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O fascismo nada flexível da Folha de São Paulo

A defesa de ditadores militares, amigos dos Frias vem de longe e não vai mudar.

Quem tem memória do golpe de 1964 e dos 21 anos de ditadura militar, não estranhou o ataque baixo da Folha contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A história de Lula, assim como a de Dilma, são diametralmente opostas à da Folha quando o assunto é ditadura. Lula foi preso pelos ditadores militares e, Dilma, presa e torturada pelos mesmos ditadores que, segundo a Folha, para atacar Dilma em defesa da campanha de Serra, em 2010, escreveu um editorial dizendo que não houve ditadura no Brasil, mas uma ditabranda.

Pudera, o que a história nos conta é que a Folha emprestou suas caminhonetes para a ditadura levar pessoas para serem torturadas e mortas. Por isso não houve qualquer problema de consciência jornalística no jornal dos Frias acostumados a produzir contradições em nome de sua bajulação à oligarquia, aos donos do dinheiro grosso, os barões da Faria Lima quando saiu com um soneto tocado de trás para frente em que quer associar Lula, o PT e Dilma e não a Folha, a ditadores.

Isso mostra que no exercício do cinismo em estado puro, o céu é o limite para o jornalão dos Frias.

A Folha não só aplaudiu, como ajudou a prender opositores da ditadura militar que fez do Brasil um inferno, mas para a Folha a grande ameaça para a democracia, é Lula.

Claro, todos os que apoiaram a ditadura militar, como a Folha, negam aos encarcerados e torturados, com o apoio logístico do jornalão, um espaço do próprio em nome do estado democrático de direito, de usufruir, em toda a plenitude, o direito de narrar as atrocidades da ditadura militar no Brasil que a Folha apoiou e foi braço da repressão.

A Folha pretende criar um confusão sem jamais condenar as suas próprias práticas de apoiar no jornal e na logística dos torturadores com seu histórico de fascismo flexível.

Lógico que jamais ela denunciaria em seu jornal suas próprias práticas fascistas adequadas à violação de direitos humanos durante o regime militar.

Mostrando que seu DNA golpista segue em riste, produziu novamente um panfleto fascista mentindo descaradamente, e isso é muito mais que distorcer as palavras de Lula sobre Ortega e a Nicarágua, não só desrespeitando a história de quem, ao contrário da Folha, lutou contra a ditadura militar, mas a própria memória do povo brasileiro, dos familiares mortos e torturados e pelas vítimas fatais que a Folha ajudou a produzir junto com os ditadores.

Essa militância do jornalão pelos interesses do grande capital, causou repulsa na sociedade, pois a Folha, nesta terça-feira (23), da maneira mais tosca, deixou claro que não mudou uma vírgula sequer na sua ideologia renitente de atacar todos os que lutaram contra a ditadura no Brasil.

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A Globo que apoiou todos os golpes no Brasil e na América Latina, tenta fazer de Lula um tirano

Como já foi dito aqui no Antropofagista, a Globo, assim como o restante da grande mídia, seguirá todos os passos que deram à Jovem Pan o título de esgoto jornalístico brasileiro, com seu caráter absolutamente fascista.

Incomodada com o sucesso de Lula na Europa, que expôs para o mundo a oligarquia brasileira tradicionalmente golpista, a quem a grande mídia brasileira serve, somado à guerra fratricida nos últimos suspiros do PSDB para desatar qualquer freio civilizatório, ela parte com unhas e dentes pra cima de Lula e do PT, como é especialidade da nossa saturada grande mídia.

Quem imaginou que ela viria com uma esporazinha meia sola para defender candidaturas semimortas da chamada terceira via, enganou-se. A mídia, que já provou que não tem limites, apoiando não só a ditadura militar brasileira, mas todas as ditaduras militares da América Latina, suas torturas e assassinatos, agora aparece como “guardiã da democracia” para, de braços dados com o gabinete do ódio bolsonarista, partir para a fake news numa tentativa de amaldiçoar a candidatura de Lula, já que toda a direita brasileira que não encontra refresco e nem relento na sociedade por seu histórico trágico no comando do país, vê-se diante de uma pinguela na beira do barranco.

Por isso toda a mídia cerrou fileira para editar uma entrevista que Lula deu ao jornal espanhol El País, tentando colocar cabelos compridos em casca de ovo.

Folha, Globo, Estadão também não esconderam as unhas da onça e, sem o menor pudor, criaram uma versão oposta a tudo o que Lula disse, apostando sempre na velha máxima de passar para a sociedade uma informação confusa para ser confusamente entendida, fabricando delitos, botando palavras na boca de Lula, com uma única preocupação, distorcer vergonhosamente o que ele disse às repórteres do El País a respeito de Ortega.

Essa gente nem disfarça que, em nome dos interesses da burguesia mais bronca e rude do planeta, resolveu atacar de forma uníssona Lula e o Partido dos Trabalhadores, ao mesmo tempo em que tece elogios a um fascista declarado como Sergio Moro que queria emplacar um lei que daria aos agentes do Estado garantia de impunidade, caso matassem um inocente.

Até o mais estúpido dos seres sabia que as ovelhas dessa caçada de Moro seriam os pobres e pretos desse pais, moradores de favelas e periferias.

E a maldita Globo ainda tem a pachorra de dizer, com todo o seu histórico de arquitetar golpes no Brasil, junto com milicianos, ditadores e bandidos corruptos como Eduardo Cunha, Aécio e Temer, que está preocupada com a vitória de Lula e ele instalar o autoritarismo no Brasil.

Imaginar que a Globo, que foi contra até as Diretas Já, em que Lula e outros líderes perseguidos e presos pela ditadura, lutavam por eleições diretas, é algo que nos causa mais engulhos, mais vômitos diante do ataque da emissora a Lula em nome da “democracia”.

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Política

O fascismo incurável do Estadão e sua “escolha difícil 2”

Em seu editorial, o Estadão debocha dos brasileiros, sobretudo das mais de 613 mil vítimas fatais de Bolsonaro na Covid e seus familiares, sem falar de uma legião de pessoas que sofrem com as sequelas da doença que o candidato do Estadão em 2018 produziu com sua perversidade ácida.

Uma recente entrevista de Lula ao jornal El País foi o estopim para o Estadão dar suas baforadas fascistas contra ele e confirmar que o líder nas pesquisas para o Estadão, que não mudou nada, segue sendo inimigo da oligarquia da qual o jornalão é representante.

Pior, essa parcela da grande mídia, em plena revolução informacional, continua achando que pode impor sua realidade paralela, com a pretensão de que tudo, rigorosamente tudo, deve se sujeitar a seus interesses, que são os mesmos de seus patrões, os grandes banqueiros e rentistas.

Sem qualquer constrangimento, o Estadão, que apoiou a candidatura do fascista de Bolsonaro em 2018, debocha da cara do povo, dos fatos, da inteligência alheia e do regime democrático, julga que o fascismo assassino merece o voto de cidadãos brasileiros outra vez, seja com Bolsonaro, BolsoDoria ou BolsoMoro.

Isso só é possível porque as nossas gloriosas grandes redações, assim como a do Estadão, em nome dos interesses da oligarquia, são ainda anacrônicas de pedra e acham que podem se esconder em um mundo imaginário, regido pela irresponsabilidade, pela mediocridade, pela perversidade que hoje só na cidade São Paulo, aonde o Estadão solta seus panfletos fascistas, 66 mil pessoas vivem sem teto, vagando pelas ruas sem comida, sem nada.

A nova agressão do Estado de S. Paulo a Lula revela que a velha prática de atacar os pobres, através Lula, será a tática requentada dos fascistas.

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Não há como falar em remédio para a democracia brasileira sem falar na doença

Basta dar um passeio na história do Brasil desses últimos cinco anos para entender a sincronia entre o golpe em Dilma quando o sabotador Temer assume o comando do país, sem um mísero voto, e o governo Bolsonaro e sua fragmentação representada pela chamada terceira via.

Como já havia sido anunciado pela própria ex-presidenta Dilma, vítima primeira do golpe, o objetivo da escória golpista não era simplesmente tomar o poder por uma sórdida armação e sim colocar uma direita que se encontrava na bacia das almas em pleno estado de putrefação.

Dilma, no dia do desfecho final do golpe, avisou à população brasileira, em nome do seu desapego ao poder, que estava ali não para fazer valer sua vontade pessoal, mas a da sociedade e listou o custo alto que o povo brasileiro, sobretudo os mais pobres e os trabalhadores, pagaria, como pagou, depois de 12 anos de avanços sociais que viraram referência no mundo e a valorização ininterrupta dos salários durante todos os anos do governo do PT, com Lula e Dilma.

Dilma deixou claro que os fascistas que estavam por trás do golpe tinham sede de vingança e, não conseguindo voltar ao poder pelas urnas, utilizaram as instituições do Estado que têm força hegemônica para se somar à elite, principal interessada no golpe, para devolver o país, mas sobretudo o povo, à iniquidade.

No Brasil, a classe dominante nunca teve qualquer apego emocional ou identitário com o país.

Por isso, sua maldade intrínseca, cortante, não lhe permite produzir nada que não seja a dor, a destruição, a exploração selvagem e, principalmente, a segregação social e racial.

E essa é a nossa chaga, assim como é a aposta desse mosaico de candidatos da chamada terceira via que não é outra coisa senão um cretino ajuntamento de cacos de espelho do próprio bolsonarismo e toda a sua bestialidade.

E é exatamente por isso que não convence a sociedade e nem mesmo consegue acontecer no mundo bolsonarista.

Todos os candidatos da terceira via, juntos, formam um muxoxo seco e sovado que provoca muito mais sono do que desperta alguma coisa que possa lhe servir, pela palavra, de aliado numa disputa política.

Ou seja, nem o gado que escapuliu do pasto bolsonarista e está aí de plantão à espera de um outro Messias do mal, as mortas candidaturas da terceira via conseguem laçar.

Então, estamos diante de um impasse, porque em 521 anos a oligarquia brasileira, ou melhor, um pequeno grupo que acha dono do Brasil e, com isso, produz fome e miséria em escala industrial, de forma nenhuma mudará seu caminho ou tentará consertar o estrago que produziu no país, ao contrário, mesmo diante da inépcia de um governo que, além de cruel e facínora, é absolutamente nulo no conceito mais provinciano de gestão, faz com que a regra de quem dá a voz de comando pelo dinheiro que tem, teste outra estratégia.

O fígado continuará sendo o orientador de cada família dessas que mais concentram renda no país e utilizarão conspirações e manobras clássicas sem a menor vergonha para tentar atingir as vísceras de um governo popular, no caso da volta de Lula.

Portanto, só debatendo e apontando o dedo para cada alma penada dessa oligarquia herdeira dos escravocratas que falsifica a própria ideia de classe economicamente dominante para que o Brasil assuma, de forma permanente, um caminho que desarme todas as minas colonialistas adubadas, geração a geração, para manter sempre os assentos mais estratégicos do Estado brasileiro, como se fossem proprietários do país.

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Política

Lula supera Bolsonaro em menções no Twitter

O ex-presidente Lula (PT), pela primeira vez, superou o presidente Jair Bolsonaro em menções no Twitter, segundo pesquisa Modalmais/AP Exata nesta sexta-feira (19).

Segundo o levantamento, 40,7% das menções a presidenciáveis feitas na rede social ao longo desta semana foram relacionadas ao petista, enquanto Bolsonaro registrou índice de 38,2%.

Uma das razões para o aumento da popularidade de Lula na internet foi sua viagem à Europa, em que confirmou seu prestígio internacional ao se encontrar com inúmeras lideranças políticas, entre elas o futuro chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez.

O terceiro colocado, segundo o estudo, em menções entre presidenciáveis, foi o ex-juiz Sergio Moro, que recentemente se filiou ao Podemos e, esta semana, anunciou sua candidatura à presidência. Ele marca o índice de 12,3%. Ciro Gomes (PDT), que tenta mobilizar seus seguidores desferindo ataques a Lula, somou 5,6% das menções.

Lula estadista; Bolsonaro faz turismo

“Lula conseguiu mobilizar sua militância de forma intensa com a viagem pela Europa. A ideia de que é um estadista, em oposição à dificuldade de articulação do PR, se sobressaiu, com um amplo compartilhamento de imagens do ex-presidente sendo aplaudido de pé no Parlamento Europeu, recebido com honras de chefe de Estado pelo presidente da França e também por autoridades da Espanha e Alemanha. Lula buscou se colocar como uma voz mundial no combate às desigualdades, alcançando destaque neste sentido”, diz o relatório da ModalMais.

“No caso de Bolsonaro, a viagem pelo mundo árabe gerou interação positiva dentro da bolha de apoiadores, mas não conseguiu impor uma narrativa favorável nas redes, de uma forma geral. O que se sobressaiu não foram as possibilidades de acordos com os países visitados, mas sim a ideia de que a comitiva era composta por aliados que foram fazer turismo e gastar recursos públicos sem resultados práticos para o país”, prossegue a análise.

*Com informações da Forum

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O que é o imposto global que Lula propôs na Europa para acabar com a pobreza mundial

Ex-presidente defende taxar transações financeiras internacionais para criar fundos de erradicação da miséria no planeta.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em sua palestra na SciencesPo, o Instituto de Estudos Políticos de Paris, uma das instituições mais respeitadas do mundo na área de ciência política e social, propôs a criação de um imposto global sobre transações financeiras internacionais para erradicar a pobreza no planeta.

O discurso feito na tarde de terça-feira (16) pelo ex-presidente – que foi recebido com festa na faculdade – foi além das reflexões sobre o Brasil. A fala de Lula foi centrada no que caracterizou como a necessidade de uma “nova governança global democrática”.

“Será que teremos de esperar a próxima crise para voltar a falar sobre a necessidade de uma governança global democrática? Até quando a ganância dos ricos, o isolacionismo dos governos e o individualismo vão prevalecer sobre os interesses do planeta e da humanidade?”, questionou o ex-presidente.

“Estamos falando da responsabilidade dos Estados nacionais e da recuperação do papel da Política, em seu mais elevado sentido, para enfrentarmos juntos e coordenadamente o desafio da desigualdade. O atraso, a pobreza e a fome não são mandamentos divinos. São o resultado do que fazemos ou deixamos de fazer neste mundo”, prosseguiu.

Para resolver o dilema, Lula propôs: “Não há justificativa para não termos taxado as transações financeiras globais, e criado fundos de desenvolvimento e combate à pobreza”.

A sugestão do petista é tema de debates diplomáticos há mais de dez anos. Em 2011, na cúpula do G20, a então presidente Dilma Rousseff (PT) liderava negociações para viabilização do imposto, que também era apoiado por países como França (à época, sob comando de Nicolas Sarkozy), Alemanha (chefiada por Angela Merkel) e Argentina (liderada por Cristina Kirchner).

Em contrapartida, Dilma exigia um consenso sobre a adoção do chamado “piso básico de proteção social”, projeto da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A sugestão de Lula é similar, contudo, aponta para a utilização do recurso em fundos de combate à miséria em países subdesenvolvidos.

Apesar do apoio que a proposta teve no G20, o texto não prosperou. Desde então, o debate volta à diplomacia de diferentes formas. Em junho, ministros da Fazenda que compõem o G7 aprovaram a criação de um imposto global de até 15% sobre o lucro de empresas multinacionais. Em outubro, os líderes do G20 ratificaram a medida, que passa a valer em 2023.

A iniciativa ganhou impulso com a chegada à Casa Branca de Joe Biden. Em sua conta oficial no Twitter, o presidente dos Estados Unidos disse que este pacto “é mais do que um simples acordo tributário”, pois é um exemplo de como “a diplomacia está remodelando a economia global e proporcionando benefícios à população”.

Um relatório divulgado pelo Observatório Fiscal da União Europeia estima que o potencial de receita de um imposto mínimo de 15% sobre os lucros das multinacionais de 35 países poderia gerar uma receita extra de € 120 bilhões (R$ 743 bilhões). Desse valor, 40% ficaria com países da União Europeia e 34% com os Estados Unidos. O Brasil teria € 942 milhões de arrecadação extra (quase R$ 6 bilhões).

A proposta de Lula na SciencesPo difere do proposto em 2011, com participação de Dilma, e do que foi aprovado no G20. O petista defende a taxação das transações financeiras internacionais, e não apenas do lucro das multinacionais. Na visão dele, a receita deveria ser revertida em estratégias globais para erradicação da probreza.

O economista argentino Julio Gambina escreveu sobre o tema recentemente, em artigo publicado no jornal Página12 e traduzido pelo Centro de Promoção de Agentes de Transformação (Cepat), do Instituto Humanitas Unisinos.

Segundo ele, o debate foi inaugurado na década de 1970 pelo economista norte-americano, James Tobin (1918-2002). Embora de formação conservadora, Tobin compreendia a necessidade de algum grau de regulação da desordem das transações internacionais. A proposta ficou conhecida como Taxa Tobin.

“Não é nova a ideia de um imposto global e vale o antecedente da Taxa Tobin, proposta em inícios dos anos 70 do século passado, que para ser concretizada requeria uma globalidade que era questionada pelo ideário em ascensão, que em pouco tempo se tornaria hegemônico: as propostas neoliberais”, escreveu.

A Taxa Tobin foi defendida, a nível mundial, pela Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos (ATTAC), organização internacional inserida nos movimentos anti-globalização.

“Os limites do presente tornam, agora, possível retomar a proposta de um imposto global às grandes corporações. James Tobin queria reparar o mecanismo da especulação financeira e suas ideias foram assumidas pelo movimento de ação global ATTAC, na virada do século, propondo arrecadar para atender as necessidades da pobreza”, refletiu Gambina.

Assista a íntegra do discurso de Lula na SciencesPo:

*Com informações do Brasil de Fato

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Lula volta a abrir as janelas do Brasil para o mundo

Nesses tempos duros em que o Brasil se encontra mergulhado numa de suas piores crises por conta de um governo fascista, que jamais mostrou qualquer traço de empatia, que se abateu sobre o mundo com a pandemia do coronavírus, os resultados catastróficos no número de vítimas fatais no Brasil, não poderiam ser outros, senão o de ostentar a segunda posição em número de mortes.

E a coisa só não foi infinitamente pior, por conta do SUS que calou a boca de muitos que sonham em privatizar tudo nesse país, porque entendem o Brasil do lado de dentro de um balcão de negócios.

Não bastasse isso, o Brasil ostenta hoje uma das maiores crises econômicas de sua história. E se ainda está sobre as próprias pernas, o fato se dá simplesmente porque o país tem uma inédita reserva internacional de quase US$ 400 bilhões deixada por Lula e Dilma.

Não fosse isso, esse momento trágico teria sobre a nação um efeito devastador. E estamos falando de um país que simplesmente num período curtíssimo de tempo empurrou para a miséria absoluta mais de 30 milhões de brasileiros que não têm nada, estão jogados à sorte e a céu aberto.

Nunca na história desse país se viu um presidente tão malquisto do ponto de vista internacional. Bolsonaro hoje ostenta o título de chefe de Estado mais repudiado pelas populações e líderes mundo afora, justamente por assumir de forma integral o fascismo em estado puro como política de governo.

Está aí sua interferência direta nas instituições e, agora, até mesmo na prova do Enem, com o sonho de tornar os candidatos ao exame uma legião de Bolsonaros.

Do mesmo lado, ou seja, do lado fascista, estão os tais candidatos da terceira via que são o próprio plágio de Bolsonaro, tendo como destaque de uma fieira gigantesca dois ex-ministros, Moro e Mandetta e um ex-aliado na eleição de 2018, João Dória, ainda conhecido pela maioria da população como BolsoDória.

Ciro Gomes, que assumiu a condição de candidato à presidência como profissão de fé, está em um não lugar vagando no vazio sem conseguir elaborar um discurso que agrade progressistas ou fascistas. Ciro vive de um ronco muxoxo de conteúdo que talvez agrade a sua chamada turma boa, cada vez menor e menos entusiasmada com ele.

Sob esse mar de iniquidade está Lula, o único por sinal, que tem proposta, mais que isso, tem credibilidade nacional e internacional para tal empreitada, porque simplesmente tem um histórico invejável como governante com uma aprovação recorde de 87% de avaliação de ótimo e bom e apenas 3% de ruim e péssimo.

Mas Lula, longe de se acomodar, fez o correto, ainda como candidato, como um estadista, abre as janelas do Brasil para o mundo, com leveza, poesia e arte, como deve ser a política feita com P maiúsculo diante das nações do mundo civilizado.

E é assim que está sendo saudado pelas maiores autoridades da Europa por onde passa, mostrando que o Brasil vive hoje, em termos de comando, os reflexos de um processo de manipulação jurídica e parlamentar que ocorreu num passado recente para colocar o país nesse estado de coisas em nome dos interesses de uma oligarquia selvagem, colonial e escravocrata.

 

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Lula é notícia e dá entrevista aos maiores jornais e TVs da Europa. Moro dá entrevista a Mainardi, Bolsonaro a Augusto Nunes

Cada qual com seu cada qual. Esse é um dos ditados populares mais objetivos para se captar rapidamente a mensagem de quem está produzindo, uma mensagem que compara o tamanho das pessoas ou das coisas.

Enquanto Lula é saudado por grandes chefes de Estado na Europa, é notícia e entrevistado pelos maiores veículos de comunicação do continente, Moro dá entrevista a Diogo Mainardi no famoso ditado popular, “de grão em grão a galinha enche o papo”.

Já Bolsonaro preferiu outro ditado bastante popular no Brasil, “quando um burro fala, o outro abaixa a orelha”, em uma entrevista a Augusto Nunes.

Ou seja, na política não existe espaço vazio, já dizia o conselho da vovó. Mas entregar um serviço mal feito faz numa mesma noite alguns gatos pardos de tão turvos desaparecerem da vista.

Então, é melhor a expressão “cada macaco no seu galho”.

Mas sabe como é, a expressão “cavalo dado não se olha os dentes” aplicada tanto por Moro quanto por Bolsonaro, chega a ser um pouco demais diante da diferença gigantesca da visão que o mundo tem sobre o Brasil e os presidenciáveis.

Se der uma ajeitadinha no antigo ditado “diga-me com quem andas, que te direi que és”, modificando apenas “andas por andou”, num tiro só com uma garrucha de dois canos, acerta-se Bolsonaro e Moro, já que um usou politicamente o outro quando estiveram juntos no mesmo governo genocida empencado de inúmeras e graves denúncias de corrupção, enquanto Lula não para de obter vitórias na justiça.

Se de um lado, Lula é aplaudido de pé pelo Parlamento Europeu, Moro traz na bagagem uma remosa lambida do blog O Antagonista, com direito a cheiro de enxofre e tudo.

Já Bolsonaro, mergulha nas trevas da Jovem Pan para ser adorado pelo Pingo nos Is, comandado pelo ex-parceiro de Mainardi na Veja, Augusto Nunes.

Essa simetria que ocorre nesse momento em que o guru do bolsonarismo foge do Brasil, certamente com a ajuda de algum “anjo” após ser intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento no inquérito que apura a existência de uma criminosa milícia digital, montada exclusivamente para destruir a democracia brasileira.

Isso mesmo, o velho vigarista, charlatão do terraplanismo, saiu de fininho assumindo a sua culpa no cartório.

Diga-se de passagem, Olavão foi um dos maiores entusiastas da dupla Moro e Bolsonaro durante o tempo que os dois pombinhos fascistas estavam enamorados.

Agora, Moro é um dissidente da extrema direita da qual fez parte e sentava na mesa com muito gosto como ninguém menos que o criminoso Steve Bannon e o vigarista fugitivo, Olavo de Carvalho.

Trocando em miúdos, enquanto Lula é condecorado e recebido pelo presidente da França, Emanuel Macron, com honras de um estadista, Olavo de Carvalho, parceiro político de Bolsonaro e Moro, saiu do Brasil à francesa antes que fosse engaiolado.

Fim.

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Bolsonaro irritado com a comparação feita pela Globo News de sua viagem com a de Lula

A Globo News, que esteve muda até esta quarta-feira e, depois de sofrer um turbilhão de críticas, por ignorar por completo o sucesso da viagem de Lula por países da Europa, decidiu, enfim, ir a fundo na comparação da viagem do ex-presidente com a de Bolsonaro e escancarando a realidade dos fatos. Destaca-se os comentários surpreendentes de Eliane Cantanhêde. Isso deixou Bolsonaro profundamente irritado.

“Bolsonaro é fiasco internacional; Lula é sucesso”, dizia a legenda na tela da emissora, em referência a uma fala da comentarista Eliane Cantanhêde durante a edição do programa “Em Pauta” desta quarta-feira. Pouco antes, a legenda era: “Lula é recebido por Macron com protocolos de chefe de Estado”.

Bolsonaro ironizou nesta quinta-feira (18) no Qatar as comparações que foram feitas entre seu giro pelo Oriente Médio e a recepção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Europa.

“Eu vi na Globo News: ‘Bolsonaro decepciona, Lula é um sucesso’. Ah, pelo amor de Deus”, declarou, antes de embarcar de volta ao Brasil.

O presidente brasileiro encerrou uma viagem de seis dias por três países. Além do Qatar, esteve também nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. Ele se encontrou com autoridades locais e empresários, além de ter visitado eventos como uma feira do setor aéreo e a Expo 2020, em Dubai.

Simultaneamente, Lula, provável adversário do presidente na eleição do ano que vem, teve vasta agenda na Europa, onde visitou o Parlamento Europeu e foi recebido com honras de chefe de Estado pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

A coincidência levantou comparações entre as duas viagens e observações de que, enquanto o petista visitava líderes democraticamente eleitos, Bolsonaro encontrava ditadores do golfo Pérsico.

Na véspera, antes de visitar o estádio que sediará a final da Copa do Mundo do ano que vem, no Qatar, Bolsonaro já havia alfinetado o périplo do petista. “O Lula tem que andar pelo Brasil”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou que sua viagem pelo Oriente Médio foi altamente positiva. “Excelente viagem. Conversas excepcionais”, declarou, sem entrar em muitos detalhes a respeito do que foi tratado com os líderes árabes. “O que é reservado é reservado”, disse.

De acordo com o presidente, a imagem internacional do Brasil é muito boa, e o país vem tendo protagonismo crescente no palco global.

*Com informações da Folha

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Política

Em Paris, Lula recebe o Prêmio Coragem Política e o dedica ao povo brasileiro oprimido e injustiçado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira (18), em Paris, o prêmio “Coragem Política” conferido pela Recebendo o prêmio Coragem Política, da revista Politique Internationale.

Lula agradeceu a premiação pelas redes sociais. “Mais do que um reconhecimento pessoal, essa é uma homenagem a coragem do povo brasileiro, que ao longo séculos enfrentou com grande determinação a opressão e as injustiças”, disse o ex-presidente.

Mais cedo, Lula foi recebido pelo presidente da França, Emmanuel Macron. O encontro, no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, durou 1h15min. Lula e o presidente francês conversaram sobre as relações internacionais da França com o Brasil e a América Latina. Dialogaram sobre a crise mundial e as transições globais para enfrentar os desafios da preservação ambiental, geração de empregos, redução das desigualdades e proteção ambiental.

A questão do financiamento da chamada transição ecológica dos países em desenvolvimento é uma preocupação mútua. Macron expressou um reconhecimento da importância do Brasil no mundo e desejo de relações mais fortes entre o o país e a França.

*Com informações do 247

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