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PF investiga: mesma teia de ‘influenciadores’ serviu a Vorcaro, Tarcísio, Nikolas e Flávio

No inquérito já aberto, Polícia Federal apura elo entre as ‘bets’ VaiDeBet, de Gustavo Lima, e 7GamesBet, de empresário ligado a Ciro Nogueira, e pagamento de mídia do esquema

A agência Qualimedia Digital Inteligence, uma espécie de pequena-gigante empresa de planejamento estratégico e marketing digital que tem em seu portfólio de clientes o portal UOL, o metrô de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna, está na base da pirâmide de pessoas físicas e jurídicas que desde esta quarta-feira (28) são formalmente investigadas pela Polícia Federal por disseminarem mentiras nas redes sociais a partir de perfis de “influenciadores digitais” e de sites de caráter tóxico.

Um relatório preliminar de investigação, usado como base da PF para abrir o procedimento oficial, mostra que a Qualimedia (que surge nos papéis prévios em nome dos empresários Beni Marcus Biston e Kleber Rodrigues) é sócia da agência Eleven. Dedicada à administração de perfis e carreiras de influenciadores digitais, a Eleven subcontrata ou administra os perfis @alfinetei, @futrikei, @garotxsdoblog, @otariano e os sites “Bacci Notícias”, de Luiz Bacci, Portal Babados, Lugar da Fama e Planeta Jovem.

Num dos fluxogramas desenhados pelos investigadores fica claro que nos dias 28 e 29 de dezembro de 2025 esses perfis de redes sociais e sites da chamada “esgotosfera” da internet engajaram-se no chamado “Projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro) e postaram insistentemente críticas à “velocidade da liquidação” do Banco Master, à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban, que elogiou e apoiou a ação do Banco Central), ataques ao diretor de normas do BC, Renato Gomes, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além de acusações ao banqueiro André Esteves (BTG) como sendo um “idealizador” da liquidação do ex-banco de Daniel Vorcaro.

Teia de intrigas contra BC e elogios à extrema direita
Todas as denominações virtuais enredadas na teia tecida pelos investigadores da PF têm mais de 70 milhões de seguidores somados no país. Entre os meses de novembro de 2025 e janeiro de 2026, publicaram postagens elogiosas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, referentes à redução do valor do IPVA, a obras do Rodoanel, a ações de segurança pública e denotando “firmeza” dele na cobrança à multinacional italiana Enel, culpando-a pelos apagões na capital paulista.

Segundo as investigações preliminares que agora serão aprofundadas, os perfis também foram usados para turbinar críticas do deputado Nikolas Ferreira à Caixa Econômica Federal em razão do atraso do sorteio da “Mega da Virada”, no dia 31 de dezembro do ano passado, e ainda para anunciar e cobrir a “caminhada da insensatez” do parlamentar, em janeiro deste ano, entre Paracatu (MG) e Brasília (DF) a fim de clamar por “liberdade” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (sentenciado a 27 anos e 4 meses de cadeia por tentativa de golpe de Estado). No mesmo período, a fauna de influenciadores contida nesse mesmo zoológico virtual foi usada espalhar informações a favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.

Entre os vários serviços que oferece ao mercado digital, a Qualimedia é usada como chanceladora da audiência de portais e de páginas da internet na relação comercial com governos dos três níveis – federal, estaduais e municipais – e suas respectivas agências de publicidade licitadas para o atendimento. As auditorias de audiência da Qualimedia determinam o volume de recursos a ser recebido pelos veículos em cada campanha pública que ela designada a atuar como “AdTracker”. Muitas das agências que trabalham com o atual governo federal utilizam ou já utilizaram serviços da Qualimedia. Há um disclaimer no rol de informações advertindo que o relatório foi elaborado a partir de “OSINT – Open Source Intelligence”, ou seja, pesquisa em fontes abertas, e que “os achados apresentados… não devem ser entendidos como afirmações definitivas”.

Saiba quem eram os trens-pagadores
Associados à Eleven surgem nos papéis prévios os nomes de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-deputado federal pelo PT de São Paulo, e do filho dele, Lucas Sanchez. O filho de Andrés Sanchez, por sua vez, surge no dossiê associado a Felipe Filipelli, publicitário dono da agência Banca Digital e filho do ex-vice-governador do Distrital Tadeu Filipelli (MDB). A Banca Digital contratou a empresa Lorena Magazine, responsável por bancar financeiramente publicações elogiosas a supostas ações de Tarcísio de Freitas no Rodoanel naquela miríade de @s descritas no início desta reportagem.

O capítulo financeiro será destaque nos procedimentos investigatórios da Polícia Federal. Nos levantamentos feitos anteriormente à instauração do inquérito e que balizam as ações, os nomes dos empresários mineiros Flávio Carneiro e Antônio Carlos Freixo protagonizam alentados parágrafos. Carneiro é dono de 100% do site PlatôBR e de 49% do Brazil Journal. Nos registros de posse da PF ele aparece como tendo admitido possuir 60% das ações do site de fofocas “Leo Dias”.

No ano passado, Carneiro e Freixo Júnior montaram uma Sociedade Para Fins Específicos chamado “FOONE” que, segundo os organizadores do dossiê, tinha participação oculta de Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, por meio do Duke Fundo de Investimento em Participações e Multiestratégia. A Sociedade Para Fins Específicos unia as empresas de mídia de Carneiro à operação digital da Istoé e ao portal Infomoney, de Freixo, além do site de Leo Dias, num único “conglomerado” de mídia digital. O objetivo era partilhar captações publicitárias públicas e privadas em conjunto e partilhar os lucros. “Não deu certo. Foi um projeto que deu errado. Desfizemos essa sociedade ainda em 2025”, admitiu Flávio Carneiro ao ICL Notícias há duas semanas.

Vorcaro pode voltar para a cadeia
Caso o aprofundamento das investigações da Polícia Federal leve ao estabelecimento de conexão financeira entre Vorcaro, o fundo Duke, a FOONE e o pagamento das postagens derrogatórias ao Banco Central, ao seu diretor Renato Gomes e ao ministro Alexandre de Moraes, o ex-controlador do Master voltará ao regime de prisão preventiva em regime fechado por obstrução de Justiça. Criar obstáculos a uma investigação ou atrapalhar a atuação judicial com disseminação de mentiras e aleivosias, por exemplo, é crime inafiançável e sem possibilidade de relaxamento de medidas cautelares.

No material com o qual a PF trabalha há mapas gráficos determinando o “ecossistema digital de influenciadores”. Nele, lê-se que “foram identificadas contas relacionadas a pelo menos cinco agências de marketing e três empresas de aposta on line” responsáveis por viabilizar o pagamento das postagens que enaltecem Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira enquanto detratam o BC, Moraes e Gomes e tentam criar burburinho e confusão em torno da compreensão pública do fato “liquidação do Banco Master”.

As cinco agências de marketing digital referenciadas são MiThi, relacionada diretamente ao publicitário brasiliense Thiago Miranda, Portal GroupBR, Agência Grupo Farol, Deu Buzz e Mynd8. Todas estão sob investigação. Entre as ‘bets’, surgem destacadas a 7GamesBet, administrada por um operador de Goiás chamado Fernando Oliveira Lima. Este operador está referenciado nos textos de posse da PF e do BC como sendo alguém “estreitamente ligado” ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e ao cantor sertanejo Gusttavo Lima. O cantor, por sua vez, é associado nos levantamentos prévios da Polícia Federal como sendo controlador da VaiDeBet, outra das empresas do ramo de “jogos de azar” eletrônicos que teriam viabilizado recursos para pagar as postagens. Por fim, a terceira ‘bet’ do sistema é a ZeroUm.Bet cujos administradores parecem ser meros testas-de-ferro na visão dos investigadores.

*Luis Costa Pinto/ICL


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Brasil Economia

Indústria de máquinas agrícolas do Brasil aumenta vendas em 7,4% para R$ 66,75 bilhões

Segundo a Abimaq, o faturamento com as vendas no mercado interno também aumentou

(Reuters) – A receita líquida total do setor de máquinas e implementos agrícolas no Brasil alcançou R$66,75 bilhões em 2025, alta de 7,4% sobre 2024, com produtores embalados por safras recordes de soja e milho, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados nesta quarta-feira (28).

O faturamento com as vendas no mercado interno, que responde pela maior parte da receita, somou R$ 57,6 bilhões em 2025, aumento de 6,7% sobre 2024.

“Depois de dois anos de queda, teve crescimento interessante… Viemos de um quadro climático e preços ruins, o que impactou negativamente os investimentos… (mas) o ano de 2025 foi de clima bastante favorável, com crescimento de safra, e viabilizou ganhos de investimentos”, afirmou a diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Cristina Zanella, a jornalistas.

Para 2026, ela prevê que o setor seguirá crescendo, mas em menor intensidade, com expectativa de avanço de mais de 3% na receita.

Em 2025, as exportações da indústria de máquinas agrícolas avançaram 12,2% no ano, totalizando US$1,63 bilhão.

As vendas totais de tratores e colheitadeiras pelo setor no país no ano passado somaram 61.064 unidades, crescimento de 14,1% ante 2024, mesmo com a desaceleração observada em dezembro, quando as vendas caíram 15,6% em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando 4.098 máquinas.

Tratores responderam pela maior parte do volume. As vendas no mercado interno atingiram 52.124 unidades em 2025, expansão de 16,5% ante 2024, apesar da queda de 18,1% na comparação de dezembro contra o mesmo mês do ano anterior.

No caso das colheitadeiras, as vendas internas cresceram 5,2% no ano, para 3.410 unidades, embora dezembro tenha registrado queda de 13,7% sobre o mesmo mês de 2024.


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Política

Tarcísio amarela e vai à Brasília pedir a bênção ao papudo para concorrer à reeleição ao governo de São Paulo

Mais uma vez Tarcísio confirma o que todos já sabem, ele é fraco politicamente e acaba por desmentir a mídia e a Faria Lima, que teria estrela suficiente para enfrentar Lula na disputa presidencial.

Bastou Bolsonaro pintar a paisagem de um de sues filhos como candidato para Tarcísio passar vergonha e achar que acertaria mais se mudasse o rumo da prosa, deixando de lado a ambição de ser presidente, vivendo na sombra de Bolsonaro para seguir na mesma sombra na disputa pela reeleição ao governo de São Paulo.

O nome disso não é receio, é certeza de que a sua candidatura sem a mão de Bolsonaro na cabeça, seria uma tragédia que, numa só machadada, lhe tiraria a possibilidade de tentar a presidência e a própria reeleição. Preferiu fazer o que está mais desembaraçado, administrando a tentativa à reeleição, mesmo tendo sido um governador absolutamente inútil, assim como foi ministro de Bolsonaro, mas que a língua da Faria Lima, fintechs e PCC.

Isso, junto com outros muquiranas como Zema, Caiado, Ratinho Junior, mostra que a diretia de fato não tem candidato. Mesmo o Flavio, com o apoio do pai e do rsto do clã, está arrastando uma bola de ferro amarrada no pé para seguir viagem, pois não tem o apoio efetivo do centrão, dos evangélicos, de Michelle, da Faria Lima e o notório corpo mole de Valdemar, proprietário do PL

Há uma série de lacunas para que tal sonho se realize. Flavio, além de fraco emocionalmente, como se viu no debate para a prefeitura do Rio de Janeiro, em 2016, em que, ao vivo e a cores, cagou-se inteiro e desmaiou, é nulo intelectual e políticamente, ou seja, nenhuma surpresa rumo à caça fda cadeira presidencial.

Já Tarcísio, escanteado e desprezado pelo clã, teve que retirar seu quadro de vulto da direita brejeira e jogar no lixo a ilusão de que poderia ser candidato usando a cacunda de Bolsonaro como atestado de estupidez bolsonarista.


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Saúde

Anvisa aprova cultivo de cannabis medicinal no Brasil; veja o que muda

Decisão também prevê mudanças sobre venda em farmácias e amplia formas de uso de medicamentos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (28), o cultivo de cannabis para fins medicinais e de pesquisa no país. A decisão foi aprovada de forma unânime e atendeu a um pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou que a Anvisa regulamentasse o cultivo da planta, desde que exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

Com a nova regra, a Cannabis sativa poderá ser cultivada por empresas, universidades e associações de pacientes para o uso em medicamentos. Até então, o Brasil não permitia o cultivo, o que fazia com que as empresas importassem a planta ou seus extratos.

A decisão prevê que será permitido o cultivo do cânhamo industrial com uma variação da Cannabis sativa com teor de tetrahidrocanabinol (THC), o principal componente psicoativo da planta, inferior a 0,3%. Essa concentração não causa efeitos psicotrópicos, mas ao mesmo tempo possui alto teor de canabidiol (CBD), substância terapêutica utilizada em medicamentos. Entre os distúrbios tratados com o canabidiol, estão ansiedade, dor crônica, epilepsia, distúrbios do sono, Parkinson, Alzheimer e outras condições neurológicas.

De acordo com a nova regra, a produção de cannabis será limitada de acordo com a demanda farmacêutica e estará sujeita a justificativas apresentadas pelas empresas responsáveis.

A Anvisa também impôs regras para o cultivo de cannabis com THC acima de 0,3%. Nesse caso, o cultivo será exclusivamente para fins de pesquisa e para ambientes regulatórios experimentais autorizados pelo órgão.

Abaixo, entenda o que muda com as novas decisões da Anvisa

Venda em farmácias
Com as novas regras, a Anvisa passa a permitir a venda de canabidiol em farmácias de manipulação. O diretor do órgão, Thiago Campos, ressaltou que o avanço representa uma alternativa “relevante” de acesso para associações de pacientes.

Expansão das formas de uso
Antes, fármacos contendo cannabis só podiam ser registrados nos formatos oral e inalatório. Com a nova regra, também estão permitidos medicamentos via bucal, sublingual e dermatológica.

Ampliação do acesso
Outra mudança se refere ao público que poderá utilizar os medicamentos à base da canabidiol. Atualmente, somente pacientes em cuidados paliativos ou com condições clínicas irreversíveis ou terminais podem fazer uso da substância. Com a nova decisão, pacientes com doenças debilitantes graves também poderão usar os medicamentos.

Produção em centros e projetos de pesquisa
As novas regras da Anvisa também ampliaram os locais de produção e estudo sobre a cannabis. A partir da decisão, instituições de ensino e pesquisa reconhecidas pelo MEC, ICTs públicos, indústrias farmacêuticas e Órgãos de Defesa do Estado também poderão realizar pesquisas sobre a substância.

Nesses casos, no entanto, não está permitida a comercialização ou doação para pacientes.

A expectativa com as novas decisões da Anvisa é que o país avance não só na produção da substância, mas principalmente no tratamento de doenças e distúrbios tratados a partir da cannabis.


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Mundo

Vídeo: Lula, no Panamá, critica ações neocoloniais na América Latina

Presidednte discursou na abertura do Fórum Econômico América Latina-Caribe

O presidente Lula discursou na abertura de fórum econômico América Latina-Caribe, no Panamá. Lula propôs “regionalismo possível”, acima de divergências, condenou ações intervencionistas e lembrou do ex-presidente Franklin Roosevelt como exemplo de política de integração dos Estados Unidos com a América Latina.

Lula condena ações neocoloniais e defende união da América Latina acima de divergências

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, nesta quarta-feira (28/1), na cidade do Panamá. Em seu discurso, Lula afirmou que a região precisa se unir, superando divergências políticas, para formar um bloco capaz de fazer frente aos desafios do quadro internacional contemporâneo, em que ameaças intervencionistas e o uso da força bélica são ameaças reais.

A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém. Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, afirmou Lula, sob aplausos.

O presidente Lula condenou ações de intervenção na América Latina e no Caribe, sem citar diretamente os episódios de invasão da Venezuela pelos Estados Unidos ou o desejo já manifestado pelo governo estadunidense de controlar o Canal do Panamá.

lula-no-panama-critica-acoes-neocoloniais-na-america-latina-tvt-news

“A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério que é de todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos”, disse o presidente.

Em seguida, Lula elogiou o retrospecto dos mandatos de Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), ex-presidente dos Estados Unidos. Em seu discurso, pareceu sugerir aos Estados Unidos uma nova forma de condução da política externa e nas relações com a América Latina e Caribe. Há previsão de encontro entre Lula e Donald Trump no início de março.

“O presidente Franklin Roosevelt implementou uma política de boa vizinhança que tinha como objetivo substituir a intervenção militar pela diplomacia em sua política externa para a América Latina e Caribe. Roosevelt também defendia que deveríamos erigir um mundo com base no que chamou de quatro liberdades fundamentais para a defesa da democracia e dos direitos humanos”.

Em discurso, Lula destaca quatro liberdades fundamentais
“Primeiro: liberdade de expressão, em que todos possam expressar suas opiniões livremente, sem manipulação de dados e informações, como vemos hoje nas redes digitais. Liberdade de culto: em que cada um possa professar a sua fé sem ser perseguido. Liberdade contra as privações: em que todos tenham direito a uma vida digna, incluindo acesso a alimentação, moradia e trabalho. E liberdade contra o medo: em que o desarmamento limitaria o recurso ao uso da força e agressões entre as nações.”

Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado”, afirmou, sob aplausos.

Veja o discurso do presidente Lula no Panamá

https://youtu.be/KbqawfrnhIs

TVTNews


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Política

Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro desagrega direita, mercado e evangélicos

Líderes da direita no Congresso já tratam como provável a pulverização de candidatos do campo na disputa eleitoral contra Lula

A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República desagrega a direita que apostava no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o único adversário do campo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral deste ano.

Sem o governador no páreo, líderes da direita no Congresso já tratam como provável a pulverização de candidatos do campo na disputa eleitoral contra Lula, ou seja, uma clara resistência ao projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro em lançar o filho 01 para manter o espólio eleitoral na família.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira (17) que se encontra de saída do União Brasil para disputar a sucessão de Lula: “Eu já informei o presidente do partido, o [Antônio] Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”.

Depois de lançada a pré-candidatura de Flávio, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que irá manter a sua candidatura “até o final”. “O que eu posso dizer é que eu levarei a minha pré-candidatura até o final, isso vai contribuir e muito para nós elevarmos o debate”, disse.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi outro a jogar um balde de água fria no projeto do ex-presidente, segundo o Vermelho.

“O PSD tem uma posição muito clara. Todos sabem que se o governador Tarcísio for candidato, o PSD irá apoiar. Caso o governador não seja candidato, nós temos dois pré-candidatos no partido, dois excelentes governadores, o governador do Paraná, que é o Ratinho, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite”, disse Kassab à CNN.

O pré-candidato do PL ainda enfrenta dificuldade em viabilizar palanques eleitorais no Nordeste.

Faria Lima

No mercado financeiro o projeto do filho 01 de Bolsonaro também enfrenta resistência. Economistas da Faria Lima disseram ao site Metrópoles que nem “mesmo a indicação de Paulo Guedes para liderar o plano econômico da pré-campanha presidencial de Flávio daria viabilidade política à intenção do senador em concorrer à Presidência da República em 2026”.

“Ele pode ter melhores intenções, mas se ele não ganhar, não adianta nada. Então, o mercado vai observar a viabilidade da candidatura. O que está em jogo agora não é essa questão do programa dele, quem é que vai estar junto dele. Isso é o segundo problema”, afirma o economista-chefe de uma gestora de investimentos, em conversa reservada com o site.

Evangélicos

O pastor evangélico Silas Malafaia, fiel aliado de Bolsonaro, também manifestou desacordo com a candidatura do filho do ex-presidente. Para ele, o senador não possui “musculatura” para enfrentar Lula.

“A questão não é ter a competência para ser presidente da república, a questão é quem pode vencer essa corja que está destruindo o país. (…) Eu não tenho nada pessoal contra o Flávio, eu sou amigo deles, mas eu aprendi que a verdade tem que ser absoluta. Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar Lula”, disse em entrevista ao SBT.


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Política

O que mais encanta os bolsonaristas é a falta de escrúpulos de Bolsonaro

O bolsonarismo em si é uma vertigem que não sabe o que quer, sabe bem o que não quer e o racismo é o ponto central que move uma corrente de ódio que inclui, homofobia, preconceito com as religiões de matriz africana, com pobres, antipetismo, anticomunismo, misoginia, e por aí vai.

É um complexo colonialista, uma visão de mundo de submissão, a lei do mais forte que, inapelavelmente, curva-se àqueles que têm poder de fato.

Bolsonaro é um saco de gatos e, como tal, fez sua imagem numa colcha de retalhos que, além de todas essas mazelas, das mais variadas formas, que os bolsonaristas carregam, a tortura, a ditadura, o roubo do erário nas mais variadas escalas, mas sobretudo o comportamento inescrupuloso como ser desumano é o que mais atrai e o populariza nessa parcela da sociedade, que tem sempre um olhar mais objetivo para a barbárie do que para a civilidade.

Quando se olha o todo desse troço mal-ajambrado chamado bolsonarismo, a sensação que se tem é a de que todas essas chagas morais têm sua origem no psique. São pessoas amarguradas, muitas vezes escanteadas ou esquecidas pelos seus, que produzem frustrações existenciais e que não interagem sequer com o meio social, com a mesma formação, renda, habitação, que têm padrão de vida comum.

É essa gente que se encanta com a total falta de escrúpulos de Bolsonaro, que não respeita nada e ninguém, além de seus próprios interesses mesquinhos, porque é totalmente desprovido de capacidade intelectual.

Por isso Bolsonaro não aceita regras comuns de sociabilização ou mesmo leis, hierarquias, mas sobretudo, a constitucionalidade, zero traço de cidadania. Esse é o conto em que essa gente marca encontro e que se autointitula bolsonarista.

Gente que não tem qualquer relação com o país, nem geográfica, cultural, mas principalmente racial.

Isso, em um país de maioria negra e uma gigantesca parcela mestiça, o choque é inevitável, o que, ao contrário do que muitos dizem, não divide o Brasil. Essa parcela reacionária chega, no máximo, a 15% da população, ela se forma num combo das mesmas mazelas de Bolsonaro e faz ligação direta entre mito e devotos.

Isso não morrerá tão cedo, porque existe no Brasil mesmo antes de Bolsonaro nascer, é uma xepa civilizatória, herdeira do colonialismo mais rudimentar, mais provinciano, antinacional que muitas vezes entende conhecimento como forma de promoção social, sobretudo associado a uma determinada profissão, mas absolutamente descolada do próprio ser.

É desse filão de aspectos de pouca ou nenhuma luz, sem qualquer palavra que remeta a uma filosofia de comunhão cultural, social e humanitária, é que habita essa cognição deformada da vida onde vivem esses reacionários que, nos tempos atuais, são classificados pelos próprios como bolsonaristas, mas que, na realidade, são a banda podre da sociedade brasileira.


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Política

Na cruzada pró-Tarcísio para a presidência, mídia sonega os milhões que Vorcaro casou na campanha de 2022 do pupilo

A mídia está carregando a mão quando o assunto é Banco Master, levantando a mão contra Toffoli, Lewandowski, unindo “descobertas” e utilizando a máquina publicitária, uma equação que desaparece com as relações de Tarcísio com Vorcaro, suas doações, assim como a de uma líder do PCC.

Ou seja, é uma falta de vergonha generalizada que qualquer ser pensante, saca que a fé dos apóstolos tarcisitas é interesseira. Por isso prima por sonegar o todo envolvendo Vorcaro e o Banco Master para produzir um caminho de flores para o escolhido que, certamente, no governo, produziria o que é do interesse dos barões da midia e afins.

Esse arremedo de jornalismo já mergulhou de cabeça na campanha de Bolsonaro no momento mais decisiv,o em 2018, colocando Haddad e Bolsonaro no mesto cesto, expondo uma abundância de cinisco que jorrou o título da jornalista Vera Magalhães no editorial do Estadão em que sapecou em garrafais “Uma Escolha Difícil”.

Lógico que foi um ataque cirúrgico a Haddad, já que Bolsonaro era um cagado de produzir congestão em quem ouvisse seu nome e fosse minimamente civilizado.

Isso é um tipo de ditadura gosmenta, que só é viável se houver muitos interesses em jogo. Não só isso, foram 4 anos de um governo assassino, que provocou de forma deliberada a morte de 700  mil brasileiros por covid e, por questão de princípio neoliberal, jogou na mais absoluta miséria 34 milhões de brasileiros que fazem parte da massa do povo.

O jornal panfleto de Tarcísio, agora, em plena campanha, tenta perfurar poços que façam a campanha de Flavio Bolsonaro se tornar inviável para que o nome de Tarcísio surja naturalmente como candidato, já que o bolostrõ depende, até a raiz do cabelo, da bênção de Jair Bolsonaro.

Então, é melhor abrir a gaveta e guardar o rolo de papel que tem anotações sobre as relações amigas entre Daniel Vorcaro e Tarcísio de Freitas e produzir geringonças editorializadas para abrir portas, de forma repugnante, ao aliado oficial do baronato midiático, da Faria Lima, do PCC, das fintechs e do próprio Vorcaro, até porque, junto da encomenda, vêm embalados Ciro Nogueira como vice e Rueda como presidente do União Brasil.


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Governo Trump prendeu acadêmica por publicar artigo contra Israel; leia o que ela escreveu

Documentos da Justiça revelam que administração não encontrou indícios que justificavam revogação de visto de estudante turca.

A publicação de um artigo em um jornal universitário foi motivo para que o governo de Donald Trump tenha colocado uma acadêmica na prisão e revogado seu visto. Isso é o que revelam documentos de um processo que está em curso nos tribunais dos EUA e que foram consultados pelo ICL Notícias.

No primeiro ano do governo de Donald Trump, a Casa Branca anunciou que revogou mais de 100 mil vistos e colocou critérios vagos como “antiamericanismo” como base para impedir a concessão de autorizações para a entrada de estrangeiros, mesmo como turistas. O governo dos EUA ainda passou a exigir que as redes sociais das pessoas que solicitem os vistos sejam abertas para que as autoridades possam avaliar se as mensagens são críticas ou não aos EUA.

Um dos casos se refere à estudante de doutorado da Universidade Tufts, Rümeysa Öztürk. O episódio envolvendo sua prisão causou um profundo mal-estar. No dia 25 de março de 2025, ela foi parada em Massachussets no meio da rua por um grupo de seis policiais mascarados e levada para uma prisão num carro sem identificação. Horas depois, ela seria transportada do nordeste dos EUA para uma prisão no Sul do país.

Os documentos revelam que o secretário de Estado Marco Rubio sustentava a tese de que ela mantinha relações com grupos terroristas islâmicos. Ela teria adotado uma postura que ia na mesma direção de grupos estudantis pró-Palestina, incluindo o Tufts Students for Justice in Palestine, que pediam que “membros da comunidade Tufts a se juntarem à intifada estudantil”.

Documento pede a revogação de visto de estudante turca

Mas num memorando interno, datado de 21 de março de 2025, a administração afirma que o Departamento de Segurança Interna “não forneceu nenhuma evidência que mostre que Ozturk se envolveu em qualquer atividade antissemita ou fez qualquer declaração pública indicando apoio a uma organização terrorista”.

Tampouco existiam provas de que ela fazia parte dos grupos estudantis que, de fato, foram provisoriamente suspensos da universidade.

Documento do governo dos EUA confirma que não havia indícios de antissemitismo

O único elemento de “prova”, portanto, seria um artigo de opinião num jornal estudantil escrito por ela e que continha denúncias contra Israel pela situação em Gaza. Juntamente com outros três estudantes, ela criticava no texto a resposta da universidade aos estudantes que exigiam que a Tufts “reconhecesse o genocídio palestino”, divulgasse seus investimentos e se desvinculasse de empresas com ligações com Israel.

Apesar da ausência de informações relacionadas à suposta vinculação da estudante com o terrorismo, o memorando recomendava a revogação do visto de Ozturk, citando “a totalidade das circunstâncias”.

O Departamento de Segurança Interna concluía que “essas atividades e associações com esses grupos podem prejudicar a política externa dos EUA, criando um ambiente hostil para estudantes judeus e indicando apoio a uma organização terrorista designada”.

O documento ainda sugeria que a revogação deveria ser realizada discretamente, sem notificar Ozturk. Quatro dias depois, a operação policial foi realizada para prender a estudante.

Dois meses depois, a turca de 30 anos foi finalmente liberada sob fiança.

 

O juiz distrital dos EUA, William K. Sessions, confirmou que nenhuma prova havia sido apresentada para sustentar sua detenção e que tal ato mandava um recado “assustador para aqueles que defendem a liberdade de expressão”.

No último dia 9 de dezembro, a Justiça dos EUA decidiu que ela poderia retomar suas atividades de pesquisa e ensino em Tufts.

A universidade emitiu uma declaração afirmando que estava ansiosa para recebê-la de volta. A declaração também reafirmou que o artigo de opinião escrito pela estudante não violou nenhuma política da universidade.

Leia o artigo que resultou em sua prisão, publicado no Tufts Daily:

Em 4 de março, o Senado da União Comunitária de Tufts aprovou 3 das 4 resoluções exigindo que a Universidade reconheça o genocídio palestino, peça desculpas pelas declarações do presidente da Universidade, Sunil Kumar, divulgue seus investimentos e desinvista de empresas com laços diretos ou indiretos com Israel. Essas resoluções foram fruto de um debate significativo no Senado e representam um esforço sincero para responsabilizar Israel por claras violações do direito internacional. Acusações críveis contra Israel incluem relatos de fome deliberada e massacre indiscriminado de civis palestinos e genocídio plausível.

Infelizmente, a resposta da Universidade às resoluções do Senado foi totalmente inadequada e desdenhosa em relação ao Senado, a voz coletiva do corpo discente. O grupo Estudantes de Pós-Graduação pela Palestina se une ao grupo Estudantes de Tufts pela Justiça na Palestina, à Coalizão de Professores e Funcionários de Tufts pelo Cessar-Fogo e ao grupo Estudantes de Fletcher pela Palestina para rejeitar a resposta da Universidade. Embora a Universidade não tenha permitido que os alunos de pós-graduação participassem da reunião do Senado, que durou quase oito horas, nossa presença no campus e o vínculo financeiro com a Universidade por meio do pagamento de mensalidades e do trabalho de pós-graduação que realizamos com bolsas e pesquisas nos tornam partes interessadas diretas na posição da Universidade.

Embora se possa argumentar que a Universidade não deveria tomar posições políticas e deveria se concentrar em pesquisa e intercâmbio intelectual, a rejeição automática, a natureza desdenhosa e o tom condescendente na declaração da Universidade nos levaram a questionar se a Universidade está de fato se posicionando contra seus próprios compromissos declarados com a liberdade de expressão, reunião e expressão democrática. De acordo com o Código de Conduta Estudantil, “[a] cidadania ativa, incluindo o exercício da liberdade de expressão e o envolvimento em protestos, reuniões e manifestações, é uma parte vital da comunidade Tufts.” Além disso, o Gabinete do Decano de Estudantes escreveu: “[e]mbora, por vezes, a troca de ideias e opiniões controversas possa causar desconforto ou mesmo angústia, nossa missão como universidade é promover o pensamento crítico, o exame rigoroso e a discussão de fatos e teorias, bem como ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Por que, então, a Universidade está desacreditando e desconsiderando seus alunos que praticam os próprios ideais de pensamento crítico, intercâmbio intelectual e engajamento cívico que Tufts afirma representar?

O papel das resoluções do Senado da TCU é abundantemente claro. As resoluções do Senado servem como uma “forte ferramenta de lobby que expressa à administração de Tufts os desejos e necessidades do corpo discente. Elas falam como uma voz coletiva e são instrumentais na implementação de mudanças sistêmicas”. Neste caso, as “mudanças sistêmicas” que a voz coletiva do corpo discente está exigindo são que a Universidade cesse sua cumplicidade com Israel, na medida em que este oprime o povo palestino e nega seu direito à autodeterminação — um direito garantido pelo direito internacional. Essas fortes ferramentas de lobby são ainda mais urgentes agora, dada a ordem da Corte Internacional de Justiça confirmando que os direitos do povo palestino de Gaza, sob a Convenção sobre o Genocídio, correm um risco “plausível” de serem violados.

Essa voz coletiva dos estudantes não é inédita. Hoje, a Universidade pode se lembrar com orgulho de sua decisão, em fevereiro de 1989, de desinvestir na África do Sul sob o apartheid e encerrar sua cumplicidade com o então regime racista. No entanto, devemos lembrar que a Universidade desinvestiu até 11 anos depois de algumas de suas congêneres. Por exemplo, o Conselho de Regentes da Universidade Estadual de Michigan aprovou resoluções para encerrar sua cumplicidade com a África do Sul do apartheid já em 1978. Se Tufts tivesse atendido ao chamado do movimento estudantil no final da década de 1970, a Universidade poderia ter estado do lado certo da história mais cedo.

Rejeitamos qualquer tentativa da Universidade ou do Gabinete da Reitoria de descartar sumariamente o papel do Senado e de caracterizar erroneamente sua resolução como divisiva. O debate aberto e livre demonstrado pelo processo do Senado (exemplificado pela duração, aviso prévio e troca substancial nos procedimentos e pela não aprovação de uma das resoluções propostas), juntamente com os sérios esforços de organização dos estudantes, justificam uma autorreflexão crível por parte do Gabinete da Reitoria e da Universidade. Nós, como estudantes de pós-graduação, afirmamos a igual dignidade e humanidade de todas as pessoas e rejeitamos a caracterização errônea dos esforços do Senado feita pela Universidade.

O grande autor e defensor dos direitos civis, James Baldwin, escreveu certa vez: “O paradoxo da educação é precisamente este: que, à medida que se começa a tomar consciência, começa-se a examinar a sociedade na qual se está sendo educado”. Como educador, o Reitor Kumar deveria acolher os esforços dos estudantes para avaliar “ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Além disso, o reitor deveria confiar no processo rigoroso e democrático do Senado e nas resoluções que este alcançou.

Instamos o Presidente Kumar e a administração da Tufts a se envolverem de forma significativa e a implementarem as resoluções aprovadas pelo Senado.

Este artigo de opinião foi escrito por Nick Ambeliotis (CEE, ‘25), Fatima Rahman (STEM Education, ‘27), Genesis Perez (English, ‘27) e Rumeysa Ozturk (CSHD, ‘25) e é endossado por outros 32 alunos de pós-graduação da Escola de Engenharia e Artes e Ciências da Tufts.

*Jamil Chade/ICL


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