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Política

Dino proíbe criação de novos “penduricalhos”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a manutenção de medidas contra os chamados “penduricalhos” no serviço público e proibiu a criação de novas leis ou atos que instituam benefícios acima do teto constitucional, hoje fixado em R$ 46,3 mil. A decisão vale para todos os Poderes e órgãos autônomos.

A nova determinação reforça liminar concedida em 5 de fevereiro, que obriga União, estados e municípios a publicarem, em até 60 dias, a lista detalhada de todas as parcelas pagas acima do teto, com indicação expressa da base legal. Apenas verbas previstas em lei formal, aprovada pelo respectivo parlamento, poderão ser mantidas.

Pagamentos criados por atos administrativos sem respaldo legal devem ser suspensos. Com a decisão mais recente, Dino também vedou a aprovação de novas normas que ampliem benefícios remuneratórios fora do limite constitucional.

O ministro afirmou que, caso o Congresso Nacional não edite regra clara para disciplinar verbas indenizatórias, poderá caber ao STF definir um regime transitório sobre o tema. A decisão do dia 5 será analisada pelo plenário em 25 de fevereiro, por iniciativa do presidente da Corte, Edson Fachin.

A medida foi proferida no julgamento de embargos de declaração apresentados por associação de procuradores municipais de São Paulo. Dino ampliou os efeitos da decisão ao apontar descumprimento “massivo e generalizado” da jurisprudência do Supremo sobre o teto salarial.

Segundo o ministro, houve nos últimos anos uma “multiplicação anômala” de verbas classificadas como indenizatórias para contornar o limite constitucional. De acordo com o DCM, para ele, o uso dessas parcelas distorce o regime remuneratório do serviço público.

Associações de magistrados, promotores e membros de tribunais de contas pediram ingresso no processo como “amigos da Corte”, alegando que parte dos pagamentos questionados decorre de normas internas. O Tribunal de Justiça de São Paulo também recorreu, argumentando que a suspensão ampla pode gerar insegurança jurídica e afetar a administração da Justiça.


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Mundo

Argentina de pernas para o ar: greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta; governo Milei promete repressão e alerta jornalistas

Em resposta às manifestações esperadas para os arredores do Congresso, o governo Milei determinou que a imprensa siga ‘medidas de segurança’, o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de risco nos protestos esperados para os próximos dias.

A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso.

O Senado já aprovou o texto na semana passada, e a maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirmou que uma greve geral para o início das discussões do projeto entre os deputados teve início às 00h nesta quinta (19), segundo a agência Associated Press.

A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.

Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos, embora eles não sejam oficialmente chancelados pela CTG.

Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga “medidas de segurança”, o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de “risco” nos protestos esperados para os próximos dias.

“Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação”, disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado.
“Diante de atos de violência, nossas forças agirão”, diz o texto, que informa que os meios de comunicação terão uma “zona exclusiva” em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento.

Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos.

Reforma trabalhista
O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina.

Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original. Entre as mudanças de última hora, Milei retirou o artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais, como as do Mercado Pago.

O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade,

A Reforma Trabalhista Argentina prevê:

  • Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril);
  • Restrições a greves em setores considerados essenciais: a reforma exige um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, o que limita o poder de paralisação dos sindicatos;
  • Ampliação do período de experiência para até seis meses — podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos —, com indenizações reduzidas;
  • Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras;
  • Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais;
  • Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias);
  • Licenças médicas e acidentes de trabalho, hoje cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), que passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho;
  • Combate à informalidade: a proposta elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proíbe a contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência.

*G1


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Política

Acesso a dados sigilosos da mulher de Moraes ocorreu na Receita do Guarujá

Servidora alvo de busca e apreensão nega ter consultado informações fiscais de Viviane Barci de Moraes e diz que provará atendimento no horário do registro

Uma agente administrativa da Receita Federal, Ruth Machado dos Santos, teria acessado dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em 21 de agosto de 2025, nas dependências da unidade do Fisco no Guarujá, no litoral de São Paulo.

As informações foram publicadas pelo jornal Estado de S. Paulo, em meio à repercussão de uma operação que investiga vazamentos de dados sigilosos relacionados a integrantes da Corte e familiares, e a um inquérito instaurado por Alexandre de Moraes para apurar possíveis quebras irregulares de sigilo envolvendo a Receita Federal e o Coaf.

Operação, busca e restrições impostas à servidora
Segundo o relato, Ruth foi alvo de busca e apreensão na terça-feira, 17, por determinação do próprio ministro. A apuração mira o suposto vazamento de informações sigilosas de ministros do STF e parentes. A servidora, de acordo com o texto, está sob medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acessar a unidade da Receita em que trabalha.

No depoimento mencionado, Ruth teria dito que o suposto acesso ao cadastro fiscal de Viviane Barci de Moraes ocorreu enquanto ela realizava um atendimento nas dependências da Receita no Guarujá. Ela também teria afirmado que não sabe se credenciais funcionais poderiam ter sido usadas por outro servidor e que nunca compartilhou senhas ou tokens institucionais com terceiros.

A reportagem registra ainda que, em cerca de 40 minutos de depoimento, Ruth afirmou que poderá demonstrar que estava em atendimento no momento do registro do acesso assim que tiver seu celular devolvido após a perícia. Dois aparelhos teriam sido apreendidos e estão sendo analisados pela Polícia Federal.

A negativa e a nota da defesa
A servidora nega, segundo o texto, que tenha tentado acessar os dados da advogada. A defesa, conduzida pelo advogado Diego Soares de Oliveira Scarpa, divulgou uma nota pública rebatendo a suspeita e descrevendo a trajetória funcional de Ruth.

Na manifestação, a defesa afirma: “Trata-se de profissional com quase 32 anos de serviço público, cuja trajetória funcional é marcada pela correção, discrição e absoluto respeito às normas que regem a Administração Pública”. A nota também sustenta: “Ao longo de mais de três décadas de exercício, jamais respondeu a qualquer procedimento disciplinar, sindicância ou investigação, mantendo reputação ilibada e reconhecida por colegas e superiores hierárquicos”.

A defesa também declara: “Cumpre-nos ressaltar que a profissional não possui qualquer vínculo político-partidário, histórico de militância ou engajamento ideológico” e conclui: “Tem-se convicção de que, ao final, restará demonstrado que a servidora não concorreu para a infração penal”.

Nomes divulgados, investigação e debate no entorno do inquérito
O caso envolve outros três servidores citados na reportagem como alvos da investigação: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ricardo Mansano de Moraes, além de Ruth Machado dos Santos. O texto observa que, em uma decisão tratada como incomum por investigadores, os nomes dos servidores atingidos teriam sido divulgados pelo STF, após representação da Procuradoria-Geral da República.

O pano de fundo da apuração, segundo a própria reportagem, é a suspeita de vazamento de dados sigilosos que teria ganhado força após a deflagração da Operação Compliance Zero, associada à investigação do Banco Master. O texto afirma que, em dezembro, foi revelado um contrato firmado pela mulher de Moraes para atuar na defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.

Ainda de acordo com o relato, o documento, assinado em janeiro de 2024, prevê pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante três anos ao escritório Barci de Moraes Associados, com potencial de alcançar R$ 129 milhões até o início de 2027, se cumprido integralmente.

Nesse contexto, o texto também relata um debate interno sobre o inquérito instaurado por Alexandre de Moraes. De um lado, segundo a apuração atribuída ao jornal Estado de S. Paulo, haveria ministros que defendem que a investigação esclareça se houve vazamento por parte de órgãos federais. De outro, haveria avaliação de que o inquérito pode ser interpretado como forma de pressão ou represália a órgãos de controle, por se tratar de uma investigação aberta “de ofício” pelo próprio ministro.

O que disse a Receita Federal sobre rastreabilidade e auditorias
A Receita Federal reconheceu, segundo a reportagem, que houve acessos indevidos e que as investigações seguem sendo aprofundadas. O órgão ressaltou que não tolera “desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”.

Em comunicado reproduzido no texto, a Receita afirma: “Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”. A nota acrescenta: “Desde 2023, foram ampliados os controles de acessos a dados, com forte restrição aos perfis de acesso e ampliação de alertas”.

A reportagem também aponta que, em 12 de janeiro, o STF solicitou à Receita auditoria nos sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos três anos. O comunicado citado diz ainda que a auditoria está em andamento e que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF.

Por fim, segundo o que foi publicado, a Receita questiona o inquérito, sob a alegação de que o órgão não dispõe de dados sobre contratos particulares e que o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é prática sujeita à pena de demissão.

Um caso que expõe tensões sobre sigilo, controle e poder
O episódio, tal como relatado, combina três elementos sensíveis: a inviolabilidade do sigilo fiscal, o uso de sistemas internos rastreáveis e altamente restritos, e a disputa de narrativas sobre o alcance e a legitimidade de investigações envolvendo órgãos de controle e o próprio Supremo.

Enquanto a apuração tenta reconstruir quem efetivamente operou o acesso e em quais circunstâncias, a defesa da servidora se apoia na negação e na promessa de prova técnica, além de insistir em um perfil “técnico” e “apartidário”. Já a Receita, ao mesmo tempo em que reconhece desvios, reforça publicamente a capacidade de rastreamento e punição, e sinaliza incômodo institucional com a forma e o objeto do inquérito.

O desfecho dependerá da trilha de auditoria, dos laudos periciais sobre os celulares apreendidos, do esclarecimento sobre credenciais de acesso e da comprovação ou não da narrativa apresentada em depoimento. Até aqui, o que existe é a descrição de um registro de sistema atribuído a uma servidora específica, contrastando com a negativa “veemente” e com a defesa de que, ao final, ficará demonstrado que ela não participou de qualquer infração penal. Com 247.


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Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido por parceria criminosa com Jeffrey Epstein

Ele teria compartilhado informações confidenciais com o bilionário e condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein

Andrew Mountbatten-Windsor, que já teve o título de Príncipe Andrew, foi detido nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta no exercício de função pública.

As autoridades apuram denúncias de que ele teria compartilhado informações confidenciais com o bilionário e condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.

Imagens de viaturas policiais descaracterizadas e de agentes à paisana em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, pouco depois das 8h, circularam na quinta-feira. Em nota, a Thames Valley Police informou: “Hoje (19/2), prendemos um homem de 60 anos, residente em Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos cumprindo mandados de busca em endereços localizados em Berkshire e Norfolk”

Andrew permanece sob custódia policial neste momento.

A Thames Valley Police já havia declarado que analisava alegações de que uma mulher teria sido levada ao Reino Unido por Epstein para um encontro sexual com Andrew, além das suspeitas de troca de informações sigilosas com o financista durante o período em que exercia a função diplomática.

O subchefe da corporação, Oliver Wright, afirmou ao jornal The Guardian: “Após uma avaliação detalhada, decidimos instaurar investigação sobre essa denúncia de má conduta em cargo público.

“É fundamental preservar a integridade e a imparcialidade do inquérito enquanto trabalhamos com nossos parceiros para esclarecer os fatos. Reconhecemos o grande interesse público no caso e forneceremos novas informações no momento adequado.”

*ICL


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Ciência

Ex-tetraplégico reabilitado com técnica brasileira emociona ao empurrar cadeira de Laís Souza

Bruno Drummond de Freitas, primeiro paciente tetraplégico a receber o tratamento experimental com polilaminina, já está andando normalmente e apareceu empurrando a cadeira de rodas da ex-ginasta Laís Souza durante um encontro emocionante registrado em vídeo.

A substância brasileira, ainda na fase 1 de testes pela Anvisa, tem sido associada à recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, e o caso de Bruno é apontado como um marco nessa pesquisa.

Tetraplégica desde um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos, em 2014, Laís conheceu pessoalmente Bruno e relatou o momento nas redes sociais. “Hoje conheci o paciente 01 da Polilaminina, Bruno Drummond de Freitas, protagonista de um marco histórico na ciência brasileira sobre lesões medulares”, escreveu.

Em abril de 2018, ele sofreu um grave acidente de carro, com fraturas na coluna nas regiões C6 e T8, sendo diagnosticado com tetraplegia após lesão medular completa.

Segundo Laís, menos de 24 horas após o trauma, Bruno passou por cirurgia e recebeu a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro ser humano a receber a substância em lesão medular aguda. Três semanas depois, surgiram os primeiros sinais de recuperação.

“Três semanas depois, ocorreu o primeiro movimento voluntário: flexão do dedão do pé. O primeiro indicativo clínico de reconexão funcional. A partir daí, seguiram-se dois anos de evolução progressiva, associados à reabilitação intensiva e diária”.

Recuperação e impacto científico
Após anos de tratamento e fisioterapia, Bruno alcançou independência funcional. “Hoje, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais”, afirmou a ex-ginasta.

A polilaminina, proteína retirada da placenta e desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, vem sendo estudada como alternativa para regeneração medular.

Laís destacou que o caso projeta o Brasil no debate científico internacional. “O caso de Bruno, e de outros pacientes da polilaminina, posiciona a ciência brasileira no centro do debate internacional sobre regeneração medular. Bruno, foi um prazer te conhecer!”.

O paciente respondeu nas redes sociais: “O prazer foi todo meu, Lais!!! Você é uma das mulheres mais incríveis que já tive a oportunidade de conhecer… Por mim a gente ficava o dia todo conversando. Estou rezando para que vc tenha uma oportunidade de recuperação e vamos marcar mais encontros!!!”.

Veja no Instagram:

https://www.instagram.com/lalikasouza/p/DU051izkbDi/

*DCM


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Mundo

Relatores da ONU denunciam possíveis crimes contra a humanidade em arquivos de Epstein

Especialistas denunciam rede global de criminosos e alertam que a responsabilização criminosos tem sido limitada, com apenas uma pessoa sob investigação

Os “Arquivos Epstein” contêm “evidências perturbadoras e credíveis de abuso sexual sistemático e em larga escala, tráfico e exploração de mulheres e meninas”. O alerta foi feito por relatores da ONU que apontam como as informações sugerem escravidão sexual, violência reprodutiva, desaparecimento forçado, tortura, tratamento desumano e degradante e feminicídio.

“Esses crimes foram cometidos em um contexto de crenças supremacistas, racismo, corrupção, misoginia extrema e mercantilização e desumanização de mulheres e meninas de diferentes partes do mundo”, disseram os especialistas, num comunicado conjunto.

“Os ‘Arquivos Epstein’, que sugerem a existência de uma organização criminosa global, chocaram a consciência da humanidade e levantaram implicações aterradoras sobre o nível de impunidade para tais crimes”, diz o texto.

A declaração é assinada por Attiya Waris, Perita Independente sobre os efeitos da dívida externa,
George Katrougalos, Perito Independente sobre a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa, Balakrishnan Rajagopal, Relator Especial sobre o direito à habitação, Michael Fakhri, Relator Especial sobre o direito à alimentação, Ana Brian Nougrères, Relatora Especial sobre o direito à privacidade, Heba Hagrass, Relatora Especial sobre os direitos das pessoas com deficiência, Gina Romero, Relatora Especial sobre os direitos à liberdade de reunião pacífica e de associação e Mariana Katzarova, Relatora Especial sobre a situação dos direitos humanos na Federação Russa.

“A escala, a natureza, o caráter sistemático e o alcance transnacional dessas atrocidades contra mulheres e meninas são tão graves que algumas delas podem, razoavelmente, atingir o limiar legal de crimes contra a humanidade”, concluíram.

De acordo com o direito penal internacional, crimes contra a humanidade ocorrem quando atos como escravidão sexual, estupro, prostituição forçada, tráfico de pessoas, perseguição, tortura ou assassinato são cometidos como parte de um ataque generalizado ou sistemático contra uma população civil, com conhecimento do ataque.

Os especialistas alertaram que os componentes e padrões relatados podem atingir esse limiar e que esses crimes devem ser processados ​​em todos os tribunais nacionais e internacionais competentes.

“Todas as alegações contidas nos ‘Arquivos Epstein’ são de natureza grave e exigem investigação independente, completa e imparcial, bem como inquéritos para determinar como tais crimes puderam ocorrer por tanto tempo”, afirmaram.

O processo de divulgação está sendo realizado sob a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada em 19 de novembro de 2025. Em 30 de janeiro de 2026, após atrasos, o Departamento de Justiça divulgou um grande lote de material, incluindo mais de 3 milhões de páginas, 2.000 vídeos e 180.000 imagens.

Os relatores da ONU ainda alertam que, apesar da escala das revelações, a responsabilização dos criminosos tem sido limitada, com apenas um associado próximo sob investigação.

“De acordo com o direito internacional dos direitos humanos, os Estados são obrigados a prevenir, investigar e punir a violência contra mulheres e meninas, incluindo atos cometidos por atores privados”, insistem.

“Os graves erros no processo de divulgação ressaltam a necessidade urgente de procedimentos operacionais padrão centrados na vítima para divulgação e redação, para que nenhuma vítima sofra mais danos”, afirmaram.

Os especialistas ainda pedem às autoridades americanas a corrigir urgentemente essas falhas, garantir a plena divulgação para compreender os métodos da organização criminosa, a reparação integral dos danos sofridos pelas vítimas e o fim da impunidade para os perpetradores. Os prazos de prescrição que impedem o processamento de crimes graves atribuídos à organização criminosa de Epstein devem ser revogados.

“Qualquer sugestão de que seja hora de deixar os ‘arquivos Epstein’ para trás é inaceitável.” “Isso representa uma falha de responsabilidade para com as vítimas”, afirmaram.

“A renúncia dos indivíduos envolvidos, por si só, não substitui a responsabilização criminal”, disseram os especialistas. Eles saudaram as medidas tomadas por alguns governos para investigar funcionários públicos, ex-funcionários e indivíduos privados citados nos processos. Eles também instaram outros Estados a fazerem o mesmo.

“A falha dos governos em investigar e processar efetivamente os responsáveis ​​por esses crimes, inclusive por cumplicidade ou aquiescência, quando houver jurisdição, corre o risco de minar os marcos legais destinados a prevenir e responder à violência contra mulheres e meninas”, alertaram.

“É imprescindível que os governos ajam com firmeza para responsabilizar os perpetradores”, disseram os especialistas. “Ninguém é rico ou poderoso demais para estar acima da lei.”

*Jamil Chade/ICL


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Política

Receita vê indícios de que servidor entregou dados sigilosos a terceiros

Apuração aponta acessos irregulares a sistemas do Fisco e motivou operação da PF em três estados.

A Receita Federal encontrou indícios de que um servidor do Serpro (empresa estatal de processamento de dados) cedido ao Fisco está envolvido na quebra de sigilo de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus familiares. De acordo com apuração inicial, o servidor, lotado no Rio de Janeiro, teria acessado irregularmente os sistemas da Receita e entregue dados para outras pessoas.

Ainda não há informação sobre o nome do suspeito ou sobre a identidade de quem teria recebido o material.

A notícia de vazamento de dados da Receita ocorre na esteira do caso do Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado e que já levou a operações da Polícia Federal em Brasília, São Paulo e outros estados.

De acordo com a apuração inicial, o funcionário já era alvo de outra investigação da corregedoria da Receita e da Polícia Federal sobre vazamento de dados.

Foi detectada uma sobreposição do mesmo servidor nos dois casos, o que fez as autoridades acelerarem a operação realizada na manhã desta terça-feira (17). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

O rastreamento feito pela Receita permitiu identificar acessos indevidos, quanto tempo durou a visualização das páginas e se os dados do Fisco foram baixados ou impressos.

O mapeamento dos acessos também levou em conta as pessoas que tinham autorização para entrar no sistema por meio de procuração.

Lista envolve mais de 100 pessoas
Um robô foi utilizado para fazer o levantamento nos sistemas e verificar a quebra de sigilo de ministros e seus familiares (mães, pais, cônjuges e filhos). Trata-se de uma lista que envolve mais de 100 pessoas, como revelou a Folha de S.Paulo.

A primeira parte do levantamento da Receita foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado as informações. Foi com base nessa informações que a operação foi autorizada.
Moraes foi informado de que houve acesso à declaração da sua esposa, a advogada Viviane Barsi.

O escritório dela foi contratado pelo Master por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo em dezembro.

Outros integrantes da Corte também foram informados que dados dos seus familiares foram consultados irregularmente. Estão na lista de possíveis alvos dos acessos indevidos as ex-esposas do ministro Dias Toffoli, Roberta Rangel, e de Gilmar Mendes, Guiomar Feitosa.

De acordo com a Receita, o STF solicitou ao órgão em 12 de janeiro uma auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos três anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal, com base em notícias veiculadas pela imprensa.

Segundo a Receita, desde 2023 foram ampliados os controles de acessos a dados, com forte restrição aos perfis de acesso e ampliação de alertas. Foram concluídos sete processos disciplinares no período, com três demissões e sanções nos demais.

A Receita ainda tem dez processos administrativos em andamento, de acordo com pessoas a par do tema.

*ICL


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Política

Os infiltrados na Receita e o jornalismo lavajatista

O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, um dos servidores acusados de invadir o sistema da Receita para vazar dados de ministros do Supremo e familiares, tem salário de R$ 38.261,86. É o que informa o jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

O que eu, tu, todos nós queremos saber agora é para quem os dados eram vazados no esquema lavajatista de cerco a Alexandre de Moraes e ao STF.

Esses dados chegavam a alguém que centralizava a distribuição das informações. Tem jornalista envolvido? Pode ter. E aí teremos uma longa discussão sobre o direito do acesso a informações, mesmo as obtidas de forma criminosa.

Jornalistas podem dizer que não sabiam que eram informações ilegais (o que será uma desculpa furada) e que esquemas criminosos são denunciados muitas vezes a partir de ações criminosas.

Poderão alegar que, para chegar às movimentações de ministros e seus parentes, alguém se infiltrou na Receita e depois passou os dados a alguém que os repassou aos jornalistas.

Vamos ao exemplo histórico desse tipo de ação criminosa. Sergio Moro permitiu que a Polícia Federal grampeasse Dilma, em março de 2016. O objetivo era grampear Lula.

O conteúdo do grampo criminoso foi repassado por Moro a alguém da Globo, que o exibiu no Jornal Nacional. O que aconteceu com a Globo? Nada. E com o ex-juiz? Nada. Porque as vítimas eram Dilma e Lula.

É possível que os vazamentos de agora, de dentro da Receita, que municiavam os novos lavajatistas contra o Supremo (com o apoio de parte das esquerdas), também sejam vistos como ‘normais’.

E o baile segue, com todo mundo dançando bem agarradinho a Flávio e Michelle Bolsonaro, a Sergio Moro e aos fascistas em geral. Tem jornalista dançando bem coladinho.

Bandidagem ativa
A operação contra os invasores de dados da Receita vai oferecer mais uma prova de que a extrema direita continua atuando como quadrilha dentro das estruturas de Estado, apesar de ter perdido a eleição e fracassado no golpe.

Até o estagiário da Abin sabe que o fascismo mantém suas engrenagens golpistas funcionando, dentro e fora do setor público.

*Moisés Mendes/DCM


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Política

O bambuzal de Cármen Lúcia e os novos ventos da política

Luis Nassif

É mais uma demonstração do estilo Cármen Lúcia: um bambuzal que se verga conforme os ventos da cobertura jornalística.

Nas eleições de 2026, uma atuação isenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estará ameaçada por sua atual presidente, a ministra Cármen Lúcia, e, posteriormente, por seu sucessor, Kassio Nunes Marques. Ouso afirmar que os maiores riscos residem em Cármen Lúcia.

No julgamento das ações contra a escola de samba de Niterói, suas declarações soaram como ameaça explícita. A ministra comparou o cenário de possíveis ilegalidades no Carnaval a uma “areia movediça”, advertindo que o ambiente festivo favorece que candidatos e partidos adentrem um terreno perigoso de excessos e abusos.

É mais uma demonstração do estilo Cármen Lúcia: um bambuzal que se verga conforme os ventos da cobertura jornalística.

No Mensalão, foi fiel seguidora do relator Joaquim Barbosa, endossando suas arbitrariedades e ilegalidades. Na Lava Jato, revelou-se a mais implacável dos ministros do Supremo, rendendo-se à adulação das Organizações Globo, que enaltecia seus dotes de frasista e sua “mineiridade”.

Era um jogo de lisonja explícito, que envolvia completamente a ministra. A ponto de ela contratar como assessor o responsável por um blog de frases feitas. Embalada por esse apoio, Carmen Lúcia viveu momentos de apoteose: atacou o presidente do Senado por críticas dirigidas a um juiz de primeira instância e chegou a cogitar a convocação do Estado-Maior das Forças Armadas e dos ministérios da Justiça e da Defesa para finalidade indefinida.

O papel na Lava Jato

Nada, porém, foi mais revelador de sua personalidade do que as idas e vindas em torno da Lava Jato.

Em janeiro de 2018, como presidente do STF, Cármen Lúcia negou dois habeas corpus preventivos impetrados por estudantes de Direito em favor de Lula, após sua condenação em segunda instância pelo TRF-4.

Valeu-se, em seguida, de todos os subterfúgios para evitar que o plenário votasse a questão da prisão após sentença em segunda instância — tema que, se julgado, poderia ter beneficiado Lula e aberto caminho para sua candidatura em 2018. Em vez disso, submeteu ao colegiado o habeas corpus de Lula, remédio juridicamente mais restrito e de aprovação muito mais improvável. O HC foi negado por seis votos a cinco, com Carmen Lúcia garantindo o voto decisivo. A votação pavimentou a futura vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

O envolvimento direto com a operação

Gravações da Operação Spoofing apontaram indícios de que Cármen Lúcia orientou membros da Lava Jato a não cumprirem uma ordem do TRF-4 que determinava a soltura de Lula, em 2019. Segundo relato de Deltan Dallagnol reproduzido nas interceptações: “Cármen Lúcia ligou para Jungman e mandou não cumprir, e teria falado também com Thompson” — referência ao então presidente do TRF-4, Thompson Flores. O episódio ocorreu no fim de semana em que o desembargador Favreto ordenou a soltura de Lula e foi barrado por uma ação irregular do próprio presidente do tribunal.

Além disso, em entrevista à revista Veja, o hacker Walter Delgatti — responsável pelos grampos da Operação Spoofing — afirmou ter tido acesso a um grupo de WhatsApp do qual participavam Cármen Lúcia e Rosa Weber. Segundo ele, Cármen Lúcia teria comentado a morte do neto de Lula (que ela teria confundido com sobrinho) com a frase: “Quem faz mal a outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho.” Ainda de acordo com Delgatti, a observação teria levado Rosa Weber a abandonar o grupo imediatamente. As afirmações merecem o devido crivo crítico.

A atuação de Cármen Lúcia na Lava Jato está marcada por arbitrariedades — devidamente acompanhadas de frases de efeito, como a que cunhou no voto que decretou a prisão do senador Delcídio do Amaral: “O escárnio venceu o cinismo.”

As suspeitas

Em temas menos expostos politicamente, a presidência de Carmen Lúcia carrega ao menos um episódio de grave suspeição: o caso do pipeline farmacêutico. Tratava-se de um julgamento sobre medida tomada durante a gestão José Serra no Ministério da Saúde, que concedeu direitos de patente a medicamentos cujas patentes já haviam expirado até nos países de origem. Sem a cobertura da mídia, o episódio teria o porte de um grande escândalo da Justiça brasileira. O caso foi detalhado no artigo “Xadrez de Cármen Lúcia, uma cidadã acima de qualquer suspeita“, de 13 de setembro de 2018.

O bambuzal muda de novo

Quando os áudios da Spoofing vieram a público, cessou o apoio da Globo à Lava Jato — e Cármen Lúcia mudou de posição. De defensora intransigente dos abusos da operação, tornou-se crítica. Em agosto de 2019, surpreendeu os colegas: integrante da Segunda Turma do STF e aliada constante de Luiz Edson Fachin na defesa da Lava Jato, mudou subitamente de opinião e abriu caminho para a anulação da operação. Em março de 2021, seu voto foi decisivo no julgamento que reconheceu a parcialidade de Sérgio Moro no processo contra Lula.

Agora, desenha-se um novo quadro. A Globo tenta ressuscitar a Lava Jato por meio da Operação Master, e volta a articular a mesma soma de interesses que deu origem àquela operação. Nas últimas semanas, o noticiário da emissora foi marcado por uma enxurrada de entrevistas com Cármen Lúcia, realçando sua espirituosidade, seus dotes de frasista e seu perfil de “mineirinha”. E Cármen Lúcia respondeu na mesma moeda — com o discurso ameaçador sobre o desfile da escola de samba.

*Luis Nassif/GGN


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Política

Receita Federal detectou quebra de sigilo de dados de ministros do STF e parentes

Não foram divulgados os nomes dos ministros vítimas de vazamentos

A Receita Federal do Brasil informou nesta terça-feira (17) que já foram detectados desvios no acesso a dados de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e parentes, após auditoria nos sistemas solicitada pelo tribunal.

Em nota à imprensa, o órgão afirmou que tais desvios já foram informados ao relator do STF. A Folha revelou no domingo (15) que o ministro Alexandre de Moraes utilizou o inquérito das fake news, relatado por ele, para solicitar à Receita que investigasse o possível vazamento de dados há cerca de três semanas.

“A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”, acrescentou.

De acordo com o órgão, a auditoria envolve dezenas de sistemas e contribuintes e segue em andamento. A Receita diz que os sistemas são “totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal” e que desde 2003 foram concluídos sete processos disciplinares, com três demissões e sanções.

Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação adicional que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo ministros do STF e familiares.

EUA anunciam sanção a Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky e agravam  tensão diplomática - Brasil de Fato

A ação ocorreu por determinação do STF, a partir de uma representação feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Até o momento, não foram divulgados os nomes dos alvos da operação.

O tribunal também determinou a aplicação de medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

Entenda a operação da PF contra vazamentos de dados de ministros do Supremo

A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17) de Carnaval, quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas suspeitas de acessar e vazar dados fiscais sigilosos de ministros do STF e seus parentes

O que embasou a operação?

A Receita disse ter detectado “devios no acesso” aos dados fiscais de ministros da corte, sem informar quais. Como mostrou a Folha, o órgão rastreou os dados de 100 pessoas nos seus sistemas, incluindo pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros do Supremo. O trabalho envolve 80 sistemas e cerca de 8.000 procedimentos de checagem

Quem determinou a ação da PF?

O pedido partiu da PGR (Procuradoria-Geral da República), após o ministro Alexandre de Moraes determinar a investigação na Receita usando o inquérito das fake news, que completou seis anos em 2025 e foi criado para investigar ataques bolsonaristas contra o Supremo

Por quê?

Ministros suspeitam que servidores tenham acessado ilegalmente informações fiscais sigilosas, e também acusam a Polícia Federal de investigar o ministro Dias Toffoli sem autorização

Qual é o contexto do caso?

O STF está no centro de uma polêmica envolvendo a investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro, do caso Master, que é relatada pela corte. Reportagens revelaram sociedade entre irmãos do antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli, e o banqueiro Daniel Vorcaro; além disso, a imprensa também revelou contrato entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, e o banco.

*Laura Scofield e José Marques/ICL


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