Flavio Bolsonaro

Flavio é apoiado por Trump? Lula tem apoio de Xi Jinping

Xi Jinping reafirma apoio ao Brasil e endurece discurso contra ingerência dos EUA e destaca a soberania brasileira

A China elevou o tom em defesa do Brasil diante das recentes tensões com os Estados Unidos. Em conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que Pequim apoia o Brasil na defesa de sua soberania e independência e se opõe a qualquer forma de “interferência externa”, em uma declaração amplamente interpretada como um recado direto a Washington.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi destacou que a China considera o Brasil um parceiro estratégico de peso e está disposta a ampliar a coordenação política entre os dois países em temas bilaterais e multilaterais. O líder chinês também manifestou apoio ao papel brasileiro na promoção da paz e da estabilidade regional e global.

Do lado brasileiro, Lula informou que a conversa, que durou mais de uma hora, tratou do fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países, da ampliação da cooperação em áreas como inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes, além da aceleração das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China.

A manifestação de Xi ocorre em um contexto de crescente atrito entre Brasília e Washington, marcado por disputas comerciais e diplomáticas. Ao reiterar seu apoio à soberania brasileira e condenar “interferências externas”, Pequim reforça sua aproximação com o governo Lula e sinaliza disposição para aprofundar a parceria com o Brasil em um cenário internacional cada vez mais polarizado.

A disputa política brasileira passou a refletir, cada vez mais, alinhamentos internacionais. De um lado, Flávio Bolsonaro procura associar sua imagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apostando na afinidade ideológica construída pelo bolsonarismo com o movimento trumpista. De outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça a relação estratégica com a China diante das pressões dos EUA.


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Milei veio ao Brasil servir de mata-burro da campanha de Flavio

Milei cruzou a fronteira para servir de escada à campanha de Flávio Bolsonaro

Para quem levou seu povo a comer carne de burro, derrubar mais um como o Flavio, é fácil.

A passagem do presidente argentino Javier Milei pelo Brasil teve um objetivo que extrapolou em muito a agenda diplomática. Ao escolher participar de um evento de caráter eminentemente político, Milei acabou assumindo o papel de “mata-burro” da campanha de Flávio Bolsonaro: uma tentativa de criar impacto midiático e mobilizar a militância, mas que dificilmente amplia o apoio eleitoral para além do núcleo já convencido.

Em vez de fortalecer a candidatura de Flávio, a presença do argentino reforçou a percepção de que o bolsonarismo continua dependente de figuras estrangeiras e de pautas importadas para tentar recuperar protagonismo. Em um momento em que os eleitores brasileiros estão mais preocupados com questões como a que o Brasil siga no compasso de crescimento, estabilidade da economia e pleno emprego, a aposta em um espetáculo ideológico cai no ridículo, sem falar nas ofensas de Milei ao judiciário braileiro, isso dentro do Brasil.

Milei também assumiu um risco político considerável. Ao se envolver diretamente em uma disputa eleitoral brasileira, rompeu com a tradição de prudência esperada nas relações entre chefes de Estado. O gesto inevitavelmente produz desgaste diplomático e alimenta tensões desnecessárias entre dois países que possuem uma das mais importantes relações econômicas da América do Sul.

Para Flávio Bolsonaro, o cálculo parece claro: transformar o apoio de Milei em um símbolo de resistência da direita internacional. O problema é que símbolos não substituem propostas, nem resolvem dificuldades de uma campanha que enfrenta questionamentos políticos e obstáculos para ampliar sua base de apoio.

No fim das contas, a visita serviu mais para produzir imagens e manchetes do que para alterar o cenário eleitoral. Se havia a expectativa de que Milei funcionasse como um grande cabo eleitoral, o efeito pode ter sido o oposto, o de reforçar a narrativa de que a candidatura de Flávio ainda depende mais do prestígio alheio do que da própria capacidade de convencer o eleitor brasileiro.


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Itamaraty reage à pressão de Trump e barra enviados para questionar eleições brasileiras

Missão ligada a Trump é barrada pelo Itamaraty em meio à ofensiva de Flávio contra as urnas

A decisão do governo brasileiro de impedir a entrada de emissários ligados ao governo de Donald Trump abriu um novo capítulo na crise diplomática entre Brasília e Washington. Segundo informações divulgadas pela imprensa, integrantes do Itamaraty avaliam que a iniciativa de enviar representantes para questionar o sistema eleitoral brasileiro não foi um gesto isolado, mas parte de uma estratégia que dialoga diretamente com a campanha de Flávio Bolsonaro contra as urnas eletrônicas.

Nos bastidores da diplomacia, a avaliação é de que haveria uma convergência entre o discurso adotado por aliados de Trump e a narrativa defendida por Flávio Bolsonaro, que voltou a levantar suspeitas sobre a segurança das eleições sem apresentar provas. Para integrantes do Ministério das Relações Exteriores, permitir a atuação desses emissários significaria abrir espaço para uma tentativa de interferência em um assunto de competência exclusiva das instituições brasileiras.

A leitura feita por diplomatas é que a movimentação internacional fortalece um discurso que busca desacreditar o processo eleitoral antes mesmo da votação ocorrer. Essa estratégia já foi utilizada em outros países e costuma servir como base para contestar resultados desfavoráveis, alimentando a polarização política e colocando em dúvida a legitimidade das eleições.

O episódio também amplia o isolamento político de Flávio Bolsonaro. Enquanto setores da diplomacia trabalham para preservar a soberania brasileira e evitar pressões externas sobre o processo eleitoral, o senador vê sua retórica passar a ser associada a interesses estrangeiros que questionam a credibilidade das instituições nacionais.

Ao barrar a missão, o Itamaraty envia um recado claro de que a organização e a fiscalização das eleições brasileiras cabem exclusivamente às autoridades do país, sem espaço para intervenções externas. O caso reforça a tensão entre política interna e relações internacionais em um momento de crescente disputa eleitoral e promete alimentar novos embates nos próximos meses.


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Valdemar expõe fragilidade de Flávio: “Não estava preparado”

Presidente do PL admite despreparo de Flávio Bolsonaro para disputar a Presidência

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente que Flávio Bolsonaro não estava preparado quando foi escolhido por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República. A declaração, feita em entrevista à CNN Brasil, expôs uma avaliação incomum vinda do principal dirigente do partido e acabou alimentando questionamentos sobre a capacidade de articulação da pré-candidatura.

Segundo Valdemar, o problema não era apenas a falta de tempo, mas a ausência de uma estrutura política previamente construída para uma disputa nacional. “O Flávio não estava preparado para ser candidato”, afirmou o dirigente, acrescentando que a escolha partiu diretamente de Jair Bolsonaro, quando o senador ainda não havia organizado uma base capaz de sustentar uma campanha presidencial.

A declaração teve forte repercussão porque partiu justamente do presidente do partido responsável por conduzir a campanha. Embora Valdemar tenha buscado transmitir a ideia de que o PL trabalha agora para organizar a candidatura e ampliar alianças, a fala foi interpretada por analistas como um reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelo projeto eleitoral do partido.

Diante da repercussão, aliados tentaram minimizar o impacto. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, soltou a velha pérola de que a fala de Valdemar havia sido retirada de contexto e sustentou que o dirigente se referia ao fato de Flávio não estar inicialmente preparado porque o candidato natural do grupo seria Jair Bolsonaro. Ainda assim, a declaração de Valdemar permaneceu como um dos principais assuntos do debate político, justamente por representar uma crítica pública à falta de preparação do próprio candidato escolhido na base da carteirada.


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Empresa ligada a notas fiscais de R$ 1 milhão emitidas por Flávio Bolsonaro não foi localizada, diz jornal

Uma reportagem publicada pelo Estadão, afirma que a empresa para a qual Flávio Bolsonaro teria emitido cerca de R$ 1 milhão em notas fiscais não foi localizada nos endereços informados em registros públicos, levantando questionamentos sobre a efetiva operação da pessoa jurídica e a natureza dos serviços prestados.

Segundo a publicação, as tentativas de localizar a empresa nos endereços cadastrados não tiveram sucesso, o que levou a novas dúvidas sobre a regularidade das informações disponíveis. O caso passa a integrar um conjunto de fatos que, de acordo com a reportagem, vêm sendo analisados no contexto das relações comerciais e financeiras envolvendo pessoas e empresas ligadas ao senador.

A inexistência de atividade aparente em um endereço, por si só, não comprova qualquer irregularidade. No entanto, quando empresas que movimentam valores elevados não são encontradas ou apresentam informações cadastrais inconsistentes, especialistas apontam que isso pode justificar apuração por parte dos órgãos competentes para verificar se houve efetiva prestação de serviços, cumprimento das obrigações fiscais e conformidade com a legislação.

Até o momento, conforme relatado pelo jornal, não há conclusão oficial sobre eventual prática ilícita relacionada ao caso. A defesa de Flávio Bolsonaro pode apresentar esclarecimentos e documentos que expliquem as operações mencionadas na reportagem, enquanto qualquer investigação deverá observar o devido processo legal e a presunção de inocência.

O episódio adiciona mais um elemento ao debate público sobre transparência em contratos privados envolvendo agentes políticos e reforça a importância de que fatos dessa natureza sejam esclarecidos por meio de documentação e das instituições responsáveis pela fiscalização.

Segundo os registros da Receita Federal, a Contábil Corrêa declarou que funciona na “sala A” do conjunto 47 do edifício, enquanto a Copenhagen informou ter sede na “sala B” do mesmo endereço. A reportagem do Estadão, no entanto, não encontrou qualquer identificação que diferenciasse os dois espaços.


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PF investiga onde termina Vorcaro e começa Flavio na relação das emendas com os R$ 61 milhões

PF amplia apuração ao cruzar R$ 61 milhões de Vorcaro com emendas de Flávio Bolsonaro

Quando Flavio se negou a responder à pergunta do jornalista do Intercept, em frente ao STF, o cínico o classificou como um paranóico que vive de alucinações. O resto do que aconteceu horas depois, todo sabem.

Agora, a PF investiga quem esculpiu essa trama que deveria vender a imagem de legalidade numa simples relação entre patrocinador e patroci nado, para dar tudo errado.

A investigação da Polícia Federal ganhou um novo capítulo ao cruzar movimentações financeiras atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, que somariam R$ 61 milhões, com emendas parlamentares destinadas pelo senador Flávio Bolsonaro. O avanço das apurações amplia o foco sobre a relação espúria entre recursos públicos, interesses privados e a atuação política de aliados do empresário.

Segundo as linhas investigativas, os investigadores buscam identificar se houve coincidência temporal e operacional entre a liberação das emendas e movimentações financeiras relacionadas ao grupo empresarial de Vorcaro. O objetivo é verificar se os recursos públicos foram utilizados dentro dos critérios legais ou se existiu algum tipo de favorecimento indevido.

Embora o cruzamento de informações não represente, por si só, prova de irregularidade, o fato de a Polícia Federal dedicar esforços a essa conexão evidencia que as suspeitas ultrapassaram o campo das especulações políticas e passaram a integrar uma investigação formal.

O caso aumenta a pressão sobre Flávio Bolsonaro, que já enfrenta questionamentos por sua proximidade política com Vorcaro. Para muitos analistas, a investigação reforça a necessidade de esclarecer os critérios adotados para a destinação das emendas e a natureza da relação entre o senador e o empresário. Aliados, por sua vez, sustentam que a indicação de recursos parlamentares seguiu os procedimentos legais e negam qualquer favorecimento.

Independentemente do desfecho das investigações, o episódio evidencia um problema recorrente da política brasileira: a dificuldade de separar, de forma absolutamente transparente, o interesse público das relações de influência entre agentes políticos e grupos econômicos. Quando milhões de reais em recursos públicos passam a ser examinados sob a suspeita de beneficiar interesses privados, a credibilidade das instituições e da representação política inevitavelmente entra em xeque.

A investigação segue em andamento, e caberá à Polícia Federal e ao Ministério Público determinar se os elementos reunidos configuram apenas coincidências administrativas ou indicam práticas ilícitas que justifiquem eventual responsabilização de Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro..


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Vídeo – Ópera bufa em nome do pai: Com direção de Damares, Flávio e Michelle interpretam uma cena trash de reconciliação política

Em meio ao isolamento político crescente e à dificuldade de consolidar alianças, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro protagonizaram mais um capítulo da dramaturgia eleitoral do bolsonarismo. Sob a condução política da senadora Damares Alves, ambos tentaram encenar um gesto de unidade e conciliação que, para muitos observadores, soou mais como um espetáculo improvisado do que como uma demonstração genuína de coesão.

A tentativa de transmitir a imagem de um grupo pacificado ocorre justamente quando os sinais de desgaste se acumulam. Divergências internas, dificuldades para atrair aliados e a necessidade permanente de recorrer à figura de Jair Bolsonaro transformam qualquer movimento político da família em um exercício de sobrevivência eleitoral. O roteiro parece sempre o mesmo: quando a crise aperta, entra em cena uma demonstração pública de harmonia.

Nesse contexto, a participação de Damares ganha um papel simbólico. Cabe a ela atuar como diretora de uma encenação destinada a convencer a base de que não há fissuras e de que todos caminham na mesma direção. O problema é que, quando a realidade insiste em desmentir o discurso, a performance perde força e passa a produzir o efeito contrário.

Flávio, pressionado por dificuldades políticas e pela busca de apoios, aparece cada vez mais dependente da capacidade de mobilização do sobrenome Bolsonaro. Michelle, por sua vez, é convocada a exercer o papel de fiadora da unidade familiar e política, reforçando uma narrativa de lealdade e continuidade. O resultado, porém, lembra mais uma montagem apressada do que um movimento estratégico consistente.

A encenação pode até servir para produzir imagens e alimentar redes sociais, mas dificilmente elimina os problemas que motivaram sua realização. Conciliação política se constrói com confiança, negociação e capacidade de agregar diferentes setores — não apenas com gestos cuidadosamente coreografados diante das câmeras.

Quando o palco substitui a articulação e a estética toma o lugar da estratégia, a política corre o risco de se transformar em espetáculo. E, nesse caso, a ópera acaba adquirindo contornos de comédia involuntária: muito figurino, muita interpretação e pouca capacidade de alterar o enredo real da disputa política.


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Vídeo – Arregou: Desesperado, Flávio Bolsonaro pede socorro à Michelle

Diante do avanço da crise em sua campanha e da dificuldade para conter o desgaste político, Flávio Bolsonaro passou a recorrer à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na tentativa de recuperar fôlego eleitoral. Aliados afirmam que o senador acredita que Michelle ainda é um dos nomes mais capazes de mobilizar a base conservadora e de reanimar setores do eleitorado que demonstram crescente desânimo com sua candidatura.

Nos bastidores, a avaliação é de que Flávio enfrenta um cenário cada vez mais delicado. A dificuldade para consolidar alianças, a resistência de partidos do Centrão e a sucessão de episódios negativos alimentaram a percepção de isolamento político. Nesse contexto, Michelle voltou a ser vista como uma peça importante para tentar reduzir os danos e reforçar a ligação da campanha com o eleitorado bolsonarista mais fiel.

A expectativa é que a ex-primeira-dama intensifique sua participação em eventos, gravações para as redes sociais e agendas públicas ao lado de Flávio, emprestando seu capital político e sua popularidade entre segmentos conservadores, especialmente o eleitorado evangélico e feminino. Integrantes da campanha acreditam que sua presença pode ajudar a mudar o foco das discussões e recuperar parte da narrativa perdida nas últimas semanas.

Apesar da aposta, interlocutores próximos ao grupo admitem que a estratégia dificilmente resolverá os problemas estruturais da candidatura. A avaliação é que Michelle pode fortalecer a militância e estimular apoiadores já convencidos, mas terá dificuldades para atrair eleitores moderados ou reverter o desgaste provocado pelas sucessivas crises políticas.

Assim, o pedido de socorro a Michelle é interpretado por adversários e até por aliados como um sinal de que Flávio Bolsonaro reconhece as dificuldades de sua campanha e busca, na figura mais popular do núcleo familiar, uma tentativa de evitar que o cenário eleitoral continue se deteriorando.


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PT aciona Justiça Eleitoral contra Flávio por questionamentos às urnas

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro após as declarações do candidato questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas durante encontro com embaixadores e representantes diplomáticos. A legenda sustenta que o episódio representa uma tentativa de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro sem a apresentação de provas e repete uma estratégia que, segundo o partido, busca lançar dúvidas sobre o resultado das eleições antes mesmo da votação.

Na ação, o PT argumenta que as falas de Flávio ultrapassam os limites da crítica política e configuram disseminação de informações falsas sobre o processo eleitoral. A legenda destaca que a Justiça Eleitoral, especialistas em segurança digital e organismos internacionais já atestaram, em diversas ocasiões, a confiabilidade das urnas eletrônicas, utilizadas há décadas no Brasil sem registros de fraude comprovada.

O partido também afirma que os ataques ao sistema de votação representam uma ameaça à normalidade democrática e podem estimular a desconfiança da população em relação às instituições responsáveis pela condução das eleições. Por essa razão, pede que o TSE analise a conduta do candidato e adote as medidas cabíveis para impedir a continuidade da divulgação de informações consideradas enganosas.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a ofensiva de Flávio faz parte de uma estratégia de mobilização do eleitorado mais radicalizado do bolsonarismo. A avaliação é que o discurso sobre as urnas busca reproduzir o ambiente de contestação eleitoral observado em disputas anteriores, apesar da ausência de evidências que sustentem as acusações.

Aliados de Flávio Bolsonaro, por sua vez, alegam que o candidato apenas exerceu seu direito de questionar aspectos do sistema eleitoral e defendem maior transparência no processo de votação. A defesa deve contestar qualquer tentativa de restringir manifestações sobre o tema, argumentando que o debate público não pode ser limitado durante a campanha.

O caso acrescenta mais um capítulo à disputa entre PT e bolsonarismo e tende a ampliar a pressão sobre a campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão do TSE será acompanhada de perto por partidos e analistas políticos, já que o tema das urnas eletrônicas voltou a ocupar espaço central no debate eleitoral e pode ter impacto direto no rumo da campanha.


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Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro

Escritório de Flávio Bolsonaro emitiu 3 notas em favor de empresas conectadas à estrutura empresarial do Master; duas delas foram canceladas

O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.

As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.

Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.

Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen

As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.

As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.

Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.

Empresa está entre as que mais receberam do Master
Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master.

Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa.

No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

O que diz Flávio Bolsonaro
A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:

“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:

Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.

Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.

Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.

Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”

“A empresa é minha”
Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.

Rogério Lourenço Novo

Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.

A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.

*Reportagem de Tácio Lorran/Metrópoles


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