Historicamente, a direita nunca teve qualquer propósito, projeto de país ou sentido que busque fortalecer a economia, o desenvolvimento ou algo que o valha. Para essa gente, tudo é reduzir o tamanho do Estado, procrastinar o máximo possível qualqer sopro de desenvolvimento e vilipendiar a infraestrutura do país, liquidando, na bacia das almas, estatais estratégicas, seguindo a cartilha antinacional neoliberal de um império que não não tem mais como parar em pé.
Mas a questão brasileira tem uma cartilha multiuso. Sim, Bolsonaro representou como ninguém o antipetismo, o anticomunismo, o desmonte das instituições, das estatais, da moeda brasileira, de qualquer política social, porque, junto a tudo isso, estão um racismo latente, que hoje, é um ativo político para parcela da sociedade, ódio de classe contra os pobres, homofobia e uma série de outras violências contra o cidadão que não esteja no perímetro social que contempla o domínio da oligarquia.
Para a direita, não existe um país, portanto, não tem sentido a contrução de uma política nacional, é um país que deve ser visto de forma cirurgiamente fragmentada para privilegiar somente as classes economicamente dominantes.
Nesse universo, há um padrão empresarial dominante de DNA flagorosamente escravocrata, daí a tara de moer direitos dos trabalhadores como se fossem peça de uma engrenagem que, danificada, troca-se por outra sem qualquer custo adicional. É uma espécie de padrão patrão.
Para essa gente, esse é o conceito de civilização que lhe interessa, onde se ataca direitos de muitos para manter privilégios de pouquíssimos.
O problema é que há um lado que resiste bravamente e combate essa visão oitocentista em pleno século XXI.
No Brasil, o sistema financeiro deu no deu com os maiores juros do mundo, justamente porque tem uma terra sedimentada para tal prática de explorção coletiva.
É tudo isso misturado que dá à direita o inapelável resultado de fracasso para o país, sempre. Mas isso insiste e se aprofunda no meio dos abastados, porque os próprios são diretamente beneficiados pelo caos, pelo atraso, pela distopia, pelo conceito de terra arrasada.
Todavia, na campanha de 2026, em defesa de um candidato que a direita ainda nem tem, é que já foi colocado o cordão do boi tonto para produzir catarses, fakes, focos que produzam vertigens para que não haja debates, já que muitos dos argumentos utilizados pela direita, na prática, já cairam por terra há muito tempo.
Ou seja a manutenção do poder ou a retomada dele, que é o que se objetiva, tem apenas uma direção e usarão todas as armas de todos os calibres que tiveren às mãos.
É bom que as ideranças progressistas mantenham a maior parte da sociedade, que quer o desenvimento do país, em alerta máximo, porque, pela inrodução dessa passeata de raios e trovões, a campanha da dirita será toda feita na base dos sermões religiosos e das procissões, como se viu neste domingo em Brasília, com resultado trágico para os apoiadores dessa insanidade histérica, que será recorrente porque não há outro caminho para essa gente percorrer.
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