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Em Nova York, Cláudio Castro foi com Vorcaro a degustação de uísque que custou US$ 1 milhão

O ex-governador do Rio de Janeiro foi alvo de busca e apreensão pela PF nesta semana

O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, foi flagrado em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro participando de uma degustação de uísque que custou US$ 1 milhão. A informação foi divulgada pela Globonews e confirmada pela coluna que apurou ainda que o episódio se deu em uma viagem para Nova York, em 14 maio de 2024.

Em 15 de maio de 2024, Castro, então governador do Rio,e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, (Goiás) participaram do “Summit Valor Econômico Brazil-USA”, evento do jornal Valor Econômico — empresa do Grupo Globo — patrocinado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Maste, no hotel Plaza, Quinta Avenida, Nova York. Na mesma data, o Rioprevidência injetou R$ 80 milhões no Master exatamente no mesmo dia em que Castro e Vorcaro dividiram espaço em um evento público.

A coluna apurou que entre os presentes estariam três deputados federais e um ex-ministro de Jair Bolsonaro. Além disso, cada um dos presentes ao jantar no no The Carnegie Club, em Manhattan, puderam levar de presente uma garrafa de uísque selecionado.

Castro foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça-feira (26), em uma operação que investiga aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e integra a 8ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo investimentos feitos pelo fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, as investigações apontam aplicações de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos e letras financeiras ligados ao Banco Master entre 2023 e 2024. Parte dos aportes teria sido realizada em letras financeiras sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), modalidade considerada de maior risco.

A operação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro deste ano, quando a PF identificou movimentações consideradas suspeitas de aproximadamente R$ 970 milhões entre o Rioprevidência e o Banco Master.

*ICL


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Política

Festa! Comissão da Câmara barra manobra bolsonarista e aprova fim da escala 6×1

Um acordo entre os líderes partidários e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê a votação da PEC em plenário, em dois turnos, nesta quarta-feira (27)

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e apenas 4 contrários, a proposta de emenda à Constituição (PEC), que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias de trabalho com apenas um de descanso).

Um acordo entre os líderes partidários e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê a votação da PEC em plenário, em dois turnos, ainda nesta quarta-feira.

“A 6×1 tem de acabar, quero viver e não apenas trabalhar”, gritaram a palavra de ordem os deputados da base do governo na vitória sobre um destaque de preferência apresentado pelo PL, uma manobra para evitar a aprovação da matéria.

Vice-presidente da comissão especial e autora de projeto de igual teor, a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), disse que o parlamento está vivendo “um tempo histórico, porque centenas de milhões de brasileiros vão ser beneficiados”.

“Esses brasileiros que pegam ônibus lotado todas as manhãs são, em sua grande maioria, mulheres, e a gente precisa ressaltar isso, mulheres negras. Essa população brasileira precisa ser valorizada, que é responsabilidade nossa para esses brasileiros e para essas brasileiras”, festeja a deputada.

Durante a sessão, os deputados bolsonaristas passaram a defender o texto da PEC, de autoria de Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a escala 4×3 (quatro dias de trabalho com três de descanso). A manobra foi feita após 62 parlamentares do PL terem assinado a emenda, rejeitada pelo relator, para adiar por dez anos a entrada em vigor desses benefícios aos trabalhadores.

“Nós recebemos com profundo espanto, mas não surpresa, a manobra covarde praticada pelo PL de tentar enterrar aquilo que com muito esforço foi construído”, critica Erika, autora da proposta.

O texto aprovado do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), é simples e propõe em nove artigos a adoção imediata do modelo 5×2 (cinco dias de trabalho com dois dias de folga) e a redução de 44 para 42 horas a partir de 60 dias da promulgação. Após 12 meses da promulgação, a jornada será reduzida para as 40 horas.

Além disso, estão preservadas a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados de áreas essenciais como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana.

“A PEC em votação na Câmara hoje elimina a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com efeitos já em 2026 e sem redução salarial. Para o PCdoB e para o movimento sindical, essa não é só uma pauta legislativa, é uma conquista da classe trabalhadora construída há décadas”, disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

O deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) considera uma votação histórica. “Mais de 33 milhões de brasileiros trabalham nessa escala. São pessoas que abrem mão do descanso, do convívio com a família, da própria saúde para sobreviver”, disse.

“Estamos caminhando para mais uma conquista histórica para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil! Uma luta árdua de todos e todas que estão ao lado de quem move o país”, comemora o vice-líder do governo no Congresso, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). Vermelho.


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Vídeo: Em coletiva nos EUA, Flavio Bolsonaro, na companhia de mais dois patetas, visivelmente nervoso, comete gafe

O mequetrefe esteve na Casa Branca para tirar foto com Donald Trump e acabou protagonizando constrangimento diante da imprensa

Osenador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), esteve nesta terça-feira (26) na Casa Branca, onde conseguiu um encaixe para tirar uma foto com o presidente dos EUA, Donald Trump.

De acordo com relatos, o encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump não durou mais do que dois minutos: Flávio, seu irmão Eduardo e o youtuber Paulo Figueiredo entraram, entregaram documentos, tiraram a foto e saíram. Forum.

Após o encontro, Flávio Bolsonaro organizou uma coletiva com alguns poucos jornalistas e cometeu uma gafe que se tornou um vexame internacional: ao ser questionado se era uma agenda oficial ou paralela, Flávio disparou:

“Foi um convite oficial a pedido do presidente Lula.”

A gafe de Flávio Bolsonaro logo viralizou e virou chacota nas redes.


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Política

Sócio de Paulo Figueiredo intermediou aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master

Amigo dos Bolsonaro, Paulo Figueiredo, foi responsável por intermediar diálogo entre Cláudio Castro e Vorcaro no desvio de aposentadorias do RJ

Investigação conduzida pela Polícia Federal identificou que o lobista Ricardo Siqueira Rodrigues atuou como o articulador de um esquema financeiro que direcionou bilhões de reais em recursos públicos do estado do Rio de Janeiro durante gestão de Cláudio Castro para o Banco Master, instituição do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Rodrigues possui um histórico de atuação empresarial conjunta com o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, com quem dividiu o controle de empreendimentos imobiliários no passado. Leia em TVT News.

A apuração aponta que o lobista utilizou sua rede de contatos na administração estadual para viabilizar investimentos da autarquia Rioprevidência, fundo previdenciário responsável pelo pagamento de benefícios de 235 mil servidores públicos aposentados e pensionistas fluminenses, em aplicações geridas pelo banco de Vorcaro.

Ao todo, os repasses identificados pela Polícia Federal alcançaram a cifra de R$ 3,69 bilhões, englobando compras diretas de títulos emitidos pela instituição e aportes em fundos de investimentos estruturados pela mesma organização financeira.

As provas coletadas pelos agentes federais constam na decisão assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a deflagração da oitava fase da referida ação policial.

Conforme os relatórios integrados à investigação, Ricardo Siqueira Rodrigues recebeu uma comissão correspondente a 0,6% sobre o montante total captado junto ao fundo dos servidores.

Os repasses da taxa de intermediação eram efetuados por Daniel Vorcaro por intermédio da empresa Mídias Promotora Ltda., classificada pelos investigadores como uma pessoa jurídica de fachada voltada ao escoamento de vantagens indevidas e à ocultação de bens para agentes do setor público.

Mensagens expõem metas para o roubo de fundos de aposentadoria
O monitoramento das mensagens dos investigados, autorizado pelo Poder Judiciário, revelou que o Banco Master estipulava metas rigorosas para a atração de poupanças previdenciárias públicas na tentativa de restabelecer o fluxo de caixa da empresa.

Em uma das conversas obtidas pela Polícia Federal, Ricardo Siqueira Rodrigues, o sócio de Paulo Figueiredo, reportou o cumprimento das exigências comerciais a Daniel Vorcaro, destacando o volume de captação de recursos estaduais em um curto espaço de tempo.

“Daniel, quero deixar registrado aqui meu agradecimento a toda a equipe q vc disponibilizou desde novembro. Atingimos a meta estabelecida em apenas 45 dias, o banco foi o segundo maior captador de LF [letra financeira] nesse período e temos um pipeline para o primeiro semestre já em reta final de mais de bilhão”, registrou o lobista na mensagem enviada ao banqueiro.
A apuração também revelou anotações no despacho do Supremo Tribunal Federal que indicam que as negociações internas dependiam de autorizações de instâncias superiores da política fluminense.

De acordo com o documento redigido pelo ministro André Mendonça, Rodrigues apontou em comunicações que o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do Rio de Janeiro possuía um “dono”, cuja anuência era obrigatória para destravar a liberação das aplicações financeiras pelos gestores da autarquia estadual. O relatório técnico contido na decisão não discriminou a identidade do indivíduo mencionado sob essa alcunha.

Naquele momento, quem estava sob o comando do Estado do Rio de Janeiro era Cláudio Castro, que também está sendo investigando por repassar R$ 3 bilhões dos cofres da previdência ao ex-banqueiro Vorcaro.

Ricardo Siqueira Rodrigues e a sociedade com Paulo Figueiredo
A atuação do sócio do Paulo Figueiredo no desvio de finalidade de fundos de pensão repete métodos que já haviam sido mapeados por órgãos de controle em anos anteriores.

O caso do Trump Hotel
Ricardo Siqueira Rodrigues e o influenciador de extrema-direita Paulo Figueiredo foram parceiros comerciais em um projeto que visava à construção de uma unidade do Trump Hotel na orla do Rio de Janeiro, uma franquia da rede hoteleira pertencente à família do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A sociedade imobiliária também contava com a participação do empresário Arthur Soares Filho, conhecido como “Rei Arthur”, apontado por investigações como o maior prestador de serviços terceirizados e detentor de contratos públicos do estado durante as gestões de Sérgio Cabral. Em decorrência desse projeto, Rodrigues e Figueiredo foram detidos pela Polícia Federal em janeiro de 2019, em uma ação autorizada pela Justiça Federal do Distrito Federal.

Pagamento de R$ 40 milhões em propinas
O inquérito daquela época apontava o pagamento de R$ 40 milhões em propinas a dirigentes do Banco de Brasília (BRB) com o intuito de direcionar fundos de investimentos para o empreendimento hoteleiro.

A engenharia financeira ilegal do grupo também mirou a captação de aportes junto ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Santos (SP), além dos fundos Postallis (dos funcionários dos Correios) e Serpros (dos empregados do Serpro).

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Em 2019, Ricardo Siqueira Rodrigues celebrou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Os depoimentos prestados pelo empresário subsidiaram os inquéritos do caso conhecido como “QG da Propina”, operação que resultou na prisão do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.

Após os desdobramentos jurídicos na Suprema Corte que anularam processos instruídos em instâncias regionais, o delator acionou os tribunais para requerer a devolução de R$ 10 milhões que haviam sido restituídos por ele aos cofres públicos como parte das obrigações de seu acordo de cooperação.

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master.

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A mais recente etapa ostensiva da Operação Compliance Zero teve como um de seus alvos centrais o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ). Os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de Castro, uma cobertura de alto padrão localizada em um condomínio fechado na Península, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A diligência no imóvel durou cerca de três horas, culminando na apreensão de dois telefones celulares do político.

O advogado Carlo Luchione, responsável pela representação jurídica de Cláudio Castro, emitiu uma nota informando que seu cliente acompanhou o procedimento de busca com serenidade. O cumprimento da ordem judicial representou a segunda ação de busca da Polícia Federal direcionada ao ex-governador em um intervalo inferior a quinze dias. Na metade de maio, Castro havia sido alvo da Operação Sem Refino, que apura supostas práticas de fraudes fiscais relacionadas à refinaria Refit.

A apuração conduzida pelos policiais federais tem como objetivo rastrear as irregularidades de uma transferência global de aproximadamente R$ 3 bilhões retirados das contas do Rioprevidência e injetados nas carteiras do Banco Master, que teve sua liquidação decretada. O proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, encontra-se detido no sistema penitenciário em Brasília por determinação judicial. Ao todo, dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos territórios do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

Desdobramentos das operações Barco de Papel e Compliance Zero
Os atos investigativos deflagrados nesta etapa constituem uma ramificação direta da Operação Barco de Papel, desencadeada no mês de janeiro daquele ano. A primeira fase da apuração havia colocado sob suspeita o envio de R$ 970 milhões das contas do Rioprevidência para o Banco Master entre os meses de outubro de 2023 e julho de 2024.

Em função dos indícios coletados na Barco de Papel, o então presidente da autarquia previdenciária estadual, Deivis Marcon Antunes, foi detido no início de fevereiro em uma operação conjunta realizada pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense, período em que já havia sido destituído do posto administrativo.

Na nova fase das buscas, equipes de agentes retornaram ao endereço residencial de Antunes, situado no bairro de Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense.

A atual linha de atuação da Polícia Federal concentra-se em mapear novas aplicações financeiras, avaliadas em R$ 2,01 bilhões, efetuadas a partir do mês de julho de 2024 em fundos de investimentos sob a gestão do banco liquidado. Os tipos penais sob escrutínio da corporação envolvem a prática de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, emissão de créditos falsos e ocultação de bens (lavagem de dinheiro).

*TVTNews


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Política

Foto de Flávio Bolsonaro com Trump vira chacota e explosão de memes nas redes

Na maior parte das montagens, Flávio é mostrado como alguém subserviente ao presidente dos Estados Unidos

A foto que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca, inspirou uma enxurrada de memes nas redes sociais.

Na maior parte das montagens, Flávio é mostrado como alguém subserviente ao presidente dos Estados Unidos e aparece como se fosse garçom ou entregador de delivery.

A percepção é de que o presidenciável do PL fez de tudo para conseguir um rápido encontro com Trump apenas para obter a foto que vai usar como promoção pessoal, mesmo sem ter participado de qualquer reunião com o governante estadunidense.

Nos dois retratos divulgados, Trump não se deu ao trabalho de levantar para cumprimentar Flávio, o irmão Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo.

Veja abaixo alguns dos memes resultantes dessa cena ridícula:

Meme devora foto de Flávio Bolsonaro com Trump

*ICL


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Política

Moraes pede parecer da PGR sobre incluir Jair e Flavio em inquérito

Pedido ocorre após revelação de relação entre Flávio e Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (26), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Moraes deu prazo de cinco dias para a PGR opinar. Eduardo Bolsonaro é investigado por coação e tentativa de interferência no julgamento do pai por tentativa de golpe de Estado.

O pedido para ampliar os alvos da investigação foi feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele solicitou uma apuração específica para investigar a hipótese de que valores destinados ao filme sobre a vida de Jair Bolsonaro teriam sido desviados para financiar uma campanha internacional de sanções, restrições de vistos, imposição de tarifas e coação contra autoridades brasileiras.

O parlamentar solicita ainda apuração de eventual lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular, propaganda eleitoral dissimulada, caixa paralelo, organização criminosa, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

O pedido vem após reportagem do portal The Intercept Brasil mostrar mensagens de áudio do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, enviadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados. Antes da reportagem, Flávio dizia não ter relações com o banqueiro, que está preso por ter liderado a maior fraude contra o sistema financeiro.

Com o vazamento dos áudios, o senador passou a admitir o contato com Vorcaro, alegando que se aproximou do banqueiro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e antes de a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário reunirem provas contra o banqueiro. Depois, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ainda que se reuniu com Vorcaro após o dono do Banco Master ter sido preso pela primeira vez, em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Eduardo Bolsonaro seria o responsável por administrar os valores repassados pelo banqueiro.

Hoje, Flávio e Eduardo Bolsonaro, acompanhados do blogueiro Paulo Figueiredo, se reuniram com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, e divulgaram foto do encontro nas redes sociais.

*Agência Brasil


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Política

Conversas de Flávio com Vorcaro começaram no maior ciclo de aportes do Rio

Decisão do STF aponta alinhamento político para liberar investimentos bilionários do RioPrevidência no Banco Master

As primeiras conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro ocorreram justamente no período em que o governo do Rio de Janeiro ampliava os aportes bilionários do RioPrevidência ao Banco Master, segundo cronologia reconstruída pela reportagem a partir da decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou buscas da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

A decisão mostra que o RioPrevidência realizou R$ 970 milhões em aportes em Letras Financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. Depois, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, outros R$ 2,01 bilhões foram direcionados a fundos ligados ao mesmo grupo financeiro.

Segundo a Polícia Federal, os investimentos ocorreram em meio à “crescente dificuldade do banco, diante de aparente crise de liquidez”, cenário que teria tornado “essencial” a captação de recursos de regimes próprios de previdência social.

Foi nesse período que Flávio Bolsonaro passou a se aproximar de Vorcaro. O próprio senador afirmou nas redes sociais que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, durante as tratativas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção ligada ao universo político bolsonarista.

A declaração ganha relevância porque, segundo a decisão de André Mendonça, dezembro de 2024 marcou o início de uma nova fase de aportes bilionários em fundos ligados ao Banco Master.

Cláudio Castro e Daniel Vorcaro tinham "vínculo próximo", diz PF | CNN  Brasil

PF aponta alinhamento político
A cronologia ganhou peso após a decisão revelar que a Polícia Federal identificou mensagens indicando que determinados aportes do RioPrevidência dependiam de “alinhamento político” com o então governador do Rio, Cláudio Castro.

“A tese investigativa sustenta que a motivação central dessas decisões não residiria em critérios técnicos regulares de investimento, mas em relação pessoal e indevida entre o controlador do Banco Master e autoridades com poder de mando sobre o RPPS”, escreveu o ministro.

Cláudio Castro é correligionário de Flávio Bolsonaro e um dos principais aliados políticos do senador no Rio de Janeiro. Os dois mantêm proximidade desde o governo Jair Bolsonaro e atuaram juntos em diversas articulações eleitorais no estado.

A investigação sustenta que o avanço dos investimentos foi acompanhado por mudanças estratégicas dentro do RioPrevidência.

Segundo a decisão, dirigentes nomeados para a autarquia passaram a atuar em “desconformidade com a política de investimentos” do fundo, permitindo o credenciamento célere do Banco Master, aplicações sem análise técnica estruturada, ausência de comparação com alternativas de mercado, falhas na avaliação de risco e descumprimento de parâmetros regulatórios.

A decisão também descreve uma relação próxima entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro.

“Portanto, segundo a representação, a atuação do ex-Governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência”, segundo a decisão.

Segundo a PF, as mudanças dentro do RioPrevidência ocorreram pouco antes do início dos investimentos.

A investigação afirma que gestores passaram a tomar decisões contrárias à política conservadora até então adotada pela autarquia. A PF sustenta que o grupo abriu caminho para aplicações sem estudos técnicos estruturados e sem justificativas formais consideradas idôneas.

Ao validar os fundamentos apresentados pela PF e pela Procuradoria-Geral da República, André Mendonça afirmou que os elementos reunidos pela investigação “superam largamente a mera conjectura”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, o ministro também escreveu haver “elevada probabilidade” de existência de um “amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro criado para o desvio de uma cifra bilionária do RioPrevidência”.


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Brasil Política

Bolsa Família faz Brasil alcançar o maior IDH da história, diz ONU

Apesar do diagnóstico de Luciano Huck, que disse que o Bolsa Família é “ineficiente” e “não gera nenhum tipo de estímulo” para os beneficiários, o programa teve um papel importante para que o Brasil alcançasse o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de sua história. O resultado foi divulgado nesta terça (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da ONU responsável pelo estudo.

Pela primeira vez, o país atingiu a faixa de desenvolvimento humano muito alto. O IDH brasileiro passou de 0,744, registrado em 2012, para 0,805 em 2024. Entre os três componentes que formam o indicador (saúde, educação e renda), o segundo foi o que apresentou o maior avanço no período analisado.

O indicador educacional saltou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, deixando de ser o pior componente do índice e tornando-se o segundo melhor resultado nacional. Para a economista Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, parte desse avanço está diretamente ligada às políticas públicas implementadas nas últimas décadas.

“Eu vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira, que começou fortemente no início do século 21, e que começa a produzir efeitos, dez anos depois. É aí que há essa observação dos indicadores de educação que avançam”, afirmou a pesquisadora, que participou da elaboração do relatório.

Segundo Barbosa, as regras do Bolsa Família que condicionam o recebimento do benefício à matrícula e à frequência escolar das crianças e adolescentes estão entre os fatores centrais para a melhora dos indicadores.

Atualmente, beneficiários de 4 a 6 anos incompletos precisam manter frequência mínima de 60%, enquanto aqueles entre 6 e 18 anos incompletos devem atingir ao menos 75%.

A análise do PNUD mostrou que os maiores avanços educacionais ocorreram justamente entre as faixas de renda mais baixas da população. “Quando a gente desagrega os dados por décimo de renda, ou seja, os 10% mais pobres, depois os 20% mais pobres, [onde há maior] importância desses programas: nesses décimos de renda é onde você vê a melhoria dos indicadores de educação, nesse período”, explicou.

Para a economista, o programa contribui para afastar crianças e adolescentes do trabalho precoce e garantir sua permanência na escola. “É o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do mundo do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também de, estar na escola, porque senão esse programa é interrompido”, apontou.

*DCM


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Política

Sob o governo Bolsonaro, endividamento das famílias explodiu, aponta Dieese

Estudo mostra que escolhas da gestão bolsonarista, agravadas pela pandemia, levaram a um salto recorde de famílias endividadas entre 2019 e 2022

O Brasil saiu do governo Jair Bolsonaro (PL) mais desigual, mais vulnerável e dramaticamente mais endividado. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Confederação Nacional do Comércio (Peic-CNC), analisados pelo Dieese, mostram que a deterioração ocorreu sobretudo entre 2019 e 2022.

O estudo contraria a narrativa de recuperação econômica acelerada após a pandemia. Em vez de retomada, o País viveu a expansão de um modelo em que o crédito caro virou instrumento de sobrevivência.

Segundo a Peic-CNC, o percentual de famílias endividadas saltou de 58,9% em dezembro de 2018 para 78% em dezembro de 2022, um aumento recorde de 19,1 pontos percentuais em apenas quatro anos. Nenhum outro governo da série histórica produziu avanço tão intenso e rápido.

No terceiro ano do governo Lula, por exemplo, o crescimento do endividamento foi inferior a três pontos percentuais. A atual gestão lançou programas voltados diretamente à renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil, criado em 2023, e o Novo Desenrola, anunciado neste mês.

Quando a dívida virou política econômica

A explosão do endividamento durante o governo Bolsonaro foi resultado de uma “tempestade perfeita”, formada pela combinação de pandemia, perda de renda, inflação elevada, precarização do trabalho e expansão do crédito caro. Em 2020, a Covid-19 paralisou economias no mundo inteiro. Parte do choque econômico foi global e atingiu todos os países.

Mas, no caso brasileiro, a confluência entre inflação persistente, juros elevados e recuperação baseada em informalidade ampliou os efeitos sobre as famílias. Enquanto alguns países ampliaram proteção social e sustentação da renda, o Brasil entrou na crise já fragilizado por desemprego elevado, informalidade crescente e baixo dinamismo econômico.

Sob pressão do Congresso e dos movimentos sociais, Bolsonaro lançou o auxílio emergencial de R$ 600. A medida teve papel importante na redução temporária da pobreza. Só que bancos e financeiras, ávidos por lucros, aproveitaram o cenário de fragilidade social para ampliar rapidamente a oferta de consignado, cartão de crédito e empréstimos pessoais para uma população cuja renda seguia extremamente instável.

A expansão agressiva do crédito, somada à posterior redução da proteção social, ajudou a empurrar uma parcela crescente das famílias para ciclos permanentes de endividamento. Quando inflação e desemprego ainda pressionavam os mais pobres, o auxílio emergencial foi gradualmente reduzido – para R$ 300 e, depois, para R$ 200. Muitas famílias passaram a contratar uma dívida para pagar outra.

O crédito substituiu o salário

As regressões no mercado de trabalho – que pioraram após a reforma trabalhista, de 2017, e a reforma da Previdência, em 2019 – aprofundaram a instabilidade. Grande parte dos empregos criados era informal, precária ou de baixa remuneração. A condução econômica do período, em plena crise sanitária, contribuiu para consolidar uma recuperação baseada na “uberização” do trabalho.

A informalidade empurrou trabalhadores para uma rotina sem carteira assinada, sem estabilidade e com renda oscilando mês a mês. Sem acesso a linhas mais baratas de crédito, esse contingente passou a depender do rotativo do cartão e de financeiras com juros abusivos. Qualquer imprevisto, como uma doença ou um aluguel atrasado, podia se transformar em dívida impagável.

Ao mesmo tempo, o custo de vida disparava. A inflação de 2021 atingiu 10,06%, a maior desde 2015. O índice pressionou os itens mais consumidos pelas famílias de renda baixa, como alimentos, combustíveis, gás de cozinha e energia elétrica. Mesmo trabalhadores empregados passaram a não conseguir fechar as contas no fim do mês.

O crédito deixou de financiar consumo extraordinário e passou a bancar supermercado, aluguel, remédios e despesas básicas. Era a armadilha clássica do superendividamento: famílias pegavam empréstimos para pagar parcelas anteriores e, pouco depois, precisavam de novos empréstimos para cobrir juros acumulados.

A armadilha dos juros

O problema foi agravado pelo choque de juros iniciado em 2021. Sob comando de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, o Banco Central promoveu um dos ciclos de alta da Selic mais agressivos da história recente. A taxa básica saltou de 2% ao ano, em março de 2021, para 13,75% em agosto de 2022.

A escalada dos juros encareceu brutalmente o crédito ao consumidor. Entre 2020 e 2022, os juros médios cobrados das famílias passaram de 41,5% para 52,1% ao ano. No crédito rotativo do cartão, algumas modalidades ultrapassavam 400% anuais. O Brasil já operava uma das estruturas bancárias mais caras do mundo. Com inflação elevada e alta acelerada da Selic, o endividamento virou uma bomba-relógio social.

Outro fenômeno importante foi a financeirização crescente da vida cotidiana. Bancos digitais, fintechs e plataformas online ampliaram enormemente a oferta de empréstimos rápidos e fáceis, muitas vezes acompanhados de pouca transparência sobre juros efetivos.

Nos últimos anos de Bolsonaro no poder, sobreveio um elemento adicional: o avanço das apostas online. As “bets” passaram a capturar parcela importante da renda popular, especialmente entre jovens e trabalhadores precarizados. Essas apostas venderam a ilusão de renda extra num ambiente já marcado por sufoco financeiro.

Enquanto isso, o discurso oficial seguia baseado em indicadores macroeconômicos isolados para sustentar a ideia de prosperidade. Mas crédito abundante, combinado com juros abusivos e inflação elevada, produziu dependência financeira.

Legado invisível

O estudo do Dieese ajuda a pôr o debate em bases concretas. O endividamento não explodiu porque os brasileiros “gastaram demais”. A dívida cresceu porque o salário deixou de sustentar padrões mínimos de vida.

Entre 2019 e 2022, o governo Bolsonaro administrou a crise social da pandemia por meio de transferências temporárias e expansão do crédito, mas sem reconstruir emprego estável, política salarial consistente ou proteção social duradoura. O resultado foi uma economia sustentada artificialmente pelo endividamento das famílias.

Nem a recuperação parcial do emprego foi suficiente para aliviar o peso de parcelas, renegociações e juros sobre juros. Em setembro de 2022, a um mês das eleições presidenciais que deram a vitória para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80,3% das famílias com renda de até dez salários mínimos estavam endividadas.

De acordo com o Dieese, este é um dos principais legados sociais do bolsonarismo: a consolidação de um modelo em que o crédito caro compensava temporariamente a perda de renda – até que a conta chegasse. Foi um ciclo em que os brasileiros não enriqueceram, não empreenderam e não ascenderam socialmente. Segundo o Vermelho, apenas aprenderam a sobreviver parcelando o presente enquanto o futuro chegava cobrado em juros.


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O bolsonarista, Cláudio Castro, é alvo da PF por aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Master

Estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF por ordem de André Mendonça (STF)

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no âmbito de uma investigação sobre investimentos bilionários do estado em fundos ligados ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e inclui o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Segundo a PF, durante a gestão de Castro, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido direcionados ao conglomerado financeiro controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos saíram principalmente do Rioprevidência — fundo responsável pelos pagamentos de aposentados e pensionistas do estado — e da Cedae, companhia estadual de abastecimento de água.

O advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa de Cláudio Castro, informou que acompanharia as buscas realizadas na residência do ex-governador, na Barra da Tijuca.

O caso também repercute na Assembleia Legislativa do Rio. Neste mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou ter conseguido assinaturas para instalar uma CPI na Alerj com o objetivo de investigar os investimentos do estado no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi oficialmente instalada.

Dados apresentados pelos parlamentares apontam que o Rioprevidência aplicou aproximadamente R$ 1 bilhão diretamente no banco, além de cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição. Parte desses aportes, segundo os deputados, ocorreu mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que havia recomendado a suspensão de novos investimentos no banco.

A Cedae também realizou aplicações financeiras no Banco Master, em valores que somam aproximadamente R$ 200 milhões.

*ICL


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