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Racha Master: A traição de Nikolas Ferreira que enterrou o clã

Como se diz por aí, a ambição é como água do mar, quanto mais água o ambicioso bebe, mais tem sede.

Aqui não há pretensão de trazer um roteiro, minuto a minuto, da traição de Nikolas com Flavio Bolsonaro.

Sentindo o impacto do áudio vazado de Flavio para Vorcaro, o racha Master nasceu. Isso mesmo, o vazamento estourou e a ordem dos traíras dentro do bolsonarismo foi, manda pra três grupos de Zap de direita raiz, e posta no history, não compartilho de corrupção. Dizem que 40 deputados do PP caíram fora.

Ou seja, o Dark Horse apodreceu antes de nascer e Flavio Bolsonaro foi de filho do azarão a azarado.

Algumas pesquisas apontam que 54% dos brasileiros chamam Flavio de bandido político.

De olho na própria sobrevivência nas eleições deste ano, Nikolas, que mira o Senado em Minas, não quer colar sua imagem à de Flavio, pulou do barco antes de virar herdeiro sem a herança podre.

Estava acenando para a base raiz: o voto dele é jovem, evangélico e antissistema. Toda aquela baba bolsonarista pra lá de manjada.

Mas o áudio de Flavio traiu o próprio Flavio, Senado, mesmo com o discurso de que não é farinha do mesmo saco de Vorcaro, o que de fato ultrapassa o ridículo.

Entre defender o aliado, irmão camarada, e defender a própria pele, Nikolas preferiu obstruir essa ligação, ao estilo, a lei vale para Flavio também. Tradução: Adeus clã, olá 2026!

Tem gente dizendo, inclusive, que as ambições de Nikolas vão muito além.

Seja como for, Nikolas, na base do silêncio, preferiu não morder a isca envenenada para não afundar junto com Flavio.

A traição não é por ética, mas sim por cálculo. Nikolas trocou o clã por mais um mandato, seja na Câmara dos Deputados, seja no Senado. Por isso ficou todo esse tempo como se mantém agora, só na escuta, sobretudo, no zap da cúpula da direita.

Resumindo, Nikolas traiu solenemente Flavio no racha Master, porque aquele áudio é sinônimo de cadeia, e esta não elege senador e nem deputado bolsonarista. Ao contrário, Nikolas quer virar herói


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Com Eduardo Bolsonaro, Mário Frias, produtor de Dark Horse, busca “investimentos culturais” no Bahrein

Em meio à revelação do elo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Mário Frias se encontra com Eduardo Bolsonaro no Bahrein usando como justificativa missão para “apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais”.

rodutor-executivo do filme Dark Horse, que narra a versão da ultradireita sobre Jair Bolsonaro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) viajou ao Bahrein na companhia de Eduardo Bolsonaro (PL) para, segundo ele, apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein”.

“Hoje, retorno oficialmente ao Bahrein para uma agenda no Bahrain Economic Development Board (EDB), agência do Governo do Bahrein responsável pela atração de investimentos e pelo desenvolvimento econômico do país. Durante os encontros, apresentei propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein, com o objetivo de fomentar nossas culturas no cenário internacional e ampliar as oportunidades de integração econômica e criativa entre os dois países”, afirmou nesta segunda-feira (18) o deputado, que teve a viagem, que começou no dia 12, bancada pelo governo do Bahrein.

Frias pediu licença à Câmara para viajar em missão ao país do Golfo Pérsico, embora não faça parte de nenhuma comissão de cultura no legislativo.

Na publicação na rede X, em que aparece ao lado de Eduardo Bolsonaro, Frias, que fez dois filmes sobre o ex-presidente, diz que seguirá “trabalhando para consolidar o Brasil como uma referência cultural e criativa no mundo”.

Fugindo do STF
Há mais de um mês, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta intimar Frias a dar explicações sobre o envio de emendas parlamentares para a produção do filme Dark Horse.

O longa está

no centro do escândalo do Caso Master após a divulgação pelo site The Intercept de um áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Daniel Vorcaro do repasse de parte dos 24 milhões de dólares que teriam sido prometidos pelo banqueiro para a produção.

Dino já intimou os bolsonaristas Mário Frias, produtor executivo do filme, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), que teriam mascarado repasses de verba pública das emendas para financiar a obra, a se manifestarem formalmente.

“Em Despacho de 21 de março de 2026 (e-doc. 3.626, Id. 8dfc6602), determinei a intimação da Câmara dos Deputados, bem como dos Exmos. Deputados Federais Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, para que se manifestassem. Até o momento, além da Câmara dos Deputados, já se manifestaram os Deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Não houve, ainda, a manifestação do Deputado Mário Frias”, diz Dino em despacho nesta sexta-feira (15).

Segundo o ministro, “Tabata Amaral complementou as informações anteriormente prestadas, noticiando outras condutas do Deputado Federal Mário Frias, que teriam conexão com a alegada execução ilícita de emendas parlamentares para ONGs e projetos culturais”.

Rastro do dinheiro público
A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, está no centro de investigações sobre o uso de verbas públicas. A entidade recebeu R$ 108 milhões da prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, para a instalação de Wi-Fi em áreas carentes.

A teia de empresas de Karina Gama, produtora executiva do longa, conecta-se a emendas Pix de parlamentares do PL e a projetos obscuros de letramento digital.

Além disso, o deputado Mario Frias enviou R$ 2 milhões em emendas para a produtora do filme, o que levanta questionamentos sobre a finalidade dos recursos.

Diante do escândalo, a produtora Go Up emitiu nota negando qualquer aporte de Vorcaro, alegando que o filme foi financiado por investidores privados sob acordos de confidencialidade. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue a orientação do pai de ‘ficar firme’, negando irregularidades e clamando por uma CPI para investigar o Banco Master — uma manobra de distração para desviar o foco da sua própria participação na negociação, analisada neste artigo de opinião.


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Política

PF vê desafios para investigar destino do dinheiro de Vorcaro e prevê cooperação com os EUA

As mensagens, áudios e documentos que revelaram negociações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abriram uma nova frente de investigação para a Polícia Federal. O caso envolve o financiamento de “Dark

Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e agora exige o rastreamento de movimentações financeiras ligadas a estruturas sediadas nos Estados Unidos.

Investigadores e especialistas em Direito Penal avaliam que transformar o caso em uma acusação criminal consistente pode ser difícil, mesmo que o desgaste político ao senador ainda seja incalculável. O principal obstáculo é demonstrar eventual contrapartida política, favorecimento concreto ou uso indevido da função pública em benefício do banqueiro, elemento necessário para caracterizar corrupção.

O caso ganhou dimensão nacional após o Intercept Brasil revelar mensagens e áudios em que Flávio cobra repasses de Vorcaro para a conclusão do longa.

Segundo a publicação, documentos indicam previsão de aportes de cerca de R$ 134 milhões para a produção. Parte dos recursos teria sido transferida pela Entre Investimentos, ligada ao banqueiro, para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e gerido por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A presença de fundos e empresas nos Estados Unidos é vista como um complicador para a apuração. O rastreamento completo depende de mecanismos formais de cooperação internacional. Sem esse compartilhamento de dados, a PF pode ter dificuldade para identificar quem recebeu os valores movimentados pela estrutura ligada ao filme.

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em “Dark Horse”. Foto: reprodução
O advogado Carlos Lube, mestre em Direito Penal Econômico pela Universidade Cândido Mendes, afirmou em entrevista ao Globo que operações internacionais impõem obstáculos adicionais porque exigem enquadramentos jurídicos específicos para pedidos de cooperação entre países. Segundo ele, mensagens, movimentações financeiras e relações políticas não bastam, sozinhas, para sustentar crimes como corrupção passiva.

“Há indícios de uma relação, que pode ter relevância penal, mas só fato de enviar dinheiro a um filme não é um crime. Se só ficar nesse plano, pode ser que cheguemos à conclusão de que não houve crime. Mas se tiver contrapartida do senador, pode chegar em corrupção”, afirmou o advogado.

Outro ponto sensível é o fato de o Havengate estar ligado a Paulo Calixto. A PF apura se parte dos recursos relacionados ao filme pode ter sido usada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro fora do Brasil. Especialistas defendem que é preciso diferenciar uma relação privada de financiamento político e audiovisual de um eventual esquema para ocultar repasses indevidos.

A dificuldade no caso de Flávio contrasta com a investigação sobre o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Nessa frente, a PF identificou uma relação mais objetiva entre pagamentos atribuídos ao grupo de Vorcaro e iniciativas legislativas favoráveis ao Banco Master. Segundo o DCM, No caso de Flávio, ainda faltariam provas de uma contrapartida concreta.

O criminalista Thiago Jordace, pós-doutor pela Unirio, diz que os elementos conhecidos justificam o aprofundamento da investigação. “Será que um político poderia solicitar a um ente privado patrocínio para o filme do pai? Parece que ultrapassa a impessoalidade do cargo político que ele está exercendo”.

O volume dos recursos também chama atenção. Para André Perecmanis, professor de Direito Penal Econômico da PUC-Rio, o valor destoa do mercado audiovisual brasileiro.

“É um aporte financeiro desproporcional. Um investimento de R$ 134 milhões em um filme extrapola qualquer produção cinematográfica brasileira e o recebimento lá fora, quando o filme é brasileiro. Isso tudo pode indicar, por exemplo, lavagem de dinheiro”, disse.


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Renan Calheiros: emenda de Hugo Motta foi proposta para beneficiar Henrique Vorcaro

Lobista que mais brigou pela aprovação desse jabuti, inserido no projeto de lei, foi o pai de Daniel Vorcaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PI), foi o autor de uma emenda ao projeto de lei que criou o Sistema Brasileiro de Comércio e Emissões de Gases do Efeito Estufa. O texto obriga as seguradoras e entidades de previdência complementar do Brasil a investirem, no mínimo, um por cento de suas reservas técnicas anuais em créditos de carbono. Ou seja, garante fluxo de dinheiro, até mesmo de entidades de previdência, para as empresas que atuam na área, como ao menos duas de Henrique Mourão Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

Na última terça-feira, 12 de maio, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, criticou a emenda de Hugo Motta e apontou o possível motivo para que ela fosse elaborada.

“Lamentavelmente, há uma outra emenda, desta vez aprovada, que foi proposta pelo presidente da Câmara para obrigar que fundos de previdência e de pensão aportassem dinheiro nesses fundos no banco Master. Essa emenda foi aprovada e sancionada. E a cunhada do presidente da Câmara recebeu R$ 140 milhões do Master a pretexto de empréstimo que venceu, nunca foi cobrado e nunca teve parcela paga”, disse Renan. “A crise do Master está escalando e vai escalar cada vez mais. A cada dia temos envolvimento de pessoas em casos mais escabrosos do que os já conhecidos”.

O senador encaminhou ao Ministério da Previdência Social requerimento de informações sobre acesso às auditorias realizadas pela pasta em operações, contratos e investimentos dos fundos de previdência dos estados e municípios relacionados direta ou indiretamente a negócios do Banco Master.

“Precisamos verificar, portanto, qual foi a exposição dos recursos previdenciários subnacionais às estruturas financeiras fraudulentas e criminosas”, aformou.

O lobista que mais brigou pela aprovação desse jabuti, inserido no projeto de lei, foi o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Mourão Vorcaro, preso na semana passada. Ele e a filha, Natalia Vorcaro Zettel, são os controladores de duas empresas que se beneficiariam da nova lei: a Global Carbon e a Alliance Participações. A Confederação Nacional das Seguradoras foi ao Supremo Tribunal Federal, em março deste ano, questionou a constitucionalidade da emenda de Hugo Motta, apresentada no dia 21 de dezembro de 2023. Na época, ele ainda não era o presidente da Câmara.

O Ministro Flávio Dino já votou no processo e concordou com as seguradoras. Entendeu que não se pode obrigar um segmento específico do mercado, que inclusive não é gerador de gases do efeito estufa, a investir na compra de créditos de carbono. “O critério de diferenciação – ser sociedade seguradora, entidade aberta de previdência complementar, sociedade de capitalização e ressegurador local – não está diretamente vinculado ao propósito da norma, na medida em que tais entidades não são as maiores contribuintes para a emissão de gases de efeito estufa. Há, portanto, violação ao princípio da isonomia”.

O STF vai retomar o julgamento no fim desta semana. A Procuradoria Geral da República e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli seguiram na mesma linha do relator Flávio Dino. Eles argumentaram que deve recair sobre o poluidor o ônus de fazer esse tipo de investimento, em créditos de carbono.

Procurado pelo ICL Notícias, a assessoria do presidente da Câmara enviou a seguinte resposta: “A emenda apresentada à época pelo deputado Hugo Motta foi resultado de um acordo partidário. O objetivo é garantir que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. A proposta foi aprovada pelas duas Casas do Legislativo, ou seja, pelos deputados e pelos senadores, e sancionada pelo presidente da República.”

Em março, Bianca Medeiros, cunhada de Hugo Motta, admitiu ao jornal Valor Econômico ter feito um empréstimo de R$ 22 milhões no Banco Master, em 2024, para comprar um terreno em João Pessoa, na Paraiba — valor menor que o divulgado por Renan Calheiros. “O contrato de crédito mencionado pela reportagem foi celebrado em condições usuais de mercado, mediante garantias fiduciárias compatíveis com o valor da operação e com previsão de quitação no curso normal do contrato, conforme as cláusulas pactuadas entre as partes”, informou Bianca.

O senador Ciro Nogueira apresentou uma emenda para aumentar o tamanho do Fundo Garantidor de Crédito e, assim, favorecer o Banco Master. Ela se tornou conhecida como emenda Master e hoje é motivo de investigação da Polícia Federal. A emenda de Ciro Nogueira não avançou no Senado. Já a emenda de Hugo Motta, na Câmara, foi aprovada e entrou no projeto de lei, sancionado pela Presidência da República, no dia 11 de dezembro de 2024, que agora é motivo de debate no STF.

*Heloisa Villela/ICL


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Flavio foi pego de calça arriada porque Jair Bolsonaro virou peça de museu

Não se pode dizer que Flavio foi entregue a si mesmo. Há um imenso cordão de isolamento tentando separá-lo de si próprio.

Isso é um papel notável dos poucos que lhe restam como aliados. Lógico que, se já não tinham qualquer entusiasmo por sua modorrenta candidatura à Prsidência da República, dependendo cem por cento do espólio vigarista do pai e do antipetismo doentio de uma massa de idiotizados que foram imbecilizados durante décadas pela mídia, Flavio se transformaria num candidato viável, não por não ter qualquer proposta, coisa que seu pai nunca teve e, por isso mesmo, não se pode nem dizer que ele governou mal o país, ele simplesmente não governou.

Bolsonaro viveu na realeza do poder, nos luxuosos aposentos, graças aos esquemas que seus colaboradores coroados lhe serviram, ainda assim, o animal está preso e volta já já para a cadeia.

Dito isso, o desenho trágico do escandaloso vazamento do áudio de Flavio para Vorcaro, aponta para um beiço generaliado que, de estalão, está sendo dispensado pelos correligionários.

Flavio ainda não está num mato sem cachorro, mas não dispõe daquela matilha de vira-latas que serviram ao pai e, hoje, por osmose, não servem ao seu primogênito.

O fato essencial desse saboroso drama a que assistimos, é aquilo que todos, que tivssem a capacidade de enxergar o capítulo seguinte da derrota de Bolsonaro, saberiam o final.

Bolsonaro, um político historicamente medíocre, dito de boca própria, voltou para a sarjeta política. Para piorar, tentou dar um golpe violento com arquiteturas montadas para cometer ao menos t5rês assassinatos, de Lula, Alckmin e Moraes.

O resto, todos sabem, mas a questão do poder, da caneta, do uso da própria  imagem diante da mídia, a la Steve Bannon, para pautar as redações com sucessivos escândalos para cobrir o anterior, findou-se.

Sem qualquer relevância ou referência, Bolsonaro se transformou numa viola sem corda, muda, típica de quem virou carta fora do baralho como corpo, mas sobretudo como espírito. A moda Bolsonaro, foi-se.

O Gastão, que tinha uma orquestra de pelegos bancados pela Secom, hoje viram-lhe as costas. Sim, porque essa traição não é apenas com Flavio e, pricipalmente, com Jair Bolsonaro.

Essa é a principal característica dos pelegos. Aquela força hipnótica do poder lhes atrai, mas trai no primeiro cheiro de que a cadeira do rei mofou.

Fosse no tempo do seu pai na presidência que, aliás, proporcionou Vorcaro a montar um império de pilantragem, através do Banco Master, Flavio teria costas de chumbo, assim como se viu no seu inquérito da rachadinha, que deu em nada, assim como também no caso de Marielle e o porteiro que foi sufocado por Sergio Moro, a mando de Bolsonaro e assim se mantém.

Poderia citar aqui uma penca incalculável de situações em que Bolsonaro interferiu diretamente na defesa dos filhos e aliados e suas patifarias cretinas. Mas como se sabe, malandro demais vira  bicho.

Sem a carteira de presidente da República, Bolsonaro voltou a ser um punguista qualquer do baixo clero. Assim, não tem a menor condição de salvar o filho da forca, mesmo que a plebe bolsonarista, a serviço da indecência, balbucie nas redes frases ridículas, perebentas de tons cinza em apoio ao enrolado, o que fará dele um personagem cansado, caso insista na disputa presidenical.

Já falam por aí que ele deve disputar o Senado, mas outros apostam mesmo na Câmara Federal.

É o que lhe resta, porque o rei da milícia já não apita mais nada, nem mesmo no Rio das Pedras e Muzema, com a limpeza que está ocorrendo no Rio de Janeiro. pelo Desembargador Ricardo Couto.

Ou seja, fim, fu, fora Flavio!


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Faltou combinar com os russos

Nem sempre a engenharia da mentira funciona. Isso está claro no barata voa da campanha de Flavio, no cerca frango do irmão, Eduardo Bolsonaro, mas sobretudo nos ratos que estão roendo as cordas do Titanic e pulando fora.

A bateção de cabeça é ampla, geral e irrestrita no mundo da gangue de Bolsonaro. É um tal de um sujeito como Zema dizer que é imperdoável a relação promíscua entre Flavio e Vorcaro, e Caiado seguir nessa mesma linha, mas como algodão entre cristais para, em seguida, os dois dizerem um “não é bem assim”, para não ficar mal com o eleitorado bolsonarista.

De nada adiantou, o leite já havia derramado para o lado de Zema, com Eduardo dizendo que, por traição, ele está descartado como vice do irmão.

Já Caiado ficou naquela zona morta do nem sim, nem não, muito pelo contrário, e o negócio é derrotar o PT.

Com Allan dos Santos, é rato comendo rato. Ou seja, não há qualquer escrúpulo nessa trinca de morde e sopra. É urubu bicando urubu.

O fato é que não há aquela propagação massiva do exército de mercenários, mantidos a peso de ouro pela Secom no governo Bolsonaro para botar o bloco dos robôs nas redes, os carregadores de piano da Jovem Pan e todos aqueles vagabundos pagos a peso de ouro para defender cloroquina, aplaudir genocídio, fazer boca de siri da gigantesca corrupção nos ministérios de Bolsonaro e todas as falcatruas que corriam soltas na gestão do golpista, que tinha nas mãos os comandos da PF e da PRF que, junto com a base eleitoral do clã na cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente no governo de Claudio Castro e na Alerj, com todo tipo de bandido. formava uma muralha quase instansponível.

Sem aquela grana toda que jorrava, a ritmica hoje é outra. As cartas não estão sendo dadas pelo clã, que virou uma peça urbana e rural do folclore nacional.

Até Alexandre Garcia, Constantino e Ana Paula do Vôlei, mais uma variedade desses tipos que davam de ombros para a ética em defesa de Bolsonaro, agora estão naquele exercício de pesquisas, com um olho no peixe e outro no gato, num núcleo disperso, mas seguindo na contramão de suas defesas cegas que faziam no passado bem remunerado.

Agora, até a pronúncia mudou de figurino e a feitiçaria verborrágica é típica daqueles que traem sem choro, nem vela.

Se as pesquisas, no decorrer de 30 dias, mostrarem novos rumos nos resultados, com Flavio sangrando em praça pública, podem ter certeza, muito mais gente da alta cúpula de sua campanha silenciará seus clarins em ovação a Flavio.

O pior é que o 01 já avisou que tem mais merda para estourar com filmezinho, com tudo em encontros subterrâneos com Vorcaro.

Seja como for, o timbre do bolsonarismo oficial que já beira o infantil, com desculpas esfarrapadas e sonolentas, vai, no capítulo seguinte, virar agulha no palheiro.

A conferir.


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Política

Mentiras deixam Flávio Bolsonaro nu em praça pública

Há uma semana, Flávio Bolsonaro divulgou nota cobrando “ampla apuração” do caso de corrupção envolvendo o Banco Master. Ciro Nogueira, um dos maiores aliados da sua candidatura, tinha sido pego recebendo um mensalão de Vorcaro. Mas Flávio se fez de louco e manteve o personagem indignado. Como se não tivesse nada a ver com isso, o senador passou a desfilar com uma camisa estampada com os dizeres: “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula.” O cinismo e a desfaçatez foram ousados, o que faria o tombo ser ainda maior.

FLORIANÓPOLIS, SC - 10.05.2026 - POLITICA-FLAVIO BOLSONARO. Pré-lançamento da campanha para presidente do Senador Flavio Bolsonaro (PL) e Governador Jorginho Melo (PL) no Stage Parque em Jurerê Internacional em Florianópolis. Na foto Flavio Bolsonaro usa uma camisa verda com os escritos "O pix é do Bolsonaro o Master é do Lula". (Foto: Anderson Coelho/Folhapress)

Eis que o jornalismo trouxe à tona os fatos que o senador tentou esconder. Horas antes da #VazaFlavio ser publicada, o repórter do Intercept Thalys Alcântara perguntou para Flávio pessoalmente se ele negociou com Vorcaro pagamentos para a produção do filme sobre o seu pai. Flávio ficou desnorteado com a pergunta. Em um intervalo de 20 segundos, ele negou os pagamentos, gargalhou forçadamente, chamou o jornalista de “militante”, virou-se de costas e resmungou: “é dinheiro privado! é dinheiro privado”.

O senador começou a resposta negando os pagamentos, quase teve uma síncope e terminou admitindo. Foi uma cena tão constrangedora que quase fiquei com pena do senador (mentira).

Pouco tempo depois, o Intercept completou o drible da vaca e publicou conversas em que Flávio e Vorcaro se tratavam como grandes amigos. “Estou e estarei contigo sempre”, prometeu o senador para o maior ladrão do Brasil um dia antes dele parar na cadeia.

De lá pra cá, o senador não só omitiu essa intimidade com o banqueiro como negou de forma veemente qualquer relação com ele. Pior que isso: Flávio se apresentou como um dos maiores indignados com a lama do Banco Master. É um grau de cinismo alto demais até mesmo para os padrões de quem foi criado por Jair Bolsonaro.

O senador ficou nu em praça pública enquanto era coberto por uma pororoca de mentiras. Segundo a agência de checagem Aos Fatos, ele contou ao menos 12 mentiras sobre o caso antes da publicação da reportagem. Ninguém pode se dizer surpreso, já que Flávio é reconhecidamente um mentiroso contumaz desde os tempos em que desviava dinheiro do seu gabinete para financiar prédios das milícias no Rio de Janeiro.

Na última quinta-feira, uma nova reportagem do Intercept revelou que a proximidade dos Bolsonaros com o mafioso era ainda maior do que se imaginava. Conversas privadas mostraram que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília para “assistirem juntos” a um documentário, possivelmente “A colisão dos destinos” sobre a trajetória do ex-presidente. A reunião tinha como objetivo pedir o apoio de Vorcaro para financiar a produção do longa “Dark Horse”. Não se sabe se a reunião aconteceu, mas se sabe que o Pix para o filme caiu.

Explicar o inexplicável
A #VazaFlávio foi trágica para o bolsonarismo. Enquanto algumas figuras expoentes da fauna bolsonarista largaram a mão de Flávio, outros entraram em desespero na tentativa de encontrar uma narrativa que explique o inexplicável.

Cada um falou uma coisa diferente. Flávio admitiu que recebeu o dinheiro de Vorcaro para o filme, mas a própria produtora — endossada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo — negou ter recebido qualquer centavo.

*João Filho/Intercept Brasil


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Economia Política

Lula vai anunciar investimentos de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta segunda-feira (18), em São Paulo, investimentos da ordem de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030. A expectativa é a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos.

Os recursos serão voltados ao fortalecimento do refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável.

Lula visitará a Refinaria de Paulínia (Replan) onde parte dos recursos anunciados (R$ 6 bilhões) serão investidos.

O local é responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro.

Pelo faturamento anual, a refinaria representa aproximadamente 1% do PIB do Brasil.

Nesta semana, o presidente visitou a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA), que também pertence a Petrobras.

“O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes”, disse Lula.

A Fafen retomou a produção em janeiro deste ano depois do investimento de R$ 100 milhões. De acordo co m o Vermelho capacidade de produção é de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional.

A retomada integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, cujo valor consolidado é de cerca de R$ 5,9 bilhões.


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PF investiga se dinheiro de filme sobre Jair Bolsonaro financiou mansão de Eduardo nos EUA

Suspeita é de que fundo administrado por advogado da família tenha sido usado para burlar bloqueios judiciais do STF

Polícia Federal (PF) investiga se uma complexa estrutura financeira montada no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi utilizada para lavar dinheiro e burlar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (16).

O foco das investigações é a compra de uma residência em Arlington, no Texas, no valor de R$ 3,6 milhões, realizada em fevereiro pelo Mercury Legacy Trust. O fundo privado é controlado por Paulo Calixto, advogado migratório e de negócios de Eduardo Bolsonaro em solo estadunidense. O Texas é o mesmo estado onde o filho do ex-presidente reside atualmente.

Triangulação com o Banco Master

Calixto também administra o Havengate Development Fund, entidade que recebeu parte dos R$ 61 milhões repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre fevereiro e maio de 2025. As transferências foram feitas por meio da empresa Entre Investimentos e Participações.

A captação desses milhões foi intermediada diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, sob a justificativa de que os valores seriam integralmente aplicados na produção cinematográfica. Mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil mostram que Flávio chegou a cobrar Vorcaro por parcelas atrasadas em novembro do ano passado, um dia antes de o banqueiro ser preso.

A PF desconfia que o argumento do filme serviu de fachada e que parte do montante milionário foi desviada para blindar o patrimônio de Eduardo Bolsonaro e subsidiar sua permanência nos EUA longe do alcance da Justiça brasileira.

Além do advogado Paulo Calixto, os documentos de compra do imóvel no Texas trazem o nome de André Porciuncula, ex-policial militar e ex-braço direito de Mario Frias na Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. Frias é apontado como o idealizador do filme.

Aliados de Eduardo Bolsonaro apontam Porciuncula como o principal “operador” das atividades e da logística do ex-deputado nos Estados Unidos.

Outro lado

Ao jornal Folha de S. Paulo, o senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado os recursos ao dono do Banco Master, mas negou que o dinheiro tenha sustentado o irmão no exterior.

Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para classificar a investigação da PF como “tola”. O ex-parlamentar argumentou que suas regras de visto e o status migratório não permitiriam o recebimento de valores de fundos de investimento. Ele defendeu a idoneidade de Paulo Calixto e afirmou que apenas apresentou o advogado a Mario Frias para ajudar na captação do filme, cuja produção é estadunidense para evitar “perseguição política” no Brasil.

André Porciuncula afirmou por mensagens que a casa em Arlington não tem vínculo com Eduardo Bolsonaro ou com o Banco Master. Ao ser questionado sobre quem seria o real beneficiário do imóvel de R$ 3,6 milhões, Porciuncula declarou que a informação “não é de interesse público.”

*BdF


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Como o dinheiro do Banco Master racha o mito bolsonarista

Os áudios de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro desmoronam a fantasia de cruzada moral, ao revelar vínculos do clã Bolsonaro com o banqueiro mais tóxico do Brasil

Em seus textos, o filósofo francês Clément Rosset costumava ressaltar o aspecto particularmente cruel da realidade. Cabe ao leitor e leitora ter em mente que Rosset fazia isso mirando não o sentido sádico ou moral da palavra “cruel”, mas o aspecto bruto e incontornável que a própria ideia de realidade carrega consigo.

Imagine algo que simplesmente “é”; algo que, independentemente da nossa vontade, jamais poderá ser outra coisa que si mesmo, sem sentido oculto, sem justiça superior ou qualquer possibilidade de compensação mística.

Essa é a realidade em seu aspecto mais cru – cruel. É aterrorizante pensar nisso, especialmente porque a realidade vive à espreita, sempre em busca de uma oportunidade para se fazer presente em nossas vidas, ameaçando nossas fantasias reconfortantes, nossos mitos apaziguadores. Ameaçando as casinhas imaginárias que criamos para nos proteger, justamente, dos fatos que insistem em continuamente desabar sobre nossas cabeças.

E por isso mesmo, quanto mais duros são os fatos, quanto maior a sua “crueldade”, maiores serão os esforços imaginativos e fabulatórios necessários para contê-los, para lhes emprestar algum sentido ou até mesmo para, no limite, negá-los.

Tarefa hercúlea para impedir que a verdade atinja o eleitorado
E é exatamente isso que observamos após a divulgação dos áudios que mostram que, a despeito do que dizia Flávio Bolsonaro, ele e o banqueiro Daniel Vorcaro não apenas se conheciam, como compartilhavam intimidades, com direito a declarações de lealdade, e – digamos assim para evitar processos – “interesses de investimento”.

Desde a divulgação dos áudios, a direita e a extrema direita se lançaram numa tarefa hercúlea para criar um verdadeiro castelo fantasmagórico que, imaginam desesperadamente, seja capaz de impedir que a crua (cruel) verdade caia sobre o eleitorado.

E, até o momento, um castelo de areia literal seria mais eficaz nessa tarefa.

*Orlando Calheiros;Intercept Brasil


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