A Globo nunca teve o menor compromisso com a história. São inúmeros os casos em que ela mentiu, caluniou sem jamais se retratar para ficar na base do dito pelo não dito.
Ela não dirá, por exemplo, que foi contra as manifestações das Diretas Já, que teve adesão maciça da sociedade com mais de 2 milhões de brasileiros nas ruas pedindo Diretas Já.
Roberto Marinho, a serviço da ditadura militar, apoiou a eleição indireta no colégio eleitoral em que venceram Tancredo Neves e José Sarney.
Em seguida, vendeu para o povo que um dos maiores corruptos do Brasil, era m caçador de marajás.
Denunciado pelo próprio irmão, Pedro Collor, sobre seu esquema de corrupção, Fernando Collor renunciou para fugir fo impeachment, logo no segundo ano de governo.
A Globo foi o principal agente propagador das maravilhas da privataria de Itamar e FHC. Lógico, até aquele plano econômico, que já havia quebrado a Argentina, caiu em desgraça no Brasil e nunca mais a direita demotucana voltou ao poder.
A direita só voltou a governar o país com Temer, a partir do golpe em Dilma, comandado pela Globo, com a propagação de uma mentira chamada “pedalada fiscal” que, comprovadamente, não ocorreu no governo Dilma.
Na verdade, Dilma caiu só porque reduziu dransticamente o spread bancário, que enfureceu a papa fina da agiotagem nacional.
Durante o golpe, somente vagabundos atuaram, Temer, Aécio e Cunha, a Globo repetia diuturnamente o jargão “as instituições estão funcionando”.
Com Dilma golpeada, e até hoje a Globo insiste em não admitir, era preciso condenar, prender e tirar Lula da eleição de 2018, para que Paulo Guedes, via Bolsonaro, complementasse o plano de entregar o Banco Central à Fenraban para que os banqueiros junca mais corressem o risco de enfrentar um presidente da República que se inspirasse em Dilma na questão do spread.
Mas os festivais de calúnias e difamações contra governos ou membros do PT, foram comandados pela Globo, Mensalão e Lava Jato. Sem falar dos diabos menores da própria Globo.
Chega a ser ingênuo ver progressistas se esquecendo desse manual golpista da Globo no caso que envolve Malu Gaspar e Alexandre de Moraes, quando, na verdade, a Globo só está afinando sua orquestra de manipuladores para 2026 contra a reeleição de Lula.
A essa altura dos fatos. não cabe ingenuidade da esquerda.
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Não é de agora que a mídia trabalha, por associação, uma oposição à candidatura de Lula em 2026, mesmo sabendo que não há qualquer relação de Frei Chico, com os desvios bilionários dos aposentados do INSS, a mídia alimentou uma miragem que o irmão de Lula comandava uma associação que se beneficiou de vultosas verbas dos aposentados.
Mesmo sabendo que a roubalheira do INSS ocorreu durante o governo Temer e Bolsonaro e que o governo Lula é que resolveu combater, a mídia se cala.
Vendo que essa tática falhou, partiram pra cima do filho de Lula, Fabio Luis Lula da Silva, utilizando o mesmo ramerrão calunioso. Como isso também fez água, o ataque a Alexandre de Moraes, que foi a principal barreira contra o golpe armado por Bolsonaro, a mídia trata Moraes como aliado de Lula para, de alguma forma, associar o atual presidente da República a alguém que, segundo ela, cometeu crime, embora não tenha qualquer prova.
Que isso fique bem claro e que sirva, de maneira didática, para parte da exquerda que caiu na esparrela de aceitar o linchamento a Moraes sem qualquer prova do que o acusa, porque se ele balão der certo, será utilizado commo drone carregado de munição contra a candidatura de Lula para o quarto mandato que, certamente, levará o presidente, em seu último ciclo político, mais à esquerda.
Isso é tudo o que a oligarquia não quer nem ouvir falar.
É bom a esquerda ficar de olhos bem abertos, pois há uma trama sendo desenvolvida com vários testes para saber que tática a mídia usará contra os avanços dos trabalhadores brasileiros via quanrto mandato de Lula.
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Reservatórios operam perto de 20% e consumo sobe até 60% com onda de calor; governo pede banhos rápidos e suspensão de usos não essenciais.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pediu que a população economize água diante da queda nos níveis dos reservatórios e da estiagem prolongada no Estado, em meio a uma onda de calor que elevou drasticamente o consumo. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que o momento exige atenção e cooperação coletiva para evitar que a crise hídrica se agrave.
A informação foi publicada pelo jornal Estado de S. Paulo, que relatou o apelo do governador e o alerta divulgado pelo governo paulista para “redução imediata do consumo de água” no Estado.
“Todos precisam fazer a sua parte. É importante que a população utilize com consciência”, disse Tarcísio, ao reforçar a necessidade de evitar desperdícios.
Calor extremo pressiona o sistema e eleva consumo O pedido ocorre em um cenário de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média, com impacto direto sobre os principais mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. Na quinta-feira, 25, quando a capital paulista registrou 35,9 ºC, o governo estadual divulgou um alerta pedindo medidas imediatas de economia.
Segundo o governo paulista, a onda de calor que atinge o Estado desde a semana anterior provocou um aumento de até 60% no consumo de água, sobrecarregando a rede e reduzindo a capacidade de recomposição dos reservatórios.
“Redução imediata” e medidas emergenciais para evitar colapso No comunicado oficial, o governo recomendou que os moradores tomem banhos rápidos, evitem desperdícios e suspendam usos considerados não essenciais, como lavar carros, lavar calçadas ou encher piscinas.
“O uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal. A colaboração da população é fundamental para garantir a regularidade do abastecimento”, diz o texto divulgado.
A orientação surge no momento em que sistemas estratégicos do abastecimento operam em patamares críticos. O Sistema Cantareira, um dos principais responsáveis pelo abastecimento da Grande São Paulo, está com apenas 20% do seu volume operacional.
O governo informou ainda que o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne sete mananciais e abastece a Região Metropolitana, opera com 26,42% da capacidade de armazenamento. Reservatórios fundamentais como o Alto Tietê e o próprio Cantareira seguem próximos do patamar de 20%, situação considerada preocupante em um período de forte calor.
Investimentos não resolvem crise no curto prazo, admite Tarcísio O governador afirmou que o Estado mantém obras e investimentos para reforçar a segurança hídrica, mas reconheceu que ações estruturais não são suficientes para enfrentar o problema imediatamente.
“Há obras em curso, ligação de bacias, mas isso não basta. O que pudermos economizar será importante”, afirmou.
Chuvas abaixo da média e pressão noturna reduzida Além do consumo crescente, o volume de chuvas continua abaixo do esperado. De acordo com os dados citados, o acumulado de novembro foi de 108,1 milímetros, enquanto a média histórica do período é de 150,6 mm.
Desde agosto, o governo paulista, em parceria com a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), determinou a redução da pressão noturna da água na região metropolitana, com o objetivo de preservar os mananciais e reduzir perdas.
Como medida preventiva, a Sabesp tem reforçado o abastecimento em determinadas áreas com apoio de caminhões-pipa, especialmente em regiões mais sensíveis à oscilação da rede.
Reclamações e interrupções: áreas altas são mais afetadas Nas redes sociais da Sabesp, moradores relatam falta de água e instabilidade no fornecimento. Em nota, a empresa disse que vem registrando aumento expressivo no consumo em dias muito quentes, o que provoca “oscilações pontuais” no abastecimento e exige ajustes operacionais constantes.
Segundo a companhia, as áreas mais altas da Região Metropolitana são as mais afetadas por causa da menor pressão na rede. Já as regiões mais baixas, de acordo com a Sabesp, seguem sendo abastecidas normalmente.
Em dias considerados “normais”, a empresa produz cerca de 66 mil litros de água por segundo. Nos últimos dias, porém, precisou elevar a produção para cerca de 72 mil litros por segundo, evidenciando a pressão sobre o sistema em meio ao calor extremo e aos reservatórios em nível crítico. 247
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É nítido que Moraes está sofrendo um assédio da mídia industrial, disso até as pedrinhas do fundo do mar sabem. O motivo exato, pode-se desconfiar, até pela obviedade histórica da mídia ser tradicionalmente instrumento das classes economicamente dominantes, quando se sente ameaçada, mesmo que por um fio de seus incontáveis privilégios.
Então, a dedução não poderia ser outra. Moraes, de forma consciente ou não, moveu placas tectônicas que descabelaram ou desarrumaram o topete dos endinheirados, penteado com gomalina.
Pode até ser tarde este reconhecimento do malfeito do qual Moraes está sendo bombardeado, mas até então, não se ouviu nem se leu nada que comprove tal acusação.
É possível que Moraes tenha cometido tal delito? Sim, todos nós somos passivos de erros, mais ou menos gravosos. Não dá para docilizar ninguém por antecipação, muito menos instaurar a caça às bruxas sem provas do que se está acusando.
A vantagem da teoria da conspiração é assim, não precisa provar nada. Na realidade, quanto mais distante for, a fofoca, a intriga do fato concreto, que deveria ser um sinal de advertência, menos contidas são as teorias mirabolantes que embalam os corações da terra plana.
Daí que não se pode admitir que, em plena porta de 2026 esse tipo de ameaça continue rendendo frutos a quem se lambuza de tal metodologia que, convenhamos, não faltam provas para afirmar que, toda e qualquer notícia da Globo, pode ou não ter manipulação com todos os sabores para atrair a gula de quem vive desse tipo de produto especulativo.
É bom que os prudentes parem de afirmar o que não há como provar. Sim, porque não há um posswível crime, para acusar alguém de cometer um determinado delito, não pode ser através de um sistemma tóxico de manipulação com diversas substâncias aleatórias, contendo veneno para se vender notícias, mas sobretudo para encurralar adversários massa de modelar.
Quem nos adverte sobre duas questões emblemáticas, são duas farsas que tiveram a mídia como chefe de torcida, a darsa do mensalão e a farsa da Lava Jato.
A prudência grita para que os afoitos não se alterem tanto antes de, através de provas, tenham certeza do que afirmam.
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Em maioria, o valor será destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O presidente Lula sancionou a abertura de crédito suplementar no valor de R$ 14,4 bilhões para financiar projetos de inovação e desenvolvimento tecnológico no âmbito empresarial (15.318/2025). A sanção ocorreu na terça-feira (23) e foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (24).
Em maioria, o valor será destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC). Os recursos podem ser usados em operações oficiais de crédito ou como financiamento de órgãos do Executivo.
As reformas ministeriais de 2025 atingiram pastas sensíveis: foram substituídos os ministros da Saúde e Previdência, os dois ministérios com maior orçamento no Governo Federal. Também foram alterados os ministros da Secretaria-Geral do Planalto e da Secretaria de Relações Institucionais, as duas pastas encarregadas de coordenar a articulação política do Executivo.
Ainda em janeiro de 2025, o presidente Lula precisou alterar o comando da Secretaria de Comunicação Social do Planalto. O governo encerrou o ano anterior em crise de popularidade, com dificuldade de comunicar suas entregas e de ocupar espaço nas mídias digitais. O então ministro Paulo Pimenta foi substituído por Sidônio Palmeira, marqueteiro da campanha presidencial de 2022.
Em março, o Planalto passou por outra reforma, desta vez motivada pelo Ministério da Saúde. A então ministra Nísia Trindade era alvo recorrente de críticas pela falta de entrega de resultados, e também era malvista entre parlamentares, que se queixavam da dificuldade de negociar e da demora na execução de emendas por parte da ministra.
Para substituir Nísia Trindade, Lula escalou o então ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Em seu lugar, assumiu a ex-presidente nacional do PT e deputada Gleisi Hoffmann. Os dois tomaram posse juntos nas respectivas pastas.
Em outubro, foi feita a última troca do ano no Planalto: o então ministro-chefe da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo, foi substituído pelo deputado Guilherme Boulos (Psol-SP). De acordo com o Congresso em Foco, o parlamentar já vinha estreitando laços com Lula desde as eleições de 2022, e foi escolhido em ano pré-eleitoral para aproximar o presidente dos movimentos sociais que formam o núcleo duro de seu eleitorado.
Comunicações
Em abril, o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por desvios de emendas parlamentares. Apesar de contar com apoio do presidente Lula, Juscelino foi orientado tanto pelo próprio partido quanto por outros ministros a pedir exoneração.
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Juristas integrantes do Grupo Perrogativas se manifestaram sobre a onda de acusações até agora sem provas contra o ministro Alexandre de Moraes
Os juristas Pedro Serrano e Carol Proner, do Grupo Prerrogativas, se manifestaram nesta segunda-feira (23) em relação às crescentes acusações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que parece estar sendo arrastado para um escândalo midiático iniciado após uma reportagem sem provas ter sido publicada por uma jornalista do diário carioca O Globo.
No manifesto, os dois juristas lembram que na Lava Jato situações semelhantes também ocorriam e que, por lá, o devido processo legal não foi assegurado, resultando em inúmeras injustiças e arbitrariedades, sempre alimentados por vários órgãos da imprensa.
Leia a íntegra da manifestação:
“Os fatos atribuídos a Ministros do STF são muito graves para que sejam tratados sem o devido processo legal. O sigilo da fonte jornalística é um direito fundamental que protege a identidade do informante de um jornalista. É garantia constitucional que guarda tanto o direito à informação quanto a liberdade de imprensa. As informações sigilosas filtradas ajudam a compor o imaginário da opinião pública, mas não substituem os critérios de justiça. É bastante óbvio dizer, mas – não faz muito tempo – essa mesma sociedade que se beneficiou da liberdade de imprensa e do sigilo da fonte foi vítima de manipulação midiática com o propósito alegado de livrar o Brasil da corrupção. Ou alguém se esquece da campanha glorificando figuras como Sérgio Moro, Marcelo Bretas, Deltan Dallagnol? Advogados pela democracia distinguem o necessário combate à corrupção do método usado pela Operação Lava Jato, responsável por desestabilizar setores estratégicos da economia brasileira. As informações filtradas na “Vaza Jato” indicam o papel determinante de veículos de imprensa na trama farsesca que usou a Justiça para perseguir adversários. Desconfiamos porque temos memória.”
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A recente reação da direita brasileira ao comercial da Havaianas estrelado pela atriz Fernanda Torres ganhou destaque internacional e gerou uma onda de boicotes nas redes sociais.
No anúncio, ela faz uma brincadeira com a famosa expressão “começar com o pé direito”, afirmando: “Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés”.
Para muitos, a campanha foi vista como uma mensagem política direcionada ao espectro conservador, o que provocou reações de figuras políticas de direita, como Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, que passaram a exigir o boicote à marca.
O jornal americano ‘New York Times’ trouxe à tona a polêmica, destacando que Havaianas, conhecida por ser uma marca quase universal no Brasil, agora se vê no centro de uma disputa política. Durante anos, os chinelos da marca foram considerados um símbolo da cultura brasileira, sendo usados por milhões em todo o país.
Porém, a recente campanha publicitária, que brinca com uma expressão popular, gerou uma “revolta imediata” entre os conservadores, que acusaram a marca de lançar uma indireta contra o seu movimento.
“São as sandálias de dedo favoritas do Brasil. Agora, a direita está boicotando”, disse o ‘New York Times’, enfatizando que a reação da direita é um reflexo das tensões políticas que marcam o Brasil atualmente.
O jornal destacou ainda que, mesmo com as divisões políticas no país, a Havaianas sempre foi uma marca apreciada por grande parte da população, algo que foi mudado com o lançamento do polêmico comercial.
“Mesmo com as divisões políticas fragmentando a maior nação da América Latina, o amor inabalável pelas sandálias Havaianas era algo em que a maioria concordava. ‘Todo mundo usa’, afirma o slogan da empresa. ‘Todo mundo ama.’ Isto é, até que o chinelo favorito do Brasil foi subitamente envolvido em uma tempestade política”.
A reação de Eduardo à propaganda foi especialmente enfática. Após assistir ao comercial, o ex-parlamentar, que foi cassado por ultrapassar o limite de faltas na Câmara, apareceu em suas redes sociais jogando um par de chinelos da marca no lixo.
“A extrema direita brasileira encontrou um novo inimigo: a marca de chinelos Havaianas”, escreveu o ‘The Guardian’, ressaltando que a reação de Bolsonaro e seus aliados é mais uma tentativa de mostrar resistência ao que eles percebem como uma provocação política.
Outros veículos internacionais, como o britânico ‘The Guardian’ e o francês ‘Le Monde’, também repercutiram o boicote à Havaianas, destacando a intensificação das divisões políticas no Brasil.
O ‘Le Monde’ apontou que o comercial gerou “pedidos de boicote” por parte de políticos conservadores, que enxergaram no anúncio uma tentativa de atacar o campo da direita, especialmente com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando, diz o DCM.
O ‘El País’, da Espanha, foi outro jornal que entrou na discussão, chamando o boicote à marca de “a mais recente obsessão da extrema-direita brasileira”.
O diário espanhol descreveu como a polêmica se espalhou rapidamente nas redes sociais, com muitos memes e piadas relacionadas à campanha publicitária, transformando o boicote em uma ação amplamente visível, embora aparentemente falhada.
“A direita estava falando sozinha nas redes sociais, mas rapidamente a maioria dos brasileiros reagiu com perplexidade e humor”, afirmou o o portal, associando a reação ao estado de desorientação política do movimento conservador no Brasil.
Além dos jornais americanos e europeus, o caso também foi destaque em veículos da América Latina, como a ‘RFI’, da França, e o ‘El Mundo’, da Espanha.
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Ex-diretor da PRF tentou embarcar para El Salvador com passaporte irregular e será entregue ao Brasil
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar em um voo com destino a El Salvador. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele havia rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e deixado o Brasil sem autorização judicial.
A informação foi divulgada pelo Blog da jornalista Andreia Sadi, no portal G1, que apurou que, após o rompimento do equipamento de monitoramento, as autoridades brasileiras acionaram alertas nas fronteiras e comunicaram a adidância policial no Paraguai para acompanhar o caso.
De acordo com a Polícia Federal (PF), Silvinei cruzou a fronteira utilizando um passaporte paraguaio original, porém incompatível com sua identidade. Ao tentar sair da área restrita do aeroporto, ele foi abordado pelas autoridades locais, que confirmaram a irregularidade e efetuaram a prisão.
Após a detenção, Silvinei Vasques foi identificado oficialmente e colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. A expectativa é de que ele seja expulso do país e entregue às autoridades brasileiras para o cumprimento das determinações judiciais em vigor.
O ex-diretor da PRF foi condenado pelo STF ao pagamento de uma multa equivalente a 24 salários que recebia à época, valor que supera meio milhão de reais. O caso segue em atualização pelas autoridades brasileiras e paraguaias.
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Na seção denúncia do Globo, Merval Pereira, Malu Gaspar e Vera Magalhãoes usaram apito de cachorro contra Sergio Moro e Deltan Dallagnol no caso dos R$ 2,5 bilhões que, confessadamente, tentaram roubar da Petrobras? Não! Com todas as exclamações que gritam no seio da sociedade.
Uma notícia dessa, num jornal sério, com colunistas de fato independentes e ciosos de sua profissão, em qualquer lugar do planeta, exporiam tal tentativa de roubo em garrafais na primeira página. Mas por um motivo indecoroso, essas três figuras manjadas no ativismo “jornalismo de direita”, não ouviram e nem viram nada, mesmo que as fontes da informação tenham sido confessadas pelos próprios malandros, espertos que tentaram arrebatar, na cara dura, uma montanha de dinheiro que ultrapassa e muito tudo o que eles dizem ter recuperado aos cofres da Petrobras naquela fatídica indústria de delação premiada, montada por Moro e seus miquinhos adestrados de Curitiba, chamados de filhos de Januário, que passamos a conhecer pelas denúncias feitas pelo Intercept, batizadas de Vaza Jato.
Outra fonte confessa que revelou o esquema criminoso de Moro, na 13ª Vara de Curitiba, onde o juiz héroi da Globo era o próprio Deus.
Sobre provas, não há o que discutir, já que Dallagnol e Moro confessaram que haviam surrupiado tal quantia, devolvida à Petrobras pelo Sistema de Justiça dos EUA, em que os dois, por conta própria, rsolveram sequestrar para criar uma suposta fundação privada de combate à corrupção em que os próprios seriam os comandantes da bagatela e como ela seria utiluzada.
Isso, por si só, já deveria ter custado cadeia aos dois. Ninguém sabe porque cargas d’água isso não ocorreu, já que a denúncia acatada por Alexandre de Moraes, feitaqpela então PGR, Raquel Dodge, estava absolutamente correta, com a prova do crime e os dois, por ordem de Moraes, tiveram que devolver aos cofres públicos a bolada de R$ 2,5 bilhões.
Ou se começa do começo desse furdunço ou se viverá eternamente sequestrado por um sistema manco de corrupção dentro do próprio judiciário e do jornalismo industrial brasileiros em que uma mensagem, do alto do pódium corporativista, grita que na própria carne os meritíssimos sequer produzem um arranhão em seus pares.
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Abin monitorou ações de lideranças indígenas, alertando para riscos para exportadores do agro brasileiro e ameaça de conflito
Líderes indígenas foram monitorados pela Agência Brasileira de Inteligência durante o governo de Jair Bolsonaro, enquanto o Palácio do Planalto desmontava a Funai, fustigava grupos autóctones e prometia que não iria demarcar novas terras. Uma das entidades acompanhadas de perto pela Abin era a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), liderada naquele momento por Sonia Guajajara, hoje a ministra dos Povos Indígenas do governo Lula.
A informação faz parte de documentos da agência e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. Desde meados de dezembro e pelas próximas semanas, o ICL Notícias traz com exclusividade dezenas de informes, relatórios e dados até hoje mantidos como confidenciais pela Abin.
Um dos focos do trabalho da agência ao longo dos anos de Bolsonaro foi a questão indígena e seu impacto doméstico e internacional. Num relatório de 11 abril de 2019, por exemplo, a Abin trazia um detalhado acompanhamento dos atos que estavam sendo organizados pelos indígenas brasileiros em protesto contra Bolsonaro. O foco era Acampamento Terra Livre (ATL). “A tendência é de que os militantes indígenas manifestem suas reivindicações de forma enérgica devido aos recentes posicionamentos do Governo Federal para as políticas indigenistas, com probabilidade de confronto entre os participantes da marcha e integrantes das forças de segurança pública”, disse o informe. “Também é alta a probabilidade de ocupação de prédios públicos na região da Esplanada dos Ministérios”, alertou.
O relatório trazia até mesmo um mapa e fotos do projeto de instalação do acampamento no perímetro da Esplanada dos Ministérios.
Outro destaque da Abin se referia aos trabalhos das lideranças indígenas para conseguir arrecadar recursos para o ato. “Dos RS 50 mil almejados pela APIB para auxiliar no custeio do acampamento, foram arrecadados R$ 12,3 mil- 24,5% do total”, apontou o informe.
O que ainda chamava a atenção da Abin era o fato de o convite para doações estar sendo realizado em diversos idiomas, como inglês, espanhol e francês, numa tentativa de atrair parceiros estrangeiros. “Em edições anteriores, a APIB conseguiu atingir a meta de arrecadação no ambiente virtual. Em 2017, coletou R$ 45 mil; já em 2018, a arrecadação virtual totalizou aproximadamente R$ 20 mil”, disse.
De acordo com o informe, a expectativa era de que o ato contasse com 6 mil participantes. Mas a Abin estimava que o número seria bem inferior.
O risco de um confronto era outro ponto do relatório de inteligência. “Nos últimos anos, foram registradas ocorrências de enfrentamento de militantes da marcha com integrantes dos órgãos de segurança pública, além de tentativa de depredação de patrimônio público e privado. Em 2014 e 2017, houve tentativas de invasão ao edificio-sede do Congresso Nacional. A tropa de choque da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser acionada e indígenas atiraram flechas contra os militares. Em 2014, policiais militares ficaram feridos em decorrência de enfrentamentos”, disse.
“Apesar de não terem sido detectadas quaisquer incitações para atos de violência no ambiente virtual, os movimentos sociais indígenas estão articulados e insatisfeitos com a atual gestão do Govero Federal e a atuação do Poder Legislativo no encaminhamento de suas demandas”, admitiu.
A agência explicava que, desde a edição da Medida Provisória nº 870/2019, movimentos indigenistas alegavam ter havido um “esvaziamento das atribuições da Fundação Nacional do Indio (Funai) no processo de demarcação de territórios”. “Como forma de protesto, promoveram de 17 a 31 jan. 2019 ocupações de sedes de órgãos públicos e bloqueios de rodovias em localidades do País. No período de 25 a 29 mar. 2019, realizaram a “Semana de Mobilização Nacional em Defesa da Saúde Indígena”, em oposição à tentativa do Governo Federal de municipalizar o atendimento à saúde indígena”.
“Houve ocupações de prédios públicos – a exemplo de unidades do Ministério da Saúde – bem como interdições temporárias de vias públicas e rodovias em onze estados”, disse.
“Haja vista que os movimentos sociais indígenas estão articulados e mobilizados, os manifestantes presentes ao 15- ATL tendem a defender de forma enérgica suas reivindicações junto às autoridades constituídas, o que eleva a probabilidade de ocorrência, durante a marcha do evento na Esplanada dos Ministérios, de confrontos entre manifestantes e membros dos órgãos de segurança pública, bem como de tentativas de depredação de patrimônio”, alertou.
“Nesse caso, seriam alvos potenciais para ações dos manifestantes as sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde e Advocacia-Geral da União”, previa.
Ministra denuncia tentativa de criminalizar lideranças indígenas Naquele ano, a diretora-executiva da Apib, Sonia Guajajara, alertou: “Estamos assistindo a um genocídio legislativo”.
Procurada nesta semana, a atual ministra afirmou ao ICL Notícias que, embora o monitoramento feito pela ABIN às lideranças indígena não fosse uma novidade, ele se intensificou entre 2019 a 2022, justamente com Bolsonaro no poder.
“Isso se intensificou muito para monitorar ações, protestos, manifestos e até nos acusar de lesa pátria”, disse a ministra.
Ao ficar sabendo do conteúdo dos relatórios publicados pelo ICL, a ministra ainda destacou como um dos resultados a “tentativa de criminalização individual de lideranças, incluindo eu mesma que estava à frente da APIB”. “Sempre achei inaceitável”, completou.
Ação no exterior: alerta para risco de prejuízo aos exportadores Aquele não seria o único ato de monitoramento da Abin em relação à entidade liderada pela atual ministra dos Povos Indígenas. Em 17 maio de 2019, num outro informe, a agência alertou para o fato de que ambientalistas europeus lançaram um manifesto defendendo regras mais rígidas a serem impostas pela União Europeia às agroexportações brasileiras. “A principal preocupação dos ambientalistas estrangeiros é o desmatamento para o cultivo de soja, criação de gado e exploração de minério de ferro, principalmente no bioma amazônico”, disse.
A questão, porém, é que a iniciativa contava como o apoio da Apib. “Em 26 abr. 2019, foi publicado na Revista Science manifesto assinado por mais de 600 pesquisadores e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que representa cerca de 300 comunidades indígenas brasileiras, defendendo que a União Europeia (UE) não compre bens agrícolas brasileiros que tenham sido produzidos em terras recém-desmatadas”, destacou.
“Exigem ainda a observância do direito de consulta prévia às populações indígenas afetadas por políticas públicas, o qual é garantido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, explicou.
O manifesto recebeu apoio de deputados e candidatos ao Parlamento Europeu, com destaque para o da vice-presidente daquela instituição, Heidi Hautala. Ela fazia parte dos Verdes, grupo político com pauta ambientalista, composto naquele momento por 52 eurodeputados (deputados do Parlamento Europeu) de 18 nacionalidades.
No manifesto, demanda-se à UE que, no acordo comercial com o Brasil, seja exigida a observância de três condições: a) o respeito à Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, b) o refinamento de mecanismos de certificação de origem para rastrear commodities associadas ao desmatamento e a violações dos direitos dos indígenas e c) consulta e consentimento prévio das populações indígenas para definir critérios sociais e ambientais para o comércio de commodities.
“A maior preocupação é o desmatamento para o cultivo de soja, criação de gado e exploração de minério de ferro, principalmente no bioma amazônico. Esses três produtos representaram cerca de 22% do valor exportado pelo Brasil para a UE entre janeiro e abril 2019”, explicou.
Para a Abin, a ofensiva contra as exportações brasileiras poderia ter um impacto negativo. A publicação do manifesto e outras iniciativas teria “o potencial de prejudicar as agroexportações brasileiras”.
Risco de conflito Na agência indígena, a Abin também alertou ao Palácio do Planalto em outro informe sobre o risco de violência no campo. E 4 de abril de 2019, a agência explicava o impacto de uma decisão da a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, dias antes, havia negado mandados de segurança em que produtores rurais da Bahia demandavam a suspensão do processo administrativo de revisão da demarcação da Terra Indígena (TI) de Barra Velha. localizada no extremo sul do estado. “Com a decisão, o colegiado revogou liminares concedidas em 2013 pelo relator anterior das ações, que haviam suspendido o processo de reconhecimento da ampliação da área indígena”, explicou.
Para a agência, a decisão “contribui para o aumento da tensão existente entre a comunidade indígena e os produtores rurais da região, ainda que não tenha havido registro de violência nos últimos anos”.
“Observa-se, no momento, incremento nas iniciativas de articulação por parte de lideranças indígenas e rurais nos planos estadual e federal”, advertiu.
“Do ponto de vista da dinâmica do conflito, a relativa estabilidade observada desde 2013 decorreu, em larga medida, do congelamento do litígio no plano judicial. Com a perspectiva de retomada do processo, desdobramentos judiciais e administrativos subsequentes tendem a impactar significativamente a expectativa dos atores do contencioso, principalmente porque inexiste grupo de trabalho – ou estrutura politico-administrativa intersetorial equivalente – investido de capacidade política para mediar a construção de termos de acordo entre as partes”, completou.
Histórico de espionagem Para a Apib, o monitoramento da agência de inteligência não é uma novidade. Em 2020, noventa organizações da sociedade civil e 72 parlamentares enviaram uma carta à secretária-executiva da Convenção do Clima da ONU, Patricia Espinosa, cobrando providências sobre a presença de agentes da Abin espionando ambientalistas, diplomatas e congressistas na COP25, a conferência do clima de Madri.
A informação sobre a atuação da agência havia sido revelada, naquele ano, pelo jornal O Estado de S.Paulo, que destacou como quatro arapongas foram enviados para a COP para monitorar atividades de ambientalistas, em especial o chamado Brazil Climate Action Hub, organizado por ONGs brasileiras. Questionado, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, ao qual a Abin era subordinada, admitiu que mandou os agentes para espionar “maus brasileiros”.
Na carta enviada pela Apib e por dezenas de outras instituições em 29 de outubro de 2020, as lideranças afirmam terem ficado “indignadas ao descobrir por meio da imprensa que o governo do Brasil designou quatro agentes secretos para monitorar tanto as atividades da sociedade civil, quanto os próprios delegados do Brasil, durante a COP25 em Madri”.
“A decisão de uma Estado de espionar os delegados por qualquer motivo é extremamente preocupante. Viola a segurança dos delegados dentro das instalações da ONU, causando enorme constrangimento. Compromete a privacidade, o pensamento e o discurso da liberdade, e a imunidade consagrada na própria Carta das Nações Unidas”, alertaram.
Como foram obtidos os documentos O acesso aos documentos da Abin ocorreu depois de seis anos de batalha por parte da Fiquem Sabendo e é considerado como um divisor de águas para a transparência no Brasil.
A ação segue tramitando para garantir que todos os documentos sejam entregues, sem tarjas e n íntegra, como é o caso ainda de vários informes.
Documentos classificados são informações públicas que, por motivos de segurança da sociedade ou do Estado, são temporariamente mantidas em sigilo. Os documentos obtidos já foram desclassificados e, portanto, estão fora do prazo de sigilo. De fato, entre 2014 e 2020, mais de 400 mil documentos federais perderam o sigilo.
Mas o acesso nem sempre está garantido. Assim, o projeto Sem Sigilo começou em 2019, quando a entidade convocou voluntários para pedir documentos cujo prazo de sigilo expirou. A iniciativa coletou milhares de páginas de dezenas de órgãos, mas enfrentaram resistência de entidades como Abin, GSI, Ministério da Defesa, Forças Armadas, Polícia Federal e Itamaraty.
Em 2020, eles ajuizaram uma ação contra a Abin. A ideia era enfrentar o órgão mais resistente à transparência pública porque apostavam que, se ganhassem, outros cairiam por gravidade.
Em 2021, o MPF acolheu parcialmente os argumentos e sugeriu que a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso, analisasse os documentos. Corretamente, o Congresso se recusou, afirmando não ser sua competência.
Em 2023, a ação sofreu uma derrota em primeira instância. A Justiça aceitou o argumento da União de que a Abin poderia decidir sozinha o que divulgar ou não — mesmo contrariando o texto da LAI.
*Jamil Chade/ICL
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