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Cínico, Flavio liga Master ao governo Lula, omitindo sua conexão corrupta com Vorcaro

Em mais um exercício de cinismo político, Flávio Bolsonaro tenta associar o Banco Master ao governo Lula, enquanto silencia deliberadamente sobre as próprias conexões de seu grupo político com Daniel Vorcaro. A estratégia é velha: desviar o foco dos fatos que lhe são inconvenientes e transferir para adversários a responsabilidade por relações e interesses que também orbitam seu campo de influência.

Ao atacar seletivamente, Flávio busca construir uma narrativa conveniente para o debate público, mas omite informações essenciais que poderiam expor contradições incômodas. A tentativa de vincular o Master exclusivamente ao governo federal ignora episódios, personagens e relações que aproximam Vorcaro de figuras ligadas ao bolsonarismo, tornando o discurso ainda mais contraditório.

O resultado é um espetáculo de hipocrisia política: quem exige explicações dos outros se recusa a prestar contas sobre os próprios vínculos. Antes de apontar o dedo para adversários, Flávio Bolsonaro deveria esclarecer sua própria proximidade com personagens centrais desse enredo.

Sem isso, suas acusações soam menos como busca por transparência e mais como uma operação de cortina de fumaça para esconder fatos que o constrangem, como o áudio que enviou a Vorcaro cobrando o restante da grana, usando o filme Dark Horse como lavagem de dinheiro, sua visita à casa de Vorcaro já com tornozeleira eletrônca e o mimo de R$ 3 milhões que Bolsonaro recebeu do banqueiro na campanha presidencial de 2022.

Isso é chamar os americanos de idiotas, de patetas como se eles não tivessem informação do rolo em que essa família está envolvida até o talo.

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Flavio e Eduardo agem contra o Brasil porque Bolsonaro está em liberdade domiciliar

A complacência das instituições com Jair Bolsonaro e seu entorno é um dos fenômenos mais difíceis de explicar na história política recente do Brasil. Enquanto milhares de brasileiros pobres enfrentam o peso implacável do sistema penal por delitos de menor gravidade, Bolsonaro continua sendo tratado como uma figura excepcional, cercada de privilégios e deferências que estariam fora do alcance da imensa maioria da população.

Qualquer análise séria sobre a atual crise política e diplomática envolvendo o bolsonarismo precisa considerar a trajetória do ex-presidente e de seu grupo político. Ignorar esse histórico é produzir uma narrativa desconectada da realidade. Não se trata apenas de discutir episódios recentes, mas de observar um longo percurso marcado por controvérsias, investigações, acusações e ataques constantes às instituições democráticas.

O que se vê hoje é um movimento permanente para preservar poder, influência e impunidade. A retórica de perseguição política serve como instrumento para mobilizar apoiadores, pressionar autoridades e tentar transformar investigados em vítimas. Enquanto isso, o debate público é desviado das questões centrais: os fatos, as responsabilidades e os interesses que movem esse projeto político.

A desigualdade de tratamento é evidente. Brasileiros negros e pobres dificilmente recebem benefícios ou considerações especiais do sistema de Justiça. Já Bolsonaro segue ocupando uma posição singular, capaz de desafiar instituições, confrontar decisões judiciais e manter uma estrutura política ativa mesmo diante de sucessivas investigações. Essa realidade transmite uma mensagem perigosa: a de que determinados grupos estariam acima das regras aplicadas ao restante da sociedade.

Também chama atenção a contradição entre o discurso de combate ao crime e as recorrentes polêmicas envolvendo figuras próximas ao bolsonarismo. Ao longo dos anos, vieram à tona denúncias, investigações e relações políticas que levantaram questionamentos profundos sobre a coerência moral daqueles que se apresentam como defensores da lei e da ordem.

O resultado dessa combinação de privilégios, tolerância institucional e poder político é a sensação de impunidade. Quanto mais o sistema de justiça hesita em impor limites claros, mais se fortalece a percepção de que determinadas lideranças podem agir sem consequências proporcionais aos seus atos. Esse é um risco que ultrapassa indivíduos e partidos: trata-se de uma ameaça à própria credibilidade das instituições democráticas.

O Brasil não precisa de cidadãos acima da lei. Precisa de um sistema de Justiça capaz de agir com a mesma firmeza diante de qualquer pessoa, independentemente de sobrenome, patrimônio, influência política ou capital eleitoral. Enquanto essa igualdade não existir na prática, continuará a impressão de que há dois países convivendo sob as mesmas leis: um para os poderosos e outro para o restante da população.


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Calúnia contra Lula: PGR pede para Flávio Bolsonaro ser ouvido pela PF

Segundo Paulo Gonet, senador deve ser ouvido antes da manifestação final da PGR sobre investigação por calúnia contra Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Alexandre de Moraes que devolva à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é que o parlamentar seja ouvido antes da conclusão da investigação.

Gonet avalia que a necessidade de a PF realizar a oitiva com Flávio se dá “sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentá-lo de pena”.

A manifestação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira (6/7). Segundo Gonet, a defesa de Flávio solicitou uma série de diligências à PF e pediu que o senador fosse ouvido apenas após o cumprimento dessas medidas. Os requerimentos, no entanto, foram indeferidos pela corporação.

O procurador-geral acrescentou que, embora a PF já tenha concluído o relatório final da investigação, ainda é necessário ouvir Flávio Bolsonaro, especialmente diante da possibilidade de retratação prevista no Código Penal para o crime de calúnia, hipótese que pode isentar o investigado de pena, segundo Pablo Giovanni, Metrópoles.

“A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações”, explicou Gonet.

A manifestação foi encaminhada a Moraes, que ainda não decidiu sobre o pedido.

Inquérito
Em relatório encaminhado ao STF em 26 de junho, a Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula.

Segundo os investigadores, o senador atribuiu ao presidente os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.


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Para os bolsonaristas, Michelle foi de carola a herege

Tanto Paulo Figueiredo quanto Allan dos Santos sugeriram que Michelle traiu Bolsonaro, literalmente dizendo que meteu-lhe um par de chifres digno de um viking norueguês de Copa do Mundo.

Assim eles tocaram o berrante para o gado ter mais praticidade na hora de atacar Michelle por conta do seu furdunço público, em vídeo, com Flavio, Eduardo e os dois pela-sacos profissionais do clã Bolsonaro.

Foi nesse  momento que a santa, a rainha do lar bolsonarista virou a megera e, horas depois do berrante buzinado, ela já estava literalmente na boca maldita e na língua de trapo do bolsonarismo mais casca grossa. Não faltam adjetivos para agredir Michelle nas redes.

Michelle parece não se importar com tais agressões, o que circula é que tinha todo um plano traçado para sair da condição de coadjuvante para assumir o controle de um acidente que ela provocou dento da teia bolsonarista, ameaçando uma temporada de denúncias ainda mais pesadas contra Flavio. Ou seja, em 24 horas, Michelle virou a Geni do Zempelim.

O que azedou ainda mais o caldo foi Michelle elogiar publicamente um programa educacional lançado pelo governo Lula. A ex-primeira-dama celebrou a implantação da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, justificando que era uma pauta defendida por ela através da linguagem de libras.

A reação negativa dos apoiadores intensigficou ainda mais a crise interna que já escalava na família Bolsonaro desde quando ela disse que Moraes e ela eram irmãos em Cristo. Michelle não só elogou o programa de Lula, mas destacou o projeto voltado para a comunidade surda, sancionado na gestão do presidente Lula.

Para os amalucados, essa foi a maior traição de Michelle, deixando claro que, os cabeças ocas que se alimentam de ódio e fel, são muito mais antilulistas do que bolsonaristas.

Assim, mesmo ela rebatendo os ataques, dizendo que seu pensamento estava acima de qualquer ideologia, a nação de idiotas regidos pelo jornalismo promocional de Bolsonaro, não quis saber de suas explicações.

Em função disso, Michelle anunciou sua saída do PL Mulher e, junto, desistiu de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

Mas está longe o fim do pega para capar entre Michelle e clã Bolsonaro, a tensão entre essa gente só aumenta, sobretudo para Flavio que, além de estar com o carimbo na testa de traidor da pátria em troca do apoio de Trump, seu áudio com o irmãozão Vorcaro e sua visita à casa dele para pegar o resto do dinheiro, como afirmou Valdemar da Costa Neto, é nitroglicerina pura.

Nesse balaio de gato, uma coisa é certa, tudo isso resume perfeitamente a atual situação nao só de Michelle, mas de toda a família Bolsonaro, porque a coisa se transformou em um pega para capar generalizado em que acima do pescoço, tudo é canela.

O final disso, se é que terá, é de cenário de caos envolvendo múltiplos lados com múltiplas fraturas e hostilidades, principalmente na chamada base radiclal.

Não há como Jair intervir nisso. As divisões internas na família e no partido, provocadas por Michelle, não serão resolvidas e o ambiente eleitoral para a candidatura de Flavio em 2026, vai abrindo um buraco cada vez mais próximo do inferno e, consequentemente, para a situação de Jair Bolsonaro que sonhava ser libertado pelo primogênito que cumpre a escrita de papel carbono do pai.


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Flavio reafirma que quer as sanções dos EUA contra o Brasil

O fardo de Flavio Bolsonaro só aumenta.

Em reunião com o baixo clero da Casa Branca, Flavio reafirma, com todas as letras, que quer que os EUA sancionem o Brasil através das empresas brasileiras e que sejam tarifadas pelo trumpismo medieval.

Na verdade, Flavio deixa bem claro que celebra qualquer maldade contra o Brasil e os brasileiros num antinacionalismo nunca antes visto na história do Brasil. Mas quer que tal maldade seja feita após as eleições.

O traidor da pátria revelou não só aos aliados como a essa espécie de subcorte americana, que quer a pior e mais dura punição contra o Brasil, mas dentro de uma data específica, que seria logo após as eleições, não importando quem ganhe.

Na realidade, o aliado dos EUA contra o Brasil não se importa com as tarifas, o que para ele é importante é que elas não aconteçam agora para que o vigarista primogênito de Bolsonaro não seja sancionado nas urnas pelos eleitores brasileiros.

Por isso Paulo Figueiredo foi escanteado por Flavio e anunciou, como se dele fosse, a decisão de não participar nos EUA desse arranjo macabro contra o Brasil para não queimar ainda mais o filme de Flavio, como fez em seu ataque às mulheres brasileiras.

É um cena grosseira a tentativa de transformar Figueiredo em ex-aliado, propondo que, na seleção de calhordas que estão em oferta pública na campanha de Flavio, Paulo Figueiredo foi o primeiro a ser eliminado.

Tudo não passa de uma farsa, até porque Flavio foi hostilizado em Belo Horizonte e chamado de americano justamente pelo mesmo motivo, o de operar nas costas do próprio país em nome de uma tentativa desesperada de ter o apoio de Trump em uma ação qualquer que possa lhe servir de arma contra Lula.

Seja como for, a musculatura política de flavio, que já vem sofrendo uma grave sarcopenia, enfrenta agora um novo e potente contragolpe e o fim do sonho de ser presidente para libertar o pai e ficar trilionário pelo poder, fica cada vez mais distante, mostrando que sua campanha está completamente perdida e não há nada que possa reverter essa realidade contra si.


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Da direita só sobraram as pulgas magras do esgoto mais raso

Os rachas ocultos e o estresse diário entre Michelle e o clã ainda não estão claros. O que se observa é que cada capítulo, sobretudo vindo de Michelle contra Flavio, acelera ainda mais a decomposição do bolsonarismo como um todo.

Quando se observa com serenidade, aparecem respostas bem miúdas que impedem a negação de um fato bastante peculiar,

Se antes, os congressistas da chamada extrema direita se destacavam no quesito lama moral para agradar uma plateia de ávidos zumbis, sendo a maioria de idosos rancorosos, os soldados desse exército cada dia mais minguado, se transformaram nos personagens únicos de uma xepa do lixo que sobrou para praticar ações medievais na tentativa de devolver o foco a Bolsonaro cada vez mais esquecido, por razões óbvias.

As atitudes impulsivas dessa gleba de patente rasa, digo, vereadores, é o que sobrou de destaque nesse universo umbralesco, produzindo ainda mais prejuízos e causando uma irreparável associação do bolsonarismo com a falência política.

Sim, imaginem isso, os vereadores, Adriles, Pavanato, Duda Campopiano, dessa choldra moral chamada bolsonarismo, são hoje o grande “destaque” dentro da fossa fétida que, ressecada pela falta de chorume, produz apenas uma resistência mais do que cega do reacionarismo, mas cada dia ainda mais fétida.

Salta aos olhos a angústia nada escondida e o isolamento do mundo político que a chamada extrema direita amarga. Não é uma turbilência ou uma água turva, mas é o fundo do poço tóxico que sobrou num recipiente minúsculo como “destaque” dessa cloaca rumo ao silenciamento para nunca mais formar um bloco de excremento cultivado pelo poder e pela grana que esse poder deu a Bolsonaro para transformar o atraso rotineiro em crises dentro da própria sociedade.

O que aqui se afirma é que a situação do bolsonarismo hoje é crítica e está severamente comprometida. A falta de filtro representa uma crise muito maior e mais complexa por se tratar dos familiares do próprio clã, onde é revelado o cenário real que o bolsonarismo sofre na mesma medida em que seu corpo de políticos corruptos no Congresso foi arastado por uma correnteza, sobrando somente as marolas miúdas no que existe de mais precário sem qualquer significado político para quem, desesperadamente, almeja galgar algum degrau para o poder.

A performance dessa mulambada de vereadores bolsonaristas, imitando mal e porcamente o próprio Bolsonaro, é a estratégia mais suicida, barulhenta e improdutiva que sobrou do acúmulo raso de merda, transformando-se num fardo ainda mais pesado para esse espaço cada vez mais asfixiante para aqueles que ainda se mantêm agarrados e profundamente submersos na própria lama.

Possivelmente, Michelle, percebendo isso, pulou fora do barco.


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Copa do Mundo Política

FIFA atende pedido de Trump e libera jogador dos EUA expulso

A revogação da suspensão de Folarin Balogun na Copa do Mundo é extremamente incomum. Foi a primeira vez desde 1962 que a FIFA anulou uma suspensão por cartão vermelho recebido durante a Copa do Mundo.

A FIFA reverteu a suspensão de Folarin Balogun, artilheiro da seleção masculina de futebol dos Estados Unidos nesta Copa do Mundo, depois que o presidente Trump ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir uma revisão.CréditoCrédito…

Horas depois da partida da seleção masculina de futebol dos Estados Unidos na quarta-feira, o presidente Trump ligou para Gianni Infantino, presidente da FIFA, e pediu que ele revisasse a suspensão do artilheiro da equipe na Copa do Mundo, Folarin Balogun, após o jogador ter recebido um cartão vermelho, segundo quatro pessoas familiarizadas com a conversa.

No domingo, a FIFA reverteu a suspensão, anunciando que o Sr. Balogun estaria apto a jogar na segunda-feira contra a Bélgica.

A reviravolta é extremamente incomum e representa a primeira vez desde 1962 que a FIFA permite que um jogador participe de uma partida quando estaria suspenso após ter sido expulso na Copa do Mundo. O Sr. Infantino passou anos tentando conquistar a simpatia do Sr. Trump . No ano passado, a FIFA criou e concedeu ao Sr. Trump o Prêmio da Paz da FIFA, em meio à campanha pública, porém fracassada, do presidente para ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

Pouco depois do cartão vermelho recebido por Balogun, altos funcionários do governo Trump, incluindo Howard Lutnick, secretário de Comércio, e Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, contrataram advogados para ajudar a Federação de Futebol dos EUA a tentar recorrer, apesar das regras da FIFA contra tais recursos, de acordo com duas pessoas familiarizadas com a ligação.

*New York Times


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Política

MBL provoca confusão em aula magna de Haddad na Unicamp, e PT repudia episódio de ‘violência política’ da extrema direita contra pré-candidato

Integrantes do MBL gritaram frases sobre o caso dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS, que começaram no governo Bolsonaro

Um grupo de integrantes do MBL interrompeu, na noite de quinta-feira (2), uma aula magna do pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), na Unicamp, em Campinas (SP).

O evento foi interrompido após manifestantes gritarem durante a fala do petista e acabou em confusão do lado de fora do Teatro de Arena, com troca de agressões entre participantes do ato e integrantes do movimento. Segundo a organização do evento, os manifestantes foram retirados do local pela equipe de segurança. A Polícia Militar (PM) informou que foi acionada, mas declarou que não precisou intervir porque “a situação foi prontamente controlada pelos organizadores”.

A aula tinha como tema os desafios econômicos do Brasil e começou por volta das 19h. Durante a exposição, integrantes do MBL interromperam Haddad com protestos relacionados ao caso dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o pré-candidato a deputado estadual pelo partido Missão, Matheus Pereira, gritando durante a fala do petista enquanto era vaiado pelo público.

Em determinado momento, Pereira recebe uma rasteira após afirmar que Haddad estaria realizando campanha antecipada. Em nota, ele disse que foi ao evento para questionar o petista sobre a “taxa das blusinhas” e sobre uma suposta campanha antecipada. “Nós fomos ao evento com o objetivo de questionar o Haddad sobre o aumento da taxa das blusinhas, que o Lula falou que foi ideia dele.”

Pereira também afirmou que foi agredido por estudantes e seguranças. “Mal chegamos e fomos recebidos com socos e chutes pelos estudantes e seguranças do Haddad. A todo momento, deixamos claro que não queríamos briga. Fui agredido por um indivíduo que estava participando do evento e por um funcionário”, disse.

Outro integrante do partido Missão, Gabriel Piauhy, pré-candidato a deputado federal, também publicou um vídeo após a confusão. “Tô saindo de Campinas agora. Fomos fazer mais uma vez o questionamento pro Haddad. A pergunta que ele tanto teme”, afirmou. Segundo participantes do evento, cerca de dez integrantes do MBL estavam no local.

O Diretório Central dos Estudantes da Unicamp afirmou que “a briga mencionada na mídia foi causada por militantes da direita que vieram ao evento provocar e causar tumulto”. “Eles foram retirados do evento imediatamente e nenhum participante do evento interagiu com os mesmos, mas infelizmente geraram confusão pela Unicamp”, informou a entidade. Após o episódio, a universidade voltou a divulgar uma cartilha com orientações para situações de conflitos nos campi.

Mesmo com a interrupção, Haddad concluiu a aula e afirmou que está se preparando para a campanha eleitoral. “Eu estou treinando, estou fazendo treinamento, estou exercitando cabeça, corpo, para fazer uma bela campanha, para a gente fazer um belo debate, sabe? Disputa para valer com as ideias que a gente defende. E vamos ganhar de qualquer jeito. De um jeito ou de outro, uma campanha bonita leva a gente à vitória. Beijo, Unicamp”, disse. Depois do evento, o pré-candidato deixou o local sem falar com a imprensa.

O episódio ocorreu uma semana após outra ação do MBL em um compromisso de Haddad. No dia 25 de junho, Gabriel Piauhy interrompeu a cerimônia em que o petista recebeu o título de cidadão honorário de Santo André para fazer perguntas sobre a investigação dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Em nota, o PT afirmou que repudia “os episódios de violência política perpetrados por integrantes da extrema direita contra o pré-candidato ao governo do estado de SP do PT, Fernando Haddad”.

O partido declarou que “pela segunda vez, integrantes desse grupo político de extremistas provocam conflitos em atos do nosso pré-candidato” e afirmou que “os dois atos de violência política usaram táticas semelhantes”.

A legenda também declarou que “na democracia, as divergências são resolvidas no debate de ideias e não no estímulo à violência” e informou que prestará “irrestrito apoio e solidariedade a Haddad e aos integrantes da pré-campanha” e que “não tolerará abusos e atos de violência e não se furtará de acionar as medidas cabíveis”.

A ação na Unicamp se soma a outros episódios envolvendo integrantes do MBL em universidades e eventos públicos. Em setembro de 2023, membros do movimento entraram em confronto com estudantes da Universidade Federal do Paraná após uma ação dentro do campus. A universidade afirmou que o grupo provocou os alunos e iniciou a confusão, enquanto o MBL apresentou outra versão dos fatos.

Em agosto do mesmo ano, integrantes do movimento foram retirados do campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo após uma confusão com estudantes durante um evento. Em fevereiro deste ano, integrantes do MBL voltaram a se envolver em tumulto na Unicamp ao entrar na universidade para cobrir com tinta pinturas e frases em um muro da biblioteca.

*BdF


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