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Zanatta e Constantino armam barraco após Eduardo indicá-la para vice de Flávio Bolsonaro

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), citada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como possível nome para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), bateu boca nas redes sociais com Rodrigo Constantino após o comentarista criticar a hipótese. A discussão ocorreu no X, antigo Twitter, em meio à tentativa do bolsonarismo de criar fatos novos após o desgaste da pré-campanha de Flávio.

Constantino afirmou que a indicação da parlamentar catarinense seria restrita ao eleitorado mais fiel do bolsonarismo e não ajudaria Flávio a crescer fora de sua base. “Eduardo é mesmo o camisa 10 do Lula. Não importa o que vc pensa da Júlia; o fato é que ela não agrega um só voto ao Flavio onde ele mais precisa. Seria uma escolha voltada apenas à bolha”, escreveu.

A fala provocou reação de Júlia, que respondeu questionando a capacidade eleitoral de outros nomes cogitados para compor uma chapa presidencial. “Entendo sua análise, mas o que Zema agregaria para o Flávio? Pelo visto nada já que está amargando números baixíssimos nas pesquisas. Capaz até de eu pontuar mais que ele se for sozinha”, afirmou.

Em seguida, a deputada acusou Constantino de ter atacado Flávio Bolsonaro ao criticar a movimentação do grupo. “E vamos lá né (SIC). O cara na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio. Não se faz política assim”, rebateu.

Constantino respondeu em tom mais ameno, mas manteve a avaliação de que Júlia não ampliaria o alcance eleitoral da candidatura. Ele citou outros nomes que, na visão dele, poderiam atrair votos fora do núcleo bolsonarista.

“Prezada deputada, não existe apenas o Zema. Ele até agrega voto fora da bolha bolsonarista e tem palanque importante em MG. Mas tem Tereza Cristina, Luiz Philippe etc. Nomes que podem atrair votos que ainda não sejam para o Flavio. Todos que gostam de vc já votam nele”, afirmou.

Júlia Zanatta
·11 de jun de 2026
@apropriajulia
·
Em resposta a @Rconstantino
Entendo sua análise, mas o que Zema agregaria para o Flávio? Pelo visto nada já que está amargando números baixíssimos nas pesquisas. Capaz até de eu pontuar mais que ele se for sozinha.

E vamos lá né. O cara na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio.

Rodrigo Constantino
@Rconstantino
Prezada deputada, não existe apenas o Zema. Ele até agrega voto fora da bolha bolsonarista e tem palanque importante em MG. Mas tem Tereza Cristina, Luiz Philippe etc. Nomes que podem atrair votos que ainda não sejam para o Flavio. Todos que gostam de vc já votam nele…
8:53 AM · 12 de jun de 2026

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A troca de mensagens ocorre após Eduardo Bolsonaro impulsionar publicações que mencionam Júlia Zanatta como uma possível “mulher cristã” para compor a chapa de Flávio. O movimento acontece em meio ao derretimento do senador nas pesquisas e ao desgaste provocado pela relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que financiou o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Em uma publicação feita por perfil bolsonarista de Santa Catarina, Júlia apareceu ao lado de Flávio com referência à possibilidade de ser vice. O post dizia: “‘Mulher Cristã’: Flávio Bolsonaro sinaliza vice mulher e apoiadores lembram de Júlia Zanatta”.

Eduardo reagiu apoiando a especulação. “Se os maus reclamam, este é o caminho”, escreveu. Em seguida, elogiou a aliada. “Certamente, Júlia Zanatta está a altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda”, afirmou.

Júlia também comentou a movimentação com bom humor. “O negócio tá tomando corpo”, respondeu, com risos, na publicação.

*DCM


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Política

Eduardo Bolsonaro será julgado no STF, dia 16, por tentar coagir instituições

Deputado cassado do PL-SP procurou chantagear autoridades brasileiras com sanções dos EUA para livrar Jair Bolsonaro de julgamento por tentativa de golpe

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o próximo dia 16 o julgamento de ação penal contra o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Trata-se de processo relativo à atuação do ex-parlamentar nos EUA, visando interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe.

O crime que lhe é imputado é o de coação no curso do processo, cuja pena pode variar de um a quatro anos de prisão, tempo que pode ser aumentado conforme análise eventuais agravantes. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

No ano passado, Eduardo foi para os Estados Unidos pleitear, junto a integrantes do governo de Donald Trump, ações contra o Brasil e autoridades em virtude do julgamento de Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado. O objetivo era chantagear as instituições brasileiras para que a ação fosse suspensa e o ex-presidente saísse impune, o que não ocorreu.

Leia também: Diretor da PF defende inquérito sobre envio de recursos de Vorcaro aos EUA

A articulação do então parlamentar, juntamente com o jornalista Paulo Figueiredo, configurou grave afronta tanto ao Poder Judiciário quanto à soberania nacional. Na esteira de sua atuação, foram aplicadas sanções ao Brasil como o tarifaço — que causou prejuízos econômicos — e a Lei Magnitsky sobre magistrados, como Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, assinalou a Procuradoria-Geral da República (PGR) em sua denúncia, apresentada em setembro, após relatório da Polícia Federal encaminhado ao órgão em agosto.

As alegações foram aceitas por unanimidade pela Primeira Turma em novembro. Na ocasião, Moraes destacou que “o elemento subjetivo específico evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Messias Bolsonaro”.

Além disso, sustentou que “a grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”. Vermelho.


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Política

Entreguista: Eduardo Bolsonaro reforça “Tariflávio” ao sugerir negociar Pix com os EUA

Existe uma diferença fundamental entre ser ingênuo e ser útil ao adversário. Eduardo Bolsonaro, ao sugerir que o Brasil poderia negociar o Pix com Washington, citando o sistema de pagamentos Zelle norte-americano como exemplo, cruzou essa fronteira com desenvoltura. E, de lambuja, jogou mais lama na candidatura do próprio irmão, que anda atolado com o apelido de “Tariflávio”.

O timing foi péssimo. O governo Trump anunciou um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, e o documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) listou o Pix nominalmente como algo que a Casa Branca considera irrazoável. Uma semana após Flávio Bolsonaro visitar Trump buscando ajuda para a sua candidatura, os EUA colocaram o sistema de pagamentos brasileiro na mira, levando o senador a ser responsabilizado por isso nas redes. E a resposta de Eduardo foi sugerir que o inegociável é negociável, dada uma suposta similaridade entre os sistemas, se Lula não estiver no poder.

“Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix. Como por exemplo o Zelle. O Pix dos Estados Unidos é o Zelle. Então, dá para você ir para a mesa de negociação dos americanos com bons argumentos. Dá para sentar, dá para negociar. Eles têm interesses que se complementam, como terras raras”, disse em entrevista à TMC.

O Pix é uma das infraestruturas de transferência de dinheiro mais democráticas que o mundo já construiu. É o meio pelo qual um trabalhador informal recebe seu sustento, pelo qual a feirante recebe do cliente sem ter que pagar taxa de cartão, que o motorista de aplicativo ou o taxista recebem a corrida, que grandes empresas recebem pagamentos de forma imediata.

A Febraban, entidade que representa os maiores bancos do país (e que não é exatamente um bastião do lulismo), teve que vir a público em reação à decisão de Trump para dizer o óbvio: o Pix não é um produto comercial, é uma infraestrutura pública de pagamentos, aberta a bancos nacionais e estrangeiros, inclusive norte-americanos. DCM.


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Eduardo Bolsonaro confessa que, para agradar Trump, quer o fim do Pix e a entrega das terras raras brasileiras aos EUA

O exército de robôs nas redes em defesa de Flavio Bolsonaro sobre o fim do Pix e a entrega das terras raras brasileiras a Trump, terá que caricaturar uma saída ou um labririnto para desdizer o que disse o apito de cachorro da campanha de Flavio.

Inacreditavelmente, Eduardo Bolsonaro confessa, ao estilo “exame de consciência”, que seria bom para o Brasil que entregasse as terras raras e, junto, acabasse com o Pix e assumisse o que ele classifica como algo paralelo, um sistema americano para dar lucro à banqueirada Tio Sam.

Mais do que tudo, espanta o sujeito dizer isso sem corar a bochecha, o que deixa absolutamente claro que isso, às escondidas, já vem sendo nutrido nessa relação promíscua entre Flavio, Eduardo, com Marco Rubio e Trump.

Só faltou dizer uma coisa, o que Eduardo o tempo todo, praticou quando seu pai foi presidente, que é se distanciar comercial e diplomaticamente da China para se submeter às ordens de Whasington, coisa que, aliás, Flavio repete em 2026, dizendo que entegaria as terras raras brasileiras ao governo Trump para dar uma vantagem aos EUA em relação à China.

O troço chegou a um nível tal de vulgaridade como estratégia política, na tentativa de produzir influência inimaginável de Trump, a favor de Flavio, na eleição brasileira.

O fato é que a declaração de Flavio nesta quarta (3) está sendo considerada por analistas políticos como o último prego  no caixão da candidatura de Flavio.

Não só isso, Flavio está sendo trocado por Michelle até em podcasts de mercenários bolsonaristas, o que certamente rflete o que rola  nos bastidores em torno da campanha de Flavio.

O ponto é o mesmo, o sobrenome de Michelle (Bolsonaro). Ou seja, a coisa sai da subintenção para a estratégia concreta de sobrevivência do clã.

Nnguém pode afirmar que é cedo, para o animal que comanda a tropa, tirar o filho e colocar a esposa, já que não tem outro filho para colocar no lugar.

Não é a glória, mas é o que Bolsonaro tem para fixar seu nome como líder da direita, independente de vencer ou não as eleições.

A verdade é que a candidtura de Flavio, babou. Não tem autoridade sequer para acessório de Bolsonaro entre os pares, que fará para o povo brasileiro.

Pior, ao invés de se desinfetar e infetar o próprio PL, Flavio, tudo indica, terá tsunamis ainda maiores contra si, vindo de Vorcaro ou coisa que o valha.

Já no entreguismo com sua sabujice a Trump, Eduardo entregou a rapadura, dizendo que o Brasil só ganharia se entregasse as terras raras aos EUA e desaparecesse com o Pix.


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Política

Vídeo – Lula diz que Flávio e Eduardo conseguem ser piores que Bolsonaro: “Vendilhões da pátria”, “traidores”, “covardes”

Em forte discurso em Catalão, em Goiás, nesta terça-feira (2), o presidente Lula expôs o lobby de Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL) junto ao governo Donald Trump, que resultou em um novo tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros, e afirmou que “que esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele”.

“Ontem eu soube da notícia que o Comércio Americano resolveu taxar o Brasil em 25% quando nós estávamos em negociação, quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump. O que eu quero dizer com isso? É que esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores”, disparou Lula.

“Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, meditem. Porque esse cidadão hoje aparece lá em frente dizendo: “Eu não falei nada, eu não falei nada”. Todo covarde é assim, fala a merda que fala, depois não tem coragem de assumir o que fala, fica tentando mentir”, disparou o presidente, que deu detalhes da negociação com o governo Trump no início do discurso.

Lula ainda falou que nenhum grupo político que já enfrentou “teve a sordidez política que a gente vê com essa família metralha, que assumiu o governo de 2018 a 2022”.

“Hoje [Flávio] foi dizer que não falou nada. Ele falou! Ele foi pedir arrego. Foi dizer: ‘porra, Trump, dá uma porrada no Lula, ataca o Lula porque o Lula vai ganhar tranquilo, prejudica o Lula’. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar são os empresários brasileiros. Ele vai prejudicar é o agronegócio”, afirmou.

*Forum


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Família Bolsonaro é viciada em mentir. Seu maior adversário é o jornalismo

Os dias não têm sido fáceis para a família Bolsonaro. As reportagens do Intercept Brasil não têm dado espaço para ela respirar. É isso o que acontece quando o jornalismo revela o que os poderosos querem esconder.

A maior adversária dos Bolsonaros é a verdade dos fatos. Quando ela é exposta dessa maneira, eles se sentem intimidados e perseguidos pelo jornalismo. Sobram-lhes as mamadeiras de piroca e a guerra das narrativas.

Nas duas últimas semanas, as reportagens da #VazaFlavio escancararam para o mundo do que a família Bolsonaro é capaz no campo da mentira e dissimulação. Quando o Intercept perguntou a Flávio Bolsonaro se o filme do seu pai havia sido financiado por Vorcaro, ele gargalhou e disse que era mentira. Horas depois, um áudio o desmentiu de forma cabal. O ridículo se seguiu nos dias posteriores, com um choque de versões de aliados e novas mentiras sendo contadas para tapar buracos feitos por outras mentiras. A falta de vergonha na cara é infinita dentro do clã Bolsonaro.

Uma viagem desesperada
Desesperado com a queda nas pesquisas de intenção de votos, Flávio cavou uma visita à Casa Branca para tentar tirar o foco do escândalo e manter acesa a seita que tem fetiche com o presidente dos Estados Unidos. A foto com Trump sentado e Flávio em pé é o retrato perfeito da sabujice dessa família. O presidente americano nem se deu ao trabalho de se levantar da cadeira para tirar a foto.

A humilhação foi grande, mas eles saíram de peito estufado. Dois dias após a visita, o governo americano passou a classificar o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho, o CV, como grupos terroristas – algo que excita o bolsonarismo, mas que atrapalha o combate ao crime organizado e ameaça a soberania nacional. Quem diz isso é o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo, que é o principal investigador do PCC no país há mais de 20 anos.

Considerar a medida do governo americano como um passo importante para acabar com as facções é só mais uma mentira do bolsonarismo. Até porque Flávio Bolsonaro talvez seja o político que mais tenha aliados enrolados com o crime organizado. Do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj, Rodrigo Bacellar ao grupo político do ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro, há uma lista grande de aliados de Flávio que aparecem nas investigações sobre o Comando Vermelho. Ora, o próprio Flávio transformou seu gabinete de deputado estadual no Rio em cabide de emprego para o Escritório do Crime. É essa gente que vai acabar com o crime organizado?

Eduardo e sua vida de luxo
Menos de 24 horas depois do encontro de Flávio com Trump, o Intercept trouxe à tona outra mentira da família Bolsonaro. Diferentemente do que se dizia, Eduardo Bolsonaro não vive uma vida de dificuldades nos EUA. Vive uma vida de luxo em uma mansão com piscina em área nobre da cidade de Southlake, no Texas. Antes, o pobrezinho dizia ter dificuldades para pagar as contas nos EUA, chegando até a ter que dormir em colchão inflável. É realmente impressionante a ascensão social meteórica do ex-deputado que, de repente, passou a ter condições de pagar um aluguel de R$ 30 mil por mês mesmo estando desempregado. Ele não sabe explicar como foi que esse azarão da meritocracia — ou “Dark Horse”, se preferir — conseguiu vencer a corrida do “sonho americano”. Talvez o Daniel Vorcaro saiba.

Antes de publicar a reportagem, o Intercept buscou ouvir o que Eduardo Bolsonaro tinha a dizer sobre o caso. O jornalista Steven Monacelli bateu na porta da mansão e foi recebido educadamente pela esposa de Eduardo, Heloísa, que não quis dar entrevista. O casal então foi às redes para relatar dramaticamente que “um parceiro do PCC” teria assediado eles e a vizinhança. Até a polícia foi acionada para proteger a família ameaçada. O bolsonarismo ficou ouriçado com a história e passou a denunciar o que seria uma perseguição contra a família de Eduardo nos Estados Unidos. O golpista Paulo Figueiredo ameaçou usar a força contra jornalistas que ousarem procurá-lo em sua casa na Flórida.

Mentira desmontada
Eles não contavam que toda a abordagem do jornalista havia sido filmada por ele. O vídeo não mostra nada além de um contato cordial com Heloísa Bolsonaro. Monacelli tocou a campainha, perguntou com toda educação se podia conversar com Eduardo e foi embora diante da negativa. A publicação do vídeo desmontou com requintes de crueldade a narrativa de perseguição que o casal havia espalhado nas redes.

‘Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha’.
A mentira derreteu em praça pública e deixou Eduardo atônito. Ao ser abordado por jornalistas para comentar o tema, contou novas mentiras para manter a narrativa em pé. “Desde março (de 2025) não recebo dinheiro público. Sou uma pessoa igualzinha a vocês: dinheiro privado, tudo meu. Moro de aluguel, ao contrário do que o Intercept falou. O Intercept dá fake news. O Intercept foi na casa errada, porque são péssimos jornalistas investigativos”, disse. É mentira sobre mentira. Eduardo Bolsonaro não teme o ridículo. O Intercept não disse que ele não mora de aluguel nem foi na casa errada. É só mais uma tentativa de jogar areia nos olhos da opinião pública. O fato é que o ex-deputado continua se recusando a explicar quem está bancando a sua vida luxuosa nos EUA.

A mentira não é apenas um método ou uma mera ferramenta política do bolsonarismo. É a sua quintessência. Absolutamente todas as suas narrativas fundamentais são baseadas em falseamentos da realidade. Jair Bolsonaro e seus filhos são viciados em mentir. Eles lideram uma seita numerosa, que acredita em suas mentiras e ainda cria outras para manter a roda das narrativas girando. Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha. Pode até parecer que é enxugar gelo, mas desmascará-los e expô-los de modo permanente é fundamental. Essa é a única maneira de impedir que falsas narrativas se consolidem na opinião pública. Não é fácil, mas a realidade dos fatos acaba se impondo no final. O jornalismo bem feito é a kriptonita dessa gente.

*João Filho/Intercept Brasil


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Moraes pede parecer da PGR sobre incluir Jair e Flavio em inquérito

Pedido ocorre após revelação de relação entre Flávio e Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (26), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Moraes deu prazo de cinco dias para a PGR opinar. Eduardo Bolsonaro é investigado por coação e tentativa de interferência no julgamento do pai por tentativa de golpe de Estado.

O pedido para ampliar os alvos da investigação foi feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele solicitou uma apuração específica para investigar a hipótese de que valores destinados ao filme sobre a vida de Jair Bolsonaro teriam sido desviados para financiar uma campanha internacional de sanções, restrições de vistos, imposição de tarifas e coação contra autoridades brasileiras.

O parlamentar solicita ainda apuração de eventual lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular, propaganda eleitoral dissimulada, caixa paralelo, organização criminosa, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

O pedido vem após reportagem do portal The Intercept Brasil mostrar mensagens de áudio do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, enviadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados. Antes da reportagem, Flávio dizia não ter relações com o banqueiro, que está preso por ter liderado a maior fraude contra o sistema financeiro.

Com o vazamento dos áudios, o senador passou a admitir o contato com Vorcaro, alegando que se aproximou do banqueiro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e antes de a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário reunirem provas contra o banqueiro. Depois, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ainda que se reuniu com Vorcaro após o dono do Banco Master ter sido preso pela primeira vez, em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Eduardo Bolsonaro seria o responsável por administrar os valores repassados pelo banqueiro.

Hoje, Flávio e Eduardo Bolsonaro, acompanhados do blogueiro Paulo Figueiredo, se reuniram com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, e divulgaram foto do encontro nas redes sociais.

*Agência Brasil


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Donos de fundo que financiou filme de Bolsonaro abriram empresa em paraíso fiscal

Os dois são controladores de fundo nos EUA que recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro

Os controladores do fundo Havengate, que recebeu em 2025 verba de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), abriram uma empresa em Delaware em fevereiro deste ano. O estado americano é conhecido como um paraíso fiscal, que permite omitir a divulgação de sócios e de informações financeiras.

O Havengate é administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto, e o corretor de imóveis Altieris Santana. Documentos obtidos pela Folha mostram que eles também administram a empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, aberta em Delaware em 12 de fevereiro.

A abertura da empresa no estado contrasta com os negócios que Calixto e Santana mantêm nos EUA, prioritariamente baseados no Texas e na Flórida. O Havengate e outros dois fundos geridos pelos dois estão no estado texano.

O Havengate foi utilizado para o recebimento de R$ 61 milhões de Vorcaro que seriam usados no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, conforme revelou o site Intercept Brasil e confirmou a Folha. O repasse ocorreu entre fevereiro e maio do ano passado.

Áudios demonstram que Flávio Bolsonaro (PL) negociou pessoalmente os pagamentos com Vorcaro, em diálogos em que o filho do ex-presidente chama o ex-banqueiro de “irmão” e afirma que eles estarão sempre juntos.

A Polícia Federal investiga se o valor repassado ao Havengate pode ter sido utilizado para custear as despesas de Eduardo Bolsonaro, que mora no Texas. O ex-deputado nega.

A empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, aberta em Delaware, controla uma outra, também administrada pela dupla, no Texas. Trata-se da MCC-4 Equity Fund LP.

As duas são quase homônimas e possuem o termo “fundo” no nome, o que indica o ramo do negócio. Não há mais informações sobre outros possíveis sócios e o propósito das empresas nos registros.

A relação dos dois com as empresas foi constatada pela Folha em razão da abertura da unidade do Texas, estado que, ao contrário de Delaware, obriga a divulgação do nome de responsáveis e de relatórios anuais.

O documento de registro diz que a empresa em Delaware é gerenciada por Altieris Santana. Outros eventuais sócios não são citados.

Por meio do registro no Texas, a Folha também constatou que, no estado, ambas têm como referência o mesmo endereço: o escritório de Calixto, em Dallas. Trata-se também do endereço de registro do Havengate e de outras empresas que o advogado representa. O escritório lida com casos de imigração, consultoria e direito societário.

O endereço é diferente do registrado na documentação de Delaware, onde a companhia está registrada em Dover, capital do estado, e tem como representante a empresa A Registered Agent, que destaca “fornecer o máximo de proteção à privacidade pessoal permitido por lei”.

A empresa texana teve sua primeira tentativa de abertura pelo escritório de advocacia de Paulo Calixto rejeitada, pois o documento protocolado em 13 de fevereiro não continha o nome do sócio-administrador. No dia 17 do mesmo mês, Calixto apresentou um novo pedido.

A Folha contatou Altieris Santana por meio de e-mail profissional próprio e enviou mensagens no seu número de telefone por WhatsApp na quarta-feira (20). Na quinta (21), a reportagem ligou para o número, mas não obteve resposta.

Calixto foi procurado por meio do e-mail profissional e do contato oficial do seu escritório na quarta e na quinta. A reportagem também compareceu presencialmente e ligou para a firma em Dallas. Uma secretária respondeu que os dois não têm respondido à imprensa e que perguntas deveriam ser enviadas por e-mail.

Nas perguntas enviadas, a reportagem questionou qual o motivo da escolha por abrir a empresa em Delaware e se algum membro da família Bolsonaro estaria ligado aos negócios.

A Folha também contatou Eduardo Bolsonaro via mensagem na quarta e na quinta. O ex-deputado foi questionado se ele ou seus familiares tinham relação com o negócio, mas não retornou.

O modelo de gestão das empresas é similar ao do Havengate, que também conta com uma empresa LLC como administradora de uma LP. Como administradora, a LLC assume a responsabilidade pelos negócios da LP, o que protege os sócios de responsabilidade limitada, que não precisam ser identificados na abertura da companhia.

As LLCs são comuns nos EUA, pois blindam o patrimônio dos sócios e têm tributação simplificada.

Eduardo Bolsonaro já teve uma LLC, a Braz Global Holding LLC, com Paulo Generoso e André Porciúncula, que comprou um imóvel intermediado por empresa de Calixto e Santana. A empresa administrou outra, a Omni World Trades LLC, conforme relevado pela Agência Pública.

Nas conversas reveladas pelo Intercept, Altieri Santana aparece como uma pessoa em que Eduardo confia para executar tarefas financeiras.

O deputado, diz, por exemplo, que Santana viajaria “para fazer reunião pessoal com quem quer que seja” para garantir a chegada do recurso para o filme nos Estados Unidos.

*ICL


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Por que Nikolas Ferreira não deu pio em defesa de Flavio Bolsonaro gravando videozinho com fundo preto?

Acabou o amor?

Nem de algumas migalhas, há notícias. Porque não há condenscendênia do silêncio de Nikolas sobre o peso demolidor que Flavio está sentindo nas costas.

A propósito, peso esse que, a cada dia, está imobilizando sua campanha. Na verdade, esse silêncio de Nikolas sobre o chão que se abriu nos pés de Flavio Bolsonaro em plena campanha pré-eleitoral para a Presidência da República, é um grito que diz muito mais do que se imagina, ativa ou passivamente, não importa.

Escrúpulo nunca foi o forte do camarada. Pode-se descrever isso, e com razão, se disser que Nikolas também está até o talo envovlido nas tramoias de Vorcaro. Aliás, os dois são irmãos de fé desde a igreja da Lagoinha, de André Valadão, assim como o cunhado Vorcaro, Zetel, todos vêm do mesmo ninho de ratos que utilizam a religião como forma nada sublime de mentir em nome de Deus, como é aquele porre insuportável, quando o vigaristinha, Nikolas Ferreira, usa desse expediente para abarcar e até criar dependência emocional em muitos de seus seguidores.

A questão é mesmo complexa, porque, mesmo que Flavio perca a eleição e, claro, Lula vença, Bolsonaro ganha mantendo-se como a principal liderança da direita, que está nitidamente esvaziada, e o desempenho dos candidatos de direita, como Zema, Caiado, mostra que Bolsonaro joga com as peças certas no seu próprio campo para manter a hegemonia do clã no universo da direita.

Nikolas tem olho grande nesse universo e, lógico, sempre usou Bolsonaro como referência. Primeiro, como parlamentar que nunca aprovou nenhum projeto em 28 anos, e Nikolas, no primeiro mandato, segue essa pegada, zero casamento com as necessidades do povo brasileiro, zero projeto aprovado. Vive de emendas Pix, um tipo de fisiologismo eleitoreiro de quinta categoria.

No caso específico de Flavio, é nítido que ele se transformou numa figura tóxica dentro do seu próprio círculo e ninguém, com um mínimo de juízo, quer se associar à sua imagem.

No caso de Nikolas, com suas viagens em jatinho de Vorcaro, a coisa acrescenta algo um tanto mais dramático, assim como o seu nome no celular do banqueiro e sabe-se lá o que pode ainda estar a caminho das apurações da PF em outros celulares do mega bandido.

O que mais parece é que o furdunço entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas por este não se empenhar na campanha de Flavio, é um motivo realmente forte, somando a todos os outros contratempos que, independemente, aparece Nikolas beijando o próprio “patrocinador” do filme do chefe da gangue.

Seja como for, Nikolas não quer se queimar mais do que está queimado, mostrando que, mesmo no universo da direita, não há político mais desgastado, torrado, pronto par avirar carvão, do que Flavio. E ninguém quer ser tragado por esse alto-forno, menos ainda o vigaristinha Nikolas Ferreira.

Afinal, são dois cagados que, agora, veem-se como patos de Vorcaro, com possibilidade do troço piorar ainda mais com novas revelações da Polícia Federal.


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A nova cascata fuleira de Eduardo Bolsonaro mostra o tanto que o clã sentiu o tranco das mais recentes pesquisas

Primeira coisa a se lembrar, da comédia da facada sem sangue e sem faca, para o genocida fugir do debate com Haddad por motivos óbvios.

Somente isso já basta para entender a chamada do vídeo de Eduado Bolsonaro, dizendo que sua família foi atacada nos EUA, afirmando que aliados do PCC, do Intercept, bateram na porta de sua casa, no Texas, e importunaram sua família.

Eduardo contou essa versão exclusiva sem corar, de forma seca, fresca para usar como abrigo da pedrada que estão levando das pesquisas e não de Intercept ou PCC.

O distribuidor de cascatas que, nos EUA, opera cotra o povo brasileiro e o Brasil, sentiu que a queda livre nas pesquisas, de seu irmão e comparsa, Flavio Bolsonaro, está fora de controle.

É desespero que chama.

Isso é um produto importado do Brasil por Eduardo daquela facada fuleira para tentar produzir uma reação positiva diante do desespero e até dos fatos que detonaram Flavio e, lógico, usar o mesmo quite de mentiras, sem qualquer inspiração, para servir de apara bomba que ainda explodirá na cabeça do mano bandido.

Os filhotes de Bolsonaro se comportam, ora como animais, ora como crianças para ver se mantêm o produto político do papai para voltar ao poder e fazer a esbórnia que fizeram no Brasil de 2019 a 2022, sem falar da tentativa de golpe em 2023.

Esse vigarista só mostra que não tem compromisso moral nenhum com seu próprio curral eleitoral. É também por isso que a campanha de Flavio está na merda.

Isso acontece no mesmo momento em que o senador Cajuru, na tribuna, de frente para Flavio Bolsonaro, denuncia que ele não assinou nenhum pedido de CPI do Banco Master, desmascarando o vigarista.

Com essa nova mentíra que beira o ridículo, Eduardo só consegue provar que essa família é formada pelo piores pilantras do Basil.


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