Flavio Bolsonaro

Pesquisa TMC/Alfa mostra Lula 14 pontos à frente de Flávio Bolsonaro

Pesquisa TMC/Instituto Alfa: Lula tem 43% contra 29% de Flávio no 1º turno e venceria todos no 2º turno

Pesquisa do Instituto Alfa Inteligência encomendado pela TMC (Transamérica Media Company), divulgado nesta sexta-feira (31), mostra o presidente Lula (PT) com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 14 pontos percentuais entre os dois principais candidatos coloca Lula em vantagem, mas a soma dos adversários (47%) ainda supera os números do presidente, o que mantém, em aberto, a chance de vitória logo no primeiro turno.

Nos cenários de segundo turno, o presidente venceria todos os adversários testados: contra Flávio Bolsonaro, tem 48% contra 41% do senador. A pesquisa ouviu 2.700 eleitores entre 23 e 28 de julho, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04488/2026

  • Principais números da pesquisa TMC/Instituto Alfa
    1º turno (estimulado): Lula (PT) 43%, Flávio Bolsonaro (PL) 29%, Ronaldo Caiado (PSD) 7%, Romeu Zema (Novo) 6%, Renan Santos (Missão) 3%, Augusto Cury (Avante) 1%. Brancos/nulos somam 8% e não sabem/não responderam, 2%.
  • Evolução em relação a junho: Lula avançou três pontos percentuais (de 40% para 43%), enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.
  • 2º turno: Lula venceria Flávio Bolsonaro por 48% a 41%; Ronaldo Caiado por 45% a 40%; Romeu Zema por 46% a 37%; e Renan Santos por 46% a 32%.
  • Aprovação do governo: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, contra 51% que desaprovam. Em relação a junho, a aprovação subiu de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%.
  • Cenário de primeiro turno: Lula lidera, mas vitória no 1º turno não está descartada
  • No primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29%. O terceiro colocado, Ronaldo Caiado (PSD), tem 7%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 6%. Os demais candidatos não alcançam 3% das intenções de voto.

Depois de devassa contra Lula, Lava Jato diz não ter provas contra ele -  Vermelho

O jornalista Fernando Molica, colunista da TMC, destacou que a soma dos adversários de Lula chega a 47%, contra 43% do petista — uma diferença de 4 pontos percentuais que, considerando a margem de erro de 1,8 ponto (3,6 pontos no total), coloca a possibilidade de vitória no primeiro turno dentro do limite estatístico. “A vitória no 1º turno não é uma possibilidade completamente descartada”, afirmou Molica.

Segundo turno: Lula venceria todos os adversários
Nos cenários de segundo turno, o presidente Lula aparece à frente em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, o placar é de 48% a 41%. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula venceria por 45% a 40%; contra Romeu Zema, por 46% a 37%; e contra Renan Santos, por 46% a 32%.

Aprovação do governo e recortes regionais
A avaliação do governo Lula apresenta um equilíbrio com leve vantagem da percepção negativa: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, enquanto 51% desaprovam. Em relação à pesquisa anterior, houve melhora: a aprovação subiu de 42% para 47%, e a desaprovação caiu de 56% para 51%.

O levantamento revela uma divisão regional acentuada. No Nordeste, 60% aprovam a gestão de Lula, contra 36% de desaprovação. No Norte, a aprovação é de 51%, contra 47% de desaprovação. Já no Centro-Oeste, a desaprovação chega a 64%; no Sul, 60% desaprovam; e no Sudeste, a rejeição também supera a aprovação.

A pesquisa também aponta que 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou.

*TVTNews


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Inclusão de Flávio Bolsonaro na Interpol depende de etapa decisiva da investigação

Investigação abre caminho para eventual inclusão de Flávio Bolsonaro na Interpol

A possibilidade de o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vir a ter seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol passou a ser discutida após informações de que investigadores avaliam mecanismos de cooperação internacional para rastrear movimentações financeiras e garantir eventual cumprimento de medidas judiciais no exterior. Até o momento, porém, não há decisão anunciada pela Interpol nem confirmação oficial de que seu nome será incluído na lista.

A chamada Difusão Vermelha (Red Notice) não representa uma condenação nem um novo mandado de prisão. Trata-se de um pedido de cooperação internacional para que autoridades policiais de outros países localizem e prendam provisoriamente uma pessoa que já seja alvo de ordem judicial expedida pelo país solicitante, visando futura extradição ou procedimento semelhante. A decisão de cumprir ou não esse pedido cabe às autoridades de cada país, de acordo com sua legislação.

No caso de Flávio Bolsonaro, a hipótese surgiu em meio ao avanço de investigações conduzidas pela Polícia Federal e supervisionadas pelo Supremo Tribunal Federal. Em maio, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse sobre pedido para incluir Jair Bolsonaro e Flávio em um inquérito relacionado à suposta atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação ainda está em curso e não implica, por si só, a emissão de mandado de prisão.

Especialistas lembram que a inclusão de qualquer brasileiro na lista da Interpol depende de requisitos jurídicos objetivos. Em regra, é necessário que exista um mandado de prisão válido expedido pela Justiça brasileira e que o pedido atenda às normas da organização internacional. A Interpol também analisa se o caso está de acordo com suas regras internas, que vedam a utilização do sistema para perseguições de natureza predominantemente política.

Na prática, portanto, a discussão sobre uma eventual inclusão de Flávio Bolsonaro na Difusão Vermelha ainda permanece no campo das possibilidades jurídicas, condicionada ao desenrolar das investigações e a futuras decisões das autoridades brasileiras. Até agora, não houve anúncio oficial da Polícia Federal, do STF ou da própria Interpol confirmando a adoção dessa medida.


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Um escândalo a mais: Regra defendida por Flávio Bolsonaro beneficiou setor que recebeu investimentos do Banco Master

As revelações sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, continuam produzindo novos questionamentos sobre a convergência entre atuação política e interesses econômicos. Um dos pontos que passou a chamar atenção é a defesa, por Flávio, de mudanças regulatórias que beneficiavam diretamente um setor no qual o Banco Master havia realizado investimentos significativos.

A Polícia Federal está investigando se o ocorrido foi em troca de vantagens ou mediante coordenação com o banco, a coincidência entre os interesses defendidos pelo senador e os investimentos do conglomerado financeiro amplia o escrutínio sobre sua relação com Vorcaro.

O caso ganha relevância porque o Banco Master tornou-se alvo de uma série de investigações conduzidas pela Polícia Federal e por órgãos reguladores, que apuram suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e operações irregulares envolvendo recursos públicos. Daniel Vorcaro nega as acusações e afirma que o banco enfrentou uma crise de liquidez, não de solvência.

As investigações também revelaram que Flávio manteve interlocução frequente com Vorcaro. Reportagens mostraram, por exemplo, que o senador intermediou pedidos de recursos para projetos ligados ao universo bolsonarista, enquanto a Polícia Federal apura a natureza dessas operações financeiras. Flávio afirma que não recebeu vantagem indevida e sustenta que todas as negociações ocorreram dentro da legalidade.

Nesse contexto, a defesa de normas que favoreciam um segmento econômico financiado pelo Master passa a ser analisada sob uma nova perspectiva. Especialistas em integridade pública costumam observar que, mesmo quando não há prova de ilegalidade, a coincidência entre interesses privados e atuação parlamentar pode suscitar questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse, especialmente quando há relações pessoais ou comerciais entre agentes políticos e empresários.

O episódio soma-se a uma sequência de revelações envolvendo a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nos últimos meses vieram à tona informações sobre pagamentos, notas fiscais emitidas por seu escritório de advocacia, além de mensagens entre o senador e o banqueiro, fatos que passaram a integrar diferentes linhas de investigação e reportagens. Flávio nega irregularidades e afirma que sua atuação profissional e política sempre observou os limites da lei.

À medida que as investigações avançam, a tendência é que a atuação legislativa relacionada a setores econômicos beneficiados pelo Banco Master também seja examinada pelas autoridades e pela opinião pública. Ainda que a existência de uma regra favorável não constitua, por si só, prova de irregularidade, ela amplia o contexto em que as relações entre política e interesses financeiros passam a ser avaliadas.


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Atlas/Intel: Lula amplia vantagem e chega mais forte ao segundo turno contra Flávio Bolsonaro

A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo da corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consistente sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro, ampliando ligeiramente a diferença em relação à pesquisa anterior.

Os números mostram que, apesar da forte polarização da disputa, Flávio ainda encontra dificuldades para romper o teto eleitoral e conquistar segmentos decisivos do eleitorado. A vantagem de Lula permanece acima da margem de erro do levantamento, indicando um cenário favorável ao atual presidente neste momento da campanha.

O resultado também sugere que a estratégia de nacionalizar a campanha em torno do legado do bolsonarismo ainda não foi suficiente para reduzir a distância. Nas últimas semanas, Flávio buscou reforçar sua candidatura com apoios internacionais e intensificou o discurso voltado ao eleitorado conservador. Ainda assim, a pesquisa indica que esse movimento não se traduziu em crescimento capaz de ameaçar a liderança de Lula.

Em comparação com levantamentos anteriores da própria AtlasIntel, observa-se estabilidade na intenção de voto de Lula e um crescimento insuficiente de Flávio para alterar o quadro geral. O cenário confirma uma tendência observada desde julho: o presidente preserva uma vantagem confortável na simulação de segundo turno.

Embora a campanha ainda tenha espaço para mudanças, especialmente diante da intensificação da propaganda eleitoral e dos debates, o levantamento reforça que Lula inicia a fase decisiva da disputa em posição mais favorável. Para Flávio Bolsonaro, o desafio passa a ser ampliar seu alcance para além do eleitorado já identificado com o bolsonarismo e reduzir sua rejeição entre os eleitores moderados, condição considerada fundamental para tornar a disputa mais competitiva.

  • Lula (PT): 49,2%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
  • Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.

O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.


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Lula lidera em 12 estados e Flávio em 7

Cinco estados seguem indefinidos

Levantamentos estaduais mostram maior alcance territorial do presidente, enquanto o Datafolha aponta vantagem de dez pontos para Lula entre as mulheres em eventual segundo turno. Entre os homens, os dois aparecem empatados dentro da margem de erro.

A corrida pela Presidência da República entra em uma fase decisiva com um cenário marcado pela divisão regional e por diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Levantamento realizado pelo Poder360 a partir das pesquisas mais recentes de cada Unidade da Federação mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à frente em 12 estados. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, lidera em sete.

Os estados em que Lula aparece na primeira posição concentram aproximadamente 67,13 milhões de eleitores, o equivalente a 42,29% do eleitorado brasileiro. Já as unidades lideradas por Flávio Bolsonaro reúnem 29,42 milhões de votantes, correspondentes a 18,53% do total nacional.

Lula lidera no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O resultado evidencia a força do presidente no Nordeste, onde aparece à frente em oito dos nove estados, além de sua vantagem em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre. O desempenho mostra maior presença do candidato do PL no Sul, no Centro-Oeste e em parte da Região Norte.

Ronaldo Caiado, do PSD, aparece na liderança apenas em Goiás. O estado reúne cerca de 5,08 milhões de eleitores e representa 3,2% do eleitorado nacional. É a única Unidade da Federação em que um nome fora da polarização entre PT e PL ocupa isoladamente a primeira posição nas pesquisas analisadas.

Cinco estados permanecem sem favorito definido
Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins apresentam empate técnico entre os dois candidatos numericamente mais bem colocados. A indefinição em São Paulo e no Rio de Janeiro ganha especial importância devido ao peso eleitoral desses estados e à necessidade de os candidatos ampliarem suas votações fora de seus redutos tradicionais.

Alagoas e Roraima ficaram fora do levantamento porque não havia pesquisas recentes com íntegra e metodologia disponíveis para consulta no banco de dados da Justiça Eleitoral.

Em dez estados, o candidato que ocupa a liderança aparece com mais de 50% dos votos válidos no cenário local. O dado, porém, não significa que a eleição esteja definida. A escolha do presidente é feita pela soma nacional dos votos válidos, e não pela quantidade de estados conquistados. Para vencer no primeiro turno, uma candidatura precisa alcançar mais da metade dos votos válidos em todo o país.

Datafolha aponta vantagem nacional de Lula
No levantamento nacional mais recente do Datafolha, Lula aparece com 48% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 1% não soube responder.

No cenário de primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio aparece com 32%. Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, os percentuais ficam em 45% para o presidente e 36% para o senador. Os demais candidatos aparecem com 4% ou menos.

Os números mostram que Lula mantém vantagem nacional, mas ainda abaixo do patamar necessário para encerrar a disputa no primeiro turno. A existência de cinco estados em empate técnico também indica que a distribuição regional dos votos poderá sofrer alterações durante a campanha.

Eleitorado feminino amplia diferença
O principal desequilíbrio entre Lula e Flávio aparece no recorte por gênero. Em um eventual segundo turno, 50% das mulheres dizem que votariam em Lula, enquanto 40% escolheriam Flávio Bolsonaro. A diferença é de dez pontos percentuais.

Entre os homens, o cenário é diferente. Flávio aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. Como a margem de erro desse recorte é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no eleitorado masculino.

A resistência também aparece nos índices de rejeição. Metade das mulheres entrevistadas afirmou que não votaria em Flávio de maneira alguma no primeiro turno. A rejeição feminina a Lula é de 44%. No conjunto do eleitorado, Flávio tem rejeição de 48% e Lula, de 46%, diferença que representa empate técnico.

Apesar da desvantagem, Flávio reduziu parte da distância nesse segmento. Em junho, Lula tinha uma vantagem de 15 pontos entre as mulheres no cenário de segundo turno. No levantamento de julho, a diferença caiu para dez pontos. A distância na rejeição feminina também diminuiu de 13 para seis pontos.

Campanhas disputam aproximação com as mulheres
Diante dos números, a campanha de Flávio Bolsonaro passou a priorizar a possibilidade de escolher uma mulher como candidata a vice-presidente. O senador também apresentou o programa Brasil por Elas, com propostas voltadas a creches, conectividade e empreendedorismo feminino, além de ampliar a presença de sua mulher, Fernanda Bolsonaro, em eventos públicos.

Lula também intensificou ações destinadas ao eleitorado feminino, com discursos sobre o combate ao feminicídio, aumento de punições e medidas de proteção às vítimas. Ronaldo Caiado adotou estratégia semelhante ao apresentar propostas direcionadas às mulheres durante a convenção do PSD.

O movimento das campanhas mostra que o voto feminino deverá ocupar uma posição central na disputa. Como as diferenças nacionais permanecem relativamente estreitas, alterações de poucos pontos nesse segmento podem provocar impacto relevante no resultado final.

Pesquisas exigem leitura cuidadosa
O levantamento estadual do Poder360 não é uma única pesquisa nacional. Trata-se de uma compilação dos estudos mais recentes disponíveis em cada estado, realizados por institutos diferentes, em períodos distintos e com metodologias próprias. Por esse motivo, o mapa deve ser interpretado como um retrato da distribuição geográfica das forças políticas, e não como uma projeção direta do resultado nacional.

Já o Datafolha entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Nos recortes entre homens e mulheres, a margem sobe para três pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026. Diário de SP.


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Curtiu: Flávio Bolsonaro repostou vídeo de visita do presidente da Coreia do Sul a Lula

Os dois faziam o sinal das mãos, unindo as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, o gesto chamado “finger heart”

O candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, repostou em sua conta no Instagram um vídeo do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio da Alvorada, posando com o presidente Lula (PT).

Os dois faziam uniam as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, no gesto chamado “finger heart”, que viralizou no mundo devido à influência do k-pop, gênero musical vindo da Coréia do Sul.

A coluna viu a repostagem do vídeo postado pelo presidente sul-coreano no perfil oficial de Flávio . No entanto, alguns minutos depois, o vídeo desapareceu de sua lista.

O presidente da Coreia do Sul fez uma visita de Estado voltada ao aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países. A programação começou às 10h, com cerimônia oficial de chegada e assinatura de atos, seguida de reunião bilateral e declaração conjunta à imprensa a partir das 13h20. À tarde, os chefes de Estado se encontram novamente em recepção no Palácio do Itamaraty.

Lula chegou a mencionar doramas e o filme “Guerreiras do K-Pop” durante a declaração ao lado de Lee Jae-myung. Os doramas são séries de TV do leste asiático. Já a animação “Guerreiras do K-Pop” explora a cultura pop e o folclore da Coreia do Sul. No Brasil, ambas as produções conquistaram um amplo público.

*Juliana Dal Pica/ICL


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Milei é denunciado na Argentina por usar dinheiro público em apoio a Flávio Bolsonaro

Presidente argentino é alvo de denúncia e críticas por usar recursos do Estado em ato do PL; liberal inicia agenda para fortalecer articulação da extrema direita na América do Sul

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil ultrapassou a esfera política e passou a produzir efeitos também na Justiça argentina. Dois advogados protocolaram uma denúncia criminal acusando o mandatário de utilizar recursos públicos para participar de um ato eleitoral em outro país, o que, segundo eles, configuraria desvio de finalidade e malversação de verbas estatais.

A ação foi apresentada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio. Eles sustentam que Milei empregou o avião presidencial, estrutura de segurança, comitiva oficial e demais recursos do Estado argentino para comparecer a um evento partidário destinado a impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na avaliação dos denunciantes, bens e recursos públicos não poderiam ser utilizados para favorecer interesses político-eleitorais fora do território argentino.

A denúncia afirma ainda que a viagem extrapolou as atribuições institucionais do presidente argentino e teria provocado desgaste diplomático entre Buenos Aires e Brasília. Durante o evento do PL, Milei fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aprofundando a crise entre os dois governos.

Segundo os autores da ação, cabe à Justiça argentina apurar os custos da viagem, o emprego da aeronave presidencial, das equipes de apoio e dos demais recursos públicos mobilizados para a agenda no Brasil. Eles pedem que seja investigado se houve violação das normas que disciplinam o uso do patrimônio estatal por autoridades públicas.

A presença de Milei na campanha de Flávio Bolsonaro provocou forte repercussão política em ambos os países. No Brasil, o episódio alimentou críticas de adversários do senador, que classificaram a participação do presidente argentino como uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras. Na Argentina, opositores acusam Milei de priorizar disputas ideológicas internacionais enquanto o país enfrenta dificuldades econômicas e sociais.

Até o momento, a denúncia representa o início de um procedimento e não implica condenação ou reconhecimento de culpa. Caberá às autoridades judiciais argentinas decidir se a representação reúne elementos suficientes para dar prosseguimento à investigação.


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O estado que humilha Flávio Bolsonaro e Lula vence de lavada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem a disputa presidencial em Pernambuco, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Lula aparece com 55% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 21%. A diferença entre os dois chega a 34 pontos percentuais no estado natal do presidente.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 1% cada. Outros candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 8% dos entrevistados, enquanto 10% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A vantagem de Lula aumenta nas simulações de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o petista marca 58%, ante 24% do senador. Em um confronto com Ronaldo Caiado, Lula também aparece com 58%, enquanto o governador de Goiás fica com 16%. Contra Romeu Zema, o presidente alcança 60% e o mineiro, 15%. Já diante de Renan Santos, o placar é de 59% a 15%.

O levantamento mostra ainda que o voto presidencial está bastante consolidado no estado. Para 69% dos pernambucanos entrevistados, a escolha para presidente já é definitiva. Outros 30% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Em abril, 44% diziam admitir uma mudança de voto.

A rejeição também evidencia a dificuldade enfrentada por Flávio Bolsonaro em Pernambuco. Segundo a Quaest, 67% dos entrevistados afirmam conhecer o senador e não votar nele, ante 63% na pesquisa anterior. Lula tem rejeição de 37%. Ao mesmo tempo, 61% dos eleitores pernambucanos aprovam o governo federal, enquanto 34% desaprovam.

O cenário presidencial ocorre em meio a uma disputa estadual acirrada. Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto para o governo de Pernambuco e João Campos (PSB), com 37%. Embora o PSD tenha Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto, Raquel mantém uma relação próxima com o governo federal e procura destacar parcerias administrativas com Lula. DCM.


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Datafolha mostra que Flávio Bolsonaro mantém dificuldade para conquistar o voto feminino

A mais recente pesquisa Datafolha confirma que um dos principais desafios da candidatura de Flávio Bolsonaro continua sendo o eleitorado feminino. Segundo o levantamento, no cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a diferença entre os dois entre as mulheres permanece significativamente maior do que a registrada no eleitorado masculino.

Na pesquisa realizada em junho, Lula aparecia com uma vantagem de 15 pontos percentuais entre as eleitoras, evidenciando uma resistência persistente ao candidato do PL nesse segmento. O novo levantamento indica que esse quadro não sofreu mudanças relevantes, reforçando que Flávio ainda não conseguiu reduzir a distância entre as mulheres.

O eleitorado feminino representa cerca de 53% dos votantes brasileiros, tornando-se decisivo em qualquer eleição presidencial. Analistas políticos avaliam que a dificuldade de Flávio nesse grupo limita seu potencial de crescimento, mesmo quando mantém desempenho competitivo entre os homens e entre eleitores mais identificados com a direita.

A pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro por 48% a 43% em um eventual segundo turno, resultado praticamente estável em relação ao levantamento anterior. A persistência da vantagem do presidente está diretamente associada ao desempenho superior entre as mulheres, segmento no qual o petista mantém uma vantagem mais ampla.

50% das mulheres dizem que não votariam em Flávio de jeito nenhum no primeiro turno. No caso de segundo turno entre Lula e Flávio, 50% das mulheres dizem que votarão em Lula 40%, no Flavio.

Especialistas apontam que o desgaste histórico do bolsonarismo junto ao eleitorado feminino, intensificado por declarações controversas ao longo dos últimos anos e por conflitos internos envolvendo lideranças do próprio grupo político, continua dificultando a ampliação da candidatura de Flávio nesse público. A ausência de uma recuperação consistente entre as mulheres é vista como um dos principais obstáculos para que o senador consiga transformar a disputa em um cenário mais favorável.

As mulheres apresentam maior aversão a discursos políticos agressivos e à percepção de conflito permanente, características frequentemente associadas ao estilo político do bolsonarismo.

Com a campanha entrando em sua fase decisiva, a capacidade de reduzir essa diferença poderá ser determinante para o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, os números do Datafolha indicam que a resistência feminina permanece como uma barreira relevante para sua candidatura.


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Pesquisa Nexus/BTG: Lula amplia vantagem para 9 pontos no 1º turno

Presidente lidera entre mulheres, nordestinos e mais pobres; Flávio Bolsonaro mantém rejeição de 50%, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira

A nova rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua liderança na disputa pelo primeiro turno das eleições de 2026. No cenário estimulado, o petista alcançou 42% das intenções de voto, frente a 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Com esse resultado, a diferença entre os dois principais concorrentes, que era de seis pontos percentuais no levantamento anterior realizado em 13 de julho, subiu para nove pontos.

O levantamento estatístico entrevistou 2.004 eleitores por telefone entre os dias 24 e 26 de julho. A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está devidamente cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o registro BR-01489/2026.

Na comparação em um intervalo de 15 dias, a evolução das intenções de voto mostra que Lula cresceu de 40% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 34% para 33%. Os demais pré-candidatos testados mantiveram pontuações em patamares reduzidos: Ronaldo Caiado (PSD) registrou 6%, seguido por Renan Santos (Missão) com 5%, Romeu Zema (Novo) com 3%, Augusto Cury (Avante) com 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) acumulando 1%.

Rejeição dos pré-candidatos

Além do cenário de intenção de voto, os dados sobre a rejeição aos nomes apresentados permanecem como um dos recortes mais relevantes do levantamento. Exatamente metade dos entrevistados, somando 50%, declarou que não votaria de jeito nenhum no senador Flávio Bolsonaro, mantendo o mesmo patamar apurado na rodada anterior da pesquisa. Por outro lado, a taxa de rejeição ao presidente Lula passou de 46% para 48%. Apesar da leve variação dentro da margem de erro, o chefe do Executivo permanece com índice de rejeição inferior ao do principal pré-candidato do bloco da extrema direita.

Leia mais: Datafolha: Lula mantém boa vantagem sobre Flávio Bolsonaro nos dois turnos

Bases de sustentação e aspectos regionais

A análise dos dados por recortes sociodemográficos detalha onde se concentram os principais apoios do eleitorado. A liderança do presidente Lula é sustentada por vantagem expressiva entre o eleitorado feminino (47% a 28%), na parcela da população com renda familiar de até um salário mínimo (58% a 24%) e entre as pessoas com ensino fundamental completo ou incompleto (53% a 29%). O petista também apresenta desempenho superior no segmento de eleitores com mais de 60 anos (54% a 29%) e entre os católicos (49% a 27%).

Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro apresenta melhores percentuais de preferência entre o eleitorado masculino (39% a 37%), entre cidadãos com ensino médio (39% a 35%) e, de maneira destacada, junto ao público evangélico, onde marca 50% contra 28% atribuídos a Lula.

A divisão geográfica das intenções de voto expõe o quadro de polarização regional no país. Na região Nordeste, Lula mantém larga vantagem ao somar 57% das preferências ante 24% atribuídos a Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o presidente lidera com 41% contra 32% do senador. Já na região Sul, o parlamentar do PL aparece na frente com 47% das intenções de voto contra 31% do petista, enquanto no agrupamento Norte e Centro-Oeste o senador registra 39% frente a 33% de Lula.

Simulações para o segundo turno

Em um eventual cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica Lula registrando 47% das intenções de voto e o senador somando 43%. Na comparação com o levantamento de 13 de julho, quando o placar marcava 47% a 44%, Flávio caiu um ponto para baixo.

O detalhamento do segundo turno reproduz dinâmicas semelhantes às observadas no primeiro turno. Lula vence com folga entre as mulheres (54% a 36%), no Nordeste (62% a 30%) e no segmento de menor renda, onde chega a 62% contra 28% de Flávio na faixa de até um salário mínimo. Já o senador do PL lidera entre homens (50% a 41%), no Sul (57% a 36%) e entre os eleitores evangélicos (62% a 30%). Nas outras hipóteses de segundo turno testadas, Lula figura numericamente à frente de Ronaldo Caiado (45% a 43%), Romeu Zema (46% a 42%) e Renan Santos (47% a 39%).

Avaliação da gestão federal

O levantamento mensurou ainda a percepção pública sobre a atuação do governo federal. A aprovação da gestão Lula registrou 47%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Na avaliação qualitativa do governo, 36% dos entrevistados classificam a administração como ótima ou boa, 20% a avaliam como regular e 43% a consideram ruim ou péssima. A aprovação é mais expressiva no Nordeste e na faixa de renda de até um salário mínimo, ambas com 62%, ao passo que a desaprovação atinge seus maiores índices na região Sul, com 64%, e nas parcelas de maior poder aquisitivo.

A captação desses dados ocorreu poucos dias após o anúncio do novo tarifaço promovido pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Mesmo diante desse contexto internacional, o levantamento indica consolidação da vantagem de Lula na corrida presencial, ancorada nos segmentos populares e regionais que compõem sua base histórica de apoio. Vermelho.


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