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Fernando Bezerra, ex-líder de Bolsonaro direcionou R$ 330 milhões para projeto político do filho

Governo liberou verba ‘extra parlamentar’ a Fernando Bezerra em negociação pré-emendas de relator.

Em seu galpão de trabalho em Petrolina (PE), a 713 km do Recife, o escultor Ranilson Viana, 34, conta sobre a obra que fez para representar o político Osvaldo Coelho, morto em 2015, que exerceu o cargo de deputado federal por Pernambuco em nove mandatos, informa a Folha.

“A escultura que fiz procura mostrar a força que ele teve para trazer a irrigação para Petrolina. Simboliza a chegada da irrigação e o aumento da fruticultura. Aí começou a nossa riqueza”, diz.

A escultura, que custou cerca de R$ 100 mil aos cofres públicos e foi instalada em Petrolina no prédio do órgão federal Codevasf, em 2018, é uma homenagem àquele que é chamado de “patrono da irrigação” por aliados.

Nos dois anos seguintes, já sob a Presidência de Jair Bolsonaro (PL), coube ao sobrinho de Osvaldo o papel de maior destinador de verbas para a unidade regional do órgão federal.

Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado até o último dia 15​, foi o responsável por endereçar R$ 330 milhões em um período em que o filho dele, Miguel Coelho (DEM), ocupa o posto de prefeito municipal e se lança como candidato ao governo estadual.

A abundância de recursos vinda de congressistas é comemorada pela direção da Codevasf em documentos oficiais.

“A Codevasf tem vivenciado um período positivo, com expressivos incrementos na alocação e execução de recursos orçamentários, especialmente os oriundos de indicações parlamentares”, afirma o órgão em relatório enviado em maio passado à Câmara Municipal de Petrolina, em resposta a requerimento do vereador Gilmar dos Santos Pereira (PT).

De acordo com esse levantamento interno, nos três anos imediatamente anteriores à gestão Bolsonaro, de 2016 a 2018, as indicações de parlamentares haviam levado à destinação total de pouco mais de R$ 90 milhões.

Porém, só nos dois primeiros anos da atual administração federal, o valor das emendas e outras formas de repasses por congressistas mais que quintuplicou na divisão da companhia com sede em Petrolina, chegando a R$ 490 milhões.

Esse incremento não resulta de uma maior força coletiva da bancada de Pernambuco na busca por recursos para a regional da Codevasf, mas do grande poder de Fernando Bezerra Coelho em carrear recursos para o reduto eleitoral de sua família no governo Bolsonaro.

Dos R$ 490 milhões do biênio 2019/2020, R$ 330 milhões tiveram a indicação do senador, ou seja, quase 70% do total.

Em relação a 2019, o valor de cerca de R$ 180 milhões foi repassado por meio da indicação do senador com a utilização de um mecanismo orçamentário chamado termo de execução descentralizada (TED).

A quantia foi dividida em quatro TEDs e, segundo o texto do termo de maior valor (R$ 120 milhões), tratava-se de “recurso proveniente de destaque orçamentário, indicado pelo senador Fernando Bezerra, a ser descentralizado pela Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano (SDRU)”.

O presidente da Codevasf, Marcelo Andrade, usou a expressão “recursos extra parlamentares” para se referir à indicação de R$ 120 milhões de Fernando Bezerra, em documento de dezembro de 2019, segundo documentos obtidos pela Folha via Lei de Acesso à Informação​.

Questionado pela reportagem, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou que nessa transferência “o senador apenas sugeriu a destinação do investimento, por se tratar de temas enquadrados no âmbito dos programas e ações do MDR”.

Segundo o ministério, a proposta de TED foi elaborada pela Codevasf e a descentralização dos recursos foi aprovada após a análise técnica da pasta.

A verba foi obtida pelo senador antes da existência das chamadas emendas de relator, por meio de negociações diretas com o ministério para direcionar o recurso discricionário da pasta. A autoria da indicação está registrada em documentos ligados ao TED que estão publicados no site do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Estes rastros das indicações parlamentares ficaram mais escassos em 2021. A pasta comandada por Rogério Marinho, por exemplo, passou a apontar de forma genérica a autoria, atribuindo ao relator-geral do Orçamento.

As emendas de relator são atualmente a peça-chave do jogo político em Brasília responsável pela sustentação da base aliada de Bolsonaro no Congresso. A modalidade foi incluída no Orçamento de 2020 pelo Congresso, que passou a ter controle de quase o dobro da verba federal de anos anteriores.

Foi por meio das emendas de relator que Fernando Bezerra Coelho destinou R$ 150 milhões à Codevasf de Petrolina em 2020, chegando então ao total de R$ 330 milhões no primeiro biênio da gestão Bolsonaro.

No segundo lugar do ranking de congressistas que apontaram o dedo para a Codevasf de Petrolina está outro filho do senador que é político, o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE). Por destinação dele, cerca de R$ 22 milhões foram para a unidade regional do órgão.

Além do grande volume de recursos vindos de seus familiares, outra mudança veio bem a calhar para o projeto político do filho do senador, atual prefeito de Petrolina, que quer ser governador de Pernambuco.

Em setembro do ano passado, a superintendência do órgão com sede em Petrolina teve a sua área de atuação expandida, deixando de abranger apenas o Vale do Rio São Francisco, passando a chegar a todo estado de Pernambuco, inclusive o arquipélago de Fernando de Noronha.

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O que sobrará de Bolsonaro até o fim de 2022?

Antes de falar no avançado estado de decomposição de Bolsonaro e perguntar o que sobrará dele até outubro de 2022, vamos a alguns detalhes: Datafolha: Lula é melhor presidente da história para 51%, e Bolsonaro, o pior para 48%.

Como se pode observar, Bolsonaro tem a coerência do histórico da direita no Brasil: Nenhum presidente de direita saiu com mais aprovação que reprovação. Sempre perderam pra eles mesmos.

A direita está sempre em disputa interna quando o assunto é o pior presidente. FHC, Collor, Figueiredo, Sarney, Temer e Bolsonaro estão sempre se estapeando pra ver quem foi o pior aos olhos do povo.

Diante dessa inquestionável realidade, a pergunta é inevitável, sobretudo porque a montanha de estupidez de Bolsonaro até lá deve dobrar de tamanho. O sujeito tem uma inteligência inferior à de um chimpanzé. E muita gente esquecerá, por razões óbvias, que um dia chamou esse animal de mito.

Mesmo que não haja um ponto de vista concreto numa diferenciação dos números de reprovação de seu governo em relação a outros presidentes de direita, resultante de verdadeiras hecatombes sociais e econômicas provocadas por gestões mórbidas, Bolsonaro ainda tem muito carvão para queimar até outubro e tem talento suficiente para ser coroado como a besta das bestas, como o estúpido dos estúpidos, o maior dos maiores imbecis da história do Brasil.

O sujeito tem luz própria quando o assunto é nulidade, incapacidade de um pensamento minimamente racional. Bolsonaro sempre teve orgulho de sua burrice, acompanhado de uma vagabundagem que não lhe permitiu em todos esses anos de vida pública produzir uma única centelha que pudesse ser chamada de trabalho, mesmo no sentido figurado.

Mas todos sabem que ele é um inútil orgulhoso. E aqui nem se fala no mar de corrupção e demais crimes cometidos por ele e todo o clã, muito menos comparando Bolsonaro a qualquer outro infame presidente de direita e seus retumbantes fracassos na gestão da coisa pública, é Bolsonaro com Bolsonaro, osso com osso.

E tudo indica, como já mostra seu arrastado mandato, que aquele que já foi um dia mito dos tolos, terá nesse ano de 2022 sua pior performance. E lógico, deixará o país numa situação gravíssima, tanto que a pergunta que mais se faz é, que resto de país Bolsonaro deixará quando for cuspido da presidência da República?

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Da PF ao Iphan, interferências em série de Bolsonaro em órgãos públicos, geram reações

Episódios protagonizados pelo presidente acarretaram em demissões e trocas de cargo de servidores.

De acordo com O Globo, o histórico de interferências do presidente Jair Bolsonaro nos mais diversos órgãos do governo, muitas vezes contrariando decisões embasadas tecnicamente, gera consequências em duas direções distintas. Por um lado, há um acúmulo de reações internas e externas ao governo, em ações para conter ou reverter as pressões — na mais recente delas, a Justiça Federal determinou o afastamento da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Larissa Rodrigues Peixoto Dutra. Por outro, servidores e demais integrantes da gestão federal manifestam, reservadamente, o receio de retaliações originadas por manifestações, lastreadas em dados, que contrariem desejos do Palácio do Planalto.

“Vou interferir. Ponto final.” A frase, proferida por Bolsonaro na reunião ministerial de 22 de abril de 2020, às vésperas da demissão do então ministro da Justiça, Sergio Moro, verbalizava seu desejo de ter a Polícia Federal sob controle — e simboliza um comportamento que se tornou recorrente ao longo dos quase três anos de mandato. Foi usando esse mesmo método que, na semana passada, o presidente abriu embates com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por ter aprovado a aplicação da vacina da Pfizer em crianças e adolescentes, e com o Iphan, por ter interditado uma obra do empresário bolsonarista Luciano Hang.

Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais na noite de quinta-feira, Bolsonaro disse que solicitou o nome de todos os técnicos responsáveis pela aprovação do imunizante, com o objetivo de divulgá-los.

As declarações geraram forte reação do órgão. A direção da Anvisa divulgou nota repudiando “qualquer ameaça, explícita ou velada, que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias”. A situação da Anvisa é diferente, porque seus diretores têm mandato e não podem ser demitidos. Mas, em outros casos, Bolsonaro pressionou pela exoneração e troca de comando de órgãos nos quais queria interferir.

Foi o que ocorreu no Iphan, como o próprio Bolsonaro afirmou na quarta-feira. Em discurso na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele disse que pediu explicações sobre um embargo a uma obra de Hang e que, em seguida, resolveu interferir no órgão.

— Explicaram para mim, tomei conhecimento, ripei todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá. O Iphan não dá mais dor de cabeça para a gente — afirmou.

Tensão na PF

No sábado, a juíza Mariana Tomaz da Cunha, da 28ª Vara Federal do Rio,ordenou a saída da presidente do órgão e disse que a declaração de Bolsonaro mostra “uma relação de causa e efeito entre as exigências que vinham sendo impostas pelo Iphan à continuidade das obras do empresário e a destituição da então dirigente da entidade”.

Outro órgão que passou a funcionar sob um clima de tensão por causa das pressões e tentativas de interferência do presidente foi a Polícia Federal, responsável por investigações que atingem aliados e desafetos de Bolsonaro. Esse foi, inclusive, o motivo para Moro ter pedido demissão, em abril de 2020, após o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, ter sido exonerado por decisão do chefe do Executivo.

Sucessor de Valeixo, o diretor-geral Rolando Alexandre enfrentou um clima de apreensão na Polícia Federal quando assumiu o cargo, mas a situação se pacificou após alguns meses. Porém, com menos de um ano de gestão, o comando da PF foi trocado novamente em abril, com a nomeação do novo diretor-geral, Paulo Maiurino, gerando novos rumores de eventuais tentativas de interferência.

Uma troca interna que provocou ruído foi a demissão do delegado Hugo de Barros Correia da Superintendência da PF no Distrito Federal, onde tramitam investigações sensíveis contra o presidente e aliados, como o inquérito das fake news. Fontes apontam que Maiurino estava insatisfeito com o superintendente e, por isso, decidiu substituí-lo por uma pessoa em quem tivesse mais confiança.

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O encontro de Lula e Alckmin em um jantar

Será a primeira foto de muitas? Aguardemos.

Jantar promovido pelo Prerrogativas reuniu Lula, Alckmin, Randolfe, Tebet, Kassab, Rodrigo Maia, Omar Aziz e outras lideranças políticas.

O ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (ex-PSDB) posaram juntos para uma foto pela primeira vez desde o início das especulações sobre uma possível chapa conjunta nas eleições de 2022. Os dois participaram do jantar realizado anualmente pelo Grupo Prerrogativas.

O advogado Marco Aurelio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, disse  que o encontro tem como objetivo fazer um balanço das conquistas do ano, mas também construir um caminho para um frente ampla nas eleições de 2022. Durante discurso realizado na abertura do evento, nomeado “Jantar Pela Democracia”, Carvalho disse que a atividade tinha como objetivo dar um recado para “reconciliar o país” e enfrentar a fome.

No jantar, Lula e Alckmin tiveram seu primeiro encontro público desde que começaram as conversas para o ex-tucano assumir a vice em uma chapa petista em 2022. O ex-presidente receberá um prêmio durante o evento, realizado no restaurante Figueira Rubaiyat.

Além dos dois, diversas lideranças políticas participaram do evento. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet (MDB-MS), estão entre os que foram ao jantar. Lula e Kassab, inclusive, foram flagrados em uma longa conversa pelo jornalista Guilherme Amado.

*Com informações da Forum

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Sentindo-se traído com a disparada de Lula nas pesquisas, Merval Pereira é um poço de mágoas

Hoje, voltei a gravar vídeo aqui para o Antropofagista, depois de um certo recesso.

O tema é o fracasso da mídia na tentativa de antecipar a campanha eleitoral para a presidência em 2022. Acreditem, não tinha ainda passado os olhos no artigo chorumela do desalentado Merval Pereira, que não deixa de ser um desalento dos próprios Marinho com o fracassado projeto da cômica vertigem chamada terceira via.

Afinal, Merval é o eterno Pazuello dos Marinho, eles mandam, ele obedece. O jornalista não se fez de rogado na hora de escrever seu artigo choroso em que joga a toalha assumindo o fracasso da terceira via e, depois, é a xaropada de sempre, Lula é um populista, FHC um estadista. E seguiu nesse caminho de boi repisando o barro para ver se reconstrói um rumo para os órfãos do finado PSDB.

Merval acha mesmo que as pessoas se esqueceram dele saltitante de alegria no Jornal das 10 ou coisa que o valha na GloboNews, numa indecorosa comemoração dupla pela vitória de Bolsonaro e pela derrota de Haddad, com os seguintes dizeres, PT fez uma campanha milionária e perdeu para uma campanha pobre sem recursos nas redes sociais feita de maneira artesanal pela própria população.

Mal sabia o romântico Merval que toda essa farsa, na verdade, era uma baita de uma milionária máquina de produção de fake news, que seria tão desmascarada que até o próprio Merval, logo após o início do governo Bolsonaro, teve que admitir que havia um jogo criminoso ricamente pago por milionários do agronegócio, mas também empresários como Luciano Hang, entre outros figurões da mesma estirpe.

Mas Merval, nesse artigo de hoje, é um homem nu com um machado de pedra nas mãos esperando a volta dos tucanos ao poder, farejando uma quimera enfeitada de sonhos até se encontrar com a realidade denunciada no próprio artigo em que o autor, depois de fazer o picadão, desaparece e, a partir de suas próprias palavras que nos comove, é obrigado a manter distância de um passado grandioso dos tucanos que só existe na caixola dele.

Ou seja, terminou descrevendo o próprio fracasso de um belo romance característico de um imortal que só foi parar na ABL (Academia Brasileira de Letras) através de uma posição intra-acadêmica tão moribunda quanto seu artigo de hoje em que, sem vacilaçao, reafirma seu amor imortal por Fernando Henrique que, longe de sua idealização, terminou seu governo praticamente com uma desaprovação inversamente proporcional aos 87% de aprovação de Lula.

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Vídeo: A eleição nem começou e a mídia já fracassou

A grande mídia está muxoxa com o resultado das últimas pesquisas, Ipec e Datafolha em que Lula aparece vencendo, e com folga, a eleição de 2022 já no primeiro turno.

Para quem tentou inventar uma tal terceira via, martelando sem parar, o famoso nem nem, nem Lula, nem Bolsonaro, antecipando-se ao calendário eleitoral enquanto mantém Lula censurado nos grandes veículos de comunicação, a realidade pintada com cor vermelha bem forte pelas pesquisas, mostrando uma avassaladora dianteira de Lula, foi não um banho de água fria, mas uma tromba d’água que se abateu sobre a cabeça dos barões da comunicação.

É disso que falamos neste vídeo.

Assista:

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Vídeo: Durante entrevista de Bolsonaro, homem grita “Lula 2022”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi surpreendido neste domingo (19) com um grito de “Lula 2022” durante entrevista dada diretamente de uma praia na região litorânea de São Paulo. Pesquisas apontam que o ex-presidente Lula é o favorito nas eleições de 2022.

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra um homem gritando em favor de Lula enquanto Bolsonaro falava com uma equipe do SBT que acompanhava uma agenda do mandatário na Praia Grande, em São Paulo.

Apoiadores de Bolsonaro presentes no local vaiaram o homem que deu o grito de “Lula 2022”, principal adversário do presidente nas eleições, e responderam com um “na cadeia”.

Bolsonaro chegou à Baixada Santista na sexta-feira (19) e deve ficar pela região por uns dias.

Segundo o estudo, Lula tem 48% das intenções de voto. Nos votos válidos (quando excluídos brancos e nulos), isso representa 53% do eleitorado e garantiria uma vitória para o ex-presidente sem precisar de um segundo turno.

Bolsonaro aparece na segunda posição com 22% das intenções de voto, menos da metade do percentual de Lula. Depois dele surgem os candidatos da chamada “terceira via”. Nenhum deles, no entanto, chega sequer a 10% das intenções de voto.

Lula também levaria a melhor em qualquer cenário de segundo turno. Em um eventual embate contra Bolsonaro (PL), o petista teria 59% dos votos, contra 30% do atual presidente.

Confira:

https://twitter.com/CentralEleicoes/status/1472624943691145224?s=20

*Com informações da Forum

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Casa Civil contradiz Damares por parentes de Michelle em voo da FAB

A Casa Civil contradisse a justificativa dada pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, em outubro, para a “carona” dada a sete parentes da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em um voo da FAB (Força Aérea Brasileira), quando alegou que todos eram voluntários no programa Pátria Voluntária, do governo federal, informa o Uol.

O voo em questão aconteceu em 21 de agosto, mas só veio à tona em outubro — foi nessa ocasião que a ministra deu a versão de que se tratavam de supostos voluntários do programa federal. Na época, o voo saiu do Distrito Federal com destino a São Paulo, com 16 passageiros no total, entre os quais Sarita Pessoa, a filha mais velha, uma cunhada, três irmãos e dois sobrinhos da primeira-dama. No retorno à capital federal, o maquiador bolsonarista Agustin Fernandez, que não tem cargo no governo, também pegou um carona — antes, Damares e Michelle marcaram presença em uma festa do influenciador.

Em outubro, a pasta chefiada por Damares informou que “todas as pessoas citadas foram transportadas pela aeronave da FAB, nos trajetos de ida e volta, como voluntárias nas diversas vertentes do Pátria Voluntária”, quando viajaram a São Paulo para participar de um evento do programa social gerido por Michelle.

Porém, “O Globo” diz que a Casa Civil afirmou que “dos nomes citados, faz parte do programa apenas a servidora Lilian costa Cardoso”, que estava no voo, mas os demais não constam entre os participantes do Pátria Voluntária. Ao jornal, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos negou a informação da Casa Civil e reafirmou o dito anteriormente.

Um decreto publicado em 5 de março de 2020 dispõe acerca da comitiva de voos do Comando da Aeronáutica: “A comitiva que acompanha a autoridade na aeronave do Comando da Aeronáutica terá estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança”.

Em janeiro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro PL) chamou José Vicente Santini então secretário-executivo da Casa Civil de “imoral” por usar, sem autorização, um avião da FAB para ir até a Índia.

Em outubro, a FAB disse ao UOL que o voo feito por Damares Alves e Michelle Bolsonaro aconteceu por motivos de “serviço”. No registro da FAB, a previsão de passageiros no voo de ida era de 20 pessoas e de 22 viajantes na volta.

O Uol entrou em contato por e-mail com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e a Casa Civil, mas ainda não obteve retorno. Quando for respondido, esta matéria será atualizada.

Ministros levam de parentes a lobistas em voos da FAB

O caso envolvendo Damares Alves e Michelle Bolsonaro não é o único em que membros do governo Jair Bolsonaro tem feito uso de aviões da FAB para transportar pessoas que não constituem o governo.

Segundo a Folha revelou em outubro, ministros de Bolsonaro levam de parentes a pastor e lobistas em voos oficiais da FAB. Jair Renan, filho 04 do presidente, já pegou ao menos cinco “caronas” em deslocamentos solicitados por diferentes ministros.

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, já transportou o advogado Marcos Meira, enquanto o chefe da Educação, Milton Ribeiro, levou o pastor Arilton Moura, da Igreja Cristo Para Todos, em um voo de maio de 2021. Os ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura), também já transportaram parentes em voos oficiais.

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Lula botou Moro na roda e o fez de João. É nó tático que chama

Lula apagou Moro com um mata-leão.

Chega a ser cômica a ingenuidade política de Moro que grava um vídeo de um assunto pautado por Lula. Na vida real, chama-se a isso de correr atrás do prejuízo.

Pior, Lula transformou o que seria um ativo de Moro em fardo, em bomba do Rio Centro que explodiu no colo de Moro.

A Lava Jato, que na estratégia de Moro deveria render frutos e glórias para a sua campanha, transformou-se numa dor de cabeça, porque Lula soube muito bem explorar o que de fato aconteceu com o país depois da Lava Jato, que provocou uma verdadeira hecatombe econômica quebrando não só as maiores empresas de engenharia do Brasil e do mundo, mas também todo um sistema que, em cascata, não só movimentava a economia como gerava milhões de empregos.

Agora, Moro aparece amarelo em um vídeo tendo que se explicar e, lógico, acusando Lula de mentiroso sem conseguir provar que a Lava Jato fez o que fez contra o Brasil.

O carimbo de “vacilão” está tatuado na testa de Moro e não há mídia amiga que consiga remover a pecha.

Lula usou a tática de muitas técnicas de lutas marciais onde se usa o peso e a força do adversário para golpeá-lo, com isso, Lula botou Moro na roda para andar em círculos e não sair do lugar, como Garrincha fazia com os Joões.

Para quem se cercou de certezas de que a Lava Jato lhe daria a glória fatal contra Lula, Moro hoje se vê cercado pela Lava Jato.

Moro está procurando Lula até agora.

É nó tático que chama.

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Orçamento secreto: levantamento mostra repasses a 290 parlamentares, a maioria aliada de Bolsonaro

Valores rastreados foram empenhados em 2020 e 2021 e chegam a R$ 3,2 bilhões, uma amostra dos R$ 36 bilhões que compuseram as emendas de relator no período.

Instrumento essencial na relação do governo com o Congresso nos últimos dois anos, o orçamento secreto irrigou bases eleitorais de aliados do presidente Jair Bolsonaro e foi direcionado a quase metade dos parlamentares que integram Câmara e Senado — ambas as Casas e o Executivo resistiram a prestar informações detalhadas sobre os repasses, o que só vai ocorrer por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda sem todos os dados disponíveis de maneira centralizada, o que deve ocorrer até março de 2022, levantamento feito pelo Globo mapeou 290 deputados e senadores — em sua maioria, próximos ao Palácio do Planalto — que, sem transparência, distribuíram recursos pelo país. Os valores rastreados foram empenhados em 2020 e 2021 e chegam a R$ 3,2 bilhões, uma amostra dos R$ 36 bilhões que compuseram as emendas de relator no período.

Essa radiografia expõe a desigualdade provocada pelo orçamento secreto nos estados e revela como caciques do Centrão ou fiéis aliados do governo Bolsonaro foram privilegiados com o mecanismo, elaborado de uma maneira que dificulta a fiscalização. Dentre os políticos mais agraciados está o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que, em 2020, detinha o controle de boa parte da destinação da verba, porque presidia o Senado e mantinha uma relação de proximidade com o Planalto. Foi graças ao parlamentar que o Amapá recebeu a alocação de ao menos R$ 335,9 milhões, um feito inédito. O segundo reduto com maior aporte é a Bahia, com R$ 302,2 milhões — o deputado João Carlos Barcelar (PL-BA) lidera a lista de indicações.

O cruzamento de dados foi feito a partir de planilhas do Ministério do Desenvolvimento Regional, documentos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba(Codevasf), registros de convênios, informações da Plataforma + Brasil, notas divulgadas por prefeituras, entrevistas e publicações nas redes sociais com os próprios parlamentares alardeando as liberações de recursos.

O Piauí, estado do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), mandachuva do Centrão, é o terceiro a receber mais recursos dentro da fatia de R$ 3 bilhões cujas indicações foi possível rastrear. O senador licenciado dividiu a maioria da sua cota entre prefeitos do seu partido para angariar apoio político, colocando os seus adversários em situação de desvantagem.

A partir dos dados, foi possível constatar outros aliados de Bolsonaro beneficiados com o orçamento secreto. Um deles é o deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos. O parlamentar é apontando como beneficiário de uma emenda de R$ 7,5 milhões destinada a Campinas e empenhada em dezembro de 2020. O valor é informado pelo próprio site da prefeitura. Ao GLOBO, Pereira confirmou a destinação do dinheiro para a pavimentação de uma estrada, que ainda está em fase inicial de licitação, e destacou ser favorável à divulgação das informações detalhadas sobre as verbas.

Fiel escudeira de Bolsonaro no Congresso, a deputada Bia Kicis (DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, foi contemplada pelo orçamento secreto com ao menos R$ 7,8 milhões em duas emendas de relator destinadas a aquisições de máquinas e equipamentos para fortalecer a “capacidade produtiva” e o “desenvolvimento regional” do Distrito Federal, por onde ela pretende disputar o Senado no ano que vem. Em junho, ela fez um post junto com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, dizendo que entregou “cinco caminhões e câmaras frias a cooperativas de pequenos agricultores do DF adquiridos por emendas parlamentares de minha autoria”. Procurada, ela não respondeu aos contatos.

‘Afeta a qualidade da democracia’

A também deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) é apontada no levantamento como contemplada com ao menos três emendas no valor de R$ 500 mil cada. Duas delas foram empenhadas para Mirandópolis e Águas de São Pedro, interior de São Paulo. O primeiro município é comandado pelo prefeito Everton Sodário, do PSL, chamado de “Bolsonaro caipira”, enquanto o segundo é o local onde ela passou a infância. Procurada, Zambelli afirmou que “quando necessário, aponta as principais demandas à liderança, ao Executivo e ao relator do Orçamento”. A benesse também alcançou novos aliados, caso do senador Romário (PL-RJ), que apadrinhou R$ 5 milhões ao prefeito de São Pedro da Aldeia (RJ), Fábio Pastel, para quem fez campanha. Romário confirmou o repasse, que, segundo ele, teve como destino a pavimentação de ruas e reforma de calçadas, mas não detalhou como obteve acesso à indicação.

Sem critérios técnicos para definir a destinação dos recursos, o orçamento secreto, cujo uso em série foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, vai parar, na ponta, em prefeituras governadas por aliados de governistas. Segundo especialistas, os empenhos são usados como propaganda política antecipada, levando a um desequilíbrio entre os partidos que, ao fim, pode prejudicar a democracia.

— Isso afeta a qualidade da democracia na medida em que não mantém o princípio da distribuição igualitária de recursos e de condições relativas à disputa eleitoral — analisa o cientista político José Álvaro Moisés, da USP.

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