Não há como reconfigurar essa dura realidade para a mídia brasileira, que já havia ocupado seu lugar na tribuna de honra da eleição de 2026, enviando um recado para a sociedade, o de que Tarcísio de Freitas era seu candidato para enfrentar Lula.
Na verdade, a mídia ofereceu um produto que não tinha como entregar e, com isso, os Marinho e cia. acabaram telegrafando a jogada que ajustava a imagem da direita à sua própria fábula e, de lambuja, arremessava Bolsonaro e seus filhos no piche.
Deu tudo errado. A mídia, agora, amarga um amarra-bode de quarta-feira de cinzas, sem candidato para se contrapor à candidatura de Lula, sobrando apenas a satanização ao aumento do salário mínimo para tentar fazer um arranhão qualquer na imagem de Lula, com futurologia pateta daquela velha forma de terrorismo do homem do saco, do velho da porteira, da mula sem cabeça e de outras divindades do submundo folclórico.
Na prática, ali na batata, a mídia está com as mãos vazias para jogar pedra em Lula, já que seria uma desmoralização total apoiar Flavio Bolsonaro, suas rachaqdinhas, sua fantástica fábrica de chocolate, sua relação direta com assassinos como Adriano da Nóbrega e outros milicianos como Queiroz, herdados do esquema de peculato e formação de quadrilha do seu pai, hoje, carta fora do baralho numa cadeia da Federal.
Fico imaginando o tabuleiro de xadrez na frente dos barões da mídia na busca por uma solução tão crua de uma bomba que caiu sobre as suas cabeças.
Não há espaço para ser ocupado nesse novo desenho, o que significa que não há como prometer nada para os endinheirados numa nova remessa de beneces, já que Bolsonaro enfiou toda a direita dentro do mesmo caixão que enterrou a candidatura de Tarcísio.
Ora, a poucos metros dali essa realidade gritava. Bolsonaro não daria de graça seu espólio para ninguém que não fosse do seu próprio templo familiar.
Lógico, a mídia não admite que foi de uma ingenuidade infantiloide de acreditar que poderia substituir o maldito Bolsonaro por um bendito Tarcísio.
A mídia sonhou com esse milagre e, agora, enfrenta uma verdadeira loucura, porque após a redemocratização, é a primeira vez que ela se encontra em um não lugar na disputa eleitoral.
A Globo e congêneres ficaram no vácuo, porque foram diretamente atingidas por um mata-leão empregado coletivamente por Bolsonaro no pecoço daqueles que, de olho no pescoço de Lula, esqueceram de investir em sua própria guarda.
Deu no que deu. A mídia se encontra num nonsense total.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Em descarada campanha contra Lula, Globo usa a fala do bolostrô antinacional, Tarcísio de Freitas, para demarcar território e deixar claro que os Marinho são herdeiros de um DNA antipovo, antipreto e, sobretudo, antitrabalhbador.
E é bom que a esquerda não fuja desse embate, tratando o inimigo com tal, e suas intenções para voltar a ter o poder de antes.
Lógico que tem um mata-burro nessa história, chamado Flavio Bolsonaro, colocado pelo pai para não perder a própria cabeça.
Bolsonaro usa a estratégia de sobrevivência, porque sabe que, a vitória de qualquer pessoa da direita, que não seja um dos seus filhos, o sujeito será suicidado.
Ou seja, Bolsonaro precisa dizer para a Globo e afins quem ainda manda na direita, dane-se se Lula vencer a eleição, pois venceria de qualquer forma, já que o presidente deu um sacode em Bolsonaro, em 2022, mesmo o ogro tendo a máquin na mão.
Assim, Bolsonaro se contenta com não deixar Tarcísio colocar as manguinhas de fora, porque sabe que é traição e estrangulamento imediato.
É a velha história, gambá cheira gambá. traidor cheira traidor.
Mas se a intenção dos Marinho em destacar o ataque grosseiro de Tarcísio ao PT, direcionado a Lula, não terá qualquer efeito a favor de Tarcísio, por que essa exibição de parcialidade do maior grupo de mídia industrial contra a reeleição de Lula?
A resposta está na lógica da velha oligarquia brasileira, quem, até hoje, mantém o ódio em riste contra Getúlio Vargas e afins, por conta da CLT. Para os Marinho, de herança antitrabalhista, qualquer vírgula de avanço dos trabalhadores e da maioria do povo, é uma tragédia.
Isso determinará o conteúdo crítico dos Marinho contra Lula na eleição deste ano, ao estilo, não venceremos Lula, mas faremos o possível para criar barreiras para que sua vitória não signifigue um gol de placa dos trabalhadores brasileiros.
Já Tarcísio tem que se concentrar na sua sobrevivência, porque Lula está fazendo uma frente para atropelar o bolostrô na disputa ao governo de São Paulo, porque Lula, como toda a direita sabe, não joga para perder.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Alguém precisa avisar a Carluxo que Moraes não cairá na gaiatice da facada fake.
Se a farsa da facada serviu para o burrão Bolsonaro fugir do debate com Haddad, hoje, esse sentimentalismo barato, pra lá de surrado, além de não mobilizar a tribo, não emplaca qualquer variação, como a que Bolsonaro, sem o menor escrúpulo utilizou para cumprir pena em seu hotel 6 estrelas, numa mansão de luxo que nem em cem encarnações o brasileiro comum poderia ao menos passar na porta.
Alexandre de Moraes foi suscinto para dizer um robusto NÃO à malandragem de Carluxo e papai, que Bolsonaro deveria cumprir prisão domiciliar de rei por estar “adoecido” com duas hérnias, dessas que qualquer marombeiro tem.
Moraes foi curto e grosso. A prisão de Bolsonaro não afeta em nada seu estado de saúde, até porque, convenhamos, esse trololó vitimista não convence nem o próprio Bolsonaro. Na verdade, isso funciona até como adversriáo do genocida, já que o salafra nunca se mostrou compadecido com uma única vítima de seu genocídio, por covid, de mais de 700 mil brasileiros.
Isso, sem falar dos 34 milhões de brasileiros que ele devolveu ao mapa da fome e que morreram à míngua por conta disso.
Na realidade, não era sequr para Moraes tecer comentários dessa nova farsa de Bolsonaro, tinha que ser o não pelo não, fim de papo, não por vingança, mas por mentira tosca romanceada pelas labaredas dos chorumes de Carluxo.
Aos costumes!
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Ministro do STF afirma que não houve agravamento da saúde e que tratamento pode ser feito na PF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (1) negar o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL), mantendo sua custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O pedido havia sido protocolado no STF na quarta-feira (31), com o argumento de que a prisão domiciliar deveria ser concedida antes da alta hospitalar do ex-mandatário, em razão de seu quadro de saúde no período pós-operatório. As informações são do 247 e CNN.
Defesa alegou risco à saúde no pós-operatório No requerimento, os advogados sustentaram que as condições clínicas de Bolsonaro poderiam ser agravadas com o cumprimento do regime fechado. A defesa também citou o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve autorização para prisão domiciliar, e afirmou que o pós-operatório exigiria cuidados especiais.
Moraes aponta ausência de fatos novos Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes afirmou que a defesa não apresentou elementos novos que justificassem a mudança de entendimento em relação a solicitações anteriores já negadas pelo Supremo. “Não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”, escreveu o ministro na decisão.
STF afirma que estrutura da PF atende às prescrições médicas Na decisão, Moraes destacou que todas as recomendações médicas apresentadas pela defesa podem ser cumpridas nas dependências da Polícia Federal. Segundo ele, a Superintendência da PF garante acesso irrestrito aos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente.
O ministro ressaltou ainda que há autorização para a presença de médicos 24 horas por dia no local, o que, de acordo com o entendimento do STF, assegura a continuidade do tratamento sem comprometer o estado de saúde de Bolsonaro.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Revista Veja anuncia nesta segunda, uma direita de ponta a cabeça.
Sem rumo, sem nomes, sem qualquer estratégia para enfrentar Lula na eleição de 2026, a direita brasileira está restrita ao bolsonarismo, mais precisamente a Bolsonaro.
Isso, apesar de uma direita falida, é o melhor dos mundos para Bolsonaro que, mesmo condenado e encarcerado, segue sendo o líder da xepa que sobrou da direita radioativa para os objetivos do genocida golpista, está para lá de bom, porque ele se mantém vivo-morto na cabeça oca de parte da população, tanto que o PT goza do dobro de preferência do eleitorado em relação ao PL.
Ainda assim, Bolsonaro comemora.
Dane-se se a Veja acha um erro Bolsonaro indicar Flavio para a Presidência da Repúbllica, o clã não faz esse cálculo. Para os Bolsonaro, o que importa não é exatamente vencer a eleição, mas sim seus oponentes dentro da própria direita.
Para eles, o pior dos mundos seria Tarcísio assumir essa liderança, daí s irritação da Veja com a escolha calculada de Bolsonaro para não morrer à míngua.
Para o clã sobreivir dos restos mortais do bolsoarismo, ainda é a melhor opção, já que o restante da direita nem isso tem, principlamente pela sua desmoralização no Congresso Nacional.
Para Bolsonaro, pouco importa se o PT tem a esmagadora maioria de apoio da sociedade, o que interessa ao moribundo, é se manter moribuno, em decadência, mas ainda sendo líder dos reacionários paratatás.
Seja como for, essa conta bizarra, além de mostrar as cenas de guerra dentro da própria direita e a consequente atmosfera de terra arrasada, Bolsonaro, produto genuino da cloaca do baixo clero, sabe que não voltará ao poder, mas ainda terá mobilidade no lixão de uma direita que já não tinha mais o PSDB e, agora, não tem o MDB, boa parte centrão e o PL, que respira por aparelhos, mesmo de forma ofegante e sofrida.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
O ex-deputado federal Alexandre Frota publicou um vídeo nas redes sociais em que ironiza a relação de Jair Bolsonaro (PL) com líderes evangélicos e questiona os chamados “milagres” exibidos em programas religiosos de televisão. Na gravação, ele afirma que respeita todas as religiões, inclusive a evangélica, e diz que acompanha há anos os relatos apresentados por pastores que aparecem próximos do ex-presidente.
Frota cita que Bolsonaro convive com “bispos e pastores considerados entre os mais influentes do país” e menciona que, em programas religiosos na TV, são exibidos testemunhos de pessoas que dizem ter se recuperado de vícios em jogos e drogas, além de relatos de melhora de saúde. Ele também cita casos narrados nesses programas envolvendo mudanças de comportamento de casais e reconciliações familiares.
No vídeo, o ex-deputado relata que acompanha ainda depoimentos que apontam supostos avanços financeiros após a entrada de fiéis em determinadas igrejas. Segundo ele, essas narrativas descrevem pessoas endividadas que, depois de um período na igreja, afirmam ter adquirido imóveis, carros, aumentado a renda e aberto empresas.
Alexandre Frota afirma que esses relatos aparecem com frequência na televisão e nas redes sociais de pastores e de igrejas. Ele diz que os líderes religiosos citados se apresentam como responsáveis por curas físicas, superação de vícios e prosperidade financeira de seus seguidores, sempre por meio de testemunhos exibidos em cultos e programas.
Ao longo do vídeo, Frota cita pastores que aparecem ao lado de Bolsonaro em agendas públicas e eventos religiosos, entre eles Silas Malafaia e Marco Feliciano. Ele menciona que esses nomes também participam de mobilizações políticas e de manifestações em apoio ao ex-presidente, além de atuarem em grandes denominações evangélicas.
https://twitter.com/i/status/2004980365639700948
*DCM
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Abin monitorou ações de lideranças indígenas, alertando para riscos para exportadores do agro brasileiro e ameaça de conflito
Líderes indígenas foram monitorados pela Agência Brasileira de Inteligência durante o governo de Jair Bolsonaro, enquanto o Palácio do Planalto desmontava a Funai, fustigava grupos autóctones e prometia que não iria demarcar novas terras. Uma das entidades acompanhadas de perto pela Abin era a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), liderada naquele momento por Sonia Guajajara, hoje a ministra dos Povos Indígenas do governo Lula.
A informação faz parte de documentos da agência e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. Desde meados de dezembro e pelas próximas semanas, o ICL Notícias traz com exclusividade dezenas de informes, relatórios e dados até hoje mantidos como confidenciais pela Abin.
Um dos focos do trabalho da agência ao longo dos anos de Bolsonaro foi a questão indígena e seu impacto doméstico e internacional. Num relatório de 11 abril de 2019, por exemplo, a Abin trazia um detalhado acompanhamento dos atos que estavam sendo organizados pelos indígenas brasileiros em protesto contra Bolsonaro. O foco era Acampamento Terra Livre (ATL). “A tendência é de que os militantes indígenas manifestem suas reivindicações de forma enérgica devido aos recentes posicionamentos do Governo Federal para as políticas indigenistas, com probabilidade de confronto entre os participantes da marcha e integrantes das forças de segurança pública”, disse o informe. “Também é alta a probabilidade de ocupação de prédios públicos na região da Esplanada dos Ministérios”, alertou.
O relatório trazia até mesmo um mapa e fotos do projeto de instalação do acampamento no perímetro da Esplanada dos Ministérios.
Outro destaque da Abin se referia aos trabalhos das lideranças indígenas para conseguir arrecadar recursos para o ato. “Dos RS 50 mil almejados pela APIB para auxiliar no custeio do acampamento, foram arrecadados R$ 12,3 mil- 24,5% do total”, apontou o informe.
O que ainda chamava a atenção da Abin era o fato de o convite para doações estar sendo realizado em diversos idiomas, como inglês, espanhol e francês, numa tentativa de atrair parceiros estrangeiros. “Em edições anteriores, a APIB conseguiu atingir a meta de arrecadação no ambiente virtual. Em 2017, coletou R$ 45 mil; já em 2018, a arrecadação virtual totalizou aproximadamente R$ 20 mil”, disse.
De acordo com o informe, a expectativa era de que o ato contasse com 6 mil participantes. Mas a Abin estimava que o número seria bem inferior.
O risco de um confronto era outro ponto do relatório de inteligência. “Nos últimos anos, foram registradas ocorrências de enfrentamento de militantes da marcha com integrantes dos órgãos de segurança pública, além de tentativa de depredação de patrimônio público e privado. Em 2014 e 2017, houve tentativas de invasão ao edificio-sede do Congresso Nacional. A tropa de choque da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser acionada e indígenas atiraram flechas contra os militares. Em 2014, policiais militares ficaram feridos em decorrência de enfrentamentos”, disse.
“Apesar de não terem sido detectadas quaisquer incitações para atos de violência no ambiente virtual, os movimentos sociais indígenas estão articulados e insatisfeitos com a atual gestão do Govero Federal e a atuação do Poder Legislativo no encaminhamento de suas demandas”, admitiu.
A agência explicava que, desde a edição da Medida Provisória nº 870/2019, movimentos indigenistas alegavam ter havido um “esvaziamento das atribuições da Fundação Nacional do Indio (Funai) no processo de demarcação de territórios”. “Como forma de protesto, promoveram de 17 a 31 jan. 2019 ocupações de sedes de órgãos públicos e bloqueios de rodovias em localidades do País. No período de 25 a 29 mar. 2019, realizaram a “Semana de Mobilização Nacional em Defesa da Saúde Indígena”, em oposição à tentativa do Governo Federal de municipalizar o atendimento à saúde indígena”.
“Houve ocupações de prédios públicos – a exemplo de unidades do Ministério da Saúde – bem como interdições temporárias de vias públicas e rodovias em onze estados”, disse.
“Haja vista que os movimentos sociais indígenas estão articulados e mobilizados, os manifestantes presentes ao 15- ATL tendem a defender de forma enérgica suas reivindicações junto às autoridades constituídas, o que eleva a probabilidade de ocorrência, durante a marcha do evento na Esplanada dos Ministérios, de confrontos entre manifestantes e membros dos órgãos de segurança pública, bem como de tentativas de depredação de patrimônio”, alertou.
“Nesse caso, seriam alvos potenciais para ações dos manifestantes as sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde e Advocacia-Geral da União”, previa.
Ministra denuncia tentativa de criminalizar lideranças indígenas Naquele ano, a diretora-executiva da Apib, Sonia Guajajara, alertou: “Estamos assistindo a um genocídio legislativo”.
Procurada nesta semana, a atual ministra afirmou ao ICL Notícias que, embora o monitoramento feito pela ABIN às lideranças indígena não fosse uma novidade, ele se intensificou entre 2019 a 2022, justamente com Bolsonaro no poder.
“Isso se intensificou muito para monitorar ações, protestos, manifestos e até nos acusar de lesa pátria”, disse a ministra.
Ao ficar sabendo do conteúdo dos relatórios publicados pelo ICL, a ministra ainda destacou como um dos resultados a “tentativa de criminalização individual de lideranças, incluindo eu mesma que estava à frente da APIB”. “Sempre achei inaceitável”, completou.
Ação no exterior: alerta para risco de prejuízo aos exportadores Aquele não seria o único ato de monitoramento da Abin em relação à entidade liderada pela atual ministra dos Povos Indígenas. Em 17 maio de 2019, num outro informe, a agência alertou para o fato de que ambientalistas europeus lançaram um manifesto defendendo regras mais rígidas a serem impostas pela União Europeia às agroexportações brasileiras. “A principal preocupação dos ambientalistas estrangeiros é o desmatamento para o cultivo de soja, criação de gado e exploração de minério de ferro, principalmente no bioma amazônico”, disse.
A questão, porém, é que a iniciativa contava como o apoio da Apib. “Em 26 abr. 2019, foi publicado na Revista Science manifesto assinado por mais de 600 pesquisadores e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que representa cerca de 300 comunidades indígenas brasileiras, defendendo que a União Europeia (UE) não compre bens agrícolas brasileiros que tenham sido produzidos em terras recém-desmatadas”, destacou.
“Exigem ainda a observância do direito de consulta prévia às populações indígenas afetadas por políticas públicas, o qual é garantido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, explicou.
O manifesto recebeu apoio de deputados e candidatos ao Parlamento Europeu, com destaque para o da vice-presidente daquela instituição, Heidi Hautala. Ela fazia parte dos Verdes, grupo político com pauta ambientalista, composto naquele momento por 52 eurodeputados (deputados do Parlamento Europeu) de 18 nacionalidades.
No manifesto, demanda-se à UE que, no acordo comercial com o Brasil, seja exigida a observância de três condições: a) o respeito à Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, b) o refinamento de mecanismos de certificação de origem para rastrear commodities associadas ao desmatamento e a violações dos direitos dos indígenas e c) consulta e consentimento prévio das populações indígenas para definir critérios sociais e ambientais para o comércio de commodities.
“A maior preocupação é o desmatamento para o cultivo de soja, criação de gado e exploração de minério de ferro, principalmente no bioma amazônico. Esses três produtos representaram cerca de 22% do valor exportado pelo Brasil para a UE entre janeiro e abril 2019”, explicou.
Para a Abin, a ofensiva contra as exportações brasileiras poderia ter um impacto negativo. A publicação do manifesto e outras iniciativas teria “o potencial de prejudicar as agroexportações brasileiras”.
Risco de conflito Na agência indígena, a Abin também alertou ao Palácio do Planalto em outro informe sobre o risco de violência no campo. E 4 de abril de 2019, a agência explicava o impacto de uma decisão da a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, dias antes, havia negado mandados de segurança em que produtores rurais da Bahia demandavam a suspensão do processo administrativo de revisão da demarcação da Terra Indígena (TI) de Barra Velha. localizada no extremo sul do estado. “Com a decisão, o colegiado revogou liminares concedidas em 2013 pelo relator anterior das ações, que haviam suspendido o processo de reconhecimento da ampliação da área indígena”, explicou.
Para a agência, a decisão “contribui para o aumento da tensão existente entre a comunidade indígena e os produtores rurais da região, ainda que não tenha havido registro de violência nos últimos anos”.
“Observa-se, no momento, incremento nas iniciativas de articulação por parte de lideranças indígenas e rurais nos planos estadual e federal”, advertiu.
“Do ponto de vista da dinâmica do conflito, a relativa estabilidade observada desde 2013 decorreu, em larga medida, do congelamento do litígio no plano judicial. Com a perspectiva de retomada do processo, desdobramentos judiciais e administrativos subsequentes tendem a impactar significativamente a expectativa dos atores do contencioso, principalmente porque inexiste grupo de trabalho – ou estrutura politico-administrativa intersetorial equivalente – investido de capacidade política para mediar a construção de termos de acordo entre as partes”, completou.
Histórico de espionagem Para a Apib, o monitoramento da agência de inteligência não é uma novidade. Em 2020, noventa organizações da sociedade civil e 72 parlamentares enviaram uma carta à secretária-executiva da Convenção do Clima da ONU, Patricia Espinosa, cobrando providências sobre a presença de agentes da Abin espionando ambientalistas, diplomatas e congressistas na COP25, a conferência do clima de Madri.
A informação sobre a atuação da agência havia sido revelada, naquele ano, pelo jornal O Estado de S.Paulo, que destacou como quatro arapongas foram enviados para a COP para monitorar atividades de ambientalistas, em especial o chamado Brazil Climate Action Hub, organizado por ONGs brasileiras. Questionado, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, ao qual a Abin era subordinada, admitiu que mandou os agentes para espionar “maus brasileiros”.
Na carta enviada pela Apib e por dezenas de outras instituições em 29 de outubro de 2020, as lideranças afirmam terem ficado “indignadas ao descobrir por meio da imprensa que o governo do Brasil designou quatro agentes secretos para monitorar tanto as atividades da sociedade civil, quanto os próprios delegados do Brasil, durante a COP25 em Madri”.
“A decisão de uma Estado de espionar os delegados por qualquer motivo é extremamente preocupante. Viola a segurança dos delegados dentro das instalações da ONU, causando enorme constrangimento. Compromete a privacidade, o pensamento e o discurso da liberdade, e a imunidade consagrada na própria Carta das Nações Unidas”, alertaram.
Como foram obtidos os documentos O acesso aos documentos da Abin ocorreu depois de seis anos de batalha por parte da Fiquem Sabendo e é considerado como um divisor de águas para a transparência no Brasil.
A ação segue tramitando para garantir que todos os documentos sejam entregues, sem tarjas e n íntegra, como é o caso ainda de vários informes.
Documentos classificados são informações públicas que, por motivos de segurança da sociedade ou do Estado, são temporariamente mantidas em sigilo. Os documentos obtidos já foram desclassificados e, portanto, estão fora do prazo de sigilo. De fato, entre 2014 e 2020, mais de 400 mil documentos federais perderam o sigilo.
Mas o acesso nem sempre está garantido. Assim, o projeto Sem Sigilo começou em 2019, quando a entidade convocou voluntários para pedir documentos cujo prazo de sigilo expirou. A iniciativa coletou milhares de páginas de dezenas de órgãos, mas enfrentaram resistência de entidades como Abin, GSI, Ministério da Defesa, Forças Armadas, Polícia Federal e Itamaraty.
Em 2020, eles ajuizaram uma ação contra a Abin. A ideia era enfrentar o órgão mais resistente à transparência pública porque apostavam que, se ganhassem, outros cairiam por gravidade.
Em 2021, o MPF acolheu parcialmente os argumentos e sugeriu que a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso, analisasse os documentos. Corretamente, o Congresso se recusou, afirmando não ser sua competência.
Em 2023, a ação sofreu uma derrota em primeira instância. A Justiça aceitou o argumento da União de que a Abin poderia decidir sozinha o que divulgar ou não — mesmo contrariando o texto da LAI.
*Jamil Chade/ICL
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Comecemos pelo começo. Esse catado de botequim não consegue formar um time que várzea, simplesmente porque não sabe quem é a bola.
O dono da birosca, no caso, Bolsonaro, entregou a camisa para uma penca de oportunistas que não tem qualquer ideologia, projeto político ou coisa que o valha.
Nem para tourada, esses chucros prestam, Novidade nenhuma, Bolsonaro foi durante três décadas, o representante mais legítimo do baixo clero no Congresso. Aquilo, que é considerado a xepa da xepa, o próprio confessa isso, tal a sua limitação moral e intelectual.
O esquema, sob o comando de alguém rico é aprontar gritaria contra a esquerda, sem a menor capacidade argumentativa. O negócio é chamar Lula de ladrão, o PT de comunista e cantar vitória eleitoral sem ao menos saber explicar o motivo.
Lembrem-se da quantidade de desconhecidos que chegou ao Congresso pelas mãos de Bolsonaro. Gente que foi divinizada por uma mídia comprada pela Secom de Bolsonaro que, nitidamente, sofre de um deficit cognitivo aquém de Bolsonaro, sendo obrigada a seguir, passo a passo, a caminhada fracassada do líder dos tolos.
O número de parlamentáres do qual Bolsonaro se cercou e que elegeu em 2018 e 2022 naquelas jogadas imundas de política feita em fundo de quintal, formou esse bloco de burrice histórica, gigante.
Por isso mesmo não há qualquer diálogo do Congresso com os demais poderes.
Essa direita, se é que se pode chamar de direita, foi vitaminada pelo poder, enquanto Bolsonaro tinha um, e criou um correio próprio e direto na base de estrume, um bando de canalhas que, a mando de Bolsonaro, sempre operou para obstruir qualquer diálogo político. Simplesmente porque nenhum deles tem qualquer neurônio para tanto.
Como chamar esse troço de direita?
Vale qualquer classificação, dessas comuns no mundo da vagabundagem, da indecência, do despudor, da ignorência continuada e da pasmaceira ideológica. Tudo arquitetado e regido pelo clã Bolsonaro, do contrário, não teriam apoio do todo poderoso. Deu no que deu.
Nem para carregadores de piano, eles serviram. é um bonde de nulos, ou Bolsonaro, mesmo com a máquina na mão e todas as sujeiras que utilizou, não teria perdido a eleição para Lula.
Bolsonaro é um fenõmeno às avessas que sempre operou em busca de poder, sem qualquer preocupação com ideologia, sempre foi o oportunismo barato em estado puro.
Então, fica a pergunta, como esses paspalhos farão diferença num debate nacional em 2026? Se ficarem quietos, serão devorados pela esquerda; se falarem alguma coisa, serão engolidos da mesma forma.
Simplesmente porque não têm a menor ideia para afirmar o que é direita e esquerda. Nesse nível.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
Ex-presidente foi alertado sobre avanço da destruição na Amazônia e sobre a ameaça que isso significava a interesses internacionais do país
Enquanto percorria o mundo mentindo sobre a situação na Amazônia, o ex-presidente Jair Bolsonaro era informado por sua agência de inteligência que o desmatamento na floresta tropical avançava de forma “significativa”, ameaçava a imagem internacional do Brasil e poderia prejudicar interesses econômicos do país.
A informação faz parte de documentos da agência e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. Ao longo dos próximos dias, o ICL Notícias trará com exclusividade dezenas de informes, relatórios e dados até hoje mantidos como confidenciais pela Abin.
No púlpito da ONU, em setembro de 2019, Bolsonaro saiu ao ataque da comunidade internacional, denunciando o que ele chamou de uma campanha contra o país. “Meu governo tem um compromisso solene com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável em benefício do Brasil e do mundo”, disse.
“Nossa Amazônia é maior que toda a Europa Ocidental e permanece praticamente intocada”, insistiu. “Prova de que somos um dos países que mais protegem o meio ambiente”, disse.
Um ano depois, na mesma Assembleia Geral da ONU, ele afirmou que seu governo era “líder em conservação de florestas tropicais”. Bolsonaro ainda garantiu: “Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior”.
Mas os discursos não passavam de uma manobra deliberada para tentar enganar a opinião pública mundial. Em abril de 2020, um informe da Abin enviado à presidência mostrava uma realidade radicalmente diferente.
“O desmatamento na Amazônia aumentou significativamente entre agosto de 2019 e abril de 2020 e atingiu uma área 50% maior que o verificado no mesmo período entre os anos de 2018 e 2019”, afirmou o relatório que foi entregue ao Palácio do Planalto naquele mês.
s dados ainda apontavam que, em 2020, 33% da derrubada de floresta foi realizada em terras públicas, que são, principalmente, alvo de grilagem.
Nem o argumento da “umidade” da floresta usado por Bolsonaro na ONU era sustentado pela Abin. “Em 2020, os órgãos de fiscalização ambiental receiam que haja aumento do volume de queimadas no período de seca. Segundo o Ipam [Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia], em razão da diminuição da umidade, o fogo seria maior em florestas próximas às áreas já desmatadas e recém exploradas. Este fato pode ocorrer mesmo vários metros adentro da mata, aumentando a possibilidade de uma queimada gerar incêndios florestais”, constatou.
O agro é pop? O relatório ainda desmentia a narrativa de Bolsonaro de que a agricultura nacional não era a culpada pelo desmatamento.
“Nosso agronegócio continua pujante e, acima de tudo, possuindo e respeitando a melhor legislação ambiental do planeta”, disse o ex-presidente na ONU em setembro de 2020. “Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”, justificou.
Mas o informe da Abin, entregue cinco meses antes, apontava para outra realidade. “No Amazonas, a principal área de extração ilegal de madeira está localizada no sul do estado, coincidindo com a área de expansão da fronteira agrícola”, disse. “O desflorestamento no estado está predominantemente associado à implantação de pastos para rebanhos bovinos”, alertou.
“No Pará, o fenômeno do desmatamento desdobra-se em duas vertentes principais, a do desmatamento estruturado, realizado por grandes fazendeiros que fraudam os processos de concessão de exploração por meio de mecanismos de corrupção presentes nas secretarias ambientais estaduais e a do desmatamento artesanal, realizado em regiões remotas do estado”, disse o informe da Abin.
A agência ainda apontava que o desflorestamento no estado do Amazonas estava “predominantemente associado à implantação de pastos para rebanhos bovinos”. “Encerrado o ciclo da extração de madeira, agentes especializados atuam na preparação do terreno para a atividade pecuária. A área desmatada é queimada e transformada em pasto”, afirmou. “O terreno é cercado e, em alguns casos, esses mesmos agentes são responsáveis pelo transporte do rebanho para a região. O fazendeiro paga pelo serviço e trata da produção”, disse.
O informe ainda aponta para o Pará como um dos estados com maior área agregada a receber avisos de desmatamento em março de 2020. Mais uma vez, o foco era o agronegócio.
“A devastação na região está associada, principalmente, à expansão da agropecuária e da atividade de grilagem”, disse. “Essas atividades estão correlacionadas a crimes como corrupção e emissões falsificadas de licenças e interferem em distintos aspectos socioeconômicos do estado, como proteção ambiental e ocupação imobiliária”, alertou.
Impacto internacional No informe da Abin, os agentes apontaram ainda para o risco que o desmatamento poderia gerar para a reputação internacional do Brasil e a violação de acordos assinados pelo país.
“A imprensa internacional e nacional já tem divulgado notícias sobre o aumento do desmatamento na Floresta Amazônica em 2020. Esse aumento recente, somado a uma perspectiva de maiores incêndios e queimadas na região durante na época de seca, tende a prejudicar a imagem do pais no exterior, gerando impactos no setor econômico”, alertou a Abin.
“O Brasil é signatário do Acordo de Paris, no qual se compromete a implementar medidas efetivas para atingir metas climáticas, como a diminuição do desmatamento. Além disso, o tratado comercial entre Mercosul e União Europeia reitera expressamente essas obrigações e países europeus ameaçam não ratificar o acordo em caso de descumprimento dessas metas”, advertiu.
“O recente aumento da área desmatada tende a prejudicar a imagem do País, gerando impactos negativos nas negociações internacionais e multilaterais”, completou a agência.
Bolsonaro, porém, preferiu acusar a comunidade internacional de estar divulgando mentiras sobre o país. Cinco meses depois, na ONU, ele insistiu que o Brasil despontava “como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente”.
“Rechaçamos as tentativas de instrumentalizar a questão ambiental ou a política indigenista, em prol de interesses políticos e econômicos externos, em especial os disfarçados de boas intenções”, disse.
Um ano antes, em setembro de 2019, ele chamou as críticas ao Brasil por desmatamento como “ataques sensacionalistas por grande parte da mídia internacional”.
Os documentos, porém, revelam que ele sabia tanto do desmatamento como do impacto que isso geraria ao país.
Como foram obtidos os documentos O acesso aos documentos da Abin ocorreu depois de seis anos de batalha por parte da Fiquem Sabendo e é considerado como um divisor de águas para a transparência no Brasil.
A ação segue tramitando para garantir que todos os documentos sejam entregues, sem tarjas e n íntegra, como é o caso ainda de vários informes.
Documentos classificados são informações públicas que, por motivos de segurança da sociedade ou do Estado, são temporariamente mantidas em sigilo. Os documentos obtidos já foram desclassificados e, portanto, estão fora do prazo de sigilo. De fato, entre 2014 e 2020, mais de 400 mil documentos federais perderam o sigilo.
Mas o acesso nem sempre está garantido. Assim, o projeto Sem Sigilo começou em 2019, quando a entidade convocou voluntários para pedir documentos cujo prazo de sigilo expirou. A iniciativa coletou milhares de páginas de dezenas de órgãos, mas enfrentaram resistência de entidades como Abin, GSI, Ministério da Defesa, Forças Armadas, Polícia Federal e Itamaraty.
Em 2020, eles ajuizaram uma ação contra a Abin. A ideia era enfrentar o órgão mais resistente à transparência pública porque apostavam que, se ganhassem, outros cairiam por gravidade.
Em 2021, o MPF acolheu parcialmente os argumentos e sugeriu que a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso, analisasse os documentos. Corretamente, o Congresso se recusou, afirmando não ser sua competência.
Em 2023, a ação sofreu uma derrota em primeira instância. A Justiça aceitou o argumento da União de que a Abin poderia decidir sozinha o que divulgar ou não — mesmo contrariando o texto da LAI.
Mas, em maio de 2025, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) acatou o pedido e condenou, por unanimidade, a União e a Abin a entregar um conjunto de documentos mantidos ilegalmente sob sigilo.
*Jamil Chade/ICL
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.
A direita tenta convencer as pessoas que não tem candidato porque Bolsonaro está preso,
O fato é que isso pouco importa. Nna verdade, vender Bolsonaro ainda é mais caro do que vender todos os pangarés juntos, Tarcísio, Zema, Caiado e Ratinho.
Bolsonaro não poderia prometer que faria um governo igual ao aonterior, porque matou por covid 700 mil pessoas, colocou 33 milhões de brasileiros na mais absoluta miséria, devolveu o Brasil ao mapa da fome, desemprego nas alturas e preços, sobretudo dos alimentos, não tem graça comentar.
Na realidade, se Bolsonaro fosse candidato, faria de tudo para se afastar daquele Bolsonaro que arrasou com o Brasil, na economia, na saúde, na ciência, na educação, enquanto fazia lobby pesado pela bilionaríssima indústria intrnacional de armas.
Um sujeito desse já entraria na disputa eleitoral escondendo-se de si próprio, a não ser que quisesse dizer que, se vencesse, faria um governo ainda pior do que fez.
Esse é somente mais um problema da direita e, Bolsonaro como candidato, só dobrar a aposta daquela tragédia de quatro anos que nós brasileiros vivemos.
Dessa gente, não sai nada que não seja o desmonte do país.
No campo das ideias, a ideia inexiste, da moral, não tem graça comentar. Basta pegar a folha corrida dessa turma que está sendo caçada como ratos pela Polícia Federal, para confirmar o desastre. Até 2026, 80% do bolsonarismo oficial estará na cadeia em solidariedade ao chefe.
Essa é a vida real da direita brasileira, não a direita vendida como fábula por supostas pesquisas que ainda dão algum caldo para a fantasia dos caçadores de ETs e devotos de pneu.
Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.