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Vídeo: Dilma se surpreende com recepção de passageiros em avião

A ex-presidenta Dilma Rousseff esteve em Brasília, nos últimos dias, para acompanhar a posse de Lula e de vários ministros.

Dilma Rousseff (PT) se surpreendeu com a recepção que teve por parte de passageiros que estavam no mesmo avião que ela. A ex-presidenta foi homenageada com o tradicional canto: “Olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma”.

Com certa timidez, a petista saudou os passageiros com um aceno da poltrona onde estava.

Dilma esteve em Brasília, nos últimos dias, para acompanhar a posse do presidente Lula (PT) e de vários ministros.

O vídeo do avião foi postado no Twitter, nesta quarta-feira (4), pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). “Voltamos, presidenta Dilma!”, publicou o médico.

*Com Forum

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Opinião

Dizer o que tem que ser dito sem vacilar

Falta autonomia, independência de verdade dos colunistas chamados progressistas na mídia, para dizer o que precisa ser dito.

O que nós brasileiros vivemos nesses últimos quatro anos com Bolsonaro, foi plantado pelos barões da comunicação, sob encomenda de seus ricos financiadores, com um único objetivo, o de criar um clima de permanente hostilidade contra Lula, Dilma e o PT.

Ou seja, o ódio fascista externado por Bolsonaro e suas hienas dos cercadinhos da vida, foi plantado, adubado e regado por quase duas décadas de ataques imorais contra os principais quadros do PT.

Tudo, nota por nota, artigo por artigo, foi pensado para, numa narrativa binária, transformar Dilma, mas sobretudo Lula, no pior dos seres humanos.

O jogo foi pesado, baixo, sem limites e munição. Tudo de grosso calibre e com mira telescópica para atirar na cabeça e não estragar o couro. Isso precisa ser grafado em nossa memória coletiva para reagirmos, de estalão, no primeiro ataque que certamente virá das mesmas redações.

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Opinião

Do bolsonarismo, não ficará pedra sobre pedra, como previu Dilma em 2016

A bola cantada pela presidenta golpeada pelo corruptaço Aécio, em parceria com Temer e Cunha, foi premonitória. Essa gente toda será varrida do poder e da história junto com Bolsonaro.

A mesma parcela da escória nacional, que golpeou Dilma e tirou Lula da disputa presidencial como uma condenação e prisão comandada pela quadrilha da Lava Jato, ajudou a eleger e agora derrotar Bolsonaro. O remédio dado em altas doses, virou veneno.

Desde 2013, nas chamadas jornadas de junho, a direita mais reacionária vem financiando as figuras mais nefastas da vida nacional. Em 10 anos acumulando dejetos políticos, esse lixo reacionário bateu no teto e ajudou a derrotar Bolsonaro.

Com a derrota de Bolsonaro, uma tonelada de lixo tóxico está sendo removida da vida pública e, aos poucos, todos saberão o conteúdo desse lixo.

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Cultura

Vídeo: Dilma é aplaudida de pé no show de Chico Buarque em Porto Alegre

Show do cantor Chico Buarque em Porto Alegre, no último sábado (5). (Foto: Reprodução)

Durante show da turnê “Que tal um samba?” do cantor Chico Buarque, em Porto Alegre, no sábado (5), a ex-presidente Dilma Rousseff que estava na plateia, foi aplaudida de pé pelo público quando o cantor anunciou sua presença.

Apesar do nome, no show Chico traz blues, baião, bossa nova, valsa, romantismo, nostalgia e bom humor. Acompanhado da cantora Mônica Salmaso, o espetáculo celebra todas as décadas de Chico, com mais de 30 composições.

Com apresentações desde a última quinta-feira (3) na capital do Rio Grande do Sul, no Auditório Araújo Vianna, a apresentação no sábado encerrou a turnê no estado gaúcho.

Na apresentação de sexta-feira (4), o cantor fez uma referência as eleições ao dizer que “não posso fazer feio, especialmente em um dia como hoje, que estamos todos muito emocionados. É quase uma reestreia, nosso primeiro show”.

Chico então passou a dedilhar no violão a melodia de Lula Lá, e foi acompanhado pela plateia, que entoou os versos.

“Este show foi concebido, desde o primeiro ensaio, com a perspectiva da vitória. Se por acaso viesse o resultado adverso, acho que não estaria aqui hoje, acho que esse show não faria mais sentido”, disse o cantor, que ergueu com Mônica uma bandeira do PT entregue por uma pessoa da plateia.

Confira

*Com DCM

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Opinião

Rombo de R$ 400 bi: Não foi Bolsonaro que escolheu o neoliberalismo, foi o neoliberalismo que escolheu Bolsonaro

Há uma grande diferença entre o neoliberalismo escolher Bolsonaro e Bolsonaro escolher o neoliberalismo.

Esta não é uma questão de grande dificuldade para se entender, até porque, na verdade, esse projeto já vinha se desenhando desde a farsa do mensalão. Neoliberalismo, fascismo e golpismo caminham de mãos dadas.

Para essa gente, ou o Brasil se rende à democracia de mercado e, com ele, todos os seus valores desumanos, enquanto banqueiros e rentistas enchem as burras, deixando migalhas ou resíduos para a maior parte da população brasileira, ou acontece o que aconteceu com Dilma e Lula, mas também com Zé Dirceu, Genoino, e por aí vai.

Nesse momento em que acontece a destruição de Bolsonaro pelas urnas, e é fundamental afirmar isso, porque mesmo sofrendo dois golpes seguidos, com o impeachment fraudulento de Dilma e a não menos fraudulenta prisão de Lula, o PT seguiu apostando na democracia e combinou com a própria sociedade uma luta contra tipos diferentes de golpes ou tentativa de, que aconteceram no Brasil desde 2005.

Dito isso, é preciso tomar cuidado com o debate falsificado que anda por aí. Não foi só Bolsonaro, mas sim o modelo econômico neoliberal imposto a ele em troca dessa baderna econômica de Paulo Guedes, que nos trouxe um rombo de aproximadamente R$ 400 bilhões nas contas públicas.

Todos os governos neoliberais, de Figueiredo a Bolsonaro, à exceção dos dois governos de Lula e um de Dilma, porque no segundo ela foi sabotada por três vigaristas, Temer, Aécio e Cunha, levaram o país à bancarrota.

O resto é narrativa para a pilhagem destruidora tanto da democracia quanto do país, chamada privatização, que é a única coisa que os coachs neoliberais sabem martelar. Justificativa, transformar o Estado brasileiro num Estadinho, devolvendo o país à condição de província das grandes nações.

E aqui não cabe especulação sobre qual modelo é melhor para o país. Todos os governos, Figueiredo, Sarney, Collor, Fernando Henrique, Temer e Bolsonaro, quando saíram do governo, tiveram reprovação absoluta do povo, porque adotaram a receita neoliberal, a famosa privatiza tudo e “redução do tamanho do Estado”.

Pode-se dizer que nenhum desses governos anteriores a Bolsonaro, teve um boquirroto como Paulo Guedes, que é a caricatura do não menos boquirroto, Roberto Campos, que produziu apenas frases de salão inócuas e tragédia econômica para o país.

O resultado está no aprofundamento do fosso entre ricos e pobres durante a ditadura e o exponencial, melhor dizendo, o favelamento espiral que tomou conta do Brasil com as barbeiragens neoliberais dos governos militares.

Citando aqui somente algumas questões que devem ser analisadas sobre um sistema político de colaboração ao sistema financeiro em que o mercado e não o ser humano é o ponto central da administração pública, para entender que esse rombo que foi produzido no governo Bolsonaro, porque ele é um fraco, um frouxo, um intelectualmente brochado, um nulo, como sempre fez questão de deixar claro.

Ou seja, Bolsonaro é assumidamente uma genuína cavalgadura. É um campo fértil para o podridão neoliberal deitar e rolar, como Guedes fez.

Então, o que está na mesa, apresentada como fatura de R$ 400 bilhões, é resultado desse “Estado eficiente” prometido pelo deixa que eu chuto, Paulo Guedes, anunciado como o último biscoito do pacote dos chamados Chicago’s Boys, mais anacrônico, impossível.

No caso de Guedes, um despudorado neoliberal, que confessou achar um absurdo, na era de Lula e Dilma, uma doméstica com carteira assinada ir a Disney e filho de porteiro frequentar universidade, é que produziu essa esbórnia fiscal, incluindo nessa espécie de bacanal econômico uma despesa inimaginável para se comprar votos.

A nossa sorte é que, nem assim os incompetentes conseguiram comprar a eleição, porque Bolsonaro foi rechaçado nas urnas pela maioria do povo brasileiro, o que acabou revelando o que já se imaginava, um rombo fiscal de R$ 400 bilhões.

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Vídeo – Dilma: “pesquisas internas apontam tendência de vitória de Lula no primeiro turno”

A ex-presidente falou logo após votar, Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte, onde foi muito aplaudida.

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) afirmou em entrevista na manhã deste domingo (2), logo após votar no Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte, que pesquisas internas da coligação apontam uma tendência de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.

“O que a gente está vendo é que há uma tendência de que a gente ganhe no primeiro turno. Nós chegamos em muitas pesquisas, trackings, a 49,8%. Aí, nós chegamos a 50%, em outra 51%. Então, a gente está vendo um caminho, uma tendência de alta, um caminho em que nós estamos indo para a vitória, é isso que nós estamos vendo”, afirmou.

Apoiadores gritavam e cantavam músicas de apoios. Ela classificou esse 2 de outubro como um “dia memorável” e falou que essa é uma das eleições mais importantes desde a redemocratização do Brasil. “Minha expectativa é que a democracia ganhe”, declarou a petista.

A ex-presidente falou logo após votar, Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte, onde foi muito aplaudida.

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) afirmou em entrevista na manhã deste domingo (2), logo após votar no Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte, que pesquisas internas da coligação apontam uma tendência de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.

“O que a gente está vendo é que há uma tendência de que a gente ganhe no primeiro turno. Nós chegamos em muitas pesquisas, trackings, a 49,8%. Aí, nós chegamos a 50%, em outra 51%. Então, a gente está vendo um caminho, uma tendência de alta, um caminho em que nós estamos indo para a vitória, é isso que nós estamos vendo”, afirmou.

Apoiadores gritavam e cantavam músicas de apoios. Ela classificou esse 2 de outubro como um “dia memorável” e falou que essa é uma das eleições mais importantes desde a redemocratização do Brasil. “Minha expectativa é que a democracia ganhe”, declarou a petista.

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Lula defende estado laico durante ato histórico em São Paulo

O ex-presidente ainda criticou o atual cenário econômico nacional e se manifestou contra a disseminação de fake news.

Preferido dos brasileiros para assumir o Planalto em 2023, o ex-presidente Lula (PT) discursou a favor da democracia e defendeu o estado laico durante ato de campanha neste sábado (20), no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

As declarações de Lula são uma investida contra as estratégias do seu principal adversário político e atual líder do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), que tem usado a fé como argumento para angariar votos, principalmente, dos evangélicos, sua principal base de apoio popular.

“Tem muita fake news religiosa correndo por esse mundo. Tem demônio sendo chamado de Deus e tem gente honesta sendo chamada de demônio. Tem gente que não está tratando a igreja para cuidar da fé ou da espiritualidade, está fazendo da igreja um palanque político ou uma empresa para ganhar dinheiro”, afirmou o petista.

“Eu quero dizer para vocês: Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, defendo o estado laico. O estado não tem que ter religião, todas as religiões tem que ser defendidas pelo Estado. Mas também quero dizer: as igrejas não têm que ter partido político porque as igrejas têm que cuidar da fé, da espiritualidade das pessoas e não cuidar de candidaturas, de falsos profetas ou de fariseus que estão enganando esse povo o dia inteiro”, disse.

A última pesquisa Datafolha, divulgada esta semana, mostrou que Bolsonaro ampliou sua vantagem sobre Lula no eleitorado evangélico. Neste nicho, Bolsonaro tem 49% das intenções de voto, contra 32% do petista.

Novas Diretas

Este foi o primeiro comício oficial de campanha de Lula na cidade de São Paulo. O Vale do Anhangabaú foi escolhido pela sua importância histórica, símbolos da campanha pelas Diretas Já durante a redemocratização nos anos 80.

Ao lado de Lula também estavam a ex-presidente Dilma Rousseff (PT); o ex-governador e escolhido para vice na chapa petista, Geraldo Alckmin (PSB); o ex-ministro e candidato ao governo do Estado, Fernando Haddad (PT); e o ex-governador e candidato ao Senado, Márcio França (PSB).

Na sua fala, o ex-presidente ainda criticou o atual cenário econômico nacional e se manifestou contra a disseminação de fake news.

Dilma x Tiradentes

Na ocasião, a ex-presidente Dilma também discursou e se emocionou antes de começar a fala. “Eu vou chorar, gente”, advertiu.

“Tenho muito orgulho de ter sido ministra-chefe da Casa Civil do [governo] Lula. Talvez seja um dos poucos que combina duas coisas: uma grande capacidade política de construir consensos e futuros para nós, mas também um dos maiores gestores que conheci”, disse.

Lula, durante seu discurso, também elogiou Dilma e a comparou com Tiradentes, que fora assassinado por seus ideais e, depois, considerado herói nacional.

“Veio falar com vocês agora há pouco uma mulher que foi eleita democraticamente pela maioria do povo brasileiro, e um belo dia inventaram uma mentira contra ela, de pedalada. Imagina uma pedalada da Dilma contra as motociatas que esse genocida faz hoje. Por conta da mentira, o Congresso Nacional cometeu o erro histórico de votarem pelo impeachment dela”, disse o candidato ao Planalto.

*Com GGN

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Um estranho na posse dos ministros que comandarão as eleições

Cerimônia será mais um ato de respeito à Justiça e de defesa da democracia ameaçada você sabe por quem.

Haverá um estranho na posse dos ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski como presidente e vice-presidente respectivamente do Tribunal Superior Eleitoral: Jair Bolsonaro. Não por ser o presidente da República, mas por ser Bolsonaro.

Presidente da República é figura obrigatória na solenidade marcada para logo mais a partir das 19h. Bolsonaro confirmou que irá. Mas nem mesmo os presidentes da ditadura de 64 insultaram ministros de tribunais superiores como o fez Bolsonaro.

Alexandre já foi chamado por ele de “canalha”. Bolsonaro disse que jamais voltaria a respeitar as ordens dele. Acovardou-se mais tarde e deu o dito pelo não dito, mas já dissera. Só um pedido sincero de desculpas revoga uma grave ofensa. Não houve pedido sincero.

Foi por medo que Bolsonaro recuou. De medo, ele entende desde que acabou expulso do Exército porque planejou atentados terroristas a quartéis. Ou desde que foi assaltado no Rio por dois bandidos e entregou tudo o que tinha a eles, até um revólver.

É por isso que Bolsonaro usa o medo para intimidar adversários que trata como inimigos. E inimigos são todos os que não se dobram ou que contrariam suas vontades. Ou as vontades dos seus amados filhos. Família acima de tudo, inclusive do Brasil.

Cerca de 20 governadores de um total de 27 confirmaram até ontem à noite sua presença na posse de Alexandre e Lewandowski. Os principais candidatos a presidente também estarão lá – Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB). Esqueci algum?

Ex-presidentes da República que irão: Dilma Rousseff e Michel Temer, que se verão pela primeira vez desde o processo de impeachment que derrubou Dilma; José Sarney e Fernando Collor. Por razões de saúde, Fernando Henrique Cardoso não poderá ir.

Diz o protocolo que o presidente da República em exercício sentará à mesa ao lado dos ministros que tomarão posse, mas que não terá direito à palavra. No coquetel, ocasião para os cumprimentos aos empossados, os convidados poderão circular e se confraternizar.

Não se sabe se Bolsonaro ficará para o coquetel. Ele, hoje, viajará a Juiz de Fora para um comício no local em que foi esfaqueado há quase 4 anos. Poderá, portanto, estar cansado. Se não ficar, porém, não fará falta. Seria um estranho no ninho.

*Noblat/Metrópoles

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Justiça

Justiça arquiva denúncia contra Lula, Dilma e Mercadante

A Justiça Federal em Brasília arquivou uma denúncia contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além do ex-ministro Aloizio Mercadante, todos do Partido dos Trabalhadores (PT). Os três eram acusados de obstruir as investigações da operação Lava Jato. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (12) pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal, que seguiu o entendimento do Ministério Público Federal (MPF), informa o Congresso em Foco.

“Todavia, realizadas as diligências investigativas não se logrou apurar indícios de autoria e materialidade da prática delitiva. Conforme asseverado pelo Parquet [MP], as provas entabuladas decorrem dos áudios da conversa que foi registrada por José Eduardo Marzagão, assessor parlamentar de Delcídio do Amaral, não havendo elementos probatórios a caracterizar obstrução à investigação criminal”, afirmou o juiz Ricardo Leite.

Lula, Dilma e Mercadante foram denunciados no ano de 2007 pela Procuradoria-Geral da República (PGR). As investigações sobre a suposta tentativa de obstruir a investigação da Lava Jato teve como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (na época, o parlamentar estava afastado do PT). Inicialmente, a denúncia foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas como os três não tinham mais o foto privilegiado foi remetida à Justiça Federal em Brasília.

O procurador da República Marcus Marcelus Gongaza Goulart afirmou à Justiça que como se passaram mais de seis anos dos fatos atribuídos aos ex-presidentes Lula e Dilma foi decidida pela prescrição do caso. A fala do procurador foi dada ainda em abri deste ano. Como ex-presidentes têm mais de 70 anos, o prazo para prescrição de uma eventual pena cai pela metade. Os fatos da denúncia ocorreram entre os anos de 2005 e 2016.

Já em relação ao ex-ministro Mercadante, a justiça entendeu que as investigações não reuniram elementos suficientes. Na época da denúncia, Delcídio afirmou em delação que o ex-ministro ofereceu ajuda jurídica e financeira à sua família para que ele não realizasse a delação.

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Opinião

Temos um passado pela frente

Não convence a ruptura da goma alta da burguesia nacional, sobretudo a paulista, com Bolsonaro, em nome de uma suposta defesa da democracia e do estado de direito.

Como nação, já estamos bem crescidinhos para entender que tem muito caroço nesse angu que não vem à tona na mídia por motivos óbvios.

O passado recente, com dois golpes, em Dilma e Lula, patrocinados pela papa fina do capitalismo nativo, não deixa dúvida sobre a intenção em reduzir o Estado para os pobres e, consequentemente a ampliação dos lucros imediatos para os ricos, como ocorreu com Temer e Bolsonaro.

No Brasil, a ganância tem DNA próprio. Herdeiro da colonização e da escravidão, imposta aos negros sob o jugo das chibatas, essa oligarquia, que sempre teve na propaganda, através da mídia de cada época, sua grande estratégia cordial para dar tons de civilidade à expressão mais crua da barbárie, não abandonaria a criatura que alimentou e nutriu até então em nome de uma suposta defesa da democracia.

É possível que alguém que domine melhor esse tema, esclareça o que de fato há por trás disso. Fala-se de tudo aquilo que é evidente, baseado no que é recorrente nas classes economicamente dominantes no Brasil. Mas isso dá conta de um sentido restrito que não abarca verdadeiramente o que, na realidade, está por trás dessa mudança de humor dos milionaríssimos tropicais com o capitão genocida.

Os negócios internacionais, em que o Brasil se vê cada dia mais isolado, no momento em que a globalização se mostra cada vez mais acirrada, sobretudo pelo avanço da China e a perda de território comercial com os EUA, a lambança do ogro com embaixadores internacionais, detonando a imagem do Brasil, afirmando que as eleições são fraudáveis, tem sim peso, talvez até, como afirmam alguns, tenha sido a gota d’água.

Convenhamos, isso não deixa de ser um gigantesco absurdo, porque sempre esteve escrito na testa do sujeito que ele era, além de um tarado por morte, sangue, tortura, uma pessoa que nunca teve qualquer compromisso com a civilidade, mesmo essa nossa introduzida de cima para baixo, aos solavancos, para atender à eterna casa grande.

Não é de hoje que esse Brasil oficial, dominado pelos interesses dos “que mandam”, vive apartado do povo.

Machado de Assis foi bastante sintético ao definir a caricatura burlesca que sempre comandou o país que nem de longe guarda os traços de grandeza que desenham a alma do povo brasileiro.

Tanto isso é verdade que quando um presidente, como Lula, que é parte do povo, assumiu o comando do país, fazendo uma verdadeira revolução que nos tirou da 17ª posição, levando à 6ª maior potência econômica global, somado a uma aprovação inimaginável de 87%, para os barões do dinheiro grosso torcerem o nariz para o então presidente, mas também para o povo, para os trabalhadores.

É que a ordem dos fatores estava sim mudando o produto. E de fato, as classes C, D e E passaram a ter protagonismo numa economia que sempre as segregou.

Tudo isso pode parecer algo de pouca monta, tal a mesquinhez que representa. Mas se pensarmos como a nossa civilização tropical é fruto do que há de mais mesquinho nas relações humanas, daremos conta de que, enquanto não propusermos uma revisão concreta da nossa história, principalmente naqueles vícios que serviram de alicerces para a institucionalidade, não sairemos de um lugar que será sempre escuro e propício para se construir ninhos de ratos, baratas e fascistas.

Isso é tarefa para a população com a menor ingerência possível da elite contaminada pelo colonialismo e pela escravidão.

*Imagem em destaque é do livro “Bahia de Todos os Negros” de Fernando Granato

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