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O bolsonarismo não é só fanatismo, é um culto de zumbis fiscais que transformou a “honestidade” em piada de bar e a família em máquina de nota fria

A CHAVE DE ACESSO existe pra provar que uma nota fiscal é legítima. Serve pra qualquer cidadão comum verificar se o documento não é papel higiênico carimbado. Só que no escritório do senador Flávio Bolsonaro essa chave virou enfeite de Natal. Três notas, R$ 1,5 milhão no total, emitidas para empresas de fachada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o mesmo que está no centro da Operação Compliance Zero. Duas de R$ 500 mil pra Copenhagen Consultoria (empresa aberta com capital social de R$ 40, que movimentou R$ 58 milhões de fundos ligados ao Banco Master) foram canceladas rapidinho. A terceira, também de R$ 500 mil, foi “paga” pela Contábil Correa sob a desculpa genérica de “consultoria jurídica”. As duas empresas compartilham o mesmo contador. Coincidência? No Brasil do Bolsonaro, coincidência é o nome que se dá pra esquema.

O responsável por essas empresas já foi investigado pela Polícia Federal por uso de notas falsas. Os próprios documentos da PF e áudios mostram que Vorcaro negociava com os filhos de Jair o financiamento de um “filme” sobre a família. Flávio, em público, chegou a admitir que a Copenhagen “é supostamente usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas”. “Algumas pessoas”. Que fofo.

O modus operandi é clássico e sujo:
• Empresas com capital de ficha de bar pra receber dezenas de milhões
• Notas simuladas pra justificar saída de dinheiro
• “Consultorias jurídicas” que ninguém consegue provar que existiram
• Fundos e DTVM pra distanciar o nome de Vorcaro
• Evasão, sonegação, ocultação de patrimônio e distribuição de grana pra quem interessa

Enquanto isso, a tropa digital continua no piloto automático: “Michele está sendo chantageada”, “é o sistema querendo prender o Bolsonaro de novo”, “Flávio presidente no primeiro turno”, “Lula ditador comunista censurador”. Qualquer evidência de nota fria, empresa de R$ 40 movimentando R$ 58 milhões, ou senador admitindo que a firma serve pra pagar “algumas pessoas” é automaticamente descartada como “perseguição”. A honestidade só vale quando o cheque não chega na conta deles.

A direita e a extrema direita (Por aqui atendendo com o nome de batismo de Centrão) descobriram agora que, para a familícia Bolsonaro, em 1° lugar os Bolsonaro, em 2° lugar os Bolsonaro, em 3° lugar os Bolsonaro e em 4° lugar “podemos negociar”.

O bolsonarismo não defende o Brasil. Defende a impunidade dos seus. E quanto mais as provas aparecem, mais agressivo e delirante fica o discurso. Isso já passou do suportável há muito tempo. Agora é só a decadência diária de um movimento que trocou a narrativa da luta anticorrupção pela defesa descarada de nota cancelada e empresa de fachada.


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Política

Valdemar expõe fragilidade de Flávio: “Não estava preparado”

Presidente do PL admite despreparo de Flávio Bolsonaro para disputar a Presidência

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente que Flávio Bolsonaro não estava preparado quando foi escolhido por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República. A declaração, feita em entrevista à CNN Brasil, expôs uma avaliação incomum vinda do principal dirigente do partido e acabou alimentando questionamentos sobre a capacidade de articulação da pré-candidatura.

Segundo Valdemar, o problema não era apenas a falta de tempo, mas a ausência de uma estrutura política previamente construída para uma disputa nacional. “O Flávio não estava preparado para ser candidato”, afirmou o dirigente, acrescentando que a escolha partiu diretamente de Jair Bolsonaro, quando o senador ainda não havia organizado uma base capaz de sustentar uma campanha presidencial.

A declaração teve forte repercussão porque partiu justamente do presidente do partido responsável por conduzir a campanha. Embora Valdemar tenha buscado transmitir a ideia de que o PL trabalha agora para organizar a candidatura e ampliar alianças, a fala foi interpretada por analistas como um reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelo projeto eleitoral do partido.

Diante da repercussão, aliados tentaram minimizar o impacto. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, soltou a velha pérola de que a fala de Valdemar havia sido retirada de contexto e sustentou que o dirigente se referia ao fato de Flávio não estar inicialmente preparado porque o candidato natural do grupo seria Jair Bolsonaro. Ainda assim, a declaração de Valdemar permaneceu como um dos principais assuntos do debate político, justamente por representar uma crítica pública à falta de preparação do próprio candidato escolhido na base da carteirada.


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Empresa ligada a notas fiscais de R$ 1 milhão emitidas por Flávio Bolsonaro não foi localizada, diz jornal

Uma reportagem publicada pelo Estadão, afirma que a empresa para a qual Flávio Bolsonaro teria emitido cerca de R$ 1 milhão em notas fiscais não foi localizada nos endereços informados em registros públicos, levantando questionamentos sobre a efetiva operação da pessoa jurídica e a natureza dos serviços prestados.

Segundo a publicação, as tentativas de localizar a empresa nos endereços cadastrados não tiveram sucesso, o que levou a novas dúvidas sobre a regularidade das informações disponíveis. O caso passa a integrar um conjunto de fatos que, de acordo com a reportagem, vêm sendo analisados no contexto das relações comerciais e financeiras envolvendo pessoas e empresas ligadas ao senador.

A inexistência de atividade aparente em um endereço, por si só, não comprova qualquer irregularidade. No entanto, quando empresas que movimentam valores elevados não são encontradas ou apresentam informações cadastrais inconsistentes, especialistas apontam que isso pode justificar apuração por parte dos órgãos competentes para verificar se houve efetiva prestação de serviços, cumprimento das obrigações fiscais e conformidade com a legislação.

Até o momento, conforme relatado pelo jornal, não há conclusão oficial sobre eventual prática ilícita relacionada ao caso. A defesa de Flávio Bolsonaro pode apresentar esclarecimentos e documentos que expliquem as operações mencionadas na reportagem, enquanto qualquer investigação deverá observar o devido processo legal e a presunção de inocência.

O episódio adiciona mais um elemento ao debate público sobre transparência em contratos privados envolvendo agentes políticos e reforça a importância de que fatos dessa natureza sejam esclarecidos por meio de documentação e das instituições responsáveis pela fiscalização.

Segundo os registros da Receita Federal, a Contábil Corrêa declarou que funciona na “sala A” do conjunto 47 do edifício, enquanto a Copenhagen informou ter sede na “sala B” do mesmo endereço. A reportagem do Estadão, no entanto, não encontrou qualquer identificação que diferenciasse os dois espaços.


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Vídeo: Joice Hasselmann vence Michelle Bolsonaro na Justiça e manda: ‘Tadinha!”

A juíza Vivian Lins, da 17ª Vara Cível de Brasília, julgou improcedente o pedido de Michelle Bolsonaro (PL) contra a ex-deputada Joice Hasselmann (Podemos) e manteve no ar um conteúdo em que a ex-parlamentar critica a ex-primeira-dama.

Michelle queria a retirada do vídeo e uma indenização por danos morais. A sentença, assinada na terça-feira (21), negou os dois pedidos e enquadrou as falas de Joice no campo da crítica política.

No conteúdo questionado, Joice chamou Michelle de “santa do pau oco” e “uma grande farsa”. Para a magistrada, as expressões aparecem dentro de uma disputa pública ligada ao ambiente ideológico e político no qual a ex-primeira-dama atua.

“Embora algumas das manifestações externadas pela ré Joice Hasselmann possam ser consideradas ásperas, contundentes ou mesmo grosseiras, verifica-se que, em sua essência, se inserem no âmbito da crítica política e da disputa narrativa relacionada ao universo ideológico e ao público ao qual a autora está associada”, afirmou a juíza na decisão.

Depois da sentença, Joice publicou um vídeo nas redes sociais e comemorou o resultado. “Voltei e com boas notícias. Michelle Bolsonaro perdeu para mim mais uma vez. Ah, tadinha da Michelle”, disse a ex-deputada.

A ex-parlamentar também voltou a acusar Michelle de construir uma imagem pública para obter apoio político. “O que me interessa é a Michelle enganar as pessoas com aquela carinha de santa do pau oco que ela tem”, afirmou.

Joice associou essa imagem à atuação eleitoral da família Bolsonaro e à própria trajetória política de Michelle. “Ela tem essa personagem para conseguir votos e apoio para a família Bolsonaro e agora para ela, que vai ser candidata”, completou.

A decisão saiu em primeira instância, o que permite recurso. Michelle Bolsonaro ainda pode tentar reverter a sentença no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

https://www.tiktok.com/@metropolesoficial/video/7666084904408534279?is_from_webapp=1&sender_device=pc

*DCM


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PF investiga onde termina Vorcaro e começa Flavio na relação das emendas com os R$ 61 milhões

PF amplia apuração ao cruzar R$ 61 milhões de Vorcaro com emendas de Flávio Bolsonaro

Quando Flavio se negou a responder à pergunta do jornalista do Intercept, em frente ao STF, o cínico o classificou como um paranóico que vive de alucinações. O resto do que aconteceu horas depois, todo sabem.

Agora, a PF investiga quem esculpiu essa trama que deveria vender a imagem de legalidade numa simples relação entre patrocinador e patroci nado, para dar tudo errado.

A investigação da Polícia Federal ganhou um novo capítulo ao cruzar movimentações financeiras atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, que somariam R$ 61 milhões, com emendas parlamentares destinadas pelo senador Flávio Bolsonaro. O avanço das apurações amplia o foco sobre a relação espúria entre recursos públicos, interesses privados e a atuação política de aliados do empresário.

Segundo as linhas investigativas, os investigadores buscam identificar se houve coincidência temporal e operacional entre a liberação das emendas e movimentações financeiras relacionadas ao grupo empresarial de Vorcaro. O objetivo é verificar se os recursos públicos foram utilizados dentro dos critérios legais ou se existiu algum tipo de favorecimento indevido.

Embora o cruzamento de informações não represente, por si só, prova de irregularidade, o fato de a Polícia Federal dedicar esforços a essa conexão evidencia que as suspeitas ultrapassaram o campo das especulações políticas e passaram a integrar uma investigação formal.

O caso aumenta a pressão sobre Flávio Bolsonaro, que já enfrenta questionamentos por sua proximidade política com Vorcaro. Para muitos analistas, a investigação reforça a necessidade de esclarecer os critérios adotados para a destinação das emendas e a natureza da relação entre o senador e o empresário. Aliados, por sua vez, sustentam que a indicação de recursos parlamentares seguiu os procedimentos legais e negam qualquer favorecimento.

Independentemente do desfecho das investigações, o episódio evidencia um problema recorrente da política brasileira: a dificuldade de separar, de forma absolutamente transparente, o interesse público das relações de influência entre agentes políticos e grupos econômicos. Quando milhões de reais em recursos públicos passam a ser examinados sob a suspeita de beneficiar interesses privados, a credibilidade das instituições e da representação política inevitavelmente entra em xeque.

A investigação segue em andamento, e caberá à Polícia Federal e ao Ministério Público determinar se os elementos reunidos configuram apenas coincidências administrativas ou indicam práticas ilícitas que justifiquem eventual responsabilização de Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro..


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Vídeo – Ópera bufa em nome do pai: Com direção de Damares, Flávio e Michelle interpretam uma cena trash de reconciliação política

Em meio ao isolamento político crescente e à dificuldade de consolidar alianças, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro protagonizaram mais um capítulo da dramaturgia eleitoral do bolsonarismo. Sob a condução política da senadora Damares Alves, ambos tentaram encenar um gesto de unidade e conciliação que, para muitos observadores, soou mais como um espetáculo improvisado do que como uma demonstração genuína de coesão.

A tentativa de transmitir a imagem de um grupo pacificado ocorre justamente quando os sinais de desgaste se acumulam. Divergências internas, dificuldades para atrair aliados e a necessidade permanente de recorrer à figura de Jair Bolsonaro transformam qualquer movimento político da família em um exercício de sobrevivência eleitoral. O roteiro parece sempre o mesmo: quando a crise aperta, entra em cena uma demonstração pública de harmonia.

Nesse contexto, a participação de Damares ganha um papel simbólico. Cabe a ela atuar como diretora de uma encenação destinada a convencer a base de que não há fissuras e de que todos caminham na mesma direção. O problema é que, quando a realidade insiste em desmentir o discurso, a performance perde força e passa a produzir o efeito contrário.

Flávio, pressionado por dificuldades políticas e pela busca de apoios, aparece cada vez mais dependente da capacidade de mobilização do sobrenome Bolsonaro. Michelle, por sua vez, é convocada a exercer o papel de fiadora da unidade familiar e política, reforçando uma narrativa de lealdade e continuidade. O resultado, porém, lembra mais uma montagem apressada do que um movimento estratégico consistente.

A encenação pode até servir para produzir imagens e alimentar redes sociais, mas dificilmente elimina os problemas que motivaram sua realização. Conciliação política se constrói com confiança, negociação e capacidade de agregar diferentes setores — não apenas com gestos cuidadosamente coreografados diante das câmeras.

Quando o palco substitui a articulação e a estética toma o lugar da estratégia, a política corre o risco de se transformar em espetáculo. E, nesse caso, a ópera acaba adquirindo contornos de comédia involuntária: muito figurino, muita interpretação e pouca capacidade de alterar o enredo real da disputa política.


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Vídeo – Arregou: Desesperado, Flávio Bolsonaro pede socorro à Michelle

Diante do avanço da crise em sua campanha e da dificuldade para conter o desgaste político, Flávio Bolsonaro passou a recorrer à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na tentativa de recuperar fôlego eleitoral. Aliados afirmam que o senador acredita que Michelle ainda é um dos nomes mais capazes de mobilizar a base conservadora e de reanimar setores do eleitorado que demonstram crescente desânimo com sua candidatura.

Nos bastidores, a avaliação é de que Flávio enfrenta um cenário cada vez mais delicado. A dificuldade para consolidar alianças, a resistência de partidos do Centrão e a sucessão de episódios negativos alimentaram a percepção de isolamento político. Nesse contexto, Michelle voltou a ser vista como uma peça importante para tentar reduzir os danos e reforçar a ligação da campanha com o eleitorado bolsonarista mais fiel.

A expectativa é que a ex-primeira-dama intensifique sua participação em eventos, gravações para as redes sociais e agendas públicas ao lado de Flávio, emprestando seu capital político e sua popularidade entre segmentos conservadores, especialmente o eleitorado evangélico e feminino. Integrantes da campanha acreditam que sua presença pode ajudar a mudar o foco das discussões e recuperar parte da narrativa perdida nas últimas semanas.

Apesar da aposta, interlocutores próximos ao grupo admitem que a estratégia dificilmente resolverá os problemas estruturais da candidatura. A avaliação é que Michelle pode fortalecer a militância e estimular apoiadores já convencidos, mas terá dificuldades para atrair eleitores moderados ou reverter o desgaste provocado pelas sucessivas crises políticas.

Assim, o pedido de socorro a Michelle é interpretado por adversários e até por aliados como um sinal de que Flávio Bolsonaro reconhece as dificuldades de sua campanha e busca, na figura mais popular do núcleo familiar, uma tentativa de evitar que o cenário eleitoral continue se deteriorando.


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Não é por não ter vice que Flávio está derretendo. Ele não consegue um vice justamente por derreter dia após dia

Antes tratada como um problema de articulação política, a dificuldade de Flávio Bolsonaro para encontrar um candidato a vice passou a ser vista por aliados como um sintoma de uma crise muito maior. A avaliação nos bastidores é que a ausência de um companheiro de chapa não é a causa da perda de força de sua candidatura, mas a consequência direta de um projeto eleitoral que perde apoio e credibilidade a cada nova pesquisa e a cada novo desgaste político.

Na prática, partidos e lideranças evitam se comprometer com uma candidatura cuja viabilidade é cada vez mais questionada. Ninguém quer assumir o risco de vincular sua imagem a uma campanha que enfrenta dificuldades para crescer, acumula crises e encontra resistência até entre antigos aliados. Em política, a lógica costuma ser simples: candidatos competitivos atraem parceiros; candidatos em declínio veem esses parceiros desaparecerem.

Por isso, a falta de um vice acaba reforçando a percepção de isolamento. O problema não começou porque Flávio não encontrou um nome para completar a chapa. Ele não encontra um nome justamente porque sua candidatura vem derretendo dia após dia, tornando-se um investimento de alto risco para qualquer partido ou liderança que ainda tenha capital político a preservar.

Nesse cenário, o vazio ao lado de Flávio na chapa tornou-se um retrato da própria campanha: quanto mais ela perde força, menos interessados aparecem para embarcar nela. Não é a ausência de um vice que explica o enfraquecimento eleitoral; é o enfraquecimento eleitoral que explica por que ninguém quer ser vice.


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Pressionado e isolado, Flávio enfrenta o abandono do PP e do União Brasil

A campanha de Flávio Bolsonaro atravessa um de seus momentos mais delicados. Sob crescente pressão política e diante de sucessivas dificuldades para consolidar alianças, o candidato vê aumentar o risco de perder o apoio de duas das principais legendas do chamado Centrão: União Brasil e Progressistas (PP).

Nos bastidores, dirigentes das duas siglas avaliam que a permanência ao lado de Flávio pode representar um custo político elevado. A percepção é de que a campanha enfrenta dificuldades para ganhar tração, enquanto episódios recentes ampliaram o desgaste da candidatura e alimentaram dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral.

A possível debandada de União Brasil e PP representa mais do que uma perda simbólica. Os partidos são peças importantes na montagem de palanques regionais, na distribuição de tempo de propaganda e na mobilização de estruturas políticas em diversas cidades do estado. Sem esse respaldo, a campanha tende a enfrentar ainda mais obstáculos para ampliar sua competitividade.

O isolamento também evidencia uma mudança no comportamento de antigos aliados. Lideranças que antes demonstravam disposição para caminhar ao lado do candidato passaram a adotar uma postura mais cautelosa, aguardando a evolução das pesquisas e o desenrolar das negociações políticas antes de assumir qualquer compromisso definitivo.

Integrantes da campanha reconhecem reservadamente que o cenário se tornou mais complexo. Além da dificuldade para atrair novos apoios, cresce a preocupação com o efeito dominó que uma eventual saída de União Brasil e PP pode provocar, estimulando outras legendas e lideranças a reavaliar sua permanência na coligação.

Caso a ruptura se confirme, Flávio Bolsonaro poderá entrar na fase decisiva da disputa com uma base política significativamente menor do que a planejada, reduzindo sua capacidade de articulação e aumentando a pressão para buscar novos aliados em um ambiente cada vez mais adverso.

Enquanto isso, dirigentes do Centrão seguem adotando uma estratégia pragmática. Mais do que fidelidade a projetos individuais, prevalece a busca por alianças consideradas eleitoralmente mais competitivas. Nesse contexto, o distanciamento de União Brasil e PP é visto por analistas como mais um sinal do crescente isolamento político enfrentado por Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.


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