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Carnaval é tão democrático que até Vera Magalhães arrisca dar opinião

Uma jornalista, que tem como profissão ser rapapé da elite brasileira, ter opinião sobre uma festa popular, sobretudo desfile de escolas de samba, onde os protagonistas, na imensa maioria, são das camadas pobres da população, é de fazer pensar.

Vera Magalhães, a mesma que disse, às vésperas da eleição de 2018, na disputa entre Haddad e Bolsonaro, era uma “escolha difícil” e, em 2022, num debate, foi chutada pelo mesmo Bolsonaro quando dirigiu sua pergunta a ele, é outra que sonha com o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói para colocar a culpa em Lula.

Sim, na direita, a coisa está tão feia que anda nesse nível por não ter qualquer projeto de país para se opor ao PT, então, carnavaliza tudo como um desfile de insanidades nada elegantes, saídos da cachola de gente do mesmo naipe como Vera Magalhães, Silas Malafaia, andreazza, Merval, assim como Edir Macedo e Valadão, padrinho de Vorcaro, do Banco Master.

Para essa gente, não importa o tema do enredo, só o da Acadêmicos de Niterói, mais precisamente nas alas em que exalta Lula e detona Bolsonaro. São os ratos de salão debatendo as manifestações do asfalto.

Essa gente, que não tem afinidade racia, política e cultural com a escola de samba, resolveu pintar seu provincianismo nas telas multifacetadas do próprio carnaval, sem abrir mão do temperamento carregado de ódio contra o povo que desfila no maior espetáculo da terra

A sobrevivência dessa gente, seja no campo “espiritual ou jornalística”, depende da distorsão dos fatos, dos intermúndios que povoam as sombras e larvas dessas almas errantes, que desonram tanto o papel do jornalismo quanto o das religiões e da religiosidade do povo brasileiro.

Muito a contragosto esses jornalistas tivram que assistir ao fesfile, quando, na verdade, gostariam mesmo é de bejar os pés dos figurões do mercado, dos “donos da terra”, da Faria Lima/fintechs/PCC, mostrando a carnavalização no sentido pejorativo das redações do baronato midiático e dos templos comandados pelos charlatães do falso cristianismo, que formam a grande alegoria da direita brasileira.


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Política

Merval sopra o apito de cachorro da Globo convocando o bolsonarismo para destilar ódio contra Lula

Merval não é somente aquele bigodinho escrotinho, ele é a voz oficial dos Marinho, os mesmos que atacaram pesadamente Brizola, por ter construído o Sambódromo, a pedido de Darcy Ribeiro e arquitetura de Niemeyer, um espaço que se transformou no pavilhão que abriga o maior espetáculo da terra, o desfile das escolas de samba, ponto alto do carnaval brasileiro.

Isso é muito para a Globo, o império que nasceu da parceria entre a ditadura militar e Roberto Marinho.

Não há outro enredo a ser dito sobre a maior inimiga da cultura brasileira de todos os tempos, a mais totalmente racista, antipobre e antipetro rede de comunicação que, de maneira acelerada, vem perdendo sua hegemonia para a própria coletividade, formada pela massa do povo.

Tudo isso junto gera artigos descaradamente cínicos do quadro soberbo de manchetes negativas contra Lula, eivadas de ódio como uma sobrecarga do bolsonarimso mais filosófico já pensado no Brasil.

Por mais que os Marinho tentem usar alegorias, súmulas, exposições figuradas para exploração financeira do carnaval brasileiro, sobretudo no sambódromo com o colorido magistral das escolas, nas suas evoluções retóricas, fora da caravela colonialista, o quadro noturno do submundo global opera com um culto macabro contra a própria população brasileira.

Por isso o clarão de luz jogado na história de Lula e nos crimes de Bolsonaro pela Acadêmicos de Niterói, deixou a grande mídia furibunda, pois seu desenho traz o vigor de uma cultura protagonizada pelos negros, insuflando uma cena de rara beleza em que a cultura negra, em sua plenitude, fosse apresntada como a própria guardiã da maior expressão cultural brasileira, admirada por todo o planeta.

A ideia da malta golpista era a de ser extremamente antiLula para desclassificar um presidente da República em busca de uma ridícula cassação de sua candidatura à reeleição e, na mesma cena, fazer recair sobre um desfile de filosofia e fisionomia negra os rescaldos desse ataque a Lula.

O fato é que nunca uma pintura foi tão certeira, ainda mais quando, no mesmo desfile, se compara Lula com Bolsonaro que, diga-se de passagem, jamais recebeu dos Marinho uma linha crítica por ter devolvido o Brsil ao mapa da fome em quatro anos, com 34 milhões de miseráveis vivendo abaixo da linha da pobreza.

Para eles, não importa a fome que o povo passava na fila do osso, mas sim a condenação e prisão de Lula sem provas de crime, forjadas pelo herói forjado da Globo, Sergio Moro.

Na verdade, aquele Basil da fome que Bolsonaro que obrigou uma multidão de brasileiros a trajar, foi a paisagem dominante que Bolsonaro carregou como missão da oligarquia da qual a Globo é parte.

Merval Pereira, o mais falso, o mais totalmente reacionário escriba do Globo, senão de toda a mídia brasileira, dedica-se quase exclusivamente seu tempo para vomitar ódio a Lula em cada ponto e vírgula de seus enfadonhos e repetitivos ataques ao presidente da República.

Na realidade, o aboletado, que sempre defendeu a Babilônia neoliberal, é a própria interpretação do que vai na cabeça dos Marinho, na tela e nos jornalões impressos e digitais, até por afinidade racial e moral da classe dominante brasileira.

Então, fica assim, como dizia Brizola, nessa guerra entre Globo e sociedade, nós, como povo, estaremos sempre do lado oposto do velho mundo dos Marinho.


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Cultura Política

Vídeos: Damares sente o tranco do enredo sobre Lula da Acadêmicos de Niterói e reage com ódio

Senadora, que deveria estar em retiro evangélico conforme diz nas imagens, afirmou que a escola criticou a igreja e o agro e, desbundada, prometeu: “Acabou, Lula!”

Na verdade, Damares Goiabeira, jamais teve medo do ridículo, e já mostrou os dentes, que representam a sinópse do enredo dos fascistas na disputa eleitoral de 2026, será ódio mais ódio, ódio cíclico, ódio fecundo, porque não tem outra coisa para apresentar ou comparar.

Hoje, o pacote de 5kg de arroz está na faixa de R$ 13, nos supermercados, comparado ao preço do arroz da era Bolsonaro, que chegou a R$ 40, não tem graça comentar.

Para piorar, a brucha foi devidamente enquadrada pelo carnavalesco e comentarista da Globo, Milton Cunha.

Imagens nas redes sociais, que foram ao ar durante o desfile, mostram Damares afirmando que uma das alas da escola “ridiculariza a igreja evangélica, o agronegócio, especialmente a igreja evangélica“.

“Nessa ala fantasia são latas de conserva, como se estivéssemos em conserva. E o nome da ala: ‘neoconservadores em conserva’”, afirma a senadora.

Contudo, nas imagens apresentadas ao vivo pela Rede Globo apenas se observam foliões com fantasias de “latas” em que se veem imagens de famílias estampadas, sem menção ao agro ou à igreja evangélica, e nem fantasia que caracterizasse aquilo que acusou.

No trecho da transmissão da globo, o comentarista afirma que a Acadêmicos de Niterói “entra na reta final do desfile nesse setor retratando terceiro mandato de Lula, com o Presidente da República enaltecendo a defesa da soberania nacional“. E mostra a ala dos “conservadores aí numa late em conserva“.

Damares afirma, na sequência, que o uso de verba pública para ridicularizar a igreja evangélica é inaceitável. E que o governo Lula estava ciente do desfile que zombaria do povo evangélico e aprovou essa ação em nome da liberdade artística.

Ela destaca a presença de milhares de jovens evangélicos em eventos e congressos, ressaltando que nesses espaços não há violência ou problemas associados, apenas louvor e saúde. Mas ao mesmo tempo em que usa o argumento, deixa implícito que assistiu a todo o desfile da escola que homenageou Lula em busca de algo que pudesse usar contra o estadista, quando deveria também estar em retiro.

Ele expressa indignação pelo desrespeito à fé evangélica, comparando a situação à reação que haveria se fosse uma religião de matriz africana. Damares anuncia que está tomando medidas legais contra a escola de samba, considerando isso uma perseguição religiosa e criticando a inação do governo Lula e de seus ministros.

No trecho de um vídeo compartilhado nas redes sociais, a fala de Damares é emendada por uma opinião do carnavalesco global Milton Cunha, em que ele defende a manifestação cultural do povo brasileiro no Carnaval, com todas as suas nuances:

“Ah, tem muita macumba. Ah, é sempre a África, meu amor. É desfile da inteligência negra periférica. Tu quer que fale de quê? Da Branca de Neve? Tu quer que fale do Donald Trump? Não, meu amor. Vai falar de Clementina de Jesus, vai falar de Exu, vai falar de Laila, porque escola de samba é negra”.

“Os negros produziram a maior vitrine cultural do Brasil para o mundo. Aceita que dói menos não aos racistas, nem no samba e nem em qualquer lugar. Era só o que faltava. Vem se apropriar da linguagem da procissão e depois falando mal da negritude. Show. Se joga, se joga Niterói“.

A fala, contudo, refere-se a outro momento, e não a Damares, mas é oportuna. (Trecho publicado no Urbs Magna).

Assista:

https://twitter.com/i/status/2023209945693294618

https://twitter.com/i/status/2023303030171373752


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Política

Lula sanciona programa Gás do Povo; saiba como funciona

Inscritos no CadÚnico terão gratuidade na recarga do botijão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (13) a Lei nº 15.348, que institui o programa Gás do Povo. A iniciativa assegura gratuidade na recarga do botijão de gás de cozinha de 13 quilos (kg) para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que tenham renda per capita de até meio salário mínimo.

Em nota, a Presidência da República informou que o programa busca enfrentar a pobreza energética de famílias de baixa renda, sobretudo a dificuldade de acesso ao gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha. A previsão do governo é que o programa esteja em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias (cerca de 50 milhões de pessoas) serão contempladas.

A iniciativa envolve os ministérios de Minas e Energia e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, além da Caixa.

“Com o marco de 10 mil pontos de comercialização credenciados em menos de dois meses, uma em cada seis revendas de GLP do país está conectada à iniciativa”, destacou o Planalto.

Entenda
Para se candidatar ao programa, a família deve ser beneficiária do Bolsa Família com pelo menos duas pessoas, ter renda per capita de até meio salário mínimo e manter o CadÚnico atualizado nos últimos 24 meses. Também é preciso que o CPF do responsável familiar esteja regular e que o cadastro não apresente pendências como averiguação cadastral ou indício de óbito.

Aplicativo
No app Meu Social – Gás do Povo, as famílias podem verificar se estão elegíveis, conferir a situação do vale recarga e encontrar revendas credenciadas, além de telefones e endereços de pontos credenciados.

Para pessoas sem acesso à internet ou celular, também é possível usar o vale recarga por meio das opções: cartão do Programa Bolsa Família (com chip); cartão de débito da Caixa; informando o CPF do responsável familiar na máquina do cartão.

Canais
Beneficiários do CadÚnico podem consultar o direito ao vale recarga Gás do Povo pelos seguintes canais:

– aplicativo Meu Social – Gás do Povo

– consulta do CPF do responsável familiar na página do programa

– Portal Cidadão Caixa

– Atendimento Caixa Cidadão – 0800 726 0207

*Agência Brasil


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Cultura Política

Lula barra participação de ministros no desfile de Carnaval em sua homenagem

Primeira-dama Janja será um dos destaques do último carro alegórico da escola, seguido da ala Amigos de Lula

O presidente Lula (PT) determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile de Carnaval em sua homenagem, neste domingo (15), no Sambódromo do Rio de Janeiro. Integrantes do governo deverão arcar com custos de passagem e hospedagem caso queiram assistir à apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

A ordem não se aplica à participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, que será um dos destaques do último carro alegórico da escola, seguido da ala Amigos de Lula. Janja não ocupa cargo no governo.

Lula barra participação de ministros no desfile de Carnaval em sua homenagem

Aos ministros não será admitida a programação de agendas oficiais que, artificialmente, coincidam com o Carnaval do Rio. A orientação foi repassada à equipe do governo nesta quinta-feira (12), mesmo após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar, em decisão unânime, dois pedidos de representação por propaganda eleitoral antecipada contra o presidente, o PT e a Acadêmicos de Niterói.

A relatora do caso, Estela Aranha, que foi indicada à corte eleitoral por Lula, rejeitou ordenar a suspensão sob o argumento de que restringir manifestações artísticas e culturais previamente “por se ter notícias de ter manifestações políticas” configuraria “censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático”.

Por sugestão do governo, o PT deve fazer a mesma recomendação a ocupantes de cargos eletivos. A participação de ministros foi tema de reuniões no Palácio do Planalto. A conclusão é que, apesar de não haver impedimento legal para a realização do desfile, não se deve dar margem a questionamentos futuros.

Por isso, apenas parentes e amigos deverão compor a ala, formada em sua maioria por integrantes do grupo de advogados Prerrogativas. Coordenador do grupo, Marco Aurélio Carvalho afirma que não há caráter eleitoral no desfile.

Lembrando que Lula tem 60 anos de vida pública, estando no imaginário popular, Marco Aurélio afirma ser inconcebível a tentativa de criminalização da homenagem ao presidente, o que configuraria uma censura prévia à escola de samba.

Sobre a destinação de R$ 12 milhões da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), ele ressalta que o dinheiro foi dividido entre as escolas do Grupo Especial, sendo R$ 1 milhão para cada.

*ICL


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Política

O alerta de Lula ao STF que pode mudar os planos da Corte

O presidente Lula manifestou sua preocupação com o desgaste da imagem do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após o escândalo envolvendo o banco Master. O caso se tornou um dos temas centrais da imprensa brasileira, e ele se reuniu com membros da Corte para discutir o momento político, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha.

Em um jantar privado realizado na Granja do Torto, em Brasília, na véspera da abertura do ano judiciário, o presidente recebeu quatro magistrados do STF: o decano Gilmar Mendes, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Durante o encontro, o petista comentou sobre o “cansaço” que o Brasil vive, em referência à pressão crescente sobre as autoridades, cujas ações são constantemente vigiadas pela opinião pública, especialmente nas redes sociais.

O presidente destacou que até atos legítimos podem ser distorcidos nas plataformas digitais, o que agrava o cenário. Nesse contexto, o presidente alertou para a necessidade de cautela e maior vigilância sobre as atitudes e decisões públicas.

“Quem tem responsabilidades políticas e públicas precisa estar mais alerta que o normal”, afirmou. De acordo com o DCM, o chefe do Executivo também enfatizou que, devido ao papel crucial do STF na preservação da democracia, os ministros devem estar mais protegidos contra ataques, com maior atenção aos riscos de exposição.

Edson Fachin junto ao presidente Lula, Hugo Motta, Paulo Gonet, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação
O encontro também abordou questões envolvendo membros da Corte, embora Lula não tenha mencionado diretamente os detalhes mais polêmicos, como o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o banco Master, ou a condução do processo que envolve o banco, relatado por Dias Toffoli.

O presidente sugeriu que os ministros do STF se aproximassem de Toffoli para esclarecer eventuais dúvidas sobre a condução do caso, já que o magistrado tem sido alvo de críticas devido a vínculos pessoais e familiares com o banco.

No entanto, Lula deixou claro que não se opõe à proposta de um código de ética para o STF, mas criticou a forma como o presidente da Corte, Edson Fachin, tem conduzido o debate. Ele acredita que a discussão pública e midiática sobre o código tem alimentado um movimento de críticas, muitas vezes oportunistas, contra o STF.

Para o presidente, o momento não seria adequado para a instituição se envolver nesse tipo de debate. O presidente também fez uma avaliação positiva sobre a atuação do Banco Central no processo de liquidação do banco Master, elogiando a postura técnica e bem conduzida da autoridade monetária.

Ele sinalizou, no entanto, que as investigações relacionadas ao banco não sofrerão retrocessos, mesmo que possam envolver integrantes de seu próprio governo. A transparência nas investigações será mantida, segundo o presidente, independentemente das possíveis implicações.


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Política

VÍDEO – Lula critica preconceito contra exame de próstata: “Vergonha de tomar dedada”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (9), durante agenda em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, que muitos homens deixam de realizar exames de prevenção ao câncer de próstata por constrangimento com o procedimento médico.

A declaração foi feita durante visita a uma Carreta da Saúde do programa “Agora Tem Especialistas”, iniciativa voltada à ampliação do acesso a exames e atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No discurso, Lula comparou a resistência masculina ao exame de próstata com a rotina de cuidados preventivos das mulheres. Segundo ele, há homens com mais de 60 anos que nunca realizaram o exame por vergonha do toque retal realizado por profissionais de saúde:

“Tem homem com 60 anos que nunca fez exame: ‘eu não posso, eu sou homem, eu não quero que o médico mexa nas minhas partes’. Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma dedada”.

O presidente citou a primeira-dama Janja da Silva, afirmando que ela deve visitar uma unidade móvel de saúde para realizar mamografia. Lula disse que pretende que Janja divulgue a importância do exame, da mesma forma que ele próprio fala publicamente sobre a prevenção do câncer de próstata.

Ainda durante a agenda em Mauá, Lula anunciou investimento de R$ 45,8 milhões no Instituto Federal do município e realizou a entrega de ambulâncias para cidades da região do ABC Paulista.

Participaram da cerimônia prefeitos de municípios do ABC, com exceção do chefe do Executivo de São Caetano do Sul, Tite Campanella. Em sua fala, Lula cumprimentou os gestores presentes e mencionou que Mauá é a única cidade da região governada por um prefeito do Partido dos Trabalhadores, enquanto os demais municípios são administrados por partidos de oposição. DCM.


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Pesquisa

Real Time Big Data: Lula lidera com folga três cenários da pesquisa

Segundo levantamento, Lula chega ao período pré-eleitoral como favorito, com base social ampla e forte desempenho regional, sobretudo no Nordeste

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pelo instituto Real Time Big Data aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga três cenários da disputa para a Presidência da República.

No primeiro, Lula soma 39% contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL). O governador Ratinho Jr. (PSD) aparece em terceiro, com 10%, enquanto os demais ficam abaixo de 5%.

No segundo cenário, em que Eduardo Leite (PSD) substitui Ratinho Jr, o governador gaúcho aparece com 5%. Há um empate técnico entre Leite, Romeu Zema com 4% e Aldo Rebelo com 3%.

Leia também: Lula é o político com melhor imagem positiva do país, diz pesquisa

Com a entrada de Ronaldo Caiado (PSD), Lula oscila para 40% e Flávio Bolsonaro para 32%. Caiado registra 6%, ficando em empate técnico com Romeu Zema (Novo), que tem 4%.

Segundo a pesquisa, Lula chega ao período pré-eleitoral como favorito, com base social ampla e forte desempenho regional, sobretudo no Nordeste.

O presidente também tem “clara vantagem entre mulheres, eleitores mais velhos e trabalhadores de menor renda, além de liderança inequívoca nos temas econômicos e sociais mais sensíveis para a população brasileira”. Com Vermelho.


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Cultura Política

Assim na terra como no céu

É difícil a esquerda ouvir tranquilamente uma crítica sobre a falta de um projeto nacional de cultura, como se financiamento bastasse.

No Brasil, muitas vezes, o que se debate é produção cultural e, consequentemente, o financiamento público para tal.

A indústria cultural de massa, no auge de sua política hegemônica, tinha a estratégia de domínio em suas mãos, quase total da produção, da difusão e da distribuição. Essas duas últimas não são sequer citadas nos debates oficiais de cultura. É como se não existissem.

Normalmente, a cultura institucionalizada muito mais por uma visão tecnocrática, não contempla nada sobre o lúdico ou sobre a realidade do universo cultural do Brasil, proprianente dito. Como se organizam as comunidades em torno da representação cultural e muito menos quais desdobramentos em termos de identidade e soberania como formulação de um tratado nacional que contemple a realidade brasileira.

A sensação que se tem é a de uma repaginância neoliberal que acontece desde a implementação da Lei Rouanet, criada no governo Collor e estimulada, de forma ainda mais enviesada e neoliberal, no governo FHC em que se propunha a cultura como um grande negócio, expressão utilizada por Fernando Henrique em seu governo.

Quando Lula, na campanha de 2002, declara, no filme Entreatos, que tinha um encantamento por um colega de trabalho que extraia som do próprio corpo na batida do samba, ele enxergou a alma da cultura brasileira.

Sempre que leio ou ouço falar sobre política pública de cultura, lembro-me dessa fala de Lula sobre a síntese da cultura do Brasil. Ali, Lula não estipulava um olhar sobrenatural para uma visão estética ou o benefício financeiro que a cultura pode dar ao país, o assunto ali era gente, sentimento de representação coletiva que ele deixava claro que não havia como substituir por outra coisa. O que seu amigo fazia era fruto da identidade brasileira máxima com o povo e, por isso, mantinha-se forte a ponto de se traduzir essa alma em sons extraídos do próprio corpo.

Isso nada tem a ver com dados estatísticos do ponto de vista econômico, como se vê muita gente reproduzir, de forma até contraditória, Lula teve a felicidade arguta de ir direto àquilo que corre nas artérias desse país e que o capitalismo, com a hegemomia da cultura de massa, tentou inutilmente destruir.

Hoje, essa mesma indústria de massa foi convetida, junto às big techs, em ações regidas pelos algoritmos, que funciona na base do monopólio do dinheiro grosso,

É um assunto espinhoso, mais contemporâneo, impossível. Então fica a pergunta, por que os podcasts de esquerda nunca colocam esse debate na mesa?

Lula, na visita que fez a Gil e Caetano, retoma a importância de um debate estratégico da cultura brasileira na política, porque um dos maiores crimes hoje, no mundo, são praticados pelas bilionárias big techs e que viu sua censura férrea ser arrombada por um movimento político de grandes ícones da cultura brasileira, liderado por Gil e Caetano, que reuniu milhões de brasileiros por todo país numa mobilização histórica que fulminou a PEC da Bandidagem nas ruas de forma absolutamente espetacular.

Aquela hipertrofia dos algoritmos, parte do jogo financeiro, não teve qualquer chance diante de uma multidão que, em nome de uma ordem social, rebelou-se contra a guerra da chamada extrema direita no Congresso contra as leis e a própria democracia.

O Brasil precisa se reescrever a partir de sua cultura, e Lula sabe disso e, possivelmente, a sua visita a Gil e Caetano seja uma beve introdução de uma política pública moldada pelos movimentos da própria sociedade em busca de um objetico real e concreto daquilo que chamamos do fazer cultura a partir do interior de cada brasileiro.


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Política

Para isolar Flávio Bolsonaro, Lula procura partidos do centrão e quer vice do MDB

Presidente avalia que a única possibilidade de ampliar sua chapa é atraindo MDB

O presidente Lula desencadeou uma operação política em duas frentes para tentar fortalecer sua candidatura à reeleição e isolar seu provável adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O petista tenta afastar os principais partidos do centrão da candidatura de Flávio. Além disso, em um movimento considerado mais delicado, foi receptivo à ideia de mudar o vice de sua chapa para tentar agregar o MDB à sua aliança formal — o que daria mais tempo de campanha na TV e reforçaria a mensagem de frente ampla propagada por ele na eleição de 2022.

A ordem de Lula, já assimilada pelo PT, é ampliar o máximo possível seu arco de alianças para a eleição. Articuladores petistas acreditam que a maioria do eleitorado já decidiu de qual lado ficará, e que apenas algo em torno de 10% dos votos está em disputa. Por isso, qualquer ajuda para atrair mais eleitores é valiosa.

“Temos que trabalhar, fazer alianças para ganhar as eleições. Não estamos com essa bola toda em todos os estados, tem estados que precisamos compor. A gente precisa decidir se quer ganhar ou se quer perder. Como eu quero ganhar, Edinho [Silva, presidente do PT], você vai ter que fazer as alianças”, declarou o presidente no evento de aniversário do PT neste sábado (7).

A tentativa de atrair o MDB é sensível porque envolveria tirar da chapa o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ele é próximo do chefe do governo e quer continuar no cargo no caso de reeleição. Além disso, diretórios poderosos do MDB, como os de São Paulo e do Rio Grande do Sul, devem resistir a uma aliança.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha, a cúpula emedebista está se aproximando do PSD, que tem três pré-candidatos a presidente. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 estariam afastados de Lula e 10, próximos ao governo petista.

Há o risco de Lula magoar e perder seu atual vice e a aliança ser derrotada na convenção emedebista, inviabilizando a coligação. Alckmin já disse à cúpula do PT que, se não estiver na chapa presidencial, apoiará a reeleição de Lula sem se candidatar a nada.

O presidente discutiu o assunto em dezembro com os senadores lulistas Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM). Ficou de marcar nova reunião, mas não o fez até agora.

Na quinta (5), porém, Lula disse publicamente que Alckmin tem “um papel a cumprir” na eleição em São Paulo. A frase foi entendida como um sinal de que ele quer o vice concorrendo a algum cargo e reforçando seu palanque no estado com maior eleitorado.

Emedebistas a par da articulação avaliam que a declaração foi uma espécie de “ok” para avançarem na tentativa de formar uma maioria no partido em favor da aliança. Esse grupo, porém, ainda quer que o presidente faça gestos mais fortes.

Dois dias depois, durante celebração dos 46 anos do PT neste sábado (7), em Salvador, o presidente afagou Alckmin dizendo que teve sorte com seus vices: “O Geraldo Alckmin foi uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida. É um homem extraordinário que eu respeito e admiro”. O vice esteve presente no evento.

Na reunião com os dois emedebistas, Lula disse que via no MDB a única chance de agregar um novo partido à sua aliança — que deve contar com as siglas de esquerda.

Renan disse ao petista que a única maneira de tentar levar o MDB para a coligação seria oferecendo a vice, porque isso daria um argumento forte na convenção que decidirá o caminho da sigla na eleição. As convenções partidárias serão de 20 de julho a 5 de agosto.

Há três emedebistas cotados para a vice de Lula, caso a articulação dê certo: o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

O principal destino especulado para Tebet, porém, é uma candidatura a senadora por São Paulo. Existe a possibilidade de ela mudar de partido, uma vez que o MDB paulista apoia o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Aliados de Lula no PT e no MDB, porém, ainda tentam uma solução que permita a Tebet ser candidata e apoiar a reeleição de Lula sem mudar de legenda. Tanto o presidente do PT, Edinho Silva, quanto Eduardo Braga querem conversar com o presidente do MDB, Baleia Rossi, sobre o tema.

O principal obstáculo a uma aliança entre Lula e o MDB paulista é a proximidade do prefeito de São Paulo, o emedebista Ricardo Nunes, com Tarcísio. O governador foi fundamental para a reeleição de Nunes, em 2024.

Ajuda Lula o fato de Tarcísio ter decidido ser candidato à reeleição em São Paulo. Forças políticas de direita e de centro queriam que ele disputasse o Palácio do Planalto e ficaram sem um candidato preferido.

Além da tentativa de atrair o MDB, Lula busca obter a neutralidade dos principais partidos do centrão na disputa nacional. O objetivo do petista é que essas legendas não deem apoio formal a Flávio Bolsonaro e que suas direções nacionais não dificultem sua busca por alianças com líderes locais.

Um dos principais movimentos nesse sentido, revelado pela Folha, foi reunião de Lula com o presidente do PP, Ciro Nogueira, na qual ouviu dele uma proposta de neutralidade nacional do partido. A contrapartida seria facilitar a reeleição de Nogueira como senador no Piauí.

Deputados e senadores filiados ao PP e originários de regiões onde Lula é mais popular, como o Nordeste, dão como certo que a legenda liberará seus filiados para se associar ao candidato a presidente que preferirem.

O presidente também mira líderes locais do União Brasil. Um dos estados onde esse esforço deve ser maior é o Ceará. Principal líder do PT cearense, o ministro da Educação, Camilo Santana, tenta impedir que o União Brasil apoie Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo local. Lula julga ser fundamental derrotar Ciro e reeleger o governador Elmano de Freitas (PT).

O PP anunciou a formação de uma federação partidária com o União Brasil, chamada União Progressista. As duas legendas, juntas, constituiriam a maior bancada da Câmara e seriam obrigadas a agir em conjunto na eleição nacional. Ciro Nogueira é um dos líderes dessa associação, que ainda não foi definitivamente reconhecida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Esse grupo queria apoiar Tarcísio para presidente. Sem uma candidatura de Tarcísio, a prioridade passou a ser eleger o maior número possível de congressistas, o que aumenta a possibilidade de alianças entre Lula e diretórios estaduais dessas siglas.

O presidente da República também se aproximou do presidente da Câmara, Hugo Motta. O partido de Motta, o Republicanos, também tem setores que querem disputar a eleição associados a Lula. De acordo com o ICL, o deputado tem participado das articulações do presidente da República inclusive fora de seu partido. Ele intermediou a reunião entre o petista e Ciro Nogueira.

Lula, Motta e diversos outros deputados jantaram juntos na quarta-feira (4). O chefe do governo minimizou os possíveis atritos por partidos que têm ministérios lançarem candidatos a presidente da República. O recado foi direcionado principalmente ao PSD, que tem três ministros e três pré-candidatos ao Planalto (Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Jr.).


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