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CV e PCC terroristas: Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil

Em documento, Itamaraty diz que classificação de CV e PCC como terroristas pode resultar em ação militar dos EUA em território brasileiro

Em um documento assinado pelo próprio chanceler Mauro Vieira, o Itamaraty admitiu o temor de os Estados Unidos utilizarem a força militar no Brasil por causa da classificação do Comando Vermelho (CV) e do PCC como organizações terroristas.

A informação consta em uma resposta do Itamaraty a um pedido de informação feito pela Câmara. No documento, o chanceler admite que a decisão dos EUA de classificar as duas facções como terroristas pode resultar em uma ação militar em território brasileiro.

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional“, diz Vieira.

De acordo com Igor Gadelha, Metrópoles, o chanceler ressalta que não houve comunicação formal do governo americano sobre a decisão. Segundo ele, a medida foi um “ato unilateral” dos EUA, o que desobriga o Brasil a se manifestar formalmente sobre o assunto.

“O processo estadunidense de designação de facções criminosas como organizações terroristas é ato unilateral que, portanto, não requer manifestação formal do governo brasileiro. Ainda assim, o governo brasileiro tem externado sua oposição a essa medida”, afirma.

Riscos ao Brasil
Além de uma eventual ação militar em território brasileiro, o chanceler lista outros problemas que a decisão pode acarretar. Segundo ele, a classificação pode ter “impactos relevantes tanto no plano econômico quanto no da soberania nacional”.

“A designação pode servir para que autoridades estadunidenses apliquem medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras, inclusive contra aquelas sem vínculos diretos com os EUA ou cuja ligação com os grupos designados seja indireta ou meramente involuntária. Adicionalmente, tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal”, explica o chanceler.


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Brasil Mundo

Trump transforma a Casa Branca em pirâmide bilionária: A mesma fábrica de corrupção que a família Bolsonaro monta no Brasil

Enquanto Trump posa de salvador do povo americano, uma investigação devastadora da imprensa internacional e do Congresso dos EUA revela a verdade nua e crua: o homem que jurou combater as elites transformou o cargo mais poderoso do planeta em um esquema pessoal de enriquecimento que faria inveja aos clãs mais vorazes da política brasileira.

Segundo dados financeiros divulgados e reportagens da Reuters, Associated Press, The Guardian e Wall Street Journal, Trump e seus filhos embolsaram aproximadamente US$ 2,3 bilhões com negócios de criptomoedas e outros ativos durante o mandato. No mesmo período, mais de um milhão de investidores perderam quase o mesmo valor — US$ 2,3 bilhões evaporados. Trump ganhou. Os trouxas que acreditaram na promessa perderam tudo. Pirâmide pura.

A Casa Branca virou escritório de vendas. Decisões favoráveis ao mercado crypto, redução de fiscalizações, eventos oficiais patrocinados por empresas da família, lutadores do UFC pagos em token Trump nos jardins presidenciais. O aniversário de 250 anos dos EUA foi sequestrado por uma estrutura paralela controlada por operadores da campanha, vendendo acesso, fotos com o presidente e pacotes milionários para financiadores.

Governos estrangeiros — Emirados, Arábia Saudita, Catar — injetaram centenas de milhões nos negócios da família enquanto negociavam acordos bilaterais com Washington. Conflito de interesses? Isso é eufemismo para corrupção institucionalizada.

Aqui no Brasil, a família Bolsonaro opera com o mesmo manual.

Flávio Bolsonaro e as rachadinhas, Queiroz, milícias, joias sauditas, Banco Master e as conexões com fraudes bilionárias, emendas parlamentares que explodem o orçamento, favorecimentos a aliados, uso da máquina pública para blindagem familiar e narrativa de perseguição. Trump monetiza a Presidência com crypto e eventos; aqui, o clã usa cargos, emendas, milícias e igrejas para manter o fluxo de poder e dinheiro.

Ambos vendem a mesma mercadoria envenenada: populismo de fachada. Prometem lutar contra o sistema, devolvem o poder ao “povo”, mas na prática constroem impérios onde o líder, os filhos, os aliados e os financiadores concentram riqueza, influência e impunidade. A bandeira vira produto. O Palácio vira vitrine. A nação vira marca registrada para enriquecimento privado.

Trump não “drenou o pântano”. Ele mergulhou nele e abriu franquias. Bolsonaro e filhos fizeram o mesmo no Brasil — e continuam tentando. O povo paga a conta: investidores quebrados, orçamento sangrado, democracia enfraquecida.

Acorda, povo!

Acorda, Brasil!

Não é patriotismo. É pirâmide com bandeira.

Não é liderança. É crime organizado com gravata e Bíblia na mão.

A extrema-direita mundial não combate elites. Ela é a elite parasita que se alimenta do povo que diz defender.



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Brasil Política

Vai ser submisso assim lá na casa do…: Flavio quer Brasil alinhado com Israel

Em Buenos Aires, senador usou evento de grupos conservadores pró-Israel para atacar Lula e prometer alinhamento ao regime de Benjamin Netanyahu, responsável pelo assassinato de milhares de palestinos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste domingo (28) na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). No palco, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “antissemita”, prometeu transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e anunciou adesão do país aos Acordos de Isaac, iniciativa diplomática de Javier Milei e Benjamin Netanyahu, caso seja eleito em outubro.

Flávio Bolsonaro ataca Lula e promete entregar o Brasil Para os EUA/Israel
O discurso de Flávio Bolsonaro em Buenos Aires foi construído sobre dois eixos: o ataque direto ao presidente Lula e uma série de promessas de ruptura na política externa brasileira. Ao chamar Lula de “antissemita”, o senador mentiu que Lula nutre ódio pelo povo judeu, evocando a declaração que o presidente fez em 2024, quando comparou a ação militar genocida de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto nazista. A ofensiva israelense no enclave deixou mais de 70 mil palestinos mortos até então.

A promessa mais concreta do discurso foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, caso Flávio vença as eleições de outubro. O pré-candidato foi além: afirmou que, já no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília. A mudança de sede de embaixada para Jerusalém é uma questão diplomaticamente sensível: a maioria dos países mantém representações em Tel Aviv justamente para não antecipar posição sobre o status da cidade, disputada entre israelenses e palestinos em qualquer cenário de negociação de paz.

“A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro no evento.

O senador elogiou a diplomacia israelense e prometeu que o Brasil aderirá aos Acordos de Isaac, iniciativa patrocinada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu com o objetivo de estreitar relações entre Israel e países da América Latina.

Contexto das declarações e alinhamento internacional
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão tensas desde 2024, quando a ofensiva israelense em Gaza provocou críticas públicas do presidente Lula. A comparação que Lula fez entre a ação militar israelense e o Holocausto gerou reação imediata de Tel Aviv e culminou na retirada dos embaixadores de ambos os países de suas respectivas representações, um gesto diplomático que sinaliza rebaixamento formal das relações. Desde então, o Brasil opera com um encarregado de negócios na embaixada em Tel Aviv, e Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília.

Nesse cenário de ruptura, Flávio Bolsonaro escolheu Buenos Aires para se posicionar como o candidato do realinhamento. Em discurso proferido em espanhol, o senador também defendeu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, associando as facções ao Irã e ao Hezbollah. Para sustentar o argumento, citou que, segundo a Justiça argentina, o atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992 foi atribuído ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Acrescentou ainda que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio da inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções criminosas brasileiras, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas.

Submissão aos EUA
O discurso em Buenos Aires não é um episódio isolado. Semanas antes, no início de junho, Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em papel timbrado do Senado Federal. No texto, além de pedir que Washington não impusesse novas tarifas sobre produtos brasileiros, o senador se comprometeu a colocar sua equipe de transição “à disposição” do governo norte-americano caso eleito, para acelerar um acordo comercial. Rubio respondeu agradecendo a “oferta generosa”, mas manteve integralmente a posição favorável às tarifas contra o Brasil.

O governo Lula, parlamentares de esquerda e setores da diplomacia brasileira classificaram a proposta como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a carta “escancara o tamanho da submissão” de Flávio aos EUA.


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Brasil Mundo

Itamaraty: Chanceler brasileiro soa alerta contra ingerência dos EUA

Em discurso na Assembleia da OEA, Mauro Vieira alertou para risco em eleições, denunciou ingerência e sugeriu que classificar crime como terrorismo abre a risco de intervenção

O chanceler Mauro Vieira usou seu discurso na Assembleia Geral da OEA, no Panamá, para mandar recados contundentes ao governo norte-americano e reafirmar a posição do Brasil sobre temas como a defesa da soberania.

Numa região que vem sofrendo uma ofensiva por parte do governo de Donald Trump e uma pressão sobre eleições, a postura do chefe da diplomacia brasileira foi a de soar o alerta sobre os riscos de ingerência estrangeira, abalo nos processos eleitorais e mesmo ataques contra a soberania.

A mensagem ocorre no mesmo dia em que Trump usou as redes sociais para divulgar um artigo no qual citava o avanço dos EUA na região como ele tem o Brasil como seu próximo foco de desestabilização.

Num dos trechos do discurso realizado nesta terça-feira, Vieira apontou como o sistema interamericano foi fundamental na defesa de princípios do direito internacional como a igualdade soberana das nações, a autodeterminação nacional e a não-intervenção em assuntos de outros países.

O recado estava claro: a ingerência será rejeitada. “O Brasil está convicto de que esses princípios sempre indicarão o bom caminho da convivência pacífica no âmbito interamericano”, avisou.

Para ele, a igualdade soberana, a autodeterminação e a não-intervenção serão “sempre melhores do que o caminho marcado pelas tentações do unilateralismo, da uniformidade e das esferas de influência”.

Na avaliação do brasileiro, “medidas coercitivas e grupos excludentes não resolverão os problemas que afligem muitos de nossos países”.

Crime não pode ser pretexto para atacar outro país
Um dos alertas de Vieira se referiu ao uso do suposto combate contra o crime organizado para justificar incursões em outros países.

O chanceler admitiu que “o crime organizado não respeita fronteiras e tem se revelado um dos problemas mais graves a afetar as diferentes regiões que conformam o âmbito interamericano”. Ele também insistiu que o governo brasileiro confere a “mais alta prioridade” ao combate ao crime organizado.

Mas mandou seu recado, diante da pressão de Trump para converter grupos criminosos em entidades terroristas.

Para ele, esses grupos são “estruturas criminosas movidos pelo lucro, que buscam controlar territórios e mercados ilícitos”.

“Nesse sentido, devemos resistir à tentação de reclassifica-lo sob rótulos que confundem fenômenos de naturezas distintas”, alertou.

“Categorias importadas de outros contextos não contribuem para desmantelar as redes criminosas. Ao contrário: limitam o fundamental intercâmbio de inteligência e podem converter-se em pretexto para respostas que ignoram fronteiras, jurisdições e a igualdade soberana das nações”, disse.

Eleição sob risco
Outro alerta do chanceler brasileiro foi direcionado ao impacto da desinformação nas eleições pela América Latina. “A estabilidade de nossa região depende, da mesma maneira, de democracias fortes, construídas a partir de eleições transparentes, justas e participativas”, disse.

Ele lembrou que, em 2026, vários países da região passaram ou passarão por pleitos importantes, inclusive o Brasil.

“É essencial reforçar nossa capacidade de garantir a integridade da informação e evitar o uso de meios digitais para disseminar notícias falsas, minar a confiança na democracia e interferir indevidamente em processos eleitorais”, defendeu.

“Nesse momento em que a difusão deliberada de informações falsas e o avanço da desinformação ameaça a integridade do voto em nossos países, cumpre-nos intensificar a troca de experiências para lidar com esse desafio”, reivindicou.

Sem dono único
Num contexto de um debate sobre a influência cada vez maior de grupos de extrema direita nos trabalhos da OEA e da pressão dos EUA, o Brasil também saiu em defesa de uma instituição que seja capaz de manter sua autonomia.

“Continuamos resolvidos a seguir a órbita independente ditada pelos nossos interesses nacionais. Continuamos, ao mesmo tempo, a atuar pela conservação do patrimônio coletivo da OEA na concertação política e na construção de consensos interamericanos”, disse.

“Mas essa Organização não tem, nem terá, dono único; ela pertence a todos”, alertou.

“Daí, justamente, advém a credibilidade que ela não deve descartar em troca de tentações ou ambições passageiras”, completou Vieira.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil Mundo

Falastrão: Trump diz que eleições no Brasil é seu próximo desafio, ‘a potência política da região’

Texto compartilhado por Trump fala em virada à direita no Brasil e mudança no mapa da América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a citar o Brasil em sua rede social ao compartilhar um artigo que coloca a eleição presidencial de 2026 no país como um dos próximos temas de interesse do republicano. O episódio ocorreu dias após Trump afirmar que o Brasil se tornou “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”.

A publicação foi feita na plataforma Truth Social e reproduz um texto do site norte-americano Newsmax, que afirma que as atenções políticas agora se voltam para o Brasil, descrito como “a potência política da região”. Segundo o artigo, a próxima disputa presidencial brasileira pode se tornar a mais relevante do hemisfério ocidental.

O texto também lista o Brasil entre os quatro principais “desafios” que ainda estariam no radar de Trump, ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela. Na análise, a eleição de 2026 já estaria gerando debates sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e sobre a condução do pleito em termos de liberdade e justiça.

Em outro trecho, o artigo afirma que “Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente” e sugere que, caso o Brasil “se junte à crescente lista de países que se movem para a direita”, o mapa político da América Latina seria “drasticamente diferente do que era há apenas uma década”.

Confusão em discurso no G7
As declarações se somam a falas recentes em que Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso”, feitas após questionamentos sobre encontros com Lula durante a cúpula do G7, na França. Na ocasião, o republicano mencionou de forma incorreta a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. O presidente americano confundiu Eduardo Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato ao Planalto, além de fazer referência equivocada a uma suposta prisão do deputado, que não ocorreu.

As declarações provocaram reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que Trump “não conhece o Brasil” e criticou o que classificou como possível interferência em assuntos internos do país. “Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania”, disse Lula.

O presidente brasileiro também saiu em defesa do sistema eleitoral do país e afirmou que os Estados Unidos poderiam “aprender com o Brasil” em termos de organização e tranquilidade nas eleições. “Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, afirmou.

Lula ainda reforçou que o processo eleitoral brasileiro é um tema interno. “Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse.

*ICL


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Brasil

New York Times elege o hino do Brasil o mais bonito entre os países da Copa

Publicação exalta a introdução orquestral de 28 segundos da canção

O jornal The New York Times elegeu o Hino Nacional Brasileiro o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026. A matéria, publicada nesta sexta-feira (19) e assinada pelo jornalista Tim Spiers, traz tons de crítica musical com pitadas de humor.

A publicação exalta, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do nosso hino nacional.

“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”, escreveu o jornal.

Em meio a elogios, o texto ainda lembra a execução do Hino Nacional na Copa de 2014, quando torcida e jogadores cantaram a plenos pulmões cada verso. Porém, após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, o momento perdeu o brilho e ganhou tons de desespero na imprensa esportiva brasileira.

“Para a partida contra Marrocos, não houve o choro e o melodrama que vimos antes da semifinal, em casa, em 2014, mas provavelmente foi melhor assim”, brincou.

Curiosamente, o último colocado no ranking do NY Times é justamente o hino da Inglaterra, Deus Salve o Rei. A Inglaterra é o país onde a editoria de esportes do jornal – The Athletic – está baseada. “É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”.

Os cinco mais belos hinos dos países participantes da Copa, segundo o jornal, são, na ordem: Brasil, França, Colômbia, Portugal e Escócia.

Hino do Brasil
O Hino Nacional Brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra.

“Uma vez proclamada a República, convocou-se concurso para substituir esse Hino por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino não deixou alternativa à sua manutenção”, relata o Ministério das Relações Exteriores, em sua página oficial.

Os versos, compostos por Osório Duque Estrada, foram incluídos de forma oficial em 6 de setembro de 1922.

Ranking do NY Times:

  • Brasil
  • França
  • Portugal
  • Colômbia
  • Escócia
  • Equador
  • Argentina
  • Egito
  • Uruguai
  • Bósnia e Herzegovina
  • Estados Unidos
  • RD Congo
  • Curaçao
  • Coreia do Sul
  • Costa do Marfim
  • ]Panamá
  • Canadá
  • México
  • Haiti
  • Irã
  • África do Sul
  • Japão
  • Marrocos
  • Iraque
  • Turquia
  • Austrália
  • Tchéquia
  • Tunísia
  • Senegal
  • Suécia
  • Argélia
  • Paraguai
  • Suíça
  • Cabo Verde
  • Noruega
  • Uzbequistão
  • Arábia Saudita
  • Bélgica
  • Gana
  • Croácia
  • Holanda
  • Catar
  • Áustria
  • Nova Zelândia
  • Alemanha
  • Espanha
  • Jordânia
  • Inglaterra

*ICL


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Rumble e Trump Media pedem à Justiça dos EUA julgamento à revelia de Moraes

Empresas sustentam que Moraes ‘não compareceu, respondeu, solicitou prazo adicional ou apresentou qualquer defesa’

A Rumble e a Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediram nesta quinta-feira (18) que a Justiça da Flórida reconheça formalmente que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), não apresentou defesa dentro do prazo previsto em uma ação movida pelas companhias contra ele.

A medida representa um passo preliminar para um eventual julgamento à revelia. As empresas afirmam que Moraes foi citado por email em maio, por meio de um procedimento alternativo autorizado pela própria corte, e que o prazo para resposta terminou em 15 de junho sem manifestação do ministro.

Segundo os advogados da Rumble e da Trump Media, os documentos da ação foram enviados por meio de dois emails. Embora uma das mensagens tenha retornado com aviso de que a caixa não estava habilitada para receber emails, os autores afirmam ter recebido confirmação de entrega da mensagem enviada ao endereço vinculado ao gabinete do ministro.

Na petição, as empresas sustentam que Moraes “não compareceu, respondeu, solicitou prazo adicional ou apresentou qualquer defesa” após a citação. Com base nisso, pedem que a secretaria da corte registre formalmente o descumprimento do prazo processual pelo réu.

O pedido foi apresentado três dias após a AGU (Advocacia-Geral da União) ingressar no processo. A Rumble argumenta que a iniciativa do governo brasileiro não impede o reconhecimento de que Moraes deixou transcorrer o prazo sem apresentar defesa.

Ao anunciar a medida, a AGU afirmou que a ação representa uma tentativa de submeter atos praticados por um integrante da Suprema Corte brasileira à jurisdição de um tribunal estrangeiro, o que configuraria afronta à soberania nacional e à independência do Judiciário.

Na manifestação protocolada nesta quinta, porém, os advogados da Rumble afirmam que a atuação do governo brasileiro não substitui uma resposta de Moraes. Segundo eles, a República Federativa do Brasil não representa o ministro individualmente no processo e não possui autoridade para responder em seu nome.

Os autores destacam ainda que, embora o governo brasileiro tenha pedido para intervir na ação e solicitado seu arquivamento, Moraes não apresentou defesa própria nem pediu prorrogação do prazo para se manifestar.

A medida solicitada pelas empresas não encerra o processo nem representa uma vitória automática dos autores. Caso o pedido seja aceito, a ação seguirá para uma nova fase processual, na qual a Rumble e a Trump Media poderão buscar uma decisão favorável com base na ausência de defesa apresentada pelo réu.

A disputa judicial teve início após a Rumble e a Trump Media contestarem decisões de Moraes relacionadas à moderação de conteúdo e ao bloqueio de contas em plataformas digitais.

Em 22 de maio, a Justiça dos EUA autorizou a citação do magistrado por email. Segundo a decisão, foram frustradas as tentativas de notificação formal por meio de cooperação internacional entre os dois países. Com a citação efetivada, passa a correr prazo de 21 dias para apresentação de resposta, sob pena de decretação de revelia.

As empresas alegam que as determinações do ministro produzem efeitos nos Estados Unidos e violam garantias previstas na Constituição americana.

*ICL


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Vídeo: Lula responde a Trump sobre “Brasil politicamente perigoso”: Não se meta!”

Presidente brasileiro rebateu declarações de Trump, que ainda propagou fake news sobre a prisão de “Bolsonaro Jr.” durante a cúpula do G7 na França

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu publicamente, nesta quarta-feira (17), às declarações de Donald Trump sobre a política brasileira feitas ao fim da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Em coletiva de imprensa em Genebra, Lula afirmou que Trump “não pode violar a soberania e se meter nas eleições brasileiras” e defendeu a lisura do sistema eleitoral do país, após o presidente americano classificar o Brasil como “politicamente perigoso” e disparar fake news sobre “prisão de um Bolsonaro Jr.”

Lula reage a Trump e defende soberania brasileira
A resposta de Lula foi direta.

“Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema, é problema dele, afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse o presidente, em Genebra.

Lula acrescentou que espera apenas que Trump “não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania”.

*Forum


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A íntegra do fundamental discurso de Lula no G7

O discurso do presidente Lula na cúpula do G7, em Évian, na França, destacou-se pela defesa do multilateralismo e críticas contundentes ao protecionismo, ao unilateralismo e à desigualdade global. Ele falou diretamente diante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordando temas de soberania e justiça econômica.

Os principais pontos da fala do presidente incluíram:

Desigualdade e Neoliberalismo: Lula afirmou que o neoliberalismo agravou a crise econômica e as desigualdades entre países ricos e pobres.

Ele citou o empresário Elon Musk ao destacar que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

Defesa da Soberania e Crime Transnacional: Fez uma crítica indireta a decisões dos EUA sobre o combate ao narcotráfico, ressaltando que tal esforço deve respeitar a soberania dos países e ser integrado à agenda de desenvolvimento, e não utilizado como justificativa para intervenções unilaterais.

Financiamento e Dívida Externa: Criticou os gastos militares globais (cerca de US$ 3 trilhões), enquanto nações em desenvolvimento pagam bilhões em serviços da dívida. Ele defendeu que essas nações não devem ser obrigadas a escolher entre pagar credores e alimentar sua população.

Tecnologia e Inteligência Artificial: O presidente argumentou que a Inteligência Artificial e a transição digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de renda e exclusão dos países em desenvolvimento.

A íntegra do discurso:

Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.

Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.

Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.

Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo.

Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras.

Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos.

O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias.

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas.

A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.

Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.

Caminhamos na contramão da Agenda 2030.

Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los.

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.

Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.

No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.

O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento.

A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%.

Não são cifras abstratas.

Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.

São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.

Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento.

Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.

Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.

O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos.

A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.

Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados.

Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.

Está claro que o desafio não é administrar a escassez.

O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.

Não faltam boas ideias.

Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis.

O Brasil tem dado a sua contribuição.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.

A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.

O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio.

Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.

Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.

Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.

A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.

Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas.

Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.

Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.

As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.

Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.

Muito obrigado.


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França oferece ao Brasil tecnologia para reduzir dependência dos EUA

Em encontro no G7, Macron indicou que quer participar de busca do Brasil por soberania digital

O governo da França se ofereceu para fornecer supercomputadores ao Brasil, num esforço para garantir a soberania digital do país. O tema esteve na agenda entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o francês, Emmanuel Macron. O encontro ocorreu em Evian, às vésperas do início da cúpula do G7.

De acordo com o Palácio do Planalto, a conversa durou cerca de 40 minutos. “O presidente Macron reiterou o interesse da França em participar dos esforços brasileiros para a aquisição de supercomputadores, em reforço à soberania digital do Brasil”, disse.

Há pouco mais de dez anos, o governo adquiriu um primeiro supercomputador da França. Agora, o país está dando um salto em sua capacidade computacional e deve abrir licitação para a compra de novas tecnologias, principalmente para o setor de IA.

Ciente da busca do Brasil por alternativas à tecnologia dos EUA, Macron vem insistindo em oferecer supercomputadores ao país. Para Brasília, a França terá de fazer uma oferta de preços e apresentar uma tecnologia que seja considerada como adequada.

No encontro desta segunda-feira, o presidente brasileiro destacou ainda que este ano marca os 20 anos da criação da UNITAID, organização criada por Lula e Jacques Chirac em 2006, com o objetivo de promover a ampliação do acesso a medicamentos pelos países do Sul Global. A iniciativa foi lembrada como exemplo concreto de combate às desigualdades e de reafirmação da solidariedade internacional.

“Na esfera bilateral, os dois presidentes reiteraram os avanços positivos da cooperação em defesa, em especial o sucesso do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB)”, disse.

“Os mandatários concordaram também em ultimar medidas para o aprofundamento da cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá”, completou a nota do governo.

*Jamil Chade/ICL


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