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Para o bem de todos e felicidade geral da nação, economia brasileira está bombando sem dar espaço aos tecnocratas que vendem aos quatro cantos da grande mídia um Brasil aos cacos, como é mantra dos tecnocratas brejeiros sempre que um governo de esquerda assume o poder e as rédeas da economia.
Como a direita é incapaz de fazer uma análise crítica e independente sobre a economia brasileira, essa turma de pé inchado que se mete a bancar o ceo de Wall Street nas terras paratatás, está sempre correndo risco de cair no ridículo, como agora, depois de fabricar roteiros clonados do Zé do Caixão para detonar qualquer resíduo que aponte para um futuro virtuoso da economia brasileira.
O que o deus sabe tudo do mercado nativo nunca conta é com a vida como ela é, quando mistura desejo e praga contra a realidade.
O resultado é uma profunda barrigada e um buraco d’água conceitual de surfista de primeira viagem.
Lógico que esses três sinais robustos são a certeza do vigor econômico do Brasil, não há pessimista que consiga fazer “previsões” negativas, muitas vezes catastróficas como as do Armíno Fraguistas que reproduzem o ramerrão do ex-homem da economia de FHC que, como todos nós sabemos, entregou a Lula o Brasil em frangalhos.
Como a economia brasileira, nas línguas de trapo do mercado, torcedores pra lá de partidarizados, fica a velha máxima, enquanto a caravana da economia passa, os cães de guarda da oligarquia ladram.
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A jornalista Maria Beltrão, uma das principais apresentadoras da TV Globo, passou a ser alvo de fortes críticas nas redes sociais após rir e fazer uma piada ao comentar, ao vivo, os ataques estadunidenses contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). A reação negativa ocorreu durante a edição do programa “É de Casa”, quando a emissora interrompeu o conteúdo leve do sábado para tratar da ofensiva militar anunciada pelo governo dos Estados Unidos e da suposta captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Diante da gravidade da situação internacional, a Globo chamou o jornalista Alan Severiano, âncora do “Jornal Hoje”, para atualizar os telespectadores. Antes da entrada do colega, porém, Maria Beltrão tentou adotar um tom descontraído e acabou gerando indignação. “Sábado superquente. Alan, eu posso dizer que teve chefe de Estado que não dormiu nessa madrugada, né?”, afirmou a apresentadora, rindo, ao se referir ao sequestro de Maduro anunciado horas antes.
Bizarra a postura da apresentadora da Globo, Maria Beltrão, ao anunciar o ataque dos EUA à Venezuela. Filha de ministro da ditadura militar, ainda noticiou sorrindo que teve “chefe de Estado que não dormiu na madrugada”. pic.twitter.com/2LFeZvatRW
O comentário foi interpretado por muitos como desrespeitoso diante de um episódio que envolveu ataques militares, explosões e incertezas sobre o paradeiro de um chefe de Estado.
A repercussão foi imediata nas redes sociais. Usuários acusaram a jornalista de banalizar um conflito internacional e de tratar com ironia um cenário marcado por violência, instabilidade política e risco à população civil venezuelana.
Além das críticas diretas à postura no ar, internautas passaram a relembrar o histórico familiar de Maria Beltrão. Ela é filha do economista Hélio Beltrão, ministro do Planejamento durante a ditadura militar, nos governos de Costa e Silva e da junta militar de 1969, além de ter atuado no governo João Figueiredo.
Hélio Beltrão foi um dos signatários do Ato Institucional nº 5, o AI-5, marco do período mais repressivo do regime militar, responsável por aprofundar a censura, suspender direitos políticos e abrir caminho para prisões, torturas e mortes de opositores. De acordo com o DCM, entre os episódios associados a esse período está o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva, cuja história é retratada no filme dirigido por Walter Salles. Para críticos, o comentário de Beltrão acabou sendo associado simbolicamente a esse passado autoritário.
O comentário foi interpretado por muitos como desrespeitoso diante de um episódio que envolveu ataques militares, explosões e incertezas sobre o paradeiro de um chefe de Estado.
A repercussão foi imediata nas redes sociais. Usuários acusaram a jornalista de banalizar um conflito internacional e de tratar com ironia um cenário marcado por violência, instabilidade política e risco à população civil venezuelana.
Além das críticas diretas à postura no ar, internautas passaram a relembrar o histórico familiar de Maria Beltrão. Ela é filha do economista Hélio Beltrão, ministro do Planejamento durante a ditadura militar, nos governos de Costa e Silva e da junta militar de 1969, além de ter atuado no governo João Figueiredo.
Hélio Beltrão foi um dos signatários do Ato Institucional nº 5, o AI-5, marco do período mais repressivo do regime militar, responsável por aprofundar a censura, suspender direitos políticos e abrir caminho para prisões, torturas e mortes de opositores. Entre os episódios associados a esse período está o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva, cuja história é retratada no filme dirigido por Walter Salles. Para críticos, o comentário de Beltrão acabou sendo associado simbolicamente a esse passado autoritário.
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Recursos envolvem a criação de assentamentos e a aquisição de novas áreas, além da oferta de crédito e do fortalecimento da educação no campo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o aporte de R$ 2,7 bilhões em recursos para incrementar ações voltadas à reforma agrária, tais como a criação de assentamentos e a aquisição de novas áreas, além da oferta de crédito e do fortalecimento da educação no campo.
“Quando tomei posse em 2023, chamei o ministro da Reforma Agrária e a presidência do Incra e disse a eles que eu desejava um levantamento de todas as terras no Brasil possíveis de serem disponibilizadas para a reforma agrária: aquelas que estavam em conflito, as que estavam sendo adjudicadas, aquelas em que era necessário desapropriar, comprar ou fazer acordo, para que a gente pudesse fazer o máximo possível de assentamentos”, salientou Lula.
A fala e o anúncio das medidas ocorreram durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA), na sexta-feira (23).
De acordo com o governo, com as novas ações, 6,3 mil famílias serão atendidas por meio da compra de terras. Outras 73,6 mil terão acesso a créditos habitacionais e de inclusão produtiva, no valor de R$ 1,78 bilhão.
Compõe o plano a desapropriação de imóveis rurais nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. No Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27) foram publicados sete decretos que declaram de interesse social, para fins de desapropriação destinada à reforma agrária, seis fazendas e um horto nesses estados.
Na sexta, também foi anunciada a criação de dez novos assentamentos, com destaque para áreas no Pará, Paraíba, Goiás e Sergipe, além de um acordo judicial no Paraná, que envolve R$ 584 milhões para regularizar mais de 32 mil hectares e beneficiar 1,9 mil famílias.
No que diz respeito aos créditos habitacionais, no mesmo dia foi formalizado contrato com a Caixa Econômica Federal para a disponibilização de R$ 1,015 bilhão nesta modalidade para atender cerca de 10 mil famílias.
Ao mesmo tempo, outros R$ 717 milhões do Orçamento Geral da União serão destinados ao crédito de instalação do Incra, voltado a outras 60 mil famílias em todo o país.
Ainda de acordo com o governo, o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) terá um aumento orçamentário de 25% neste ano, chegando a quase R$ 62 milhões.
Sobre iniciativas nessa área, o presidente destacou: “Tenho fé em Deus de que essas crianças haverão de ter uma qualidade de vida melhor do que a que tivemos, mais educação do que nós, e que sejam mais respeitadas do que nós”.
Compromisso com a reforma agrária
O ato marcou os 42 anos de existência do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Por isso, em sua fala, Lula também enfatizou o papel da entidade na defesa da reforma agrária, dos direitos do povo do campo, da alimentação saudável e do manejo da terra com respeito ao meio ambiente.
“Companheiros da direção dos sem-terra, muito obrigado pela existência de vocês. Se não fossem vocês, o Brasil possivelmente não teria chegado aonde chegou”, declarou Lula.
Na avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, esse conjunto de medidas reforça o compromisso do atual governo com a distribuição de terra e com uma política agrária que garanta alimentação saudável e ambientalmente equilibrada.
Ele lembrou que, após o desmonte dos governo anteriores, Lula recriou o ministério em 2023, contratou 700 servidores para o Incra e retomou o programa de reforma agrária.
Além disso, o ministrou salientou: “Em três anos, temos deflação de alimentos no país. É o compromisso do presidente Lula com a soberania alimentar. Reforma agrária para o presidente é terra, mas também é desenvolvimento, produção de alimentos, agroecologia, cooperativas, mecanização e apoio à chegada do mercado dos produtos da agricultura familiar. Quanto mais reforma agrária tivermos, menos fome e menos desigualdade social nós teremos no nosso país”, afirmou Teixeira.
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Ataque deixou o cão Orelha gravemente ferido, levando-o à eutanásia
A Polícia Civil de Santa Catarina informou nesta terça-feira (27) que três homens adultos foram indiciados por coação de testemunha no caso da agressão ao cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis (SC).
Quatro adolescentes são suspeitos do ataque a pauladas contra o animal, que precisou passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Os três indiciados, um advogado e dois empresários, são familiares dos adolescentes. A defesa dos envolvidos não foi localizada pela reportagem.
Orelha tinha aproximadamente 10 anos e era conhecido na comunidade de Praia Brava, área localizada no norte da ilha de Florianópolis que tem alta procura turística e condomínios de alto padrão.
Ele foi encontrado ferido por moradores no dia 16 de janeiro e chegou a ser levado para atendimento veterinário por membros da comunidade. Os moradores já realizaram dois protestos pedindo justiça pela morte do animal.
Na segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes suspeitos.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou nas redes sociais que a coleta de provas, a oitiva de testemunhas e demais trâmites legais foram realizados “sem atropelos”.
“Confesso que custei a acreditar, adolescentes jovens de famílias estruturadas agredindo um cão por pura maldade”, disse Jorginho. “Não importam quem são nem os sobrenomes que carregam, a lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda, mas será cumprida.”
A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção ao Animal, disse que testemunhas mencionaram que um dos indiciados usava frases de efeito como “você sabe com quem está falando?” e ameaçou destruir um carro.
O caso chamou a atenção de celebridades que passaram a compartilhar imagens do caso e cobranças de justiça. A ativista de proteção animal Luisa Mell estava presente na coletiva de imprensa, que ocorreu na sede da Polícia Civil catarinense.
Adolescentes viajaram para a Disney Dois dos adolescentes envolvidos no ataque ao cachorro estão fora do Brasil em uma viagem de formatura para a Disney, que já estava planejada há cerca de um ano.
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, disse que há uma preocupação com a convocação de um protesto no aeroporto de Florianópolis no retorno dos adolescentes.
“São 115 jovens que estarão lá, 113 não tem nenhuma relação com o caso. Então nos preocupa muito a situação de que alguém possa ser machucado por conta de uma situação que envolve duas pessoas”, disse.
Segundo ele, será montada uma estrutura com apoio da polícia e do aeroporto para receber os jovens com segurança.
O delegado disse também que não houve apreensão de passaportes de outros jovens envolvidos no caso que ainda estão no Brasil.
Os adolescentes também são suspeitos de tentar afogar no mar outro cachorro , que conseguiu escapar. De acordo com o ICL, o animal foi adotado pelo próprio delegado-geral e recebeu o nome Caramelo. Essa tentativa de afogamento não teria ocorrido no mesmo dia do ataque ao cão Orelha.
“Nós temos a imagem deles pegando esse animal do colo e a câmera corta, mas temos depoimentos de testemunhas que afirmam que eles arremessaram esse cão ao mar”, disse a delegada Mardjoli.
Polícia investiga outros atos infracionais A delegada disse que também há uma apuração sobre atos infracionais equivalentes a crimes contra honra praticados pelos adolescentes, como ofensas a seguranças, furtos e depredação de patrimônio.
Os casos teriam acontecido ao longo de um período de tempo, e agora a polícia vai apurar a individualização de comportamentos para entender o possível envolvimento de cada jovem.
“São diversos dias, então não necessariamente um adolescente vai ter praticado todos esses atos infracionais que estão sob investigação”, disse Mardjoli.
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Todos sabem que Tarcísio é um político planador, não tem motor e, consequentemente, não tem capacidade de produzir um voo solo.
Como político, Tarcísio é exatamente como o seu trazeiro largo e disforme, um bolostrô de carne mole e caída. Alguns chamam isso de bunda mole.
O fato é que, vendo Nikolas utilizar a malandra e totalmente falsa manifestação pela anistia de Bolsonaro, Tarcísio aproveitou o soneto para emendar um elogio a Nikolas e provocação a Bolsonaro, chamando-o de “fenônemo e ungido”, um dia após Eduardo espinafrar o pigmeu moral de Minas, exigindo dele continênia ao deus supremo da direita, seu pai, Jair Bolsonaro.
O grande problema é que, mesmo tendo todo o apoio da grande mídia, Faria Lima, fintechs e afins, como o PCC, Tarcísio, não dando ouvidos à exigência de Bolsonaro de apoiar de forma mais contundente a campanha de Flavio, corre o risco de ser empurrado às piranhas, não conseguindo sequer se reeleger para o governo de São Paulo, que fará para a Presidência da República.
Tarcísio, que está com cada pé em uma canoa entre a reeleição a candidatura à presidência, não tem cacife para enfrentar o pacto de sangue do clã, que já detonou as asinhas de Michelle com apenas um tiro de escopeta, tirando da espertalhona qualquer degrau político acima de uma folha de seda para lembrar a ela quem manda no submundo da política brasileira.
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Quem tem cool, tem medo, quem tem medo, tem pressa, quem tem pressa, tem maiores chances de fazer merda.
Assim, vai se construindo aquilo que Galvão Bueno chamava de “e vai se criando um clima terrível”.
Ou seja, até as tragédias não acontecem de improviso. Não teriam raios e trovões na passeata de Nikolas se fosse uma tarde ensolarda. Mas, ao contrário, o tempo estava carregado, sinalizando risco de chuva forte, raios e trovões. Mas o pasto estava formado, e o resultado prático foi uma tragédia com 89 feridos, sendo 6 em estado grave.
Repetimos, isso não foi obra aleatória, mas da irresponsabilidade de Nikolas Ferreira, que liderou os súditos do seu rebanho a se colocarem em risco pela doutrinação do berrante.
Dito isso, vamos aos objetivos de Nikolas que o levaram a agir de forma tão desesperada e estrambótica na condução da panaceia. Seu envolvimento com o complexo do Banco Master do qual é parte, assim como, obviamente, Daniel Vorcaro, o empresário e pastor, Fabiano Zettel e o líder e proprietário da Igreja Lagoinha, André Valadão.
Junte isso tudo, bata no liquidificador e terá um suco de corrupção e banditismo em estado puro, que vai muito além dos clássicos corruptos, corruptores.
O resultado é um pântano de extensão ainda não totalmente dimensionado que ainda pode, e com certeza vai surpreender muita gente por sua amplitude e capacidade de produzir erosão financeira e assaltos coletivos bilionários que fizeram fortuna, de forma mais ou menos evidente, desses personagens cabeça do esquema que mistura sistema financeiro com sistema religioso, que tem conexão com sionistas de Israel.
Nisso não tem nada dierético, cada gota extraída desse suco, contém bilhões de bactérias capazes de detonar o destino do país, a partir da própria extensão territorial de uma multidão de envolvidos sem precedentes nesse tipo de arrumação de um novo cangaço que afronta não só a democracia, como a soberania nacional.
O que Nikolas conseguiu na sua ambição e autodefesa com a passrela dos torpes, foi cutucar a ira do clã Bolsonaro, que promete revide caso ele não pegue o caminho de volta de absoluta submissão ao próprio Bolsonro e à parte mais ralé da direita em termos concretos de representatividade no mundo dos crimes eleitorais chamado MBL, que não para de bater no pigmeu moral.
Tudo indica que o final próximo de Nikolas seja o de fazer uma visita a Bolsonaro na Papuda, sem dia e tempo para acabar.
Em síntese, é o quadro que hoje se apresenta, cuspido e escarrado, pelo que sorou da direita mais tóxica e mais venal ao Brasil.
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Senador enfrenta rejeição elevada, dificuldade de montar palanques regionais e disputa interna no campo conservador
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a pré-campanha presidencial sob um conjunto de obstáculos políticos e estratégicos. Sem o respaldo explícito de lideranças expressivas da oposição, ele enfrenta dificuldades para reduzir índices de rejeição, ampliar apoios além do núcleo bolsonarista e se firmar como um nome competitivo para 2026. O cenário é agravado pela presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), visto por setores do campo conservador como uma alternativa eleitoralmente mais viável ao Palácio do Planalto, o que pressiona o senador a acelerar a organização de sua campanha, relatam O Globo e 247.
Interlocutores próximos avaliam que o principal desafio de Flávio é construir uma imagem que ultrapasse o chamado bolsonarismo raiz, mantendo a associação com o pai, Jair Bolsonaro (PL), mas com um perfil mais moderado e próprio. Esse diagnóstico impulsionou a busca por um marqueteiro capaz de estruturar a comunicação, integrar redes sociais, imprensa e agenda territorial, além de oferecer um roteiro estratégico para a disputa presidencial. A avaliação interna é de que a campanha precisará abandonar um discurso excessivamente reativo e centrado em pautas identitárias, avançando para temas como economia, institucionalidade e capacidade de diálogo político.
A rejeição ao nome do senador segue como um dos principais entraves. Levantamento mais recente da pesquisa Genial/Quaest aponta uma redução nesse índice, de 60% para 55%, ainda assim superior ao registrado por Tarcísio de Freitas, que aparece com 43%. No entorno de Flávio, há o entendimento de que apenas a mobilização orgânica do bolsonarismo não será suficiente para sustentar uma campanha nacional competitiva.
No esforço de reforçar a comunicação digital, o publicitário Daniel Braga, próximo ao senador Rogério Marinho (PL-RN), passou a colaborar na produção de conteúdos para redes sociais durante a pré-campanha. Apesar disso, a avaliação predominante é que ele não assumirá o papel de estrategista principal. Outro nome cogitado foi o de Duda Lima, marqueteiro do PL, hipótese considerada improvável em razão do desgaste após a campanha municipal de 2024 em São Paulo.
A comparação com o alcance digital de Jair Bolsonaro também pesa. Mesmo sem publicações desde julho, o ex-presidente mantém cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram. Flávio soma aproximadamente 8,3 milhões, número que corresponde a cerca de 30% da base do pai, ainda que tenha registrado crescimento desde que passou a ser tratado como presidenciável.
Além da comunicação, a construção de palanques regionais aparece como um desafio central. O foco está especialmente no Nordeste, região em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou sua maior vantagem eleitoral em 2022. Rogério Marinho surge como peça-chave nessas articulações, por sua proximidade com a família Bolsonaro e por sua atuação política na região. Segundo ele, o partido trabalha com estratégias diferenciadas por região. “Cada região vai ter uma estratégia. Nas outras quatro regiões onde o Bolsonaro venceu, a ideia é ampliar essa distância”, afirmou.
Em 2022, Lula venceu nos nove estados nordestinos, com cerca de 69,3% dos votos válidos na região, contra 30,6% de Jair Bolsonaro, desempenho considerado decisivo para o resultado nacional. Apesar de Bolsonaro ter vencido no Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, a diferença construída no Nordeste foi determinante para a vitória do atual presidente.
No plano interno do PL, ainda há impasses em torno de palanques estaduais considerados estratégicos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. Paralelamente, ganha relevância a movimentação de Michelle Bolsonaro. De acordo com aliados, ela atua para reabilitar o nome de Tarcísio de Freitas como opção presidencial, diante da possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir prisão domiciliar e permanecer inelegível. Dirigentes do partido reconhecem que Flávio ainda precisa consolidar apoios dentro do próprio campo político e demonstrar capacidade de liderar esse processo de transição.
Embora Tarcísio reafirme publicamente a intenção de disputar a reeleição em São Paulo, seu nome segue sendo tratado como alternativa preferencial por segmentos do empresariado e do centrão, o que mantém a disputa interna em aberto e amplia a pressão sobre a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro.
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Documento revela poderes absolutos para Trump em Gaza e sem previsão de qualquer prazo para entregar território à administração dos palestinos
Um controle absoluto sobre Gaza, sem monitoramento externo e sem o envolvimento de qualquer autoridade palestina. Esses são os termos da primeira resolução proposta pelo Conselho da Paz, criado pelo presidente Donald Trump com o apoio de cerca de 30 países.
O documento da resolução deixa explícito que, a partir de agora, Gaza será um território governado a partir de pessoas indicadas exclusivamente pelo governo dos EUA, isentos de qualquer mecanismo de responsabilização ou órgãos independentes. As forças militares no local também serão aprovadas por Trump, pessoalmente.
A resolução, obtida pelo ICL Notícias, determina o futuro de um território palestino e que, nos últimos dois anos, foi alvo do que grupos de direitos humanos qualificaram como “genocídio”. Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com Donald Trump e sugeriu que o Conselho tenha seu mandato limitado à reconstrução de Gaza e com a participação da Autoridade Palestina.
Mas no documento, não há previsão para a entrega de Gaza para uma autoridade palestina.
“O Conselho de Paz atuará como a administração governamental transitória de Gaza para supervisionar e fiscalizar a implementação do Plano Abrangente, garantindo que Gaza seja uma zona desradicalizada e desmilitarizada, livre de terrorismo, que não represente uma ameaça aos seus vizinhos e que seja desenvolvida para o benefício do povo de Gaza”.
Mas a resolução ainda insiste que ninguém mais terá poderes sobre a região. “Toda a autoridade legislativa e executiva transitória, os poderes de emergência e a administração da justiça são conferidos ao Conselho de Paz”, declara.
De acordo com a resolução, o Conselho de Paz “poderá exercer todos os poderes e autoridades que julgar necessários e apropriados para implementar o Plano Abrangente, incluindo, entre outros:
emitir resoluções e diretrizes;
estabelecer subcomissões e entidades subsidiárias, como um Gabinete do Alto Representante para Gaza, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) e a polícia local autorizada pelo Alto Representante;
coordenar a reconstrução e o desenvolvimento em Gaza;
supervisionar e fornecer orientação estratégica a uma Força Internacional de Estabilização (FIE) temporária, juntamente com a cooperação em matéria de desmilitarização e segurança por e com essa Força;
coordenar o processo de desradicalização e o auxílio humanitário em Gaza;
engajar doadores, aprovar orçamentos e administrar mecanismos financeiros;
concluir quaisquer acordos internacionais necessários com Estados ou organizações internacionais que se mostrem necessários para implementar o Plano Abrangente; abrir contas bancárias e estabelecer controles financeiros adequados.
O Conselho Executivo será compostos pelos seguintes nomes indicados por Trump
Secretário Marco RubioSusan WilesSteve WitkoffJared Kushner
Sir Tony Blair
Marc Rowan
Ajay Banga
Robert Gabriel
Martin Edelman
Se faltam palestinos, sobram indicações de Trump com relações estreitas com Israel. Dois deles ainda fazem parte da liderança do projeto.
“O Presidente designa, por meio deste documento, Arych Lightstone e Joshua Gruenbaum como consultores seniores do Conselho da Paz, encarregados de liderar a estratégia e as operações diárias e de traduzir o mandato e as prioridades diplomáticas do Conselho em uma execução disciplinada”, explicou. Lightstone foi embaixador dos EUA em Israel, enquanto Gruenbaum serve na administração americana.
Fica ainda estabelecido um Conselho Executivo de Gaza. Mais uma vez, o grupo é repleto de funcionários de Trump e aliados.
Steve Witkoff
Susan Wiles
Jared Kushner
Ministro Hakan Fidan
Ali Al-Thawadi
General Hassan Rashad
Sir Tony Blair
Marc Rowan
Ministra Reem Al-Hashimy
Nickolay Mladenov
Yakir Gabay
Um Alto Representante para Gaza foi indicado pelo próprio Trump e “servirá como braço operacional para a implementação do projeto. Ele formará um “comitê tecnocrático, apolítico e selecionado, composto por palestinos competentes e qualificados da Faixa de Gaza, e autorizar, dirigir e supervisionar todas as suas atividades e operações diárias”.
Caberá a ele supervisionar a força policial em Gaza, supervisionar a administração, a entrega e o não desvio da ajuda humanitária em Gaza, gerir a reconstrução e o redesenvolvimento de Gaza.
Será o representante de Trump quem irá nomear e destituir pessoas que desempenham funções de governança civil e administração da justiça. Ele irá supervisionar o pessoal, o orçamento, as despesas e as operações.
Para este cargo, a resolução escolheu o búlgaro Nickolay Mladenov como o primeiro Alto Representante. Ex-chanceler de seu país, ele é visto com desconfiança pelos palestinos, que acusam Mladenov de ter atendido aos pedidos de Israel de forma desequilibrada enquanto ocupou um cargo na ONU.
Força Internacional de Estabilização…dos EUA A resolução ainda estabelece uma força internacional e que terá os Estados Unidos “como a nação líder inaugural”. O Major-General Jasper Jeffers será o primeiro Comandante da Força. A Força de Segurança Interna (FSI) cumprirá sua missão conforme endossado pela Resolução 2803 do Conselho de Segurança, mas “sob a orientação estratégica que o Presidente (Trump) fornecer”.
Qualquer nação que assumir o cargo no futuro terá de ser aprovada por Trump. “O Presidente detém a autoridade exclusiva para aprovar a nomeação de qualquer nação para Comandante da Força e para substituir o Comandante da Força a seu critério”, diz o texto.
Um dos poucos palestinos a ser citado na resolução é Ali Sha’ath, que terá uma função de implementar certos aspectos da segurança da Gaza. Mas sem qualquer voz para determinar a direção do projeto.
Trump com poder de veto Qualquer resolução que seja adotada pelo Conselho ou pelo Alto Representante “estão sujeitas à suspensão pelo Presidente em casos urgentes”.
“As resoluções do Conselho serão aprovadas e assinadas pelo Presidente e entrarão em vigor na data nelas especificada. Serão emitidas em inglês e publicadas no sítio web do Conselho”, diz o texto, que sequer faz referências à tradução das decisões para o árabe.
Princípios de Governança para a Nova Gaza Na resolução, critérios foram estabelecidos para determinar as leis civis e penais aplicáveis em Gaza, assim como padrões que cada um dos envolvidos terão de seguir.
“Para criar uma Gaza desradicalizada e livre do terrorismo, que não represente ameaça aos seus vizinhos e seja reconstruída para o benefício do povo de Gaza, conforme as diretrizes do Plano Abrangente, somente as pessoas que apoiarem e agirem em consonância com esse plano serão elegíveis para participar das atividades de governança, reconstrução, desenvolvimento econômico ou assistência humanitária em Gaza”, diz.
Por exemplo, pessoas ou entidades como organizações terroristas estrangeiras (conforme designadas pelos Estados-Membros do Conselho de Paz ou pelo próprio Conselho de Paz) e organizações não governamentais que tenham apoiado ou possuam um histórico comprovado de colaboração, infiltração ou influência com ou por parte do Hamas ou outros grupos terroristas estão proibidas de participar.
O Conselho Executivo e o Alto Representante deverão, por meio de resolução e decreto, criar padrões de elegibilidade adequados para a participação no desenvolvimento da Nova Gaza e aplicá-los caso a caso, sujeitos à aprovação do Presidente.
Palestinos “livres para sair” O texto diz ainda que o povo de Gaza será “incentivado a aproveitar esta oportunidade para construir uma Nova Gaza próspera e pacífica, e as atividades de reconstrução e reabilitação do Conselho serão dedicadas exclusivamente àqueles que consideram Gaza seu lar e local de residência”.
“Ninguém será forçado a deixar Gaza. Aqueles que desejarem sair terão a liberdade de fazê-lo e a liberdade de retornar a Gaza”, afirma o documento.
A resolução ainda diz que serão estabelecidas zonas humanitárias e corredores controlados de proteção civil para que a assistência humanitária possa chegar livremente a todas as pessoas necessitadas de Gaza.
Mas serão administradas pelos EUA. “O acesso a essas zonas será limitado a pessoas aprovadas pelo Conselho Executivo e pelo Alto Representante; elas serão patrulhadas pelas Forças de Segurança Internacional (FSI) e livres de armas não autorizadas ou atividades armadas”.
*Jamil Chade/ICL
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O Irã disse, nesta segunda-feira (26), que responderá de forma “contundente” a qualquer eventual agressão dos Estados Unidos, coincidindo com o reforço da presença militar americana no Oriente Médio com a chegada de um porta-aviões.
As autoridades iranianas também instalaram em uma praça central de Teerã um enorme outdoor que mostra um porta-aviões destruído: “Quem semeia vento colhe tempestade”, diz o cartaz.
Ambas as mensagens foram emitidas no mesmo dia em que o Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) anunciou a chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio.
O porta-aviões e os navios que o acompanham foram enviados enquanto o Irã reprimia manifestações em larga escala. Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tenha seguido em frente com uma ação militar contra Teerã, ele insiste que todas as opções continuam na mesa.
O Centcom, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio e partes da Ásia Central, anunciou que o navio “está estacionado atualmente no Oriente Médio para promover a segurança e a estabilidade regionais”.
Na nota desta segunda, o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que haverá uma “resposta contundente” que provocará “arrependimento perante qualquer agressão”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, declarou que o Irã tem “confiança nas suas próprias capacidades”.
Em uma referência ao porta-aviões, o porta-voz acrescentou: “A chegada de um navio de guerra deste tipo não afetará a determinação e seriedade do Irã.”
*G1
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