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Vídeo comédia: Valdemar da Costa Neto entrega Flavio, ‘foi visitar Vorcaro para receber o resto da grana’

Valdemar da Costa Neto, em mais uma crise de sincericídio, foi um colírio para quem quer ver Flavio Bolsonaro na cadeia.

Na GloboNews, perguntado por Andreia Sadi sobre a visita de Flavio a Vorcaro, o especialista no assunto, Valdemar, não precisou de muito tempo para entregar a rapadura e, de pronto emprego, tirou da cartola um elefante e o colocou na cristaleira de Flavio.

Na verdade, Valdemar utilizou algumas opções na base do mais do mesmo, confirmando um quadro contínuo de corrupção e lavagem de dinheiro que foi aplicado por Flavio, utilizando como biombo o tal filme do azarão.

A entrevista virou mesmo o assunto do dia por causa do sincericídio de Valdemar. O contraste entre o esforço de Flavio Bolsonaro para parecer sério e a sinceridade de Valdemar na GloboNews, foi o que mais gerou piadas e memes nas redes.

Confira o vídeo comédia:

https://www.tiktok.com/@g1/video/7643925535264935186?is_from_webapp=1&sender_device=pc


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Donos de fundo que financiou filme de Bolsonaro abriram empresa em paraíso fiscal

Os dois são controladores de fundo nos EUA que recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro

Os controladores do fundo Havengate, que recebeu em 2025 verba de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), abriram uma empresa em Delaware em fevereiro deste ano. O estado americano é conhecido como um paraíso fiscal, que permite omitir a divulgação de sócios e de informações financeiras.

O Havengate é administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto, e o corretor de imóveis Altieris Santana. Documentos obtidos pela Folha mostram que eles também administram a empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, aberta em Delaware em 12 de fevereiro.

A abertura da empresa no estado contrasta com os negócios que Calixto e Santana mantêm nos EUA, prioritariamente baseados no Texas e na Flórida. O Havengate e outros dois fundos geridos pelos dois estão no estado texano.

O Havengate foi utilizado para o recebimento de R$ 61 milhões de Vorcaro que seriam usados no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, conforme revelou o site Intercept Brasil e confirmou a Folha. O repasse ocorreu entre fevereiro e maio do ano passado.

Áudios demonstram que Flávio Bolsonaro (PL) negociou pessoalmente os pagamentos com Vorcaro, em diálogos em que o filho do ex-presidente chama o ex-banqueiro de “irmão” e afirma que eles estarão sempre juntos.

A Polícia Federal investiga se o valor repassado ao Havengate pode ter sido utilizado para custear as despesas de Eduardo Bolsonaro, que mora no Texas. O ex-deputado nega.

A empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, aberta em Delaware, controla uma outra, também administrada pela dupla, no Texas. Trata-se da MCC-4 Equity Fund LP.

As duas são quase homônimas e possuem o termo “fundo” no nome, o que indica o ramo do negócio. Não há mais informações sobre outros possíveis sócios e o propósito das empresas nos registros.

A relação dos dois com as empresas foi constatada pela Folha em razão da abertura da unidade do Texas, estado que, ao contrário de Delaware, obriga a divulgação do nome de responsáveis e de relatórios anuais.

O documento de registro diz que a empresa em Delaware é gerenciada por Altieris Santana. Outros eventuais sócios não são citados.

Por meio do registro no Texas, a Folha também constatou que, no estado, ambas têm como referência o mesmo endereço: o escritório de Calixto, em Dallas. Trata-se também do endereço de registro do Havengate e de outras empresas que o advogado representa. O escritório lida com casos de imigração, consultoria e direito societário.

O endereço é diferente do registrado na documentação de Delaware, onde a companhia está registrada em Dover, capital do estado, e tem como representante a empresa A Registered Agent, que destaca “fornecer o máximo de proteção à privacidade pessoal permitido por lei”.

A empresa texana teve sua primeira tentativa de abertura pelo escritório de advocacia de Paulo Calixto rejeitada, pois o documento protocolado em 13 de fevereiro não continha o nome do sócio-administrador. No dia 17 do mesmo mês, Calixto apresentou um novo pedido.

A Folha contatou Altieris Santana por meio de e-mail profissional próprio e enviou mensagens no seu número de telefone por WhatsApp na quarta-feira (20). Na quinta (21), a reportagem ligou para o número, mas não obteve resposta.

Calixto foi procurado por meio do e-mail profissional e do contato oficial do seu escritório na quarta e na quinta. A reportagem também compareceu presencialmente e ligou para a firma em Dallas. Uma secretária respondeu que os dois não têm respondido à imprensa e que perguntas deveriam ser enviadas por e-mail.

Nas perguntas enviadas, a reportagem questionou qual o motivo da escolha por abrir a empresa em Delaware e se algum membro da família Bolsonaro estaria ligado aos negócios.

A Folha também contatou Eduardo Bolsonaro via mensagem na quarta e na quinta. O ex-deputado foi questionado se ele ou seus familiares tinham relação com o negócio, mas não retornou.

O modelo de gestão das empresas é similar ao do Havengate, que também conta com uma empresa LLC como administradora de uma LP. Como administradora, a LLC assume a responsabilidade pelos negócios da LP, o que protege os sócios de responsabilidade limitada, que não precisam ser identificados na abertura da companhia.

As LLCs são comuns nos EUA, pois blindam o patrimônio dos sócios e têm tributação simplificada.

Eduardo Bolsonaro já teve uma LLC, a Braz Global Holding LLC, com Paulo Generoso e André Porciúncula, que comprou um imóvel intermediado por empresa de Calixto e Santana. A empresa administrou outra, a Omni World Trades LLC, conforme relevado pela Agência Pública.

Nas conversas reveladas pelo Intercept, Altieri Santana aparece como uma pessoa em que Eduardo confia para executar tarefas financeiras.

O deputado, diz, por exemplo, que Santana viajaria “para fazer reunião pessoal com quem quer que seja” para garantir a chegada do recurso para o filme nos Estados Unidos.

*ICL


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Pesquisa

Nexus/BTG: Nova pesquisa confirma que Lula se distancia de Flavio e vence todos os adversários

Resultado provavelmente tem influência dos áudios divulgados pelo site Intercept

Pesquisa Nexus/BTG, realizada entre os dias 22 e 24 de maio, mostra que o presidente Lula abriu vantagem sobre o principal adversário nas eleições presidenciais deste ano, Flávio Bolsonaro. O petista venceria tanto o primeiro turno quanto o segundo turno, se a votação fosse hoje.

No cenário mais provável de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, aumentando em 2 pontos percentuais a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 35%. Esse resultado provavelmente tem influência dos áudios divulgados pelo site Intercept, com diálogos entre Flávio e Daniel Vorcaro.

Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Romeu Zema (Novo), 4%, e Renan Santos (Missão), 3%. Joaquim Barbosa, 2%, enquanto Augusto Cury e Cabo Daciolo têm 1% cada.

No segundo turno, Lula venceria todos os oponentes. Num cenário mais plausível, o presidente teria 47% e Flávio Bolsonaro 43%, o que representa um aumento de 3 pontos percentuais da vantagem a favor do petista.

Lula teria 49% a 38% de Romeu Zema (aumento de 7 pp na distância entre os dois) e 46% contra 40 de Ronaldo Caiado (aumento de 2 pp entre os dois).

Na pesquisa espontânea, Lula tem 36% das intenções de voto, dez pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 26%.

O restante dos candidatos está muito distante: Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado têm 2% cada. Jair Bolsonaro aparece com 1%, apesar de estar inelegível. Joaquim Barbosa, Augusto Cury e Cabo Daciolo não pontuaram.

A pesquisa ouviu 2.045 pessoas entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04193/2026. ICL.


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Política

Lembrem a Luciano Huck que, até a chegada de Lula ao poder em 2002, morriam por dia 300 crianças em decorrência da fome

Em decorrência da avalanche de críticas que vem sofrendo por uma fala ultraconservadora, que está na boca de todos os candidatos de direita à Presidência da República, contra o Bolsa Família, ou seja, um simples prato de comida na mesa dos brasileiros, Luciano Huck usa a velha tática ridícula do “tiraram a minha fala de contexto”.

É a velha história, o hábito faz o monge.

Herdeiro de família rica, jamais viveu algo perto da penúria, da fome e da miséria absoluta, Luciano Huck é a figura de uma casta de herdeiros que assumiram um protagonismo na direita brasilira em defesa dos “costumes”.

Sua justificativa tosca limita-se ao mesmo ramerrão reacionário de que R$ 600 de ajuda de custo de um programa social do governo, como o Bolsa Família, produz indolentes.

Se pegar ao pé da letra, foi exatamente isso que, em pleno Clube da Hebraica, na campanha de 2018, Bolsonaro disse o mesmo dos negros quilombolas e dos índios sobre indolência, mesmo um sujeito que nunca trabalhou na vida e que sempre viveu das tetas do Estado, assim como educou os filhos para o mesmo fim, pois também nunca trabalharam na vida e já nasceram com a boca nas tetas do Estado onde permanecem até hoje.

Na verdade, o ato falho do bilionário, Luciano Huck, que não vê problema em fazer propaganda para as Bets, apenas reforçou o disurso dos candidatos de direita à Presidência da República.

Imaginar que, até a chegada de Lula ao governo em 2002, 300 crianças morriam por dia de inúmeras doenças em decorrência da fome, ou seja, 9 mil crinças ao mês, num país que se orgulha de ser um celeiro alimentar do mndo, em pleno 2026, um sujeito que sempre viveu deitado em berço esplêndido, passa e muito de qualqurr conceito de sarcasmo.

Essa lógica cultural que as classes economicamente dominantes carregam na alma, tatuada como símbolo escravagista, segue os mesmos passos da nata oligárquica do século XIX.

Um sujeito que, certamente, encara a abolição dos negros escravizados no Brasil com o mesmo olhar da aristocracia cafeeira, deixa claro que não é um prato de comida que faz qualquer mal ao país e aos brasileiros pobres, mas a mesquinhez chucra, sem qualquer polimento. sem qualquer carapaça midiática, como a que sua língua de trapo lhe traiu, sim, é que é a grande chaga moral, social, econômica e humanitária desse país, que sempre produziu a miséria e a fome como forma de domínio institucional e poder sobre a imensa maior parte do povo brasileiro.


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Política

O vácuo na corrida eleitoral provocado pelo recuo dos apoiadores de Flavio

Desgastado pela relação com o dono do Master, senador perde fôlego em pesquisas, mas Caiado, Zema e Michelle não conseguem herdar o espólio político da crise

A nova pesquisa Datafolha mostrou mais do que a queda de Flávio Bolsonaro após o caso Daniel Vorcaro. Ela revelou um vácuo político na direita brasileira. O senador caiu de 35% para 31% no primeiro turno e viu Lula ampliar a vantagem de três para nove pontos no cenário estimulado. No segundo turno, o empate técnico de 45% virou desvantagem de quatro pontos: 47% a 43% para o petista. O dado mais sensível para o bolsonarismo, porém, não está apenas na perda de votos, mas na incapacidade dos adversários de capturar esse desgaste. Lula cresce apenas dois pontos no primeiro turno, enquanto Flávio perde quatro.

A diferença ajuda a explicar o movimento detectado nos bastidores por analistas políticos: parte do eleitor conservador demonstra desconforto com a conexão entre o “01” e o banqueiro Daniel Vorcaro, mas ainda não encontrou um nome capaz de representar simultaneamente a oposição frontal ao PT, identidade ideológica e viabilidade eleitoral. Nem Romeu Zema (Novo) nem Ronaldo Caiado (PSD) conseguiram transformar o desgaste do senador em crescimento consistente. Michelle Bolsonaro, embora preserve desempenho competitivo, também estaciona em 43% no segundo turno.

“Parte da direita foi pega de surpresa e ficou decepcionada com Flávio, especialmente pela visita a Vorcaro após a soltura. Na minha visão, as pesquisas vão começar a avaliar o sentimento dos eleitorado, que ainda está digerindo esse desgaste. Essa mesma decepção também criou uma desconfiança entre as outras candidaturas da direita sobre o que ainda pode ser revelado. Por isso, ainda não consigo ver Flávio fora do segundo turno, principalmente pela estrutura e capilaridade do PL em todo o país”, afirmou o cientista político Horácio Lessa, da Liberty Consultoria.

A crise Dark Horse
Os números do próprio Datafolha reforçam essa leitura. Flávio passou a liderar a rejeição nacional, subindo de 43% para 46%, enquanto Lula oscilou de 47% para 45%. Ainda assim, o presidente continua distante de uma zona confortável para quem disputa a reeleição.

A pesquisa sugere que a crise Dark Horse atingiu o núcleo mais moderado e pragmático da candidatura bolsonarista, especialmente setores de centro, mercado e eleitores menos ideológicos. Contudo, o cenário não provocou migração automática para o lulismo nem para os adversários do campo conservador. Por enquanto, o eleitorado que rejeita Lula e se decepcionou com Flávio parece apenas aguardando alguém que consiga encarnar, ao mesmo tempo, conservadorismo, antagonismo ao PT e menor desgaste pessoal. E esse personagem, ao menos até agora, ainda não apareceu no tabuleiro de 2026.

*Caio Barbieri/PlatoBR


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Pesquisa

Lula lidera com vantagem sobre Flávio entre eleitores de Centro, mostra DataFolha

Tentativa de Flávio de se colocar como candidato “moderado” cai por terra após revelação de áudios com Daniel Vorcaro para produção de filme sobre Bolsonaro; senador tem 20% dos votos de Centro

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (22), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) leva vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores de centro. O levantamento aponta que há dificuldades para outros nomes da chamada “terceira via” conquistarem os votos do segmento.

Na faixa dos entrevistados que se posicionam no centro, representado pelo nível 4, entre 1 (extrema esquerda) e 7 (extrema direita), Lula alcança 29% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 20%.

O resultado mostra pela primeira vez a dificuldade do senador em consolidar a imagem de “candidato moderado”, estratégia eleitoral que vinha sendo adotada pela extrema direita após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e militares do seu governo por tentativa de golpe de Estado. Indicado pelo próprio pai para representar o bolsonarismo na corrida eleitoral de 2026, Flávio aposta tudo na confiança de que poderá derrotar Lula nas urnas, embora todas as pesquisas e especialistas digam o contrário.

A revelação de áudios de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, investigado em um dos maiores escândalos financeiros do país, abalou a sua pré-candidatura, e fez vários bolsonaristas pularem do barco. Em meio à repercussão do caso e às revelações de que também teria visitado o banqueiro durante sua prisão domiciliar, o senador entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar censurar a pesquisa Atlas Bloomberg divulgada na terça-feira (19), que apontava queda em sua pré-candidatura à Presidência em razão da associação com o caso Banco Master.

Na semana passada, deu mais um passo na radicalização do discurso.“Todos vocês, cada uma dessas famílias, a gente vai honrar vocês. Vocês vão junto com o presidente Bolsonaro subir aquela rampa do Palácio do Planalto em 2027 junto com a gente”, disse durante evento realizado neste sábado (17) em Sorocaba, no interior do estado de São Paulo. A ocasião foi o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado Federal.

Ronaldo Caiado, filiado ao PSD, bolsonarista que procura se posicionar como força de centro, aparece com apenas 6% entre os eleitores centristas. Pelo Avante, o escritor Augusto Cury é quem mais explicitamente busca ocupar o espaço do centro político. A estratégia apresenta algum resultado no levantamento do Datafolha: ele registra 6% nesse segmento, embora tenha apenas 2% das intenções de voto no eleitorado geral.

Já outros pré-candidatos apresentam desempenho discreto entre os eleitores moderados. Renan Santos (Missão) soma 5%, enquanto Romeu Zema (Novo) aparece com 4%.

Avaliação positiva de Lula
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nova melhora gradual, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23). Embora a gestão ainda registre mais avaliações negativas do que positivas, a diferença entre os dois índices vem diminuindo de forma consistente nas últimas semanas.

De acordo com o levantamento, 38% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 32% avaliam a administração como ótima ou boa. Outros 28% classificam a gestão como regular.

Os números representam uma continuidade na recuperação da imagem do governo. Em abril, a distância entre avaliações negativas e positivas era de 11 pontos percentuais, 40% contra 29%. Na semana passada, caiu para 9 pontos, 39% a 30%. Agora, chegou a 6 pontos, 38% a 32%.

Além disso, aprovação e desaprovação do presidente aparecem tecnicamente empatadas pela primeira vez em meses. Segundo o Datafolha, 48% aprovam o trabalho de Lula, enquanto outros 48% desaprovam. No levantamento anterior, o cenário era mais desfavorável ao petista: 45% aprovavam e 51% desaprovavam.

O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios do país entre quarta-feira (20) e quinta-feira (21). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Forum.


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Política

Gilmar Mendes: ‘Crise do Master não é do STF, está na Faria Lima’

Magistrado defende que o inquérito das fake news continue aberto diante do acirramento eleitoral deste ano

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirma que o escândalo do Banco Master foi endereçado indevidamente à corte, argumentando que a crise é sistêmica. O tribunal passou a ser associado ao caso depois da revelação de ligações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

À Folha, Gilmar diz não querer “isentar de responsabilidade quem tem”, mas avalia que a crise não é do tribunal, apontando o dedo para supostas falhas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e para o Banco Central.

“Isso [a relação de ministros do STF com Vorcaro] certamente está sendo investigado e as autoridades competentes devem fazê-lo, estão fazendo”, diz o ministro.

Gilmar avalia ainda que a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo deveu-se a uma questão “puramente política”, não relacionada ao indicado, e que o governo Lula (PT) falhou na articulação política com o Congresso Nacional.

O ministro também defende a realização da 14ª edição do Fórum de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, alvo de críticas por ser realizado fora do país e receber autoridades que se tornaram alvo de investigações. “Não temos nenhum controle sobre isso”, afirma.

Reportagem da Folha mostrou que o caso Master e o código de ética fizeram algumas autoridades repensarem a ida ao Fórum de Lisboa. O senhor percebe esse impacto?

Pelo contrário, estamos fazendo um dos maiores eventos que já fizemos, com mais de 470 palestrantes e disputas por lugar. Talvez pessoas que não queiram ir ao fórum e queiram ser simpáticas à ideologia da Folha estejam ecoando isso, mas não percebemos isso, felizmente.

Mas eventos paralelos ao fórum já contaram com a presença de Vorcaro e de outras autoridades que passaram a ser investigadas. Isso não pesa?

Não temos nenhum controle sobre isso. Teríamos que demandar às autoridades portuguesas que não dessem visto para as pessoas? São personagens que se aproveitam do ensejo para ir ao El Corte Inglés ou fazer festa no rooftop do Tivoli. Não nos diz respeito.

Alguns desses palestrantes vêm do Tribunal Constitucional da Alemanha, que tem o modelo usado pelo presidente Edson Fachin para propor um código de ética. Como o senhor avalia esse paralelo?

O código da corte alemã estabelece que aquilo que se ganha na condição de juiz, para além do pró-labore, tem que ser divulgado, seja por palestra ou direitos autorais. Não sei quem plantou essa ideia de que o problema é o “Gilmarpalooza”, mas, para nós, é uma coisa muito “naïve” [ingênua].

No STF não há necessidade de um ministro tornar público o quanto recebe por palestras.

Isso pode ser discutido. Nós temos a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura. Não tenho nada contra a ideia. A questão é de oportunidade. Tem muitas coisas que constam do código de ética alemão que não condizem com a nossa cultura. Um juiz lá não pode se pronunciar sobre determinadas questões. Aqui, na crise que vivemos durante o governo Bolsonaro, se a minha voz e a de outros não pudessem ser levantadas, provavelmente nós não estaríamos contando a história. É possível fazer a reforma dentro de consensos.

O Datafolha mostrou que há uma crise de confiança da população no STF. A que o senhor atribui isso?

A forma da pergunta às vezes é errada. Houve certa habilidade em transferir para o tribunal a responsabilidade por fatos que são graves e que revelam uma crise sistêmica. Por exemplo, a CVM estava há mais de ano com três diretores a menos. Portanto, sem fiscalização sobre o campo penal, lavagem e “otras cositas más”. A crise do Master não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima. Quem vendeu títulos foram os bancos. Não quero isentar de responsabilidade quem tem, mas me parece que você coloca o tribunal num corredor polonês; depois a Folha faz pesquisa e revela uma frustração.

Outra crítica ao STF é o fato de ministros terem parentes advogados e como isso pode gerar conflito de interesses.

O CPC [Código de Processo Civil] veda o julgamento de causas em que a parte ou o advogado seja parente. É uma discussão difícil porque envolve liberdade profissional e, em princípio, não tem como evitar. Mas há um sistema de fiscalização do Judiciário e da Ordem dos Advogados do Brasil [OAB] para evitar abusos.

E quanto às relações, muitas vezes também questionáveis, de ministros com empresários?

A questão da amizade, todos nós devemos ter cuidado. Se tiver amizade íntima, o CPC responde a isso. Nós devemos ter essa cautela.

A PF apura negócios familiares de Toffoli com o Master por meio do resort Tayayá, o contato entre Vorcaro e Moraes e o contrato firmado pelo banco com o escritório da esposa do ministro. Essas relações não estão mal explicadas?

Isso certamente está sendo investigado e as autoridades competentes devem fazê-lo. Agora, qual a relação de causa e efeito? Pessoas que fizeram empréstimos ou que eram correntistas têm responsabilidade? Claro que não.

O senhor já fez críticas em relação ao modo como Edson Fachin está conduzindo a crise. Como está a divisão interna?

Não tem divisão interna. O código de ética gerou um ambiente de certa desinteligência, porque pareceu lançado num momento de vulnerabilidade de alguns colegas. Não estou imputando essa intenção a ele, mas isso foi impróprio. Quem quer conduzir o tribunal precisa produzir unidade, é elementar.

O senhor, quando votou para manter a prisão de Daniel Vorcaro, fez algumas críticas àquela prisão e ao uso de prisões para se conseguir delação premiada. O senhor acha que essa situação está acontecendo no caso Master?

Não tenho ideia, tenho que examinar em cada caso. O que temo é o autoritarismo penal-judicial. Não gosto da ideia de alguém dizer “agora você vai ter um regime privilegiado porque você me prometeu delatar” ou “agora vou te colocar num presídio de segurança máxima porque você não correspondeu às minhas expectativas”.

O ministro Fachin disse estar conversando com Moraes sobre encerrar o inquérito das fake news. O senhor concorda com essa medida?

Mantido o ambiente de radicalismo, e tudo indica que vai ser mantido, dado o acirramento eleitoral, o inquérito das fake news é necessário. Veja a CPI do Crime Organizado. Era para investigar o PCC e outros que tais, e aí se indicia o ministro Toffoli, o ministro Alexandre, o procurador-geral Paulo Gonet e a mim. A CPMI resolveu o problema do crime organizado no Brasil?

O senhor pediu uma investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por causa da CPI e outra sobre o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Essas reações reduzem ou inflamam atritos?

A Folha fez um editorial sobre isso, dizendo que Alessandro Vieira tinha exorbitado, mas que a minha reação era desproporcional. Não sei o que resta a alguém que é apontado como integrante de uma organização criminosa senão reagir. Ao fazê-lo, tem que fazer pelas vias do devido processo legal. Esse é o caminho, mas certamente o jurídico da Folha pode me ajudar a compreender esse tipo de reação.

O Senado errou ao rejeitar Jorge Messias para o STF?

Não foi por falta de qualificação. Foi uma questão puramente política, de uma crise política cujo contexto não consigo divisar bem, e foi por isso que me parece que acabou havendo esse encaminhamento, essas desinteligências que se colocam. O governo Lula é um governo de minoria, algo que não conhecíamos nesses 40 anos de Constituição. Ele não logrou ter maioria no Congresso e depende de construções tópicas. Há várias falhas, inclusive uma grave falha de articulação política. Eu trabalhei no governo [FHC]. Eram dramáticas as votações de emendas constitucionais, que precisavam de 308 votos na Câmara. Mas havia pessoas que sabiam calcular.

Sobre penduricalhos, mesmo depois da decisão do STF, foram criados benefícios. O Judiciário perdeu a capacidade de se autorregular nesse tema?

Temos que chegar a um modelo de federalização da folha de salários, com uma plataforma única em que qualquer rubrica precise ser autorizada.

RAIO-X I Gilmar Mendes, 70
Atual decano do STF, foi indicado ao tribunal pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de quem foi advogado-geral da União, além de assessor no Ministério da Justiça e na Casa Civil. Antes, foi procurador da República e consultor da Presidência no governo Fernando Collor. Formado em direito pela UnB, concluiu mestrado e doutorado pela Westfälische Wilhelms-Universität zu Münster.

*Por Ana Pompeu, Luísa Martins e Julia Chaib/ICL


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Política

Exército prorrogou contrato do Banco Master até 2027 meses antes da liquidação

Renovação ocorreu mesmo após alertas públicos sobre riscos envolvendo o banco

O Comando do Exército prorrogou em janeiro de 2025, por mais dois anos, o contrato que permitia ao Banco Master operar empréstimos consignados para militares e pensionistas da Força. O novo prazo de vigência ia até janeiro de 2027, mas o vínculo acabou rescindido unilateralmente apenas dez meses depois, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Documentos obtidos pelo ICL Notícias mostram que o termo aditivo foi assinado em 15 de janeiro de 2025 e publicado no Diário Oficial da União em março daquele ano. O texto previa a “prorrogação de vigência do contrato de credenciamento por mais 02 (dois) anos” para prestação de serviços de empréstimo consignado aos militares e pensionistas vinculados ao Comando do Exército.

A renovação ocorreu em um momento em que o Banco Master já acumulava sinais públicos de alerta no mercado financeiro.

Em outubro de 2024, uma reportagem da revista piauí já descrevia a estratégia de crescimento acelerado da instituição e classificou os negócios conduzidos pelo banco como operações de risco. Na mesma época, análises do mercado financeiro passaram a chamar atenção para os CDBs emitidos pelo Banco Master com remuneração muito acima da média praticada pelo setor bancário.

Meses depois, o próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou publicamente que a autoridade monetária já havia identificado problemas de liquidez e dificuldades de captação no Banco Master ainda em novembro de 2024, período anterior à renovação do contrato assinada pelo Exército.

O contrato do Banco Master estava vinculado ao Edital de Credenciamento nº 001/2022 da Secretaria de Economia e Finanças do Exército, responsável por estabelecer os critérios para habilitação de instituições financeiras interessadas em operar consignados dentro da Força.

O edital previa uma análise econômico-financeira rigorosa das empresas interessadas em operar empréstimos consignados para militares e pensionistas.

Entre os documentos obrigatórios exigidos pelo Exército estavam “certidão negativa de falência, recuperação judicial ou extrajudicial”, além de “balanço patrimonial, demonstração de resultado de exercício e demais demonstrações contábeis dos 2 (dois) últimos exercícios sociais”.

As exigências faziam parte justamente da seção de “Qualificação Econômico-financeira” do edital, aplicada às instituições autorizadas a operar empréstimo, financiamento e assistência financeira dentro do sistema de consignações do Exército.

Além disso, o edital também estabelecia que o Exército poderia inabilitar empresas caso existisse “qualquer fato ou circunstância, anterior ou posterior à fase de habilitação, que desabone a qualificação técnica, habilitação jurídica ou regularidade fiscal” da instituição.

Apesar disso, o contrato do Banco Master foi renovado em janeiro de 2025 e prorrogado até 2027.

Em novembro de 2025, porém, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O ato do BC apontou “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição”, além de deterioração da liquidez, infringência às normas bancárias e descumprimento de determinações da própria autoridade monetária.

Seis dias depois da decisão do Banco Central, o Centro de Pagamento do Exército (CPEx) comunicou ao banco a rescisão unilateral do contrato de credenciamento.

No ofício enviado à instituição financeira, o Exército afirmou que a liquidação extrajudicial “impede a continuidade regular das operações financeiras realizadas por essa instituição e altera substancialmente sua capacidade jurídico-operacional”.

O documento também informa que o Banco Master foi bloqueado no Sistema de Consignações do Exército (EBconsig), ficando impedido de formalizar novos contratos com militares e pensionistas.

Apesar do bloqueio, os contratos antigos permaneceram ativos. Segundo o próprio Exército, os valores descontados em contracheque referentes aos empréstimos já contratados continuariam sendo repassados ao Banco Master até a quitação dos saldos devedores.

Em resposta enviada via Lei de Acesso à Informação (LAI), o Exército afirmou que o Banco Master foi credenciado “seguindo o rito padrão previsto no edital, aplicado a todas as demais organizações já habilitadas pelo Comando do Exército”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a resposta, porém, não detalha quais análises econômico-financeiras foram realizadas antes da renovação contratual assinada em janeiro de 2025, nem informa se houve alguma reavaliação específica da situação financeira do banco antes da prorrogação do vínculo até 2027.

Levantamento publicado pelo g1 mostrou que as Forças Armadas repassaram mais de R$ 137 milhões ao Banco Master entre 2020 e 2026 por meio de operações de crédito consignado. O Exército concentrou a maior parte desse volume.


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Os blogs de direita, assim como podcasts, hackers e mídia têm patrocínios milionários, nós da esquerda só temos o apoio dos leitores

A asfixia que muita gente diz que essa direita chucra produz, não é com o intuito de promover o debate nacional, o que essa gente faz é importar dos EUA e da Europa, sobretudo de Steve Bannon, o ataque de animais virtuais como produto de disputa sangrenta pelo poder.

Isso causa uma enorme surpresa nenhuma. Porque, intelectualmente, a direita não existe nem como auxiliar de um projeto elaborado para vender tecnocracia ou expandir o pensamento neoliberal no Brasil.

A esquerda, em seus blogs, canais, depende, na imensa maioria dos casos, das contribuições dos leitores, porque, mesmo aqueles que, como o nosso blog, são monetizados, porém, essa monetização não tem graça, não paga sequer um café, que fará a manutenção do blog.

O que não falta é criatividade para furar o cerco das big techs imposto pelos algoritmos.

Agora mesmo, descobre-se, em reportagem do g1, que Daniel Vorcaro montou uma rede milionária de hackers, formadores de opinião, influencers e mais uns bichos soltos para, inclusive, ameaçar pessoas com tempestades de ataques muito além do previsível.

A ordem é bombardear até tombar o “adversário”.

O banqueiro do Master tinha uma espécie de mistura do gabinete do ódio de Bolsonaro, tocado por Carluxo e do escritório do crime, liderado pelo miliciano, Adriano da Nóbrega, que recebeu das mãos de Flavio Bolsonaro, na cadeia, a medália de Tirandentes. Tudo para petrificar, sob o impacto da ocupação, a estrutura absurda que Vorcaro montou para produzir as melhores impressões do Banco Master e, com tantos elogios às suas virtudes, abarcar incontáveis bilhões, principalmente de recursos públicos.

Então, é preciso lançar uma nota para deixar claro que a direita não tem mais conhecimento ou táticas inteligentes para se multiplicar nas redes, enquanto a esquerda vive mais no mundo analógico.

Na verdade, a disparidade de armas não é no campo das ideias, mas do dinheiro grosso, que opera com um bando, somado à nattureza da mídia industrial. Mas não desistimos e nem vivemos de desalento, o que fazemos é buscar o apoio dos leitores para seguir tocando a nossa luta, visando criar uma atmosfera mais à esquerda, sem baixar os olhos.

Nesse campo de batalha, o que há são exércitos polítícos de fascistas se digladiando nos feeds da esquerda. São celulares e notebooks cuspindo ódio como metralhadora, os hashtags viram espadas, trends tocando fogo e foda-se. Trolls monstros saindo dos comentários, escudos de fact-check tentando a esquerda no meio por influencers entrincheirados com megafone no bunkar.

O importante, para a direita, é manter uma guerra digital, junto com algorítmos acorrentand fantoches.


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Rachadinha de Mario Frias: ex-funcionária devolveu parte do salário e pagou despesas de deputado, diz site

Popularmente chamada de rachadinha, a prática costuma ser enquadrada pelo Ministério Público como peculato

Uma ex-funcionária do gabinete do deputado Mario Frias (PL-SP) devolveu parte do salário ao então chefe de gabinete e pagou despesas ligadas à família do parlamentar. A denúncia é do site g1.

Comprovantes de PIX, extratos bancários e relatos da ex-assessora indicam transferências para o ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo, além de pagamentos destinados à mãe e à esposa do deputado. A prática é conhecida como rachadinha e costuma ser enquadrada pelo Ministério Público como peculato.

Segundo os documentos obtidos pelo g1, a ex-funcionária Gardênia Morais foi nomeada secretária parlamentar entre fevereiro de 2023 e maio de 2024. Os registros mostram que ela recebia salários líquidos entre R$ 10 mil e R$ 21 mil e fazia transferências da conta em que recebia os valores para outra conta de sua titularidade. Depois disso, parte do dinheiro era enviada para Raphael Azevedo, para a ex-mulher dele e para outra parente do ex-chefe de gabinete.

Os comprovantes mostram transferências de R$ 4,6 mil em fevereiro de 2023, R$ 5 mil em março, R$ 1,5 mil em abril e R$ 4 mil em março de 2024 para Raphael Azevedo. Também aparecem repasses de R$ 3,2 mil para a ex-mulher do ex-chefe de gabinete em diferentes meses de 2023, além de outros depósitos menores para familiares dele. Os valores identificados somam R$ 35.116.

Gardênia afirmou que existiram outros repasses além dos identificados pela reportagem e disse que “tinha mais pessoas devolvendo” dinheiro no gabinete.

Documentos obtidos pela reportagem também apontam pagamentos ligados à família de Mario Frias. Em janeiro de 2024, Gardênia fez um PIX de R$ 1 mil para Maria Lucia Frias, mãe do deputado. Em dezembro de 2023, ela quitou uma fatura de cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do parlamentar, no valor de R$ 4.832,32.

A reportagem também revelou um saque de R$ 49.999,99 realizado pela ex-funcionária em março de 2024. Segundo os extratos, ela recebeu três depósitos de R$ 50 mil feitos por Raphael Azevedo e pela esposa dele. No dia seguinte, transferiu o valor para outra conta e sacou o dinheiro em espécie. Gardênia disse apenas que entregou a quantia, sem revelar o destinatário.

Em entrevista ao g1, a ex-funcionária confirmou a devolução de parte do salário e afirmou que havia um acordo com Raphael Azevedo e conhecimento de Mario Frias. “O meu salário foi subindo gradativamente. Lá na Câmara a gente tem os ‘steps’. No final, estava girando em torno de R$ 20 mil. Me restavam, em média, de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Eu devolvia todos os meses, de acordo com o meu ‘step’”, declarou.

Ela também afirmou que o deputado acompanhava os repasses. “O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa. E depois as tratativas do dia a dia ocorriam com o Azevedo, que na época era o chefe de gabinete, braço direito do deputado”, disse.

Gardênia relatou ainda ter feito cinco empréstimos consignados que somaram R$ 174.886. Segundo ela, apenas um foi para uso pessoal e os demais teriam sido solicitados por Mario Frias e Raphael Azevedo para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2022. “Dos cinco empréstimos, um é meu particular, no restante todos foram feitos a pedido do deputado e do Raphael Azevedo para quitar dívidas de campanha. Os empréstimos foram feitos e eles não foram quitados, estão todos em aberto no Serasa”, afirmou.

O atual chefe de gabinete de Mario Frias, Diego Ramos, afirmou ao g1 que desconhece as suspeitas porque entrou no gabinete depois do período citado e disse acreditar que o deputado também não tinha conhecimento. Segundo Ramos, “aparentemente são ex-funcionários aproveitando a situação midiática”. Raphael Azevedo não respondeu aos questionamentos da reportagem.

*BdF


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