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Nome de Ramagem aparece em lista de políticos na cabeceira do contraventor Adilsinho

Lista encontrada pela PF reúne contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) encontrou uma lista com nomes de pelo menos 25 políticos em um dos endereços do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio. O nome do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) constava na lista apreendida durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (02).

Os documentos foram encontrados em uma mala na cabeceira da cama do contraventor, durante buscas em operações passadas nos imóvel ligados a ele. A lista reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio. As investigações iniciais indicam que os políticos listados recebiam uma espécie de “mesada” de Adilsinho — alvo de um mandado de prisão na operação, ainda que já esteja preso.

Apesar da citação nos materiais apreendidos, o ex-deputado não foi alvo da ação realizada pela PF, mas é investigado, junto com outros nomes que aparecem na lista.

Políticos com nome na lista de Adilsinho recebiam uma espécie de ‘mesada’
De acordo com as primeiras informações da PF, no arquivo nomeador como “planilha 2” aparecem quatro depósitos para o “cliente” identificado na lista pelo nome “DEP RAMAGEM” e “DEP ALEXANDRE RAMAGEM”.

Nas planilhas não há menção ao ano dos depósitos, mas há o registro de mês e dia dos pagamentos, além dos valores:

  • 02/09: DEP RAMAGEM – R$ 39.708,00
  • 06/09: DEP RAMAGEM – R$ 30.000,00
  • 21/09: DEP ALEXANDRE RAGEM – R$ 18.100,00
  • 29/09: DEP ALEXANDRE RAMAGEM – R$ 22.080,00

O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro (PL) e depois foi eleito deputado federal pelo Rio, mas perdeu o mandato e foi demitido do posto de delegado da PF após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele fugiu para os EUA no mês em que foi condenado e é alvo de um pedido de extradição encaminhado pelo governo brasileiro. Ele entrou com pedido de asilo político, que está sendo analisado pelo governo norte-americano.

Nome do ex-governador Cláudio Castro constava na lista
Na lista de Adilsinho, com nomes de pelo menos 25 políticos, também constava o do ex-governador Cláudio Castro (PL).

A PF ainda apura a relação entre os políticos e a máfia dos cigarros. A instituição não identificou oficialmente os nomes encontrados; o nome de Castro foi confirmado pelo portal “G1”, mas ele não foi alvo de mandados na operação da última quinta.

Além de um novo mandado de prisão contra Adilsinho — que já está preso desde fevereiro —, a ação mirou o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, também preso, e o empresário do ramo do tabaco, pastor Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio (SDD). Ele foi detido num apart-hotel da Barra da Tijuca sob suspeita de ligação com o grupo criminoso.

*Com informações de Octavio Guedes, colunista do portal “G1”/ICL


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Política

Recado de Lula a Flavio: ‘Eu quero saber o que você fez’

Presidente se referia às moradias prometidas e não entregues pelo programa Casa Verde e Amarela, criado por Bolsonaro em substituição ao Minha Casa, Minha Vida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas indiretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante cerimônia realizada nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, para anunciar investimentos nas áreas de educação, saúde e habitação. Sem citar nominalmente seus adversários políticos, Lula insinuou que houve promessas não cumpridas durante a campanha eleitoral de 2022 e afirmou que a disputa eleitoral de 2026 será marcada pelo confronto entre fatos e discursos.

Ao comentar programas habitacionais implementados em governos anteriores, o presidente declarou que lamenta que a população não tenha recebido as moradias prometidas pelo programa Casa Verde e Amarela, criado durante a gestão de Jair Bolsonaro em substituição ao Minha Casa, Minha Vida.

“Em uma campanha política, você pode mentir, espalhar fake news e usar IA. Mas governar é a arte de fazer e de entregar ou não entregar. Não adianta, você pode falar da boca para fora, mas, no final da sua tarefa, você é medido pelo que fez e pelo que não fez”, afirmou Lula durante o evento.

O programa Minha Casa, Minha Vida
O programa Minha Casa, Minha Vida foi retomado pelo governo federal em 2023, no início do terceiro mandato do presidente petista, após a extinção do Casa Verde e Amarela.

Em outro momento do discurso, Lula também enviou um recado indireto ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como um dos pré-candidatos da direita à Presidência da República em 2026. Sem mencionar nomes, o presidente declarou que o próximo ano eleitoral será pautado pela avaliação do histórico dos candidatos. Forum.

“2026 é o ano da verdade. Eu não quero saber o que você vai fazer, eu quero saber o que você fez”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “A gente não vai permitir que a mentira prevaleça neste país”.

Pacote de investimentos
As declarações ocorreram durante cerimônia em que o governo federal anunciou um conjunto de ações nas áreas de educação, saúde e habitação em diversos estados brasileiros. O evento foi realizado um dia antes do início do período de restrições impostas pela legislação eleitoral, conhecido como defeso eleitoral, que passa a vigorar a partir deste sábado (4), limitando a publicidade institucional e o anúncio de novas ações governamentais.

Na área da educação, foram inaugurados dez novos campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica nos estados de São Paulo, Amazonas, Espírito Santo e Piauí. Segundo o governo, os investimentos somam R$ 206,6 milhões, sendo R$ 196,5 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Durante a cerimônia, Lula agradeceu aos prefeitos que colaboram com o governo federal para a expansão da rede de institutos federais.

“Tenho dito em quase todos os lugares a que vou: se o prefeito oferecer o terreno ou o prédio, todas as cidades vão ter um instituto. A razão é simples: não há outra possibilidade de o Brasil dar o salto de qualidade que todo mundo sonha se a gente não colocar a educação como prioridade do nosso governo”, declarou.

O presidente também afirmou que, em sua gestão, investimentos em educação não devem ser tratados como despesas. Segundo Lula, a palavra “gasto” é incompatível com a política educacional defendida pelo governo.

R$ 464,8 milhões para a Saúde
Na área da saúde, o governo anunciou investimentos de R$ 464,8 milhões destinados à ampliação e qualificação da rede pública em estados como Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. Os recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos, habilitação de serviços especializados e fortalecimento do programa Agora Tem Especialistas.

Já na área habitacional, foram entregues 1.620 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.

São inúmeros os programas sociais e os benefícios do governo Lula para as camadas mais pobres da população.


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Política

Empresa de Paulo Figueiredo vai à falência e deixa prejuízo de R$ 400 milhões a fundos de pensão

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da LSH Barra Empreendimentos Imobiliários, empresa que teve como CEO o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo e que ficou conhecida por anunciar a construção de um hotel da rede de Donald Trump na Barra da Tijuca.

A decisão coloca um ponto final em um empreendimento que nunca entregou o retorno prometido aos investidores e deixa um prejuízo estimado em quase R$ 200 milhões para fundos de pensão e institutos de previdência que financiaram o projeto. Em valores corrigidos, as perdas chegam a aproximadamente R$ 400 milhões.

As informações são do jornalista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles.

Entre 2014 e 2016, o Fundo de Investimentos e Participações (FIP) LSH recebeu aportes de dez Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), incluindo os fundos de Tocantins, Campinas e Campos dos Goytacazes. O fundo de pensão dos funcionários do Serpro (Serpros) também investiu R$ 56 milhões no empreendimento.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o projeto foi sustentado por uma operação fraudulenta baseada na supervalorização das cotas do fundo e no desvio sistemático de recursos para beneficiar seus idealizadores.

Condenação da CVM

Em dezembro de 2024, o colegiado da CVM condenou Paulo Figueiredo por irregularidades praticadas durante sua gestão como CEO e sócio desenvolvedor da LSH Barra.

De acordo com o voto do relator João Accioly, aprovado por unanimidade, Figueiredo teria utilizado contratos com empresas prestadoras de serviços fictícias para retirar recursos da companhia. Entre as empresas apontadas pela autarquia estão a Polaris e a Great Wall, das quais ele era sócio.

A investigação também concluiu que houve uma transferência indevida de riqueza estimada em cerca de R$ 400 milhões dos investidores institucionais para os sócios fundadores Paulo Figueiredo, Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur”, e Ricardo Rodrigues, o “Ricardo Gordo”.

Segundo a CVM, avaliações artificiais inflaram o valor do empreendimento, permitindo que os sócios vendessem suas participações por preços muito superiores ao valor real para fundos de previdência que desconheciam a situação financeira do projeto.

Pelas infrações, Paulo Figueiredo recebeu multas que somam R$ 81 milhões — R$ 54 milhões pelos desvios de recursos e R$ 27 milhões pela sobrevalorização dos ativos. Ricardo Rodrigues foi multado em R$ 53 milhões.

Paulo Figueiredo também chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção ativa, gestão fraudulenta, desvio de recursos de instituição financeira e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Circus Maximus.

Entretanto, em março de 2022, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região trancou a ação penal. Os desembargadores entenderam que a denúncia não descrevia de forma específica condutas criminosas atribuídas ao ex-CEO, fundamentando-se principalmente no cargo que ele ocupava. A defesa também destacou depoimento de Ricardo Rodrigues afirmando que Figueiredo não participava das negociações nem do pagamento de propinas.

Hotel perdeu a marca Trump e empreendimento fracassou

O hotel foi inaugurado em 2016 com apenas 75 dos 170 quartos previstos e acabou perdendo a marca Trump antes mesmo da eleição de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. De acordo com o DCM, o grupo do empresário retirou sua bandeira do projeto por considerar que o empreendimento estava inacabado e abaixo dos padrões de luxo previstos.

Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Paulo Figueiredo atua politicamente ao lado do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro. Procurado pelo Metrópoles, ele não respondeu aos questionamentos.


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Política

Sabujo pré-datado

Flavio Bolsonaro é o campeão de escândalos, seja de corrupção, de entreguismo ou de surubas, mas se diz cristão, patriota e combatente do crime organizado.

Claro, nada fala de suas ligações com gente do CV e muito menos da milícia. Ainda assim, o sujeito não fica mais de 24 horas sem produzir um novo escândalo.

Aqui não falamos de insinuações, mas de fatos concretos, do seu convívio amável com tudo o que ele diz combater.

A mais recente desse vigarista é a tentativa de empurrar a tarifa EUA contra o Brasil, que ele e Eduardo defenderam diretamente com Trump.

Vendo que ateou fogo na própria campanha presidencial e, com isso, fortaleceu Lula, Flavio teve a ideia genial de pedir para Trump esperar passar as eleições para tarifar o Brasil,

Ou seja, o sujeito é um pesadelo para o povo brasileiro, e faz tudo isso sem corar tal o cinismo do vigarista.

Ja vimos de tudo em termos de traição, mas traição pré-datada, nem no cinema. Mas é exatamente isso que Flavio, em sua carta a Trump, suplica, tarife os produtos brasileiros depois da eleição, assim você terá um aliado fiel, determinado a cumprir suas ordens, caso seja eleito.

É esse desclassificado americanófilo que, junto com sua tropa, jura lealdade à bandeira norte-americana. E o sabujo rastejante termina a carta com um “Deus salve a América!”


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Política

Lula: disputa será entre quem fez e quem destruiu

O presidente Lula transformou esta sexta-feira, último dia antes do chamado “defeso eleitoral”, que proíbe sua presença em inaugurações até o fim da campanha presidencial, em uma supercerimônia de entregas nas áreas de educação, saúde e habitação.

Lula recordou o cenário de destruição em que se encontrava o país quando assumiu novamente o governo, em 2023, destacou a retomada de investimentos, especialmente naqueles três setores, e antecipou um dos eixos fortes de sua campanha: a comparação entre quem fez e quem destruiu o país.

Diante de um telão no Palácio do Planalto, Lula comandou à distância a abertura de dez novos campi de Institutos Federais, a entrega de 1.619 unidades do Minha Casa Minha Vida, a inauguração de um hospital regional em Pernambuco, de equipamentos de oncologia no Rio de Janeiro e em São Paulo e de dezenas de ambulâncias em diversas regiões do país.

Ele lembrou os cortes de orçamentos no governo passado e o abandono de programas como a Farmácia Popular e o Minha Casa Minha Vida, em contraste com sua retomada e com a criação do Pé de Meia e do Aqui Tem Especialistas, para ficar em poucos exemplos.

“Chegamos na hora da verdade”, disse Lula. “Nessa campanha cada um vai ser medido pelo que fez e pelo que deixou de fazer”.

Ficou claro que a campanha da reeleição não vai se limitar ao destaque dos feitos de Lula no governo. Vai reviver os pesadelos do desgoverno Bolsonaro, como a fila do osso, o desemprego, a destruição de programas sociais e, certamente, as 700 mil mortes na pandemia.

No discurso desta sexta, Lula afirmou que pelo menos metade dessas vidas poderiam ter sido poupadas se o governo anterior não tivesse “negado a vacina e negado a ciência”.

Apontar para o futuro é sempre necessário numa campanha eleitoral; é o que dizem os manuais da política. No caso brasileiro, recordar o pesadelo também é essencial. Para que não se repita. 247.


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Em crise com Flávio Bolsonaro, Michelle elogia política de Lula: ‘Sonho realizado’

Michelle Bolsonaro celebrou criação de política do governo Lula voltada à educação bilíngue para estudantes surdos

Após a crise pública com o enteado e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) elogiou, nesta sexta-feira (3), uma ação do governo do presidente Lula (PT). Por meio das redes sociais, Michelle parabenizou o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), iniciativa apresentada pelo Ministério da Educação (MEC).

Nos últimos dias, tornou-se pública uma crise envolvendo Michelle e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Na semana passada, a ex-primeira-dama publicou um vídeo em que afirmou ter recebido uma “punhalada” no ano passado e fez críticas ao relacionamento com Flávio.

Após a repercussão do vídeo, o senador adotou um tom conciliador e pediu desculpas à ex-primeira-dama, numa tentativa de reduzir o desgaste provocado pelo episódio. Michelle, após o caso, deixou a presidência do PL Mulher.

Em publicação nos Stories do Instagram, nesta sexta, Michelle celebrou a criação da política do governo Lula voltada à educação bilíngue para estudantes surdos. Sem mencionar diretamente o presidente, ela destacou a importância da medida.

“Parabenizo a nossa amada comunidade surda pelo lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos”, escreveu a ex-primeira-dama.

“A educação bilíngue se tornou uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. […] É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos”, declarou.

Publicação de Michelle Bolsonaro no story do Instagram. Foto: Divulgação

A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) foi lançada nesta sexta-feira, em evento realizado no auditório do Ministério da Educação, em Brasília. Segundo o governo, a política tem como objetivo ampliar o acesso, garantir a permanência e favorecer o êxito escolar dos estudantes atendidos pela modalidade de educação bilíngue de surdos.

De acordo com o Ministério da Educação, a política fortalece ações voltadas à garantia dos direitos educacionais e linguísticos dos estudantes. Dados divulgados pelo MEC apontam que apenas 12% das redes de ensino brasileiras possuem materiais pedagógicos adequados em Libras. As avaliações no formato Vídeo em Libras alcançam somente 1,31% dos estudantes.

Atualmente, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue de surdos, situação atribuída à oferta reduzida de cursos de pedagogia bilíngue no país. A nova política, segundo o governo, busca ampliar a estrutura disponível para o atendimento desse público e fortalecer a educação bilíngue nas redes de ensino.

*ICL


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Política

Sem qualquer proposta para o país, o cada vez mais empepinado, Flavio Bolsonaro, usa o cinismo como arma de defesa

Flavio está naquela situação típica de um político pangaré, se fala, cai; se não fala, cai também.

O que se sabe até então de Flavio Bolsonaro, é que ele gosta muito de  dinheiro, não é exatamente apegado a poder, mas ao que o poder pode lhe render de maneira nua e crua.

Esse é o ponto, esse é o legado do primogênito de Jair Bolsonaro. Claro que hoje ele vive um pesadelo sem intervalo diante do que havia sonhado, enriquecer às custas do que podia brotar de dinheiro quando esteve, junto com o pai, com o poder nas mãos.

Seu paladar é aguçado para grandes fortunas, sem qualquer sentimento que beire algo minimamente moral. Foi nesse ponto que Flavio também forjou seu cinismo despudorado. Isso nada tem a ver com o jeito rude do não menos corrupto de Jair Bolsonaro. E é justamente nesse ponto que Bolsonaro se transformou numa lenda para os piores reacionários do país, gente rancorosa que simplesmente não sorri, não debate, briga, ofende, calunia, utiliza as formas mais vis de relação com outras pessoas.

E não se engane, há uma legião desses zumbis vagando por aí prontos para vomitar fel contra quem eles julgam ser inimigo pessoal do seu universo mental microscópico.

Pois bem, Flavio não empolga essa gente ao bancar um conservador sabor Bolsonaro. Seu objetivo é direto e reto em busca de fortunas fáceis, de acumulação, tudo à vista pago com dinheiro vivo para não deixar rastro.

Não importa se, para isso, tenha que colocar medalha no peito de assassino, como fez com Adriano da Nóbrega com a Medalha Tiradentes, a maior honraria fluminense.

Só que ele não empolga nada, ninguém, Não tem carisma. Suas falas são puro improviso de quem não tem intresse em outra coisa que não seja dinheiro, mesmo nessa luta da família para reconquistar o poder, Flavio é insosso, se comparado, por exemplo, ao cachorro louco, Eduardo, tão ou mais corrupto que o irmão, mas com ódio visceral contra a esquerda.

Flavio prefere ser um corrupto boa praça que não bate de frente e que aceitta, sem constrangimento, a sugestão de Paulo Figueiro, neto de um ditador, para criar um teatrinho em defesa das mulheres “desautorizando” o gnomo de jardim.

Por isso tudo caminha para o fracasso eleitoral, até porque, de forma objetiva, o néctar do poder, mesmo que seja na liderança do poder de direita, é mais ambicionado pelo clã do que a própria cadeira presidencial.

O que essa gente, incluindo Flavio, não aceita sob qualquer hipótese, é dividir um quinhão qualquer de espaço para candidatos de direita, mesmo que essa falta de fusão realmente concatenada signifique a vitória de Lula, contanto que os Bolsonaro sigam sendo a voz dos piores, mais rudes e odiosos reacionários do Brasil.

Isso não ganha jogo.

Junte tudo isso ao escândalo do Master em que nenhum outro corrupto se mostrou tão afeito, integrado e complementado pelas pilantragens de Vorcaro como o próprio Flavio.

Para piorar, agora ainda tem que enfrentar o esculacho da madrasta que sugere que, além de outros bacanais, o sujeito foi useiro e vezeiro das orgias promovidas a peso de ouro por Daniel Vorcaro com modelos europais, importadas para alegrar os marmanjos que comeram na mão do banqueiro pilantra, com capacete, com tudo.


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Ninguém pode se dizer surpreso com a canalhice de Ciro Gomes

É irônico, para não dizer trágico, que um ponto de discórdia de dois mega mega reacionários vigaristas, Flavio e Michelle Bolsonaro, seja o eterno playboy Ciro Gomes.

Infelizmente, muita gente, e gente boa, em algum  momento acreditou que Ciro, no PDT, honrava o nome de Leonel Brizola. Ciro Gomes é um oportunista compulsivo e não tem qualquer pudor para, na rotação da terra, em 24 horas, desdizer o que afirmara um dia antes.

Não seria, portanto, um grande engano alguém apostar nessa estátua patriarca fantasiada de luzeiro do progressismo. Na verdade, na verdae, em bom português, muitos reproduziam o ramerrão desde 2018 que Ciro era o candidato mais preparado, faltando somente um detalhe, a resposta para dizer, preparado em quê?

Suas relações estreitas com o clã Bolsonaro, com tamanha falta de vergonha na cara, não podem ser clsssificadas como algo inédito na vida de quem nunca teve compromisso com a coerência.

É só lembrar que, lá atras em 2018, Ciro bancou o amigo e companheiro de Bolsonaro como um discípulo do genocida, quando o bufão se mandou para Paris após o primeiro turno do pleito para não assumir uma posição que, supostamente, seria com alguém de afinidade com o que Ciro vendia em sua vitrine.

Nesse caso, seu apoio responsável deveria ser a Haddad. O resto da história, todos sabemos.

Agora, para se desnudar de vez, Ciro cursa a academia dos genocidas de Israel, especializados em assassinar civis palestinos, sobretudo crianças e mulheres para, segundo o boquirroto, assumir a sua incapacidade de ser responsável com as coisas do Brasil, anunciando parceria com os monstros do Mossad do Estado assassino de Israel.

Certamente sua campanha vê virtude nas estreitas relações do Ceará com o ponto mais podre da humanidade, como se fosse um discípulo de Netanyahu.

Todos conhecem o paratatá de Ciro Gomes, mas imaginá-lo escarabichando suas asas para justificar tal atitude com o Estado pirata e assassino, como é Israel, em bom latim, é coisa de um velho escroque que sempre viveu de isterismos e que, agora, mostra sua piedade medieval com inocentes vítimas do terrorismo de Estado que promove chacinas diárias sem qualquer pudor nessa sua nova composição política interesseira, como sempre.

Ou seja, não existe vigarista de improviso, Ciro sempre foi isso. Caiu em sua lábia quem quis.


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Política

O pedido de Valdemar que irritou Michelle e fez ela deixar o PL Mulher

A conversa entre Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que definiu a saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher, foi marcada por tensão e quase terminou com a desfiliação dela do partido. O encontro ocorreu em meio à crise aberta com Flávio Bolsonaro e ao racha exposto na direita.

Segundo o Globo, duas fontes próximas tanto de Flávio quanto de Michelle, dizem que Valdemar sugeriu que ela assinasse uma carta afirmando estar abalada pelos problemas familiares provocados pela prisão de Jair Bolsonaro e pedindo desculpas pelo vídeo em que fez duras críticas ao enteado e a setores do bolsonarismo.

A proposta irritou Michelle, que já vinha reclamando a aliados dos ataques nas redes sociais feitos por apoiadores de Flávio e de Eduardo Bolsonaro. Diante do pedido de um “mea culpa”, a ex-primeira-dama reagiu mal e chegou a ameaçar deixar o PL.

Ao sair da reunião, na terça-feira (30), Michelle anunciou a saída da presidência do PL Mulher, mas não citou Flávio nem pediu desculpas. No comunicado publicado nas redes, ela afirmou que a decisão estava ligada ao “momento em que estamos vivendo em nossa família” e disse que deixaria o cargo para se dedicar “integralmente” aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha mais nova, Laura.

Na nota, Michelle listou ações de sua gestão no PL Mulher e agradeceu nominalmente a Valdemar pela autonomia e pela nomeação ao cargo, feita em março de 2023. Também fez um aceno à vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), pivô da crise com Flávio após o apoio dele e de outros filhos de Bolsonaro à campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará.

Valdemar, por sua vez, divulgou nota afirmando que Michelle vive “um momento difícil”. O dirigente admitiu “divergências” e “indignações” dentro do PL, mas defendeu que a decisão da ex-primeira-dama fosse respeitada.

De acordo com informações do Globo, Michelle foi convencida a não se desfiliar do partido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), aliadas próximas da ex-primeira-dama. As duas se reuniram com ela no Palácio do Buriti durante o auge da crise.

Na conversa com Valdemar, Michelle também sinalizou que poderia desistir de disputar o Senado pelo Distrito Federal em outubro, informação confirmada depois pelo presidente do PL em entrevista à Rádio Gaúcha. No entorno da ex-primeira-dama, porém, a avaliação é que essa hipótese está descartada. Ainda assim, ela não deve se empenhar na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Caso mantenha a candidatura ao Senado, Michelle deve concorrer na chapa de Celina Leão, que tentará a reeleição ao governo do Distrito Federal. A saída do PL Mulher, porém, é vista como um revés para a pré-campanha de Flávio, que tenta reduzir resistências entre eleitoras conservadoras e evangélicas.

A relação entre Michelle e Valdemar, até então pública e cordial, também sofreu desgaste. O presidente do PL estava em Miami, nos Estados Unidos, para acompanhar a partida entre Brasil e Escócia na Copa do Mundo de 2026 quando Michelle publicou o vídeo de 27 minutos no Instagram acusando Flávio de “apunhalá-la” e “maltratá-la”.

Valdemar antecipou a volta ao Brasil, classificou a briga como “muito séria” e admitiu que, sem Michelle, a eleição de Flávio seria “muito difícil”. O dirigente já havia defendido, em diferentes momentos, uma candidatura presidencial da ex-primeira-dama e chegou a chamá-la de “fenômeno” político.

Foi Valdemar quem indicou Michelle para presidir o PL Mulher em 2023 e garantiu a ela remuneração mensal de R$ 46 mil, a mesma paga a Jair Bolsonaro. O histórico de proximidade, no entanto, não foi suficiente para evitar o clima de ruptura após o pedido para que ela assumisse publicamente culpa pela crise, segundo o DCM.


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Política

Mulheres de direita ameaçam ação nos EUA contra ataques de bolsonaristas

Segundo a jornalista Ana Flor, do g1, grupo reuniu publicações com ataques atribuídos a brasileiros ligados ao bolsonarismo e já consultou um advogado nos EUA

Um grupo de mulheres conservadoras que atua na política avalia recorrer à Justiça dos Estados Unidos contra brasileiros ligados ao bolsonarismo por ataques e campanhas de difamação nas redes sociais. A informação foi publicada pela jornalista Ana Flor, em seu blog no g1.

Segundo a publicação, as mulheres afirmam que os ataques seriam coordenados por integrantes do chamado “gabinete do ódio” e já reuniram publicações que, na avaliação delas, configurariam crimes como calúnia, difamação e injúria. Um advogado nos Estados Unidos já teria sido procurado para analisar o caso.

Ainda de acordo com o blog, um dos nomes citados pelo grupo é o do influenciador Allan dos Santos, que é considerado foragido da Justiça brasileira.

A reportagem informa que os ataques também contribuíram para a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de divulgar, na semana passada, um vídeo em que critica o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, Michelle afirma ser alvo de um grupo que atua a partir do exterior e diz que alguns de seus integrantes aparecem em fotos ao lado do parlamentar.

Segundo Ana Flor, além de Michelle, estariam entre os principais alvos dos ataques a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). O grupo também avalia incluir episódios de ataques contra mulheres de esquerda atribuídos aos mesmos perfis.

A publicação afirma ainda que as reclamações já chegaram ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e a Flávio Bolsonaro. ICL.


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