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Por que Biden não promoveu a Cúpula da Covid como busca de solução para vacinação mundial, como propôs Lula?

Se o critério da Cúpula do Clima é salvar vidas, salvando o planeta, por que não usar esse belo exemplo para discutir o que mais está matando os seres humanos no mundo neste momento, principalmente nos países mais pobres?

Se Joe Biden atingiu todas as metas de vacinação prometida, o que merece aplauso, esse ato heroico deveria ser dirigido aos países que estão sendo esmagados pela covid por não terem o mesmo poderio econômico dos EUA. Por isso, essa façanha de Hércules do presidente americano, na verdade, é o que deveria estar sendo discutido hoje na Cúpula do Clima, a salvação dos povos para que estes salvem o planeta, não o inverso.

Não há nada mais premente do que a devassa humana que a covid está provocando no planeta, por falta de vacinação, não exatamente de vacina. Os EUA, como tem dinheiro, tem vacina para três vezes a sua população, enquanto países africanos e tantos outros sofrem golpes certeiros com a pandemia.

É conveniente aos EUA promover a Cúpula do Clima para salvar o verde e preservar a vida da terra, enquanto mais de 7 bilhões de pessoas sofrem e morrem com a covid, porque os interesses do poder econômico impedem que todos os países tenham acesso às vacinas, já que não houve a quebra das patentes das vacinas.

Como explicou Lula, o coronavírus só será extinto do planeta com a união de todos os países em busca de uma solução conjunta e não com o “cada um por si”, como estamos assistindo.

Sobre a questão que envolve Biden e Bolsonaro, a situação do Brasil na pandemia não é desconhecida por Biden, já que o país está no olho do furacão global como principal laboratório de novas cepas do vírus. Isso não anula as críticas de Biden ao monstro amazônico, ao contrário, já que a covid e a falta de vacinação dos brasileiros, mas principalmente dos indígenas, tem dado uma forcinha ao genocida no seu propósito de exterminar os povos originários da Amazônia.

Então, Biden, como presidente da maior potência econômica, não convocar uma reunião urgente para discussão do que mais aflige o mundo hoje, ao invés de debater metas de redução de carbono para as próximas décadas, se comparado à urgência que a calamidade da covid está provocando no planeta, cheira a pura hipocrisia.

No caso do Brasil, em que, por bondade com as grandes farmacêuticas, Bolsonaro foi contra a quebra das patentes das vacinas, numa atitude de grandeza de Biden, pedindo para que o mundo todo ignorasse os interesses dos grandes laboratórios privados e democratizasse o acesso às diversas formas de vacinas, de imediato, daria um tabefe na cara do genocida.

Mas parece que isso é pedir muito para o abnegado presidente norte-americano que, na verdade, segue o lema, “Deus salve a América, mas somente a América”.

Não há sentido em discutir metas ambientais para 2030, enquanto só no Brasil quase 4 mil brasileiros morrem todos os dias pelo coronavírus e o mundo já soma mais de 3 milhões de mortes e que, por falta de vacinação, não há perspectiva de quando o mundo se livrará do vírus e, muito menos, quantos ainda morrerão com a doença.

Tudo isso para atender aos interesses da indústria farmacêutica mundial.

Não há nada mais urgente e crucial que daria solução instantânea para frear essa carnificina global que não seja a vacinação global com a quebra das patentes e um fundo internacional para que todos os países tenham acesso à vacinação e acabe de uma vez por todas com essa angustiante desigualdade que provoca a morte de tantos seres humanos no planeta.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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O gabinete do ódio é uma mera sucursal da grande mídia, assim como o bolsonarismo é do tucanistão

Seja quem for o candidato da direita em 2022, pela hegemonia do poder, veremos a mesma ferocidade dessa gente no campo político de batalha.

Para desnacionalizar o Brasil, os neoliberais que apoiaram Bolsonaro, mas que são originários do PSDB e Dem, por uma vocação nascida no próprio meio, vão usar as teses mais absurdas no confronto com Lula.

É fato que não tivemos exatamente uma guerra de narrativas, o ambiente da política nativa se deu no engodo provocado pelo golpe que nos apresenta um flagrante fracasso na economia, na condução pandemia, enfim, na vida nacional.

Bastaria dizer que, se o Brasil, com Lula, chegou a ficar entre as cinco maiores economias do planeta, ultrapassando a Inglaterra, possivelmente, pelo andar da carruagem, até 2022, o Brasil não figurará sequer entre as 15 maiores economias.

É isso que o neoliberalismo fez no governo FHC, no governo golpista de Temer e, agora, de forma eleitoralmente fraudada, faz o governo do genocida.

Aqueles músculos leoninos delirantes que a grande mídia vendeu contra a dita “grande crise” criada pelo PT, como se vê através dos fatos, foi uma mera campanha nazista que tem como mantra sagrado a sombria ideia de que uma mentira contada mil vezes, torna-se verdade.

Há muito o que se estudar sobre esse assunto, mas as redes sociais mostram que a direita criou um amontoado de frações dessa mesma mídia para usar de pura mistificação tão grosseira quanto ela, através e sobretudo do gabinete do ódio comandado pelos filhos de Bolsonaro.

O palavreado pode ser menos técnico, as justificativas podem ser mais tolas, as previsões transcendentais menos sublimes, mas a ferocidade que foi um truque da grande mídia contra o PT, será a mesma se não for ainda mais violenta.

Por isso, a esquerda tem que ter uma nova atitude harmoniosa, em coro para que, sempre que os ataques da mídia contra o PT vierem, e serão muitos, rebater de pronto e não deixar sequer a bola quicar, mais que isso, rebater e, em seguida, bater, bater e bater até que o prego ultrapasse o prumo da madeira, porque não é uma guerra de opinião, quem dera.

A tática da direita, desde que o PT assumiu o comando do país com Lula em 2003, não foi de ataque abaixo da linha da cintura, mas do pescoço para cima.

Essa tentativa de Merval e de outros seguidores da cartilha da grande mídia é um clássico que será explorado durante a eleição, o de dizer que não foi provada a inocência de Lula, quando, na verdade, o que não foi provado por Moro e seu califado de Curitiba é qualquer crime cometido por Lula, pior, não há qualquer indício de prova na sentença de Moro, mais que isso, é o próprio Moro que oficialmente negou que tenha associado o suposto crime de Lula a contratos da Petrobras.

De cara, ele assume que não teve como fazer essa gambiarra, o pior é ele não dizer por que não conseguiu construir uma liga nessa gambiarra, porque a acusação feita a Lula é uma mula manca, já que não foi citada qualquer prova contra o ex-presidente em sua condenação.

Por si só, esse fato já deixa Moro absolutamente nu, mas na cara dura, a mídia tentou construir um criminoso e tentará manter essa acusação, mesmo que o juiz não tenha apresentado prova do crime.

Mas por que a certeza de que a mídia seguirá martelando esse mesmo prego? Simplesmente porque não pode comparar o sucesso do governo Lula, nos dois mandatos, com o gigantesco desastre que aconteceu no país depois do golpe em Dilma, com Temer e Bolsonaro.

Não é preciso ser paranormal para fazer essa profecia, é só juntar os fatos de hoje com os feitos do governo Lula, e entenderemos que a mídia não tem outra saída que não seja a de ataques talvez mais odiosos que os do gabinete do ódio.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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O gabinete do ódio é uma mera sucursal da grande mídia, assim como o bolsonarismo é do tucanistão

Seja quem for o candidato da direita em 2022, pela hegemonia do poder, veremos a mesma ferocidade dessa gente no campo político de batalha.

Para desnacionalizar o Brasil, os neoliberais que apoiaram Bolsonaro, mas que são originários do PSDB e Dem, por uma vocação nascida no próprio meio, vão usar as teses mais absurdas no confronto com Lula.

É fato que não tivemos exatamente uma guerra de narrativas, o ambiente da política nativa se deu no engodo provocado pelo golpe que nos apresenta um flagrante fracasso na economia, na condução pandemia, enfim, na vida nacional.

Bastaria dizer que, se o Brasil, com Lula, chegou a ficar entre as cinco maiores economias do planeta, ultrapassando a Inglaterra, possivelmente, pelo andar da carruagem, até 2022, o Brasil não figurará sequer entre as 15 maiores economias.

É isso que o neoliberalismo fez no governo FHC, no governo golpista de Temer e, agora, de forma eleitoralmente fraudada, faz o governo do genocida.

Aqueles músculos leoninos delirantes que a grande mídia vendeu contra a dita “grande crise” criada pelo PT, como se vê através dos fatos, foi uma mera campanha nazista que tem como mantra sagrado a sombria ideia de que uma mentira contada mil vezes, torna-se verdade.

Há muito o que se estudar sobre esse assunto, mas as redes sociais mostram que a direita criou um amontoado de frações dessa mesma mídia para usar de pura mistificação tão grosseira quanto ela, através e sobretudo do gabinete do ódio comandado pelos filhos de Bolsonaro.

O palavreado pode ser menos técnico, as justificativas podem ser mais tolas, as previsões transcendentais menos sublimes, mas a ferocidade que foi um truque da grande mídia contra o PT, será a mesma se não for ainda mais violenta.

Por isso, a esquerda tem que ter uma nova atitude harmoniosa, em coro para que, sempre que os ataques da mídia contra o PT vierem, e serão muitos, rebater de pronto e não deixar sequer a bola quicar, mais que isso, rebater e, em seguida, bater, bater e bater até que o prego ultrapasse o prumo da madeira, porque não é uma guerra de opinião, quem dera.

A tática da direita, desde que o PT assumiu o comando do país com Lula em 2003, não foi de ataque abaixo da linha da cintura, mas do pescoço para cima.

Essa tentativa de Merval e de outros seguidores da cartilha da grande mídia é um clássico que será explorado durante a eleição, o de dizer que não foi provada a inocência de Lula, quando, na verdade, o que não foi provado por Moro e seu califado de Curitiba é qualquer crime cometido por Lula, pior, não há qualquer indício de prova na sentença de Moro, mais que isso, é o próprio Moro que oficialmente negou que tenha associado o suposto crime de Lula a contratos da Petrobras.

De cara, ele assume que não teve como fazer essa gambiarra, o pior é ele não dizer por que não conseguiu construir uma liga nessa gambiarra, porque a acusação feita a Lula é uma mula manca, já que não foi citada qualquer prova contra o ex-presidente em sua condenação.

Por si só, esse fato já deixa Moro absolutamente nu, mas na cara dura, a mídia tentou construir um criminoso e tentará manter essa acusação, mesmo que o juiz não tenha apresentado prova do crime.

Mas por que a certeza de que a mídia seguirá martelando esse mesmo prego? Simplesmente porque não pode comparar o sucesso do governo Lula, nos dois mandatos, com o gigantesco desastre que aconteceu no país depois do golpe em Dilma, com Temer e Bolsonaro.

Não é preciso ser paranormal para fazer essa profecia, é só juntar os fatos de hoje com os feitos do governo Lula, e entenderemos que a mídia não tem outra saída que não seja a de ataques talvez mais odiosos que os do gabinete do ódio.

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Vídeo: Quando comparou Lula a Jesus, Bolsonaro quis dizer que Lula deu peixes aos pobres, quando para ele, o certo é dar os pobres aos peixes

No Brasil, a covid mata muito mais negros e pobres se comparado com o resto do mundo. Os motivos, todos já sabem, pois o presidente da República sempre se declarou absolutamente racista e antipobre.

O aumento da desigualdade social é uma das marcas do governo genocida, consequentemente as camadas mais pobres da população são as mais vulneráveis e, claro, as mais afetadas pela pandemia do coronavírus.

Esse fenômeno reflete duas coisas, enquanto na pandemia 16 milhões de brasileiros passaram a viver na miséria, a revista Forbes revelou que esse mesmo Brasil durante a mesma pandemia, criou 11 novos bilionários que figuram entre os maiores do mundo.

Bolsonaro deixou claro que, em seu governo, pobres, índios e negros encontrariam um terreno desfavorável e que o cenário de desigualdade se ampliaria. Daí a causa de seu tosco comentário em relação às políticas públicas dos dois governos do PT, com Lula e Dilma, que resultaram em exemplo para o mundo por tirar mais de 40 milhões de brasileiros na miséria.

A desigualdade social promovida pelo governo Bolsonaro tem impacto direto nos óbitos entre os mais pobres, o que, como explicou Paula Maçaira, pesquisadora do Departamento de Engenharia Industrial, CTC/PUC Rio, “quanto mais desfavorável a situação do paciente com covid, mais chance ele tem de falecer”.

Por isso, Bolsonaro usa um tom de desprezo com os pobres ao dizer, já de cara que um dos motivos da população pobre gostar muito e votar em Lula é porque, ao invés de propagar doença e morte, Lula promoveu, através de programas sociais, a propagação da vida, além de buscar equilíbrio de distribuição de renda, somado ao aumento de postos de trabalho e a valorização do salário mínimo.

Em outras palavras, para ser curto e grosso, na comparação que Bolsonaro fez de Lula a Jesus que, dar de comer a quem tem fome, dar peixe e pão aos pobres, é um erro, o correto, para o genocida, é dar os pobres aos peixes.

Segue o vídeo para que observem a expressão de medo de Bolsonaro. Ele simplesmente está se borrando de medo do Lula.

*Da redação

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Política

Vídeo: O que significam os ataques de Pedro Bial e Leda Nagle a Lula

Os ataques a Lula vindos de Pedro Bial, tucano, e Leda Nagle, bolsonarista, nada mais são do que a revelação do que vem por aí na eleição de 2022, ou seja, a direita é uma só e já dá sinais de que virá com uma campanha ainda mais imunda do que foi a de 2018 que resultou na eleição de um genocida, um monstro que aterroriza o Brasil e o mundo.

Assista:

*Da redação

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Vídeo: Em decadência fúnebre, a bolsonarista Leda Nagle virou um encosto de si mesma ao cometer crime de calúnia

Leda Nagle leu tweets de um delegado dizendo que, junto com Lula, o STF tem um plano para assassinar Bolsonaro.

Não se sabe que preço ela cobrou para espalhar isso em seu twitter, mas dá imaginar o preço que pagará na justiça por esse tipo de prática criminosa que não pode passar batido, nem por Lula e nem pelo STF.

Não há qualquer novidade no comportamento de Leda. Ela nunca foi lá essas coisas no quesito caráter, mas calúnia vai muito além disso, é crime e quem comete esse crime tem que pagar por ele.

Leda Nagle não repassou um fake news, ela é parte de uma corrente criminosa que tem intenção de caluniar quem essa corrente imagina ser adversário de Bolsonaro.

O crime de calúnia está previsto no artigo 138 do Código Penal, e consiste em atribuir falsamente a alguém a autoria de um crime. Para que se configure o crime de calúnia, é preciso que seja narrado publicamente um fato criminoso. E foi exatamente isso que Leda Nagle fez.

Ou seja, o seu crime contra a honra de Lula e dos ministros do STF está registrado pela própria autora. Ainda mais com a difusão de mensagens pela internet e demais meios midiáticos de comunicação como é o caso.

*Da redação

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Política

A provinciana classe dominante brasileira não tem dimensão da força de Lula no mundo

Dias Gomes soube como poucos, em plena ditadura militar, definir com precisão, num único personagem, Odorico Paraguaçu, interpretado magistralmente por Paulo Gracindo, o que é a classe dominante brasileira, esteja ela aonde estiver.

Violenta e caricata, porque sempre teve a amplitude cultural presa no tronco da escravidão colonialista. Não importa o período, seja aquela gente da nobreza, sejam as classes mais poderosas da atualidade.

No Brasil, é difícil falar em equilíbrio social quando o predomínio nas camadas mais pobres da população é, por condição de sobrevivência, imensamente criativa e, com isso ou por isso, têm uma noção de mundo muito mais ampla do que o clero dos abastados da nossa Sucupira.

Quando se vê, sobretudo a elite paulista opulenta com característica de domínio, carregada de uma ambição perigosa sem a menor liberdade na busca por um assento qualquer nas relações sociais, fica cristalizado que temos uma civilização formada aos solavancos, talvez pelo grito do Ipiranga.

A questão que tortura essa elite imperial, inclusive a militar em relação a Lula, é a total falta de sabedoria e originalidade dos grandes pensadores do país.

As festas promovidas por Dória, cheias de rapapés com as figuras máximas do empresariado brasileiro, retratam isso de forma fidedigna.

Não é sem motivos que Bolsonaro ainda se apoia num eleitorado eminentemente classista, independente da classe social, o que é mais louco.

Agora mesmo um detalhe chama a atenção, no bom sentido, segundo pesquisa do PoderData, 82% dos que se identificam como pretos reprovam o governo Bolsonaro. Isso é uma maravilha, porque simplesmente, no Brasil, se dependesse dos negros que são a maior parte da população, Bolsonaro já teria sido cassado e certamente preso pelos seus múltiplos crimes.

Por outro lado, sabe-se que Bolsonaro chegou ao poder com apoio maciço do grande empresariado brasileiro 100% branco. Isso traz um significado cultural de extrema importância, não só porque os negros são os grandes protagonistas de uma massa de manifestações culturais que dão ao pais identidade própria, rica e extremamente profunda, mas porque, historicamente, a elite brasileira nunca teve vida própria, nunca teve lucidez de seu papel no país, que fará no mundo.

E é aí que entra Lula e, junto, o próprio Moro e a mídia nativa de algum lugar da grande Sucupira.

A trajetória de Lula, de onde veio e aonde chegou, por si só já é uma síntese de sua grandeza, grandeza esta que dá a ele a condição de estar entre as maiores e mais influentes lideranças políticas do planeta.

Então, vem um juiz como Moro carregado de um provincianismo inacreditável, ainda mais quando se junta com a sua esposa que prometeu transformar o bocó em príncipe regente através da 13ª Vara de Curitiba. Para tanto, bastaria somente condenar e prender Lula sem provas que ele teria todos os troféus, medalhas, flâmulas e bustos de bronze concedidos pelo Brasil oficial, ao qual Machado de Assis chamava de “caricato e burlesco”.

E o trouxa caiu no conto familiar, pior, na mediocridade que habita o mundo dos endinheirados brasileiros que se confundem com o próprio baronato da mídia que não é outra coisa, senão a herança mais provinciana herdada da aristocracia cafeeira com uma boa dose de coronelismo do cacau. Tudo isso junto, deu no que deu.

Bolsonaro é o genocida escolhido pela elite e que hoje é considerado uma figura contagiosa, repugnante em todo o planeta por quase todos os chefes de Estado, enquanto lula, ao contrário do que sonhava essa turma casca grossa que faz esse caldo social no Brasil, ganha ainda mais dimensão política depois de sua condenação e prisão, porque dá ao mundo uma clara noção dos problemas concretos do Brasil.

E sem a classe dominante, bolsonarista e morista, entender o tamanho do vulto e o lugar que Lula ocupa na geopolítica mundial, a vergonha hoje cobre o Brasil, como se fosse uma maldição sobre as almas danadas que fazem da elite brasileira uma jurássica piada internacional, enquanto Lula ganha cada vez mais a imagem polida de uma das maiores celebridades globais, o que certamente não entra nos tímpanos dessas múmias, que fará na cabeça.

Todos esses relinchos da classe dominante contra Lula são, na verdade, um ódio de quem o tem atravessado na garganta, justamente pela sombra que ele sozinho faz diante dos olhos planeta sobre a nossa podre oligarquia provinciana que fala somente entre ela o “dialeto dos elegantes”.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Gilmar Mendes diz que Lula pode pleitear indenização por ter passado 580 dias preso injustamente

O ministro do Supremo Tribuna Federal (STF), Gilmar Mendes, declarou que o ex-presidente Lula pode pleitear indenização por ter passado 580 dias preso injustamente. “Não sei se ele vai fazer, mas é uma questão a ser considerada”, disse, em entrevista a Rafael Moraes Moura e Andreza Matais, publicada neste domingo (18), em O Estado de S. Paulo.

Mendes também destacou que a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, julgada pela Corte, não será revista.

“Essa questão está resolvida. Porque, de fato, nós julgamos o habeas corpus (da suspeição de Moro na Segunda Turma). Nós temos que ser rigorosos com as regras processuais. Não podemos fazer casuísmo com o processo, por se tratar de A ou de B. O que é curioso é que eu propus que a matéria fosse afetada ao plenário, na época, em 2018, no início do julgamento. E por três a dois a minha posição ficou vencida. E, agora, a decisão foi tomada”, disse.

“Claro que a Lava Jato sofreu inúmeras derrotas ao longo desse tempo. Mas por seus próprios méritos. Ou deméritos. Ela causou isso. Na medida em que, por exemplo, eles avançavam sobre competências que não tinham. A pergunta básica é: como que se deu tanto poder a uma força tarefa? Em que lugar do mundo haveria isso? É alguma coisa que precisa ser explicada. Virou um esquadrão.”

Houve, de alguma forma, um colapso aí, em termos de gestão administrativa. Esses problemas se multiplicam. De alguma forma, estão ocorrendo episódios semelhantes na Sétima Vara de do Rio de Janeiro. Em que aparece um superadvogado (Nythalmar Filho, alvo de mandados de busca da Polícia Federal), que teria relacionamento com o juiz (Marcelo Bretas), que teria trânsito com os procuradores, que faziam todas as delações… E tudo mais. Nesse mundo obscuro que é o Rio de Janeiro. O combate à corrupção não pode ser instrumento de corrupção”.

“Quanto ao impeachment (de Bolsonaro), os ministros do STF veem com muita naturalidade. Como vocês acompanham, são pedidos feitos por grupos contrariados com uma decisão, como aquela do ministro Alexandre em relação a esse deputado Daniel Silveira (parlamentar bolsonarista que acabou preso, após fazer apologia ao AI-5 e insultar o STF), que já não é mais uma decisão do ministro Alexandre, ela foi referendada pelo plenário. Por que então pedir o impeachment só do ministro Alexandre, né? Cada vez que um de nós tomar uma decisão, vai ficar suscetível a esse tipo de ameaça? Portanto, é uma questão de cultura política.”

“Estamos em meio a uma pandemia, com problemas os mais diversos, eu tenho propugnado para que a gente busque um consenso no sentido de encaminharmos bem, cada um com suas responsabilidades. Não entendo que devêssemos banalizar o impeachment de presidente da República”.

“Leis de ditadura nós temos muitas. O próprio Código Penal e o Código de Processo Penal são de uma ditadura hoje considerada mais soft, do Estado Novo, período Vargas. Não é isso que deve nos balizar para analisar a questão. Tenho a impressão de que temos de olhar com muito cuidado. Mas eu torço para que, de fato, haja a substituição da Lei de Segurança Nacional. Que o Congresso faça um novo projeto de lei, e a previsão expressa de uma lei de defesa do estado democrático direito. Corre-se sempre o risco de você afirmar que algo não foi recepcionado (pela Constituição) e produzirmos lacunas em tipos (penais) que talvez sejam importantes. Por isso temos de nos movimentar com muito cuidado”.

*Com informações da Forum

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Vídeo: Alguém já lembrou a Ciro que Lula é cidadão honorário de Paris?

Alô meu povo, alguém precisa urgentemente mostrar esse vídeo para o Ciro, porque ele acabou de dizer ao Globo que, num eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, ele irá com muito mais convicção para Paris.

Então, pensa-se, Paris? Não tem lugar pior para Ciro fugir da realidade. Justo em Paris aonde Lula recebeu em 2020 da prefeita Anne Hidalgo o título de Cidadão Honorário perante as telas de toda a França.

Ciro tem que arrumar outro lugar para expelir sua revolta infantiloide. Para Ciro, a França é campo minado, porque lá Lula é modelo de honradez, de dignidade, de sabedoria. Então, Ciro, que se encontra à míngua, que se resigne com a sua insignificância política vestida de soberba e fique quietinho aqui mesmo no seu reduzido círculo opaco e ao menos economize com passagens para Paris, porque Lula figura na cidade luz como uma das estrelas máximas.

Se Ciro for para Paris, vai dar ruim. Neste caso, é melhor ir para a Inglaterra tentar fazer uma foto ao lado da carroça da rainha, já que anda mandando carta para a majestade e esperando uma resposta que nunca virá.

Pensando bem, é melhor ele ficar em Sobral mesmo, já que Lula foi recebido com todas as honrarias pela rainha Elizabeth no Palácio de Buckingham.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Não há inocentes na condenação de Lula

Quando o Estadão escreve que não ficou comprovada a inocência de Lula, ele faz o que toda a mídia fez, leu a constituição de cabeça para baixo, porque não cabia a Lula provar sua inocência, mas sim a Lava Jato provar a sua culpa nos crimes dos quais foi acusado.

E não há essa culpa em lugar nenhum na sentença proferida por Moro. Não foi sem motivo que ele condenou Lula por uma abstração retórica chamada “ato de ofício”.

Trocando em miúdos, Moro condenou Lula por condenar, porque deu em sua caixola, porque, na realidade, ato de ofício não tem qualquer significado do ponto de vista probatório, apenas a arrogância de quem, diante de uma realidade nua e crua, não recebeu qualquer denúncia do Ministério Público com provas e, por isso, Moro, não as tendo, proferiu uma sentença sem provas, simples assim.

Para sublinhar, o mesmo Moro ainda diz, “Este juízo jamais afirmou na sentença, ou em lugar algum, que os valores obtidos pela construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente”.

Por isso o ministro do STF, Alexandre de Moraes, fez questão de replicar essa fala de Moro dita pouco antes por Cristiano Zanin, advogado de Lula, para deixar claro que o próprio Moro confessou não ter absolutamente nada de concreto para condenar Lula. Daí os tais atos de ofício.

Mas por que Moro se sentiu seguro para condenar e manter Lula preso por 580 dias? Ora, porque a mídia já o havia condenado publicamente. E isso era parte do plano, é só lembrar da matéria do Le Monde   que revela o que os lavajatistas ouviram da norte-americana Karine Moreno-Taxman, especialista em combate à lavagem de dinheiro e ao terrorismo:

“Para que o Judiciário possa condenar alguém por corrupção, é preciso que o povo odeie essa pessoa”, afirmou depois, sendo mais explícita. “A sociedade deve sentir que ele realmente abusou de seu cargo e exigir sua condenação”, completou, para não deixar dúvidas.

E como se constrói isso? Foi o próprio Dallagnol que não cansou de repetir que, sem o apoio da mídia que comprava todas as mentiras da Lava Jato por conveniência política, eles não teriam êxito, mais que isso, a Lava Jato contratou uma consultoria de marketing para dar assessoria à autopromoção dos procuradores e do próprio juiz.

Ou seja, tudo tinha que parecer verdade, mas todos sabiam que era mentira. Todos, de alguma forma, foram culpados por construírem juntos, através de tratados e negociatas, uma história medíocre nas telas, dirigida a transformar Lula no retrato da corrupção brasileira para que aquele presidente que havia saído do segundo mandato com 87% de aprovação se transformasse em matéria morta e, em seguida, ser açoitado no tronco de Curitiba.

Por isso hoje vimos o nostálgico Estadão tentar, de forma ridícula e totalmente tardia, remontar a máquina de propaganda nazista criada para transformar Lula naquilo que era o desejo de Moro e da mídia que, numa terceirização informal, havia substituído o PSDB para fazer o papel de oposição.

Essa saudade lírica dos tempos áureos da Lava Jato é uma tentativa não só do Estadão, mas da mídia brasileira de construir uma rotação inversa à da terra com cambalhotas sobrenaturais, comuns à própria treva que tratou os diabos menores da Lava Jato como divindade e, hoje, não tem como transformar os próprios pesadelos que estão tendo com a volta de Lula em algo que não seja molecagem de quem, tudo indica, passará para a história como uma mídia histérica e manipuladora em perfeita harmonia com a crueldade olímpica feita contra Lula como se fosse a lei natural da vida.

Os verdadeiros bandidos de toda essa armação, seja Moro, os procuradores, ou os seus colaboradores na mídia, já se eximiram de qualquer culpa e não terão o menor problema em seguir uma vida normal depois de bancarem os carrascos do ex-presidente, deixando uma mancha gigantesca na história do judiciário e do jornalismo brasileiro.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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