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Império decadente: Rubio convida Brasil para reunião nos EUA sobre suposto “terrorismo de extrema-esquerda”

Encontro convocado pelo governo Trump pretende reunir representantes de mais de 60 países, mas objetivos da iniciativa geram dúvidas entre aliados e autoridades ocidentais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, convidou ministros e autoridades de alto escalão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, para uma reunião dedicada ao que o governo norte-americano chama de “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”. O encontro está previsto para ocorrer em 16 de julho, na sede do Departamento de Estado, em Washington.

As informações foram publicadas originalmente pela Sputnik Brasil, com base em reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, documentos oficiais e relatos de autoridades ocidentais. A participação brasileira no grupo de países convidados também foi confirmada pelo portal g1 junto ao Ministério das Relações Exteriores e ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A reunião foi convocada pela administração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera organizações e movimentos classificados como de extrema-esquerda uma ameaça relevante à segurança nacional e internacional. A maior parte dos países europeus, importantes nações da América Latina e governos asiáticos, como Índia, Indonésia e Cingapura, teriam recebido o convite.

Segundo o chamado “documento conceitual” preparado para orientar o encontro, a reunião ministerial discutirá o “ressurgimento do terrorismo político” e formas de ampliar a cooperação internacional nas áreas de inteligência, segurança pública e aplicação da lei.

O documento, citado pelo The Washington Post, afirma que a atenção estará concentrada principalmente em “terroristas de extrema-esquerda” que estariam “cada vez mais recorrendo à violência organizada e letal para promover seus objetivos políticos”.

Brasil está entre os países convidados
De acordo com o g1, o Brasil figura entre os países sul-americanos convidados para a reunião. A informação teria sido confirmada tanto pelo Itamaraty quanto pelo governo norte-americano.

O texto fornecido não informa se o governo brasileiro aceitou o convite nem qual autoridade poderia representar o país no encontro. O prazo solicitado pelos Estados Unidos para que os governos respondessem ao chamado terminou na sexta-feira, 10 de julho.

O convite foi enviado com poucos dias de antecedência, circunstância que provocou críticas e dúvidas entre representantes estrangeiros. Algumas autoridades afirmaram que seria improvável a presença de ministros das Relações Exteriores ou do Interior, devido à agenda diplomática já programada para o período.

Outros governos teriam questionado os motivos da convocação e a prioridade atribuída pelo governo Trump ao chamado terrorismo de esquerda, uma vez que não consideram essa ameaça central em suas próprias políticas de segurança.

Iniciativa desperta preocupação entre aliados
A proposta norte-americana gerou preocupação entre alguns aliados europeus e analistas independentes, que não compartilham necessariamente da avaliação de que exista um avanço coordenado do terrorismo transnacional de extrema-esquerda.

Representantes de países estrangeiros ouvidos pelo The Washington Post descreveram os objetivos do convite como pouco claros. Também houve questionamentos sobre a definição dos grupos que poderiam ser enquadrados como terroristas ou extremistas.

Dentro do próprio governo dos Estados Unidos, algumas autoridades demonstraram receio de que a iniciativa possa fazer parte de um esforço mais amplo para empregar instrumentos antiterrorismo contra ativistas e movimentos políticos domésticos considerados de esquerda.

Uma autoridade da administração Trump afirmou ao jornal norte-americano que alguns funcionários dos Estados Unidos decidiram não comparecer ao encontro. A identidade e os cargos desses servidores não foram informados.

A principal preocupação mencionada é que conceitos associados ao combate ao terrorismo possam ser aplicados de maneira abrangente, atingindo movimentos sociais, organizações políticas ou manifestantes que não estejam envolvidos em atividades violentas.

Governo Trump concentra discurso no Antifa
A reunião deverá abordar especialmente o movimento Antifa, expressão usada para identificar grupos e militantes antifascistas que atuam de maneira descentralizada em diferentes países.

O governo Trump tem associado o Antifa à violência política e ao extremismo de esquerda. Entretanto, autoridades e especialistas divergem sobre a possibilidade de tratar o movimento como uma organização transnacional estruturada, com comando centralizado e atuação coordenada.

A iniciativa do Departamento de Estado ocorre em meio à tentativa do governo norte-americano de construir uma agenda internacional voltada ao combate de grupos classificados pela Casa Branca como extremistas de esquerda.

A convocação de mais de 60 países demonstra que Washington pretende conferir caráter multilateral a essa política, estimulando o intercâmbio de dados de inteligência e a cooperação entre órgãos policiais.

Ao mesmo tempo, as dúvidas manifestadas por governos convidados revelam que não existe consenso internacional sobre a dimensão da ameaça descrita pela administração Trump nem sobre os critérios que serão utilizados para identificar pessoas ou organizações suspeitas.

Reunião anterior ocorreu em Haia
No final de maio, o Departamento de Estado já havia organizado uma reunião sobre o Antifa e o chamado terrorismo de esquerda em Haia, nos Países Baixos.

Segundo duas pessoas familiarizadas com o encontro ouvidas pelo The Washington Post, a reunião reuniu autoridades de segurança pública e de combate ao terrorismo, principalmente de países europeus.

Uma das fontes afirmou que o governo holandês se recusou a coorganizar o evento. Diante da negativa, a reunião foi realizada na Embaixada dos Estados Unidos em Haia.

O episódio reforçou as diferenças de avaliação entre o governo norte-americano e alguns de seus parceiros europeus. Para parte dos aliados, outras formas de extremismo e terrorismo representam ameaças mais imediatas à segurança de seus países.

Cooperação de inteligência está na pauta
Apesar das controvérsias, o documento de preparação do encontro prevê discussões sobre compartilhamento de informações de inteligência, cooperação policial e coordenação entre governos.

O governo norte-americano deverá defender a criação ou o fortalecimento de mecanismos internacionais capazes de rastrear atividades consideradas violentas, identificar redes de financiamento e acompanhar a movimentação de pessoas classificadas como extremistas.

Não está claro, no entanto, se os países convidados serão chamados a assinar algum documento conjunto ou a assumir compromissos formais ao final da reunião.

Também não há informações sobre como o governo dos Estados Unidos pretende distinguir manifestações políticas legítimas, ações de movimentos sociais e crimes enquadrados como terrorismo, segundo o 247.

A reunião convocada por Marco Rubio deverá, portanto, expor não apenas a política do governo Trump contra grupos identificados como de extrema-esquerda, mas também as divergências entre Washington e seus aliados sobre os limites das medidas antiterrorismo e os riscos de sua utilização contra adversários políticos.


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Política

Esgoto a céu aberto: Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas, diz jornal

Deputados do PL assumiram autoria de R$ 119 milhões em emendas de comissão que eram comandadas pelo presidente do partido

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (SP) e Capitão Alden (BA) aparecem como autores formais de R$ 119 milhões em emendas parlamentares de comissão que, segundo investigação da Polícia Federal, teriam sido controladas pelo presidente do partido, Valdemar da Costa Neto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A PF suspeita que os parlamentares tenham sido indicados como solicitantes das emendas para conferir aparência de legalidade à destinação dos recursos.

A investigação levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, a determinar o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar.

De acordo com a Polícia Federal, o dirigente partidário teria direcionado 21 emendas de comissão, liberadas pelo governo federal em 2024 e 2025, mesmo sem exercer mandato parlamentar. Os investigadores apontam ainda que servidores da Câmara dos Deputados teriam sido utilizados para operacionalizar o esquema envolvendo recursos das chamadas emendas de comissão, que sucederam o orçamento secreto.

Levantamento realizado pelo Estadão com base em dados do governo federal, da Câmara dos Deputados e da Polícia Federal mostra que Sóstenes Cavalcante, Luiz Carlos Motta e Capitão Alden figuram como solicitantes oficiais das emendas. Segundo a PF, a inclusão dos nomes dos deputados teria servido para ocultar o efetivo controle exercido por Valdemar sobre a indicação dos recursos.

Os parlamentares negam irregularidades. Luiz Carlos Motta afirmou que seu nome aparece nas emendas por ter atuado como relator do Orçamento de 2024. Capitão Alden disse que as indicações seguiram os procedimentos institucionais. Sóstenes Cavalcante não comentou o caso, segundo o ICL.

Em nota divulgada por sua defesa, Valdemar da Costa Neto criticou a decisão judicial e afirmou que há uma “indevida criminalização da atividade político-partidária”.


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Política

Emendas atribuídas a Valdemar pagaram shows de sertanejos em cidades no interior

Cidades usaram emendas parlamentares destinadas por Valdemar da Costa Neto para a contratação de artistas para se apresentarem em eventos

Emendas parlamentares atribuídas por investigação da Polícia Federal (PF) ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, ao Orçamento da União foram utilizadas para o pagamento de shows em eventos promovidos em cidades do interior de São Paulo e do Paraná.

A coluna apurou que os recursos enviados a quatro cidades, e que têm a indicação atribuída a Valdemar pela PF, foram utilizados para a contratação de artistas. A situação se repetiu nas cidades de Iepê (SP), Guaimbê (SP), Macedônia (SP) e Cafelândia (PR). É o que apontam dados da plataforma Transferegov.

Emenda enviada a Iepê (SP) — cidade com cerca de 7,6 mil habitantes — foi utilizada para a contratação da banda Traia Véia e da dupla Thaeme & Thiago, que se apresentaram na 4° Agrofest em novembro de 2025. Cada apresentação custou R$ 250 mil.

Em Guaimbê (SP), o recurso supostamente indicado por Valdemar Costa Neto foi usado também para contratação de Thaeme & Thiago. O cachê da dupla para se apresentar na Festa do Peão de Boiadeiro de Guaimbê, em novembro de 2025, custou R$ 280 mil.

De4 acodo com o Metrópoles, a contratação da dupla Thaeme & Thiago também se repetiu em outra cidade beneficiada com os recursos federais. Cafelândia (PR), cidade do interior do estado com cerca de 19 mil habitantes, utilizou a verba para contratar os cantores para a celebração de 43 anos do município.

No município de Macedônia (SP), que tem menos de 4 mil habitantes, as verbas da União pagaram show da cantora Mariana Fagundes na comemoração do aniversário da cidade, em outubro do ano passado.

Até então, a indicação das emendas era atribuída à Liderança do Partido Liberal, conforme documentos divulgados pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. Investigação da PF, no entanto, aponta que o real autor das indicações ao Orçamento seria Valdemar Costa Neto.

Outros destinos
A investigação da PF, que cruzou descobertas de operação com informações do Portal da Transparência, apontou que Valdemar seria o responsável por mais de R$ 100 milhões em emendas indicadas na área da Saúde. Recursos esses já pagos aos municípios pelo governo federal.

Outra parte das emendas foi para o Turismo e Desenvolvimento Urbano. Despesas que ainda não haviam sido pagas seriam destinadas para finalidades como pavimentação, revitalização de infraestrutura, contratação de artistas e realização de evento natalino.

Diante dos indícios apontados pela PF, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a indisponibilidade de R$ 119 milhões em bens de Valdemar. O magistrado ainda determinou a suspensão da execução de todas as despesas listadas pela corporação.

A decisão de Dino reproduz trechos de representação da PF que revelam a atuação de três servidores da Câmara dos Deputados para inserir entre as indicações regulares emendas de Valdemar. Segundo a apuração, os investigados tinham consciência de que tratavam emendas como quotas privadas de agente estranho ao cargo, o que preenche os elementos do “peculato‑desvio”.

Presidente do PL se defende
Em nota, a defesa de Valdemar Costa Neto disse ter recebido com surpresa a decisão de Flávio Dino. “Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”, afirmou.

“Valdemar Costa Neto nega categoricamente a prática de qualquer crime. Não há qualquer prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso”, completou.

A defesa do presidente do PL afirmou que é “natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada”.


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Política

Eurasia Group eleva para 60% a chance de reeleição de Lula em 2026

Revisão da consultoria internacional reflete a recuperação recente na aprovação do governo federal, contrariando projeções mais pessimistas do mercado

A consultoria internacional de risco político Eurasia Group revisou suas projeções para a sucessão presidencial brasileira e elevou de 55% para 60% a probabilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A análise, divulgada originalmente pela revista Exame, aponta que o atual mandatário consolidou sua posição de favoritismo para o pleito, amparado por uma reação em seus índices de popularidade e por indicadores econômicos favoráveis.

Recuperação da popularidade

De acordo com o relatório enviado a clientes e investidores, o principal motor para a melhoria nas perspectivas de Lula foi a recuperação de sua aprovação nos últimos meses. Os dados mostram que a avaliação positiva do governo voltou a superar a marca de 47%, após ter atingido o patamar mínimo de 44,6% no fim do primeiro quadrimestre.

Os analistas da Eurasia destacaram que essa guinada está diretamente ligada a fatores econômicos perceptíveis no dia a dia da população, como o arrefecimento da inflação de alimentos e os efeitos práticos de medidas voltadas para o aumento da renda. De acordo com o Vermelho, essa leitura contrasta com as expectativas majoritárias do mercado financeiro, que vinham subestimando o poder de recuperação do governo e apostando em um desgaste político mais severo.

Estatisticamente, líderes com taxas de aprovação consolidadas acima de 40% nos meses que antecedem a eleição costumam registrar uma probabilidade majoritária de vitória. O histórico global mostra que a máquina pública atua como um forte equalizador, mesmo em contextos de polarização acirrada.

Cenário competitivo e desafios à frente

Apesar de conferir o favoritismo ao atual presidente, a Eurasia ressalta que o cenário eleitoral para a disputa continua aberto e altamente competitivo. A margem de 60% indica uma vantagem clara, mas está longe de representar uma fatura liquidada.

Entre os principais gargalos que podem comprometer a trajetória de crescimento do governo, o relatório aponta a segurança pública e os desafios fiscais como potenciais “calcanhares de Aquiles” para a campanha governista. A consolidação dos nomes da oposição e a oscilação dos indicadores de emprego e renda até o início oficial do período eleitoral ditarão se a tendência de alta de Lula se manterá estável ou sofrerá novas oscilações.

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Política

Campanha de Flavio Bolsonaro se prepara para um vídeo-bomba em festa de Vorcaro

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro entrou em estado de alerta diante da possibilidade de divulgação de um vídeo que, segundo relatos publicados pela imprensa, teria sido gravado em uma festa promovida por Daniel Vorcaro. Nos bastidores, aliados já discutem uma estratégia para conter os danos caso o material venha a público.

A preocupação não é apenas com o conteúdo das imagens, mas também com o potencial de aprofundar o desgaste provocado pela proximidade política e financeira entre o senador e o ex-banqueiro. A relação entre ambos já vinha sendo alvo de questionamentos após revelações sobre tratativas envolvendo recursos para um projeto cinematográfico ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até o momento, o suposto vídeo não foi divulgado publicamente, e seu conteúdo não pôde ser verificado de forma independente. O próprio Flávio Bolsonaro nega ter participado de festas promovidas por Vorcaro.

Ainda assim, a simples expectativa em torno da divulgação do material já mobiliza a campanha. Em um momento em que a credibilidade do pré-candidato enfrenta sucessivos episódios de desgaste, um novo fato negativo pode ampliar a pressão política e alimentar questionamentos sobre sua capacidade de conduzir a disputa presidencial sem que novas controvérsias dominem o debate eleitoral.

Na ocasião, o senador afirmou que a esposa “sabe o homem muito melhor que ela tem hoje, um homem que é convertido, um homem que respeita muito mais a família, um homem que valoriza muito mais a esposa, as filhas”.

O temor maior, no entanto, é que além desse, existam outros vídeos do senador nas orgias promovidas pelo banqueiro.


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Política

Emendas de Valdemar: R$ 80 milhões foram para cidades comandadas pelo PL

Outros R$ 5,2 milhões destinados por Valdemar da Costa Neto beneficiam cidades de prefeitos cuja coligação teve o PL nas eleições de 2024

Mais de R$ 80 milhões das emendas atribuídas ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, beneficiaram cidades chefiadas por filiados da sigla, revela levantamento da coluna. Investigação apontou que, ainda que não tivesse cargo de senador ou deputado, o presidente do PL controlava verbas do Orçamento da União.

Na decisão que bloqueou a execução dos recursos, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reproduziu tabela com as emendas que teriam sido apropriadas por Valdemar, conforme investigação da Polícia Federal (PF).

Uma das cidades elencadas é Suzano (SP), que teria sido destino de duas emendas da Comissão da Saúde de 2024. As indicações, somadas, se aproximam dos R$ 27 milhões. A cidade é chefiada por Pedro Ishi, também do Partido Liberal.

O município de Porto Seguro (BA) consta como o destino de quase R$ 25 milhões em indicações atribuídas a Valdemar. De acordo com o Metrópoles, a prefeitura municipal, por sua vez, está sob a responsabilidade de Jânio Natal (PL).

A informação foi levantada pela coluna com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes às Eleições Municipais de 2024. Confira as cidades listadas que têm o cargo de prefeito ou vice-prefeito ocupados por quadros do PL:

  • Suzano (SP): R$ 26.835.199
  • Porto Seguro (BA): R$ 24.999.298
  • Santa Fé do Sul (SP): R$ 9.575.004
  • Bebedouro (SP): R$ 9.000.000
  • Ubatuba (SP): R$ 7.000.000
  • Mogi das Cruzes (SP): R$ 3.000.000
  • Macedonia (SP): R$ 220.000
  • Ilha Solteira (SP): R$ 220.000

Além disso, as chapas eleitas em outras duas cidades compuseram coligações com o Partido Liberal nas Eleições de 2024. São elas: Presidente Venceslau (SP), que recebeu R$ 220 mil, e Guaimbé (SP), destino de R$ 280 mil. Outra cidade cuja prefeita compôs com o PL nas urnas é Morro do Chapéu (BA), destino de R$ 4,78 milhões.


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Política

Cercado de aliados corruptos, além dele próprio, campanha de Flavio explode no centro e nas beiradas

Cercado por aliados envolvidos em denúncias, investigações e escândalos de toda natureza — sem conseguir se desvencilhar das próprias controvérsias que o acompanham há anos — Flávio Bolsonaro vê sua campanha se transformar em uma sucessão de crises. O que deveria ser uma demonstração de força política tornou-se uma coleção diária de constrangimentos.

Os problemas já não se limitam ao núcleo mais próximo. A campanha parece explodir no centro e nas beiradas, atingida por novos episódios que alimentam dúvidas sobre os critérios de suas alianças e a credibilidade de seu projeto político. A cada dia surge um novo escândalo, uma nova revelação ou mais um personagem incômodo ligado ao seu entorno.

Quando os casos isolados se acumulam a ponto de virar rotina, deixam de ser exceção e passam a definir o ambiente político que cerca um candidato. No caso de Flávio Bolsonaro, a sucessão de episódios comprometedores já não parece mero acaso, mas o retrato de um grupo político incapaz de escapar das próprias contradições.

Hoje, o foco recai sobre Valdemar Costa Neto. Ontem, foi Márcio Canella. Antes deles, outros personagens já haviam colocado a campanha na defensiva. Como se não bastasse o desgaste provocado pelos aliados, o próprio Flávio continua sem oferecer explicações convincentes sobre sua relação com Daniel Vorcaro e os negócios que envolvem o Banco Master, tema que insiste em evitar sempre que questionado.

O resultado é uma sucessão de crises que se acumulam sem solução. A cada novo dia surge mais um problema, mais uma suspeita e mais um fato que exige esclarecimentos. O que deveria ser uma campanha baseada em propostas acaba dominado pela necessidade constante de apagar incêndios.

Quando um candidato passa mais tempo tentando explicar seus aliados e suas conexões do que debatendo o futuro do país, o problema deixa de ser episódico. Torna-se uma questão de credibilidade. E, no caso de Flávio Bolsonaro, essa conta parece crescer a cada nova manchete.


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Política

Segundo a PF, Valdemar desviou R$ 119 mi em emendas, e Dino bloqueia bens de dirigente do PL

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, depois de a PF (Polícia Federal) apontar que ele estaria atuando para direcionar emendas parlamentares, mesmo sem mandato no Congresso Nacional.

A PF afirma que as emendas “foram forjadamente encaminhadas e desviadas” e que o próprio Valdemar pode ter sido o beneficiário final. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente pagos, diz a corporação. A reportagem tenta contato com o presidente do PL.

Na decisão, Dino determina a suspensão da execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas e manda o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresentar em dez dias todos os documentos de tramitação interna dos valores sob suspeita.

A ordem judicial tem origem na operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado e que teve como alvo Mariângela Fialek, a Tuca, assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

Ao analisar o conteúdo do celular da servidora, a PF identificou que Valdemar se utilizava dos “serviços” dela “para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato” (desvio de dinheiro público).

“Basicamente, Valdemar Costa Neto contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, proeminentemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”, diz o relatório da PF encaminhado a Dino.

De acordo com a PF, havia planilhas que sistematizavam as indicações de Valdemar, com observações sobre os recursos que seriam encaminhados aos Ministérios. Para dar ares de legalidade à fraude, eram incluídos os nomes dos falsos parlamentares solicitantes.

“Fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”, observa a corporação. Além de Tuca, outros dois servidores da Câmara são suspeitos de integrar o esquema: Nara Brum e Garigham Pinto, da liderança do PL.

Nas comunicações interceptadas pela PF, Nara cita emendas “do Valdemar” e destaca que ele “não aceitaria mudanças nos destinos” dos valores. A servidora, diz, ainda, que ele estaria amparado em promessas da Mesa Diretora da Câmara.

Segundo a PF, isso indica “articulação em nível superior das estruturas formais da Casa”. A reportagem ainda não a localizou.

De acordo com o ICL, já Garigham atuaria como “interlocutor mais direto” de Valdemar e “verdadeiro emissário” do presidente do PL, participando ativamente da negociação dos recursos e dando orientações para a formalização das indicações. Procurado pela reportagem, ele disse que atua de forma técnica e não tem o que comentar.

“Os três servidores da Câmara têm plena consciência da clandestinidade dessa atuação, que extrapola a função burocrática e adentra em um espaço de cogestão irregular, no qual eles não apenas cumprem instruções, mas orientam, cobram, organizam e adaptam destinações conforme diretrizes informais atribuídas a Valdemar”, diz a PF.


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Política

Centrão abandona Flavio Bolsonaro por crise de credibilidade; Valdemar tenta apagar incêndio

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro atravessa um momento de evidente desgaste político. Nos bastidores de Brasília, cresce a percepção de que o Centrão, União Brasil, PP e Republicanos, já não demonstra o mesmo entusiasmo em embarcar em um projeto eleitoral marcado por divisões internas, crises sucessivas e dificuldades para ampliar sua base de apoio. A avaliação entre dirigentes partidários é que a credibilidade do senador sofreu forte abalo, tornando sua candidatura um ativo cada vez menos atraente.

Enquanto lideranças pragmáticas do Centrão observam o cenário com cautela, Valdemar Costa Neto se vê obrigado a atuar como bombeiro permanente de uma crise que parece não ter fim. Nas últimas semanas, o presidente do PL precisou intervir diretamente para conter o conflito público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, antecipando inclusive seu retorno ao Brasil para tentar pacificar os ânimos e evitar que o racha comprometesse ainda mais o projeto eleitoral do partido.

O problema, porém, vai além das disputas familiares. O Centrão opera movido por cálculos eleitorais e dificilmente permanece ao lado de candidaturas que transmitam instabilidade ou aumentem o risco de derrota. Nesse ambiente, cada nova crise amplia as dúvidas sobre a capacidade de Flávio de construir uma coalizão ampla e competitiva.

Valdemar sabe que uma candidatura presidencial depende, antes de tudo, da percepção de viabilidade. Sem confiança dos aliados, sem capacidade de agregar novos apoios e enfrentando sucessivos desgastes internos, a missão de vender Flávio como nome de consenso torna-se cada vez mais difícil. Não por acaso, o dirigente do PL fez apelos públicos pela pacificação, alertando que a divisão interna pode comprometer o desempenho eleitoral do grupo.

Na política, incêndios ocasionais podem ser controlados. O problema surge quando eles deixam de ser acidentes e passam a fazer parte da rotina. Nesse caso, nem o melhor bombeiro consegue impedir que a fumaça afaste aqueles que só permanecem ao lado de quem demonstra força para vencer.


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Política

Campanha de Flavio, entre raios e trovões e muitos palavrões, entra em modo desespero pós-Datafolha

A mais recente pesquisa Datafolha provocou um rodamoinho na campanha de Flavio Bolsonaro logo após o 01 do clã dar de cara na porta na tentativa frustrada de usar a Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) para fazer política.

Flavio foi exemplarmente desautorizado pelos americanos.

A repercussão no Brasil foi imediata e a Faria Lima reagiu mal e deu um corrupio infrene contra seu pupilo, dizendo que a viagem de Flavio aos EUA foi inóqua, infalivelmente brochante.

Em seguida, pesquisa espontânea do Datafolha se transformou em tiro de canhão para a campanha de Flavio, porque Lula aparece seis pontos na frente em São Paulo, estado onde, na eleição de 2022, Bolsonaro teve 10 pontos a mais que Lula.

Bastou isso para pipocar furdunço, do Oiapoque ao Chuí, entre os correligionários de Flavio. E quando todos pensavam que a palha recolhida, que provocou o incêndio havia acabado, Eduardo Bolsonaro fez questão de gravar vídeo para mostrar, em alto e bom som, o suplício da candidatura do irmão a essa altura do campeonato, levantando ainda mais poeira e folhas secas em seu contra-ataque a Zé Trovão que, num claro rompimento com o clã, chamou Jair Bolsonaro de covarde.

Eduardo, com aquele preparo emocional que o pai lhe deu, vomitou o que lhe deu na cruzeta, xingando Zé Trovão com vários palavrões, ameaçando o chapelão de revelar à sociedade o lado oculto e sombrio do ex-aliado ou aliado às avessas.

Seja como for, o bicho pegou e os roletes de fumo que Flavio está levando nas pesquisas parece mesmo que fizeram o ânimo da bolsonarada desabar e o cheiro e enxofre se espalhar.


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