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Ataques acontecem em todo o Irã sem perspectiva de acordo

Centenas de pessoas foram mortas e centenas de milhares foram deslocadas na região, enquanto a guerra entra em sua segunda semana.

Em uma postagem nas redes sociais na manhã de sábado, o presidente Trump prometeu que o Irã seria em breve “atingido com muita força” e que o ataque aéreo israelense-americano, que já durava uma semana, se expandiria para atingir novas “áreas e grupos de pessoas”.

Anteriormente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em um pronunciamento televisionado que a exigência de rendição incondicional feita por Trump era “um sonho que nossos inimigos levarão para o túmulo”. Pouco depois do discurso de Pezeshkian, sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Catar, um sinal de que os ataques retaliatórios do Irã ainda estavam em andamento.

O Sr. Pezeshkian, aparentemente buscando amenizar a raiva contra o Irã no mundo árabe, também pediu desculpas às nações do Golfo Pérsico por lançar ataques em seus territórios. Esse comentário parece ter levado o Sr. Trump a afirmar que o Irã havia se “rendido a seus vizinhos do Oriente Médio”.

Mas o presidente iraniano afirmou posteriormente nas redes sociais que o Irã continuaria tentando danificar as bases americanas no Golfo. “Não atacamos nossos países amigos e vizinhos”, disse ele. “Em vez disso, temos como alvo bases, instalações e estruturas militares americanas na região.”

Os detalhes dos ataques americanos ao Irã no sábado permanecem obscuros. Autoridades americanas de alto escalão informaram o público sobre os combates pela última vez há dois dias. Na sexta-feira, os militares dos EUA divulgaram um comunicado afirmando que as forças americanas atingiram pelo menos 3.000 alvos desde o início da guerra no fim de semana anterior, um aumento significativo em relação aos 2.000 ataques registrados no início da semana, mas forneceram poucos detalhes.

Ataques israelenses atingiram o Aeroporto Mehrabad em Teerã durante a noite, incendiando-o, segundo informações militares. Os alvos eram aviões ligados à Guarda Revolucionária do Irã, informou o exército. Moradores de Teerã descreveram enormes bolas de fogo e fumaça subindo ao céu.

O número de mortos no Irã também permanecia envolto em incerteza. No início desta semana, a Sociedade do Crescente Vermelho havia informado que quase 800 pessoas haviam sido mortas, mas não forneceu uma atualização oficial desse número nos últimos dias. Na sexta-feira, o embaixador do Irã na ONU elevou o número de mortos para mais de 1.300.

Eis o que mais abordaremos:

Baixas americanas: Esperava-se que o Sr. Trump estivesse presente quando os corpos dos primeiros militares americanos mortos no conflito com o Irã chegassem à Base Aérea de Dover, em Maryland, na tarde de sábado.

Relatório de inteligência: Um relatório do Conselho Nacional de Inteligência, concluído antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem ataques contra o Irã, previa que mesmo um ataque militar em larga escala contra o país dificilmente derrubaria seu governo teocrático, de acordo com autoridades americanas informadas sobre o trabalho.

Aeroporto de Dubai: O Aeroporto Internacional de Dubai anunciou no sábado que retomou parcialmente suas operações, após ter informado anteriormente que todos os voos estavam suspensos.

Líbano: Durante a noite, aviões de guerra israelenses bombardearam repetidamente os arredores do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah onde os militares israelenses haviam alertado centenas de milhares de moradores para fugirem ou enfrentarem perigo iminente. Cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas no Líbano, segundo estimativas do Conselho Norueguês para Refugiados.

Missão fracassada: O exército israelense informou que suas forças especiais também lançaram uma rara incursão no leste do Líbano na madrugada de sábado para buscar — sem sucesso — os restos mortais de Ron Arad, um soldado israelense considerado desaparecido em combate desde a década de 1980. A incursão provocou confrontos nos quais pelo menos 41 pessoas morreram, segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.

Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, fará um pronunciamento à nação esta noite, segundo a televisão estatal iraniana. No sábado, altos funcionários iranianos demonstraram publicamente divergências sobre sua estratégia de guerra, com o presidente afirmando que o Irã cessaria os ataques a países árabes vizinhos e comandantes militares o contradizendo. Espera-se que Larijani tente projetar uma mensagem mais coesa em seu discurso.

Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã na noite de sábado, informou o Ministério da Defesa do país em um comunicado. Os fortes ruídos ouvidos em todo o país foram causados ​​pelas interceptações realizadas pelos sistemas de defesa aérea e por caças, acrescentou o ministério.

Em uma postagem nas redes sociais na manhã de sábado, o presidente Trump prometeu que o Irã seria em breve “atingido com muita força” e que o ataque aéreo israelense-americano, que já durava uma semana, se expandiria para atingir novas “áreas e grupos de pessoas”.

Anteriormente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em um pronunciamento televisionado que a exigência de rendição incondicional feita por Trump era “um sonho que nossos inimigos levarão para o túmulo”. Pouco depois do discurso de Pezeshkian, sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Catar, um sinal de que os ataques retaliatórios do Irã ainda estavam em andamento.

O Sr. Pezeshkian, aparentemente buscando amenizar a raiva contra o Irã no mundo árabe, também pediu desculpas às nações do Golfo Pérsico por lançar ataques em seus territórios. Esse comentário parece ter levado o Sr. Trump a afirmar que o Irã havia se “rendido a seus vizinhos do Oriente Médio”.

Mas o presidente iraniano afirmou posteriormente nas redes sociais que o Irã continuaria tentando danificar as bases americanas no Golfo. “Não atacamos nossos países amigos e vizinhos”, disse ele. “Em vez disso, temos como alvo bases, instalações e estruturas militares americanas na região.”

Os detalhes dos ataques americanos ao Irã no sábado permanecem obscuros. Autoridades americanas de alto escalão informaram o público sobre os combates pela última vez há dois dias. Na sexta-feira, os militares dos EUA divulgaram um comunicado afirmando que as forças americanas atingiram pelo menos 3.000 alvos desde o início da guerra no fim de semana anterior, um aumento significativo em relação aos 2.000 ataques registrados no início da semana, mas forneceram poucos detalhes.

Ataques israelenses atingiram o Aeroporto Mehrabad em Teerã durante a noite, incendiando-o, segundo informações militares. Os alvos eram aviões ligados à Guarda Revolucionária do Irã, informou o exército. Moradores de Teerã descreveram enormes bolas de fogo e fumaça subindo ao céu.

O número de mortos no Irã também permanecia envolto em incerteza. No início desta semana, a Sociedade do Crescente Vermelho havia informado que quase 800 pessoas haviam sido mortas, mas não forneceu uma atualização oficial desse número nos últimos dias. Na sexta-feira, o embaixador do Irã na ONU elevou o número de mortos para mais de 1.300.

Eis o que mais abordaremos:

  • Baixas americanas: Esperava-se que o Sr. Trump estivesse presente quando os corpos dos primeiros militares americanos mortos no conflito com o Irã chegassem à Base Aérea de Dover, em Maryland, na tarde de sábado.

  • Relatório de inteligência: Um relatório do Conselho Nacional de Inteligência, concluído antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem ataques contra o Irã, previa que mesmo um ataque militar em larga escala contra o país dificilmente derrubaria seu governo teocrático, de acordo com autoridades americanas informadas sobre o trabalho.

  • Aeroporto de Dubai: O Aeroporto Internacional de Dubai anunciou no sábado que retomou parcialmente suas operações, após ter informado anteriormente que todos os voos estavam suspensos.

  • Líbano: Durante a noite, aviões de guerra israelenses bombardearam repetidamente os arredores do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah onde os militares israelenses haviam alertado centenas de milhares de moradores para fugirem ou enfrentarem perigo iminente. Cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas no Líbano, segundo estimativas do Conselho Norueguês para Refugiados.

  • Missão fracassada: O exército israelense informou que suas forças especiais também lançaram uma rara incursão no leste do Líbano na madrugada de sábado para buscar — sem sucesso — os restos mortais de Ron Arad, um soldado israelense considerado desaparecido em combate desde a década de 1980. A incursão provocou confrontos nos quais pelo menos 41 pessoas morreram, segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.

*New York Times


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A guerra no Golfo Pérsico afetará significativamente a economia dos EUA

A guerra no Golfo Pérsico afetará a economia dos EUA principalmente através do aumento dos preços do petróleo e combustíveis, impulsionando a inflação e pressionando o consumidor. A incerteza geopolítica gera volatilidade nas bolsas, aumenta custos de transporte aéreo e pode levar a um recuo nos investimentos e contratações empresariais.

Os principais impactos econômicos
Choque no Petróleo e Inflação: Tensões no Golfo, especialmente ameaças ao Estreito de Ormuz, podem causar picos nos preços do petróleo (projeções indicam alta de 5% a 10% no curto prazo), o que reascende pressões inflacionárias, complicando o trabalho do Federal Reserve (Fed) em reduzir a inflação para a meta de 2%.

Volatilidade nos Mercados e Investimentos

Aumenta a aversão ao risco, gerando volatilidade nas bolsas (possível queda de ~1% nas ações) e fuga para ativos de refúgio, como ouro e títulos do Tesouro americano (Treasuries).

Redução da Confiança Empresarial

Conflitos prolongados trazem incerteza, levando empresas a recuar em investimentos e contratações, o que desacelera a economia.

Aumento de Custos

A alta do petróleo eleva custos de logística e passagens aéreas, impactando setores de transporte e consumo.

Embora os EUA sejam grandes produtores de energia, a alta do petróleo afeta o bolso dos consumidores e aumenta custos de produção, podendo induzir uma desaceleração econômica geral.


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Mundo

Líderes mundiais se preparam para as consequências de uma guerra que se alastra rapidamente

Em março de 2026, líderes globais estão em alerta máximo e se preparando para as consequências de uma rápida escalada de conflitos, com foco no Oriente Médio e na Europa. A situação é caracterizada como uma “guerra que se alastra”, com ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã, além de tensões contínuas na Europa envolvendo a Rússia.

Principais Focos de Conflito e Consequências (Atualizado março 2026)
Conflito EUA/Israel x Irã: A partir de 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, visando instalações de mísseis e o alto comando, resultando na morte de líderes importantes. O Irã respondeu atacando bases americanas em vários países do Golfo (Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes).

Ameaça Regional: A escalada no Oriente Médio coloca o mundo em alerta, com temores de um conflito maior, potencial engajamento de China e Rússia e, consequentemente, uma “3ª Guerra Mundial”, de acordo com o New Yor Times.

Europa e OTAN: A Europa teme a expansão russa e tem se preparado para uma guerra, com simulações de sobrevivência e aumento de gastos em defesa. Incidentes híbridos, como drones russos testando defesas da OTAN e cortes de cabos submarinos, sinalizam uma escalada.

Impacto Econômico Global: A guerra no Irã gera forte volatilidade nos mercados, com alta do petróleo e busca por ativos de refúgio, como o ouro.

Preparativos e Reações Globais:
Divisão Europeia: Há divisões na Europa sobre os ataques dos EUA/Israel, com a Espanha rejeitando o uso de suas bases e a UE pedindo desescalada.

Segurança no Oriente Médio: Países do Golfo estão em alerta máximo com o fechamento de espaços aéreos e aumento da prontidão militar.

Ações de Defesa: O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a implantação de sistemas antimísseis e antidrones para proteger bases na região, citando acordos de defesa.

Líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU em 2026 destacaram que as crises em Gaza, Ucrânia e Irã têm perspectivas de se estenderem, tornando 2026 um dos anos mais críticos de uma geração.


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Economia Mundo

Mercados caem e preços do petróleo disparam enquanto EUA alertam para guerra prolongada

Investidores buscam reduzir riscos após o ataque dos EUA e de Israel ao país persa, que gerou volatilidade global e levou ao fechamento do Estreito de Ormuz

As Bolsas ao redor do planeta operavam em queda expressiva nesta terça-feira (3), pressionadas pela alta da cotação do petróleo no quarto dia de guerra no Oriente Médio, o que alimenta os temores de uma inflação generalizada.

Os mercados de energia sofreram na segunda-feira um choque global, com uma disparada dos preços do petróleo e do gás, já que a guerra no Oriente Médio ameaça uma região crucial para a produção e exportação de hidrocarbonetos.

O Estreito de Ormuz, uma área pela qual transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial, está fechado, de fato, ao tráfego: as principais empresas marítimas suspenderam os deslocamentos na região devido à explosão do valor dos seguros.

No atual contexto, os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira. Às 9h15 GMT (6h15 de Brasília), a cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em maio subia 5,45%, a 81,98 dólares (425 reais) por barril. O West Texas Intermediate (WTI) americano, para entrega em abril, avançava 5,32%, a 75,02 dólares (389 reais).

De acordo com a Istoé, a cotação do gás também era afetada nesta terça-feira, com o contrato futuro do TTF neerlandês, considerado a referência do gás natural na Europa, em alta de 22,50%, a 54,52 euros (328 reais).

Os preços europeus do gás natural dispararam depois que a empresa estatal de energia do Catar, a QatarEnergy, anunciou a interrupção da produção de gás natural liquefeito (GNL) devido aos ataques iranianos contra as instalações de duas unidades de processamento.

Uma das maiores refinarias da Arábia Saudita também precisou interromper parte das suas operações.

Todas as atenções continuam voltadas para o estratégico Estreito de Ormuz, que separa o Irã da península Arábica e dá acesso ao Golfo.

Na abertura do mercado de petróleo na segunda-feira, o Brent subiu mais de 13%. “Apesar de significativo, o movimento continua inferior às variações extremas observadas durante a crise financeira global (de 2008), às turbulências relacionadas à covid-19 e, inclusive, a certos acontecimentos geopolíticos, como a guerra na Ucrânia”, relativiza Jim Reid, economista do Deutsche Bank.

Queda nas Bolsas 

As Bolsas operam em baixa. Às 9h05 GMT (6h05 de Brasília), Paris perdia 2,15%, Frankfurt 2,78%, Londres 2,02%, Milão 3,21% e Madri 3,56%. Na segunda-feira, os principais mercados europeus registraram queda média de 2%.

Na Ásia, a Bolsa de Seul, que retomou as operações após o feriado de segunda-feira, o índice Kospi fechou em queda de 7,24%. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 3,06%, enquanto a Bolsa de Hong Kong perdeu 1,23%.


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China apoia Irã em direito à defesa e exige que EUA e Israel cessem ataques

Durante conversa com homólogo iraniano Abbas Araghchi, chanceler chinês Wang Yi defendeu soberania, integridade territorial e dignidade nacional de Teerã

O governo chinês condenou energicamente, nesta segunda-feira (02/03), os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, no cargo desde 1989, além de altos comandantes militares do país. Entre os mortos estão o chefe do Estado-maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour.

Em conversa por telefone, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao chanceler iraniano Abbas Araghchi, que o país apoia o Irã em seu direito à defesa e afirmou que pressiona Estados Unidos e Israel para que cessem imediatamente os ataques.

Wang Yi reiterou o apoio da China à soberania, integridade territorial e dignidade nacional do Irã, reforçando a amizade tradicional entre os dois países e destacando a necessidade de proteger os direitos e interesses legítimos do Irã.

O chanceler chinês enfatizou ainda que a China instou publicamente EUA e Israel a cessarem imediatamente as operações militares, evitando assim uma escalada que poderia desestabilizar todo o Oriente Médio. Wang Yi demonstrou confiança de que o Irã, mesmo diante da situação grave e complexa, manterá a estabilidade interna, protegerá seus cidadãos e salvaguardará instituições estrangeiras presentes no país, incluindo as chinesas.

Durante a conversa, Araghchi destacou a situação crítica enfrentada pelo Irã, relatando que os Estados Unidos lançaram ataques militares contra o país durante negociações em curso, violando o direito internacional e desrespeitando as linhas vermelhas de Teerã. Ele ressaltou que, apesar de avanços positivos nas negociações, a agressão estadunidense obriga o Irã a defender sua soberania com todas as forças, em defesa da integridade e da segurança da nação.

Araghchi garantiu que o Irã está comprometido em assegurar a proteção do pessoal e das instituições chinesas, reafirmando o papel do país como ator respo

Durante o diálogo, os chanceleres também destacaram a necessidade de retomar o diálogo diplomático entre as partes envolvidas, reforçaram a coordenação regional para reduzir tensões e sublinharam o papel da China como mediadora imparcial e construtiva, contribuindo para prevenir uma escalada militar e humanitária na região e preservar a paz.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a prioridade imediata é cessar as operações militares e evitar que o conflito se espalhe para outros países vizinhos. “É preciso fomentar que os problemas se resolvam por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de manter a paz e a estabilidade na região e no mundo”, declarou Mao.

Ela denunciou que os ataques de EUA e Israel foram realizados sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, violando o direito internacional e ameaçando a segurança de toda a região. “A China insta todas as partes a interromper as ações militares e a prevenir que o conflito se estenda ainda mais. A diplomacia é a única via para superar a crise e manter a segurança regional.”

Mao  Ning destacou ainda a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados do Golfo. Além disso, a porta-voz valorizou a reunião especial dos ministros de Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), ressaltando que o diálogo e a diplomacia são a única forma de superar a crise atual e garantir a segurança regional.

Entre os episódios mais chocantes, um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, matando dezenas de estudantes e funcionários e deixando centenas de feridos. Autoridades iranianas estimam que ao menos 165 pessoas morreram, a maioria meninas, e cerca de 96 ficaram feridas.

Sobre a morte do líder supremo, Mao destacou que se trata de uma grave violação da soberania do Irã e dos princípios da ONU. “Os ataques pisoteiam os propósitos e princípios da Carta da ONU e as normas básicas das relações internacionais. A China se opõe firmemente e condena energicamente esses atos.”

*Opera Mundi


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Irã ataca Israel e países do golfo, 3 soldados americanos morreram

A situação no Oriente Médio escalou drasticamente entre ontem e hoje (1º de março de 2026). O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a morte de 3 soldados americanos e ferimentos graves em outros cinco durante a Operação Epic Fury, uma ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os soldados americanos morreram após um ataque iraniano contra o Camp Arifjan, no Kuwait. Esta é a primeira confirmação de baixas fatais dos EUA desde que o presidente Donald Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã no sábado.

Ataques aos Países do Golfo: Em retaliação aos bombardeios em seu território, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra bases e centros civis em países que abrigam forças americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), Catar (Doha), Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.

Impacto em Israel: Mísseis iranianos atingiram áreas residenciais próximas a Jerusalém e Tel Aviv, resultando em pelo menos 9 mortes confirmadas no lado israelense até o momento.

Situação no Irã: A ofensiva EUA-Israel matou o Líder Supremo Ali Khamenei e outros oficiais de alto escalão, além de causar mais de 200 mortes em Teerã e outras cidades.

A escalada levou ao fechamento do espaço aéreo em toda a região e à suspensão de voos internacionais nos principais hubs do Golfo.


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Para analistas, assassinato de aiatolá Khamenei é golpe ao multilateralismo: ‘Ditadura militar global dos Estados Unidos’

Mudança de regime é sonho antigo dos EUA, que violam leis internacionais e ignoram a ONU

Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que causaram a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, é um duro golpe ao direito internacional e, em especial, ao multilateralismo global. A opinião é de analistas políticos a respeito do conflito, que entrou em seu segundo dia neste domingo (1º).

“Em termos da geopolítica internacional creio que é um revés ao eixo multipolar anti-americano liderado por China, Rússia e Irã e Venezuela, Cuba e Coreia do Norte”, disse ao Brasil de Fato Mohammed Nadir, do Observatório de Política Externa do Brasil (Opeb).

Os ataques de sábado, na opinião do professor, economista e escritor Elias Jabbour, representam “a consolidação de uma ditadura militar global por parte dos Estados Unidos”. “Eles mostram ao mundo que são o único país capaz de intervir em todos os lugares”, avalia.

Para Jabbour, estes ataques são também uma “tentativa de colocar o Brics em xeque”. “E mais: ao atacar o Irã e tentar desmoralizar seu governo, ao assassinar seu líder, tentam implodir a iniciativa Cinturão e Rota [também conhecida como Nova Rota da Seda] a partir do Irã, que é uma das regiões mais estratégicas para essa iniciativa.”

“Temos que pensar o conceito de multipolaridade neste momento porque o mundo está de cabeça para baixo e os americanos mostram uma capacidade muito grande de intervir mundo a fora”, diz Jabbour.

Violação da Carta da ONU
O analista Julian Borger, do jornal britânico The Guardian, por sua vez, afirma que “o presidente dos Estados Unidos viola a Carta da ONU poucos dias após assumir o Conselho de Paz e opta por correr o maior risco de sua administração”.

“A primeira guerra da era do Conselho de Paz de Donald Trump começou – uma tentativa não provocada de mudança de regime em colaboração com Israel, sem qualquer fundamento legal, lançada em meio a esforços diplomáticos para evitar o conflito e com consulta mínima ao Congresso ou ao público americano”, escreveu.

O Conselho de Paz foi apresentado ao Conselho de Segurança da ONU em novembro como caminho para acabar com o massacre em Gaza. “Mas já era evidente, muito antes dos primeiros mísseis serem disparados contra o Irã, que se tratava de uma manobra enganosa. A ONU pensou estar comprando uma coisa, mas recebeu algo bem diferente: um órgão rival ao Conselho de Segurança, porém sob a direção de Trump”, analisa Borger.

O especialista britânico ressalta que, “ao longo desse meio século, o Irã provavelmente nunca representou uma ameaça tão pequena quanto agora, enfraquecido tanto pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel em junho passado, que degradou suas defesas, quanto por décadas de sanções combinadas com a migração econômica, que levou a protestos em massa nas ruas”.

O correspondente do jornal em Washington, Robert Tait, afirma que derrubar o governo da República Islâmica do Irã é sonho antigo da Casa Branca, desde a revolução de 1979, que fez 52 reféns estadunidenses, detidos por mais de ano.

“A tomada da embaixada dos EUA em Teerã por revolucionários islâmicos em novembro de 1979 trouxe aos Estados Unidos uma humilhação no cenário mundial comparável à derrota no Vietnã”, aponta Tait.

Como fica o Irã sem Khamenei?
Analistas se debruçam neste domingo sobre o cenário iraniano após a confirmação do assassinato do líder do país. “O assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel, representou um dos golpes mais significativos para a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979, desencadeando protestos por parte de seus apoiadores”, disse o analista Mohammed Mansour à Al Jazeera.

“Fontes internas, especialistas militares e sociólogos políticos sugerem que a decapitação da cúpula do Irã pode não ocorrer da forma prevista pelo Ocidente. Em vez disso, corre o risco de dar origem a um Estado paranoico e militarizado, lutando por sua sobrevivência, sem mais limites políticos a serem ultrapassados.”

À reportagem, Mohammed Nadir disse concordar que o assassinato foi um “duro golpe à elite clerical iraniana”.

“Seguramente vai ter consequências no futuro do Irã. Ainda é cedo para se pronunciar sobre o futuro, mas é bem possível que haja alguma negociação no sentido de mudar o regime sem mexer muito no Estado profundo iraniano, mas com algumas concessões, tais como a neutralização do projeto nuclear iraniano, o sistema de mísseis balísticos e o fim do apoio ao eixo de resistência no Oriente Médio”, avalia.

Ele acredita que pode haver uma oportunidade para o surgimento de uma ala reformadora no Irã, que certamente já existe no país. “[Uma ala] que seja capaz de alinhar o Irã aos EUA, abrindo mão do projeto nuclear, mas tendo apenas uma energia nuclear civil com controle internacional.”

A analista Lyse Doucet, da BBC, afirmou que “estes são momentos cruciais na turbulenta história da República Islâmica do Irã, mas seus clérigos e comandantes mais poderosos já vinham se preparando para isso”.

“Somente na primeira noite, na primeira onda de ataques [em junho de 2025], Israel conseguiu assassinar nove cientistas nucleares e vários chefes de segurança. E, nos dias seguintes, mais cientistas de alto escalão e pelo menos 30 comandantes importantes foram mortos. Ficou claro que o aiatolá também poderia estar na mira deles.”

Para Doucet, “independentemente de quem emergir, o objetivo primordial permanecerá o mesmo: a sobrevivência de uma ordem que mantém o clero e suas poderosas forças de segurança no poder”.

*BdF


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Vídeo: Ataque dos EUA e Israel em escola mata 57 estudantes, diz Irã

A escola foi atacada enquanto os alunos estavam em aula

Os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando pelo menos 57 alunos mortos, na manhã deste sábado (28), segundo a agência estatal iraniana IRNA. Outras sessenta crianças ficaram feridas.

O governador da província confirmou à agência que a escola foi atacada diretamente. O caso aconteceu pela manhã, enquanto os alunos estavam em aula, segundo a agência de notícias.

Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse que o bombardeio foi um “crime flagrante”. Afirmou que o mundo deve reagir a esse ataque e que o “Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua principal responsabilidade de acordo com a Carta”.

Já a Guarda Revolucionária do Irã informou ter bombardeado bases americanas em resposta aos ataques deste sábado, segundo a agência IRNA.

As bombas foram lançadas contra bases no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de esconderijos militares nos territórios palestinos ocupados. A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu que os ataques com mísseis e drones das forças armadas iranianas vão continuar.

O exército israelense informa que várias cidades do país dispararam sirenes de alerta pelo risco de mísseis lançados pelo Irã. Também publicaram vídeos de alvos atingidos no Irã.

*Agência Brasil


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EUA e Israel fazem ataque coordenado contra o Irã, que, em resposta, dispara mísseis e ataca bases americanas

Explosões foram ouvidas em Teerã e ao menos outras quatro cidades. O Irã retaliou lançando mísseis contra Israel e atacando bases americanas no Oriente Médio.

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.

Mais cedo, fontes disseram à Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.

Diante da instabilidade na região, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio.

O que se sabe do ataque de EUA e Israel:

  • Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
  • Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
  • O espaço aéreo iraniano foi fechado.
    40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas.
  • Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

O que se sabe sobre a retaliação do Irã:

  • Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
  • Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes – países que têm bases norte-americanas.
  • Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
  • Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.
  • 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.

*G1


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Sob Trump, EUA caem para a pior posição histórica em ranking global de percepção de corrupção

Levantamento coloca país na 29ª posição entre 182 nações avaliadas pela Transparência Internacional

Os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, registraram a pior colocação desde 2012 no Índice de Percepção da Corrupção, segundo levantamento divulgado pela Transparência Internacional, organização não governamental sediada na Alemanha. O país passou a ocupar a 29ª posição entre 182 nações avaliadas. As informações são da CNN Brasil.

Na edição mais recente, os Estados Unidos aparecem empatados com as Bahamas e atrás de países como Uruguai, Lituânia e Barbados. O ranking segue sendo liderado pela Dinamarca, que permaneceu no topo pelo oitavo ano consecutivo, sendo considerada a nação com menor percepção de corrupção no setor público.

O Índice de Percepção da Corrupção é utilizado internacionalmente como referência para analisar a avaliação sobre integridade institucional em diferentes países. A metodologia padronizada permite comparações ao longo dos anos, o que torna a queda dos Estados Unidos relevante dentro da série histórica recente.


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