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Mídia industrial agora é terrivelmente evangélica

A Veja, que lançou Collor como caçador de marajás e deu no que deu, chegando a Paulo Guedes, que devolveu o Brasil ao mapa da fome no governo do genocida, Bolsonaro, responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros por covid, agora é evangélica desde criancinha.

Ou seja, a revistona sempre teve talento de visionário às avessas. É só lembrar que Eduardo Cunha era tratado como rei do Brasil na sua campanha pelo golpe em Dilma.

Como não pretendo descrever c da canalhice dessa bíblia do fascismo nacional, vou somente gargalhar por ver André Mendonça ser tratado como já foram duas ex-celebridades de duas das mais recentes farsas desse país, Joaquim Barbosa, no mensalão e Sergio Moro, na Lava Jato.

Mendonça, como é sabido, não existe, o que existe é Bolsonaro que, de dentro da Papuda, regerá uma orquestração das mais cretinas, via seu afilhado terrivelmente evangélico, para tentar a ferro e fogo mudar o resultado eleitoral para a Presidência da República debaixo de pau.

O homem já recebeu autorização do patrão, preso por tentativa de golpe e assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Sim, é isso que restou da direita pós-Bolsonaro, o próprio, transmutado em Flavio e, agora, em Mendonça.

Isso significa que a mídia está mostrando os dentes para Lula, como sempre fez em defesa dos candidxatos da oligarquia.

A matéria publicada pela Veja é um apito de cachorro para convocar os mais alucinados bolsonaristas para uma guerra santa contra o PT, mas sobretudo contra Lula.

O que devemos esperar disso? Porque, para a mídia, do pescoço para cima do candidato Lula, tudo é canela, sem choro nem vela.

E se a esquerda não responder à altura, dará aval para que essa panela chamada elite brasileira possa usar qualquer pinguela para associar o presidente da República a qualquer esparrela.


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Pastor que apoia Bolsonaro, presta?

No empobrecido cenário político em que a direita se encontra, por culpa, principalmente de Bolsonaro, por não admitir que qualquer correligionário coloque a cabeça pra fora, surge uma montanha de patifes do submundo evangélico que se arvoram em se apresentar como pastores, apoiadores de Bolsonaro, que só assegurou ganhos estratosféricos para seu clã, enquanto a população via seu chão derreter.

Como pode um pastor apoiar um sujeito que foi responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros por covid, devolveu 34 milhões de brasileiros para a mais absoluta miséria, dos quais grande parte das vítimas dessa engenhosa forma de corrupção, era do rebanho desses mesmos pastores picaretas que ajudaram a maquinizar apoio político ao próprio algoz da população.

Isso, sem falar na comunhão do mesmo Bolsonaro com tudo o que não presta nesse país e, claro, o vigarista tentou dar um golpe de Estado em que Lula, Alckmin e Moraes seriam vítimas fatais, por envenenamento ou por arma de fogo, daquela brutalidade, como foi delatado por vários comparsas de Bolsonaro.

Então, diante de um quadro como esse em que Bolsonaro dominava o território dito evangélico, por conta de pastores mercenários, o que motiva um charlatão a apoiar outro, se não for por puro mau-caratismo e interesses que movem tal escrescência.

Não dá para o sujeito posar de escapulário da fé cristã tendo como senhor dos senhores o capeta em forma de presidente.


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A criminosa engrenagem da Lava Jato operou para Moro vencer a eleição presidencial de 2022 por WO

Na história do Brasil, não existe um político, dentro do Congresso, mais chacoteado do que Sergio Moro. Mais que isso, o “ex-salvador” do Brasil, personagem criado pelas redações do Grupo Globo, que tem a gratidão eterna dos Marinho, sempre enfrentou críticas duras no Congresso que, depois, eram azeitadas pela grande mídia ou simplesmente subtraídas das pautas políticas.

O maior dos personagens da república de Curitiba jamais pagou suas dívidas com a justiça, mas o Congresso como palco sempre lhe negou qualquer alívio, não só lá, ainda ministro de Bolsonato, teve que ouvir a narrativa cabeluda de Glauber Braga, num enredo didático da condenação e prisão de Lula, de um juiz corrupto em campo que, depois, foi contratado pelo clube que ele beneficiou e, no final, Glauber tatua na testa do ex-herói dos pés de barro a pecha, com muita propriedade, de juiz corrupto e ladrão.

Moro, de mamute contra a corrupção, transformou-se automaticamente em bacorinho fugitivo de um chiqueiro que o próprio criou para se engordar politicamente, saindo do Congresso como um cão sarnento pela porta dos fundos, sem rebater uma única vírgula do que disse o grande deputado.

Do ponto de vista político, foi a grande tragéia que deu início à desconstrução de um hipócrita farsante que dormiu vestido de padre e acordou com trajes do capeta. Isso não é pouca coisa.

Moro se comportou como um camundongo assustaqo diante de um Glauber Braga em êxtase por ter desmascarado, ao vivo e a cores, o fanfarrão-mor da república de Curitiba.

Ou seja, a besta do balão estava desencantada, pois nem de relinchar foi capaz e, ao contrário do que imaginou o massacre de Glauber, não decantou, e a coisa só piorou, postergando para um futuro infinito a imagem de um cagado como senador, onde todos que tiveram embates com ele, lhe chutaram a bunda, até mesmo o hacker de Araraquara, porque não serei covarde de lembrar a carraspana que tomou do então ministro da Justiça, Flávio Dino, que o colocou muito abaixo de uma barata e, mais uma vez, Sergio Moro tentou se esconder na própria sombra.

Mas nada disso, mesmo diante de um alvejamento de sua imagem por um número incontável de oponentes, Moro, amparado por uma mídia que operou como babá do fantasiado herói, arrasta-se no Senado como um leproso que nem os supostos aliados querem posar ao lado dele.

O sujeio é um político bichado que, fora do Paraná, é tido como alguém que tem como motor político um troço que bateu biela na largada.

Mas é preciso desenhar a estratégia de Moro desde sua parceria criminosa com Bolsonaro ainda vestido com a toga, negciando a cabeça de Lula para Bolsonaro vencer a eleição de 2018 e ele assumir uma suposta super pasta da Justiça e Segurança Pública, o que foi feito.

Bolsonaro, por sua vez, percebeu que estava criando cobra, não entregou o suposto poder ao pária até para um governo de párias, a começar por Bolsonaro, que culminou numa degola na fatídica e despudorada reunião ministerial em que Bolsonaro diz claramente que Moro armou uma cama de gato para ele, filhos e aliados e, por isso, a forca virou sua gravata de ministro naquele momento, porque Bolsonaro deu-lhe uma invertida com as informações de seus arapongas da Abin.

O fato é que aquele episódio, que serviu como bactericida para eliminar Moro, foi o último de uma série de ações que o ex-juiz produziu desde Dilma, Lula, mas também Temer e Aécio que entraram no radar de seus bombardeios midiáticos.

Moro, em parceria com a Globo, foi eliminando, um a um, quem ele considerava mata-burro para chegar à Presidência da República em 2022 sem candidato de peso e, assim, venceria a eleição por WO.

Mas sem o apoio dos bolsonaristas por ter traído Bolsonaro, a manutenção do próprio Bolsonaro como candidato à reeleição, mas sobretudo a volta de Lula ao topo da disputa eleitoral, fez com que Moro, de representante da terceira via, depois que Dória jogou a toalha, o burro de Curitiba teve que dar de fasto, tratorando seu próprio padrinho político, Álvaro Dias, e concorrer ao Senado sob as bênçãos de Bolsonaro e filhos, sobre quem ele já havia declarado que não passavam de um clã de corruptos.

Nisso tudo, duas coisas chamam a atenção, Moro cometeu uma enormidade de crimes tão graves quanto os de Bolsnaro, ficando com a bucha totalmente queimada prante a justiça, mas também perante à mídia. No entanto, ele terminou por provar que ainda mantém as costas quentes no judiciário, assim como no Ministério Público e também na mídia, tendo a Globo como mãe protetora do sacripanta curitibano.


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Relatoria do caso Master vai para as mãos de Bolsonaro via Mendonça, mas a mídia segue, obsessivamente, falando de Toffoli

O campo mental onde a grande mídia assombra a população com a agudeza de um engenho pró-Bolsonaro, é tão descarada que as sucessivas manchetes que enfeitam de louros a cabeça de Mendonça, não questionando sua obediência a Bolsonaro, segue para a glória maior do golpista preso na Papuda.

Aparentemente, é uma pintura fora do quadro, mas sugere escancaradamente que Flavio já foi abraçado pela besta da oligarquia, consequentemente, a boa vontade da mídia com o rachadinha, o mesmo que transforma chocolate em ouro em pó com mansões compradas com dinheiro vivo, é a própria feição de Bolsonaro, de dentro da Papuda, manipulando o sistema de justiça via Globo e congêneres.

Como Bolsonaro não conseguiu produzir uma convulsão bélica na sua campanha crispada de energia pesada, a feição pacata de Flavio acaba por traduzir um Bolsonaro virgem e heróico, eivado de sobrecarga de poder. Sim, porque Mendonça não tem apenas o título de novo relator do caso Master, a pintura filosófica estará sob reflexos diretos da lua do próprio Bolsonaro, enquanto a grande mídia segue insuflando a sociedade contra o STF na figura de Toffoli.

Nenhuyma vírgula sequer sobre a total falta de isenção de Mendonça para julgar o caso Master, banco que patrocinou a campanha de Bolsonaro e de Tarcísio, em 2022, com R$ 5 milhões que seria suficiente para que tal fato merecesse dos escribas da grande mídia, um cadico de atenção. Sem falar no número sem fim de prefeitos e governadores bolsonaristas que colocaram bilhões de recursos públicos num banco sabidamente falido, como é o caso de Ibaneis Rocha, Claudio Castro, entre tantos outros partidários do golpista.

A verdade é que não há título de matéria na grande mídia, salvo o heróico Bernardo de Mello Franco, de O Globo, que questiona se o evangélico Mendonça tem distanciamento e autoridade suficientes para relatar um caso como o do Banco Master, coroado de bandidos evangélicos, envolvidos até a medula com Vorcaro, também evangélico, de significativo histórico com André Valadão, da Igreja Lagoinha, e sua rede templos que arrecadam bilhões anualmente e que foram o próprio pedal que ipulsionou o dono do Master no submundo do mercado financeiro.

Ou seja, a grande mídia fecha os olhos para tudo isso e tenta fazer o mesmo com seus leitores enquanto utiliza o gênio do diversionismo, colcoando Toffoli na cruz numa falsificadora e arcaica narrativa de histerias movediças, justamente para o público esquecer que, na prática, André Mendonça não existe, o que existe é Bolsonaro que, mesmo preso na Papuda por crime de tentativa de golpe de Estado, segue soprando o apito de cachorro para os burros de carroça e regendo sua orquestração em benefício próprio.


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Política

Nikolas Ferreira quer incitar uma guerra santa entre evangélicos e católicos

Para quem ainda não sabe, Bolsonaro já deu aval para Nikolas ser candidato a governador de Minas Gerais, porque, segundo reza a crença, vence a eleição nacional quem vence em Minas.

Seja como for, fora desse princípio apressado beirando o místicicismo eleitoral, em que uma espécie de crendice faz o estado de Minas ter a patente decisória do certame, Bolsonaro acha que a candidatura ao governo mineiro de Nikolas Ferreira, é um negócio maravilhoso.

Resultado, o negócio é fazer barulho para angariar engajamento. Dane-se se Nikolas não tem um projeto aprovado, mesmo levando uma grana dos cofres públicos como parlamentar inútil e vazio, não tendo, como nunca teve qualquer compromisso com o cargo e nem com o povo, além de seus milionários patrocinadores da Faria Lima, incluindo aqueles que não podem ser citados por motivos óbvios.

Nikolas tem farta experiência no quesito manipulação, sobretudo na questão religiosa. A coisa vem de berço. Desde pequeno, foi transformado numa espécie de Malafaia mirim, não para agradar os baixinhos como ele, mas para arrebatar peixes graúdos do ponto de vista do dízimo.

Ou seja, um toma lá, dá cá, uma pregação de resultados, nada de filosofias, humanismo ou coisa que o valha. é uma espécie de olho por olho, dente por dente, uma espécie de evangelistão neopentecostal. É troço de grosso calibre.

Nikolas não tem o menor pudor em votar sempre contra os pobres em favor dos ricos.

Esse monumento de hipocrisia, inversamente proporcional ao seu tamanho, consegue vitórias momentâneas e, como tal, tem o cérebro voltado para encabeçar, como um general, uma tropa fria com soluções estudadas e editadas para abastecer o ódio importado do bolsonarismo,

Daí sua hostilidade oficial contra o governo Lula, o STF e contra o petróleo brasileiro, melhor dizendo, o Estdo brasileiro.

Por isso sua desastrosa ação como deputado federal estabelece limites de muito claros, e é nessa combinação esquemática, onde se mistura política e religião da forma mais podre, é que Nikolas joga pedra na cruz e propõe um levante contra as forças do mal, numa suposta guerra espiritual, segundo seu próprio discurso. O mal, as trevas estão do lado dos católicos na figura dos padres para atacar e representar o figurino que está pintando.

Esse é o cálculo. É nessa mistificação e é com esse tipo de vigaristinha que toda vovó reacionária sonha casar sua netinha.

Nikolas tem sido citado de forma recorrente em vários capítulos desse país, digo, os mais cabeludos, como Banco Master, Igreja Lagoinha e seus respectivos donos, como André Valadão e Daniel Vorcaro. Soma-se a isso a fake news do Pix, protagonizada por Nikolas Ferreira que beneficiou enorme e inequivocadamente o PCC. Sem falar no primo traficante e no tio, pai do traficante, beneficiado com o orçamento secreto, via Nikolas Ferreira.

Está aí alguém que quer ser ainda pior que o Bolsonaro.

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Lula diz que Bolsonaro é um “cachorro louco preso” que não deve ser solto

Presidente afirma que liberar o ex-mandatário condenado colocaria a democracia em risco e defende veto à redução de penas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser frontalmente contrário à redução das penas e à liberação dos condenados pela tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022. Ao comentar o tema, Lula comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro a um “cachorro louco preso” e disse que uma eventual soltura representaria riscos concretos para a sociedade e para a democracia.

A declaração foi feita ao defender o veto ao projeto de lei da dosimetria, que previa a diminuição das penas impostas aos réus da ação penal que apurou a tentativa de golpe. Para o presidente, flexibilizar punições logo após as condenações enfraquece o sistema de Justiça e transmite uma mensagem equivocada à população.

Risco institucional e veto presidencial

Segundo Lula, a libertação de Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por liderar a trama golpista, abriria espaço para novos episódios de instabilidade. “Você acha que se você tiver um cachorro louco preso e você soltá-lo ele vai estar mais manso?”, questionou o presidente, em entrevista à TV Aratu. “Ele vai morder alguém.”

Na sequência, Lula reforçou a gravidade dos crimes atribuídos ao ex-presidente. “Esse cidadão tentou destruir a democracia brasileira, que foi condenado a 27 anos e três meses, tinha um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes”, afirmou, citando também o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O presidente argumentou que o veto ao projeto foi um ato de coerência com sua posição política e institucional. Para ele, não faria sentido permitir que uma lei reduzisse penas logo após decisões judiciais que responsabilizaram os envolvidos na tentativa de golpe.

Congresso, anistia e futuro do projeto

Lula afirmou que respeita o papel do Legislativo, mas deixou claro seu desacordo com a proposta aprovada. “Você acaba de condenar e no dia seguinte alguém aprova uma lei para liberar os caras e diminuir as penas? É problema do Congresso Nacional. Eu fiz a minha parte e o Congresso fez a dele, aprovou. Eu sei as condições em que isso foi discutido. Eu fiz o meu papel, eu vetei porque não concordo”, declarou.

O presidente acrescentou que, na sua avaliação, os condenados devem cumprir pena, ainda que o debate sobre anistia possa surgir no futuro. “Esse cidadão tem que ficar preso, mas um dia pode ter uma anistia para ele, como teve depois de 1964, quinze anos depois”, disse.

No dia 8 de janeiro, Lula vetou integralmente o projeto de lei da dosimetria, aprovado pelo Congresso em dezembro. Com a decisão presidencial, o texto retorna agora ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar o veto em votação futura. Agenda do Poder.


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Laudo da PF confirma que Bolsonaro pode continuar preso na Papudinha

Peritos avaliaram o ex-presidente e exames e concluíram que, embora tenha comorbidades que demandam cuidados, ele pode continuar no presídio

O desejo da extrema direita de aliviar a pena de Jair Bolsonaro (PL) sofreu mais um revés. Segundo laudo da Polícia Federal (PF) divulgado nesta sexta-feira (6), embora o ex-presidente tenha problemas de saúde que requerem cuidados, ele pode permanecer na Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe.

A divulgação do laudo, assinado por três médicos, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso e responsável pelo pedido de avaliação.

O documento — que teve como base um exame físico e a análise de exames laboratoriais e de imagem fornecidos pela defesa — aponta que as sete comorbidades de Bolsonaro “não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”.

Diz, apenas, ser necessária “a otimização dos tratamentos e das medidas preventivas por profissionais especializados em decorrência do risco de complicações, principalmente eventos cardiovasculares”.

O laudo afirma que Bolsonaro não tem depressão, como argumentava sua defesa, nem pneumonia aspirativa e que na entrevista com os médicos Bolsonaro “não apresentou queixas compatíveis com sentimentos de menos-valia, desesperança ou anedonia [falta de prazer]”, ainda que pudesse demonstrar abatimento, segundo o Vermelho.

A lista de comorbidades aponta para a presença de hipertensão arterial sistêmica; Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (Saos) grave; obesidade clínica; aterosclerose sistêmica; doença do refluxo gastroesofágico; queratose actínica e aderências (bridas) intra-abdominais.

Recomendações

Para lidar melhor com os atuais problemas de saúde de Bolsonaro, os peritos listaram quatro recomendações:

1.Investigação complementar, definição diagnóstica e tratamento adequado do quadro neurológico em curso. Como medidas paliativas e provisórias, até avaliação especializada, recomenda-se: instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento; instalação de campainhas de pânico/emergência adicionais e/ou outros dispositivos de monitoramento em tempo real no alojamento e acompanhamento contínuo nas áreas comuns;

2. Avaliação nutricional e prescrição dietética por profissional(is) especializado(s), direcionadas às comorbidades descritas

3. Prática regular de atividade física aeróbica e resistida, conforme tolerância clínica;

4. Tratamento fisioterápico contínuo, com ênfase em força muscular e equilíbrio postural.

 

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Política

MP Militar diz que Bolsonaro tem descaso pela dignidade humana e pela fidelidade à pátria

Representação ao STM detalha como ex-presidente violou princípios centrais da ética militar e usou a estrutura do Estado para fins inconstitucionais

O Ministério Público Militar (MPM) apontou, na representação de 19 páginas apresentada nesta terça-feira (3) ao Superior Tribunal Militar (STM), que o capitão do Exército e ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrou “descaso” pelos preceitos éticos mais básicos das Forças Armadas, entre eles o respeito à dignidade da pessoa humana. A avaliação consta da representação apresentada ao Superior Tribunal Militar (STM) que pede a declaração de indignidade do ex-presidente para o oficialato e a consequente perda do posto e da patente.

A peça organiza sua argumentação em três eixos centrais. O primeiro diz respeito à violação direta dos preceitos éticos previstos no artigo 28 do Estatuto dos Militares. O segundo trata da ruptura institucional promovida por Bolsonaro, descrita pelo MPM como incompatível com a dignidade da pessoa humana e com a submissão do poder militar ao poder civil. O terceiro eixo resgata antecedentes históricos do próprio ex-presidente ainda na ativa, utilizados para demonstrar a recorrência de condutas consideradas incompatíveis com a ética militar.

Logo no início, o MPM delimita o alcance do julgamento a ser realizado pelo STM. O órgão ressalta que a análise não envolve a revisão da condenação criminal imposta pelo Supremo Tribunal Federal, já transitada em julgado. O que está em discussão é exclusivamente o plano ético-institucional: cabe ao Tribunal avaliar se a conduta do representado, à luz do Estatuto dos Militares, é compatível com a condição de oficial das Forças Armadas, ainda que na inatividade.

No primeiro eixo, a representação sustenta que Bolsonaro afrontou de forma direta o artigo 28 do Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/1980), dispositivo que reúne os fundamentos morais e éticos que devem nortear a atuação de integrantes da caserna. Segundo o documento, “sem muito esforço”, é possível constatar o desrespeito do representado a praticamente todos esses preceitos.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, entre as violações apontadas estão o dever de probidade e a obrigação de proceder de maneira ilibada na vida pública. Para o Ministério Público Militar, Bolsonaro constituiu e chefiou uma organização formada por autoridades do Estado brasileiro e valeu-se da estrutura pública para alcançar objetivos inconstitucionais, comprometendo de forma grave a ética militar e a lealdade institucional exigida de oficiais.

Ainda nesse eixo, o MPM aponta o reiterado descumprimento das leis e das ordens de autoridades competentes. Segundo a peça, Bolsonaro atuou de forma consciente e articulada para desrespeitar a Constituição e decisões do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, instituições que jurou respeitar ao assumir a Presidência da República.

O segundo eixo da representação trata da violação do princípio da dignidade da pessoa humana e da tentativa de ruptura institucional. De acordo com o MPM, ao buscar conduzir o país a um novo período de exceção democrática, o ex-presidente atentou contra um dos fundamentos da República, afastando-se de qualquer compromisso com a proteção de direitos e garantias fundamentais.

Nesse contexto, o órgão afirma que Bolsonaro tentou inverter a lógica constitucional da submissão do poder militar ao poder civil, pilar do regime democrático. A peça também atribui ao ex-presidente a corrosão de valores estruturantes das Forças Armadas, como a camaradagem e o espírito de cooperação, ao estimular ataques a militares que se recusaram a aderir ao movimento golpista, rotulando-os como “traidores da pátria” e expondo-os a riscos.

A linguagem adotada por Bolsonaro em ataques a outros Poderes é tratada como violação ética autônoma. O MPM menciona episódios em que o então presidente chamou membros do Judiciário de “canalhas”, proferiu ameaças públicas e insinuou práticas de corrupção sem apresentar indícios, comportamento que afronta os deveres de discrição, decoro e urbanidade exigidos de oficiais militares.

Ao tratar do dever de zelo pelo preparo moral, o Ministério Público Militar afirma que a conduta de Bolsonaro “espelha um estado de imoralidade”, incompatível com a condição de oficial das Forças Armadas, ainda que na reserva.

O terceiro eixo da representação resgata um precedente histórico envolvendo o próprio Bolsonaro ainda na ativa. O documento menciona o Conselho de Justificação nº 129-9 (DF), julgado em 16 de junho de 1988, no qual o então capitão foi acusado de participar da elaboração de um plano que envolvia a tentativa de explodir bombas em quartéis.

Naquele julgamento, ainda que em voto vencido, o ministro general-de-Exército Haroldo Erichsen da Fonseca registrou que “a mentira é, realmente, a primeira das transgressões disciplinares”. O voto recorda que o primeiro preceito do Estatuto dos Militares impõe ao oficial o dever de “amar a verdade e a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal”. Para o MPM, a retomada desse episódio evidencia a recorrência de condutas incompatíveis com a ética militar ao longo da trajetória do representado.


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Política

O porquê da resistência no STF à prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal têm demonstrado resistência em conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após a condenação do ex-presidente. Segundo relatos feitos sob reserva, o principal motivo é o receio de que ele volte a descumprir medidas judiciais, especialmente o uso da tornozeleira eletrônica.

De acordo com integrantes da Corte, havia inicialmente a avaliação de que Bolsonaro poderia receber o mesmo tratamento dado a Fernando Collor, condenado a regime fechado e autorizado a cumprir a pena em casa por razões de saúde. A comparação, porém, perdeu força durante as discussões internas no tribunal.

Um ministro ouvido pela coluna afirmou que o histórico pesa contra o ex-presidente. “Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando violou a tornozeleira eletrônica. O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, disse o magistrado.

O caso citado ocorreu quando Bolsonaro utilizou uma solda para tentar romper o equipamento de monitoramento. Apontado por ministros como fator central para a cautela em relação a uma eventual concessão de domiciliar.

A defesa do ex-presidente, por sua vez, sustenta que o comportamento não foi intencional. Segundo Guilherme Amado, advogados alegam que Bolsonaro apresentava um quadro de desorientação mental no momento do episódio, em razão do uso simultâneo dos medicamentos pregabalina e sertralina.

Segundo os defensores, a combinação dos remédios pode provocar efeitos colaterais relevantes. A bula indica que, em casos raros, pacientes podem apresentar confusão mental e até alucinações.

Mesmo com esse argumento, ministros do STF avaliam que o risco de novo descumprimento permanece. A Corte considera que a credibilidade do monitoramento eletrônico é um elemento essencial para qualquer medida alternativa à prisão.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Lula. Já Fernando Collor recebeu pena de 8 anos e 10 meses por corrupção. Até o momento, não há decisão definitiva sobre eventual prisão domiciliar.


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Política

Bolsonaro será expulso das Forças Armadas hoje

Segundo a CNN, o Ministério Público Militar expulsará Bolsonaro das Forças Armadas. Não é somente perderá a patente de militar, generais, Auguso Heleno, Braga Netto, Paulo Sergio Nogueira e o Almirante Almir Garnier, envolvidos na tentativa de golpe, também perderão. Ou seja, nesta terça-feira 3, as cabeça de Bolsonaro e dos demais estarão a prêmio.

Para quem usa a tática de mandar seus cães de guarda pararem de atacar o STF, em busca de uma prisão domiciliar, essa notícia, que dá como certa a desonrosa expulsão de Bolsonaro do Exército, junto com os demais golpistas militars, cai como uma bomba na cabeça de quem quer cometer crime e manter suas regalias.

Na verdade, esta será a segunda expulsão de Bolsonaro nas Forças Armadas, a primeira, que ocorreu há três décadas, foi docilizada e, mesmo sendo informalmente expulso, manteve seus privilégios como militar, recebendo vencimentos, enquanto iniciava sua carreira política, que termina de forma melancólca numa frustrada tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

O nome disso é sarjeta, sobretudo para qum roncou força militar que não tinha, para seus súditos fanáticos que o viam como um super herói indestrutível imantado pela farda do Exército.

Isso, para o bolsonarismo significa pesa substancial de peso na imagem forjada por Bolsonaro em que aparecia, de forma recorrente, pedindo endurecimento de pena e até de morte para quem cometesse crime.

Na prática, todas essas perdas juntas colocam a figura do “mito” de ponta-cabeça pela fragilidade institucional que amargará após expulsão do Exército, somada à condenação por tentativa de golpe que, certamente, será inflada pela condenação por corrupção inapelável no caso do roubo das joias que jorram provas que abre um céu de esperança para o restante da sociedade de 2que ele será punido por um longo histórico de corrupção envolvendo formação de quadrilha e peculato.

Com certeza, outros tantos crimes serão parte de uma fieira incontável na sua rede de corrupção, inlusive familiar.

A grande ironia é lembrar que, quando presidente da República, Bolsonaro dirigia-se às Forças Armadas como se fossem particularmente suas.

Grande e abençoado dia!


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