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Farra da viagem presidencial ao oriente médio teve custo de R$ 3,6 milhões

O “giro comercial” do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Oriente Médio custou mais de R$ 3,6 milhões aos cofres públicos brasileiros. A viagem ocorreu entre os dias 12 e 18 de novembro deste ano. Os números foram fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores ao Metrópoles, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O chefe do Executivo federal visitou três nações: Emirados Árabes, Bahrein e Catar. De acordo com o Itamaraty, o objetivo da viagem foi fortalecer as relações do Brasil com países da região do Golfo Pérsico, grandes produtores de petróleo que possuem fundos soberanos de investimentos (relembre a viagem mais abaixo).

Do montante gasto, R$ 1,9 milhão foi destinado às diárias para alimentação e hospedagem e outros R$ 373 mil em passagens para bancar a ida do presidente ao continente asiático, de seguranças do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), de assessores pessoais de Bolsonaro, além da comitiva de ministros e uma equipe de suporte, como intérpretes e auxiliares locais.

Segundo o Itamaraty, 28 pessoas integraram a comitiva presidencial, sendo 18 ligados à Presidência, como ministros, secretários e assessores pessoais de Bolsonaro, e 10 ao Itamaraty. Os gastos da comitiva com diárias somaram R$ 268,3 mil. Já as despesas com passagens foram de R$ 155,2 mil.

Outras 24 pessoas viajaram em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e somaram R$ 280,1 mil em diárias com alimentação e hospedagem.

Outros gastos com viagens

Em termos de comparação, durante um ano de pandemia (março de 2020 e março de 2021), o Planalto desembolsou R$ 18,5 milhões em viagens de Bolsonaro com cartão corporativo. Ou seja, a visita comercial e diplomática ao Oriente Médio representou 19,4% dos gastos com traslados em um ano.

Já em 2019, primeiro ano da atual gestão, a Presidência da República gastou R$ 8 milhões, de acordo com dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo via LAI. Foram pagamentos de passagens aéreas, hospedagem, transporte e alimentação. São viagens pagas em iniciativas oficiais do Planalto, representado por servidores, outras autoridades ou o próprio Bolsonaro.

Naquele ano, o presidente também fez uma visita que incluiu Japão, China, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita. Foram 19 dias com uma despesa total de R$ 1 milhão.
Emirados Árabes

Bolsonaro desembarcou em Dubai, capital de Abu Dhabi, em 13 de novembro, e ficou na região até a manhã do dia 16 do mesmo mês.

Além dos gastos com diárias e passagens, o governo brasileiro desembolsou R$ 1,1 milhão na região. As despesas estão distribuídas da seguinte forma:

R$ 879,9 mil em aluguéis de carros;
R$ 242,5 mil em salas de escritórios para a equipe de apoio presidencial que prepara eventos;
R$ 15,6 mil na contratação de intérpretes;
R$ 6,8 mil para a compra de material de escritório; e
R$ 2,7 mil na compra de uma trituradora.

Durante agenda nos Emirados Árabes, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com autoridades locais e participou da Expo 2020, exposição mundial realizada periodicamente há mais de um século. Cada edição ocorre numa cidade diferente.

O chefe do Executivo federal ainda participou de uma feira de aviação e de um fórum de investimentos. Nesse último, diante de empresários e autoridades árabes, distorceu dados sobre a Amazônia e disse que a floresta não pega fogo, pois é úmida.

Bahrein

No segundo destino da viagem presidencial, o chefe do Executivo brasileiro ficou em Manama, capital do Bahrein, apenas por um dia. Além dos custos com passagens aéreas e hospedagens, foram gastos R$ 115,5 mil, distribuídos conforme abaixo:

R$ 3,7 mil para materiais para escritório;
R$ 43,9 mil para aluguel de salas de apoio;
R$ 68 mil para o aluguel de veículos; e
R$ 80,1 mil para o pagamento de diárias de auxiliares locais.

Além de se reunir com autoridades locais, Bolsonaro inaugurou a embaixada do Brasil no Bahrein.

Catar

Em Doha, capital do Catar, o presidente fechou o giro comercial da viagem. Chegou à região em 17 de novembro e retornou ao Brasil na manhã do dia seguinte.

Durante a estadia, também foram desembolsados R$ 54,2 mil com as seguintes despesas:

R$ 1,7 mil com material para escritório;
R$ 1,5 mil no aluguel de uma trituradora; e
R$ 51,1 mil com serviços de interpretação.

Na capital Manama, o presidente se encontrou com autoridades do Catar. Participou de uma motociata e ainda visitou o estádio Lusail. O Catar vai sediar a Copa do Mundo de 2022.

“Dez, 15 motociclistas. Eu agradeço ao sheik pela gentileza. Ele descobriu que eu gosto de andar de moto”, disse o presidente.

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Anvisa relata novas ameaças e pede à PGR proteção da PF para diretores

Intimidações cresceram nas últimas 24 horas, após a agência aprovar a vacinação de crianças.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado afirmando que nos últimos dias, novas ameaças e intimidações foram realizadas contra o corpo técnico do órgão via mídias sociais. Os alvos teriam sido tanto diretores como servidores do órgão.

Em ofício enviado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a Anvisa relata que as publicações com ameaças e ofensas nas redes sociais se intensificaram no sábado (18), devido à decisão, na última sexta-feira (17), de aprovar a aplicação da vacina contra a covid-19 da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos de idade.

O órgão informa que foram expedidos ofícios reiterando pedidos de proteção policial aos funcionários e dirigentes. As solicitações já haviam sido feitas no início de novembro, quando membros da agência começaram a sofrer intimidações.

Com isso, a entidade pediu que a situação seja investigada não só pela PGR, mas também pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno; pelo ministro da Justiça, Anderson Torres; pelo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino; e pela Superintendência Regional da PF no Distrito Federal.

Leia a íntegra da nota divulgada pela Anvisa:

A Anvisa informa que, em face das ameaças de violência recebidas e intensificadas de forma crescente nas últimas 24 horas, foram expedidos ofícios reiterando os pedidos de proteção policial aos membros da Agência. Tais solicitações já haviam sido feitas no último mês de novembro quando a Agência recebeu as primeiras ameaças.

O crescimento das ameaças faz com que novas investigações sejam necessárias para identificar os A Agência está dando ciência dessas atividades criminosas as seguintes autoridades:

Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional).

Ministro da Justiça

Procurador-Geral da República

Diretor- Geral da Polícia Federal

Superintendente Regional da Polícia Federal no Distrito Federal

Mesmo diante de eventual e futuro acolhimento dos pleitos, a Agência manifesta grande preocupação em relação à segurança do seu corpo funcional, tendo em vista o grande número de servidores da Anvisa espalhados por todo o Brasil.

Não é possível afastar neste momento que tais servidores sejam alvo de ações covardes e criminosas.

A Anvisa não publicará os anexos que materializam as ameaças recebidas para não expor os dados pessoais dos envolvidos, no entanto, todas as informações foram encaminhadas às autoridades responsáveis.

A Anvisa segue em sua missão de proteger a saúde do cidadão.

*Com informações de O Tempo

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Janio de Freitas: Pesquisas Datafolha e Ipec são bombas para a disputa da Presidência em 2022

Não é simples aceitar que metade do empresariado veste-se mentalmente de papagaio.

Difícil saber se mais impressionantes foram as pesquisas Ipec e Datafolha, duas bombas com intervalo de 48 horas, ou as explosões de excitação que disseminaram entre a euforia e o aturdimento, o alívio e o susto. Dos próprios pré-canditatos não pôde sair recepção diferente, com certeza. O que faz esperáveis, para breve, modificações em várias campanhas e, daí, na configuração da disputa de Bolsonaro para baixo.

Os dados mais eloquentes das pesquisas cabem ao ex-presidente Lula e os mais críticos são de Moro, em inversão da adversidade que o perseguidor impôs ao perseguido no frente-a-frente anterior. O dado mais forte, igual nas duas pesquisas, está nas citações espontâneas, em que o eleitor menciona o preferido sem consultar a lista oferecida. Moro tem aí a preferência de não mais do que 2%. Situação pouco observada e, no entanto, acachapante para alguém tão conhecido (por 88%, no Datafolha) e celebrado pela imprensa e a TV.

Se também nos seus domínios ideológicos, os estados do Sul, o melhor índice de Moro foi o de 13% gaúchos, nisso Doria encontrou esperanças e Bolsonaro achou mais uma ilusão. As duas pesquisas pulverizaram a convicção generalizada de que o Sul seria absoluto pró-Moro. Ainda poderá ser, mas à custa de empenhos que outros também poderão fazer, Doria em particular.

A compaixão pelo país permite arriscar que, entre os 47% de empresários da ultradireita, não faltem abalados pelas pesquisas. Não é simples aceitar que metade do empresariado veste-se mentalmente de papagaio como Luciano Hang. É o sectarismo incapaz até da memória, ou da honestidade, de reconhecer os ganhos de todo o empresariado com a melhoria da vida em geral no governo Lula, razão dos extraordinários 82% de aprovação ao fim do mandato.

A própria queda de Bolsonaro lhe acarretará mais queda ou, ao menos, ainda maior dificuldade de recuperação estável. Os bilhões do “auxílio” e outros bilhões podem lhe dar ganhos transitórios, a evaporarem na economia de Paulo Guedes. Como toda decepção tem seu custo, e a causada por Moro foi grande, as pesquisas lhe trouxeram problema duplo. Um, é obter programa e discurso que atraiam atenção, em vez de repetições tediosas. O outro é subir com rapidez, antes que, desacreditado, seu potencial se desloque. Doria espera, nos arranjos da campanha que promete barulho.

Não só por precipitação é incabível a ideia, originária do meio acadêmico, de que a eleição presidencial “é um plebiscito entre Bolsonaro e Lula”. Esse confronto já está resolvido, em todos os planos. De tudo, neste momento de preliminares e não de conclusões, ficam a atenção lúcida do povão sobre Bolsonaro e mais uma demonstração da vitalidade política de Lula, em seu quarto reerguimento depois de alvejado por cercos destinados a eliminá-lo.

Foi de seis horas o tempo decorrido da entrevista de Ciro Gomes a Roberto D’Ávila, forte e farta, até a entrada da Polícia Federal na casa do pré-candidato. E de oito anos o intervalo do episódio alegado pela PF até a busca na casa.

Ciro Gomes e sua longa reputação de probidade estão submetidos a uma situação em que tudo está fora dos padrões. Ainda mais por se tratar de pré-candidato à Presidência, a conduta da PF foi agressiva também com a opinião pública, faltando-lhe com a explicação necessária. Ou não podia dá-la, o que é pior e provável.

À parte a razão alegada pela PF e pelo juiz Danilo de Almeida, foi o primeiro ato de anormalidade (também) eleitoral.

*Publicado na Folha

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Congresso tira verba de seguro-desemprego e direciona para o exército

Verba liberada em votação relâmpago permite a aquisição de novos helicópteros pelo Ministério da Defesa ainda neste ano.

Em uma votação relâmpago na noite desta sexta-feira, 17, o Congresso Nacional aprovou uma série de projetos que liberam recursos adicionais para o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda em 2021. Um deles aumenta as verbas do Ministério da Defesa para projetos na região Norte, compra de helicópteros e gastos nas Forças Armadas retirando recursos do seguro-desemprego e da assistência social.

A realocação dos recursos foi solicitada pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e teve aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, que enviou um ofício ao Congresso sugerindo a mudança. Inicialmente, o projeto (PLN 40/2021) prevê recurso adicional de R$ 889,6 milhões para diversos ministérios reforçarem programações neste ano. Esse tipo de proposta é comum quando o governo quer aumentar os recursos de uma área após considerar que a verba estava insuficiente. Mas, para isso, precisa cancelar programações de outro lugar.

Após um pedido de Braga Netto avalizado por Guedes, o Congresso aprovou uma verba adicional de R$ 342,9 milhões no Ministério da Defesa, dos quais R$ 328 milhões serão gastos para implementação de infraestrutura nos municípios da Região do Calha Norte, R$ 3 milhões para compra de helicópteros para as Forças Armadas e R$ 11,9 milhões para administração das unidades vinculadas à Aeronáutica e ao Exército. No total, o recurso adicional para o Executivo, somando outras áreas, somou R$ 1,2 bilhão.

anca o pagamento de seguro-desemprego, R$ 40 milhões do Ministério das Comunicações, R$ 60 milhões do Fundo Nacional de Assistência Social, vinculado ao Ministério da Cidadania, e R$ 10 milhões do Ministério da Infraestrutura que seriam investigados em educação do trânsito. Ao enviar o ofício, o Ministério da Economia justificou que esses órgãos não sofrerão prejuízos na execução dos recursos, “uma vez que os remanejamentos foram decididos com base em projeções de suas possibilidades de dispêndio até o final do exercício”.

A sessão do Congresso chegou a ser suspensa após a análise de vetos presidenciais. Nos bastidores, parlamentares e integrantes do governo negociaram novas mudanças para atender demandas de recursos no fim do ano, a cinco dias do encerramento do ano legislativo. A votação ocorreu na Câmara e no Senado, em etapas distintas.

De última hora, após as benesses aos militares, o relator do projeto, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), aliado do presidente Jair Bolsonaro, apresentou um novo relatório tirando com mais R$ 95 milhões do Ministério da Economia para aumentar as verbas dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Regional. O destino final das despesas dependerá das pastas, que ainda podem negociar com os congressistas para onde vai o dinheiro. A nova versão do parecer foi aprovada sem leitura no plenário.

*Com informações do Terra

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Em off, centrão desiste de Bolsonaro

Sem anunciar, o centrão jogou a toalha, Bolsonaro não terá o apoio de muitos dos parlamentares do centrão nas próximas eleições.

Essa decisão não foi anunciada, mas não se fala de outra coisa em Brasília. As relações formais seguirão como estão, mas na prática, Bolsonaro não está mais nos planos do centrão.

O tom de ironia e crítica tomou conta do universo que dá sustentação a Bolsonaro e mantém, segundo fontes, a fidelidade, porém, sem investir organicamente em sua reeleição.

As trapalhadas de Bolsonaro somadas ao fraco desempenho nas pesquisas, derrubou por completo o ânimo da maioria dos parlamentares do centrão em seguir viagem com um governante que, pela avaliação dos centristas, é o pior governo depois da redemocratização no Brasil.

Essa notícia chega da grande mídia de forma ainda tímida para que não seja associada a um fortalecimento ainda maior de Lula. Mas Bolsonaro já está condenado a sofrer uma traição política irreversível, o que mataria de vez a tentativa de reeleição.

Tudo indica que o centrão não vai anunciar o desembarque, mas também não vai anunciar apoio ao mandatário.

As pesquisas do Ipec e Datafolha que mostram o avanço de Lula e a queda acentuada de Bolsonaro, foram a gota d’água, o que para o centrão ficou líquido e certo é que a posição em que Bolsonaro se encontra depois que despencou a sua aprovação e ampliou enormemente a desaprovação ao seu governo, é que as portas de sua reeleição estão tecnicamente fechadas.

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Vídeos: Se depender do público do Tik Tok, Lula será eleito com 100% dos votos

Segundo a consultoria alemã Statista, o Brasil é o segundo país que mais usa o Tik Tok no mundo, ficando atrás apenas da China, país de origem da empresa que controla o aplicativo.

O sucesso do Tik Tok é tão grande na China e no Brasil que os chamados influenciadores acumulam milhões de seguidores, e é justamente aí que a campanha de Lula feita espontaneamente por populares ganha um alcance absolutamente estupendo e não para de crescer, impulsionando o alcance a cada dia.

Na internet, é certamente a campanha mais contagiante e transmissível

@byankanicoliarlequina

Meu presidente é Lula ❤️

♬ som original – Byankaoriginal

@ivanvieiraoficial

@prioligabriela analisando o presidente Lula #lula #esquerda #ivanvieira1 #viral #fyp #fy #fy #forabolsonaro

♬ som original – Ivan Vieira

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@erika_allmeidaa

#foryou #lulapresidente2023 #presidente #lulapresidente

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@danielacorreiabastos

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@charleskindley

#lula #lulapresidente2023 #lulapresidente #lula2022 #pravocebr #fypシ #fy #fyp#gado #felipenetotiktok #eleicoes2022

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@dcflila2

#lulapresidente2023 #PT #nordestecomlula #forabozo #viral #lula2022

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@gleycemayamaya

#lulapresidente2023

♬ som original – Gleyce Maya Maya

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Segundo Datafolha, empresários, impregnados de sentimento escravocrata, dão a maior margem de aprovação a Bolsonaro, 50%.

O Brasil vive hoje o que pode ser classificado como bandalha econômica, sem o menor medo de exagerar no termo.

Há uma espécie de convulsão mental no meio empresarial em sua totalidade que faz, por exemplo, uma mesma mercadoria ter preços que variam até em 500% entre concorrentes.

Isso nada tem a ver com a pandemia ou algo do gênero, mas sim com o tipo de pensamento comercial característico de uma esquizofrenia econômica a partir justamente de uma mentalidade escravocrata que o Brasil herdou como civilização e que Bolsonaro fez questão de lustrar. Uma economia quebrada em que o crédito bancário chega a custar mais de 600% ao ano, em que a fuga dos investidores internacionais é latente e que o Brasil foi jogado de um penhasco que nos tirou do grupo das 10 maiores economias globais para nos colocar na 14ª posição, indicando que até a saída de Bolsonaro em 2022, a queda promete ser ainda maior.

Por isso não foi para o espanto de ninguém aquele aplauso que Bolsonaro recebeu do grande empresariado paulista, na Fiesp, quando disse que cometeu um crime contra funcionários do IPHAN, que o Ministério Público já está investigando, pela confissão do próprio Bolsonaro que, para servir a um empresário amigo, deu ordens para demitir funcionários do órgão que, na conta de Bolsonaro, prejudicaram o maior importador de muamba da China no Brasil, o Véio da Havan, aquele que se veste de verde e amarelo, mas que está sempre de costas para o Brasil, para a indústria nacional, para o empresariado brasileiro.

Isso justifica esse nonsense revelado pelo Datafolha na última pesquisa de que o grupo que mais aprova o genocida, seguido  dos evangélicos, são os empresários, o que acaba dando no mesmo, porque todos sabem que o que induz muitos evangélicos a apoiarem Bolsonaro são justamente os empresários da fé, os mercadores, os vendilhões do cristianismo charlatão liderados por figuras como Malafaia, e daí para pior.

O fato é que o que se dizia antes sobre o instinto animal do empresariado, num autoelogio a um suposto espírito empreendedor e olhos de águia para enxergar um bom negócio, mostra que, na verdade, é um pessoal medíocre que tem o provincianismo tatuado na alma com duas lógicas proporcionais aos próprios neurônios, comprar o mais barato possível, incluindo aí a mão de obra do trabalhador brasileiro, e vender o mais caro possível para obter maior margem de lucro.

Portanto, não esperem desse segmento da sociedade que se mostra a parte mais apodrecida da nação pela burrice e ganância desenfreada, qualquer grandeza social, política, cultural e muito menos empresarial. Eles são negociantes que se afinam muito mais com o conceito de agiotagem do que com qualquer pensamento empreendedor que arrota pelas vias de institutos corporativos que são patrocinados pelos próprios trotões.

Certamente a frase, “o melhor do Brasil é o brasileiro”, pode ser completada com “o pior do Brasil é o empresariado brasileiro”, salvo algumas poucas e honrosas exceções.

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Lula faz PT voltar ao seu melhor desempenho entre os mais pobres, mostra Datafolha

Fatia com renda até 2 salários mínimos concentra metade dos eleitores brasileiros.

A mais nova pesquisa Datafolha mostra que a candidatura do ex-presidente Lula faz com que o Partido dos Trabalhadores volte a ter o seu melhor desempenho eleitoral entre a população com menor renda no Brasil.

Ao todo, de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira 17, o petista garante 56% das intenções de voto entre os eleitores mais pobres. O volume é levemente maior do que em 2006, quando alcançou, na véspera do primeiro turno, 55% de apoio de quem ganha até dois salários mínimos.

No mesmo segmento, Jair Bolsonaro (PL) amarga apenas 16% das intenções de voto. Essa fatia da população, que concentra metade dos eleitores brasileiros, rejeita o atual presidente por atribuir a ele a maior parcela de culpa pela crise econômica brasileira.

A inflação registrada no acumulado dos últimos 12 meses passa dos dois dígitos e chega a 10,27%. Os mais pobres são os mais afetados pela alta nos preços, em especial nos alimentos e na gasolina, dois dos ‘vilões’ do atual momento brasileiro.

Para efeitos de comparação, quando Fernando Haddad (PT) concorreu ao cargo em 2018, o PT tinha apenas 29% do eleitorado mais pobre a seu favor. O ex-capitão somava 25% das intenções de voto no grupo.

Ainda segundo o Datafolha, Lula também recuperou o terreno perdido entre o eleitorado de classe média: 42% daqueles que recebem entre 2 e 5 salários mínimos dizem que irão votar no ex-presidente em 2022.

Bolsonaro tem apenas 28% nesta parcela que lhe rendeu ampla vantagem contra Haddad em 2018.

O instituto ouviu presencialmente 3.666 pessoas em 191 cidades entre 13 e 16 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

*Com informações da Carta Capital

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MPF no RJ pede afastamento de presidenta do Iphan após Bolsonaro confessar interferência em favor da Havan

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, pediu à Justiça o afastamento imediato – em caráter liminar – da presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Larissa Rodrigues Peixoto Dutra, informa Carta Capital.

A solicitação do MPF-RJ ocorre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro afirmar ter demitido funcionários do Iphan após o órgão interditar uma obra da Havan, empresa que pertence ao bolsonarista Luciano Hang.

“Tomei conhecimento de que uma pessoa conhecida, o Luciano Hang, estava fazendo mais uma obra e apareceu um pedaço de azulejo nas escavações. Chegou o Iphan e interditou a obra”, relatou o ex-capitão em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. “Liguei para o ministro da pasta e ‘que trem é esse’? Porque não sou inteligente como meus ministros. O que é Iphan? Explicaram para mim, tomei conhecimento, ripei todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá.”

Segundo o MPF, não há dúvida razoável sobre o desvio de finalidade na nomeação e na posse da atual presidenta do Iphan.

“No caso em julgamento, sequer buscaram os agentes do ato ocultar a verdadeira motivação na nomeação e posse da ré Larissa Rodrigues Peixoto Dutra, qual seja, a de ‘não dar mais dor de cabeça’ para o Presidente da República e seu círculo de ‘pessoas conhecidas'”, avalia o órgão.

O caso tramitará na 28ª Vara Cível da Seção Judiciária do Rio de Janeiro.

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O inferno astral de Bretas, o último BolsoMoro

Antes mesmo dos bolsonaristas e moristas virarem peça de museu, que já está em acelerado processo de se transformação em relíquias inúteis, Bretas é o que sobrou do bolsomorismo e, como tal, carrega duas pesadas cruzes, a de ser o Moro carioca e, ao mesmo tempo, bolsonarista, com direito a fazer parte de eventos evangélicos ao lado de Bolsonaro e Crivella.

Por conta de tudo isso, junto e misturado, o padrinho político de Witzel, começa a arrastar uma bola de ferro amarrada ao pé que carrega todo o mal desse país, toda a desmoralização institucional de que se tem notícia na história da República.

Para quem já dividiu um saco de pipocas com Moro no cinema assistindo a uma peça publicitária esdrúxula da Lava Jato e chegou a ensaiar uma dancinha com Bolsonaro num palanque de Crivella em evento evangélico posando de marombeiro tardio e empunhando metralhadora como os componentes do clã, Bretas virou a bola da vez e vê seu chão desaparecer com uma tempestade de anulação de suas sentenças na Lava Jato, consideradas totalmente ilegais e imorais pelos tribunais superiores.

O nome disso é ressaca, mas pode chamar de refluxo azedo, sobretudo para quem carregou uma ambição política que virou um fardo. O que era mão, virou contramão. O que parecia prestígio, agora é considerado indecência dentro do próprio sistema de justiça do Brasil.

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