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Política

Vídeo: A bolsonarice de Túlio e a burrice ostentação

A curiosa declaração de Tulio Maravilha: ataram uma brocha à calda de burro e puseram-no de traseiro voltado para uma tela.

A declaração inacreditável de Túlio, atacando as Universidades Públicas, no Brasil, apoiado pela esposa e filha, conta a história do bolsonarismo, que esmagou muito mais cérebros do que as mais de 700 mil pessoas que Bolsonaro matou por covid.

A exaltação ao quadrúpede, que esteve hospedado no Palácio da alvorada de 2019 a 2022, classificado como lenda por uma legião de discognitivos funcionais, esclarece por que o ex-craque do Botafogo resolveu gravar um vídeo contestando a qualidade de Universidades Públicas em comporação com as universidades privadas.

Esse sentimentalismo, ridiculamente ideológico, da família de Túlio, causa uma sensação não de desconhcimento, mas de burrice orgulhosa em estado puro.

Sim, o bolsonarismo produziu não só o burro orgulhoso de sua burrice, mas o burro que quer ostentar sua total falta de cognição diante do resto do país.

A fulgurante estrela do Botafogo, time do qual sou torcedor, não merece isso. O glorioso, que tem uma história equiparável apenas à do Santos de Pelé e de tantos outros craques, não merece sentir na pele tal guerra, promovida pelos bolsonaristas contra o conhecimento, a ciência e todos os feitos que as Universidades Públicas no Brasil promoveram, enriquecendo a educação brasileira, a cultura, a história e o próprio desenvolvimento.

Esse fratricídio inebriado de Túlio em que o próprio tatua na testa a prova viva de sua burrice, é uma forma de glorificar o que o animal real jamais veneraria, mas sabe como é a escola do bolsonarismo que sonha morrer burro com o maior fulgor possível para ser lembrado pelas próximas gerações como tal.


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Política

Lula cobra PT em festa: ‘Eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados’

Presidente discursou em evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores

Em um discurso com ares de discussão de relacionamento, o presidente defendeu a formação de alianças amplas e afirmou que o partido “não está com essa bola toda” em todos os estados. “Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática para gente poder governar esse país. E estamos mais sabidos, muito mais preparados”, afirmou

O presidente iniciou seu discurso relembrando a fundação do PT nos anos 1980. Relembrou as bandeiras históricas da legenda, disse que o partido não pode se igualar à direita em uma política movida pelo dinheiro.

“A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como está o mercado eleitoral nesse país, quanto custa um cabo eleitoral, quanto custa um vereador, quanto custa cada candidatura nesse país. É uma vergonha”, afirmou.

Na sequência, criticou o volume de dinheiro envolvido nas campanhas eleitorais e disse sentir saudade dos tempos em que o partido vendia camisetas para custear os comícios: “Agora é dinheiro rolando para tudo quanto é lado”.

O presidente cobrou uma autocrítica do PT por ter sido a favor das emendas impositivas, aprovadas no Congresso, e classificou o volume desses recursos como “um sequestro” das verbas do Executivo para que deputados e senadores gastem como quiserem.

“Vocês têm obrigação de não deixar que partido vá para a vala comum da política desse país”, afirmou
Também destacou que o PT precisa se fortalecer na sociedade: “É o partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física, vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar”, afirmou.

Ainda segundo Lula, o PT precisa ir para a periferia e conversar com o povo, incluindo os evangélicos, lembrando que maioria deles recebem benefícios do governo federal. Depois das cobranças, encerrou o discurso em tom otimista, afirmando que o PT só perde a eleição presidencial para si mesmo.

“A eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados para ela para ganhar em alto nível. Vamos nos preparar. Sabiam eu estou motivado para cacete porque o que está em jogo não é só ganhar as eleições, precisamos pensar em um outro projeto para esse país, para despertar corações”, afirmou.

O evento foi uma espécie de pontapé inicial para as eleições de outubro. O presidente aproveitou o ato para mobilizar a militância e indicar as diretrizes da campanha, que incluem a defesa do legado das gestões petistas, o combate a privilégios e pautas como o fim da escala 6×1. A aposta é um discurso ideológico para enfrentar a direita bolsonarista na eleição.

A Bahia foi escolhida para sediar as celebrações dos 46 anos do PT como forma de reafirmar a importância eleitoral do estado, que deu uma frente de quatro milhões de votos a Lula na disputa contra Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno em 2022.

Mais cedo, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a construção de um amplo arco de alianças será crucial para a reeleição do presidente.

“Temos que ter capacidade de fazer alianças partidárias e como a sociedade. Não podemos ter dúvidas do que é central. Nada é mais importante do que a eleição do presidente Lula”, afirmou.

Ele ainda defendeu a importância de eleger senadores comprometidos como a democracia e citou a meta de eleger ao menos um deputado do PT em cada estado brasileiro e ampliar as bancadas nos estados onde a sigla já tem representantes na Câmara dos Deputados.

Edinho também destacou a importância de resgatar bandeiras históricas como o orçamento participativo, que poderia ser uma espécie de contraponto às emendas impositivas, e disse que só o PT pode ser um partido antissistema.

“Se queremos ser um partido antissistema, temos que fazer que os ricos paguem imposto e os trabalhadores deixem de pagar. Se queremos ser um partido do antissistema, temos que defender fim da jornada 6×1 e debater uma forma de custeio para que a gente universalizar a tarifa zero”, afirmou.

Lula chegou à Bahia na sexta-feira (6) para participar de uma cerimônia de entrega de ambulâncias, de Unidade Odontológicas Móveis e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde. Pela tarde, o presidente fez uma visita ao Santuário de Santa Dulce dos Pobres, na capital baiana, segundo o ICL.

Na tarde deste sábado, o presidente e a primeira-dama Janja participam de um almoço na casa do cantor e compositor Gilberto Gil, que foi ministro da Cultura no primeiro mandato de Lula.


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Brasil Mundo

Qual será a influência de Trump na eleição presidencial do Brasil?

Pouco ou, na verdade, nada tem sido falado sobre a influência de Trump no resultado da eleição no Brasil.

Na realidade, nem esquerda, nem direita trazem à baila esse debate, mas certamente ambos os lados discutem essa questão na cúpula das campanhas.

Uma coisa é certa, isso não passará em branco. A direita não fala, mas está com Trump entalado na goela pelos elogios que teceu a Lula e sua proximidade com o presidente, que já tem um encontro marcado com ele nos EUA em março. Lula diz que terá uma conversa olho no olho com Trump.

Sem a idolatria do capitalismo americano, a direita nativa, que já não tem projeto de país, como nunca teve, não podeerá usar a administração Trump como referência de nada, já que ele desbundou Eduardo Bolsonaro, o que significa que a Casa Banca descartou qualquer menção de poio  Bolsonaro que pudesse significar para os bolsonaristas uma esperança de anistia ao genocida.

Trump, hoje considerado o político mais tóxico dos EUA, sobretudo pela perseguição nazista aos imigrantes, está levando os republicanos a uma condição que não se tem notícia na história do partido, tal as lambanças cotidianas que o grandalhão não para de produzir, a última, o racismo nu e cru em que pblicou um ataque inacreditável a Obama e sua esposa, Michelle. Sem falar no que vem sendo revelado sobre a abertura da caixa preta do caso Epstein em que Trump é praticamente um sócio dos crimes do personagem central, Jeffrey Epstein.

Lula, até então, tem mantido uma dianteira cada vez mais larga quando o assunto é Brasil e EUA, pois, como disse o New York Times, soube fazer um enfrentamento a Trump com cem por cento de êxito no caso das tarifas que, segundo o jornal amerciano, deveria servir de exmplo para outras nações mundo afora.

Pode-se afirmar que, mesmo a esquerda, no Brasil, execrando a figura de Trump e o bolsonarismo sendo execrado por Trump, nos EUA, que Lula está nadando de braçadas de vários corpos no clã Bolsonaro.

Parece contradição, mas, na verdade, é política feita com P maiúsculo pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que concede a ele o prêmio de craque do jogo.


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Política

Matou a família e foi ao cinema

Michelle sempre mostrou não ter talento político para viver como embalagem econômica de Bolsonaro. Todas as vezes em que teve oportunidade de protagonizar ou até dividir locução pública, ela se mostrou extremamente ensaiada bem ao estilo político de laboratório.

Jamais Michelle se colocou abaixo do marido, que fará dos filhos. Ao contrário, ela é bastante objetiva e ambiciosa, muitas vezes até em certames menores. Foi assim que ela, em busca de moedas no fundo do espelho d’água, mandou esvaziá-lo matando todos os peixes para recolher as moedas.

Ou seja, para a moça, não existe jogo amistoso, se necessário, provoca divididas, da mesma forma, agiu politicamente dando o drible da vaca no clã Bolsonaro, tendo a delicada preocupação de desqualificar, sobretudo, Jair Bolsonaro que, na verdade, é o proprietário dos mandatos dos filhos em qualquer instância e circunstância.

Bolsonaro fez filhos para virar políticos e aumetar a renda familiar, sendo o próprio líder máximo do seu clã.

Assim como a candidatura de Flavio é tida pelo próprio como extensão do pai, bem antes disso, Bolsonaro mandou Carluxo deslocar sua candidatura para Santa Catarina para disputar uma cadeira no Senado.

Falando objetivamente, pode-se afirmar que, quando Michelle nega apoio a Carluxo na disputa para o Senado e, numa posição ativa e altiva. anuncia seu apoio à Carol de Toni, aquela com sérios problemas cognitivos, ela provocou o embate com todo o clã, pisando na cabeça da serpente do próprio marido, proprietário do esquema e dos cargos dos filhos.

Mas como o cinismo é uma das características mais marcantes da toda pura, ela, sabendo do barulho que provocou dentro do próprio ninho, fez uma declaração de amor à ratazana, quem ela acabou de envenenar com chumbinho altamente letal aos roedores, sabendo que sua ação é extremamente tóxica e prolongada.

Mas sabe como é, teatro é teatro e cinema é cinema. Ela atua sem embaraços e pudores quando entra em ação para mover as pedras do jogo a seu modo e gosto pelo bem dos seus próprios interesses.

Portanto, não seriam decalarações fugazes, como a última que fez, dizendo que Bolsonaro salvou o Brsail, mesmo matando 700 mil brasileiros, que mudarão o estrago que ela fez na campanha de Carluxo para atingir a cabeça de Jair num estado francamente bolsonarista.

Seja como for, sua declaração negando apoio a Carluxo em favor da sua concorrente, convenhamos, Michelle deixa Bolsonaro em seu próprio campo com a brocha na mão.


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Mundo

Epstein e Bannon planejaram derrubar o Papa Francisco, revelam documentos dos EUA

Jeffrey Epstein e o ex-chefe de campanha de Donald Trump, Steve Bannon, trocaram mensagens sobre a necessidade de financiar organizações católicas como forma de se infiltrar no Vaticano com o objetivo de derrubar o papa Francisco.

A informação consta em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Em uma troca de e-mails, Bannon diz a Epstein: “Vamos derrubar Francisco”. Na mesma mensagem, acrescenta que também deveriam atacar Hillary e Bill Clinton, o presidente da China, Xi Jinping, e a União Europeia.

Diversas mensagens revelam a obsessão de Epstein pelo Vaticano e uma aliança perturbadora com Bannon para o que chamavam de “purificar” a Igreja. Epstein também demonstrava grande interesse pela política externa do Vaticano. Por isso, passou a financiar organizações beneficentes católicas por meio de sua fundação e enviou integrantes de sua equipe para eventos ligados ao Vaticano.

Em uma das conversas, Epstein incentiva a cruzada de Steve Bannon contra o papa Francisco. O aliado de Trump chegou a brincar dizendo que Epstein era agora produtor executivo de um projeto com o codinome “ITCOTV”, em referência a um livro que aborda segredos da Santa Sé.

A resposta de Epstein, que morreu na prisão em 2019, foi uma única palavra enigmática: “Pornografia”. Bannon reagiu com a frase: “Vou derrubar Francisco”. Com DCM.

As revelações destacam os vínculos de Epstein com setores católicos ultraconservadores, aos quais Bannon se aproximou, sobretudo em oposição às reformas promovidas pelo papa Francisco. O pontífice, por sua vez, fez críticas duras ao tráfico de pessoas e à exploração sexual, que classificava como “escravidão moderna” e “violação da dignidade humana”.

Esses são justamente os crimes pelos quais Epstein foi condenado: tráfico de dezenas de meninas, além de exploração e abuso sexual.

Também veio a público um vídeo de uma longa entrevista entre Bannon e Epstein, gravada em 2019, pouco antes da prisão do financista. Na gravação, os dois conversam sobre política, economia e outros temas, demonstrando uma proximidade maior do que a conhecida até então. O material reacendeu o debate sobre a rede de contatos de Epstein com figuras poderosas e nomes influentes da mídia.


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Política

Lula diz que Bolsonaro é um “cachorro louco preso” que não deve ser solto

Presidente afirma que liberar o ex-mandatário condenado colocaria a democracia em risco e defende veto à redução de penas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser frontalmente contrário à redução das penas e à liberação dos condenados pela tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022. Ao comentar o tema, Lula comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro a um “cachorro louco preso” e disse que uma eventual soltura representaria riscos concretos para a sociedade e para a democracia.

A declaração foi feita ao defender o veto ao projeto de lei da dosimetria, que previa a diminuição das penas impostas aos réus da ação penal que apurou a tentativa de golpe. Para o presidente, flexibilizar punições logo após as condenações enfraquece o sistema de Justiça e transmite uma mensagem equivocada à população.

Risco institucional e veto presidencial

Segundo Lula, a libertação de Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por liderar a trama golpista, abriria espaço para novos episódios de instabilidade. “Você acha que se você tiver um cachorro louco preso e você soltá-lo ele vai estar mais manso?”, questionou o presidente, em entrevista à TV Aratu. “Ele vai morder alguém.”

Na sequência, Lula reforçou a gravidade dos crimes atribuídos ao ex-presidente. “Esse cidadão tentou destruir a democracia brasileira, que foi condenado a 27 anos e três meses, tinha um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes”, afirmou, citando também o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O presidente argumentou que o veto ao projeto foi um ato de coerência com sua posição política e institucional. Para ele, não faria sentido permitir que uma lei reduzisse penas logo após decisões judiciais que responsabilizaram os envolvidos na tentativa de golpe.

Congresso, anistia e futuro do projeto

Lula afirmou que respeita o papel do Legislativo, mas deixou claro seu desacordo com a proposta aprovada. “Você acaba de condenar e no dia seguinte alguém aprova uma lei para liberar os caras e diminuir as penas? É problema do Congresso Nacional. Eu fiz a minha parte e o Congresso fez a dele, aprovou. Eu sei as condições em que isso foi discutido. Eu fiz o meu papel, eu vetei porque não concordo”, declarou.

O presidente acrescentou que, na sua avaliação, os condenados devem cumprir pena, ainda que o debate sobre anistia possa surgir no futuro. “Esse cidadão tem que ficar preso, mas um dia pode ter uma anistia para ele, como teve depois de 1964, quinze anos depois”, disse.

No dia 8 de janeiro, Lula vetou integralmente o projeto de lei da dosimetria, aprovado pelo Congresso em dezembro. Com a decisão presidencial, o texto retorna agora ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar o veto em votação futura. Agenda do Poder.


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Mundo

Em recado a Trump, França e Canadá abrem consulados na Groenlândia

Ação é gesto de apoio à Dinamarca, que detém o território cobiçado por Donald Trump. Franceses e canadenses querem ampliar presença no Ártico.

A França e o Canadá abriram consulados na capital da Groenlândia, Nuuk, nesta sexta-feira (6), em uma forte demonstração de apoio aos groenlandeses e à Dinamarca. O movimento ocorre em meio às crescentes tensões geopolíticas na região do Ártico.

As duas nações se opõem à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar assumir o controle do território dinamarquês semiautônomo.

Nas últimas semanas, a ilha esteve no centro das tensões geopolíticas internacionais, após Trump afirmar que o controle dos EUA sobre o território seria uma prioridade de segurança nacional.

A renovada pressão do líder americano para adquirir a Groenlândia, onde os Estados Unidos já têm seu próprio consulado, alarmou os aliados europeus e gerou um amplo debate sobre a soberania e a segurança do Ártico.

De acordo com o g1, no mês passado, Trump recuou das ameaças de tomar a Groenlândia depois de dizer que havia firmado as bases de um acordo com o chefe da Otan, Mark Rutte, para garantir maior influência dos EUA sobre o território.

Até o momento, porém, não foi esclarecido quais seriam os termos do acordo e em que pé estariam as negociações.


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Mundo Racismo

Trump publica vídeo com imagem de Obama e Michelle como macacos

Gavin Newsom — apontado como possível pré-candidato democrata à Presidência em 2028 — classificou o vídeo como “comportamento repugnante”

Opresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na quinta-feira (5), em sua rede Truth Social, um vídeo que mostra o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama com os rostos sobrepostos a corpos de macacos. A publicação provocou forte reação de líderes democratas e aliados do ex-presidente.

O vídeo, com cerca de um minuto de duração, apresenta novamente uma teoria da conspiração sobre as eleições de 2020 e, ao final, exibe por aproximadamente um segundo a montagem com os Obamas. A trilha sonora inclui a música “The Lion Sleeps Tonight”. O casal não tem relação com as alegações apresentadas na gravação.

O conteúdo retoma acusações já desmentidas de que a empresa Dominion Voting Systems teria participado de um suposto esquema para fraudar a eleição presidencial de 2020, vencida por Joe Biden. Nas primeiras horas de sexta-feira (6), a publicação acumulava milhares de curtidas na plataforma.

Postagem de Donald Trump realDonaldTrump

“Comportamento repugnante”
O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom — apontado como possível pré-candidato democrata à Presidência em 2028 — classificou o vídeo como “comportamento repugnante”.

“Comportamento repugnante do presidente. Todo republicano deve denunciar isto. Agora”, publicou a assessoria de imprensa de Newsom na rede social X.

Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Barack Obama, também criticou a postagem. Em mensagem no X, afirmou que o futuro reservará aos Obamas reconhecimento histórico, enquanto Trump será lembrado de forma negativa, diz a Forum.

 

Barack Obama foi o primeiro e até hoje único presidente negro da história dos Estados Unidos. Em 2024, ele apoiou a então candidata democrata Kamala Harris na disputa presidencial.


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Laudo da PF confirma que Bolsonaro pode continuar preso na Papudinha

Peritos avaliaram o ex-presidente e exames e concluíram que, embora tenha comorbidades que demandam cuidados, ele pode continuar no presídio

O desejo da extrema direita de aliviar a pena de Jair Bolsonaro (PL) sofreu mais um revés. Segundo laudo da Polícia Federal (PF) divulgado nesta sexta-feira (6), embora o ex-presidente tenha problemas de saúde que requerem cuidados, ele pode permanecer na Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe.

A divulgação do laudo, assinado por três médicos, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso e responsável pelo pedido de avaliação.

O documento — que teve como base um exame físico e a análise de exames laboratoriais e de imagem fornecidos pela defesa — aponta que as sete comorbidades de Bolsonaro “não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”.

Diz, apenas, ser necessária “a otimização dos tratamentos e das medidas preventivas por profissionais especializados em decorrência do risco de complicações, principalmente eventos cardiovasculares”.

O laudo afirma que Bolsonaro não tem depressão, como argumentava sua defesa, nem pneumonia aspirativa e que na entrevista com os médicos Bolsonaro “não apresentou queixas compatíveis com sentimentos de menos-valia, desesperança ou anedonia [falta de prazer]”, ainda que pudesse demonstrar abatimento, segundo o Vermelho.

A lista de comorbidades aponta para a presença de hipertensão arterial sistêmica; Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (Saos) grave; obesidade clínica; aterosclerose sistêmica; doença do refluxo gastroesofágico; queratose actínica e aderências (bridas) intra-abdominais.

Recomendações

Para lidar melhor com os atuais problemas de saúde de Bolsonaro, os peritos listaram quatro recomendações:

1.Investigação complementar, definição diagnóstica e tratamento adequado do quadro neurológico em curso. Como medidas paliativas e provisórias, até avaliação especializada, recomenda-se: instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento; instalação de campainhas de pânico/emergência adicionais e/ou outros dispositivos de monitoramento em tempo real no alojamento e acompanhamento contínuo nas áreas comuns;

2. Avaliação nutricional e prescrição dietética por profissional(is) especializado(s), direcionadas às comorbidades descritas

3. Prática regular de atividade física aeróbica e resistida, conforme tolerância clínica;

4. Tratamento fisioterápico contínuo, com ênfase em força muscular e equilíbrio postural.

 

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Brasil Mundo

Brasil rejeita proposta dos EUA em terras raras e quer evitar ser fornecedor de matéria prima

Governo Lula aposta em um pacto bilateral, considera que são os americanos que precisam de minérios e exige investimentos em processamento

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não irá aceitar a proposta dos EUA no setor de terras raras para a criação de uma reserva de mercado aos americanos. A avaliação é de que o projeto submetido nesta semana limita a autonomia do país na administração e destino dos minérios e perpetua uma assimetria no setor considerado como estratégico.

Nesta semana, o governo Trump apresentou a cerca de 50 países a ideia do lançamento de uma aliança para conter o peso da China no setor de terras raras e criar um mercado preferencial entre fornecedores e o mercado americano.

O ICL Notícias revelou com exclusividade o rascunho da proposta apresentada por Washington e que foi enviada ao Brasil.

Em resumo, a Casa Branca queria um compromisso dos governos para que as reservas no Brasil e em outros locais sejam preservadas para o consumo dos EUA.

Um segundo aspecto é a garantia de que esses países, inclusive o Brasil, não privilegiem o comércio com a China.

A Argentina aceitou, assim como outros 13 países. Mas, para o governo brasileiro, tal proposta “não faz sentido”. O que Brasília quer saber é o que os EUA têm a oferecer e insiste que “não está desesperado”.

O governo considera que é o Brasil que tem os minerais cobiçados pelos EUA e que quer evitar uma relação assimétrica na qual o país se limitaria a ser um vendedor de matéria prima.

Para o Palácio do Planalto, a aposta é que o setor de minérios será tão estratégico que os investidores vão buscar um equilíbrio para também atender às demandas do país onde estão as reservas.

Entre os pontos centrais do pacto está a criação de um sistema de controle de preços, a garantia de que barreiras não serão estabelecidas e que um acesso seja estabelecido às reservas do país que aceite o entendimento com a Casa Branca.

Segundo o pacto:

Os Participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].

Há ainda o compromisso de que haja um licenciamento acelerado das zonas de exploração:

Os Participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.

Um dos trechos ainda revela o compromisso dos governos “parceiros” em mapear suas reservas e fornecer os dados aos EUA.

“Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos”, afirma o acordo.

Opção bilateral
O governo brasileiro admite que, durante o encontro entre Lula e Trump em março na Casa Branca, o tema será colocado sobre a mesa pelos EUA. O Brasil já indicou que está disposto a dialogar. Mas desde que não seja nessas bases. O governo ainda não quer que esse tema seja usado como barganha para a retirada de tarifas contra produtos brasileiros que o Itamaraty consideram que são injustificadas.

Além disso, o Brasil quer garantias de que haja um fluxo de investimentos no país para evitar que a economia nacional seja apenas fornecedora de matéria-prima para a produção de alta tecnologia dos EUA.

Sem a possibilidade de aceitar o pacote apresentado nesta semana, o Itamaraty quer apostar num acordo bilateral.

Nesse aspecto, a ideia é a de criar uma situação na qual os americanos poderiam investir, processar e comprar os frutos do processamento. E não apenas levar os minérios e, depois, revender ao Brasil tecnologia.

O Brasil ainda quer manter seu direito de colocar barreiras para impedir a exportação de minérios.

No acordo comercial entre o Mercosul e a UE, por exemplo, o bloco sul-americano se reservou o direito de impor taxas para evitar o fluxo para fora do país, caso considere necessário e estratégico para a política industrial.

Acordo com Índia
Enquanto negocia com os EUA, o governo brasileiro costura um acordo no setor de terras raras com a Índia. O pacto pode ser assinado durante a visita do presidente Lula ao país asiático, na próxima semana.

*Jamil Chade/ICL


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