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É SioNews, mas pode chamar de GloboNews: Essa gente chama Maduro de ditador, mas chama o genocídio em Gaza de conflito 

Nesta quinta-feira, quando Lula, em entrevista concedida à Daniela Lima, do Uol, disse que A, derrotado por Dilma Roussef em 2014, iniciou uma campanha de ódio no Brasil contra ela para golpeá-la com uma guerra midiática em apoio a Aécio. Lula sintetizou a vingança e o orgulho ferido de Aécio, mas também da própria embriaguez democrática da grande mídia.

Os gritos de Aécio ecoaram nos microfones e holofotes como alguém possuído por ódio até então adormecido, imperando o próprio fratricídio político do idiota, que acreditou que tinha a faca e o queijo na mão para derrubar Dilma e assumir seu lugar na Presidência da República.

Aécio virou um pudim de cachaça diante dos olhos do Brasil. Dilma foi golpeada por uma onda machista nunca antes vista, comandada por um homem contra uma mulher, como bem disse Lula.

Na verdade, Lula, nesse trecho da conversa, tira os rótulos da direita, mais ou nreacionária, já que Aécio era vendido como centro-direita, mesmo que seu rosto explicitasse ódio fecundo de extrema direita, sem qualquer colunista da Globo, principal veículo de massa no Brasil, o corrigisse ou ao menos o indagasse se aquele era o comportamento de quem, minutos após sua derrota, tinha sangue nos olhos.

O sujeito ficou pequeno e ninguém o avisou, para que todos que o vissem gritando, esboçasse qualquer traço de comportamento democrático,

A questão é que essa direita profunda, que desenha realidades a seu bel prazer, mostra-se extremamente “ponderada” para comentar o genocídio cometido por Israel em Gaza, chamando de conflito aquela carnificina sionista de mulheres, mas sobretudo de crianças palestinas.

Esse jornalismo da província natal sempre foi o princípio, o meio e o fim da direita, qualquer direita de uma geografia política que interpreta graus de radicalidade com uma visã propositadamente enviesada para provocar vertigem na população brasileira.

Essa prática de manipulação sempre foi o principal trunfo e triunfo do sionism no mundo e tais “deuses” sempre falsificaram a verdade simbolizando a glória fétida de Israel, o mesmo Estado colonial de Israel que todo santo dia esmaga a população civil na Palestina.

A mídia age ao mesmo tempo como maçã e serpente e. ao contrário de esclarecer o genocídio,  prossegue tratando a limpeza étnica de um exército contra uma população indefesa.

O asco é tanto que em mim causa repulsa automática, que me impede de ver e ouvir comentaristas cretinos falarem coisas sobre qualquer assunto sem qualquer credibilidade.


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Política

Cadê os pela-sacos do neoliberalismo para, na tribuna do Congresso e na mídia, exaltar o grande feito de Flavio Dino?

A turma do Estado mínimo está muda, mais que isso, os que mais gritam pelo Estado mínimo, piraram com a chinelada que Flavio Dino botou na mesa para um grande debate nacional.

Na verdade, Dino fez barba, cabelo e bigode, cortou na própria carne e, de voleio, deu um tirambaço nos hipócritas do Congresso, que funcionam como cachorrinhos de madame, berrando por um Estadinho, e a gloriosa mídia, com os seus XPs da vida, adora reclamar do tamanho das despesas do Estado, jogando sempre jogar a culpa nos pobres por conta dos fundamentais programas sociais do governo Lula.

Como todos sabemos, jamais veremos a direita, qualquer que seja ela nesse país, seja na tribuna do Congresso, no judiciário, mas sobretudo na mídia, conclamar a sociedade para debater a agiotagem nacional com um dos juros reais mais altos do mundo, mas também os sonegadores de impostos, ladrões da pátria, principalmente a falange da Faria Lima/fintechs/PCC.

Particularmente, gostaria de ver a mídia, bancada por grandes instituições financeiras, assim como deputados e senadores pela-sacos dos seus patrocinadores, que defendem a ferro e fogo os interesses dos seus mecenas.

Mas claro que, dentro do trem fantasma do Congresso, com ênfase naqueles que acabaram de votsr contra o programa do governo Lula, Gás do Povo, e entre os vigaristas, os que mais se destacam, Kim Kataguiri e Nikolas Ferreira, que fazem parte da malta dos que mais odeiam o povo com o velho truque de reduzir o tamanho do Estado, gostaria de vê-los se pronunciarem na tribuna exaltando Flavio Dino pelo corte horizontal e vertical dos penduricalhos, das regalias do oba oba com os cofres públicos, mantidos com o suor do povo, que é quem paga a conta.

É hora do Sr. Armínio Fraga e o bonde de tecnocratas que o admiram, escreverem nos jornalões um pedido público para que seja erguido um busto em bronze de Flavio Dino, porque, sinceramente, o ministro do STF, com um só braço, deu um mata-leão nos piores sanguessugas do país.


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Política

STF marca para 25 de fevereiro julgamento sobre penduricalhos

Flávio Dino mandou suspender pagamentos ilegais nos Três Poderes

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos penduricalhos ilegais no Três Poderes.

Mais cedo, Dino concedeu liminar para determinar que as verbas indenizatórias sem base legal devem ser suspensas no prazo de 60 dias. A votação dos demais ministros da Corte ocorrerá durante sessão presencial.

Os chamados penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil, valor equivalente ao salário dos ministros do STF.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que há um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição. O ministro citou o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” (benefícios extras de fim de ano) como exemplos de ilegalidade.

A suspensão deve ser cumprida em todo o país e vale para o Judiciário, Executivo e Legislativo federais, estaduais e municipais.


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Política

Moraes manda governo Castro entregar imagens do massacre no RJ em até 15 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo do bolsonarista Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro, entregue, em até 15 dias, todas as imagens capturadas durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro do ano passado. A ação resultou na morte de 122 pessoas, entre elas cinco policiais.

A decisão foi proferida no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, e atende a pedidos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e de diversas organizações de direitos humanos. De acordo com o DCM, Moraes determinou que o material audiovisual seja encaminhado à Polícia Federal.

No despacho, o ministro afirmou que ainda há lacunas a serem esclarecidas. Segundo ele, “o conjunto de manifestações nos autos, com requerimentos diversos e informações, por vezes contraditórios, deixa evidente que ainda são necessários esclarecimentos complementares para a análise da ‘Operação Contenção’ e do cumprimento da decisão proferida no âmbito desta ADPF”.

Além da entrega das imagens, Moraes determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informe ao STF “o estágio atual da análise do Plano Estratégico de Reocupação Territorial apresentado pelo Estado do Rio de Janeiro em 22/12/2025”. O ministro registrou que a Defensoria Pública do estado já manifestou concordância com o plano apresentado.

A decisão também impõe obrigações ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Moraes ordenou que o órgão esclareça sua atuação em todas as fases da operação, “sobretudo, o atendimento da competência de controle externo pelo Gaeco e não pelo Gaesp”.

O Gaeco atua no combate ao crime organizado, enquanto o Gaesp atua na área de Segurança Pública. O ministro quer entender como se deu a fiscalização institucional da operação policial, diante da gravidade dos resultados registrados.

Até o momento, o governo do do Rio de Janeiro não se manifestou oficialmente sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal ou sobre o prazo estabelecido para a entrega das imagens.


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Política

Flávio Bolsonaro teria oferecido R$ 5 milhões para depoente ir contra Lula na CPMI do INSS, denuncia deputado

Deputado Rogério Correia acusa Flavio de tentar subornar testemunha

A sessão que marca a retomada da CPMI do INSS começou com tensão nesta quinta-feira (5). O deputado Rogério Correia (PT-MG) denunciou que Flávio Bolsonaro teria oferecido R$ 5 milhões para que Eli Cohen atuasse contra o governo e Lula, antecipando o clima eleitoral que deve marcar os trabalhos da comissão.

Na abertura da CPMI, Correia apresentou denúncia de que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, teria oferecido R$ 5 milhões ao advogado Eli Cohen para que ele atacasse Lula e o governo durante seu depoimento sobre desvios no INSS. Em 24 de outubro de 2025, Rogério Gilio Gomes, ex-policial, registrou documento alegando esse suposto suborno.

Em depoimento anterior, Cohen havia relatado que José Ferreira da Silva, o Frei Chico, atuava como “laranja” em fraudes no Sindnapi. A tentativa de convocar Frei Chico não avançou, e a base governista pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Cohen. Em dezembro, ele se retratou sob pressão de bolsonaristas, mas Correia indica ter novos elementos contra Flávio.

O deputado protocolou requerimento para convocar Flávio e Letícia Caetano dos Reis, administradora da Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, e quebrar seus sigilos. Segundo o documento, Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, acusado de desviar recursos de aposentados e pensionistas.

O requerimento detalha conexões financeiras suspeitas envolvendo Willer Tomaz de Souza, advogado próximo a Flávio Bolsonaro, que movimentou R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021 e manteve relação com operadores do esquema. A investigação busca identificar possíveis crimes de favorecimento, tráfico de influência e vínculos eleitorais envolvendo Flávio e Letícia. Com Forum.


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Política

Dino manda suspender pagamento de penduricalhos nos Três Poderes

Na decisão, ministro diz que há um “fenômeno da multiplicação anômala”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a suspensão do pagamento dos chamados “penduricalhos”, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil. A suspensão vale para os Três Poderes.

Pela decisão, os Três Poderes têm prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento das verbas indenizatórias sem base legal.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que há um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição. Ele cita o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” (benefícios extras de fim de ano) como exemplos de ilegalidade.

“Destaco que, seguramente, tal amplo rol de ‘indenizações’, gerando supersalários, não possui precedentes no direito brasileiro, tampouco no direito comparado, nem mesmo nos países mais ricos do planeta”, argumentou.

A suspensão deve ser cumprida em todo o país e vale para o Judiciário, Executivo e Legislativo federais e estaduais.

Império dos penduricalhos
Flávio Dino também defendeu que o Congresso aprove uma lei para deixar claro quais as verbas indenizatórias podem ser admissíveis como exceção ao teto constitucional, que é equivalente ao salário dos ministros do Supremo.

“Por este caminho, certamente será mais eficaz e rápido o fim do império dos penduricalhos, com efetiva justiça remuneratória, tão necessária para a valorização dos servidores públicos e para a eficiência e dignidade do serviço público”, ressaltou.

A suspensão dos penduricalhos foi decidida em um processo no qual Dino negou o pagamento de auxílio-alimentação retroativo a um juiz de Minas Gerais.

*Agência Brasil


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Mundo

Conversa de Epstein e ex-premiê de Israel questiona valores pagos a Tony Blair da Inglaterra

Em áudio divulgado pela Justiça dos EUA, empresário acusado de tráfico sexual e Ehud Barak especulam sobre remuneração do ex-premiê britânico e sugerem desvio de parte dos fundos

Uma gravação de áudio divulgada recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revela uma conversa entre o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein e o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak discutindo as somas “gigantescas” pagas ao ex-premiê britânico Tony Blair por seu trabalho de consultoria e questionando os “arranjos financeiros” do ex-premiê, especulando que parte do dinheiro poderia estar sendo desviada.

Epstein, com quem Blair admitiu ter se encontrado uma vez em Downing Street durante seu período como primeiro-ministro, fala favoravelmente sobre as quantias significativas pagas ao ex-líder do Reino Unido por seu trabalho, mas especula que parte do dinheiro não ia para Blair, sendo desviada para ‘outras partes’.

O áudio não fornece detalhes específicos sobre as outras partes envolvidas. O Departamento de Justiça dos EUA não confirmou quando a conversa gravada ocorreu. Reportagens da mídia sugerem que ela aconteceu no início de 2013.

Na gravação, Barak expõe o caráter mercenário da operação ao perguntar a Epstein “como ganhamos dinheiro com um contrato com um governo ou governos”.

Ele menciona “algo que ouvi de você… que Tony Blair, por exemplo, provavelmente recebe US$ 11 milhões por ano do governo do Cazaquistão apenas para dar conselhos e ajudá-los com o lobby em alguma ONG ou organização da ONU“.

“Não sei o que Tony está fazendo para ganhar dinheiro. E não sei se o dinheiro que Tony está recebendo é realmente para ele ou para outra pessoa”, diz Epstein. E continua: “Ouço falar de números gigantescos atribuídos a Tony – 5 milhões de dólares aqui, 10 milhões de dólares ali. Tony não ganha 30 milhões de dólares por ano.”

Barak respondeu: “Sim, mas ele se tornou bastante… Posso deduzir pelo estilo dos seus relógios que ele está…”. A conversa, repleta de insinuações, continua com Epstein: “Sim, mas ele ganha 10 milhões de dólares por ano”.

Barak então responde: “Provavelmente ele [fica com] o dinheiro e deixa uma parte para os outros, provavelmente alguns dos fornecedores.”

Tony Blair, uma figura controversa que liderou o Reino Unido de 1997 a 2007 e foi um dos arquitetos da catastrófica guerra do Iraque, prestou serviços de consultoria a clientes, incluindo governos, por meio de sua empresa, a Tony Blair Associates, após deixar o cargo. Atualmente está incluído por Donald Trump no ‘Conselho de Paz’ para Gaza.

Segundo informações, ele encerrou as atividades da empresa em 2016 para fundar o Instituto Tony Blair para a Mudança Global, que se descreve como uma “organização sem fins lucrativos e apartidária que ajuda governos e líderes a transformar ideias ousadas em realidade”.

O jornal britânico The Guardian noticiou que a Tony Blair Associates assinou um contrato para prestar consultoria ao governo do Cazaquistão em 2011, meses depois da controversa reeleição do ex-presidente autocrático Nursultan Nazarbayev com uma vitória esmagadora e semanas antes de as forças de segurança do mesmo governo matarem 14 pessoas durante um levante antigovernamental.

*Opera Mundi


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Mundo

Além do estigma impresso que esmaga a imagem de Trump, outras lendas norte-americanas aparecem nos arquivos do caso Epstein

A história norte-americana é repleta de lendas falsificadas, mas nunca se viu algo tão escandalosamente pesado envolvendo tantas estrelas do show business, biolionários e caciques políticos, como a que soma com as denúncias contra Trump, envolvido numa gigantesca rede depedofilia.

É assustadora a ninhada que se formou e como isso, por obra de determinadas conveniências, não aparecia no correr do tempo.

O mais interessante é ver que o grosso do eleitorado de Trump figura em primeiro lugar na cobrança do que, agora, está sendo revelado e impresso na grande mídia norte-americana, como The New York Times, Whasington Post, onde as manchetes sobre o caso Epstein dominam as chamadas.

Ou seja, não é futrica ou fake news. Isso ocorre num momento em que Trump, dia sim, dia não, no campo polítco, queima buchas provocando divisões e conflitos pesados nas ruas pela truculência com que trata os imigrantes.

A verdade é que está difícil Trump parar em pé. Hoje, nos EUA, não se vê ninguém falando bem de Trump. Pudera! Todo o tempo do seu segundo mandato, Trump, com uma gestão pálida, praticamente desenganada, em suas lambanças, jura que tenta corrigir, com cabo de machado, o que julga ser o melhor caminho para lidar com a decadência do império.

Para piorar, pesa-lhe sobre os ombros a acusação de ser parte ativa do comando de uma rede de bilionários pedófilos com nomes de celebridades mundiais, o que levou a expandir além dos EUA o escândalo criminoso de pedofilia.

É importante enfatizar que ser citado nesses arquivos não implica necessariamente em envolvimento em crimes ou irregularidades; muitos foram apenas contatos sociais, convidados para eventos ou aparecem em fotos e agendas sem evidências de participação nas atividades criminosas de Epstein.


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Mundo

Trump quer agir ‘a partir de intervenções militares’ na América Latina, avalia analista internacional

Atitude de tímido recuo de Petro após encontro com presidente dos Estados Unidos indica essa dinâmica

Na última terça-feira (3), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em suas redes sociais uma fotografia tirada ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos). O registro foi feito durante a reunião entre os dois, realizada a portas fechadas.

Menos uma expressão de cordialidade e mais uma decisão calcada em estratégia política, o gesto do colombiano é um indicativo de que “a América Latina está sequestrada pelos desejos do Trump”, conforme avalia a analista internacional Amanda Harumy.

“Nós não sabemos o que é que aconteceu mesmo nessa reunião. Sabemos a versão do Petro e a versão do Trump”, destaca Harumy ao Brasil de Fato.

“Qual a sensação que eu tenho? A sensação de que a gente está num filme norte-americano. Temos o Maduro sequestrado, que causa essa tensão na América Latina. É como se o Trump dissesse: ‘Olha, esse é o ritmo, é a partir daqui que eu vou me relacionar, a partir de intervenções militares’”.

A proximidade das eleições presidenciais na Colômbia, realizadas em maio de 2026, é um fator de pressão nas decisões de Petro, que, em diversos momentos, já se posicionou de maneira enfática contrariamente a Trump.

Neste momento, de pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela, aumenta o risco sobre a Colômbia, exigindo de Petro medidas estratégicas, ainda que contrariem seus posicionamentos político-ideológicos. “O Trump quer ter cada vez mais condições de sufocar o poder político na Venezuela. O território colombiano, as bases militares dos Estados Unidos na Colômbia, uma certa elite de extrema direita alinhada ao Trump também pode ser um dos atores que auxilie a pressionar a Venezuela”, diz a analista.

Disputa de narrativas
Um mês após o sequestro do presidente da Venezuela, Harumy alerta para a disputa de narrativas, principalmente por parte da mídia, que “não consegue explicar a complexidade” sobre a situação do país vizinho.

“Ontem [terça-feira], tiveram marchas enormes em diversas cidades, não só em Caracas, com muitas lideranças políticas que representam o que foi o chavismo e também o apoio ao governo do Maduro e da Delcy”, diz. Ela lembra que Maduro conta com apoiadores no país, que foram às ruas em sua defesa.

Nesse cenário complexo, as mensagens reducionistas podem, muitas vezes, servir à intenção dos Estados Unidos.

“O Trump quer demarcar muito que quem toma decisões na Venezuela são os Estados Unidos. Nós precisamos denunciar e estar muito atentos que o que acontece na Venezuela hoje é fruto de um sequestro, é fruto de uma política externa norte-americana que coloca de fato uma arma, um poder militar contra a presidenta [interina] Delcy e a partir de então pressiona essas aberturas políticas”, alerta a analista.

Ela chama a atenção para as nuances do atual cenário político venezuelano. “A gente não pode dizer nem que a Delcy tem total controle e poder sobre a Venezuela e nem mesmo que os Estados Unidos detém esse poder”, finaliza.


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Mundo

Mundo fica sem controle nuclear entre potências pela 1ª vez em meio século

O mundo acordou mais perigoso nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro de 2026. Expirou à meia noite o último acordo de controle de armas nucleares entre os dois grandes detentores de ogivas, os EUA e a Rússia.

O acordo Novo Start, desenhado a partir de diferentes experiências e pactos desde 1968, havia sido costurado em 2010 entre Moscou e Washington. Em 2021, ele foi extendido por mais cinco anos. Mas, agora, chegou a seu final.

Trata-se do fim de quase seis décadas de controle de armas, justamente num momento de colapso da ordem global.

“Pela primeira vez em mais de meio século, enfrentamos um mundo sem quaisquer limites vinculativos para os arsenais nucleares estratégicos dos dois Estados que detêm a esmagadora maioria do estoque global de armas nucleares”, disse António Guterres, secretário-geral da ONU. “Trata-se de um momento muito grave”, alertou.

O tratado limitou os arsenais de armas nucleares estratégicas implantados pelos EUA e pela Rússia, aquelas que têm “alcance intercontinental”, ou seja, que podem ser lançadas da Europa e detonadas nos Estados Unidos e vice-versa.

Pelo acordo, ficou estabelecido um limite aos EUAe a Rússia a 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas em 700 sistemas de lançamento nuclear implantados (aviões, mísseis balísticos intercontinentais e mísseis lançados por submarinos). Também ficou estabelecido um teto de 800 lançadores nucleares implantados e não implantados desses mísseis e aviões que podem lançar armas nucleares.

O tratado, acima de tudo, exigia inspeções regulares e troca de dados semestral entre os dois países.

Em setembro do ano passado, Moscou chegou a sugerir que o tratado fosse extendido por um ano, dando tempo para que os governos negociassem um pacto maior. Uma proposta foi colocada sobre a mesa. Mas a Casa Branca jamais respondeu.

Em janeiro deste ano, Trump passou a pedir o envolvimento da China num novo pacto. Pequim, hoje, é o país que mais investe em novas ogivas, ainda que seu arsenal seja apenas uma fração do que russos e americanos possuem.

A morte do tratado, de fato, foi precedida por diversas crises. Com a guerra na Ucrânia, a Casa Branca acusou o Kremlin de descumprir. Em 2023, foi a vez do presidente russo, Vladimir Putin, declarar que a Rússia suspenderia o cumprimento do tratado, rejeitando inspeções e troca de dados com os EUA.

Para diplomatas, sem um acordo de controle, o risco é de que a tentação ao uso de armas nucleares ou suas ameaças aumentem. Especialistas também temem uma nova corrida armamentista nuclear e, no atual cenário de extrema insegurança internacional, a falta de um acordo amplia a tensão e a desconfiança entre as potências.

Ainda está em vigor o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, dos anos 60. Mas o Start era o último que determinava com detalhes o controle de ogivas.

Todos os demais acertos que existiam ao longo de décadas também foram desmontados ou abandonados, incluindo tratados que limitavam sistemas de defesa antimíssil, forças de alcance intermediário e direitos mútuos de sobrevoo.

“Este é um novo momento, uma nova realidade”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov. Dmitry Medvedev, que assinou o Novo START quando era presidente da Rússia, disse que a expiração do tratado deveria “alarmar a todos”. O colapso também foi lamentado por Barack Obama. Nas redes sociais ele disse que o vencimento do tratado “poderia desencadear outra corrida armamentista que tornaria o mundo menos seguro”.

Sem controles e sob alta tensão, a realidade geopolítica hoje desmonta a tese usada por anos de que bombas nucleares eram necessárias como arma de dissuasão e que, portanto, o mundo ficava mais estável com sua existência.

Hoje, o suposto efeito estabilizador não passa de uma ilusão.

*Jamil Chade/ICL

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