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Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, é acusado de estupro; entenda, em detalhes, a denúncia de Lindbergh e Soraya

Deputado do PL de Alagoas e relator da CPMI do INSS é acusado de ter abusado de menina de 13 anos; ele nega acusações

Os parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) apresentaram uma notícia-crime à Polícia Federal contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), solicitando a abertura de investigação sob sigilo.

O documento, protocolado em 27 de março de 2026, descreve acusações de estupro de vulnerável. Gaspar nega todas as acusações.

O que diz a denúncia
De acordo com a peça enviada à Polícia Federal (íntegra), os parlamentares afirmam ter recebido informações acompanhadas de documentos e registros de conversas que indicariam a prática de estupro de vulnerável. O caso envolve uma menina que teria 13 anos à época dos fatos.

Segundo o relato, a violência teria resultado em uma gravidez e no nascimento de uma criança. O documento aponta ainda que, devido à idade da vítima, ela não teria sido registrada formalmente como mãe, sendo a avó indicada no registro civil.

Acusação de pagamento por silêncio
Além da acusação principal, a notícia-crime também levanta a hipótese de tentativa de ocultação do caso. Segundo a Forum, os parlamentares relatam a existência de conversas e intermediações que sugerem o pagamento de valores para impedir que o crime fosse levado às autoridades.

Entre os valores mencionados estão cerca de R$ 70 mil já pagos e negociações que poderiam chegar a R$ 400 mil, com o objetivo de garantir silêncio e evitar a responsabilização penal.

Crimes apontados
O documento pede apuração de dois crimes principais:

  • Estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, que trata de relações com menores de 14 anos — independentemente de consentimento;
  • Fraude processual, por possíveis tentativas de dificultar investigações e ocultar provas.
  • Os parlamentares destacam que mudanças recentes na legislação reforçam que não há relativização possível nesses casos, mesmo diante de alegações de consentimento ou relação afetiva.

Pedido de sigilo e proteção
O documento também solicita que o caso tramite sob sigilo absoluto. O objetivo é proteger a identidade da vítima, da criança e de possíveis testemunhas.

Eles também pedem que a Polícia Federal avalie a inclusão dos envolvidos em programas de proteção, diante do risco de intimidação e da possível existência de pagamentos para silenciamento.

Próximos passos
A notícia-crime não implica culpa. O que ela faz é provocar o Estado a investigar. Caberá agora à Polícia Federal decidir sobre a abertura formal de inquérito, coleta de provas — incluindo dados digitais e financeiros — e eventual encaminhamento ao Ministério Público.

O que diz a defesa de Gaspar
Em nota, o deputado Alfredo Gaspar negou as acusações e afirmou que irá levar os parlamentares responsáveis pela notícia-crime ao Conselho de Ética.

Ao longo de toda a minha vida pública, construí uma trajetória limpa, honrada e dentro da lei. Sempre atuei com firmeza no combate ao crime e jamais me afastei dos princípios que norteiam minha conduta. As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade.

Não aceitarei que minha honra e minha história sejam atingidas por mentiras. Adotarei todas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os autores dessas acusações, inclusive no âmbito do Conselho de Ética. Estou indo na Polícia Legislativa prestar uma notícia crime por coação no curso do processo e denunciação caluniosa. Seguirei firme, com serenidade e responsabilidade, cumprindo meu dever com a verdade e com o povo brasileiro. O Brasil merece respeito, e não será enganado por ataques desesperados.


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Política

Presidente do CPMI do INSS, Carlos Viana, comprou avião de R$ 330 mil por R$ 1,5 milhão

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), desembolsou R$ 1,5 milhão na compra de um avião por meio da Fazenda Salto Grande Ltda., empresa da qual é sócio-administrador. Documentos mostram que o valor pago pela aeronave é 4,5 vezes superior ao registrado na negociação anterior, realizada três anos antes, quando o mesmo modelo havia sido vendido por R$ 330 mil.

Segundo o Metrópoles, a aeronave adquirida por Viana é um EMB-810D (Seneca III), prefixo PTR-VD, fabricado em 1984 e utilizado para voos privados de pequeno porte. A compra foi realizada em abril de 2025 e quitada seis meses depois.

A Fazenda Salto Grande, responsável pela aquisição, está localizada em Verdelândia, no norte de Minas Gerais, e possui capital social de R$ 400 mil, segundo dados da Receita Federal. Em 2024, o senador declarou patrimônio de R$ 3,5 milhões.

O histórico do avião revela sucessivas transações ao longo das décadas, com valores significativamente inferiores ao pago por Viana. Após circular por diferentes proprietários desde 1984, a aeronave foi vendida por R$ 330 mil em setembro de 2022, antes de ser adquirida pelo senador por R$ 1,5 milhão em 2025.

Além da compra do avião, documentos também indicam que Carlos Viana destinou R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão. Segundo a apuração, os repasses foram feitos à Fundação Oasis, braço social da igreja.

Um dos envios ocorreu em 2019, quando Viana destinou R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Belo Horizonte, com destinação específica para a Fundação Oasis. Outros repasses identificados incluem R$ 1,47 milhão em 2023 e R$ 650,9 mil em 2025, destinados à unidade da fundação em Capim Branco, na Região Metropolitana da capital mineira.

“Ao longo do histórico das atividades sociais da Fundação Oasis, os projetos têm como princípios básicos a garantia da primazia do bem-estar da família, como elemento-chave para a proteção e a socialização dos proprietários, por meio da transmissão do capital cultural, do capital econômico e ético, que determina a Carta Maior de nosso País, a Constituição Federal de 1988”, diz o site da Fundação Oasis.

Os repasses ocorrem em meio à atuação do senador na CPMI do INSS, onde ele preside os trabalhos da comissão. Segundo a coluna, Viana tem atuado para blindar a Igreja da Lagoinha nas investigações conduzidas pelo colegiado. DCM.


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Política

A farsa: Bolsonaro, em 48 horas, salta do leito de UTI direto para sua mansão

Não há nada mais bolsonarista do que a grande mídia

Na verdade, existe aí um esquema resultante de uma conjugação de forças, mesmo que um ou outro finja ojeriza.

A substância que tempera essa sociedade entre mídia e Bolsonaro, é o pardieiro velho do antipetismo ou antilulismo em que o preconceito e o ódio ao trabalhador formam uma matemática dogmática.

A amplitude disso é a busca pelo poder. Um sujeito, que se dizia entre a vida e a morte dentro de uma UTI, saltar da cama direto para sua mansão cinco estrelas, é gozar com a cara dos brasileiros.

No entanto, não se lê ou se vê na mídia nada sobre o assunto que foi jogado para debaixo do tapete, porque não é politicamernte interessante para Bolsonaro muito menos para a mídia mergulhar de cabeça na campanha de Flavio.

Bolsonaro, que estava praticamente amarrado, imprensado, libertou-se do suplício da UTI em 48 horas após Moraes lhe conceder o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar.

No Brasil, quase i milhão de prisioneiros com sérios problemas de saúde, jamais terão benefício parecido, o que nos remete à frase de Eduardo Galeano “a justiça é como uma serpente, só pica os pés descalços”.

No caso de Bolsonaro, ele tem na manga uma série de protetores que, por interesses escusos, trabalham para brindá-lo de penas por uma gama de crimes que cometeu.

A mídia, que explicitamente, vinha fazendo campanha por sua soltura por “humanismo”, agora, esconde o fato e desaparece com Bolsonaro, utilizando um rodamoínho para que ele suma na poeira e ninguém comente esse absurdo.

Todavia, como disse, há um milhão de brasileiros que sonham com essa clemência dent5ro das cadeias, por portarem doenças graves e até terminais e, certamente, morrerão à míngua dentro das cadeias.

Detalhe, Bolsonaro está saudável, corado, em casa brincando com os cachorros e já poderia voltar para a Papuda, mas sem ilusões, pois nunca mais ele será de fato preso. O “morimbundo” passa bem e vende saúde.

Bolsonaro deixa como mensagem que o crime compensa.


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Moraes envia à PGR pedido para incluir Moro na investigação sobre Milícias Digitais

Sem provas, o ex-juiz suspeito insinuou que eleição de 2022 foi ilegítima e fez ataques ao presidente Lula

Pré-candidato ao governo do Paraná e ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Sergio Moro (PL-PR) está na mira do Inquérito das Milícias Digitais após o ministro do STF Alexandre de Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um requerimento para que o parlamentar seja formalmente incluído na investigação. A informação foi publicada nesta quinta-feira (26) pela Carta Capital.

Sem qualquer embasamento, Moro colocou em dúvida a legitimidade do resultado das eleições presidenciais de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL). O autor do pedido enviado à PGR foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). De acordo com o 247, a Procuradoria tem cinco dias para se manifestar, e após receber o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Moraes poderá expedir uma decisão sobre a inclusão de Moro no inquérito.

O gatilho para o pedido foi uma fala do senador durante cerimônia de filiação ao PL, realizada na última terça-feira (24). Na ocasião, Moro afirmou: “A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento.” A declaração foi interpretada como mais um capítulo na disseminação de narrativas que contestam a validade do processo eleitoral brasileiro.

De acordo com Lindbergh Farias, ao sustentar esse tipo de discurso, Moro contribui para manter em circulação o que o parlamentar classificou como “o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional” — argumento central para embasar o pedido de inclusão do senador no inquérito.

Histórico polêmico
O histórico de Sergio Moro é marcado por controvérsias judiciais e políticas. Ex-juiz federal da Operação Lava Jato em primeira instância, Moro teve sua suspeição declarada pelo próprio STF em 2021, decisão que culminou na devolução dos direitos políticos do presidente Lula.

Após a condenação que retirou Lula da corrida eleitoral de 2018, Moro aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça, cargo que exerceu até abril de 2020, quando pediu demissão em meio a uma crise com o então presidente. Anos depois, em 2023, o ex-magistrado foi derrotado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por fraude em domicílio eleitoral, ficando impedido de concorrer pelo estado paulista.

O Inquérito das Milícias Digitais investiga a organização e o financiamento de redes de desinformação voltadas a atacar instituições democráticas brasileiras, incluindo o próprio STF. A eventual inclusão de Moro no inquérito ampliaria o alcance das investigações a um dos nomes mais proeminentes da oposição ao governo federal.


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Política

Debandada do PL após filiação de Sergio Moro ao partido

48 prefeitos deixam o PL

A decisão de 48 prefeitos do Paraná de deixar o Partido Liberal (PL) foi oficialmente anunciada nesta quinta-feira (26), durante uma coletiva de imprensa em Curitiba. O movimento acontece em resposta à confirmação de apoio da legenda à candidatura de Sérgio Moro ao Governo do Estado, uma decisão que gerou reações entre lideranças municipais.

O evento foi realizado no Hotel San Juan, no Centro Cívico, e contou com a presença de dezenas de autoridades. De acordo com os organizadores, dos 53 prefeitos presentes, 48 confirmaram a desfiliação do partido. Alguns gestores justificaram a ausência, enquanto outros ainda estão indecisos sobre a decisão.

O ex-presidente estadual do PL, deputado Fernando Giacobo, explicou que a desfiliação foi motivada por divergências políticas e pela quebra de compromissos previamente firmados. “Esse acordo foi quebrado. Então, não fui eu que descumpri palavra”, declarou.

Segundo Giacobo, o grupo político que deixou o partido vinha se alinhando com um projeto político diferente do de Moro, e a decisão de apoiar o ex-juiz foi vista como incompatível com os princípios defendidos pelos prefeitos.

Em um discurso sincero, Giacobo falou das dificuldades pessoais envolvidas na decisão. “Vocês não pensam que está sendo fácil para mim sair de um partido que eu estou há seis mandatos”, disse, destacando que a coerência política foi o fator que o levou a romper com a legenda.

Ele também fez críticas à filiação de Moro, mencionando casos passados envolvendo o ex-juiz e ex-ministro.“Eu não posso concordar que o partido filiou um cidadão […] que quis botar Jair Messias Bolsonaro na cadeia”, disse.

Embora o rompimento tenha sido significativo, ele deixou claro que não imporá nenhum destino partidário aos prefeitos, segundo o DCM.

Ele afirmou que cada um poderá escolher sua nova legenda, levando em conta as necessidades políticas e administrativas de seus municípios. Apesar disso, a tendência é que os prefeitos se alinhem com partidos de perfil semelhante ao grupo político atual.

O movimento de desfiliação também foi respaldado pelo prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto, presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP). Ele afirmou que a decisão foi tomada em unidade, como forma de preservar um projeto político alinhado com o atual governo estadual e destacou que o grupo deve seguir em apoio ao governador Ratinho Junior (PSD), mantendo os avanços conquistados nos municípios.

A adesão de Sérgio Moro ao PL foi confirmada na semana passada e gerou uma série de críticas e divisões dentro do partido. Ele se tornou pré-candidato ao governo do Paraná, e recebeu apoio do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro. No entanto, a decisão foi vista por muitos como uma tentativa de romper com o atual governo estadual.


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Política

Lula diz que governo apresentará solução para famílias endividadas

Instrução foi dada pelo presidente ao novo ministro da Fazenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (26), ter demandado ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente soluções para o endividamento das famílias brasileiras. Segundo o presidente, essa solução precisa vir acompanhada de campanhas voltadas à educação financeira das pessoas, para que melhor planejem seus orçamentos.

Em visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), Lula disse que, apesar de a economia do país estar bem, há ainda um problema a ser resolvido: “temos a sociedade brasileira um pouco endividada”.

De acordo com o presidente, algumas dívidas podem ser consideradas boas, como é o caso das que são adquiridas para a formação de patrimônio, como imóveis; ou que garantam qualidade de vida, como a aquisição de automóveis ou aparelhos domésticos.

O problema, segundo ele, é quando a dívida ou a prestação ficam maiores do que o que sobra de dinheiro no final do mês.

“Aí, a gente fica zangado e culpa quem? Culpa o governo. O mundo é assim. A gente culpa o governo por tudo que dá errado. Eu sei que, na cabeça das pessoas, funciona assim”, disse o presidente.

“Por isso, eu pedi ao ministro da Fazenda para a gente resolver o problema da dívida das pessoas”, acrescentou.

Busca por uma solução
Lula disse não querer que as pessoas deixem de se endividar “para ter uma coisa nova da vida”.

“O que nós queremos é ver como é que a gente faz para facilitar o pagamento daquilo que as pessoas devem, e como é que a gente pode começar a ensinar as pessoas a administrar o salário”, disse, ao falar também sobre os riscos de comprometer o orçamento futuro por meio do uso exagerado do cartão de crédito.

“Por isso o Dario Durigan está com a função de apresentar essa solução”, acrescentou.

Momento raro
Durigan assumiu o cargo de ministro da Fazenda após a saída de Fernando Haddad, que vai disputar as próximas eleições. Segundo o novo ministro, o país passa por um “momento raro”.

“Não é senso comum nem algo básico que um país cresça e se desenvolva gerando emprego; que tire as pessoas do Mapa da Fome e, ao mesmo tempo, mantenha a inflação sob controle. Estamos vivendo um momento raro”, disse o ministro.

Ele lembrou que o atual governo foi o que mais fez concessões na área de infraestrutura; e o que mais apostou no desenvolvimento do país.

“Ao mesmo tempo, foi o que mais passou recursos a estados e municípios. Isso também não é comum. É raro e mostra que nosso compromisso é com todos: com o meio ambiente, com o agronegócio, com a indústria, com a economia e com a democracia. Mais que tudo isso, nosso compromisso é para que o nosso povo viva com qualidade de vida.”

Produtividade e inovação
Segundo ele, um dos desafios a ser enfrentado pelo ministério é aumentar a produtividade e a inovação no país. Algo que, na avaliação do governo, abrange uma melhor formação de trabalhadores e, também, a redução da escala 6 por 1, que dará, aos brasileiros, o direito a folgar dois dias por semana.

Ainda nesse contexto, ele destacou os benefícios que a reforma tributária trarão para a produção no país, uma vez que dará mais eficiência e racionalidade ao pagamento de tributos.

“No ano que vem, vamos ganhar — e muito — em racionalidade, eficiência e celeridade na nossa economia. Isso aumenta a produtividade, com cada um de nós trabalhando melhor. Não necessariamente mais tempo, mas, no tempo de trabalho que a gente tem, com a gente entregando todo o nosso potencial”, argumentou.

*Agência Brasil


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Economia Política

Sem malabarismos, a maior oposição a Lula não é a dos Bolsonaro, mas do custo de vida a partir dos juros reais mais altos do mundo

Não adianta enfeitar o pavão, a imagem de Lula está atada naquilo que hoje é o maior presente de grego deixado por Temer e Bolsonaro, o custo de vida nas alturas, puxado pela agiotagem nacional com o suposto Banco Central independente, já que quem manda é o mercado.

A fatia da renda para pagar juros é a maior em 20 anos.

Certamente, tais disparates só vão piorar, Deus que me perdoe, numa gestão de Flavio ou Tarcísio. Mas a luta das famílias para se manterem diante do custo dos alimentos não é nada amável e, com certeza, o tom do guincho imposto pela taxa Selic é o grande pesadelo brasileiro.

É preciso entender os dois golpes dados em Dilma num piscar de olhos, quando ela enquadrou a agiotagem com o menor spread da história. Chacinaram seu governo e seguem abalando o terceiro mandato de Lula com o senquestro do Banco Central pela agiotagem nacional.

Essa é a pior forma de raptar uma gestão, porque temos que lembrar que, nos dois primeiros mandatos de Lula, o Banco Central não estava nas mãos dessa choldra de agiotas. Agora, o dinheiro está num preço profundamente imoral, desumano e isso, logicamente afeta os preços dos alimentos, do crédito e faz com que, por mais que Lula faça uma ótima gestão com avanços fundamentais, não alcance a glória merecida, do ponto de vista político.

Esse pesadelo continuará, caso nada seja feito até a eleição. O velho patriarcado rentista mostrou do que é capaz de fazer com o país, por mais generoso que um governo seja com a população, infelizmente, a vida como ela é no cotidiano dos brasileiros, é sim melhor do que nos períodos de Temer e Bolsonaro, mas a banana continua com o preço nas alturas, o torresmo, idem, a proteina animal está com preço trágico, nas estrelas.

Conclusão, a população está indiferente a todos os grandes avanços do Planalto na gestão Lula, demonstrando que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outr coisa. E todos os sacrifícios do governo para benefíciar o povo, não passam de uma arte de plumaria diante da caristia implacável que o assalta cotidianamente.

Para piorar, o governo, com a guerra contra o Irã, promovida pelos EUA e Israel, fica amarrado a um novelo difícil de se livrar, já que, como todos sabem, Bolsonaro fez o que fez contra a Petrobras e o cheiro de enxofre, mesmo depoiis de 4 anos de Bolsonaro longe do poder, segue praticamente inabalável.

Trocando em miúdos, o desequilíbrio da balança política está essencialmente na economia de vida no cotidiano dos brasileiros, isso precisa ser o foco central, sobretudo a feroz taxa Selic do Banco Central “independente”. Somente assim, Lula ganhará o terreno perdido, porque não há espaço para paralelismos que compense tal estupro que os agiotas impõem aos brasileiros.


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Política

Governador do RJ, Claudio Castro e vice são condenados e têm o mandato cassado

Cláudio Castro (PL) foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (24 de março de 2026) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022

O placar foi de 5 a 2 pela condenação à inelegibilidade por 8 anos (contados a partir de 2022, ou seja, até 2030).

Votos a favor da condenação (maioria): ministra Isabel Gallotti (relatora), Antônio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia.

Votos contra: ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
veja.abril.com.br

A acusação envolvia irregularidades na contratação de milhares de funcionários temporários na UERJ e na Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas), que teriam sido usados como “cabos eleitorais” durante a campanha de reeleição, configurando abuso de poder.Sobre a cassação do mandatoCláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro na segunda-feira (23 de março de 2026), um dia antes da retomada do julgamento.

Com a renúncia, a cassação do mandato ficou prejudicada (não pode cassar quem já não ocupa o cargo). No entanto, a inelegibilidade permanece válida.

Impacto político

Castro era pré-candidato ao Senado em 2026 (chegou a anunciar planos ao lado de Flávio Bolsonaro).

Com a inelegibilidade até 2030, ele está impedido de disputar qualquer eleição nesse período, inclusive o Senado.

Ele já sinalizou que vai recorrer da decisão, mas, por enquanto, a inelegibilidade está valendo.

O caso começou no TRE-RJ, que havia absolvido Castro, mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE, que reformou a decisão. Essa condenação se soma a uma longa lista de crises políticas envolvendo governadores do Rio nos últimos anos (prisões, impeachments e cassações).

Relembrando o caso
Os cargos secretos consistiram na contratação de dezenas de milhares em programas sociais e de extensão universitária às vésperas da campanha eleitoral de 2022, com base na descentralização de recursos orçamentários para a fundação Ceperj e para a Uerj.

O esquema foi revelado pelo portal UOL em junho de 2022. O governo Castro usou a fundação Ceperj — uma espécie de IBGE da administração fluminense — para empregar cerca de 27 mil pessoas em programas sociais. As folhas de pagamento eram secretas e não foram informadas nem mesmo para os órgãos de controle, como o TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado).

O governo do Rio usou descentralizações de crédito — quando um órgão permite que outro ente use parte de seu dinheiro — para injetar centenas de milhões na Fundação Ceperj.

O mesmo procedimento foi usado para bancar projetos de extensão ligados à Uerj, que também mantinham folhas secretas de bolsistas contratados com remunerações mensais de até R$ 35 mil.

No caso da Uerj, 45 mil bolsistas foram contratados nas folhas secretas.

O esquema movimentou em torno de R$ 1,3 bilhão em aproximadamente 1 ano e meio — entre o segundo semestre de 2021 e dezembro de 2022.

Até ser interrompido por decisão judicial em agosto de 2022, o esquema no Ceperj custou R$ 502,7 milhões aos cofres públicos. Já na Uerj, as folhas secretas dragaram R$ 798,9 milhões até serem interrompidas por decisão da universidade, em dezembro de 2022.


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Política

A reação da esquerda que colocou a Globo de joelhos, é a novidade decisória de 2026

A reação da esquerda contra o powerpoint de Andreia Sadi na GloboNews, marcou uma faixa divisória fundamental contra a falsificaçao da informação que a Globo e congêneres não contavam. Foi uma espécie de fogo de queimada, que se alastrou numa velocidade impressionante e trouxe, aí sim, o grande fato novo para a eleição de 2026.

Isso não mudou o tabuleiro, ao contrário, queimou, tocou fogo na porra toda, mostrando que não existe inatingível quando a população se revolta, mesmo digitalmente.

O que se pode dizer com  os pulmões cheios, é que, enfim, a esquerda reage à altura.

É preciso dizer que, ao conttrário do que ocorrou agora, uma reação espetacular, que fez a Globo baixar a crista no caso do powerpoint, pegou no contrapé os donos da terra, dando uma calça arriada tão eloquente quanto essas máquinas de vapor que saem varrendo a sujeira com jatos d’água, que servirá como termômetro para quem tentar reproduzir farsas como o mensalão e a Lava Jato que, na época, enfrentou uma frouxela de flores, revelando que a esquerda não estava pronta para enfrentar o bafio das velhas fazendas da escravidão que ainda se mantêm ativas no Brasil.

A reação foi de uma nação de capoeiras como a Guarda Negra pela abolição, que bateu sem dó nos calhordas da Globo, deixando claro que ninguém vai aturar arranjos para que o hálito da oligarquia abafe a democracia.

Tudo indica que esse será o coração da campanha contra a direita para eleger Lula pela quarta vez, sobretudo contra as surradas artemanhas da grande mídia e uma gama inteira de mau-caratismo.

Ou seja, a esquerda, os progressistas e boa parte da sociedade deram as diretrizes da guerra futura que, no derradeiro momento, saberão reagir de forma histórica, como fizeram agora para nocautear e disciplinar a Globo e todo o rastro de mídia podre nesse país, os principais cães de guarda da casa grande.


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Política

A mesma Globo, que pressionou o judiciário para prender Lula, agora dá a Bolsonaro a anistia disfarçada de domiciliar

A anistia concedida pelo STF a Bolsonaro, na figura de Alexandre de Moraes, foi desingripada pela Globo, mais precisamente por Malu Gaspar, que lubrificou as chaves da Papuda para Bolsonaro voltar para o seu hotel cinco estrelas e, de lá, ganhar voo próprio para curtir a vida.

Jamais se pode esquecer que o Grupo Globo é bilionário, ou seja, é parte da oligarquia brasileira e, através de uma campanha de degradação de imagem, pode transformar qualquer um num monstro que ele desenhar em seus bastidores.

É só ler o recadinho da bolsomorista, Malu Gaspar, em matéria no Globo de hoje, deixando claro que a pizza de marmelada, preparada por ela e os Marinho, só estará concluída depois que a anistia ampla, geral e irrestrita de Bolsonaro for completada, inclusive com a permissão da volta de Eduardo Bolsonaro ao Brasil, sem que ninguém lhe enconste um dedo. Está lá na capa do Globo para quem quise  er:

“Moraes busca saída honrosa e tenta blindar STF ao conceder prisão domiciliar para Bolsonaro”

Além de colocar a cabeça de Moraes à venda, Malu deixa claro que a vedação que fará com que a mídia pare de perseguir Moraes só acontecerá de fato quando rentregar o serviço completo, com anistia, com tudo que, convenhamos, é uma barbada para um grupo que, em defesa dos seus interesses, trata o pescoço da mãe como canela.

Sim, esse é o estágio do neoliberalismo que carrega com ele o fascismo em estado puro, essa é a verdadeira cara da extrema direita brasileira. Afinal, falamos do Grupo Globo que tem um século de prática golpista no Brasil, geração após geração.

Lógico que, depois disso, Moraes seguirá como um pato manco rumo à porta dos fundos do STF.

O que de fato há por trás disso, por ora, dá para imaginar, mas não afirmar.

Mas não será Bolsonaro o único a se lambuzar dessa gigantesca pizza de marmelada. A Globo e os demais jornalões ainda não desistiram da terceira via e, certamente, tentarão lubrificar cada vez mais a imagem de Tarcísio para transformar seu nome e imagem em algo mais palatável.

Flavio Rachadinha já mostrou que tem um teto baixo e de vidro e, com certeza, é o mais cagado dos candidatos de direita disponíveis na praça.

O risco de perder a eleição e o guarda-chuva do foro privilegiado é grande e muito arriscado para quem tem a folha corrida que ele tem.

Não se espantem ou se afobem, sendo Tarcísio o candidato oficial da Faria Lima/PCC, Globo/Master, fintechs e big techs, o evangelhistão bolsonarista, por ordem do demôbuo mor, trabalhará em peso para tirar a fórceps o quarto mandato de Lula para colocar o vigarista, escolhido pelos donos da terra, para cumprir o papel sujo a ele designado.

Não se esqueçam que foi assim que Temer e Bolsonaro viraram presidentes após golpe em Dilma e a prisão de Lula, forjada nas redações da Globo e congêneres.

O que dá esperança de derrotar toda essa escumalha é a reação nas redes que colocou a Globo de joelhos e a obrigou a pedir desculpas pela manipulação grosseira do powerpoint.


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