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Educação Política

De Doria a Tarcísio: modelo empresarial no ensino médio desestrutura educação de SP, aponta pesquisa

Novo Ensino Médio é criticado por não ajudar no trabalho ou no Enem, afastar da universidade e impelir para precarização

O Inova Educação, programa do então governador de São Paulo João Doria, foi a primeira experiência na rede pública com o Novo Ensino Médio, criado pela Medida Provisória 746, em setembro de 2016, nem cinco meses após Michel Temer tomar posse como presidente.

A reforma alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, retirando disciplinas tradicionais como literatura, história, geografia, artes, sociologia, filosofia, e colocando temas como empreendedorismo, projeto de vida, tecnologia, novidades que o pedagogo Felipe Willian Ferreira de Alencar classifica como “coisas”.

Alencar é autor do livro “Escolas que resistem: a educação pública contra o autoritarismo empresarial”, lançado em abril de 2026 pela Editora Lutas Anticapital, fruto da dissertação de mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). No texto, ele critica a reforma que se apoiou na manutenção do trabalho precarizado e no afastamento das universidades.

“O adensamento cada vez mais profundo de reformas piora a educação em vários sentidos: na mudança do conteúdo, do currículo, do tempo da escola, da formação dos professores, da gestão da escola, de todo o funcionamento”, detalha o pesquisador.

O movimento que aconteceu com a presença maciça da iniciativa privada, principalmente por meio de fundações privadas, muitas delas ligadas ao mercado financeiro. Ao mesmo tempo, conta Alencar, faziam uma defesa aberta de que a rede pública não precisava de novos recursos financeiros.

Paralelamente, o programa desestruturou a rede pública, além de retirar horas de disciplinas essenciais para a formação do aluno. O governo Doria desmembrou o chamado itinerário formativo, no qual o aluno opta por determinadas áreas, em cerca de 270 disciplinas. Professores de matérias tradicionais ficaram sem aula e tiveram que aderir a lecionar empreendedorismo, por exemplo. O resultado foi falta de professores e aulas.

No primeiro semestre de 2022, foram 19.996 aulas sem atribuições, 22,1% do total de aulas. No semestre seguinte, piorou: 24.943, 27,8% do total. Alencar classifica esse momento de transição como período bolsonarista da educação de São Paulo, que pega parte da agenda da gestão neoliberal do PSDB de São Paulo, antes de Doria.

“A partir desse período mais atual, que é exatamente esse período bolsonarista, não só o neoliberalismo, como era com o PSDB, a gestão tucana liberal se tornou também uma gestão neoliberal e neofascista, que foi a característica do João Dória, que implantou políticas muito nefastas, e a gente vê uma continuidade com o Tarcísio [de Freitas – atual governador]”, aponta.

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) disse que não adota mais o Inova Educação. “O currículo atualmente adotado segue a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Currículo Paulista e a matriz curricular do Estado de São Paulo.”

Durante o início do período Doria, houve aulas que Alencar classifica como “escandalosas” e que apontam para o objetivo de manter relações precarizadas de trabalho: curso de brigadeiro gourmet, de como ter um petshop, de como cuidar de cílios ou fazer sobrancelhas — tudo para um público que já trabalhava em atividades precarizadas.

Alencar conta que um dos discursos comuns nas aulas da nova grade era o controle emocional para condições adversas, “sempre atrelada essa questão do controle emocional com aguentar esse novo período histórico”.

Governo Tarcísio, uma continuação
Na gestão do pré-candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos – SP), houve uma certa reformulação do que era o Inova Educação. Mas, segundo Alencar, a essência não mudou. “Ele manteve disciplinas do itinerário formativo, como empreendedorismo, mas ele afunilou a quantidade, porque, no governo Doria, houve em torno de 270 disciplinas, uma coisa impossível de administrar para educar.”

No entanto, a proximidade com a iniciativa privada e o utilitarismo continuam com disciplinas como oratória ou biotecnologia, em vez de biologia. Além disso, a plataformização da educação, protagonizada pelo atual secretário de educação, Renato Feder, empresário do ramo de tecnologia, replica em São Paulo sua gestão iniciada no Paraná.

Existem pelo menos 28 plataformas para o aluno usar na rede pública de ensino de São Paulo, de redação a preparo para o vestibular, de inglês a leitura de livro. “Agora, imagina a situação da rede estadual de São Paulo? Que são todas escolas muito bem equipadas, com internet, fibra ótica naquele nível super bom, só que não, essa não é a realidade”, ironiza Alencar.

Em resposta, a Seduc-SP disse que “a tecnologia é utilizada como recurso pedagógico complementar, integrada ao currículo, aos materiais didáticos, à formação docente e ao acompanhamento da aprendizagem” e que, entre 2023 e 2025, foram investidos R$ 340 milhões na ampliação da conectividade da rede, que atualmente atende 98,5% das escolas estaduais, além da distribuição de 744 mil equipamentos para escolas e professores.

Sobre as parcerias com instituições privadas, a Seduc informa que “são formalizadas por instrumentos jurídicos e têm como finalidade apoiar ações educacionais, formação de profissionais, desenvolvimento de projetos e compartilhamento de metodologias e tecnologias”.

Desprovação e resistência
Após oito anos, o Novo Ensino Médio foi desaprovado em consulta pública feita pelo Ministério da Educação, em 2024. Para 76,80% dos professores, 70,75% dos gestores e 56,25% dos estudantes, a mudança não prepara os alunos para o atual Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para 52,9% dos professores, 65,5% dos estudantes e 64,1% dos gestores, o aumento da carga horária do ensino médio não prepara os alunos para conseguir trabalho. Além disso, 74% dos estudantes disseram que a carga horária imposta traz dificuldades para conciliar com o trabalho.

A implantação à força do projeto de educação de Temer teve resistência em São Paulo. Iniciado com três escolas de Guarulhos da rede estadual em diálogo com o campus da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) no município, o Grupo Escola Pública Democrática (GEPud) debate, propõe disciplinas alternativas a partir das comunidades, além de espalhar o modelo para outras escolas. Durante a pandemia, o grupo ajudou a subsidiar ações populares. Atualmente, com 15 escolas em Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra e na zona leste de São Paulo, também promove pesquisas e apresenta sugestões de políticas públicas.

A Seduc-SP diz que mantém “diálogo permanente com estudantes e com a comunidade escolar por diferentes canais institucionais”.

*BdF


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Política

Michelle posta VÍDEO sobre “festa das astronautas” de Vorcaro e manda recado a Flávio

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou nesta segunda-feira (29) um vídeo com relato do ex-governador do RJ Anthony Garotinho sobre a chamada “noite das astronautas”, suposta festa sexual que teria sido organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A publicação ocorre em meio à crise envolvendo Michelle e seu enteado mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

A proximidade de Flávio com Vorcaro, que está preso, é uma das fragilidades da campanha do senador. O vídeo divulgado por Michelle mostra a influenciadora Juliana Moreira Leite reagindo a um trecho do podcast “Pode, Garotinho?”, no qual o ex-governador afirma ter recebido um material ainda não divulgado.

No relato, Garotinho afirma que a suposta festa organizada por Vorcaro ficou conhecida como “noite das astronautas”. Segundo ele, mulheres estrangeiras ficavam nuas usando capacetes espaciais, enquanto deputados, governadores, secretários e senadores escolhiam as acompanhantes levantando a viseira do equipamento. “Homens que defendem a família” estariam entre os participantes, segundo o carioca.

O ex-governador também declarou que as mulheres seriam estrangeiras, descritas por ele como “muito altas e muito brancas, parecem ucranianas ou russas”. Segundo Garotinho, elas teriam sido contratadas justamente por não entenderem português. “As mulheres não sabiam o que os homens estavam falando e nem podiam saber”, disse.

A postagem de Michelle ocorre em um momento de acirramento da disputa interna no campo bolsonarista. A ex-primeira-dama costuma usar trechos bíblicos para enviar recados em suas redes sociais. Na semana passada, em meio ao conflito com Flávio, ela publicou uma passagem do Livro de Salmos: “A falsa testemunha não ficará impune, e o que profere mentiras perecerá.”

De acordo com o DCM, nesta segunda, pouco antes de divulgar o vídeo com o relato de Garotinho, Michelle compartilhou outro trecho do Antigo Testamento: “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação”.

A citação responde ao questionamento “quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo”, retirado do livro de Salmos.

Autor das declarações sobre a suposta festa, Anthony Garotinho é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. Em março, ele teve uma condenação anulada pelo STF. A Segunda Turma do tribunal manteve decisão do ministro Cristiano Zanin, que apontou falha na cadeia de custódia das provas centrais da Operação Chequinho.

A investigação tratava do suposto uso do programa social Cheque Cidadão para obtenção de apoio eleitoral. Garotinho havia sido condenado a 13 anos e nove meses de prisão. Com a anulação da condenação, recuperou os direitos políticos e voltou ao cenário eleitoral.

A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro se deteriorou na semana passada. A ex-primeira-dama acusou o senador de tê-la humilhado, maltratado e desrespeitado. As declarações abriram uma crise na campanha do pré-candidato e ampliaram a exposição de vínculos políticos ligados a Daniel Vorcaro.


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Política

Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro sobre mansão: Não sei o que vou fazer

Santini informou que tem atuado na coordenação de agenda de Flávio Bolsonaro e falado por ele nas negociações de formação de palanques pelo interior do Brasil

Em entrevista à coluna, o advogado José Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), disse que “ainda não sabe” o que fará com uma mansão comprada por ele no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por R$ 14,5 milhões, em setembro de 2025. Ao todo, o patrimônio de Santini é de pelo menos R$ 23 milhões, em nove imóveis adquiridos desde de 2022, conforme levantamento inédito do ICL Notícias.

A aquisição mais recente tem uma área total de 1.312,50 metros quadrados e 635,8 metros quadrados de área construída. De acordo com as certidões de matrícula e escritura do imóvel, ele pagou R$ 4 milhões de entrada e financiou R$ 10,5 milhões no Banco Regional de Brasília (BRB). Confira a entrevista:

Coluna: Como está o trabalho na campanha?

Santini: Pra gente, a gente começou em fevereiro, né? Fevereiro, março, abril, maio… com todas as complicações que foram, né? Junho, já estamos entrando em julho. Mas ok, tá caminhando para o momento da eleição mesmo, que é o melhor, né? Essa pré-campanha é muito cansativa. A campanha é mais encaixada.

Coluna: E você está como coordenador da agenda?

Santini: É uma coordenação informal. Assim, é uma pré-campanha, né? Então, o que eu fiz foi tentar organizar, naquele momento que eu entrei ali, a agenda. Mas formalmente mesmo, eu sou do jurídico da campanha, né?

Coluna: Formalmente você está como advogado, mas tem uma função extraoficial, por enquanto, de coordenação de agenda. Vai formalizar isso depois?

Santini: Nem sei. Vai ser tão cansativo esse negócio, né? Vai ser tão grande. Tanta coisa. A gente ainda não pensou. Mas quando eu entrei, ali atrás, para ajudar na agenda, foi para ajudar pela minha experiência ali, né? Conheço quase todos os deputados, senadores e governadores. Conheço quase todo mundo. Aí, assim, precisava de alguém que conhecesse as pessoas para falar em nome dele (Flávio), né? Não dava pra ser qualquer pessoa, né? Pra ficar tratando assim com os candidatos, organizando os palanques, fazendo as estruturas ali das agendas dos estados, que são muito complicadas, muita gente.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Política

Vídeo – Camarote Master? Setor VIP de Eduardo Bolsonaro em jogo do Brasil custa R$ 180 mil. Quem pode…

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi visto nesta segunda-feira (29) na área VIP do NRG Stadium, em Houston, antes da partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo de 2026, em um setor cujo ingresso mais exclusivo custa cerca de R$ 180 mil.

Imagens divulgadas pelo portal LeoDias mostram Eduardo circulando pelo espaço reservado, cumprimentando torcedores, conversando com admiradores e tirando fotos. A divulgação não informa se ele comprou a entrada, recebeu convite ou teve o acesso bancado por terceiros.

Segundo levantamento do jornalista Luiz Carlos Azenha citado pela Revista Fórum, os tickets mais exclusivos para a partida custam cerca de US$ 35 mil cada, valor equivalente a aproximadamente R$ 180 mil. A presença de Eduardo no local reacendeu questionamentos sobre como ele se mantém nos Estados Unidos.

Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025, perdeu o mandato de deputado federal, tornou-se inelegível e teve bens bloqueados pela Justiça brasileira, de acordo com a reportagem. Ele ainda não apresentou explicação pública sobre o acesso à área VIP do estádio.

Patrimônio declarado e permanência nos Estados Unidos
Na última prestação de contas enviada ao Tribunal Superior Eleitoral antes das eleições de 2022, Eduardo declarou patrimônio de R$ 1,76 milhão. Desse total, R$ 1 milhão correspondia a um imóvel financiado, R$ 160 mil a um imóvel quitado e R$ 600 mil a valores depositados em banco, que ele atribuiu à venda de um curso online.

Em vídeo publicado no Instagram em 17 de maio, Eduardo negou ser dono de uma casa em Arlington, nos Estados Unidos, citada em reportagens. Na gravação, disse que mora “de aluguel” e afirmou ter dificuldade para “honrar as parcelas” de um imóvel financiado no Brasil.

No mesmo dia, em live com Paulo Figueiredo, Eduardo afirmou que se sustenta nos EUA com “renda passiva”. Ele também citou o recebimento de R$ 2 milhões de uma campanha feita por Jair Bolsonaro; o ex-presidente disse à Polícia Federal, em junho de 2025, que transferiu esse valor ao filho por Pix.

*DCM


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Política

Alcolumbre insiste em medir forças com o Planalto ao pautar PEC de custo bilionário

Pauta-bomba: Senado vota aposentadoria especial de agentes de saúde na terça (30)

Apesar dos alertas da Fazenda, Senado vota aposentadoria especial para agentes de saúde com impacto de quase R$ 70 milhões.

Mesmo com auxiliares do Ministério da Fazenda alertando sobre o risco da aprovação da PEC 14/2021, que versa sobre a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou para terça-feira (30) a apreciação do projeto em primeiro turno no plenário do Senado. Essa também é considerada uma pauta-bomba, em mais um movimento de medição de forças do presidente do Congresso com o Palácio do Planalto.

Contrariando o governo, Alcolumbre afirmou que já solicitou estudos sobre os efeitos fiscais da medida antes de levá-la à deliberação do Plenário. Estimativas apresentadas ao Senado apontam que a PEC pode gerar um impacto de aproximadamente R$ 28 bilhões. Já a Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula que o custo poderá alcançar a casa dos R$ 69 bilhões aos cofres brasileiros.

A PEC estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, categorias que atuam diretamente na atenção básica do SUS e estão expostas a condições de trabalho consideradas desgastantes. Pelo texto, as mulheres poderão se aposentar aos 57 anos e os homens, aos 60, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na função.

As novas regras valerão tanto para os regimes próprios de previdência quanto para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) administrado pelo INSS. A proposta também prevê regras de transição para profissionais que já estão na carreira e amplia o alcance da aposentadoria especial para agentes indígenas de saúde e de saneamento.

A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, passa pela primeira votação em plenário, etapa necessária antes da análise em segundo turno.

Também deve ganhar espaço na agenda do Senado desta semana a mobilização pelo fim da escala 6×1. Embora a proposta de emenda à Constituição ainda aguarde despacho da Presidência da Casa, a quarta-feira (1º) será marcada por uma reunião entre Davi Alcolumbre, representantes das centrais sindicais, parlamentares e integrantes do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que lidera a campanha pela mudança na jornada.

Outra pauta-bomba já aprovada
O Senado aprovou, no início do mês, o projeto de lei (PL) 5122/23, que autoriza o uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal na renegociação de dívidas de grandes empresas do agronegócio. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário, apesar dos apelos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os impactos da medida.

A proposta é rechaçada pela equipe econômica do governo Lula, que a considera uma pauta-bomba e calcula um impacto sobre as contas públicas da ordem de R$ 817 bilhões nos próximos 13 anos. Os benefícios serão para grandes empresas do agronegócio atingidas por eventos climáticos extremos ou prejudicadas por impactos econômicos decorrentes de conflitos internacionais.

*BdF


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Brasil Política

Vai ser submisso assim lá na casa do…: Flavio quer Brasil alinhado com Israel

Em Buenos Aires, senador usou evento de grupos conservadores pró-Israel para atacar Lula e prometer alinhamento ao regime de Benjamin Netanyahu, responsável pelo assassinato de milhares de palestinos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste domingo (28) na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). No palco, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “antissemita”, prometeu transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e anunciou adesão do país aos Acordos de Isaac, iniciativa diplomática de Javier Milei e Benjamin Netanyahu, caso seja eleito em outubro.

Flávio Bolsonaro ataca Lula e promete entregar o Brasil Para os EUA/Israel
O discurso de Flávio Bolsonaro em Buenos Aires foi construído sobre dois eixos: o ataque direto ao presidente Lula e uma série de promessas de ruptura na política externa brasileira. Ao chamar Lula de “antissemita”, o senador mentiu que Lula nutre ódio pelo povo judeu, evocando a declaração que o presidente fez em 2024, quando comparou a ação militar genocida de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto nazista. A ofensiva israelense no enclave deixou mais de 70 mil palestinos mortos até então.

A promessa mais concreta do discurso foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, caso Flávio vença as eleições de outubro. O pré-candidato foi além: afirmou que, já no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília. A mudança de sede de embaixada para Jerusalém é uma questão diplomaticamente sensível: a maioria dos países mantém representações em Tel Aviv justamente para não antecipar posição sobre o status da cidade, disputada entre israelenses e palestinos em qualquer cenário de negociação de paz.

“A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro no evento.

O senador elogiou a diplomacia israelense e prometeu que o Brasil aderirá aos Acordos de Isaac, iniciativa patrocinada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu com o objetivo de estreitar relações entre Israel e países da América Latina.

Contexto das declarações e alinhamento internacional
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão tensas desde 2024, quando a ofensiva israelense em Gaza provocou críticas públicas do presidente Lula. A comparação que Lula fez entre a ação militar israelense e o Holocausto gerou reação imediata de Tel Aviv e culminou na retirada dos embaixadores de ambos os países de suas respectivas representações, um gesto diplomático que sinaliza rebaixamento formal das relações. Desde então, o Brasil opera com um encarregado de negócios na embaixada em Tel Aviv, e Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília.

Nesse cenário de ruptura, Flávio Bolsonaro escolheu Buenos Aires para se posicionar como o candidato do realinhamento. Em discurso proferido em espanhol, o senador também defendeu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, associando as facções ao Irã e ao Hezbollah. Para sustentar o argumento, citou que, segundo a Justiça argentina, o atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992 foi atribuído ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Acrescentou ainda que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio da inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções criminosas brasileiras, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas.

Submissão aos EUA
O discurso em Buenos Aires não é um episódio isolado. Semanas antes, no início de junho, Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em papel timbrado do Senado Federal. No texto, além de pedir que Washington não impusesse novas tarifas sobre produtos brasileiros, o senador se comprometeu a colocar sua equipe de transição “à disposição” do governo norte-americano caso eleito, para acelerar um acordo comercial. Rubio respondeu agradecendo a “oferta generosa”, mas manteve integralmente a posição favorável às tarifas contra o Brasil.

O governo Lula, parlamentares de esquerda e setores da diplomacia brasileira classificaram a proposta como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a carta “escancara o tamanho da submissão” de Flávio aos EUA.


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Política

A três meses da eleição presidencial, a direita não tem uma mísera proposta de país

No Brasil, a fala corrente sobre a faixa presidencial ir parar no corpo de Bolsonaro por uma fraude armada entre ele e Sergio Moro, em troca da cabeça de Lula, era a de que, se até Bolsonaro pode ser presidente, por que o mais medíocre, tapado, idiota também não pode ser?

Isso motivou os imbecis a tentar a sorte. Não falo de Caiado, esse é um velho imbecial que, desde que o mundo é mundo, é candidato à presidência sem conseguir nas urnas nada além de 1%, e ainda se diz o maior opositor de Lula, como se fosse um peso pesado da política, quando os números mostram que nunca passou de um peso morto babando ódio.

Menos ainda falo aqui de Flavio Bolsonaro, que representa as fezes do pai que, desde que foi chutado pelas Forças Armadas, a cavalgadura entrou para a política para conquistar o prêmio do mais medíocre ser entre todos os outros que habitam o planeta terra, quiçá Marte.

Bolsonaro, como todos sabem, nunca aprovou um projeto na vida, porque jamais teve um, desde os tempos em que o Sargento Garcia tentava prender o Zorro, sem sucesso.

Quando a besta colocou a faixa presidencial, sentou na cadeira e usou a caneta, a única coisa que produziu foi a morte de mais de 700 mil brasileiros e miséria absoluta com direito à fila do osso para 33 milhões de brasileiros.

Certamente foi o governo mais corrupto da história, comandado pelo pior corrupto, e o resultado foi uma tragédia nacional.

Dito isso, a direita, que possui pré-candidatos de todas as péssimas qualidades, o que se tem de proposta para o país para a melhoria de vida dos brasileiros e para a economia, é um rotundo zero.

O que essa gente fala, talvez em homenagem ao TariFlavio, é um tesouraço com cortes radicais em todo o orçamento público, com aquela baba de quiabo de redução da máquina administrativa e diminuição de carga tributária. Ou seja, é a cola da cola de outros carnavais da direita.

Nesse bojo de pastiches neoliberais, o rescaldo do lixo da direita foiceira, pra lá de provinciana, privatização e desestatização são missa corrente desde quando rezada em latim.

Outra xaropada da direita em que se confunde com o CV, PCC e milícia, é a segurança pública, para variar, redução da maioridade e endurecimento penal, como arrota o corruptaço Flavio Bolsonaro que provoca gargalhadas em qualqier bandido amador, sem falar das porcarias do MBL, como Renan Santos, o falso caipira, Zema e outros estrumes que acompanham a mesma trilha dos bois tecnocratas antinacionais.

Na verdade, essa gente não quer saber de discutir o Brasil por não ter vírgula de projeto que não seja a mesmice financeirista e a devolução do Brasil à condição de fazendão carregado de sucatas retorcidas.

Enfim, esse bonde que, juntando tudo o que a direita tem, quer apenas o poder para dele se servir.


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Política

Bueiro em chamas: Eduardo Bolsonaro dá o comando para Paulo Figueiredo para atacar Damares, que reage: “venha se tiver coragem”

Damares acusou falta de “coragem” do grupo de Eduardo Bolsonaro, que “fica atrás de um computador” nos EUA, e convidou Paulo Figueiredo, que pode ser preso se voltar ao Brasil, para visitar seu gabinete: “aqui as batalhas são reais”.

Comandando uma espécie de gabinete do ódio para atacar quaisquer aliados que sinalizem deixar as fileiras da pré-candidatura do irmão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) escalou seus fiéis escudeiros, Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, para iniciar ataques contra a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que tem se mostrado indecisa em meio à guerra dos filhos de Jair Bolsonaro (PL) contra a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL).

Indagada se comparecerá a um evento de Flávio Bolsonaro com mulheres conservadoras, marcado para a próxima quarta-feira (1º), Damares saiu pela tangente e disse estar “orando”, para decidir se vai ou não.

A indefinição foi motivo para início dos ataques coordenados por Eduardo Bolsonaro, que colocou seus influenciadores para atacar Michelle e aliados, enquanto evita confrontar diretamente a madrasta, seguindo a estratégia desenhada pelo irmão, Flávio.

Em meio ao fogo contra Michelle, Allan dos Santos compartilhou uma publicação da aliada que se autoproclama “Negona de Bolsonaro” ironizando: “Damares você nem deveria ir, não faz falta nenhuma. Não abraçou a indicação do meu amigo Flávio. Marque uma “oração” e um chá com a Leila e Eliziane. A militância, as tias do zap, os tios do churrasco e os jovens estão segurando as pontas. O povo brasileiro não tem tempo pra Koul doce”.

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Damares desafia Paulo Figueiredo
Cúmplice de Eduardo Bolsonaro na conspiração contra o Brasil, Figueiredo também foi à rede X lançar ironias sobre a indecisão da senadora aliada.

“Se fosse da Janja ou da Maria do Rosário, estariam todas unidas, certo?”, indagou ao compartilhar publicação dizendo que “Damares Alves ainda não decidiu se vai ao encontro de Flávio Bolsonaro com mulheres conservadoras”. Forum.


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Governo Lula faz 12 mil prisões e impõe prejuízo de R$ 2 bi ao crime organizado

Balanço aponta, ainda, para a apreensão de mais de mil armas e 30 mil munições, além de 3 mil prisões relacionadas à violência contra a mulher

A intensificação do combate ao crime organizado por parte do governo Lula resultou em R$ 2 bilhões de prejuízos estimados às facções e 12,3 mil pessoas presas, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta sexta-feira (26).

Os resultados fazem parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em maio. As ações envolvem o trabalho coordenado de forças federais, estaduais e municipais em todo o território nacional.

Na frente de asfixia financeira, um dos principais eixos do programa, as ações já levaram à apreensão de R$ 706 milhões em bens, além do bloqueio de R$ 320 milhões em ativos e da apreensão de 115 toneladas de drogas. Também foram aplicados R$ 12,7 milhões em multas e recuperados R$ 6,9 milhões em tributos, retirando recursos que financiavam a atuação das organizações criminosas.

Além disso, foram retiradas de circulação 266 armas longas, 606 armas curtas, 289 armas artesanais, quase 30 mil munições, explosivos e diversos acessórios utilizados pelas organizações criminosas.
Para viabilizar tais ações, foram mobilizados cerca de 15,8 mil profissionais de segurança pública em 11 operações nacionais.

“O crime organizado não será enfrentado apenas com prisões. Precisamos retirar sua capacidade financeira, impedir a circulação de armas, fortalecer o sistema prisional e integrar inteligência, investigação e controle financeiro. Quando atacamos o patrimônio das organizações criminosas, retiramos o oxigênio que mantém essas estruturas funcionando”, declarou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Violência contra a mulher

Outra importante frente de atuação é a proteção às mulheres. Segundo o MJSP, até o momento, as ações integradas já resultaram em 3.062 prisões relacionadas à violência contra a mulher, além da realização de 2.731 ações educativas presenciais, 455 ações de conscientização nas redes sociais e do alcance de mais de 51 mil pessoas em atividades de prevenção em todo o País.

Dados recém-divulgados também pelo MJSP mostram que, nos meses de abril e maio, o número de casos de feminicídio teve uma queda de 11,45% no País, na comparação com igual período de 2025, passando de 262 para 232 vítimas, o que significa 30 mulheres assassinadas por questões de gênero a menos.

Tais ações também fazem parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro deste ano. Vermelho.


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Política

Flávio Bolsonaro faltou 43% das votações nominais do Senado este ano

Presidenciável faltou a mais do que o dobro da média dos demais senadores nas 49 deliberações nominais de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, de acordo com levantamento da Folha nos registros da Casa. O pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho.

Votações nominais ocorrem quando os senadores precisam registrar seu voto sobre uma proposta. Foram descartadas as votações simbólicas, em que não é possível checar o voto de cada senador ou mesmo se ele efetivamente estava no plenário ou online (em sessões semipresenciais) durante a sessão.

O levantamento considera as votações nas quais os senadores marcaram presença, mas não votaram, ou nas quais não compareceram. Não entram nesse cálculo ausências justificadas por motivos de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou por outros dispositivos.

Seguindo esse critério, a média de ausência de registro de voto dos 81 senadores é de 20%. Houve votações nominais em 14 sessões do Senado entre os dias 24 de fevereiro e 16 de junho.

Flávio Bolsonaro estava presente, mas não registrou voto, por exemplo, na análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e do projeto de lei complementar que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.

O senador também registrou presença na sessão, mas não votou o projeto que autoriza ao governo usar verba do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para a formação e capacitação continuada dos servidores do sistema penitenciário nacional e dos policiais penais.

O pré-candidato faltou a sessão em que foram votadas indicações de diversas autoridades, como de embaixadores e do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo. Ele também não compareceu à sessão em que foi aprovada lei que isenta entidades filantrópicas de pagar Imposto de Renda e outros tributos federais.

Desde dezembro, quando foi escolhido pré-candidato a presidente pelo pai, Jair Bolsonaro, o senador do PL-RJ tem tido uma agenda intensa de compromissos relacionado à pré-campanha. Já fez viagens aos Estados Unidos e tem percorrido o Brasil para atos com apoiadores e aliados, além de reuniões para definir palanques regionais. Ele também planeja encontro com o presidente Javier Milei na Argentina.

Flávio foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa na sexta (26) por email e telefone, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

O senador Romário (PL-RJ) foi quem mais deixou de registrar sua posição em votações nominais em 2026. Ele se ausentou em 20 das 38 votações em que estava como titular do mandato. Seu suplente, Bruno Bonetti (PL), assumiu a titularidade de dezembro passado a abril deste ano.

O ex-jogador de futebol continua como titular do mandato, apesar de estar na América do Norte para comentar a Copa do Mundo pela CazéTV. O evento acontece no Canadá, Estados Unidos e México e vai até o dia 19 de julho. A previsão é que as votações do Senado durante esse período, se ocorrerem, aconteçam de maneira semipresencial, pelo celular.

Flávio Bolsonaro é um dos cinco senadores com maiores percentuais de faltas

Depois de Romário, o senador Wilder Moraes (PL-GO) aparece com o maior registro de ausências. Pré-candidato ao Governo de Goiás, ele deixou de votar em 24 deliberações nominais, 49% do total. Em seguida, há um empate no terceiro lugar: tanto Angelo Coronel (Republicanos-BA) quanto Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) não votaram em 47% das nominais.

Dessa forma, Flávio Bolsonaro está num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências em votações. Ele não participou em 43% dessas deliberações, assim como Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).

O ranking dos dez mais ausentes em votações nominais é fechado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele faltou a 20 das 49 votações deste ano (41%). O Senado possui 81 parlamentares.

Flávio não responde sobre faltas
O gabinete de Romário afirmou, diferentemente do que mostram os dados, que ele levou falta em apenas duas sessões. “Em uma ele registrou e não votou, pois voltou pro estado (15/04), e em outra ele estava fora do país (20/05)”, disse em nota.

A equipe de Dorinha Seabra afirmou que “as votações mencionadas ocorreram em dias nos quais a senadora cumpria agenda institucional previamente agendada, tanto em Brasília quanto no Tocantins”.

“A atuação parlamentar vai muito além das votações em plenário. O mandato também é exercido por meio da articulação de políticas públicas, atendimento aos municípios, reuniões institucionais, atividades que a senadora desempenha diariamente”, diz a nota.

Já Angelo Coronel disse que não registrou faltas e que as ausências foram “formalmente comunicadas e justificadas à Secretaria-Geral da Mesa, geralmente em dias em que esteve atendendo autoridades municipais em Salvador”.

A equipe do parlamentar baiano afirmou que ele votou todas as PECs e projetos de lei, se ausentando somente em indicações de autoridades. “Essas votações, portanto, não se referiam a projetos de leis, medidas provisórias ou vetos, por exemplo”, respondeu em nota.

Wellington Fagundes afirmou, por meio de sua assessoria, que “mantém uma atuação parlamentar intensa, com apresentação e relatoria de projetos, participação em comissões, audiências públicas e agendas institucionais”. Ele destacou que, como presidente da Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) e líder do bloco formado por PL e Novo, tem “funções que frequentemente envolvem compromissos institucionais em Brasília e fora da capital federal”.

Já o gabinete de Cleitinho afirma que o senador estava presente nos 177 projetos votados até maio, contando as votações simbólicas, destacando que estava no Senado mesmo quando deixou de votar.

Ele diz que, nos dias em que esteva presente, mas não votou, aconteceram as marchas dos vereadores e dos prefeitos em Brasília. Dessa forma, ele avaliou que, como Minas Gerais tem 853 municípios, deveria atender os políticos locais que estavam em seu gabinete.

Além de Flávio, as equipes dos senadores Renan Calheiros, Wilder Moraes e Eduardo Gomes foram procuradas por telefone, mas não responderam até a publicação desta reportagem. Oriovisto Guimarães afirmou que não iria comentar.

*ICL


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