Flavio Bolsonaro

Thiago Miranda, o pesadelo pode afundar de vez a candidatura de Flávio Bolsonaro

Em uma campanha já marcada por sucessivas crises, desgastes e dificuldades para ampliar sua base de apoio, o nome de Thiago Miranda passou a ser visto por aliados de Flávio Bolsonaro como um dos fatores de maior potencial destrutivo para a candidatura do senador. Nos bastidores, cresce a avaliação de que novas revelações, investigações ou desdobramentos envolvendo Miranda podem aprofundar ainda mais a percepção negativa que parte do eleitorado já tem do grupo político bolsonarista.

A preocupação não se limita ao impacto jurídico ou político imediato. O maior temor é o efeito eleitoral. Em um cenário de disputa acirrada, qualquer fato que reforce narrativas de irregularidades, favorecimentos ou relações controversas tende a afastar eleitores moderados, justamente o segmento que Flávio precisa conquistar para ampliar suas chances de vitória.

Integrantes da campanha admitem reservadamente que o problema não está apenas no conteúdo das denúncias ou suspeitas, mas na capacidade que elas têm de alimentar o noticiário por semanas, impedindo que o candidato consiga impor sua própria agenda. Cada nova manchete transforma-se em mais um obstáculo para que Flávio discuta propostas, economia ou segurança pública, temas que seus estrategistas consideram mais favoráveis.

O desgaste também se espalha para potenciais aliados. Lideranças partidárias e setores do empresariado observam com cautela o desenrolar dos acontecimentos, avaliando os riscos de associar suas imagens a uma campanha cercada por controvérsias. Em política, a percepção muitas vezes pesa tanto quanto os fatos, e a simples expectativa de novos escândalos já produz efeitos concretos sobre apoios e alianças.

Para adversários, o caso oferece munição valiosa. A oposição aposta que a vinculação entre Flávio Bolsonaro e personagens que se tornaram alvo de questionamentos públicos reforça a narrativa de que o senador carrega consigo os mesmos problemas que marcaram o entorno político da família Bolsonaro nos últimos anos.

Dessa forma, Thiago Miranda surge como um fantasma permanente sobre a campanha. Se novos fatos vierem à tona ou se as controvérsias continuarem ocupando espaço no debate público, o episódio poderá se transformar em um dos principais fatores de desgaste da candidatura. Em uma eleição na qual cada ponto percentual pode fazer diferença, aliados temem que esse pesadelo político ainda esteja longe de terminar — e que seu impacto possa ser decisivo para o futuro eleitoral de Flávio Bolsonaro.


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Perdido: Entre o moderado e o radical, Flávio Bolsonaro não encontra seu papel

Aliados que acompanham de perto a pré-campanha de Flávio Bolsonaro têm demonstrado crescente preocupação com a dificuldade do senador em consolidar uma identidade política clara diante do eleitorado. Nos bastidores, a avaliação é que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscila entre diferentes personagens e discursos, sem conseguir transmitir uma mensagem consistente sobre o que representa e quais propostas pretende defender.

Em determinados momentos, Flávio procura se apresentar como um político moderado, capaz de dialogar com setores do centro e do empresariado. Em outros, retoma o discurso mais radical associado ao bolsonarismo raiz, apostando na mobilização da base ideológica e na retórica de confronto que marcou os anos de governo de seu pai. A alternância frequente entre essas duas estratégias tem provocado dúvidas até mesmo entre aliados históricos.

Integrantes da campanha admitem reservadamente que a indefinição dificulta a comunicação com o eleitorado. Enquanto uma ala defende a ampliação do diálogo para conquistar votos fora da bolha bolsonarista, outra insiste que qualquer movimento em direção ao centro pode ser interpretado como sinal de fraqueza ou abandono dos princípios que consolidaram o apoio da militância.

A situação se tornou ainda mais delicada diante da necessidade de responder a temas econômicos e sociais. Em algumas ocasiões, Flávio adota um discurso liberal, voltado para o mercado e para a redução da intervenção estatal. Em outras, faz acenos a pautas mais populares e protecionistas, gerando críticas de adversários e questionamentos dentro da própria base de apoio.

Para aliados, o resultado é uma campanha que ainda não encontrou um eixo narrativo capaz de unificar suas diferentes mensagens. A percepção é que o senador tenta agradar simultaneamente públicos distintos, mas corre o risco de não convencer plenamente nenhum deles.

Nos bastidores, dirigentes partidários avaliam que os próximos meses serão decisivos para que Flávio defina qual imagem pretende apresentar ao país. Sem uma estratégia mais coerente e uma linha política facilmente identificável, cresce o temor de que a candidatura permaneça presa a contradições que dificultam sua expansão eleitoral e alimentam a sensação de desorientação já percebida por parte de seus próprios aliados.


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PT evita dar palanque a Flávio Bolsonaro e rejeita ação por inelegibilidade após ataque às urnas

O PT decidiu não embarcar na estratégia adotada pela campanha de Flávio Bolsonaro após o candidato voltar a questionar a segurança das urnas eletrônicas diante de embaixadores e representantes diplomáticos. Embora integrantes do partido considerem grave a tentativa de lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro em um ambiente institucional e com repercussão internacional, a avaliação predominante é de que um pedido de inelegibilidade neste momento poderia acabar servindo aos interesses políticos do adversário.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que Flávio busca reeditar uma tática já utilizada pelo bolsonarismo em outras disputas: transformar embates judiciais em combustível para a mobilização de sua base eleitoral. A leitura é que uma ação imediata pedindo sua inelegibilidade poderia alimentar o discurso de perseguição política explorado com frequência pelo campo bolsonarista, desviando o foco do conteúdo das declarações e transferindo o debate para uma suposta vítima de decisões institucionais.

A decisão do PT, portanto, é concentrar esforços na disputa política e na defesa pública da credibilidade do sistema eleitoral. Lideranças da legenda sustentam que as urnas eletrônicas acumulam décadas de funcionamento sem registros de fraudes comprovadas e que ataques recorrentes ao processo de votação têm como principal efeito enfraquecer a confiança da população nas instituições democráticas.

Integrantes do partido também argumentam que a presença de embaixadores em um evento marcado por questionamentos às eleições amplia a gravidade do episódio. Para eles, levar acusações sem provas ao corpo diplomático representa uma tentativa de internacionalizar uma narrativa já rejeitada por órgãos de controle, pela Justiça Eleitoral e por especialistas em segurança digital.

Apesar de descartar, por ora, uma ofensiva jurídica pela inelegibilidade, o PT não pretende ignorar o caso. A legenda deve explorar politicamente o episódio durante a campanha, associando as declarações de Flávio Bolsonaro ao histórico de ataques promovidos pelo bolsonarismo contra as instituições eleitorais. O objetivo é apresentar o adversário como alguém que insiste em colocar sob suspeita um sistema que garantiu eleições reconhecidas nacional e internacionalmente.

Com isso, os petistas acreditam evitar uma armadilha política. Em vez de oferecer ao rival um novo argumento para o discurso de vitimização, a estratégia será manter o debate no terreno da credibilidade das urnas e da defesa da democracia, apostando que a repetição de acusações sem evidências tende a desgastar mais quem as faz do que seus alvos.


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Seguindo ordens do pai, Flávio, em encontro com embaixadores, questiona urnas eletrônicas

Em mais um movimento que reforça a estratégia política adotada pelo bolsonarismo nos últimos anos, Flávio Bolsonaro voltou a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com embaixadores estrangeiros. A iniciativa remete diretamente à postura adotada por seu pai, Jair Bolsonaro, que fez dos ataques às urnas eletrônicas uma das principais bandeiras de sua atuação política, especialmente nos períodos eleitorais.

Durante a reunião, Flávio repetiu argumentos já amplamente contestados por especialistas, pela Justiça Eleitoral e por entidades independentes que acompanham os processos de votação. O senador sugeriu a necessidade de mudanças no sistema e levantou questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, apesar da ausência de evidências concretas que sustentem alegações de fraude.

A postura chamou atenção por reproduzir quase integralmente o roteiro utilizado por Jair Bolsonaro em diversas ocasiões. Em 2022, o então presidente reuniu embaixadores para apresentar suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro, episódio que posteriormente se tornou alvo de questionamentos jurídicos e políticos por ter sido interpretado como uma tentativa de desacreditar as instituições democráticas perante a comunidade internacional.

Críticos avaliam que a nova investida busca manter mobilizada a base mais fiel do bolsonarismo, mesmo diante da falta de provas que indiquem irregularidades nas eleições realizadas desde a implantação das urnas eletrônicas. Ao repetir discursos conhecidos, Flávio sinaliza alinhamento total à estratégia política construída pelo pai, transformando a desconfiança sobre o processo eleitoral em elemento permanente de sua atuação pública.

Para adversários políticos, o episódio demonstra a dificuldade do grupo bolsonarista em abandonar uma narrativa que já foi rejeitada por órgãos de controle, especialistas em segurança digital e observadores internacionais. Ainda assim, a insistência no tema indica que a contestação das urnas continua ocupando papel central no discurso do clã Bolsonaro, mesmo após sucessivas confirmações da integridade do sistema eleitoral brasileiro.


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Estou me deliciando

Outro dia me perguntaram o que eu achava da situação atual da família Bolsonaro. A pergunta veio com aquele tom de quem já antecipa a resposta e espera uma indignação previsível. Respondi sem hesitar:

— Estou me deliciando.

Eles não entenderam de imediato. Mas a imagem que me veio à mente foi cristalina: Flávio Bolsonaro sem camisa, ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, apontado pela Polícia Federal como chefe de milícia privada e operador de esquemas de intimidação ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os dois, em um deck de piscina do Hotel Fasano, em Ipanema. A foto foi submetida a verificações técnicas e não apresentou sinais de fraude ou manipulação por IA.

Esse episódio não está isolado. As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público têm revelado, com insistência incômoda, as conexões entre aliados políticos e financiadores do clã Bolsonaro com o crime organizado. Contatos com o Comando Vermelho, repasses milionários de uma produtora do filme biográfico para empresas sob suspeita de lavagem de dinheiro do PCC, agendas compartilhadas, material de campanha…

O ex-secretário Gutemberg Fonseca, indicado político de Flávio, aparece em gravações e áudios citado em reuniões com membros da facção. O ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias), que dividia agendas e estrutura de campanha com Flávio, foi preso na Operação Zargun por tráfico de armas e lavagem de dinheiro para organizações criminosas. Tudo isso vem à tona agora, como contas que chegam com juros.

E ainda há o vídeo recente em que o próprio Flávio declara em termos de faccionado, com todas as letras, que se Michelle não fosse sua madrasta, ele já teria “estancado” a crise. Um deslize que expõe rachaduras familiares e o tamanho do desconforto interno.

Não pensei, naquele momento, no tarifaço imposto ao Brasil por Trump, Rubio e companhia. Nem no Pix, no SUS ou na CLT. Não foi necessário. Os fatos recentes já falavam por si.

Tudo isso me remeteu a 2018. Eu conversava com quem quisesse ouvir, compartilhava documentos, dados, alertas. Tentava mostrar quem eram os Bolsonaro. Paguei um preço alto por isso. Fui chamado de “negro imundo”, “safado”, “coitado abandonado”, “desprezado”, “sem ninguém”. Sugeriram que eu me recolhesse à minha insignificância, pois nem Lula nem Bolsonaro sabiam da minha existência. Quase fui linchado virtualmente. Faltou pouco para o linchamento físico em praça pública.

Só eu sei o que passei.

Hoje não guardo raiva nem mágoa. Guardo, sim, o direito de sentir um prazer profundo, um regozijo intenso e quase visceral com o que está acontecendo. Não é alegria com o sofrimento alheio. É o sabor amargo-doce da consequência. É ver a história, que muitos quiseram calar, finalmente cobrar sua conta — com juros e correção.

Estou me deliciando. E não peço desculpas por isso.


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Campanha de Flávio Bolsonaro quer abastecer Ciro com ataques contra Lula

Em meio à disputa presidencial e à crescente dificuldade de ampliar sua própria base eleitoral, setores da campanha de Flávio Bolsonaro passaram a enxergar em Ciro Gomes uma peça estratégica para desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação de aliados do senador é que qualquer enfraquecimento da imagem de Lula pode abrir espaço para uma reorganização do campo oposicionista e reduzir a vantagem do petista em segmentos do eleitorado que hoje permanecem fiéis ao governo.

Nos bastidores, a aposta seria estimular temas e narrativas capazes de alimentar críticas de Ciro ao Palácio do Planalto. O ex-ministro e ex-governador tem mantido uma postura dura em relação ao governo Lula, especialmente em áreas como política econômica, articulação política e promessas de campanha. Para estrategistas ligados ao bolsonarismo, esse posicionamento poderia funcionar como uma espécie de “oposição pela esquerda”, produzindo desgastes que a direita teria mais dificuldade em provocar sozinha.

A movimentação ocorre em um momento delicado para a campanha de Flávio Bolsonaro. Pesquisas, divergências internas e uma sucessão de controvérsias envolvendo aliados têm alimentado preocupações sobre a capacidade do grupo de consolidar uma candidatura competitiva. Nesse cenário, enfraquecer Lula passou a ser visto como uma prioridade tão importante quanto fortalecer a própria imagem do candidato.

Analistas políticos observam que a estratégia não é inédita. Em diferentes eleições, adversários de um candidato líder buscaram amplificar críticas vindas de setores ideologicamente distintos, justamente porque essas críticas costumam alcançar públicos que normalmente não seriam receptivos ao discurso da oposição tradicional. A intenção é criar um ambiente de maior desgaste político e aumentar a sensação de insatisfação entre eleitores moderados.

Apesar disso, a aproximação indireta apresenta riscos. Ciro Gomes tem histórico de independência política e frequentemente rejeita tentativas de alinhamento tanto com a direita quanto com a esquerda governista. Além disso, ataques excessivos podem acabar fortalecendo a narrativa de polarização que beneficia Lula junto a parcelas do eleitorado que veem o presidente como um anteparo ao avanço do bolsonarismo.

Enquanto a corrida eleitoral avança, a tentativa de utilizar o discurso crítico de Ciro como instrumento de desgaste contra Lula revela a busca da campanha de Flávio Bolsonaro por novas frentes de combate político. Mais do que uma disputa entre adversários diretos, a estratégia evidencia como a eleição tem levado diferentes grupos a explorar alianças circunstanciais e convergências táticas na tentativa de alterar o equilíbrio de forças da sucessão presidencial.


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TariFlavio ou FlavioSicário: O que detonou mais a campanha do 01 de Bolsonaro?

Isso é o que se pode chamar de tempestade perfeita. De um lado, as tarifas anunciadas por Marco Rubio, sicário de Trump na América Latina, ou a foto de Flavio todo bonachão, sem camisa, com o sicário do Vorcaro.

Não há limpador que possa passar pano num troço desse. Pior, TariFlavio se tornou um apelido fatal, reforçado pela fala do sabujo de Trump nitidamente voltada a meter o bedelho do tio Sam nas eleições brasileiras.

Lógio, isso foi uma patacoada que dá mais força aos memes de TariFlavio. A coisa está tão séria que nem o próprio Flavio, depois do anúncio de Rubio sobre as tarifas contra o Brasil, defendeu-se da acusação de que ele é o culpado.

Aliás, o idiota conseguiu piorar ainda mais, porque não se ouviu ou não se leu nenhuma palavra critica à tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil. Ele sabe perfeitamente que mais de 90% dos comentários nas redes estão sentando o sarrafo no miliciano carioca, chefe absoluto da bandidagem que tomou conta da política em todo o estado do Rio de Janeiro.

Claudio Castro, Rodrigo Bacellar, Marcio Canella e TH Joias que o digam. Porém, todo ambicioso cai do cavalo por ser mais burro do que ambicioso., E olha que falamos de alguém que transpira ambição, e faz questão de ostentar com mansões o fruto de suas corrupções

Por isso a foto de Flavio Bolsonaro com o sicário de Vorcaro se tranformou em fogo no palheiro, em segundos, nas redes sociais.

Difícil é dizer qual das duas cerejas do bolo está mais envenenada com capacidade de levar a óbito sua pré-campanha à Presidência da República.

Para quem gosta de fazer fumaça para não sair da mídia, o vigarista mais proeminente do clã, vê sua campanha totalmente intoxicada por esses dois fatos juntos que nesta quinta (16) viraram um dos maiores assuntos.

É cedo para saber o tamanho do rombo em sua canoa, que já anda toda furada, até para saber se ele vai ou não continuar nesse suplício .

Uma coisa é certa. Nesta quinta, Flavio Bolsonaro chegou ao pico máximo de rejeição nacional, com os dois principais memes, TariFlavio e FlavioSicário.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor. Pix: 65725972704 e 24981274823. Aqui testamos apelido antes do marqueteiro.


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vêm “mais duas granadas”: Avisa advogado e escritor carioca sobre Flávio Bolsonaro

Segundo Eduardo Goldemberg, o episódio da foto com “Sicário” é apenas o início de uma nova crise e que vem mais por aí

divulgação de uma fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário“, continua repercutindo nos bastidores da política. Em publicação nas redes sociais, o advogado e escritor Eduardo Goldemberg afirmou que o episódio seria apenas o início de uma nova crise e escreveu que há “pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho”, em referência a possíveis novas revelações envolvendo o parlamentar.

A imagem, divulgada pela jornalista Juliana Dal Piva, do portal ICL Notícias, mostra Flávio Bolsonaro sem camisa ao lado de Mourão em um hotel no Rio de Janeiro. Luiz Phillipi Mourão foi apontado pela Polícia Federal como chefe de um grupo de intimidação supostamente ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Preso durante a Operação Compliance Zero, Mourão teve morte cerebral confirmada após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia.

Disse Edu Goldenberg:

Edu Goldenberg
@edugoldenberg
E atenção: pra quem acha que a foto com Sicário é a última bomba sobre o vagabundo do
@FlavioBolsonaro
… tem pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho. Depois não digam que eu não avisei.

Versões contraditórias
Após a divulgação da fotografia, Flávio Bolsonaro afirmou que, por ser uma figura pública, costuma tirar fotos com pessoas desconhecidas e disse que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial. Posteriormente, análises divulgadas por portais especializados em verificação de conteúdo indicaram baixa probabilidade de manipulação digital.

Na publicação, Goldemberg não detalha quais seriam as “duas granadas” mencionadas. A declaração, no entanto, ocorre em meio a outras frentes de desgaste envolvendo o entorno político do senador.

Uma delas diz respeito às investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a Forum, o caso ganhou novos capítulos após a divulgação de informações e áudios sobre um aporte de R$ 61 milhões no filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e idealizada por aliados de Flávio, entre eles o deputado Mario Frias. O senador inicialmente negou a operação, mas posteriormente admitiu o recebimento dos recursos.

Na festa de Vorcaro
Além disso, circulam nos bastidores de Brasília informações sobre a existência de vídeos gravados em eventos ligados ao empresário Vittorio Vorcaro. Paralelamente, operações recentes da Polícia Federal tiveram como alvo pessoas próximas ao senador no Rio de Janeiro, em investigações sobre supostos crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro.

A publicação de Eduardo Goldemberg reforça a avaliação de setores da oposição de que a divulgação da fotografia com “Sicário” pode ser apenas o primeiro episódio de uma sequência de revelações capazes de ampliar o desgaste político de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, o advogado não apresentou detalhes ou provas públicas sobre as novas informações às quais se referiu.


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Flavio Bolsonaro e articulações com lobista Jason Miller geram críticas sobre a soberania e políticas públicas

O senador Flávio Bolsonaro tem sido o principal articulador de contatos com o lobista e estrategista Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, em Washington. Miller, conhecido por defender pautas alinhadas a interesses norte-americanos e por atuar em lobby tarifário contra produtos brasileiros, tem mantido proximidade frequente com o senador.

Essas articulações colocam Flávio Bolsonaro no centro de controvérsias sobre as interferências externas em temas sensíveis da agenda nacional, como o Pix — sistema que ampliou o acesso popular ao mercado financeiro — e o Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial de atendimento público e principal instrumento de saúde para a população de baixa renda.

Críticos apontam que, por meio dessas conexões, o senador, seu irmão Eduardo, o comparsa Paulo Figueiredo e seu grupo político estão alinhados a interesses estrangeiros que ameaçam políticas públicas essenciais. Depois de questionamentos sobre o Pix e o mercado popular, as atenções agora se voltam para o SUS e o Mais Médicos, programas vitais para milhões de brasileiros que dependem do sistema público.

Destaque

O Governo Lula e a família Bolsonaro possuem um objetivo em comum. Acabar com os pobres. O primeiro, elevando-os. O segundo, matando-os.

Enquanto o governo federal busca fortalecer o acesso a serviços essenciais como estratégia de redução da pobreza, as ações e articulações da família Bolsonaro são vistas por opositores como um ataque a esses mesmos pilares, especialmente contra a saúde do trabalhador mais vulnerável e contra servidores públicos.

Investigações e silêncio no Rio de Janeiro

O silêncio de Flávio Bolsonaro também tem chamado atenção no âmbito doméstico. O senador não se manifestou sobre o avanço de investigações que apontam conexões entre jogo do bicho, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando, com suposto envolvimento de agentes públicos estaduais. Todos os citados até o momento orbitam o mesmo grupo político do senador.

Diante do acúmulo de provas, o silêncio é interpretado como uma dificuldade em rebater as evidências. As articulações internacionais de Flávio Bolsonaro com figuras como Jason Miller seguem alimentando o debate sobre soberania nacional, integridade institucional e o papel da oposição no cenário político brasileiro.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ – Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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Sakamoto: Trump ataca Brasil e o Pix para tentar eleger Flávio Bolsonaro

Como esperado, o governo Donald Trump deu uma porrada em empresas e empregos brasileiros ao confirmar o tarifaço de 25% sobre uma parcela de nossas exportações para lá. O motivo principal não é comercial, mas geopolítico. Os EUA querem dobrar o Brasil, obrigando-nos a jogar o Pix no lixo, dar salvo-conduto às Big Techs e eleger Flávio Bolsonaro — que já mostrou que abraçaria o “America First”. Brasil? Maybe Later.

Nesse sentido, pouco adiantaram as tentativas de negociação realizadas por diplomatas, técnicos, políticos e empresários brasileiros e norte-americanos. Diante de argumentos, não há fatos que resistam. A Casa Branca reclamou do desmatamento brasileiro usando dados antigos, ignorando que a taxa de perda florestal é a menor em muitos anos. Tampouco adiantou mostrar que empresas norte-americanas de cartão de crédito estão ganhando mais após o Pix ter sido implementado.

É uma encenação bastante chulé afirmar que o Brasil causa prejuízos ao comércio norte-americano, uma vez que somos deficitários na balança comercial com os Estados Unidos há mais de 15 anos. Ou seja, pagamos muito mais bilhões do que ganhamos.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, liderada por Paulo Skaf, que faz oposição sistemática ao governo federal, nem corou ao reclamar que o Brasil está “desalinhamento político com Washington”. Uma forma bonita de falar de defender subordinação. A crítica, pelo menos, é mais elegante do que a declaração da diretora-executiva da Fiesp que atacou o fim da escala 6×1 em audiência no Senado porque, segundo ela, a mudança vai impedir que as brasileiras tenham um salão de beleza disponível aos sábados.

É bastante reveladora a postagem no X feita pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio após o tarifaço ter sido divulgado. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso”, disse Marco Rubio. Ou seja, o governo brasileiro se negou a ficar de joelhos.

*Leonardo Sakamoto/Uol

Postou Marco Rubio no X:

Secretary Marco Rubio

@SecRubio

Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé.

Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso.

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