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Justiça

Justiça arquiva denúncia contra Lula, Dilma e Mercadante

A Justiça Federal em Brasília arquivou uma denúncia contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além do ex-ministro Aloizio Mercadante, todos do Partido dos Trabalhadores (PT). Os três eram acusados de obstruir as investigações da operação Lava Jato. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (12) pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal, que seguiu o entendimento do Ministério Público Federal (MPF), informa o Congresso em Foco.

“Todavia, realizadas as diligências investigativas não se logrou apurar indícios de autoria e materialidade da prática delitiva. Conforme asseverado pelo Parquet [MP], as provas entabuladas decorrem dos áudios da conversa que foi registrada por José Eduardo Marzagão, assessor parlamentar de Delcídio do Amaral, não havendo elementos probatórios a caracterizar obstrução à investigação criminal”, afirmou o juiz Ricardo Leite.

Lula, Dilma e Mercadante foram denunciados no ano de 2007 pela Procuradoria-Geral da República (PGR). As investigações sobre a suposta tentativa de obstruir a investigação da Lava Jato teve como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (na época, o parlamentar estava afastado do PT). Inicialmente, a denúncia foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas como os três não tinham mais o foto privilegiado foi remetida à Justiça Federal em Brasília.

O procurador da República Marcus Marcelus Gongaza Goulart afirmou à Justiça que como se passaram mais de seis anos dos fatos atribuídos aos ex-presidentes Lula e Dilma foi decidida pela prescrição do caso. A fala do procurador foi dada ainda em abri deste ano. Como ex-presidentes têm mais de 70 anos, o prazo para prescrição de uma eventual pena cai pela metade. Os fatos da denúncia ocorreram entre os anos de 2005 e 2016.

Já em relação ao ex-ministro Mercadante, a justiça entendeu que as investigações não reuniram elementos suficientes. Na época da denúncia, Delcídio afirmou em delação que o ex-ministro ofereceu ajuda jurídica e financeira à sua família para que ele não realizasse a delação.

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Opinião

Temos um passado pela frente

Não convence a ruptura da goma alta da burguesia nacional, sobretudo a paulista, com Bolsonaro, em nome de uma suposta defesa da democracia e do estado de direito.

Como nação, já estamos bem crescidinhos para entender que tem muito caroço nesse angu que não vem à tona na mídia por motivos óbvios.

O passado recente, com dois golpes, em Dilma e Lula, patrocinados pela papa fina do capitalismo nativo, não deixa dúvida sobre a intenção em reduzir o Estado para os pobres e, consequentemente a ampliação dos lucros imediatos para os ricos, como ocorreu com Temer e Bolsonaro.

No Brasil, a ganância tem DNA próprio. Herdeiro da colonização e da escravidão, imposta aos negros sob o jugo das chibatas, essa oligarquia, que sempre teve na propaganda, através da mídia de cada época, sua grande estratégia cordial para dar tons de civilidade à expressão mais crua da barbárie, não abandonaria a criatura que alimentou e nutriu até então em nome de uma suposta defesa da democracia.

É possível que alguém que domine melhor esse tema, esclareça o que de fato há por trás disso. Fala-se de tudo aquilo que é evidente, baseado no que é recorrente nas classes economicamente dominantes no Brasil. Mas isso dá conta de um sentido restrito que não abarca verdadeiramente o que, na realidade, está por trás dessa mudança de humor dos milionaríssimos tropicais com o capitão genocida.

Os negócios internacionais, em que o Brasil se vê cada dia mais isolado, no momento em que a globalização se mostra cada vez mais acirrada, sobretudo pelo avanço da China e a perda de território comercial com os EUA, a lambança do ogro com embaixadores internacionais, detonando a imagem do Brasil, afirmando que as eleições são fraudáveis, tem sim peso, talvez até, como afirmam alguns, tenha sido a gota d’água.

Convenhamos, isso não deixa de ser um gigantesco absurdo, porque sempre esteve escrito na testa do sujeito que ele era, além de um tarado por morte, sangue, tortura, uma pessoa que nunca teve qualquer compromisso com a civilidade, mesmo essa nossa introduzida de cima para baixo, aos solavancos, para atender à eterna casa grande.

Não é de hoje que esse Brasil oficial, dominado pelos interesses dos “que mandam”, vive apartado do povo.

Machado de Assis foi bastante sintético ao definir a caricatura burlesca que sempre comandou o país que nem de longe guarda os traços de grandeza que desenham a alma do povo brasileiro.

Tanto isso é verdade que quando um presidente, como Lula, que é parte do povo, assumiu o comando do país, fazendo uma verdadeira revolução que nos tirou da 17ª posição, levando à 6ª maior potência econômica global, somado a uma aprovação inimaginável de 87%, para os barões do dinheiro grosso torcerem o nariz para o então presidente, mas também para o povo, para os trabalhadores.

É que a ordem dos fatores estava sim mudando o produto. E de fato, as classes C, D e E passaram a ter protagonismo numa economia que sempre as segregou.

Tudo isso pode parecer algo de pouca monta, tal a mesquinhez que representa. Mas se pensarmos como a nossa civilização tropical é fruto do que há de mais mesquinho nas relações humanas, daremos conta de que, enquanto não propusermos uma revisão concreta da nossa história, principalmente naqueles vícios que serviram de alicerces para a institucionalidade, não sairemos de um lugar que será sempre escuro e propício para se construir ninhos de ratos, baratas e fascistas.

Isso é tarefa para a população com a menor ingerência possível da elite contaminada pelo colonialismo e pela escravidão.

*Imagem em destaque é do livro “Bahia de Todos os Negros” de Fernando Granato

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Opinião

Manchete canalha da Folha, comparando Dilma a Bolsonaro, é que fez emergir o monstro da lagoa

Quem produziu o ódio que alimentou a serpente do fascismo no Brasil, foi a mídia. Acho que muitos brasileiros estão ligados a esse grau de consciência.

A mídia brasileira, absolutamente capturada pelos interesses do grande capital vadio, nacional e internacional, até porque hoje ela é parte dele, não consegue ter o mínimo de imaginação que ao menos tire a carga pesada que carrega pelo apoio ao golpe militar e pelo apoio ao golpe em Dilma, além da prisão sem provas de crime de Lula, para nos devolver ao governo militarizado de um capitão expulso das Forças Armadas por ameaça de ato de terrorista contra os próprios quartéis.

Se pelo menos as críticas da mídia brasileira não se baseassem apenas em preconceitos, mas em algo palpável em que as pessoas tratariam de debater pensamentos, sistemas e filosofias econômicas, na busca por aperfeiçoar a nossa própria civilização, teríamos algo salutar ou a garantia de um debate franco e não isso que vemos, que busca garantir privilégios para uma classe dominante useira e vezeira da mídia nacional para servir como porta-voz mal disfarçado dos seus interesses.

Dar peso e medida a Bolsonaro de igual monta à Dilma, é aplaudir, junto com Bolsonaro, o torturador e assassino, Brilhante Ustra, a quem Bolsonaro homenageou no dia em que votou pelo golpe em Dilma que assombrou o planeta.

Mas parece que a mediocridade provinciana da Folha de São Paulo, que constantemente se choca com a realidade do mundo, apesar de arrotar modernidade global, respalda-se na ideia de que a abstração é o melhor caminho de quem não pode de fato debater certos discursos, porque são louças quebráveis em que determinados assuntos se transformam em algo absolutamente proibitivo.

A solução, nesse caso, é jogar baixo, pior, chamando seus leitores de inferiores, do ponto de vista intelectual, quando quer construir uma situação em que a política econômica de Bolsonaro corresponde à de Dilma, sem querer discutir o todo da questão, apenas uma suposta insegurança das forças econômicas que acham que estão acima da sociedade, pior, se acham a parte da sociedade que manda.

O resultado não poderia ser mais desastroso e, na tentativa de se escamotear da culpa de ter ajudado a fazer o monstro da ditadura emergir da lagoa, em pleno século XXI, a Folha busca uma comparação canalha para defender o que ela sempre defende, uma democracia de mercado, em que o que é central é o mercado e não os brasileiros pobres, que eram protegidos pelo governo Dilma e que, agora, são massacrados por Bolsonaro.

Não, a mídia não vai começar um debate pelos feitos de um e de outro, ela precisa balizar por baixo, de forma rasteira tal debate, aonde o povo é literalmente residual, para colocar tintas fortes nos interesses de banqueiros e rentistas dos quais, como dissemos, ela é parte.

*Arte em destaque: Latuf 2012

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Política

Delegado Saraiva: “Lula e Dilma ‘aparelharam’ a PF no bom sentido, com tecnologia, ciência e independência”

“Foi começar o governo Bolsonaro e começou o inferno”, afirmou o delegado da Polícia Federal.

O delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva afirmou neste domingo (26) à TV 247, em entrevista a Andrea Trus e Roberto Ponciano, que em nenhum momento durante os governos Lula (PT) e Dilma (PT) viu qualquer sinal de interferência na corporação.

Saraiva foi responsável pela operação que fez a maior apreensão de madeira ilegal da história e que acabou forçando a demissão do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Ele lembrou que chegou à PF no início do governo Lula, quando não havia nem armamento suficiente para os agentes. Foi ao longo dos governos petistas que a situação melhorou.

“Eu estou na polícia há exatamente 18 anos e seis meses, ou há 6.840 dias. Eu sempre fui um policial muito operacional, sempre estive à frente de operações. [Antes desse governo] eu nunca recebi uma ligação, uma indireta, um nada de ninguém do Executivo para eu fazer ou deixar de fazer qualquer coisa. E eu lembro que quando entrei na Polícia Federal, no início do governo Lula, a Polícia Federal estava sucateada. Nós não tínhamos nem armamento básico de defesa pessoal. A Polícia Federal não tinha nem pistola. Eu me formei, cheguei na superintendência para pedir armamento e não tinha. Tempos depois me deram uma 38”, disse.

“Hoje todo policial se forma e recebe uma pistola. Isso foi no governo Lula e depois no governo Dilma. A Polícia Federal foi aparelhada no bom sentido, no sentido de tecnologia, de ciência, de formação do policial e especialmente de independência. Falo isso de coração puro. Eu nunca recebi nenhum tipo de interferência. Foi começar o governo Bolsonaro e começou o inferno”, completou.

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Economia

O preço do golpe: O Brasil tem hoje um PIB per capita 10% menor do que o governo Dilma

Aquilo que sentimos no dia a dia é revelado em números. o golpe deu um tombo de 10% na renda per capita do país de 2013 pra cá.

Isso mostra duas coisas, a estupidez dos neoliberais e a incultura absoluta do empresariado brasileiro.

No Brasil, os neoliberais não são técnicos, por isso Guedes é um tipo de papa para essa gente que, sem qualquer dado concreto, apenas para bancar o JD das festas dos ricos.

No todo, a partir do golpe de 2016, a economia tomou um rumo contrário aos governos Lula e Dilma. O resultado é esse raio-x de uma economia decadente que joga no chão o mercado interno.

As pessoas perguntam, como pode o empresariado brasileiro ainda apoiar Bolsonaro, se o mesmo governo que está tirando o poder de compra da população? Que matemática econômica essa gente usa fora do sistema financeiro?

Na verdade, é o preço que se paga pela ignorância da classe dominante, pela ganância dos abutres do sistema financeiro e do antinaciolismo e antipovo da tradicional elite brasileira, quem compra qualquer canto de sereia, contanto que os ganhos sejam imediatos, mesmo que, para isso, envenene a própria galinha dos ovos de ouro.

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Opinião

É preciso remover o bolsonarismo no 1º turno, porque ele é o chorume do lixo da Globo

Estamos assistindo na implosão do PSDB a lavagem da roupa imunda que abriu o apetite do fascismo no Brasil, apetite que ficou mais cru com o ataque truculento da Globo não só ao PT, mas à democracia, à constituição, às urnas, não respeitando o resultado que deu vitória à Dilma em 2014.

Tudo o que assistimos hoje de lixo bolsonarista, foi empilhado pela Globo e, lógico, onde há lixo empilhado, há chorume, há fedor. E esse odor insuportável, que, de verde e amarelo, berra nas ruas o seu anacronismo de pedra tem que ser e será varrido da vida nacional.

Aqueles pobres diabos, manipulados durante anos pela Globo, embalados no ódio de classe, que os faz rejeitar até o espelho, é das coisas mais deploráveis desse pais, porque não é uma questão meramente eleitoral, isso virou um saco de gatos enlouquecidos.

Por isso é tão importante a vitória de Lula no primeiro turno, porque teria um efeito antisséptico que o país tanto está precisando.

O PSDB e a Globo são verdadeiros pais do ódio no país. Bolsonaro, que passou a vida inteira surfando no ódio dos reacionários, pegou a cama pronta e se deitou, deixando o PSDB a ver navios.

Não é sem motivos que Ciro, na tentativa desesperada e infrutífera de atacar Dilma, Haddad, o PT, mas sobretudo Lula. Por isso reagiu de maneira estapafúrdia contra Duvivier que, na paciência típica dos craques, botou o bobo na roda na base dos dois toques, já que ele mal deixou Duvivier falar em seu programa.

Ciro, não é de hoje, dorme e acorda sonhando em herdar esse chorume e, por isso ele, de forma covarde, teve uma atitude tão vil, porque gozava da intimidade familiar de Lula, quando presidente, frequentando socialmente a sua casa e fez questão não só de não visitar Lula na cadeia, mas tripudiar de cada parcela do seu sofrimento, e não foram poucos.

O que Ciro pretendia com isso? Mandar recado ao chorume bolsonarista. Ele tem mais ódio do Lula do que Bolsonaro. Venham comigo! Mas, como vimos, eles preferiram seguir Bolsonaro, imagina isso.

Por isso, é tão importante matar o vírus do fascismo na fonte, porque tem muita gente de olho nessa freguesia, como é o caso de Ciro.

Esse bando de zumbis, que saiu do intestino grosso do PSDB, que se constitui numa inutilidade política absoluta, é fruto da grotesca fusão entre a grande mídia, sobretudo a Globo e os tucanos, cristalizados por Bolsonaro.

Também por isso, a orientação de Duvivier para que os eleitores de Ciro votassem em Lula no primeiro turno, fez Ciro ficar nu, despindo-se de qualquer escrúpulo para atacá-lo, porque, logicamente isso acentuaria ainda mais seu fracasso. Daí aquela convulsão bélica contra Duvivier em seu programa.

Seja como for, por mais exaustos que estejamos nessa luta contra o fascismo, temos que transformar a vitória de Lula no primeiro turno no nosso grande sonho, é a melhor maneira de ir à forra contra essa escultura fascista que a Globo e o PSDB trabalharam, que acabou produzindo como gênese o próprio Bolsonaro.

Daí a importância investir tanto e com tanto empenho na vitória de Lula já no primeiro turno.

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Justiça

TRF-2 nega recurso contra Lula e Dilma por construção de refinaria da Petrobras

A ação questionou a construção da Refinaria Abreu e Lima e pediu a paralisação da obra, devolução do investimento feito e indenização por danos morais coletivos.

Sérgio Rodas, do Conjur – Por perda de objeto e falta de provas, a 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES), por unanimidade, negou remessa necessária e manteve sentença que rejeitou ação popular contra a União, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e os ex-presidentes da Petrobras Graça Foster e José Sergio Gabrielli de Azevedo por supostas irregularidades na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A decisão é de 26 de abril.

A ação questionou a construção da Refinaria Abreu e Lima e pediu a paralisação da obra, devolução do investimento feito e indenização por danos morais coletivos.

Em dezembro de 2021, a 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro negou e extinguiu ação popular por entender não ter ficado provado que a construção da Refinaria Abreu e Lima foi ilegal ou lesou os cofres públicos.

Em remessa necessária, o relator do caso, desembargador federal Marcelo Pereira da Silva, apontou que houve perda do objeto quanto ao pedido de paralisação das obras de Abreu e Lima. Afinal, após o ajuizamento da ação, a refinaria foi concluída e iniciou suas atividades.

Também houver perda de objeto quanto ao pedido para Lula, Dilma, Graça Foster e Gabrielli restituírem a Petrobras pelos recursos aplicados na obra, destacou o magistrado. Afinal, esse requerimento tem relação direta com o de paralisação da construção, já que a ação buscava que os ex-presidentes do Brasil e da Petrobras devolvessem à estatal os valores até então investidos na implementação da refinaria que o autor queria que não fosse finalizada.

Silva ainda avaliou que eventual discussão sobre a excessividade dos gastos ou a ocorrência de corrupção na construção na refinaria fogem do escopo da ação, até porque não foi produzida nenhuma prova nesse sentido. E tal ponto está sendo apurado em ações criminais e de improbidade administrativa.

O desembargador disse que não há qualquer demonstração de que Lula, Dilma, Graça Foster, Gabrielli, Petrobras ou União cometeram danos morais na construção da refinaria. Portanto, negou o pedido de indenização.

*Com 247

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Opinião

A disputa eleitoral se dará entre duas classes. A dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem

“Existem apenas duas classes sociais, as do que não comem e as do que não dormem com medo da revolução dos que não comem.” (Milton Santos)

Em última análise, a frase de Milton Santos, que sintetiza o drama secular desse país, é que definirá o pleito de outubro no Brasil.

De um lado, Lula que ousou em oito anos, tirar 40 milhões de brasileiros da miséria para construir uma outra realidade no país. Do outro, Bolsonaro, que em menos de 4 anos, devolveu quase 30 milhões de brasileiros ao mapa da fome, produzindo, em tempo recorde, a maior tragédia social que um governante poderia produzir.

Foi exatamente por conta dessa síntese de Milton Santos que Dilma sofreu um golpe da escória desse país, e Lula foi condenado e preso sem prova de crime por um juiz que entra para a história como o maior vigarista saído do judiciário.

Do filé com Lula ao osso com Bolsonaro.

Basta lembrar de duas frases do banqueiro e ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, para entender com bastante clareza o que disse Milton Santos.

Referindo-se aos governos de Lula e Dilma, Paulo Guedes se dirige à goma alta do dinheiro grosso no Brasil, dizendo que, naqueles governos a coisa virou uma bagunça, pois até empregada doméstica estava indo para Disney.

Numa outra oportunidade para o mesmo público, Guedes disse que, nos governos do PT, filhos de porteiro estavam fazendo faculdade, dando um tom de absurdo à sua narrativa.

Pois bem, uma das marcas, senão a maior do governo Lula foi a fartura na mesa dos brasileiros, e o símbolo máximo disso era o que já tinha como tradicional nos governos de Lula e Dilma, era churrasco em família nos fins de semana.

Os trabalhadores, num país de pleno emprego e o salário com o maior poder de compra da história, podiam usufruir, porque, além de tudo, os preços dos alimentos nunca foram tão baixos e todos podiam fazer o que sempre sonhou Lula, as três refeições por dia.

E foi isso que apavorou a elite brasileira, e também por esse motivo é que, através de dois golpes, elegeram o pior brasileiro da história desse país, porque, além de produzir fome e miséria, tendo a fila do osso como símbolo dessa hecatombe, uma economia aos cacos, o desemprego em patamares recordes, foi o mentor e executor de um projeto de extermínio em massa que matou por covid, até então, quase 700 mil brasileiros e mais o dobro que tiveram covid e até hoje sofrem as sequelas da doença.

É disso que se trata a disputa em outubro próximo. A civilização x barbárie. Não há termos de comparação como a mídia que participou ativamente dos golpes, insiste inutilmente em fabricar, já que ela, hoje, é parte da classe social dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem, revolução iniciada no governo Lula e que o Brasil tem urgência que seja retomada pelo povo, com Lula, é lógico

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Política

O mistério Teori Zavascki, segundo Dilma

MPF já tinha completado o inquérito sobre Cunha, com levantamento de propinas, de contas na Suíça. E Teori sentou em cima do inquérito.

Se perguntar à ex-presidente Dilma Rousseff qual foi o ato mais suspeito, no endosso do Supremo Tribunal Federal (STF) ao impeachment, ficaria surpreso com a resposta. Poderia ser Rosa Weber, votando a favor da prisão após julgamento em 2a instância mesmo sendo contrária. Ou Gilmar Mendes impedindo Lula de assumir a Casa Civil. Ou Luís Roberto Barroso comandando a prisão de Lula. Ou Luiz Fux pelo conjunto da obra. Ou Dias “Até tu Brutus” Toffoli.

Mas o enigma é Teori Zavascki. Em fins de 2015, o Ministério Público Federal já tinha completado o inquérito sobre Eduardo Cunha, com levantamento de propinas, de contas na Suíça. E Teori sentou em cima do inquérito até 15 dias após o impeachment. Só depois do crime político consumado, tirou o caso da gaveta.

Qual a razão desse atraso, essencial para a confirmação do impeachment? Quais foram os acordos que levaram Teori a arranhar a imagem de juiz sóbrio e técnico.

Em outro episódio – quando decidiu segurar arbitrariedades de Sérgio Moro -, Teori foi enganado por um blefe do juiz, que espalhou para jornais que sua decisão libertaria um traficante internacional. Mas e o caso Eduardo Cunha?

Seria conveniente que o filho de Teori trouxesse à tona os detalhes, a fim de preservar a imagem do pai.

*Com GGN

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Política

Em desespero total, Bolsonaro imita eleitoreiramente o programa Mais Médicos criado por Dilma

Lógico que ele aproveitou o relançamento do programa criado por Dilma, “Mais Médicos” que ele tinha destruído numa atitude alucinada para jogar burramente para a horda de fascistas, atacando os médicos cubanos. Digo, burramente, porque essa gente está com Bolsonaro até se ele pisar na cabeça da mãe dos reaças, tal a angústia que vivem com o aniquilamento quase total da direita.

Bolsonaro acredita que conseguirá alguma coisa com as camadas mais pobres da população com essa xerox do programa da Dilma? Não vai conseguir nem os médicos pra essa empreitada. Aliás, não precisa ser médico cubano pra Bolsonaro atacar. Fez isso durante toda a pandemia contra médicos brasileiros, porque a imensa maioria não receitava cloroquina.

Mas o fato central aqui é ele confessar que, de ruindade, destruiu um programa que atendia os mais pobres só, como é de seu caráter perverso se o assunto for alguma coisa contra o povo brasileiro.

Em desespero total, Bolsonaro imita eleitoreiramente o programa Mais Médicos criado por Dilma.

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