o que, de imediato, coloca não só a Anvisa num patamar de desmoralização como também as Forças Armadas.

É uma tática política que, de antemão, divide a responsabilidade com a tragédia anunciada pela irresponsabilidade em lidar com a vacinação da população que Bolsonaro adotou para manter o gado unido em seu curral.

Em 12 de novembro, Bolsonaro indicou o tenente-coronel reformado do Exército Jorge Luiz Kormann para assumir um dos cinco cargos de diretoria da Anvisa.

Para a população, pouco importa o fato de um militar do governo ser da ativa ou da reserva, o que se espera é que o comando da Anvisa seja operado por gente da área, por técnicos. Assim, um militar, não importa se da ativa ou não levará com ele o peso de jogar o ônus de uma política trágica para as Forças Armadas.

*Da redação

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Bolsonaro já não governa mais, sofreu impeachment cordial

Bolsonaro já não governa mais, isso seria fatal, porque, afinal, nunca de fato teve interesse em governar o país e sim governar na base da manipulação das instituições do Estado que podem alcançar, através da lei, seu clã envolvido até o pescoço com vários tipos de contravenção e corrupção.

Outro ponto que toma a preocupação de Bolsonaro é a questão do racismo em que ele gasta boa parte do seu tempo pensando como pode prejudicar os negros. O uso da Fundação Palmares para vomitar seu ódio contra os negros foi um canal possível que ele encontrou, mas certamente, gostaria de ter mais espaço para segregar e disseminar ódio contra negros e índios.

Linkado com a questão que envolvem os índios e quilombolas está também uma verdadeira obsessão pela garimpagem ilegal e a grilagem, como ele próprio confessou que herdou isso do DNA do pai.

Sobre a questão da governabilidade, Bolsonaro já havia sofrido uma desobediência generalizada dos governadores quando o STF determinou que a forma como os estados trabalhariam pela prevenção e tratamento da Covid-19, seria independente do governo federal porque chegou à conclusão de que Bolsonaro é um psicopata com impulso genocida capaz de dizimar, com o seu ódio ao humano, pelo menos 10% da população. Ele bem que tentou e, em parte, até conseguiu.

A elite brasileira, num segundo golpe, não elegeu Bolsonaro impunemente, quase 180 mil vidas já foram ceifadas por conta disso, que é um assunto que merece uma avaliação bem mais profunda, já que em dois golpes seguidos, com Temer e Bolsonaro, a elite mostrou que não há limite para seu instinto fascista.

Primeiro ela colocou um sujeito despido de qualquer caráter, como Temer, no lugar da primeira presidenta eleita do Brasil para, em seguida, dobrar a aposta na perversidade e apoiar Bolsonaro e comandar uma  frente dentro do judiciário que condenasse e prendesse Lula para impedi-lo de voltar a comandar o país, em nome dos interesses seculares de uma oligarquia que, certamente, é a mais atrasada do planeta.

O resultado está aí, o Brasil hoje, no tocante às questões centrais, tem quatro comandos diferentes, tendo a mídia como ponto central. Na economia, quem apita é o mercado. Paulo Guedes não é simplesmente um Chicago Boy do pinochetismo tardio, ele é, sobretudo, um office boy dos banqueiros e grandes rentistas que são também grandes empresários.

O Congresso é outro regulador que entra cada vez mais na seara do executivo para que prossiga com as boas e péssimas pautas para o país, independente da vontade do presidente da República.

Do lado negativo, as reformas, do positivo, o auxílio emergencial que salvou muita gente da fome, mas principalmente a economia que foi salva de um caos ainda mais avassalador.

O STF, o mais sensível aos mandos e desmandos da mídia brasileira, mostrando que tem canela de vidro diante da pressão dos telejornais da Globo, segue rigorosamente as ordens cochichadas pelos Marinho, através de seus comentaristas, jornais e também pelo seu Instituto Innovare.

Já os governadores tratam isso de uma maneira autônoma que caracteriza a própria agenda conservadora ou progressista, o que faz com que Bolsonaro perca qualquer ascensão sobre o grosso das questões que envolvem estados e municípios. E com algumas exceções como o lambe-botas, Romeu Zema, cada um age, sobretudo na pandemia, de acordo com as necessidades de seu estado.

Agora, parece que todos se uniram, governadores, STF, Congresso e mercado a partir da imunização contra a Covid-29, que já ocorre na Rússia e Reino Unido, e o anúncio de Dória de que iniciará a vacinação em 25 de janeiro de 2021 com a CoronaVac, uma parceria do Butantan com a China que acabou por expor toda a irresponsabilidade de Bolsonaro que vinha tentando fugir do compromisso de vacinar o povo brasileiro.

A reunião de Pazuello com os governadores e não dos governadores com Pazuello para tratar da vacinação do povo, mostra que Bolsonaro não comanda mais o país, mas sim é comandado por uma junta institucional que promoveu, em certa medida, o seu impeachment cordial.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: O STF votou conforme a Terceira Turma da GloboNews

Mesmo com uma decisão correta, em respeito à constituição, Fux, Fachin, Barroso, Cármen Lúcia, não votaram em respeito à constituição, mas sim à terceira turma da GloboNews.

Afinal, os ministros do STF, ao menos alguns deles agora são celebridades globais e, como tal, atendem às solicitações de quem os promove, a Globo, logicamente.

*Da redação

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