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Pesquisa

Real Time Big Data: Lula lidera com folga três cenários da pesquisa

Segundo levantamento, Lula chega ao período pré-eleitoral como favorito, com base social ampla e forte desempenho regional, sobretudo no Nordeste

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pelo instituto Real Time Big Data aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga três cenários da disputa para a Presidência da República.

No primeiro, Lula soma 39% contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL). O governador Ratinho Jr. (PSD) aparece em terceiro, com 10%, enquanto os demais ficam abaixo de 5%.

No segundo cenário, em que Eduardo Leite (PSD) substitui Ratinho Jr, o governador gaúcho aparece com 5%. Há um empate técnico entre Leite, Romeu Zema com 4% e Aldo Rebelo com 3%.

Leia também: Lula é o político com melhor imagem positiva do país, diz pesquisa

Com a entrada de Ronaldo Caiado (PSD), Lula oscila para 40% e Flávio Bolsonaro para 32%. Caiado registra 6%, ficando em empate técnico com Romeu Zema (Novo), que tem 4%.

Segundo a pesquisa, Lula chega ao período pré-eleitoral como favorito, com base social ampla e forte desempenho regional, sobretudo no Nordeste.

O presidente também tem “clara vantagem entre mulheres, eleitores mais velhos e trabalhadores de menor renda, além de liderança inequívoca nos temas econômicos e sociais mais sensíveis para a população brasileira”. Com Vermelho.


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Cultura Política

Assim na terra como no céu

É difícil a esquerda ouvir tranquilamente uma crítica sobre a falta de um projeto nacional de cultura, como se financiamento bastasse.

No Brasil, muitas vezes, o que se debate é produção cultural e, consequentemente, o financiamento público para tal.

A indústria cultural de massa, no auge de sua política hegemônica, tinha a estratégia de domínio em suas mãos, quase total da produção, da difusão e da distribuição. Essas duas últimas não são sequer citadas nos debates oficiais de cultura. É como se não existissem.

Normalmente, a cultura institucionalizada muito mais por uma visão tecnocrática, não contempla nada sobre o lúdico ou sobre a realidade do universo cultural do Brasil, proprianente dito. Como se organizam as comunidades em torno da representação cultural e muito menos quais desdobramentos em termos de identidade e soberania como formulação de um tratado nacional que contemple a realidade brasileira.

A sensação que se tem é a de uma repaginância neoliberal que acontece desde a implementação da Lei Rouanet, criada no governo Collor e estimulada, de forma ainda mais enviesada e neoliberal, no governo FHC em que se propunha a cultura como um grande negócio, expressão utilizada por Fernando Henrique em seu governo.

Quando Lula, na campanha de 2002, declara, no filme Entreatos, que tinha um encantamento por um colega de trabalho que extraia som do próprio corpo na batida do samba, ele enxergou a alma da cultura brasileira.

Sempre que leio ou ouço falar sobre política pública de cultura, lembro-me dessa fala de Lula sobre a síntese da cultura do Brasil. Ali, Lula não estipulava um olhar sobrenatural para uma visão estética ou o benefício financeiro que a cultura pode dar ao país, o assunto ali era gente, sentimento de representação coletiva que ele deixava claro que não havia como substituir por outra coisa. O que seu amigo fazia era fruto da identidade brasileira máxima com o povo e, por isso, mantinha-se forte a ponto de se traduzir essa alma em sons extraídos do próprio corpo.

Isso nada tem a ver com dados estatísticos do ponto de vista econômico, como se vê muita gente reproduzir, de forma até contraditória, Lula teve a felicidade arguta de ir direto àquilo que corre nas artérias desse país e que o capitalismo, com a hegemomia da cultura de massa, tentou inutilmente destruir.

Hoje, essa mesma indústria de massa foi convetida, junto às big techs, em ações regidas pelos algoritmos, que funciona na base do monopólio do dinheiro grosso,

É um assunto espinhoso, mais contemporâneo, impossível. Então fica a pergunta, por que os podcasts de esquerda nunca colocam esse debate na mesa?

Lula, na visita que fez a Gil e Caetano, retoma a importância de um debate estratégico da cultura brasileira na política, porque um dos maiores crimes hoje, no mundo, são praticados pelas bilionárias big techs e que viu sua censura férrea ser arrombada por um movimento político de grandes ícones da cultura brasileira, liderado por Gil e Caetano, que reuniu milhões de brasileiros por todo país numa mobilização histórica que fulminou a PEC da Bandidagem nas ruas de forma absolutamente espetacular.

Aquela hipertrofia dos algoritmos, parte do jogo financeiro, não teve qualquer chance diante de uma multidão que, em nome de uma ordem social, rebelou-se contra a guerra da chamada extrema direita no Congresso contra as leis e a própria democracia.

O Brasil precisa se reescrever a partir de sua cultura, e Lula sabe disso e, possivelmente, a sua visita a Gil e Caetano seja uma beve introdução de uma política pública moldada pelos movimentos da própria sociedade em busca de um objetico real e concreto daquilo que chamamos do fazer cultura a partir do interior de cada brasileiro.


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Brasil Mundo

Imagens sugerem que há documentos de Epstein sobre o Brasil ainda não revelados

Fotos mostram arquivos sobre o Brasil e viagens do financista com pelo menos uma menina ao país

effrey Epstein guardava um dossiê sobre o Brasil e novos documentos sugerem que pode existir um volume ainda desconhecido de fotos e informações sobre suas atividades no país.

Há uma semana, o Departamento de Justiça publicou 3 milhões de páginas de documentos, assim como 2 mil vídeos e 180 mil imagens. Trata-se do material que, durante duas décadas, foi usado como base para as investigações contra o financista.

Numa das fotos, arquivos de propriedade do americano aparecem sobre uma estante em sua residência em Little St James, a ilha onde ele organizava operações criminosas com meninas menores de idades.

E, neles, pelo menos um conta com um adesivo no qual se pode ler a palavra “Brazil”.

O mesmo fichário ainda traz nomes de outros destinos, como St. Barts — uma ilha no Caribe — ou Chateau Villete, conhecido como “Pequeno Versalhes” ao norte de Paris.

Epstein

Fotos arquivo Epstein

As fotos também sugerem que Epstein viajou com pelo menos uma das menores ao Brasil. Num dos documentos, os arquivos trazem uma espécie de fotonovela, feito à mão e contando a história de uma viagem que Epstein teria feito com uma menina, por volta de 2007.

No roteiro da viagem, uma vez mais aparece o Brasil como destino.

A garota, que tem sua identidade preservada, é quem conta a história. Fala, inicialmente, de uma “pequena menina sem noção” e que, ao encontrar Epstein, vai vivendo diferentes etapas de uma relação.

Numa das passagens, o rosto do financista é colado na página, numa referência ao Natal. Ao lado, uma frase: “eu serei o primeiro”. “Eu aprendi e cresci”, escreveu ela em outro trecho.

Nas páginas seguintes da pequena novela, ela mostra como “cuidou” de Epstein, colocando cremes em seu rosto.

“Nós viajamos”, diz outro trecho. Nesta página, onde se misturam elementos infantis como um biscoito e leite, ela cita Dubai, Praga, St. Barths e Brasil.

Epstein

Epstein

Fotos em arquivos de Epstein citam Brasil

Operação Brasil
Em recente reportagem, a BBC Brasil revelou que existiriam cerca de 4 mil menções ao país em documentos.

Os arquivos ainda apontam que ele teria uma conexão no Brasil com uma “agente”, que conseguia garotas menores de idade quando ele estava no país.

Segundo a reportagem, os documentos apontam que ao menos quatro garotas brasileiras, inclusive adolescentes, teriam sido levadas para ele em uma festa, em uma de suas casas, nos Estados Unidos.

“A BBC News Brasil mostrou, em dezembro, que uma das vítimas de Epstein disse que ao menos 50 brasileiras estiveram em sua mansão”, indicou o site.

“Há ainda conversas em emails sobre uma ideia de criar um concurso de beleza para atrair garotas jovens no Brasil e o interesse em adquirir uma revista de moda para atrair modelos”, completou.

*Leandro Demore e Jamil Chade/ICL


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Cotidiano

Piloto preso por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas

Criminoso também pagava às famílias por fotos e vídeos das vítimas

O piloto preso no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (9), suspeito da prática de pedofilia, é o líder de uma rede de exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo em entrevista coletiva nesta manhã.

“Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada Ivalda Aleixo.

Na operação desta segunda, chamada de Apertem os Cintos, também foram presas duas mulheres. Uma delas é uma avó que “vendeu” três netas para o piloto. A outra é uma mãe que também cedeu sua filha ao criminoso. Essa mãe sabia dos abusos e ainda auxiliava o homem, mandando para fotos e vídeos da menina.

“Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, revelou a delegada.

Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava diversos tipos de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às menores. Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.

Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos.

Prisão no aeroporto
Segundo a polícia, o suspeito foi preso dentro do avião no Aeroporto de Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele estaria. Devido à rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir a escala dele para a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do avião”.

O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e tem filhos de seu primeiro casamento. A atual esposa, uma psicóloga, foi até a delegacia onde está o homem e se mostrou horrorizada. Segundo a delegada Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas criminosas do marido.

A polícia continua investigando o caso e vai entrar em contato com as outras vítimas.


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Política

Nikolas Ferreira quer incitar uma guerra santa entre evangélicos e católicos

Para quem ainda não sabe, Bolsonaro já deu aval para Nikolas ser candidato a governador de Minas Gerais, porque, segundo reza a crença, vence a eleição nacional quem vence em Minas.

Seja como for, fora desse princípio apressado beirando o místicicismo eleitoral, em que uma espécie de crendice faz o estado de Minas ter a patente decisória do certame, Bolsonaro acha que a candidatura ao governo mineiro de Nikolas Ferreira, é um negócio maravilhoso.

Resultado, o negócio é fazer barulho para angariar engajamento. Dane-se se Nikolas não tem um projeto aprovado, mesmo levando uma grana dos cofres públicos como parlamentar inútil e vazio, não tendo, como nunca teve qualquer compromisso com o cargo e nem com o povo, além de seus milionários patrocinadores da Faria Lima, incluindo aqueles que não podem ser citados por motivos óbvios.

Nikolas tem farta experiência no quesito manipulação, sobretudo na questão religiosa. A coisa vem de berço. Desde pequeno, foi transformado numa espécie de Malafaia mirim, não para agradar os baixinhos como ele, mas para arrebatar peixes graúdos do ponto de vista do dízimo.

Ou seja, um toma lá, dá cá, uma pregação de resultados, nada de filosofias, humanismo ou coisa que o valha. é uma espécie de olho por olho, dente por dente, uma espécie de evangelistão neopentecostal. É troço de grosso calibre.

Nikolas não tem o menor pudor em votar sempre contra os pobres em favor dos ricos.

Esse monumento de hipocrisia, inversamente proporcional ao seu tamanho, consegue vitórias momentâneas e, como tal, tem o cérebro voltado para encabeçar, como um general, uma tropa fria com soluções estudadas e editadas para abastecer o ódio importado do bolsonarismo,

Daí sua hostilidade oficial contra o governo Lula, o STF e contra o petróleo brasileiro, melhor dizendo, o Estdo brasileiro.

Por isso sua desastrosa ação como deputado federal estabelece limites de muito claros, e é nessa combinação esquemática, onde se mistura política e religião da forma mais podre, é que Nikolas joga pedra na cruz e propõe um levante contra as forças do mal, numa suposta guerra espiritual, segundo seu próprio discurso. O mal, as trevas estão do lado dos católicos na figura dos padres para atacar e representar o figurino que está pintando.

Esse é o cálculo. É nessa mistificação e é com esse tipo de vigaristinha que toda vovó reacionária sonha casar sua netinha.

Nikolas tem sido citado de forma recorrente em vários capítulos desse país, digo, os mais cabeludos, como Banco Master, Igreja Lagoinha e seus respectivos donos, como André Valadão e Daniel Vorcaro. Soma-se a isso a fake news do Pix, protagonizada por Nikolas Ferreira que beneficiou enorme e inequivocadamente o PCC. Sem falar no primo traficante e no tio, pai do traficante, beneficiado com o orçamento secreto, via Nikolas Ferreira.

Está aí alguém que quer ser ainda pior que o Bolsonaro.

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Política

Governo Lula: De um total de R$ 10 bilhões, o Move Brasil liberou quase R$ 2 bilhões para financiar caminhões

Programa apoia troca de caminhões antigos por novos

Em evento em Guarulhos (SP), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse neste domingo (8) que o programa Move Brasil liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos para renovação da frota de caminhões no primeiro mês de vigência.

O programa busca substituir veículos antigos e retomar o ritmo de vendas, que havia recuado 9,2% em 2025. Em relação aos modelos pesados, voltados para transporte de longas distâncias, a retração foi mais acentuada, de 20,5% ante 2024.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado de caminhões iniciou o ano em retração de 34,67% (em relação a janeiro de 2024).

Para Alckmin, a queda nas vendas está relacionada à alta taxa de juro no país.

“Temos recorde de safra, com aumento de 17,9%. Também de exportação, com US$ 349 bilhões, e uma corrente de comércio de US$ 629 bilhões. Esses produtos precisam chegar a portos e aeroportos. Qual foi o problema? A taxa de juros. Normalmente, quem compra esse tipo de bem de uso duradouro financia, é difícil comprar à vista. Eu vou e financio. A taxa estava em 22%, 23% ao ano, e a resposta foi boa, cerca de R$ 1,9 bilhão neste comecinho”, destacou.

Dono de uma empresa de transportes em Santa Isabel, na região metropolitana de São Paulo, Orlando Boaventura pegou empréstimo pelo Move Brasil. A empresa, familiar, tem 30 funcionários e existe há 20 anos. Com os recursos, compraram o 29º caminhão.

“Um modelo novo gasta hoje até R$ 200 a menos em combustível em uma viagem daqui para o Rio de Janeiro, por exemplo. A gente busca a renovação de frota e essa taxa de juros é adequada, está dentro do nosso padrão. Conseguimos um bom preço e achamos que era o melhor momento para comprar”, contou. A empresa deve contratar mais cinco trabalhadores este ano.

O representante dos trabalhadores, Wellington Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou o esforço conjunto de empresas, sindicatos e do governo federal para elaboração do programa, que visa a manutenção dos empregos no setor, como a diminuição das emissões de carbono e a transição para modelos de logística mais sustentáveis.

No evento, os representantes da indústria pediram a manutenção do programa, como forma de estimular a retomada das vendas do setor, que envolve fábricas, concessionárias, indústrias de peças e outros produtos relacionados.

“Vemos uma tendência do Banco Central de pensar o início de um ciclo de redução da taxa Selic. Isso talvez compense, caso não haja perenização no programa, mas ele já tem um valor importante porque antecipa a expectativa e como a taxa de juros estará a partir do terceiro e quarto trimestres deste ano”, destacou o CEO da Scania, Christopher Polgorski, acrescentando que cada emprego mantido na produção e vendas diretas reflete na manutenção de outros seis empregos indiretos.

Alckmin informou que o programa não tem um prazo de conclusão, e que teto deve continuar em R$ 10 bilhões. “Neste momento não temos discussão de aumento do valor [do teto]. O prazo pode durar dois meses, quatro meses, seis meses, até que o recurso se esgote. Depois disso nós vamos estudar”, disse.

Move Brasil
O Move Brasil libera crédito para a compra de caminhões novos e de seminovos fabricados a partir de 2012 por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os veículos precisam atender a critérios ambientais.

No final de janeiro, o Renovação da Frota, dentro do Move Brasil, beneficiou caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas transportadoras de 532 municípios. Somente no mês passado, foram realizadas 1.152 operações, com valor médio de R$ 1,1 milhão.

No total, o programa disponibilizará R$ 10 bilhões em crédito, entre recursos do Tesouro Nacional e BNDES. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados. As taxas de juros cobradas estão em torno de 13% a 14% ao ano. Há condições melhores para quem comprovar entrega de veículos mais antigos para desmonte.

O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário. Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses.

Todas as operações são cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado.

*Agência Brasil


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Mundo

Candidato socialista vence direita radical e é eleito presidente de Portugal, indicam projeções

António José Seguro, de centro-esquerda, foi eleito presidente de Portugal neste domingo (8/2), segundo as projeções de boca de urna, batendo André Ventura, do Chega

Ex-secretário-geral do Partido Socialista (PS), de centro-esquerda, Seguro teria entre 68% a 73% dos votos, segundo a projeção da Universidade Católica feita para a emissora pública RTP.

Assim, Seguro teria vencido confortavelmente o candidato André Ventura, líder do Chega, da direita radical, que concorreu com um forte discurso anti-imigração.

Seguro é visto como uma figura centrista e moderada.

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, reconheceu a derrota logo após o anúncio das primeiras projeções, mas disse que seu partido é “o grande vencedor da direita. “Provamos que vínhamos para ser diferentes” e contra o sistema “que se uniu contra nós”.

Portugal tem um regime semipresidencialista de matriz parlamentar. Isso quer dizer que, embora o presidente seja eleito por voto direto, o poder executivo é exercido pelo primeiro-ministro, indicado após eleições legislativas e que depende de apoio mínimo no Parlamento.

Desde 2024, o primeiro-ministro de Portugal é Luís Montenegro, da coligação de centro-direita liderada pelo Partido Social Democrata (PSD).

O papel do presidente, porém, está longe de ser protocolar, já que exerce um poder moderador crucial.

O presidente pode vetar leis, devolvendo-as ao Parlamento, e tem a prerrogativa de dar posse ao primeiro-ministro. Em casos extremos, também pode dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas — medida conhecida como “bomba atômica”.

Seguro, então, pode ser decisivo para garantir a estabilidade do governo minoritário de centro-direita liderado pelo PSD — e Seguro é, afinal, o candidato melhor posicionado para ocupar o cargo.

O novo presidente foi eleito com o apoio de várias figuras políticas portuguesas moderadas, entre eles Aníbal Cavaco Silva, presidente entre 2006 e 2016 e primeiro-ministro entre 1985 e 1995.

Também o apoiaram os prefeitos de Lisboa, Carlos Moedas, e do Porto, Pedro Duarte, ambos do PSD. Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD no primeiro turno, afirmou que votaria em Seguro por seu alinhamento com a “defesa da democracia” e a “moderação política”.

A votação deste domingo ocorreu com o país em estado de “calamidade pública”, em meio a uma onda de fortes tempestades. Ventura chegou a pedir o adiamento da eleição, mas autoridades eleitorais afastaram essa possibilidade, admitindo apenas adiamentos pontuais em alguns municípios.

Segundo os primeiros resultado, o comparecimento no segundo turno foi semelhante ao do primeiro turno. Correio Brazilinse.


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Política

Governo de Tarcísio banca farra de viagens da escolta de Doria e gastos chegam a R$ 300 mil

O Governo de São Paulo destinou cerca de R$ 300 mil ao custeio de viagens realizadas por um capitão da Polícia Militar responsável pela segurança pessoal do ex-governador João Doria. As despesas envolveram passagens aéreas e diárias pagas pelo Executivo estadual após a saída de Doria do cargo, em março de 2022.

A manutenção da escolta tem amparo em um decreto assinado em 2004 pelo então governador Geraldo Alckmin. A norma garante a ex-governadores e seus familiares o direito à segurança prestada pela Casa Militar durante todo o mandato subsequente ao exercício do cargo.

Segundo dados do Portal da Transparência, desde 31 de março de 2022, data em que Doria renunciou ao governo para tentar disputar a Presidência da República, o capitão da PM Marcelo Kamada, que atuou como ajudante de ordens do ex-governador, teve R$ 290,7 mil em passagens aéreas custeadas pelo Estado de São Paulo.

Os registros indicam que as viagens acompanharam Doria a pelo menos 11 países. Entre os destinos internacionais constam Inglaterra, Estados Unidos, China, Emirados Árabes Unidos, Suíça, Panamá, Holanda, Portugal, Índia, Itália e França, alguns deles visitados mais de uma vez.

Entre as cidades visitadas com a presença do policial estão Dubai, para onde houve ao menos seis deslocamentos, além de Paris, Roma, Miami, Amsterdã, Mumbai, Nova York e Londres. De acordo com o DCM, as passagens foram emitidas em diferentes períodos, mesmo após o ex-governador deixar oficialmente o cargo.

Uma única viagem a Nova York, realizada em maio de 2023, custou cerca de R$ 17 mil aos cofres públicos em passagens de ida e volta. O deslocamento ocorreu aproximadamente um mês depois de Doria ter deixado o Palácio dos Bandeirantes.

Outro gasto registrado foi uma passagem aérea no valor de R$ 13 mil para Fort Lauderdale, na Flórida, cidade localizada a cerca de 40 quilômetros de Miami e conhecida por ser destino turístico. O custo também foi arcado pelo governo paulista.

Após a saída da vida política, João Doria retomou suas atividades empresariais no Lide, organização fundada por ele. Atualmente, o ex-governador ocupa o cargo de copresidente do conselho do grupo, que é comandado por João Doria Neto e mantém atuação internacional com eventos em diversos países.

Além das passagens internacionais, o capitão Marcelo Kamada recebeu R$ 10,4 mil em diárias para viagens dentro do Brasil. Os destinos nacionais incluem Campos do Jordão, Rio de Janeiro, Campo Grande, Brasília, Vitória, Cuiabá e Catanduva.

No caso do ex-governador Rodrigo Garcia, os dados do Portal da Transparência apontam apenas três viagens custeadas pelo Estado ao responsável por sua segurança pessoal na Casa Militar. Todas tiveram como destino São José do Rio Preto, cidade considerada base política do ex-chefe do Executivo paulista.


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Política

Para isolar Flávio Bolsonaro, Lula procura partidos do centrão e quer vice do MDB

Presidente avalia que a única possibilidade de ampliar sua chapa é atraindo MDB

O presidente Lula desencadeou uma operação política em duas frentes para tentar fortalecer sua candidatura à reeleição e isolar seu provável adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O petista tenta afastar os principais partidos do centrão da candidatura de Flávio. Além disso, em um movimento considerado mais delicado, foi receptivo à ideia de mudar o vice de sua chapa para tentar agregar o MDB à sua aliança formal — o que daria mais tempo de campanha na TV e reforçaria a mensagem de frente ampla propagada por ele na eleição de 2022.

A ordem de Lula, já assimilada pelo PT, é ampliar o máximo possível seu arco de alianças para a eleição. Articuladores petistas acreditam que a maioria do eleitorado já decidiu de qual lado ficará, e que apenas algo em torno de 10% dos votos está em disputa. Por isso, qualquer ajuda para atrair mais eleitores é valiosa.

“Temos que trabalhar, fazer alianças para ganhar as eleições. Não estamos com essa bola toda em todos os estados, tem estados que precisamos compor. A gente precisa decidir se quer ganhar ou se quer perder. Como eu quero ganhar, Edinho [Silva, presidente do PT], você vai ter que fazer as alianças”, declarou o presidente no evento de aniversário do PT neste sábado (7).

A tentativa de atrair o MDB é sensível porque envolveria tirar da chapa o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ele é próximo do chefe do governo e quer continuar no cargo no caso de reeleição. Além disso, diretórios poderosos do MDB, como os de São Paulo e do Rio Grande do Sul, devem resistir a uma aliança.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha, a cúpula emedebista está se aproximando do PSD, que tem três pré-candidatos a presidente. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 estariam afastados de Lula e 10, próximos ao governo petista.

Há o risco de Lula magoar e perder seu atual vice e a aliança ser derrotada na convenção emedebista, inviabilizando a coligação. Alckmin já disse à cúpula do PT que, se não estiver na chapa presidencial, apoiará a reeleição de Lula sem se candidatar a nada.

O presidente discutiu o assunto em dezembro com os senadores lulistas Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM). Ficou de marcar nova reunião, mas não o fez até agora.

Na quinta (5), porém, Lula disse publicamente que Alckmin tem “um papel a cumprir” na eleição em São Paulo. A frase foi entendida como um sinal de que ele quer o vice concorrendo a algum cargo e reforçando seu palanque no estado com maior eleitorado.

Emedebistas a par da articulação avaliam que a declaração foi uma espécie de “ok” para avançarem na tentativa de formar uma maioria no partido em favor da aliança. Esse grupo, porém, ainda quer que o presidente faça gestos mais fortes.

Dois dias depois, durante celebração dos 46 anos do PT neste sábado (7), em Salvador, o presidente afagou Alckmin dizendo que teve sorte com seus vices: “O Geraldo Alckmin foi uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida. É um homem extraordinário que eu respeito e admiro”. O vice esteve presente no evento.

Na reunião com os dois emedebistas, Lula disse que via no MDB a única chance de agregar um novo partido à sua aliança — que deve contar com as siglas de esquerda.

Renan disse ao petista que a única maneira de tentar levar o MDB para a coligação seria oferecendo a vice, porque isso daria um argumento forte na convenção que decidirá o caminho da sigla na eleição. As convenções partidárias serão de 20 de julho a 5 de agosto.

Há três emedebistas cotados para a vice de Lula, caso a articulação dê certo: o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

O principal destino especulado para Tebet, porém, é uma candidatura a senadora por São Paulo. Existe a possibilidade de ela mudar de partido, uma vez que o MDB paulista apoia o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Aliados de Lula no PT e no MDB, porém, ainda tentam uma solução que permita a Tebet ser candidata e apoiar a reeleição de Lula sem mudar de legenda. Tanto o presidente do PT, Edinho Silva, quanto Eduardo Braga querem conversar com o presidente do MDB, Baleia Rossi, sobre o tema.

O principal obstáculo a uma aliança entre Lula e o MDB paulista é a proximidade do prefeito de São Paulo, o emedebista Ricardo Nunes, com Tarcísio. O governador foi fundamental para a reeleição de Nunes, em 2024.

Ajuda Lula o fato de Tarcísio ter decidido ser candidato à reeleição em São Paulo. Forças políticas de direita e de centro queriam que ele disputasse o Palácio do Planalto e ficaram sem um candidato preferido.

Além da tentativa de atrair o MDB, Lula busca obter a neutralidade dos principais partidos do centrão na disputa nacional. O objetivo do petista é que essas legendas não deem apoio formal a Flávio Bolsonaro e que suas direções nacionais não dificultem sua busca por alianças com líderes locais.

Um dos principais movimentos nesse sentido, revelado pela Folha, foi reunião de Lula com o presidente do PP, Ciro Nogueira, na qual ouviu dele uma proposta de neutralidade nacional do partido. A contrapartida seria facilitar a reeleição de Nogueira como senador no Piauí.

Deputados e senadores filiados ao PP e originários de regiões onde Lula é mais popular, como o Nordeste, dão como certo que a legenda liberará seus filiados para se associar ao candidato a presidente que preferirem.

O presidente também mira líderes locais do União Brasil. Um dos estados onde esse esforço deve ser maior é o Ceará. Principal líder do PT cearense, o ministro da Educação, Camilo Santana, tenta impedir que o União Brasil apoie Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo local. Lula julga ser fundamental derrotar Ciro e reeleger o governador Elmano de Freitas (PT).

O PP anunciou a formação de uma federação partidária com o União Brasil, chamada União Progressista. As duas legendas, juntas, constituiriam a maior bancada da Câmara e seriam obrigadas a agir em conjunto na eleição nacional. Ciro Nogueira é um dos líderes dessa associação, que ainda não foi definitivamente reconhecida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Esse grupo queria apoiar Tarcísio para presidente. Sem uma candidatura de Tarcísio, a prioridade passou a ser eleger o maior número possível de congressistas, o que aumenta a possibilidade de alianças entre Lula e diretórios estaduais dessas siglas.

O presidente da República também se aproximou do presidente da Câmara, Hugo Motta. O partido de Motta, o Republicanos, também tem setores que querem disputar a eleição associados a Lula. De acordo com o ICL, o deputado tem participado das articulações do presidente da República inclusive fora de seu partido. Ele intermediou a reunião entre o petista e Ciro Nogueira.

Lula, Motta e diversos outros deputados jantaram juntos na quarta-feira (4). O chefe do governo minimizou os possíveis atritos por partidos que têm ministérios lançarem candidatos a presidente da República. O recado foi direcionado principalmente ao PSD, que tem três ministros e três pré-candidatos ao Planalto (Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Jr.).


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