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Mulheres de direita ameaçam ação nos EUA contra ataques de bolsonaristas

Segundo a jornalista Ana Flor, do g1, grupo reuniu publicações com ataques atribuídos a brasileiros ligados ao bolsonarismo e já consultou um advogado nos EUA

Um grupo de mulheres conservadoras que atua na política avalia recorrer à Justiça dos Estados Unidos contra brasileiros ligados ao bolsonarismo por ataques e campanhas de difamação nas redes sociais. A informação foi publicada pela jornalista Ana Flor, em seu blog no g1.

Segundo a publicação, as mulheres afirmam que os ataques seriam coordenados por integrantes do chamado “gabinete do ódio” e já reuniram publicações que, na avaliação delas, configurariam crimes como calúnia, difamação e injúria. Um advogado nos Estados Unidos já teria sido procurado para analisar o caso.

Ainda de acordo com o blog, um dos nomes citados pelo grupo é o do influenciador Allan dos Santos, que é considerado foragido da Justiça brasileira.

A reportagem informa que os ataques também contribuíram para a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de divulgar, na semana passada, um vídeo em que critica o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, Michelle afirma ser alvo de um grupo que atua a partir do exterior e diz que alguns de seus integrantes aparecem em fotos ao lado do parlamentar.

Segundo Ana Flor, além de Michelle, estariam entre os principais alvos dos ataques a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). O grupo também avalia incluir episódios de ataques contra mulheres de esquerda atribuídos aos mesmos perfis.

A publicação afirma ainda que as reclamações já chegaram ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e a Flávio Bolsonaro. ICL.


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Política

Pacto de Sangue

Michelle Bolsonaro, feminista? Tá de sacanagem né!

Mulher nenhuma, casada com Bolsonaro, pode ser considerada sequer sabor feminista.

O que está em jogo é sua suposta herança política, na mesma medida em que é rejeitada pelas bestas do apocalipse fascista, Flavio, Carluxo e Eduardo, que aprenderam desde cedo com o próprio pai que mulher não é parente, não tem o sangue do varão da família, tanto que as ex-mulheres de Bolsonaro sempre viveram do resto da xepa que lhes sobrava para servir de flecha para o arco de provedor.

Com Michelle, não é diferente, o que a moça quer é fazer parte da comnidade com o sobrenome Bolsonaro, mas não da forma com que ela faz parte.

Nas suas atualizações, pelo tanto que participou das patifarias do marido, mesmo que nao tenha o sangue do próprio, quer dividir o poder que sobrou de Bolsonaro com os três filhos, já que o quarto filho, o mais abestalhado deles, Jair Renan, entra nesse pacto como coadjuvante, o jogo mesmo é jogado entre os três irmãos desde que Bolsonaro projetou disputar a cadeira presidencial em 2018.

Não vamos nos estender nas histórias podres que os três protagonizaram para colocar o pai no topo do poder. Ninguém precisa tapar o nariz.

A questão é, ninguém conhecia Michelle antes de se tornar primeira-dama, esse é o gatilho que bloqueia sua entada no rachide do chamado pacto de sangue.

Por isso, Michelle recebeu um solene e simbólico NÃO para compor a chapa de Flavio para a Presidência da República.

Não aceitaram a troca de fuidos porque não querem se misturar com ela através da pele e não do sangue.

Ou seja, não há na cabeça dos Irmãos Metralha selo de lealdade fora de um histórico sanguíneo.

Em outras palavras, um pacto incluindo Michelle, seria na prática, pura ficção, porque, para eles, o risco grave de transmissão da doença da traição, seria iminente.

Esse é o pano de fundo da mini-série brasileira que narra a guerra de excrementos dentro da família Bolsonaro, onde as particularidades sanguíneas é que dão as cartas.

Coisa de submundo ou romance gótico pela perspectiva sombria que as tramas, de lado a lado, estão operando.

Para o clã, não há juramento de lealdade possível sem que haja um pacto do mesmo sangue. E Michelle não foi contemplada com tal DNA.

Trocando em miúdos, esqueça o papo de PL Mulhr ou coisa que o valha. E não se esqueça que Michelle e Eduardo, segundo Mauro Cid, comandaram juntos o núcleo mais duro, mais radical, mais sanguinário da tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2023.

Mas como disse um filósofo da Grecia Antiga, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outrqa coisa.


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Política

Diálogos escancaram que Daniel Vorcaro tentou calar a jornalista Malu Gaspar

Junto a Thiago Miranda, banqueiro tentou encontrar algo para prejudicar a imagem da profissional. Sem encontrar nada, teria oferecido “proposta milionária” de emprego para tentar barrar reportagens.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal, a partir de celulares apreendidos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apontam que o executivo, junto com um de seus aliados, Thiago Miranda, tentou calar a jornalista Malu Gaspar após a profissional publicar reportagens que apontavam que a empresa não teria condições de honrar compromissos financeiros assumidos.

Os diálogos datam de abril do ano passado. As investigações apontam que Malu, colunista do jornal O Globo, foi vigiada de perto. Miranda enviou a Vorcaro informações sobre contas bancárias da profissional, placa do carro pessoal e detalhes sobre os familiares. Vamos ter que tentar pegar algo dessa mulher no pessoal”, disse Vorcaro. No entanto, na devassa, as próprias mensagens apontam que nada que desabonasse a jornalista foi encontrado.

“Meu time está atrás. Precisamos achar algo”, escreveu Miranda na manhã do dia 1º de abril. “Nem multa na CNH dela encontrei. Filhos novos ainda também. Te deixo ciente, vou achar algo”, completou ele.

No entanto, após não encontrar nenhum fato para atacar a imagem da jornalista, a estratégia passou em tentar contratar a profissional. Daniel Vorcaro fala em oferecer uma “proposta milionária” para Malu. Thiago Miranda então afirma que ela deveria ser contratada pela revista IstoÉ, que faz parte do grupo Entre, que controla a Entre Investimentos, a empresa usada por Vorcaro para investir no filme “Dark horse”, que tratou da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os diálogos mostram que Malu chegou a ser abordada e recebeu a proposta. No entanto, Miranda comenta que Malu agiu com “mais fúria após a abordagem”, citando o aumento de reportagens relacionadas à falta de liquidez do Master, que na época estava sendo negociado para ser comprado pelo Banco de Brasília (BRB).

*Correio Braziliense


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Política

PF é acionada após reportagens sobre mansão ligada a Flávio Bolsonaro

Deputado Lindbergh Farias pede apuração sobre imóvel de R$ 14,5 milhões financiado pelo BRB e utilizado em articulações políticas do senador

As reportagens do ICL Notícias assinadas por Juliana Dal Piva, Alice Maciel e Heloisa Villela sobre a compra de uma mansão de R$ 14,5 milhões pelo coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a utilização do imóvel pelo senador em reuniões políticas motivaram uma representação apresentada à Polícia Federal (PF) pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).

O parlamentar pede a abertura de investigação sobre a origem dos recursos, as condições do financiamento concedido pelo Banco de Brasília (BRB) e o uso político do imóvel localizado no Lago Sul, em Brasília.

A notícia de fato encaminhada ao diretor-geral da Polícia Federal cita expressamente as reportagens que revelaram tanto a aquisição da mansão por José Vicente Santini, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, quanto a utilização do imóvel pelo senador para reuniões e articulações políticas.

Segundo a representação, o imóvel foi adquirido por R$ 14,5 milhões, mediante pagamento de R$ 4 milhões de entrada e financiamento de R$ 10,5 milhões concedido pelo BRB. O banco público do Distrito Federal também financiou a compra da mansão do próprio Flávio Bolsonaro em Brasília.

Lindbergh pede que a Polícia Federal apure a origem dos recursos empregados na compra, a capacidade financeira dos compradores, a regularidade da operação de crédito e a eventual existência de benefício político ou eleitoral decorrente do uso do imóvel.

Reuniões da pré-campanha
O documento destaca que a residência passou a ser utilizada por Flávio Bolsonaro em reuniões e articulações de sua pré-campanha presidencial.

De acordo com a notícia de fato, as parcelas iniciais do financiamento seriam de aproximadamente R$ 128 mil mensais, valor que pressuporia renda estimada em cerca de R$ 429 mil por mês. O deputado afirma que esses números precisam ser confrontados com a renda efetivamente declarada, os vínculos profissionais e a capacidade econômica de José Vicente Santini.

“A pergunta investigativa é simples: quem pagou, com que dinheiro, por qual caminho financeiro e em benefício de quem?”, afirma Lindbergh na representação. Segundo o parlamentar, é necessário esclarecer se a mansão utilizada nas articulações políticas de Flávio Bolsonaro foi custeada exclusivamente com recursos próprios de Santini ou se houve participação de terceiros.

A peça também pede que a Polícia Federal investigue eventual conexão entre a operação imobiliária, o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento sustenta que o contexto das investigações da Operação Compliance Zero e a participação do BRB em operações relacionadas ao caso justificam a ampliação das apurações.

Entre as medidas solicitadas estão a requisição dos contratos de financiamento, análises de crédito, documentos cartorários, informações sobre a origem dos R$ 4 milhões utilizados na entrada do imóvel, além da eventual produção de relatórios de inteligência financeira e da apuração da utilização política da residência.

*ICL


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PGR pede que Moraes mantenha Bolsonaro em prisão domiciliar

A Procuradoria-Geral da República defendeu que Jair Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar no caso da pistola Glock 9mm apreendida em uma blitz no Distrito Federal. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, acompanha a conclusão da Polícia Civil do DF, que não indiciou o ex-presidente no episódio.

Segundo a manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a apuração policial tem “bom suporte” ao afastar, no caso de Jair Bolsonaro, a configuração de falta grave. Para Gonet, o episódio da arma não deve levar à revogação da prisão domiciliar.

“Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”, afirmou o procurador-geral no documento. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no STF.

Apesar de defender a manutenção da domiciliar, a PGR pediu que a pistola apreendida não seja devolvida a Bolsonaro. “A manifestação é, assim, pelo regular prosseguimento da execução no regime em que se encontra, mantendo-se a pistola apreendida”, escreveu Gonet.

A Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por porte ilegal de arma de fogo, com agravante por ser sargento do Exército. A corporação concluiu que o porte funcional não autorizava o transporte de arma registrada em nome de terceiro.

No caso de Jair Bolsonaro, a Polícia Civil entendeu que não havia crime porque a arma tinha registro válido em nome dele. Em depoimento, o ex-presidente admitiu que a pistola era sua e disse que ela estava em sua residência durante o período de prisão domiciliar. Ao delegado, afirmou que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.

Moraes havia pedido manifestação da PGR depois de levantar a possibilidade de o caso configurar falta grave na execução penal. O ministro citou trecho da Lei de Execução Penal que trata da posse indevida, por condenado, de instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa.

Com o parecer, a defesa de Jair Bolsonaro terá 48 horas para se manifestar. Depois disso, Moraes decidirá se mantém a prisão domiciliar ou se adota outra medida contra o ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. DCM.


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Moraes envia à PGR caso de porte de arma de Bolsonaro após conclusão sem responsabilização pela Polícia Civil do DF

Investigação não apontou crime, mas PGR fará análise sobre eventual responsabilização

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito sobre a arma de fogo do ex-presidente Jair Bolsonaro, apreendida durante uma blitz da Lei Seca, sem apontar responsabilização criminal. A investigação entendeu que o ex-chefe do Executivo possuía registro válido da pistola e que não havia restrições que impedissem a manutenção da arma em sua residência.

“Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu o delegado Thiago Boeing da Silva no relatório final da investigação. Segundo ele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, mas a arma não foi recolhida e também não foi registrada qualquer restrição em seu cadastro, levando a Polícia Civil a encerrar o caso sem indiciamento.

Apesar da conclusão da Polícia Civil, segundo apurou o Brasil de Fato, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o envio do inquérito à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora deverá analisar o caso e decidir se acompanha o entendimento da investigação ou se identifica elementos para a adoção de outras medidas no âmbito criminal.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por participar da tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 e obteve o direito de cumprir a pena em casa devido às suas condições de saúde.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso da arma de fogo apreendida com um de seus seguranças, Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma após constatar que ela não funcionava.


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Governo Tarcísio contratou empresa investigada por suspeita de elo com o PCC

Contrato da CPTM foi assinado no mesmo período em que a Operação Carbono Oculto era deflagrada; empresa manteve negócios com outros órgãos do governo paulista

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), vinculada ao governo Tarcísio de Freitas, formalizou em agosto de 2025 um contrato com a Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa investigada por suspeitas de ligação com estruturas financeiras apuradas na Operação Carbono Oculto, investigação que mira esquemas de lavagem de dinheiro e supostas conexões com o PCC.

O contrato da CPTM foi assinado no período em que a operação se tornava pública.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que o Contrato PE10425-01, destinado ao fornecimento de gasolina à estatal ferroviária, foi assinado entre os dias 25 e 29 de agosto de 2025. O acordo prevê o fornecimento de 25 mil litros de combustível durante 720 dias e possui valor estimado de R$ 162,2 mil.

Embora o contrato da CPTM tenha valor relativamente reduzido, ele foi formalizado no momento em que a investigação já produzia seus primeiros desdobramentos públicos.

Levantamento realizado pelo ICL mostra, porém, que a relação comercial da empresa com o governo paulista vai muito além da CPTM.

Os documentos identificados pela reportagem apontam que a Rede Sol acumulou ao menos R$ 66,8 milhões em contratos e aditivos com órgãos do governo de São Paulo entre 2023 e 2025.

Contrato milionário nas travessias litorâneas
O principal vínculo comercial da empresa com o Estado foi firmado em fevereiro de 2024.

O Departamento Hidroviário, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, assinou o Contrato nº 10/2024/DH com a Rede Sol para o fornecimento de óleo diesel marítimo e aditivos destinados às embarcações que operam nas travessias litorâneas paulistas.

O valor inicial do contrato foi de R$ 63.678.457,50.

Em abril de 2025, o governo paulista autorizou reajuste contratual após a empresa não aceitar proposta de redução do índice de correção apresentada pela administração estadual. O apostilamento autorizou despesa adicional estimada em R$ 1.183.873,20.

Poucas semanas depois, em maio de 2025, o Estado assinou o primeiro termo aditivo do contrato, elevando seu valor para R$ 66.638.140,50 e prorrogando sua vigência até agosto de 2026.

Em julho de 2025, já durante o avanço das investigações, a Secretaria de Meio Ambiente publicou portaria designando os fiscais responsáveis pela execução do contrato.

Contratos em diferentes áreas do governo
A documentação obtida pela reportagem mostra que a empresa também manteve relações comerciais com outros órgãos estaduais.

Em dezembro de 2023, a Polícia Militar do Estado de São Paulo adjudicou itens de pregão eletrônico à empresa em procedimento conduzido pelo Comando de Policiamento do Interior Nove.

Em maio de 2024, o Instituto de Zootecnia, vinculado à Secretaria de Agricultura, homologou aquisição de óleo diesel da empresa no valor de R$ 57,7 mil.

Em agosto de 2025, nova homologação da Secretaria de Agricultura destinou R$ 23,4 mil à empresa para aquisição de óleo diesel.

Já em novembro de 2024, o Hospital Guilherme Álvaro, da Secretaria da Saúde, homologou compra de óleo diesel para geradores no valor de R$ 18.930.

Contrato da CPTM foi assinado durante a operação
Foi nesse contexto que a CPTM formalizou seu contrato. As assinaturas dos representantes da estatal ocorreram entre os dias 28 e 29 de agosto de 2025. O diretor-presidente da empresa havia assinado o contrato em 25 de agosto.

A contratação ocorreu durante o período em que a Operação Carbono Oculto já se tornava pública e produzia seus primeiros efeitos.

O contrato prevê fornecimento parcelado de combustível ao almoxarifado da companhia na Lapa, em São Paulo, mediante ordens de fornecimento emitidas pela estatal.

O preço do combustível seria calculado com base na média semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), aplicando-se desconto de 8,1% oferecido pela empresa.

Contrato prevê exigências de integridade
A própria documentação da licitação estabelece uma série de exigências relacionadas à integridade da empresa contratada.

A Rede Sol assinou declaração formal comprometendo-se a cumprir as normas anticorrupção, os códigos de conduta da CPTM e as políticas de integridade da companhia. A empresa também declarou que não realizaria pagamentos indevidos ou práticas fraudulentas.

O contrato determina ainda que a distribuidora mantenha, durante toda a execução do ajuste, as condições de habilitação exigidas na licitação.

Os pagamentos também ficam condicionados à inexistência de registros no Cadin estadual.

Histórico de apurações
A Rede Sol também aparece em um procedimento instaurado pelo Ministério Público de São Paulo.

O procedimento nº 42.0334.0000002/2023-0, em tramitação na Promotoria de Justiça de Mauá, trata de apuração relacionada a improbidade administrativa e supostas irregularidades em procedimento licitatório envolvendo a empresa.

A existência do procedimento antecede em cerca de dois anos a formalização do contrato da CPTM.

Outros contratos com o governo paulista
Embora o foco da reportagem seja o contrato da CPTM, a documentação levantada pelo ICL mostra que a relação comercial da empresa com o governo paulista vai além da estatal ferroviária.

A Rede Sol aparece em atos publicados no Diário Oficial envolvendo:

  • Secretaria de Agricultura e Abastecimento;
  • Secretaria da Saúde;
  • Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística;
  • Departamento Hidroviário.

A empresa também figura em contratos, aditamentos, apostilamentos e homologações publicados entre 2024 e 2025.

Entre os atos identificados estão o Contrato nº 10/2024 do Departamento Hidroviário, seus posteriores apostilamentos e aditamentos, além de aquisições de óleo diesel por diferentes órgãos estaduais.

Os documentos indicam que a empresa manteve relações comerciais contínuas com diversas áreas da administração paulista durante o período em que as investigações sobre o setor de combustíveis avançavam.

Perguntas sem resposta
O ICL Notícias encaminhou questionamentos à CPTM e ao governo do Estado de São Paulo.

A reportagem perguntou se a companhia ou a administração estadual tinham conhecimento das investigações envolvendo a empresa quando o contrato foi formalizado.

Também foram solicitados esclarecimentos sobre eventual análise de integridade ou compliance após a operação; consultas à Secretaria de Transportes Metropolitanos; comunicação com órgãos de controle; abertura de procedimentos internos; reavaliação do contrato; e eventual impacto das investigações sobre as condições de habilitação da empresa.

A reportagem também questionou se a coincidência temporal entre a formalização do contrato e a Operação Carbono Oculto produziu algum tipo de avaliação de risco dentro da administração estadual.

Até a publicação desta reportagem, a CPTM e o governo de São Paulo não haviam se manifestado. O espaço segue aberto.

Contrato permanece em vigor
A vigência do contrato é de 720 dias e a execução ocorre por meio de ordens de fornecimento emitidas pela companhia. O gestor designado pela CPTM é o gerente de logística Leandro Capergiani Moreira, responsável pelo acompanhamento do ajuste e pela interlocução com a empresa contratada.

A principal questão levantada pela documentação analisada pela reportagem não diz respeito ao valor do contrato, mas ao momento de sua formalização: a estatal paulista concluiu a contratação justamente quando a investigação que atingia o setor de combustíveis passava a se tornar pública e a produzir seus primeiros desdobramentos.

Empresa nega vínculos com investigação
A Rede Sol já negou publicamente qualquer relação financeira ou societária com o fundo Mabruk II e com empresas citadas nas investigações que atingiram o setor de combustíveis.

Em nota divulgada em junho deste ano, a companhia afirmou ser “absolutamente inverídica” a informação de que teria mantido relação financeira, econômica ou negocial com o fundo ou com outros agentes mencionados na operação.

A empresa informou que realizou, em novembro de 2023, uma emissão de notas comerciais no valor de R$ 30 milhões, operação que, segundo a companhia, foi conduzida de forma regular e em conformidade com a legislação.

A distribuidora também negou ter emitido debêntures no valor de R$ 190 milhões e afirmou que jamais manteve qualquer relação com o Mabruk II ou com organizações criminosas.

Segundo a nota, todas as informações financeiras relacionadas às operações encontram-se registradas nas demonstrações financeiras auditadas da companhia.

A empresa afirmou ainda que “jamais manteve qualquer relação com o Fundo Mabruk II e, sobretudo, jamais teve ou terá qualquer vínculo com o crime organizado”.

A companhia também sustenta que eventual associação de seu nome ao fundo decorre de interpretação equivocada das investigações.

*Cleber Lourenço/ICL


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Política

Com a campanha cada vez mais esvaziada, o catálogo de absurdos em torno de Flavio Bolsonaro, só aumenta

Para quem sabe ler, pingo é letra.

Não foi por acaso que Michelle, nesta segunda-feira, compartilhou e com uma larga difusão, um vídeo de Antony Garotinho denunciando a tal Festa das Astronautas, de Vorcaro, com mulheres nuas, usando capacetes, em que várias figuras públicas como senadores, governadores, secretários de direita participaram da esbórnia.

Esse acervo, que entrou para a lista de Michelle em suas redes sociais, tem o objetivo claro de atingir Flavio Bolsonaro.

Para piorar ainda mais, a ex-primeira-dama do clã Bolsonaro abdicou da presidência do PL Mulher.

Essa notícia, que veio hoje a público, foi facilitada pela variedade de lambanças que os assessores mais próximos de Flavio, como Paulo Figueiredo, tiraram da cartola para atacar justamente Michelle, sugerindo que mulher brasileira não sabe votar, sobretudo as mulheres solteiras, porque as casadas aceitam ser subjugadas pelos maridos bolsonaristas. Ele ainda mandou uma frase impublicável, tamanho o nível de baixaria.

Na verdade, era para a campanha de Flavio ter sido extinta há muito tempo, mas o bolsonarismo se impõe não pelo antipetismo, isso é mais que uma vertigem, é uma balela. O que motiva essa gente é ódio ao Brasil real, principalmente o rancor racista das cotas e do Bolsa Família que atende às camadas mais pobres da população.

O bolsonarismo é isso, justificado como antipetismo, mas é uma gente que está cada dia mais despudoramente fascista, reacionária, intelectualmente nula e socialmente distante da sociedade brasileira.

Os argumentos centrais não são unificados, porque não há debate sobre absolutamente nada no bolsonarismo, é ira contra o resto do país, raiva de ser brasileiro, porque eles sempre sonharam se transformar em norte-americanos e, claro, apoiam as tarifas de Trump contra eles próprios, além da submissão total aos EUA.

Se fosse somente uma disputa eleitoral sem o arco de aliança do inferno, Flavio nem voltaria mais ao Brasil, mas mesmo o feitiço virando contra o feiticeiro, essa horda de sabujos americanizados exige que o bolsonarismo inimigo da população tenha um representante na disputa presidencial.

Essa gente pratica o ódio em quarto grau. E a tendência é produzir a própria pobreza eleitoral da campanha de Flavio até 4 de outubro, quando Lula tem possibilidade de liquidar o pleito logo no primeiro turno. É isso que mostram as pesquisas com votos válidos.


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Racha no bueiro: Michelle deixa comando do PL Mulher após crise com Flávio Bolsonaro

Ex-primeira-dama comunicou a decisão a Valdemar Costa Neto e afirmou que pretende se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que deixará a presidência do PL Mulher. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (30), poucos dias após o desgaste público envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Michelle ocupava o comando do segmento feminino do partido desde o início de 2023. Segundo interlocutores, ela afirmou a Valdemar que pretende se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha.

O anúncio ocorre depois de um conflito que expôs divergências dentro da família Bolsonaro. Na semana passada, Michelle publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter recebido uma “punhalada” no ano passado e fez críticas ao relacionamento com Flávio Bolsonaro.

Após a repercussão do vídeo, o senador adotou um tom conciliador e pediu desculpas à ex-primeira-dama, numa tentativa de reduzir o desgaste provocado pelo episódio.

Em comunicado divulgado após a reunião com Valdemar Costa Neto, Michelle explicou os motivos da decisão.

“Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados para com o meu marido e minha filha.”

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Racha no clã
Na semana passada, a ex-primeira-dama publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma conversa sobre os rumos do PL.

Segundo Michelle, Flávio teria dito que ela deveria ficar fora das decisões do partido por não entender de política. Ela afirmou ainda que interpretou a fala como um sinal de que seu apoio à pré-candidatura do senador não era desejado. Após a repercussão do episódio, Flávio pediu desculpas e tentou adotar um discurso de conciliação.

O estopim do conflito foi a disputa por espaço político no Ceará. Michelle criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes (PSDB) e defendeu o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo), além de reivindicar uma candidatura ao Senado para a vereadora Priscila Costa (PL), sua aliada. A posição desagradou Flávio e outros filhos de Jair Bolsonaro, que saíram em defesa da estratégia adotada pelo partido no estado.

*ICL


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Política

Criminosos somente não se entendem na hora da partilha do roubo

O império bolsonarista, construído sobre rachadinhas, milícias, joias sauditas e esquemas bilionários, está rachando de dentro para fora. Como ratos famintos disputando os últimos restos de um banquete roubado, o clã Bolsonaro e seus aliados devoram uns aos outros enquanto a Polícia Federal aperta o cerco. O que era para ser uma família unida no crime agora virou um campo de batalha aberto, expondo a podridão que sempre esteve por trás da máscara de “defensores da pátria”.

A PF desvendou um esquema milionário de lavagem de dinheiro público envolvendo o PCC, os filhos de Jair Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o Banco Master. Provas de lavagem e evasão de divisas foram encontradas, e a pressão sobre o ministro André Mendonça para autorizar uma operação cirúrgica contra o clã virou insuportável. O desvio de recursos públicos alimentou não só contas no exterior, mas também as engrenagens de facções criminosas. Enquanto o povo passa fome, o dinheiro sujo irrigava campanhas, igrejas e bolsos privados.

No meio do fogo cruzado, Michelle Bolsonaro decidiu lavar as mãos como Pilatos e abandonar o marido Jair ao próprio destino. Pior: ela partiu para o ataque aberto na internet, sabotando Flávio e Eduardo sem piedade. A guerra de bastidores explodiu. Os filhos acusam a madrasta de traição da pior espécie. O clima nos corredores do bolsonarismo está mais tenso que corda de forca. Michelle não está apenas se defendendo — está implodindo a extrema-direita de dentro, acendendo o pavio de uma guerra familiar destruidora.

Flávio Bolsonaro, desesperado, perdeu o freio. Em acordos costurados com Trump, o senador ameaçou os brasileiros com absurdos dignos de ditador bananeiro: os EUA jogariam bomba atômica no Brasil para matar brasileiros e roubar nossas riquezas. Uma carta secreta vazada para os americanos colocou Flávio diretamente na mira da Procuradoria-Geral da República. O que era briga interna agora é alvo federal.

Enquanto isso, os bolsonaristas desesperados mobilizaram sua artilharia pesada de influenciadores para destruir Michelle. Revelações bombásticas sobre Damares Alves também vieram à tona, arrastando mais lama para o pântano. E a PF encontrou o elo bomba: conexão direta entre a campanha de Flávio, o rombo bilionário de Edir Macedo e a grana de facções criminosas. O pânico tomou conta. A lama subiu tanto que já suja até Tarcísio de Freitas, o “postinho” que sonhava ficar ileso.

É isso que acontece quando o bolo do roubo acaba: os criminosos que se abraçavam no palanque agora cravam facas uns nos outros. Bolsonaro, Michelle, Flávio, Eduardo, Damares, Tarcísio, Edir Macedo e toda a quadrilha que destruiu o país entre 2019 e 2022 estão expostos. Não existe mais narrativa que segure. Não existe mais “perseguição política” que explique. O que há é uma gangue desmoronando sob o peso dos próprios crimes.

Acorda, Brasil!

O clã que prometia salvar a nação era apenas mais uma quadrilha bem-organizada. Agora, na hora da partilha do roubo, eles se destroem. E o povo, que sempre pagou a conta, assiste ao espetáculo final dessa farsa sangrenta. Chega de ser trouxa. A verdade está saindo do esgoto — e ela fede a rachadinha, PCC, Banco Master e hipocrisia evangélica de fachada.

O circo está pegando fogo. E ninguém vai apagar esse incêndio por eles.

*Luís Celso é Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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