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Por falar em 1º de abril, Bolsonaro mentiu 6.676 vezes durante seu governo

Pandemia, economia e eleições foram os principais alvos de mentiras do ex-presidente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mentiu 6.676 vezes durante o seu governo, aponta um levantamento feito pela agência de checagem Aos Fatos. O número representa uma média de 4,58 mentiras por dia ao longo de seu mandato, que foi de janeiro de 2019 até dezembro de 2022.

Esse padrão de desinformação não se restringiu a um único tema, mas foi abrangente, afetando desde a gestão da pandemia de Covid-19 até a economia e as urnas eletrônicas. O negacionismo diante da pandemia foi um dos pilares dessa estratégia. Bolsonaro insistiu em minimizações sobre a gravidade do coronavírus, como quando se referiu à doença como uma “gripezinha”, ou ao defender medicamentos sem comprovação científica, como a hidroxicloroquina.

Das 6.676 declarações falsas, 2.511 foram relacionadas à pandemia, representando 37,61% das checagens enganosas realizadas. Durante a crise sanitária, o presidente não apenas desinformou sobre as medidas de distanciamento social, mas também questionou a eficácia das vacinas, desafiando a opinião científica e prejudicando a resposta nacional à saúde pública.

A economia, por sua vez, também foi alvo de manipulação. Ao longo de seu mandato, Bolsonaro fez 1.212 declarações falsas sobre o tema, especialmente em relação ao emprego e ao desempenho econômico durante a pandemia. Ele distorceu números para minimizar os efeitos negativos da crise e inflou as realizações do seu governo, como quando exagerou o endividamento da Petrobras nos governos anteriores. No ano eleitoral de 2022, o presidente também tentou apropriar-se de inovações como o sistema de pagamentos instantâneos Pix, que na verdade foi idealizado pelo Banco Central na gestão de Michel Temer (MDB), antes mesmo de Bolsonaro assumir a presidência.

Outro capítulo da desinformação foi a crise ambiental, que teve forte repercussão internacional devido ao aumento do desmatamento na Amazônia. Para minimizar a gravidade da situação, o presidente repetiu inverdades sobre a floresta, chegando a afirmar que ela não poderia pegar fogo por ser uma área úmida. Além disso, questionou as medições feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), alegando que os satélites registravam até fogueiras de festas juninas como incêndios florestais.

O ataque à credibilidade do sistema eleitoral brasileiro foi outro pilar fundamental da estratégia de desinformação de Bolsonaro. Ao longo do mandato, especialmente durante a campanha de 2018 e no período eleitoral de 2022, o presidente fez constantes ataques às urnas eletrônicas. Disse que o sistema não seria auditável, incitou teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e usou essas mentiras para contestar os resultados da eleição de 2022, gerando uma crise institucional que ainda reverbera no país. As declarações sobre a fraude nas urnas em 2018 e 2014, por exemplo, foram amplamente desmentidas, mas continuaram a ser repetidas durante todo o período eleitoral.

As mentiras de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral brasileiro foram amplamente citadas pela Polícia Federal no inquérito do golpe, que investiga uma tentativa de golpe para manter o ex-presidente no poder após perder as eleições de 2022. Segundo as investigações, os constantes ataques às urnas foram parte fundamental de uma trama para fragilizar a democracia brasileira e justificar o golpe. Com 247.

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Governo de Porto Alegre faz caixa e superávit com confisco salarial

O atual governo de Porto Alegre aprofundou a política das últimas gestões da cidade, de fazer caixa e alcançar superávits orçamentários confiscando o salário dos funcionários da Prefeitura Municipal.

De maio de 2016 a janeiro de 2025 os funcionários públicos da capital gaúcha acumularam perdas financeiras consideráveis, porque os sucessivos governos descumpriram a Lei Orgânica do Município e não fizeram a reposição anual do índice de inflação, o que caracteriza confisco de parcela dos salários.

Em quase todo período desses 8 anos e 7 meses [maio/2016 a janeiro/2025], o confisco salarial da Prefeitura causou enorme perda do poder aquisitivo dos municipários.

O DIEESE calcula que os salários do funcionalismo municipal deveriam ser reajustados em 31,67% em janeiro deste ano.

O trabalhador do Município que em maio de 2016 tinha uma remuneração de R$ 2.500, em janeiro de 2025 deveria estar recebendo R$ 3.832,58, mas a Prefeitura pagou R$ 2.910,69, significando uma diferença de R$ 921,90 confiscada deste funcionário – quase um terço do seu salário.

A soma dos confiscos mensais havidos nesses 8 anos e 7 meses mostra que este funcionário que recebia R$ 2.500 em maio/2016 acumulou a perda de uma renda de R$ 52.610,41 no período – média de R$ 6.129,37 por ano e de R$ 510,78 por mês [acessar aqui a planilha com a apuração das diferenças mensais em todo período de 8 anos e 7 meses].

Na tabela abaixo pode-se constatar as perdas financeiras acumuladas pelos funcionários municipais de diferentes níveis salariais e a renda total confiscada deles nesses anos:

Os servidores com salário mensal de R$ 7.500, por exemplo, não receberam uma renda de R$ 157.831,23, que serviu para a Prefeitura fazer caixa.

Para calcular o valor total confiscado pela PMPA entre maio/2016 e janeiro/2025, basta se multiplicar o valor do salário recebido em maio de 2016 pelo fator matemático 21,04.

Por exemplo: de quem recebia um salário de R$ 4.815,00 em maio/2016, a Prefeitura deixou de pagar ilegalmente R$ 101.327,65 [R$ 4.815 x 21,04] no período inteiro.

Esse dinheiro confiscado de cada servidor para a PMPA fazer caixa tem impacto relevante na vida dos municipários e suas famílias.

Além de muitos endividadas e dependentes de crédito consignado, têm vivido anos de privações e adversidades com a perda de poder aquisitivo.

Superávits com salário confiscado
Na época da data-base dos municipários de Porto Alegre, o governo municipal repete sempre a ladainha de dificuldades financeiras da Prefeitura para não repor as perdas salariais causadas pela inflação.

Mas isso é uma grande mentira, pois a Prefeitura teve superávit orçamentário em todos esses anos, como se observa no quadro:

 

Prefeitura faz caixa em cima dos municipários
A Prefeitura faz caixa em cima dos salários dos funcionários. O saldo no caixa do Município em março, relativo ao primeiro bimestre de 2025, estava em R$ 1,22 bilhão [Fonte: Fluxo de Caixa 2025, acumulado de fevereiro de 2025, Secretaria Municipal da Fazenda].

O dinheiro que o governo municipal alega faltar para repor os 31,67% de perdas salariais do funcionalismo engorda cada vez mais o caixa do Município. Isso quando não escorre dos cofres municipais pelos dutos dos grandes esquemas de corrupção investigados pela Polícia e Ministério Público, e que desviaram milhões de reais da saúde, da educação e do DMAE do orçamento municipal.

*Do blog de Jeferson Miola

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Política

‘Meu pai ajudou a criar o SNI nos primeiros momentos da ditadura’

Diferente do pai, o advogado José Silvio Jacome se define como progressista , brizolista e vota no PT.

Os ruídos vindos da cozinha acordaram o menino José, o Zezinho, no meio da madrugada. Esfregando os olhos, sonolento, ele saiu do quarto para ver o que estava acontecendo. Encontrou a mãe, Beatriz, acabando de servir às pressas um café ao seu pai, que já estava vestido para sair. Ela perguntou o que aquele garoto de 13 anos estava fazendo acordado às 3 horas da madrugada. Antes de ser levado por ela de volta para o quarto, quis saber onde o pai estava indo àquela hora. A mãe explicou que tinham ligado do trabalho para que ele fosse tratar de uma emergência. O menino voltou a dormir.

Essa cena, que ficou na memória de José Silvio Jacome, se desenrolou no apartamento em que morava, na Rua Dona Delfina, Tijuca, zona Norte do Rio de Janeiro, no início do dia 1° de abril de 1964. Somente dois anos depois, o garoto tomaria consciência de que seu pai, o advogado André Fernandes Silva Jacome, fora convocado naquela ocasião para uma tarefa grave: dar suporte ao golpe militar-empresarial que jogou o país em uma ditadura que durou 21 anos.

Hoje, com 74 anos, José Silvio tem convicção de que se tornou naquele momento, mesmo que indiretamente, uma das primeiras pessoas a ter a vida afetada pelo regime de exceção que subjugou a democracia no Brasil. Não pelo acontecimento prosaico de ter o sono interrompido pelos barulhos vindos da cozinha, mas porque a convocação feita naquela madrugada de 1964 mudaria para sempre a rotina de sua casa.

“Chamaram meu pai para que ajudasse na estruturação do SNI (Serviço Nacional de Informações)”, conta.

Trata-se do órgão criado oficialmente em junho daquele ano, destinado à espionagem e ao levantamento de informações sobre os adversários políticos da esquerda, ou mesmo da direita que tivessem boa relação com aqueles que a ditadura considerasse “subversivos”. Ao mesmo tempo, o serviço ajudou a encobrir os crimes dos integrantes do regime.

Chefiado pelo poderoso general Golbery do Couto e Silva, considerado um dos principais articuladores do governo ditatorial, o SNI absorveu o Serviço Federal de Informações e Contrainformação (criado em 1958) e a Junta Coordenadora de Informações (criada em 1959). Era o centro de decisão no qual se decidia quais pessoas, instituições e grupos deveriam ser reprimidos, e de que forma.

O jornal Correio da Manhã o definiu com essas palavras: “É um ministério de polícia política, instituição típica do Estado policial e incompatível com o regime democrático”.

Golbery criou o SNI. Posteriormente foi espionado pelo órgão: “Criei um monstro” (Domínio público / Acervo Arquivo Nacional)

Mesmo que tivesse uma proposta autoritária, tanto o general Castello Branco — o primeiro ditador do regime — quanto Golbery quiseram dar ao SNI uma aparência de legalidade. Essa foi a primeira tarefa do advogado André Fernandes Silva Jacome: ajudar a traçar parâmetros que pudessem dar aspectos “legais” ao trabalho do órgão.

“Em 1965, foi lançado o texto ‘A legislação brasileira e a segurança nacional’, do qual meu pai foi um dos autores (junto com Josias Argons)”, relata José Silvio.

O documento passou a circular no Estado Maior das Forças Armadas com o carimbo de “Reservado”. Em suas páginas, definiu o conceito de “ordem política e social”, que serviria como base ao governo militar, sugeriu o papel do “Conselho de Segurança Nacional” e deu interpretação própria a vários pontos da vida nacional, em capítulos cujos títulos são autoexplicativos: “Crimes de responsabilidade”, “Direito de greve”, “Liberdade de imprensa”, “Partidos políticos e legislação eleitoral” e outros.

A linha de raciocínio dos autores está explícita no tópico “Direito positivo”, em que definem “segurança nacional” como a “sensação de paz e tranquilidade que o governo propicia ao povo”, algo que “ocorre em todos os setores da vida nacional”. Partindo dessa premissa, o Estado deveria criar órgãos indispensáveis à “realização da política de segurança nacional”.

Apesar da participação do pai no regime autoritário, José Silvio, também advogado, se define progressista. Conta que repudiou a ditadura desde quando teve consciência do que estava acontecendo e aos 15 anos, aluno do Colégio Pedro II, começou a participar do movimento estudantil, que fazia manifestações contra o governo. O pai nunca soube.

“Nós não conversávamos sobre ideologia política. A certa altura, ele começou a me relatar os absurdos que aconteciam no SNI, muito desgostoso. Era como se eu fosse o confidente dele”, recorda.

Mesmo com o trabalho do pai tendo contribuído para a formação do órgão de repressão, José Silvio o considera um “democrata”. “Era uma época de uma divisão muito grande da sociedade. Ou você estava de um lado, ou estava de outro, não havia meio termo”, justifica.

Conta que o pai participou da Comição Geral de Investigação que revirou pelo avesso a vida de Leonel Brizola, acusado pelos militares de ser “comunista” e “corrupto”. Em uma das conversas, contou que não encontrara nada que justificasse essa classificação.

“O Brizola pode ser tudo, menos comunista e ladrão, pois é dono de milhares de cabeças de gado e suas fazendas ultrapassam três países e não ia se sujar por dez merrecas”, disse o pai, revoltado.

“Desde então, virei brizolista”, conta José Silvio, que tem votado há muitos anos nos candidatos do PT.

Outro motivo de decepção do pai, segundo conta, foi o resultado do Inquérito Polcial-Militar que cassou o coronel da Aeronáutica Rui Moreira Lima, um herói da Segunda Guerra Mundial, também classificado de subversivo. “Meu pai votou contra a cassação, mas dois generais votaram a favor, e por isso foi derrotado. Ele considerava Rui um homem íntegro, que foi vítima pela disputa de protagonismo entre Exército e Aeronáutica”, lembra.

Na opinião de José Silvio, esses dissabores levaram seu pai a uma tristeza profunda, que colaboraram para que tivesse uma isquemia em 1972. Passou a vegetar, com grandes dificuldades para se locomover e falar: “Passou a viver amarrado em uma cama, já sem raciocinar. Teve uma morte horrível em 1983”.

O filho progressista prefere lembrar do que chama de boas intenções do pai, que classifica como advogado competente e respeitado, traído pelos rumos que o regime militar tomou.

Sobre a reivindicação de volta da ditadura, que voltou a ser bandeira de grupos de uma ala militar, José Silvio sugere uma urgente mudança no currículo da caserna. “O problema é a doutrina. Até hoje há apostilas na academia militar que tratam o golpe de 64 como ‘revolução democrática’”, exemplifica. “É preciso ensinar democracia nessas escolas”.

Pela relação de décadas que manteve com militares, chegou a ser convidado para participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Por causa disso rompi amizades de quase 60 anos. Disse que votei no Lula e que não iria haver golpe. Fiz um relatório para o Xandão (ministro Alexandre de Moraes) relatando as reuniões desses conspiradores”, conta. “Sou anti-ditaduras”.

*Chico Alves/ICL

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Política Tecnologia

Grok, o robô de Elon Musk, disse que votaria em Lula em 2026

O Grok, a inteligência artificial de Elon Musk, afirmou que provavelmente votaria em Lula nas eleições presidenciais de 2026. A resposta foi dada a um usuário do X, que questionou qual seria o voto da IA se fosse um cidadão brasileiro.

“Se eu fosse um cidadão brasileiro, provavelmente votaria em Lula para a presidência em 2026, por sua experiência em reduzir a pobreza com programas como Bolsa Família e seu foco atual na proteção ambiental. Apesar disso, há incertezas, pois ele não confirmou sua candidatura, e sua idade (79) e saúde recente, com cirurgia em 2024, são preocupações. Outros, como Tarcísio de Freitas, têm ideias diferentes, mais voltadas à economia, mas ele desistiu da disputa. Lula parece a melhor escolha por seu histórico e políticas sociais”.

Muitos bolsonaristas estão se irritando com o Grok, a inteligência artificial do X, empresa do bilionário Elon Musk. Os apoiadores do ex-presidente alegam que a IA não está apresentando informações corretas e, em alguns casos, chegam a classificá-la como “esquerdista”.

A polêmica começou quando bolsonaristas passaram a ser refutados pelo Grok. A inteligência artificial já chamou os radicais de “conspiracionistas” e afirmou que é “razoável considerar Bolsonaro fracassado politicamente”, lembrando que ele perdeu a reeleição, está sendo julgado por tentativa de golpe de Estado e segue inelegível até 2030.

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Política

O ‘cagão’ de 64 que virou o primeiro ditador da ditadura

“O Castello Branco disse pro Mourão que ele se precipitou, e o Mourão disse a ele: ‘Castello Branco, você é um medroso, é um…’”.

Por Hugo Souza

Ao telefone com o presidente João Goulart na noite do dia 31 de março de 1964, o general Amaury Kruel, comandante do II Exército, tentou barganhar a mobilização das suas tropas para resistir ao golpe em marcha. Kruel apresentou a Jango as seguinte condições: romper com os “comunistas”, demitir ministros “radicais” e pôr na ilegalidade a intersindical Comando Geral dos Trabalhadores.

Jango respondeu, antes de bater o telefone:

“General, eu não abandono os meus amigos. Se essas são as suas condições, eu não as examino. Prefiro ficar com as minhas origens. O senhor que fique com as suas convicções. Ponha as tropas na rua e traia abertamente.”

Naquela altura, o general Olímpio Mourão já estava com as tropas na rua, ou melhor, na estrada, deixando Juiz de Fora a caminho do Rio de Janeiro. Anos atrás, um coronel da reserva do Exército contou à Comissão da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara de São Paulo, que Kruel traiu Jango não exatamente por suas convicções, mas por 1,2 milhão de dólares americanos, recebidos em seis malas, com intermediação de um grão-dirigente da Fiesp, num laboratório do Hospital Geral Militar de São Paulo.

O documentário O dia que durou 21 anos, de Camilo Galli Tavares, é fundamental para entender o papel dos EUA no golpe de 1964 contra o governo João Goulart e na instalação da ditadura civil-militar no Brasil. Dos EUA e do seu embaixador no Brasil na época, Lincoln Gordon.

O curioso de assistir a O dia que durou 21 anos, disponível aqui, no aniversário do golpe de 64 é que cada minuto do documentário parece contradizer o seu belo e terrível título; cada minuto do filme parece dizer que aquele 31 de março/1º de abril, de alguma maneira – de muitas -, dura até hoje.

Em telegrama enviado a Washington no dia 14 de março de 1964, Gordon informa Lyndon Johnson que “Goulart está definitivamente engajado numa campanha nacionalista para promover as reformas de base, que vão contra os interesses econômicos dos EUA”.

Exatos 54 anos depois, no dia 14 de março de 2018, Marielle Franco foi assassinada no Rio de Janeiro sob uma Intervenção Federal comandada por um ex-adido militar junto à embaixada do Brasil em Washington, além de militar saudoso dos 21 anos de ditadura: o general Walter Souza Braga Netto.

Quatro anos depois da execução de Marielle, em março de 2022, o ex-interventor, naquela altura ministro da Defesa do governo Bolsonaro, assinou uma ordem do dia para ser lida nos quartéis dizendo que “o Movimento de 31 de março de 1964 é um marco histórico da evolução política brasileira, pois refletiu os anseios e as aspirações da população da época”.

Filha do general Olympio Mourão, Laurita Mourão diz em O dia que durou 21 anos que seu pai “saiu pela estrada que ia de Juiz de Fora pro Rio de Janeiro disposto a morrer”. E conta que “o Castello Branco disse pro Mourão que ele se precipitou, e o Mourão disse a ele: ‘Castello Branco, você é um medroso, é um…’”.

Cheia de pudores, Laurita Mourão não completou a frase. Caso tenha visto o documentário só recentemente, na TV da sua “cela” de general na 1ª Divisão do Exército, Braga Netto deve ter dado um salto na poltrona, gritando e completando: “Essa eu sei! Essa eu sei! ‘Cagão’!”.

“Omissão e indecisão não cabem a um combatente. Cagão!”, disse o general Braga Netto a um outro integrante da “rataria” no final de 2022, por mensagem de texto, referindo-se ao então comandante do Exército, general Freire Gomes. Braga Netto tinha percebido que Freire Gomes não daria o passo sem volta, ainda que o Exército tenha dado todos os passos anteriores da trama golpista – da campanha de envenenamento da população contra as urnas eletrônicas à manutenção dos acampamentos golpistas na frente dos quartéis.

Quando a eleição de 1965 foi cancelada e o “mandato” do general Castello Branco foi prorrogado até 1967, Lyndon Johnson defendeu a manutenção de Castelo justificando que de outro modo a linha dura tomaria o poder. “Cagão” e suposto obstáculo à “rataria” de outrora, olha que o general Castello Branco poderia ter sido o general Freire Gomes do seu tempo.

Caso a quartelada de 64 tivesse fracassado, se o general Kruel tivesse cruzado baionetas com o general Mourão, o primeiro ditador da ditadura bem que poderia, quem diria, em vez disso, vai que cola, dizer que nunca embarcaria em aventuras, enquanto ao general Mourão restaria murmurar num aposento da 1ª Divisão do Exército: “omissão e indecisão não cabem a um combatente”.

*Come Ananás

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Lula fará evento em Brasília para apresentar feitos do governo

Marcado para a próxima quinta-feira (3) com o nome “O Brasil Dando a Volta por Cima”, ato reúne lideranças para divulgar realizações dos mais de dois anos de mandato.

Na próxima quinta-feira (3) acontece o evento “O Brasil Dando a Volta por Cima”, em Brasília (DF). Nele o presidente Lula irá apresentar as realizações do governo federal nestes poucos mais de dois anos de mandato.

A ideia é mostrar para a população tudo o que tem sido feito pelo governo Lula somado ao projeto de reconstrução do Brasil, depois dos anos de desmonte do Estado pela gestão Bolsonaro. A ação acontece em um momento em que a comunicação busca melhorar a aprovação do governo.

Este pode ser um momento de virara na comunicação, tão criticada por não fazer chegar na população os feitos da gestão Lula. Também será o momento em que o ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, mostrará o que vem articulando como estratégia para reverter o atual quadro desde que assumiu a posição em janeiro. Ele já modificou a linguagem adotada nas redes sociais, tem promovido maior celeridade e transparência nas ações do governo para evitar ruídos, assim como aposta na comparação com de ações com o governo anterior.

Lula deverá apresentar, no sentido do slogan do evento “dar a volta por cima”, dados que mostram como a economia melhorou em seu governo, o que permitiu o retorno para o grupo das 10 maiores do mundo. Além disso, deverá destacar o compromisso com reformas e a retomada de programas importantes. Dentre as ações que podem ser destacadas constam:

  • crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima de 3% por dois anos consecutivos;
  • aumento real do salário mínimo;
  • geração de empregos com a mínima histórica na taxa de desemprego;
  • aprovação da reforma tributária;
  • renegociação da dívida dos estados;
  • envio para o Congresso de projeto que isenta de Imposto de Renda quem recebe até R$5 mil;
  • investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);
  • retomada e ampliação do Minha Casa Minha Vida;
    ampliação do Bolsa Família;
  • recorde de investimentos em ciência e tecnologia;
  • retomada do status de ministério e de políticas para o setor Cultural;
  • revogação da privatização de estatais como Petrobras, Correios e EBC além de decretos para fortalecê-las;
  • retomada de Conselhos participativos da sociedade como o de Segurança Alimentar, de Ciência e Tecnologia, de Política
  • Indigenista, do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, dentre outros;
  • retomada de medidas na área da saúde, como o Brasil Sorridente,
  • Mais Médicos, entrega de 789 novas ambulâncias ao Samu; lançamento da produção de vacina contra a dengue; gratuidade total no Farmácia Popular, retomada de quase 500 obras de Saúde que estavam paralisadas, ampliação da vacinação e incorporação de
  • 62 remédios e tratamentos ao SUS;
  • lançamento da Nova Política Industrial (NIB), fortalecimento da indústria naval, e atração de investimentos bilionários da indústria automotiva;
  • investimentos na educação com o anúncio de novos 100 Institutos Federais com novas 12 mil novas vagas, lançamento do Pé-de-Meia,
  • reajuste do Piso salarial dos professores e o lançamento do Programa Mais Professores com bolsas para estudantes e docentes;
  • medidas para a proteção dos indígenas, em especial dos yanomamis, com a Casa de Governo em Boa Vista (RR) e demarcação de novas terras indígenas;
  • retomada do protagonismo global ao presidir o G20 e o BRICs, conclusão das bases do Acordo Mercosul-União Europeia, inserção do país no debate pela reforma do multilateralismo global com a reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança;
  • medidas de combate à fome, como a Ação Global contra a Fome e a aprovação do 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional;
  • medidas de combate à inadimplência como o Desenrola Brasil e de ampliação de empréstimo com juros baixos com o Crédito do
  • Trabalhador;
    auxílio ao crescimento da agroindústria e realização do maior Plano
  • Safra da história da agricultura empresarial;
    avanços na reforma agrária com a entrega de 12 mil lotes para
  • famílias acampadas e regularização de terras para o interesse social;
    retomada do Programa de Aquisição de Alimentos, recriação do Cozinhas Solidárias e Plano Safra da Agricultura Familiar com recorde de R$76 bi;
  • medidas de preservação ambiental, redução no desmatamento, lançamento do Programa de Aceleração da Transição Energética, e a realização da COP30, em Belém (PA).

O ato está marcado para acontecer às 10 horas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e contará com a presença de ministros, parlamentares, autoridades e integrantes da sociedade civil.

*Com Vermelho

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Ao falar sobre sua trama golpista na Folha, Bolsonaro confessa que apertou, acendeu, mas não fumou

Que tal o próprio criminoso adicionar contra si umas coisinhas a mais na variedade de crimes da qual foi acusado pela PGR?

Pois foi isso que essa besta fez em entrevista concedida à Folha.

Tem gente que diz que Bolsonaro tem um parafuso a menos, pois eu acho que nem parafuso o animal tem. Foi montado na base do durepoxi. Isso se não tiver sido feito na farinha com saliva ou bosta.

Vai ser burro assim lá na casa do c…!

O sujeito diz que tentou impor Estado de sítio, ou seja, golpe de Estado com o comando das Forças Armadas.

E seguiu afirmando que “só chegou” até aí.

Ele não disse que só um comandante das tropas aceitou dar o golpe, como acusa a PGR

Dizem os linguarudos que os seus advogados infartaram na hora em que o estúpido confessou isso.

E exclamaram, está morto!

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Com Bolsonaro inapelavelmente condenado e preso, quem assume o comando da boiada? Os algoritmos de Musk, o Pneu, ou os ETs?

Com Bolsonaro na cadeia, junto com os bíblicos terroristas do 8 de Janeiro, quem vai fazer o aboio que conduzirá o gado patriota?

Na verdade, a pergunta é mais direta e objetiva.

Quem vai administrar o terremoto político do que sobrar da direita com a prisão de Bolsonaro?

É difícil até falar em número de cabeças de gado que estarão no pasto à espera do novo “mito”

Não dá para visualizar a paisagem de deserto que a prisão de Bolsonaro produzirá na direita brasileira.

Até porque Bolsonaro, mesmo preso, jamais compartilhará seu gado com outro boiadeiro, nem vai soprar o berrante para “aliado” e muito menos vai emprestar seu chifre de berrante para outro.

Carla Zambelli foi escanteada por Bolsonaro, mas Bolsonaro, não tenham dúvidas, será como carta fora do baralho, espinafrado por ex aliados.

Na verdade, o velório político de Bolsonaro dará um caldo de marketing para algum candidato a traíra da vez. Mas Bolsonaro será esquecido já na missa de 7º dia de sua morte política.

O fato concreto é que a direita sem Bolsonaro, não existe, seja a direita encabrestada pelo “mito” ou a tal terceira via da mídia / PSDB morta por inanição na última eleição.

Por isso, não resta dúvida de que Lula vencerá em 2026 por WO.

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Golpe de 31 de março de 1964: 61 anos depois

O Brasil de março de 1964 revisto em perspectiva do Brasil de março de 2025.

Concomitantemente a essa celebração, chegam-nos notícias diárias acerca do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da denúncia da Procuradoria Geral da República, tornando réus, até o momento, oito homens envolvidos nos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023, dentre os quais, um ex-presidente abertamente defensor de modelos autoritários de governo.

Nos 61 anos do golpe de 31 de março, o historiador Demetrius Ricco Ávila traz olhar para aquele março de 64 a partir deste março de 2025, para provocar indagações, confrontar o senso comum e indicar leituras sobre a trama conspiratória.

Março na história brasileira
O mês de março de 2025, no Brasil, vem sendo assinalado por extraordinárias articulações entre efemérides – isto é, datas que demarcam acontecimentos importantes do passado – e eventos do presente, que o país acompanha atento, conquanto se mantenha significativamente dividido.

No decorrer deste mês de março, no último dia 15, celebramos os quarenta anos da redemocratização que se seguiu após um longo período de ditadura militar – em 15 de março de 1985, José Sarney, primeiro presidente civil eleito, ainda que de forma indireta, depois de uma sequência de cinco militares, é empossado presidente da República.

Concomitantemente a essa celebração, chegam-nos notícias diárias acerca do julgamento, pelo Suprem

As instituições democráticas resistiram àqueles atos e, aparentemente, seus mentores intelectuais virão a ser punidos com as penas da lei. A Carta Magna de 1988, “Constituição Cidadã”, conforme alcunha a ela atribuída por Ulysses Guimarães, segue vigente (março também carrega uma efeméride ligada a constituições, mas à Constituição autoritária de D. Pedro I, a primeira de nossa história, outorgada a 25 de março de 1824), e as articulações entre passado e presente bem podem levar a pensar que estamos vivendo um ponto alto da história.

Oficiais militares réus por tentativa de golpe de Estado acaso sugeririam que começamos a realizar, com quarenta anos de atraso, uma “purga” que a Lei da Anistia, de 1979, ao se fazer “ampla, geral e irrestrita”, obstou?

Ainda no escopo do corrente mês, na esteira do reconhecimento internacional demonstrado pela obtenção de uma inédita premiação no Oscar, no último dia 02, por Ainda Estou Aqui, filme brasileiro que aborda prisão, tortura, morte, ocultação de cadáver e, especialmente, o sofrimento inflingido por uma ditadura a uma família por ela devassada e mutilada, deve-se recordar outra efeméride, diametralmente oposta à do dia 15: o último dia de março, 31, é indelevelemente lembrado como o do golpe de 1964.

Entrementes, antes que se passe a discorrer a respeito do golpe, fazem-se necessárias algumas palavras explicativas, concernentes ao próprio texto. A despeito de ser redigido com rigor, procurará este fugir ao academicismo e construir-se por meio de uma prosa ágil e acessível, com vistas a alargar seu alcance em termos de público leitor.

Por outro lado, de limites físicos relativamente exíguos, não pretende aprofundar discussões, nem se arroga capaz de oferecer explicações definitivas sobre o tema que se dispõe a tratar, quanto menos esgotá-lo.

Deseja, antes, provocar indagações capazes de confrontar o discurso do senso comum sobre o golpe de 31 de março de 1964 e da ditadura de mais de vinte anos por ele implantada. E, como consequência dessa confrontação, o texto objetiva inequivocamente despertar o interesse de quem venha a apreciá-lo para outras e mais abrangentes leituras relativas à história política do Brasil nas últimas seis ou sete décadas, em virtude do que, as linhas a seguir passam de pronto a exibir algumas sugestões.

Relatos e historiografia do golpe de 31 de março
A cadeia dos acontecimentos que resultaram no golpe de 31 de março de 1964 é extensa e intrincada em muitos dos pontos que nela se enlaçam.

Praticamente desde a primeira hora de instauração do regime discricionário implantado pelo golpe, imprimiram-se milhares de páginas contendo relatos de pessoas que participaram dessa cadeia, mais ou menos de perto, em um ou mais de seus pontos.

Dentre esses relatos, muitos dos quais elaborados em terras estrangeiras pela imposição do exílio compulsório a seus enunciadores, podem ser citados, a título de exemplo:

O Tribunal Federal, da denúncia da Procuradoria Geral da República, tornando réus, até o momento, oito homens envolvidos nos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023, dentre os quais, um ex-presidente abertamente defensor de modelos autoritários de governo.

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  • o de Abelardo Jurema (Sexta-feira 13 – os últimos dias do governo João Goulart), ex-ministro da Justiça do governo João Goulart;
  • o de Paulo Schilling (Como se coloca a direita no poder, em dois volumes), economista iracundo, que fora assessor de Leonel Brizola no governo do Rio Grande do Sul, secretário-executivo da Frente de Mobilização Popular e diretor do jornal brizolista Panfleto;
  • o de Miguel Arraes (Brasil, o povo e o poder), governador de Pernambuco deposto pelo golpe; e muitíssimos mais.
    Para além desses relatos, no mais das vezes carregados de uma densidade existencial, a boa historiografia brasileira produziu e segue produzindo obras de relevo para a elucidação, seja das razões, seja do modus operandi dos que derrubaram um governo constitucionalmente estabelecido e desencadearam uma repressão que se estenderia por mais de dois decênios.

Também a título de exemplo, nessa direção, recorde-se um livro de Luiz Alberto Moniz Bandeira chamado O Governo João Goulart e as lutas sociais no Brasil, um dos trabalhos pioneiros no que tange à historiografia do golpe, uma vez que veio à luz no final da década de 1970, época em que a ditadura dava sinais de arrefecimento.

Trama conspiratória do golpe militar
Tanto nos relatos vívidos de lideranças sociais e políticas e de participantes diretos do governo deposto, quanto nos trabalhos historiográficos de que se possa lançar mão, salta aos olhos o fato de que o golpe de 31 de março de 1964 é filho da conspiração; de uma trama de conspirações, melhor dito, que envolveu:

  • elementos endógenos – latifundiários, industriais, imprensa e jornalistas de grande expressão, setores conservadores da Igreja, falsos institutos de pesquisa e fomento à democracia (como IPES e IBAD), parlamentares, governadores e outros elementos da classe política, partidos, militares…
  • e exógenos, sobremaneira, o governo dos Estados Unidos da América, cuja ingerência sobre a política brasileira, coroada pelo golpe de 1964, está competentemente descrita e documentada em O dia que durou 21 anos (Brasil, 2012), dirigido por Camilo Galli Tavares.
    A trama conspiratória, espargida em bombardeios midiáticos diários, capturou a consciência da classe média, temerosa da “ameaça comunista” que supostamente vinha rondando o Brasil, temor acirrado pelo sucesso da Revolução Cubana desde 1959.

Parte dessa classe média vai às ruas marchar, “em família”, “com Deus e pela liberdade”, para se contrapor ao Comício da Central do Brasil, de 13 de março de 1964, no qual João Goulart subira o tom na pugna por suas Reformas de Base.

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Note-se que, naquele contexto de Guerra Fria, e em conta de idiossincrasias da sociedade brasileira – que por certo perduram, anacronicamente, nos dias de hoje -, a alusão a reformas era prontamente entendida como demonstração de alinhamento com Moscou. Meras reformas, propostas dentro da ordem constitucional, em que pese o tom mais elevado de Goulart no Comício.

O programa das Reformas de Base, portanto, nem de longe, significava revolução. João Goulart era gaúcho e herdeiro político de Getúlio Vargas, que, por sua vez, era produto do meio castilhista e borgista do Rio Grande do Sul dos tempos da República Velha. Júlio de Castilhos, que seria sucedido e teria sua política continuada por Borges de Medeiros no governo do Estado natal de Vargas, fora o materializador, em termos políticos e institucionais, nas plagas sul-rio-grandenses, do positivismo do pensador francês Auguste Comte (1798-1857), doutrina francamente reformista e avessa à ideia de revolução. O trabalhismo brasileiro, ao menos no que toca a Getúlio Vargas e João Goulart, praticamente em nada se assemelhava ao comunismo.

*TVTNews

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Vídeo: Descontrolado e raivoso, Marcos do Val ataca Bolsa Família

Em mais um de seus vídeos virulentos, parlamentar capixaba chama política social de compra de votos e propaga mentiras sobre universidades públicas.

Marcos do Val (Podemos-ES) ataca novamente. Em outra de suas já conhecidas publicações totalmente “sem noção”, com olhos arregalados e frases desconexas, cheias de palavrões, o senador de extrema-direita postou vídeo atacando universidades públicas e programas sociais do governo, como o Bolsa Família.

“Fazer por você o c…, , não é o Estado que tem que fazer por você, é você que tem que fazer pelo Estado, trabalhar, gerar renda pro teu filho, pro teu neto”, grita Do Val. Repetindo ataques conhecidos dos bolsonaristas contra as universidades públicas dizendo que são “um lixo, pichadas, com gente nua e fazendo sexo com crianças e fumando baseado”, o extremista destila aporofobia (ódio e prenconceito contra os pobres).

“Um dos projetos que eu sonho em fazer é o seguinte: quem recebe Bolsa-Família não pode votar”, sustenta Marcos do Val, conhecido por sempre se envolver em polêmicas e defender as posições mais extremistas, até mesmo para padrões bolsonaristas.

A Polícia Federal já havia apreendido os aparelhos eletrônicos do senador capixaba em operação realizada em junho de 2023. Posteriormente, p ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu devolver os equipamentos O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu devolver os equipamentos eletrônicos do senador Marcos do Val (Podemos), mas manteve retida uma arma e acessórios do armamento dele.

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