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Na morte de Getúlio, o ataque ao carro da Globo mostra que ela tem DNA golpista

Não há como negar que a Globo tem DNA golpista.

A geração dos nossos pais, a nossa geração e a dos nossos filhos e até mesmo a dos nossos netos, revela, sem medo de errar, que as Organizações Globo nasceram, se nutritam, cresceram e se transformaram num império de comunicação milionaríssimo na base de golpes de Estado ou tentativas de.

Portanto, não restam sobras para ilusões, qualquer recuo de ataque dos Marinho contra negros, pobres e trabalhadores, é mera estratégia. A expressão da natureza mais viva das incontáveis gerações dos Marinho para construir seu reino de comunicação, sob qualquer ângulo, época ou governo é, como foi e sempre e será a favor das oligarquias que, como todos sabemos, carrega com muito gosto e orgulho o metabolismo herdado dos hormônios escravocratas.

Assim foi na morte de Getúlio, precedida pelos ataques mais vis do lacerdismo em voga, composto por uma gama de jornais que, em seu ódio cíclico aos trabalhadores, ao Brasil e aos brasileiros mais pobres, era parte de um pool de cães de guarda ferozes em defesa dos eternos privilégios que a classe branca e rica do Brasil sempre obtiveram dentro do Estado brasileiro, antes mesmo da queda da coroa.

O Globo, assim como a Folha e Estadão, operam com quatro anos de antecedência, uma campanha francamente eleitoral contra quem se junta aos desvalidos de um sistema de exploração humana de qualquer ordem.

Não foi sem motivos que os Marinho apoiaram vivamente o golpe militar dado em Jango em 1964, assim como soltaram rojões pelo AI-5. Mais à frente, ignoraram solenemente as multidões de millhões que foram às ruas exigindo Diretas Já!

Roberto Irineu Marinho, no comando da Rede Globo de rádio, TV e jornais, apoiou a eleição indireta e se opunha frontalmente à abertura efetiva da velhíssima e carcomida ditadura. Nem de debate sobre o caso, Roberto Marinho quis saber para manter a harmonia entre a Globo e os “donos da terra”, a parte civil do golpe civil/militar, pois era seu próprio espelho.

A inclusão dos favelados como principal política de educação de Brizola, com uma rede de CIEPs, que contemplava, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro, era uma paisagem avessa e frontalmente contrária a tudo o que os Marinho sempre pregaram.

Outra particularidade dos Marinho contra o Brasil é que sempre foram avessos à industrialização, consequentemente, foram contra a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) da Petrobras e de toda uma gama de formas de desenvolvimento que tirou o Brasil da condição de fazendão falido para uma economia de expressão mundial.

A Petrobras foi outro alvo bombardeado pelos Marinho, junto com várias estatais que acabaram sendo assassinadas pela privataria de FHC, claro, com rojões desse oligopólio midiático.

Quando Lula venceu a primeira eleição, junto com outros jornalões, a Globo fabricou a farsa do mensalão, patética e ridícula que se transformou em verdade pelo martelete dos Mervais e congêneres, mesmo expondo verdadeiras piadas prontras de contradição que ainda nos cobra um texto claro sobre a absurda cartolagem que os Marinho impuseram ao STF para condenar, principalmente, Zé Dirceu e Genoíno, de olho no pescoço de Lula, o que, logicamente, deu errado.

Sergio Moro e os Marinho só conseguiram esse intento depois de várias derrotas nas urnas para o mesmo Lula, cuja chave do caso estava com a Lava Jato que produziu uma farsa ainda mais grotesca, numa espécie de conto reduzido de uma adaptação do próprio mensalão.

Fizeram o mesmo para derrubar Dilma Rousseff, com outro golpe de Estado em que foi incrementado na receita o maior e mais covarde ataque misógino imposto a uma mulher no Brasil.

Para não alongar tanto, completamos com a atual gestão de Lula em seu terceiro mandato e a pintura fisiológica dos jornais dos Marinho para tentar derrubar a reeleição de quem já fez muito pelo povo a partir de seu retorno à presidência em 2022.

Não se pode fechar os olhos para isso, pois os Marinho estarão sempre na espreita profundamente amargos e espelindo ódio contra as suas vítimas primeiras, os negros, os pobres e os trabalhadores.

*Foto destaque: Memória O Globo


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Bem-vindos, voltamos a 2015/2016

Assim como aconteceu em 2015/2016, se o governo não agir urgentemente, será outra vez engolfado por uma farsa monstruosa da Globo e mídia hegemônica em consórcio com a oposição, com o empresariado, o agronegócio, militares e setores da PF e do judiciário, inclusive do STF.

Naquela crítica conjuntura pré e trans-golpe contra Dilma, ninguém acreditava que o governo e o PT seriam arrastados no escândalo batizado pela Globo como “Petrolão”, pelo simples fato de que os envolvidos em atos criminosos e de corrupção eram dirigentes da Petrobrás vinculados ao PP, MDB e outros partidos da centro-direita e direita.

E também ninguém acreditava que as fábulas inventadas pela Globo do pedalinho de lata do sítio de Atibaia e do triplex na praia de Guarujá seriam validadas pelo juiz-ladrão Sérgio Moro como acusações criminais minimamente aceitáveis.

No entanto, por trás da inocência [ou da boa-fé, da ingenuidade, da paralisia, ou da catatonia] do governo, aquele processo conduzido pela gangue de Curitiba e incensado pelos grupos de mídia tinha o claríssimo propósito de derrubar Dilma, criminalizar o PT e impedir Lula de concorrer e vencer a eleição de 2018.

Na época, a reação do governo, da sua base parlamentar e social, assim como do PT foi, para dizer o mínimo, tíbia e catatônica. Episódio que resume bem esse sentimento foi a paralisia diante da ordem ilegal e absurda do ministro do STF Gilmar Mendes proibindo Lula de assumir a chefia da Casa Civil do governo Dilma.

Não houve uma reação à altura daquela violência política e institucional que, acontecesse numa democracia funcional, derrubaria não o governo, mas o juiz da Suprema Corte autor de tamanha brutalidade inconstitucional.

Neste momento, faltando pouco mais de seis meses para a eleição de outubro, estamos vendo acontecer exatamente a mesma coisa. E, nesta farsa repetida como tragédia, assistimos o governo tímido, sem agir energicamente para deter os abusos e conter a farsa que avança perigosamente.

Há uma orquestração explícita que envolve agentes do Estado, mídia e atores da política para envolver Lula e o governo no escândalo do INSS e, principalmente, no desfalque bilionário do Banco Master.

A Globo assumiu a liderança dessa narrativa, inclusive com a produção de elementos gráficos de grande valor simbólico, como os powerpoints da época da Lava Jato.

Fez isso no programa Estúdio i da Globo News de 6 de março, com uma peça intitulada “ACESSOS E CONEXÕES DE DANIEL VORCARO” [caixa alta no original] ilustrada com uma fotografia do Lula em primeiríssimo lugar no organograma.

E repetiu a dose de canalhice no programa desta 6ª feira, 20 de março, com o powerpoint “CONEXÕES DE DANIEL VORCARO”.

Esta peça criminosa, apresentada e comentada em detalhes através do texto lido pela jornalista Andreia Sadi inclui Lula, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski –todos que não têm absolutamente nada a ver com a roubalheira do Master–, e também Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central que interrompeu o crime e mandou liquidar o Master.

Incrivelmente, contudo, o powerpoint da Globo News não incluiu Bolsonaro, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, representantes da Faria Lima, Roberto Campos Neto, que permitiu a expansão do esquema e foi conivente com crimes, e pasme, não incluiu a própria Globo, que foi financiada por Vorcaro em evento em Nova Iorque, afora outros patrocínios e mimos que pode ter recebido do esquema mafioso.

Voltamos a 2015/2016. Sabemos que se não houver uma reação política e institucional contundente em relação à PF, ao judiciário e à mídia, o governo será fagocitado pela espiral conspirativa e verá a reeleição do presidente Lula escorrer líquida por entre os dedos da mão.

*Do blog de Jeferson Miola


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Globo, Vorcaro e Banco Master, tudo a ver

O comentarismo da GloboNews anda tentando, aravés de muita fisioterapia, tirar a calça pela cabeça, sob a coordenação motora dos Marinho.

Um de cada dez fatos ligando explicitamente a direita a Vorcaro e ao Master, incluindo a Globo, como foi fartamente denunciado pela imprensa independente, mostra uma faixa elástica de extrema resistência entre Vorcaro e o Grupo Globo, incluindo o jornal Valor Econômico e os rapapés de Vorcaro em evento oficial do império Globo em Nova York, patrocinado pelo próprio Vorcaro.

Isso é uma tentativa de reabilitação da imagem de Bolsonaro que, junto com Tarcísio de Freitas, bolsonarista, recebeu de Vorcaro direto em suas contas o valor de R$ 5 milhões, oriundos do mar de lama que envolve o sistema financeiro e o Banco Master de Vorcaro.

Não há resistência possível da Globo que sustente narrativas enviesadas e coordenadas para dar a amplitude ao esquema e enfiar Lula e o PT nessa possilga.

O mecanismo da Globo, nesse caso, projetado para prevenção e tonificação da própria imagem, é progressivo, usando várias cores e níveis crescentrs de manipulação.

Os exercícios contorsionistas variam de acordo com o comentarista da GloboNews que, através de frases de efeito, realiza uma borracha termoplástica na língua na tentativa de t5ransformar a seco o produto da corrupção, envolvendo a direita, sobretudo a bolsonarista e o Master em uma indeterminada, manipulada, mal-ajambrada inclusão de Lula num elo inexixtente entre a esquerda e Vorcaro.

Ou seja, dependendo do seu uso, na boca dos boquirrotos da Globo, o dano político tem que ser focado na reeleição de Lula, a partir de uma cirúrgica projeção perespiritual com sistema próprio que retorne para o governo Lula aquilo que o governo escancarou e que chapiscou na Globo.

O importante é que o telespectador compre, mesmo que de leve, uma versão absolutamente absurda, malandra, mas principalmente criminosa para que a punição oas culpados de toda a roubalheira de Vorcaro, produza efeitos adversos contra quem denunciou o esquema.

É o bandido tentando prender o juiz, o delegado, o policial para livrar a própria cara.

Assim é fácil.


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Lula sobre Banco Master: ‘É ovo da serpente do Bolsonaro e Roberto Campos’

Presidente afirma que adversários políticos tentam responsabilizar o PT pelo prejuízo decorrente da liquidação do Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi direto ao ponto ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Ele atribuiu a origem do problema a decisões tomadas durante o governo de Jair Bolsonaro e à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central do Brasil.

Durante evento político nesta sexta (20), que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula afirmou que o caso é resultado de decisões passadas.

“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós”, disse o presidente.

Esse montante citado por Lula se refere ao desembolso de R$ 51,8 bilhões feito pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ao amparar clientes do Master. Lula também responsabilizou Campos Neto pela autorização da transferência do controle do Banco Máxima para o empresário Daniel Vorcaro, surgindo assim o Master. “No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central Ilan [Goldfajn] negou o reconhecimento do Banco Master. Quem reconheceu em dezembro de 2019 foi Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele”, declarou.

Investigações sobre Banco Master em múltiplas frentes
O caso do Banco Master está sendo analisado por diferentes linhas de investigação. Entre elas, estão a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília, suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento, envolvimentos de políticos e o uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.


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O que foi mais rápido, a morte do Sicário de Vorcaro na cadeia ou essa notícia sumir da grande mídia?

Uma pergunta que ninguém faz, quem financia o silêncio da mídia?

A mídia é muito mais perigosa naquilo que ela esconde do que no que ela noticia de forma enviesada. Isso acaba dando em nada, porque, pouco ou nada se cobra do clero midiático sobre essa particularidade,  a meu ver, criminosa, pois é um meio de compactuar com um erro ou mesmo com um crime abstendo-se de noticiar e, logicamente, comentar determinados fatos.

O suposto suicídio do sicário de Vorcaro é um daqueles casos cabulosos, porque quando se imagina a cena descrita de forma displicente, como num comentário banal pela mídia que, normalmente, usa um fato como esse de maneira escandalosa quando lhe interessa, o que, em nós, triplica instintivamente em uma análise crítica.

Mas se o assunto insiste em ficar na superficialidade publicada, há na sociedade uma acomodação que revela um sentimento que, se o assunto não é mais mencionado, é porque ele não existiu ou é de pouca importância. E não é esse o caso da morte de Luiz Felipe Moraes Mourão, o sicário de Daniel Vorcaro.

Assim, a coisa fica na base do dito pelo não dito, e um caso como esse cai no esquecimento da vida nacional para o interesse de quem?

Uma suposta queima de arquivo, feita da maneira que foi, instantânea após sua prisão, jamais mereceria o descaso de uma mídia minimamente comprometida com o povo.


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Lula sobe tom contra Banco Central após corte da Selic de somente 0,25%

“Esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (19), em São Paulo, durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual (de 15% para 14,75% ao ano).

Lula disse que o Banco Central (BC) frustrou a expectativa do governo que esperava ao menos uma redução de 0,5 ponto percentual.

No comunicado, o BC alegou ambiente externo incerto, em “função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, para decidir por uma redução de 0,25.

“Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula.

Leia também: BC cita Oriente Médio e reduz juros a 14,75%; taxa segue no topo do mundo

“Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção”, acrescenta.

No Congresso, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que o BC tem andado na contramão dos interesses e necessidades do povo brasileiro ao entregar centenas de bilhões de reais à agiotagem financeira por meio da extorsiva taxa de juros.

“A redução em 0,25% na taxa Selic, embora aponte para a necessária redução e seja o primeiro corte desde 2024, frustra quem trabalha e produz. É quase um placebo para uma indústria que necessita de um tratamento intensivo com antibióticos para retomar a pujança”, compara o deputado.

Na avaliação dele, é certo que a reindustrialização carece de um projeto nacional de desenvolvimento estruturado, com metas, planejamento e indução do Estado, algo que o governo Lula esboça com a Nova Indústria Brasil (NIB), segundo o Vermelho.

“Mas também é fato que a política monetária e um instrumento fundamental para o crescimento econômico, fomento a investimentos e para o próprio consumo e bem-estar das famílias”, observa.


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Moraes trava arquivamento do caso das joias e cobra PGR por provas que envolvem Wassef

Decisão determina análise da Procuradoria sobre material inédito da investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu frear o arquivamento da investigação sobre o chamado “caso das joias” envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos. A decisão foi assinada na quarta-feira (18), mas só veio a público nesta quinta-feira (19).

No despacho, Moraes determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para nova manifestação. “Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao material encaminhado pela Polícia Federal”, escreveu o ministro.

A decisão ocorre após a própria PGR ter se posicionado pelo arquivamento do caso, sob o argumento de que ainda existe uma lacuna legislativa sobre a natureza jurídica de presentes recebidos por presidentes da República em viagens oficiais. Segundo o órgão, “enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a presidentes da República, a incidência do Direito Penal revela-se incompatível”.

O despacho de Moraes, no entanto, indica que o cenário está longe de ser encerrado. Isso porque a Polícia Federal encaminhou análise complementar de material apreendido, apontando novos fatos. De acordo com o documento, “foram identificados eventos fortuitos nos aparelhos celulares do investigado Frederick Wassef, que devem ser formalizados em procedimento apartado”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a investigação trata da suspeita de atuação de uma associação criminosa voltada ao desvio de presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro — ou por integrantes de comitivas oficiais — durante viagens internacionais. Segundo a própria Polícia Federal, o grupo atuava para desviar itens que deveriam integrar o acervo público e posteriormente comercializá-los no exterior.

O relatório final é direto ao apontar o objetivo do esquema: “prática de desvio de presentes de alto valor recebidos em razão do cargo pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro […] para posteriormente serem vendidos no exterior”.

A saga das joias sauditas: entenda a cronologia do caso

No mesmo documento, a PF afirma que os investigados também atuaram para ocultar os valores obtidos com a venda desses bens, descrevendo “atos de ocultação da origem, localização, movimentação e propriedade” dos itens e dos recursos gerados.

No relatório final, a PF indiciou Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre os itens citados estão joias de luxo, relógios de alto valor e esculturas recebidas de autoridades estrangeiras, incluindo governos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

O documento também aponta que o grupo teria atuado de forma coordenada entre 2019 e 2022. Segundo a PF, os investigados se associaram “para praticarem os crimes de peculato e lavagem de capitais, com o objetivo de propiciar o enriquecimento ilícito do então presidente da República”.

Apesar da conclusão da investigação, a manifestação da PGR pelo arquivamento mudou o rumo do caso. O órgão sustentou que, diante da ausência de uma definição legal clara sobre a titularidade desses presentes, não seria possível enquadrar as condutas no campo penal.

A decisão de Moraes, no entanto, cria um novo capítulo na tramitação. Ao destacar que não houve manifestação da PGR sobre o material mais recente envolvendo Wassef, o ministro sinaliza que o arquivamento não será automático.

Nos bastidores do STF, a movimentação é vista como um indicativo de tensão entre o entendimento da Polícia Federal e a posição da Procuradoria. A nova manifestação da PGR será determinante para definir os próximos passos do caso, que segue sob relatoria de Moraes e permanece como um dos episódios mais sensíveis envolvendo a gestão de presentes oficiais durante o governo Bolsonaro.


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Lula cobra redução do ICMS em combustíveis para atenuar efeitos da guerra

Na 17ª Caravana Federativa, presidente criticou Tarcísio por não reconhecer ações do governo federal em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao comentar os impactos da guerra contra o Irã sobre a economia brasileira. Ao participar nesta quinta-feira (19) da abertura da 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte, em São Paulo, ao lado de uma comitiva de ministros e diante de dezenas de prefeitos, Lula condenou quem “acha que é dono do mundo e levanta de manhã decidindo tomar um país”, citando explicitamente a Groenlândia, o Canal do Panamá, Cuba e a Venezuela.

Sem mencionar o nome de Trump, o presidente brasileiro associou os ataques ao Irã à disparada internacional do preço do petróleo e à decisão mais conservadora do Banco Central, que reduziu a Selic em apenas 0,25 ponto percentual. No discurso, Lula assumiu o compromisso de proteger o poder de compra da população frente à instabilidade internacional e garantiu que o governo federal atuará para impedir que a guerra de Trump contra o Irã reflita no preço dos alimentos e combustíveis no Brasil.

O presidente cobrou dos governadores a redução de impostos sobre combustíveis para enfrentar o momento de pressão internacional sobre o preço do petróleo, oferecendo, inclusive, como contrapartida, a devolução de metade do valor da isenção do ICMS que vierem a conceder. A fala ocorre em um momento de resistência dos secretários estaduais de Fazenda, que alegam riscos fiscais para não reduzir a alíquota.

O presidente criticou os empresários que se aproveitam da desgraça para subir os preços e alertou que órgãos como a Polícia Federal e a Receita Federal já estão mobilizados para fiscalizar aumentos abusivos.

A paternidade federal dos programas paulistas

Um dos destaques da fala de Lula foi a crítica de que o governo paulista recebe investimentos federais, sem reconhecer a paternidade do financiamento. O presidente afirmou que a maioria das unidades habitacionais entregues no estado pelo programa “Casa Paulista” é, na verdade, financiada pelo Minha Casa Minha Vida. “Nem nome ele criou, só plagiou”, disparou Lula, citando o vice-presidente Geraldo Alckmin como o criador do programa estadual quando foi governador de São Paulo.

Lula também criticou a relação do Palácio dos Bandeirantes com os municípios, afirmando que poucos prefeitos paulistas são recebidos pela gestão estadual. Ele chegou a sugerir que os gestores municipais organizem, também, marchas de cobrança aos governos estaduais, da mesma forma que fazem em Brasília, para exigir o que é de direito das cidades.

Sucessão na Fazenda e o horizonte de 2026

O evento marcou o início de uma transição planejada na economia. Lula teceu elogios históricos a Fernando Haddad, classificando-o como o ministro da Fazenda mais exitoso da história do país. No mesmo palco, apresentou Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, como o sucessor de Haddad. Ao pedir que os prefeitos “olhem bem para a cara” de Durigan, Lula sinalizou a continuidade da política econômica e liberou Haddad para a construção de seu palanque em São Paulo.

O presidente definiu a Caravana Federativa como um “Poupatempo” da gestão pública, onde as demandas locais são resolvidas em tempo real pela estrutura federal, contrastando essa agilidade com a burocracia estadual.

Pacto contra o feminicídio e defesa democrática

Para além da economia e da disputa eleitoral, o presidente fez um apelo humanitário ao anunciar o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. Relatando casos de violência extrema, Lula convocou líderes religiosos, sindicais e comunitários a pautarem o tema diariamente, pedindo uma mudança de comportamento dos homens para que sejam “mais amáveis e compreensivos”.

Ao encerrar, Lula conectou a eficácia do pacto federativo à sobrevivência do sistema democrático. Ele enfatizou que a manutenção da democracia no Brasil depende da responsabilidade cotidiana dos gestores locais, reforçando o compromisso do governo com a reconstrução da democracia iniciada em 2023, segundo o Vermelho.


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Dino manda presidente da CPI do INSS explicar envio de R$ 3,6 milhões à Lagoinha

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), preste esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares para entidades ligadas à Igreja Lagoinha, do bolsonarista André Valadão. A cobrança ocorre em meio ao aumento da tensão entre o colegiado e a Corte, que tem anulado decisões aprovadas pela comissão.

A solicitação foi feita no âmbito de uma ação que trata do cumprimento da decisão do Supremo que, em dezembro de 2022, determinou maior transparência e rastreabilidade na destinação de emendas parlamentares. O objetivo é verificar se os repasses seguiram as regras estabelecidas pela Corte.

O questionamento envolve o envio de R$ 3,6 milhões para a Fundação Oasis, entidade ligada à igreja frequentada pelo senador. Parlamentares afirmaram ao Supremo que o repasse pode violar princípios constitucionais.

Segundo a petição, a destinação dos recursos “viola frontalmente princípios de impessoalidade e transparência”. O documento também argumenta que o uso da presidência da CPI para interferir em apurações relacionadas às entidades beneficiadas seria irregular.

“O uso da presidência de comissão parlamentar para bloquear investigações sobre entidades beneficiárias de emendas próprias configura instrumentalização de posição institucional para fins privados”, afirmaram os deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG).

Os parlamentares ainda apontaram possível desvio de finalidade na aplicação das verbas. Para eles, o padrão de encaminhamento das emendas indicaria favorecimento político. “A emenda não serve ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas”, afirmaram.

Durante sessão da CPI nesta semana, Viana respondeu às acusações e negou irregularidades. “Todas as verbas que eu enviei para a fundação ligada à igreja que eu frequento foram enviadas para as prefeituras e fiscalizadas pelo Ministério Público. Doei para uma fundação que recupera pessoas e continuarei doando”, declarou.

O episódio ocorre no momento em que a CPI do INSS enfrenta sucessivas decisões do STF que invalidaram requerimentos aprovados pela comissão. Integrantes do colegiado alegam que as decisões têm dificultado o andamento das investigações e reduzido o prazo para conclusão dos trabalhos.

A comissão chegou a recorrer ao Supremo para tentar obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogar o funcionamento da CPI. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que será responsável por analisar a solicitação., segundo o DCM.


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Política

Vorcaro diz que não poupará ninguém, seu advogado discute delação premiada com a PF

O advogado de Daniel Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a Polícia Federal para informar que o banqueiro está interessado em firmar um acordo de delação premiada. De acordo com fontes ouvidas pela TV Globo, o defensor afirmou que seu cliente se compromete a colaborar totalmente com as investigações e não pretende poupar ninguém.

O advogado, conhecido como “Juca”, tem um histórico de delações premiadas em casos de grande repercussão, incluindo a do ex-empresário Léo Pinheiro, da OAS, na Operação Lava Jato. Ele quer se reunir com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para discutir a possibilidade, segundo o DCM.

Vorcaro é investigado por fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e sua prisão foi determinada na semana passada como parte das investigações conduzidas pela PF. A delação premiada poderia trazer novos elementos cruciais para o andamento das investigações.

Mendonça prorrogou o inquérito do caso Master por mais 60 dias após um pedido da PF. A prorrogação foi necessária para a realização de diligências adicionais essenciais.

Os investigadores afirmam que ainda há uma grande quantidade de material para ser analisado, incluindo mais de 100 celulares apreendidos, oito dos quais pertencem a Vorcaro. Os dados são apontados como fundamentais para aprofundar as apurações.

O inquérito apura a fabricação de carteiras de crédito falsas e o desvio de recursos para o enriquecimento pessoal dos envolvidos, com prejuízos estimados em mais de R$ 12 bilhões. A investigação também envolve a suspeita de que o Banco de Brasília (BRB), sob a direção de Paulo Henrique Costa, tenha injetado bilhões no banco por meio de operações fraudulentas.

Em fases subsequentes da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores, e 15 mandados de busca e apreensão foram realizados. Esses mandados atingiram endereços ligados a Vorcaro e seus familiares, com apreensões de carros de luxo e dinheiro em espécie.

A fase mais recente da investigação, realizada em março deste ano, revelou a existência de um grupo chamado “A Turma”, uma milícia privada usada para intimidar adversários e jornalistas que investigavam o banco.


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