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Vídeo – Lula: “Flávio está nervosinho porque vai aparecer falcatrua com Vorcaro”

A declaração de Lula coloca ainda mais pressão sobre um caso que já se transformou em um dos pontos mais sensíveis da campanha presidencial. Segundo o presidente, Flávio Bolsonaro estaria “nervosinho” porque o conteúdo relacionado a Daniel Vorcaro ainda pode revelar novos detalhes sobre a relação entre o candidato e o ex-banqueiro.

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta (16) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está “nervosinho” porque devem aparecer “falcatruas” em sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração ocorreu em entrevista ao podcast Desce a Letra Show.

Lula citou churrasco, bebidas, mulheres e R$ 130 milhões que Flávio pediu a Vorcaro para financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. “Ele está nervosinho porque vai aparecer toda a falcatrua dele com o Vorcaro”, disse o presidente.

“Eu não sou precipitado, eu estou indignado. A sociedade brasileira não merece isso. Estou confiante de que nós vamos encontrar uma saída, apurar, punir quem tiver que punir”, prosseguiu.

O presidente também cobrou uma reforma política e no Judiciário: “A política está apodrecida. Eu voltei 15 anos depois e a política está bem pior do que estava naquele tempo. Se a gente não reformar isso, eu não sei o que vai acontecer com esse país”. DCM.


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Imóvel de suposto encontro de Kássio Nunes com prostituta, paga por Vorcaro, era da empresa de cunhado do banqueiro

Na época citada, o imóvel pertencia à Super Empreendimentos e Participações S.A, que teve como diretor Fabiano Zettel

O suposto encontro de Kássio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), com uma garota de programa paga por Daniel Vorcaro ocorreu em um apartamento em São Paulo que pertenceu a uma empresa ligada a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, de acordo com levantamento feito em cartório pelos núcleos investigativos dos portais Alma Preta e ICL Notícias.

Na época do suposto encontro, o imóvel pertencia à Super Empreendimentos e Participações S.A, que teve como diretor Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Lagoinha e casado com Natália Vorcaro. Preso também em março, ele é apontado pelas investigações da Polícia Federal como o operador financeiro dos esquemas de lavagem de dinheiro do Master. A empresa teve suas atividades suspensas por decisão judicial, no âmbito das investigações sobre as fraudes no Banco Master.

Reportagens dos sites UOL e Metrópoles divulgaram nesta quarta-feira (15) novas mensagens extraídas do celular do ex-dono do Banco Master e que foram enviadas aos gabinetes dos dez ministros da mais alta corte do país. O STF vive a mais grave crise da sua história por causa das relações reveladas entre alguns de seus integrantes e o pivô do maior escândalo financeiro do país.

Entre as conversas, há um diálogo de uma mulher de nome Rayanna com Daniel Vorcaro. Ela seria uma agenciadora de garotas de programa, de acordo com nossa apuração.

No dia 28 de fevereiro de 2025, Rayanna informa ao dono do Banco Master que “as meninas estão prontas”. O banqueiro manda em resposta o seguinte endereço: “Leopoldo 1377 andar 23 itaim”. A data foi uma sexta-feira, primeiro dia do carnaval de 2025.

Trata-se do apartamento tríplex que ocupa todo o 23º andar do edifício Pateo Leopoldo, localizado na Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior, 1377, no bairro do Itaim Bibi, bairro de classe média alta de São Paulo.

Uma semana depois, em 7 de março de 2025, Rayanna envia novas mensagens por WhatsApp ao banqueiro sobre o que havia ocorrido naquele dia, de acordo com a reportagem do Metrópoles. Ela manda a seguinte sequência de mensagens: “A minha amiga lá aquele dia! Deu certo né?”, “Ela disse que ficou com o kassio” e “Ela tá me cobrando aqui”.

Vorcaro pede “dados e valor” e Rayanna responde “10 né” e volta a afirmar “Ela ficou com ele”. Kassio seria uma referência ao ministro do STF Kassio Nunes Marques e do contexto da conversa infere-se que se trata de uma negociação sobre pagamentos de serviços sexuais.

Procurado pela reportagem, o ministro Kassio Nunes Marques não respondeu aos questionamentos. Ao Metrópoles, ele negou o encontro.

Apartamento de encontro vale R$ 50 milhões
O imóvel na rua Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior tem área de 914 metros quadrados, com direito a sete vagas de garagem e atendimento garantido de manobrista e ocupa todo o 23º andar.

O imóvel foi comprado pela Super Empreendimentos pelo valor de R$ 38 milhões em 14 de março de 2022. Fabiano Zettel entrou na empresa em agosto de 2021 e permaneceu até julho de 2024, quando renunciou ao cargo de diretor da companhia. Em março de 2026, a empresa foi suspensa por ordem judicial por ligação com o caso Master.

Segundo a Agência Pública, Zettel foi o maior doador pessoa física da campanha de Tarcísio de Freitas para o governo de São Paulo, em 2022, com R$ 2 milhões, e de Jair Bolsonaro, com R$ 3 milhões.

Entrada de Fabiano Zettel no quadro societário da Super Empreendimentos e Participações S.A. Imagem: Reprodução/Junta comercial de SP

Na época do suposto encontro entre Nunes Marques e uma garota de programa, os diretores da empresa eram Leonardo Palhares e Ana Claudia de Paiva.

Palhares prestou depoimento para a Polícia Federal e foi apontado como integrante da estrutura financeira de Vorcaro, e Paiva é apontada como a responsável por fazer os pagamentos para “A Turma”, uma milícia utilizada para coagir pessoas incômodas ao banqueiro. Atualmente, Paiva é a única sócia da Super Empreendimentos e Participações S.A.

O apartamento teve uma valorização expressiva, ao longo do tempo. A IM2D Participações, responsável por vender o imóvel para a Super Empreendimentos, comprou em 2016 o imóvel por R$ 13 milhões. Em outubro de 2025, a Super Empreendimentos conseguiu aumentar os valores do imóvel, com a venda para a SF 1030X Participações Societárias por R$ 50 milhões.

*Por Pedro Borges (Alma Preta) e Flávio VM Costa (ICL Notícias)


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Governo já monitorava risco apontado por Moraes enquanto extrema direita se mobiliza contra STF

Suspeita envolve manipulação de informações; Eduardo Bolsonaro busca novas sanções e Jason Miller pressiona STF

O governo brasileiro já monitorava o risco de grupos estrangeiros usarem a manipulação de dados, a produção de informes e estruturas públicas ou privadas para interferir no ambiente político do país antes de Alexandre de Moraes apontar a possível participação de agentes externos na produção de um relatório da Polícia Federal. A suspeita surge enquanto atores da extrema direita intensificam a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) no exterior, às vésperas da eleição.

Nas últimas semanas, a “produção de informes” e a manipulação de dados passaram a ser tratadas em setores do governo como potenciais áreas de atuação internacional. A preocupação é que eventuais operações sejam usadas para aprofundar a instabilidade política durante o processo eleitoral.

“A declaração do ministro não surpreendeu ninguém”, afirmou à reportagem um interlocutor em Brasília.

Na área de inteligência, a possibilidade de interferência externa também é considerada crível. A crise política envolvendo o STF é vista como uma vulnerabilidade que pode ser explorada por atores estrangeiros interessados em influenciar o ambiente brasileiro. A avaliação, porém, é de que a suspeita apresentada por Moraes precisa agora ser submetida a uma investigação técnica.

“Tudo é crível”, resumiu um integrante da área de inteligência ouvido pela reportagem.

Moraes fala em relatório produzido fora da PF
A acusação apareceu numa manifestação de 44 páginas enviada por Moraes no domingo (14) ao presidente do STF, Edson Fachin, no âmbito da Petição 16.704. O documento respondeu a um pedido de esclarecimentos da Presidência da Corte em meio à crise provocada pelas investigações do Banco Master.

Moraes questiona a origem de um relatório da Polícia Federal que reuniu informações contra ele e sustenta que os metadados do arquivo mostram que o documento não teria sido produzido integralmente dentro da corporação.

“O relatório não foi produzido integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”, escreveu. Na mesma passagem, classificou o episódio como uma “clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026”.

Mais adiante, Moraes afirma que o tempo de elaboração seria incompatível com a complexidade do trabalho e diz que os metadados demonstrariam que o documento “não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos — pela forma de produção, provavelmente estrangeiros”.

Na versão apresentada pelo ministro, o relatório teria chegado pronto à PF e sido posteriormente inserido nos computadores da instituição. Em outro trecho, Moraes diz que o documento teria sido “‘plantado’ nos computadores da PF” e associa o episódio às pressões internacionais sofridas pelo STF, entre elas cancelamentos de vistos e sanções aplicadas pelos Estados Unidos.

A manifestação não identifica país, agência, organização ou pessoa estrangeira que teria produzido o material. É justamente esse o ponto que, na avaliação da inteligência, transforma a acusação numa questão que precisa ser investigada.

Inteligência vê vulnerabilidade a operações externas
O primeiro passo seria determinar se houve realmente a quebra da cadeia de custódia indicada por Moraes. Isso significa reconstruir por onde passaram os dados e o relatório, quem teve acesso a eles e se houve manipulação fora do ambiente autorizado.

“Houve o metadado? Houve. Houve a quebra de custódia? Essa é a primeira pergunta”, afirmou o integrante da área de inteligência.

Se o documento entrou pronto nos sistemas da PF, como sustenta Moraes, houve necessariamente uma ação humana para colocá-lo ali. A investigação teria então de determinar se isso ocorreu de maneira regular, por erro ou de forma deliberada.

“Se houve isso, houve um erro humano. Esse erro pode ter sido intencional ou não intencional”, afirmou. Se comprovada a quebra, a pergunta seguinte seria direta: “Tem que ver se essa quebra de custódia foi intencional ou não e, se intencional, quem influenciou.”

A suspeita ganha relevância, segundo a análise feita à reportagem, porque ocorre num momento de forte projeção política dos Estados Unidos sobre o Brasil e de confronto aberto de integrantes do governo americano com Moraes.

“Existe claramente uma tendência de projeção de poder dos Estados Unidos dentro da soberania brasileira”, afirmou. A avaliação é de existem elementos concretos no cenário político que tornam uma operação de influência possível, embora não comprovem a participação americana no relatório.

A disputa interna no Supremo aumenta essa vulnerabilidade. Na avaliação apresentada à reportagem, uma operação estrangeira não precisaria criar uma crise: poderia explorar uma divisão já existente.

“É sim possível uma influência, uma operação de inteligência que ajude quem procura influir num ponto que é vulnerável, que é a guerra política dentro do STF”. Segundo fontes na área de inteligência, a crise criada pelo caso master teria deixado a corte vulnerável a interferências externas por atores interessados em influir no processo eleitoral brasileiro.

A área de inteligência também trabalha com a possibilidade de uma interferência não partir diretamente de funcionários de um governo estrangeiro. Entidades privadas, grupos da sociedade civil ou especialistas com capacidade tecnológica podem funcionar como intermediários.

“Para não terem as digitais nesses processos, governos delegam esse trabalho a terceiros”, explicou outro interlocutor do governo que acompanha o mapeamento das ameaças à eleição.

Extrema direita amplia pressão sobre o STF
A suspeita aparece no momento em que integrantes da extrema direita brasileira e aliados nos Estados Unidos aumentam a pressão sobre o STF.

Eduardo Bolsonaro viajou para Washington com o objetivo de buscar uma nova rodada de sanções contra integrantes da Corte. O ex-deputado pretende usar episódios do julgamento como argumento junto a interlocutores americanos.

Jason Miller, ex-conselheiro de Donald Trump e apoiador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também passou a direcionar publicações ao julgamento. Ele divulgou uma imagem produzida por inteligência artificial mostrando Moraes com uma tornozeleira eletrônica e, em outra postagem, publicou fotografias de Moraes e Daniel Vorcaro acompanhadas da expressão “tick-tock, Xandão”.

Não há elemento apresentado até agora que vincule esses movimentos à suposta participação estrangeira na produção do relatório. Eles compõem, porém, o ambiente de pressão internacional que já vinha sendo acompanhado em Brasília.

Para integrantes do governo, o período eleitoral tende a ampliar os riscos. Operações camufladas e o eventual uso de empresas ou estruturas privadas de tecnologia estão entre os cenários considerados, com atenção especial ao intervalo entre o primeiro e o segundo turno.

“Há uma movimentação real no submundo da tecnologia que não pode ser ignorada”, afirmou um experiente interlocutor do governo.

Uma das avaliações ouvidas pela reportagem dimensiona a preocupação de forma ainda mais contundente: a ingerência externa é considerada a maior ameaça desse tipo enfrentada pelo país desde o período que antecedeu o golpe de 1964.

A acusação de Moraes introduziu um caso concreto nesse cenário. Saber se ele corresponde ou não a uma operação externa depende agora de algo verificável: reconstruir a origem e o percurso do relatório atribuído à Polícia Federal.

*Cleeber Lourenço e Jamil Chade/Uol


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Política

Flávio Dino e Gilmar Mendes furam o pixuleco eleitoral de André Mendonça

O que parecia destinado a ser mais um capítulo cuidadosamente montado em torno do caso Master acabou encontrando dois obstáculos dentro do próprio Supremo: Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes foi direto ao ponto. Ao criticar a condução do caso por André Mendonça, chamou a iniciativa de “pixuleco eleitoral” e questionou o timing de uma ofensiva que atinge outro ministro do Supremo justamente em pleno período eleitoral.

Dino foi por outro caminho, mas o efeito político-institucional foi igualmente contundente. Ao pedir vista nesta terça-feira, suspendeu o julgamento e defendeu que os diferentes processos relacionados ao caso Master sejam analisados conjuntamente, evitando que episódios conectados sejam tratados como se fossem histórias completamente independentes.

E aqui está o ponto que desmonta a narrativa cuidadosamente construída: quando os casos deixam de ser apresentados como uma via de mão única contra um único ministro e passam a ser examinados em conjunto, todas as conexões precisam entrar na mesa.

Inclusive as que envolvem o próprio Mendonça.

Não por acaso, Dino já havia questionado o contexto do encontro de Mendonça com Daniel Vorcaro, banqueiro do antigo Banco Master, ressaltando que a situação exigia cautela redobrada da magistratura em período eleitoral.

Gilmar, por sua vez, já havia pedido que o caso envolvendo Mendonça fosse analisado conjuntamente com o processo relativo a Moraes.

É justamente aí que o chamado “pixuleco eleitoral” perde o verniz.

Porque uma coisa é transformar um episódio específico em munição política. Outra, completamente diferente, é abrir o conjunto dos fatos, cruzar personagens, decisões, encontros, documentos e relações e permitir que tudo seja submetido ao mesmo escrutínio.

E quanto mais se abre o leque, mais difícil fica sustentar uma narrativa construída em torno de um único alvo.

A decisão de Dino também ocorre depois de ele ter revertido o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça. Na ocasião, Dino apontou problemas processuais e determinou a reintegração de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

Portanto, o que se viu nesta terça-feira foi algo muito maior que um bate-boca entre ministros.

Foi o rompimento da blindagem narrativa.

Gilmar colocou o rótulo na mesa. Dino interrompeu o movimento e puxou o debate para o terreno do exame conjunto dos fatos.

E quando a lupa passa a mirar todos os lados, o problema deixa de ser apenas quem acusa quem.

Passa a ser, simplesmente: o que existe nos autos, quem aparece neles e por que determinadas conexões chegaram ao Supremo justamente agora?

É essa pergunta que o “pixuleco eleitoral” não consegue esconder.


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Política

Vídeo – Julgamento de Moraes: Gilmar Mendes escracha André Mendonça

Veja:


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Pesquisa

CNT/MDA: Lula tem 10 pontos de vantagem sobre Flávio no 1º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa pela Presidência da República com 40,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30,4%, segundo a nova rodada da Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA. A diferença entre os dois é de cerca de 10 pontos percentuais na pesquisa estimulada de primeiro turno.

Na sequência aparecem Augusto Cury, com 6%, Ronaldo Caiado, com 3%, e Renan Santos, com 2,7%. Os demais candidatos ficam abaixo dos 2%.

(Foto: Reprodução)
Na comparação com a rodada de agosto, a CNT/MDA mostra Lula oscilando de 42% para 40,5%, enquanto Flávio passou de 29% para 30,4%. Com isso, a distância entre os dois no primeiro turno diminuiu. Em abril, Lula aparecia com 39% e Flávio, com 30%; em junho, os percentuais eram de 42% e 28%, respectivamente.

A pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, também coloca Lula na liderança. O presidente é citado por 36,6%, contra 26,7% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury tem 4,4%, Ronaldo Caiado, 1,6%, e Renan Santos, 1,6%. Nesse cenário, 20,8% ainda se dizem indecisos. ICL.


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Ao vivo STF: assista sessão hoje de julgamento do futuro de Moraes

É nítido que o Grupo Globo está forçando a mão sobre Alexandre de Moraes para desviar o foco dos crimes de Flavio Bolsonaro.


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Política

Se gritar pega…: Centrão entra em alerta vermelho com os vazamentos do Master após lista de Ciro Nogueira

O caso Banco Master deixou de ser apenas um problema para Daniel Vorcaro e passou a provocar pânico político no coração do Centrão. A apreensão aumentou depois que uma lista encontrada na casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido e uma das principais lideranças do bloco, trouxe nomes de parlamentares acompanhados de números que ainda precisam ser esclarecidos pela investigação.

O problema, para o Centrão, é que a história não termina na lista. A Polícia Federal investiga as relações de Ciro Nogueira com Vorcaro, incluindo viagens e despesas pagas pelo banqueiro. Ao mesmo tempo, nomes de outros caciques do Congresso aparecem no radar das apurações.

É aí que o sinal amarelo virou alerta vermelho.

O que mais assusta os parlamentares não é necessariamente aquilo que já veio a público, mas aquilo que ainda pode aparecer. Com a disputa entre ministros do STF contaminando o caso e novas informações sendo reveladas, lideranças do Centrão passaram a temer uma sequência de vazamentos capaz de atingir deputados e senadores em plena campanha eleitoral.

E há uma razão objetiva para o nervosismo: parte significativa do material relacionado ao Master ainda permanece sob sigilo. A própria retirada parcial dos segredos judiciais expôs apenas uma parcela da investigação. Entre os conteúdos mantidos sob reserva estão justamente apurações envolvendo relações de Vorcaro com políticos e figuras importantes do mundo político.

Ou seja: o que apareceu pode ser apenas a ponta do iceberg.

A reação já começou. O deputado Elmar Nascimento, cujo primeiro nome aparece na lista apreendida na residência de Ciro, defendeu uma CPI para investigar vazamentos da PF. O movimento revela o tamanho da preocupação: antes mesmo de o conteúdo completo das investigações vir à tona, parte do Congresso já procura discutir o mensageiro.

Mas há uma pergunta inevitável: por que tanto medo se não há nada a esconder?

Essa é a questão que o caso Master coloca diante do Congresso.

O episódio também desmonta a tentativa de tratar o escândalo como uma disputa restrita ao Supremo. O Master já alcançou o Legislativo, envolve grandes operadores políticos e ameaça produzir consequências eleitorais. Segundo relatos de lideranças do Centrão, o receio é que novas revelações atinjam campanhas e candidaturas antes de outubro.

O detalhe mais explosivo é que a investigação não está parada. A cada nova apreensão, mensagem, documento ou cruzamento de dados, o mapa das relações de Vorcaro com o poder pode ficar maior.

E é justamente isso que tira o sono do Centrão.

Porque uma coisa é administrar uma crise quando se conhece o tamanho do incêndio. Outra, muito diferente, é estar diante de uma investigação em que ninguém sabe qual será o próximo nome a aparecer.

No caso Master, portanto, a pergunta deixou de ser apenas quem conhecia Vorcaro.

A pergunta agora é: quem mais aparece nas listas, mensagens, pagamentos, viagens e documentos que ainda não vieram a público?

É por isso que o Centrão entrou em alerta vermelho.

E, quando político começa a pedir explicações sobre vazamentos antes mesmo de conhecer todo o conteúdo que pode ser vazado, é sinal de que o medo já chegou ao andar de cima.


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Política

PF investiga rede suspeita de vender influência em processos de Mendonça e Kassio Nunes no STF

Investigação encontrou conversas sobre pedidos a ministros e contratos milionários ligados ao resultado de ações na Corte

A Polícia Federal investiga uma rede suspeita de comercializar influência em processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolviam atuação junto aos gabinetes dos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. Mensagens obtidas pela PF mostram o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) dizendo que faria um pedido diretamente a Kassio e que já havia conversado com interlocutores chamados “Andre e Antonio Carlos”, enquanto recebia memoriais destinados também a Mendonça e Gilmar.

A investigação levou o ministro Flávio Dino a autorizar buscas contra Cezinha e a sociedade de advocacia de sua mulher, Valéria Rodrigues Linhares. A PF apura suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a decisão, Cezinha, que não é advogado, seria responsável por fazer “despachos” em gabinetes do Judiciário.

A PF afirma ter identificado uma estrutura formada pelo deputado, sua mulher e a advogada Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”. Mariângela seria responsável por captar e formalizar causas e elaborar memoriais; Valéria cuidaria dos contratos de honorários e cessões de crédito; e a Cezinha caberia o suposto contato pessoal e direto com ministros de tribunais superiores.

Segundo a representação policial reproduzida por Dino, o padrão se repetiria nos episódios analisados: Mariângela encaminhava uma peça ou memorial ao parlamentar; Cezinha respondia que havia “falado”, “despachado” ou “pedido”, ou informava que seria atendido pelo ministro; a advogada cobrava notícias sobre o resultado; e, paralelamente, eram formalizados contratos com pagamentos vinculados ao êxito das ações.

“Vou pedir a ele”
Um dos principais episódios apontados pela PF ocorreu em 12 de junho de 2025 e envolveu a Reclamação 76.831, em tramitação no Supremo.

Naquele dia, Mariângela enviou a Cezinha um memorial e chamou a atenção para a necessidade de “pedir vista”. O deputado respondeu que seria atendido às 16h. A advogada então perguntou se ele estaria com Kassio Nunes Marques naquele horário.

Cezinha respondeu que já havia falado no dia anterior com “Andre e Antonio Carlos” sobre o assunto. Depois, explicou que Kassio havia marcado uma conversa por vídeo para as 16h:

“Ministro Kassio / Entendeu? / Ai vou pedi a ele”.
Na sequência, afirmou que já havia avisado “aquela pessoa” de que existia um tema a tratar e que enviaria o número do processo antes da conversa com Kassio. Cezinha disse ainda que o encontro serviria para verificar se precisava “pedir expressamente”.

Para a investigação, essas expressões indicam, nesta fase preliminar, que o parlamentar não se limitaria ao encaminhamento de documentos, mas se comprometia a formular um pedido pessoal ao julgador em benefício de partes representadas por advogadas ligadas a ele.

A PF ainda tenta descobrir quem eram “Andre e Antonio Carlos” e quem era “aquela pessoa” mencionada pelo parlamentar. A decisão não identifica esses interlocutores.

Seis dias depois da conversa, Mariângela encaminhou a Cezinha três documentos: “Memorial Rcl 76831 – Min. Nunes Marques.pdf”, “Memorial Rcl 76831 – Min. André Mendonça.pdf” e “Memorial Rcl 76831 – Min. Gilmar Mendes.pdf”.

A investigação ressalta que Mariângela não era a advogada original da reclamação. Ela recebeu substabelecimento em 12 de junho, justamente a data em que os documentos começaram a ser enviados ao parlamentar.

Não há, porém, elemento na decisão que permita afirmar que o “Andre” mencionado por Cezinha seja André Mendonça.

PF busca o outro lado das conversas
A busca autorizada por Dino pretende justamente obter o outro lado dessas conversas. Até agora, a PF dispõe principalmente do conteúdo extraído do celular de Mariângela, apreendido em dezembro de 2025.

Os investigadores dizem ainda desconhecer o conteúdo dos contatos mantidos diretamente por Cezinha com ministros e terceiros. Entre os pontos que pretendem esclarecer estão o teor e o resultado das tratativas com “Andre e Antonio Carlos”, o conteúdo da conversa por vídeo marcada para as 16h e a identidade de “aquela pessoa” citada pelo deputado.

A polícia também quer saber com quem Cezinha teria realizado os contatos descritos nas mensagens pelas expressões “despachei sim”, “assunto reforçado agora”, “ligou e falou direto” e “deixa eu ir lá sentir”. Busca ainda identificar outros processos que possam ter sido objeto de intermediação, além dos fluxos financeiros e do destino dos honorários de êxito.

Em outro processo relatado por Nunes Marques, a Reclamação 79.545, a investigação encontrou um contrato de R$ 500 mil, com pagamento previsto depois do julgamento. Em uma conversa posterior, Mariângela perguntou a Cezinha se ele havia despachado no caso. O parlamentar respondeu:

“Despachei sim / Ontem”.

Também foi identificado um contrato relacionado à Reclamação 81.608 que previa a cessão de R$ 1 milhão em honorários para a sociedade de advocacia de Valéria. Um contrato relacionado ao mesmo caso previa outros R$ 2 milhões em caso de sucesso, definido como a concessão da liberdade ao cliente. Nunes Marques também era o relator desse processo.

Em agosto de 2025, Cezinha enviou uma imagem de visualização única e escreveu “Já falei”. Mais tarde, diante de uma resposta protocolar do gabinete de Nunes Marques a um pedido de audiência, Mariângela reclamou. Cezinha respondeu: “Calma” e “Deixa eu ir lá sentir”.

“Comercialização de influência”
Na representação, a PF afirma que a investigação busca esclarecer a existência, a extensão e a estabilidade de uma “estrutura destinada à comercialização de influência” junto a ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo os investigadores, essa suposta influência estaria associada a “remuneração vultosa”, ajustada por contratos de honorários e cessões de crédito celebrados por advogadas ligadas ao deputado — uma delas, sua própria mulher.

Dino considerou haver uma “densa plataforma indiciária” e afirmou existirem “razões de sobra” para autorizar as buscas. Para o ministro, os fatos podem envolver um deputado que, embora não seja advogado, aparentemente utilizava a condição parlamentar para transmitir a terceiros a percepção de que tinha influência sobre magistrados de tribunais superiores.

Dino acrescentou que a “elevada remuneração” encontrada na investigação parece afastar, nesta fase, a hipótese de mero ato político.

A PF ressalva expressamente que Mendonça, Nunes Marques, Gilmar ou qualquer outro magistrado não são investigados. Segundo a representação, não há nos elementos reunidos até agora indício de que ministros tenham solicitado, aceitado ou recebido vantagens indevidas, nem de que tenham proferido decisões contrárias ao direito.

Os magistrados aparecem na investigação, segundo a própria PF, apenas como possíveis destinatários da influência que os investigados alegariam possuir. A polícia resume o objeto da apuração como a possível “mercancia da influência por quem a ofereceu e a precificou”, e não a atuação dos ministros apresentados a terceiros como pessoas passíveis de influência.

Dino determinou que os aparelhos apreendidos sejam submetidos a perícia. Caso as novas diligências revelem algum elemento indicativo de conduta atribuível a magistrado, a PF deverá comunicar o ministro e a Procuradoria-Geral da República, sem adotar medidas por iniciativa própria.

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