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Nova proposta da reforma eleitoral sugere fim do segundo turno na disputa à Presidência

Segundo a proposta, o eleitor votaria em cinco candidatos, em ordem de preferência entre os nomes selecionados.

A proposta apresentada na noite desta quarta-feira para a reforma eleitoral prevê um mecanismo que acabaria com o segundo turno na disputa à Presidência da República. Segundo o texto, da relatora Renata Abreu (PODE-SP), o eleitor votaria em cinco candidatos, em ordem de preferência entre os nomes selecionados. Se nenhum deles alcançar a maioria absoluta na contagem das primeiras escolhas dos votos, as outras opções serão determinantes para o resultado final. As mudanças apresentadas causaram uma divisão e acirramento dos ânimos entre os parlamentares.

Sem consenso sobre inúmeros trechos — entre os quais a adoção do distritão para 2022 — a comissão especial encerrou a sessão na madrugada desta quinta-feira com a retirada de pauta. A proposta apresentada por Renata Abreu também inclui incentivo para repasses do fundo partidário para mulheres e negros. Os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas entre 2022 e 2030 serão contados em dobro, para efeito do cálculo da verba.

A proposta também altera em um ponto a cláusula de barreira. Aprovada em 2017, esse instrumento evita que partidos com pouca representatividade na Câmara possam ter acesso aos cobiçados recursos do fundo partidário. De acordo com o texto, os senadores também são incluídos para o atingimento da cláusula.

Qualquer alteração da Constituição, se aprovada pelo colegiado, ainda precisará passar pelo plenário da Casa e, depois, ser referendada pelo Senado. Para valer já no ano que vem, as mudanças têm de ser promulgadas antes de outubro próximo — um ano antes da eleição.

No distritão, seriam eleitos os deputados mais votados nos estados, sem considerar os votos totais conquistados por cada partido, o que enfraquece as siglas. A adoção do modelo dividiu forças do Centrão e da oposição nas últimas semanas.

De um lado, contrários à proposta, estão deputados de oposição, como PT, PDT; e de centro, como MDB e PSD. Eles avaliam que o distritão enfraquecerá os partidos. No extremo oposto do debate, parlamentares de siglas como PSB, PP e DEM acham que o modelo é uma boa escolha.

Numa tentativa de chegar a um consenso na sessão da noite desta quarta-feira, a deputada Abreu chegou a apresentar uma nova proposta que buscava amenizar a perda de relevância dos partidos. Nessa nova versão do sistema, haveria uma cláusula de “habilitação”. Esse mecanismo exige um quociente mínimo de votos para que o partido possa ter acesso às cadeiras no Poder Legislativo. A condição será alcançar “25% do quociente eleitoral da eleição” nos estados. O valor do quociente é calculado dividindo-se o número de votos válidos dos partidos pela quantidade de vagas disponíveis.

*Com informações de O Globo

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STJ concede liberdade a Paulo Galo, líder dos entregadores de aplicativos

Paulo Galo estava preso por envolvimento no incêndio da estátua de Borba Gato.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deferiu o habeas corpus e libertou nesta quinta-feira (5) o líder dos entregadores de aplicativos, Paulo Galo, preso por envolvimento no incêndio da estátua de Borba Gato.

A informação foi convidada na página oficial de Paulo Galo no Twitter.

Paulo Roberto da Silva Lima, que ficou conhecido como Paulo Galo em seu ativismo junto aos entregadores de aplicativos, foi preso provisoriamente no dia 28 de julho após se apresentar ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro, em São Paulo. A companheira de Galo, Gessica, também foi presa no mesmo dia por envolvimento no ato. Ambos têm uma filha de três anos.

Galo se apresentou espontaneamente, após um mandado ser expedido em endereço errado de sua residência.

*Com informações da Forum

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O teatro de Barroso em “defesa da democracia”

Principal avalista da Lava Jato no STF, que foi peça central em dois golpes seguidos na democracia brasileira, o primeiro em Dilma e, o segundo, em Lula, Luis Roberto Barroso, que na essência, é uma ave de rapina, posa com asas de ganso defendendo a paz social através do respeito às regras em favor da democracia e da constituição.

Que coisa mais tocante! Para quem, dias atrás, queria a manutenção de Lula de na cadeia e votou contra a suspeição do maior e mais descarado antidemocrata, Sergio Moro, fica fácil agora posar de defensor das liberdades ao melhor estilo de um modelo cívico.

Até hoje, Barroso faz de conta que, pelo fato de ter sido denunciada por um hacker que expôs toda a podridão da Lava Jato, a denúncia não tem validade, mesmo os criminosos de Curitiba jamais rebatendo o conteúdo da vaza jato, revelado pelo Intercept.

Então, ele se pega na legalidade da informação para fazer disso cavalo de batalha em defesa de Moro, Dallagnol e o restante do bando de Curitiba.

Talvez por isso mesmo esteja tão empoderado para ajudar no reboque de um asno como Bolsonaro que não tem qualquer chance de vencer a eleição de 2022. Por isso, a elite quer agora cancelar o CPF eleitoral de Bolsonaro e apostar em qualquer coisa da terceira via.

Ora, Bolsonaro só está na presidência, porque Moro, defendido a ferro e fogo por Barroso, fechou com ele um acordo espúrio para ser ministro, entregar na bandeja a cabeça de Lula, o que foi feito.

Mas isso não foi o bastante para Barroso classificar a Lava Jato como um ataque à democracia e à constituição. Ele acha que esquecemos que é de sua relatoria a negativa do TSE em 2018 à manifestação da ONU para que mantivesse o nome de Lula nas urnas até que fosse efetivada a condenação dele na última instância, caso fossem provados os crimes dos quais foi acusado.

Agora, ver Barroso posando de legalista com discurso de defensor dos direitos da população atacados por Bolsonaro é, no mínimo, uma piada de mau gosto, quando, na verdade, sempre tratou o povo brasileiro como algo residual, mergulhando de cabeça na espetacularização lavajatista contra a democracia.

Por isso, não dá para esperar nada de Barroso. E se agora ele se expressa, diga-se de passagem, de forma provisória, em defesa da democracia, podem ter certeza que não é esta em si, mas a democracia de mercado, mercado que, agora, quer ver Bolsonaro pelas costas, porque não tem qualquer chance de enfrentar Lula em 2022.

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Como escrito nas estrelas, vendo que Bolsonaro não tem chance de enfrentar Lula, elite o abandona

Como falamos aqui na live de ontem, aos olhos da elite econômica, Bolsonaro é  carta fora do baralho.

Hoje, essa mesma oligarquia, de forma oficial, corta relações com Bolsonaro através de um manifesto que defende a democracia e as eleições de 2022, avisando que ele não terá apoio para qualquer aventura golpista.

O fato é que a elite quer a manutenção do projeto neoliberal, afinal foi para isso que ela deu o golpe em Dilma e mandou prender Lula para tirá-lo da disputa de 2018.

Vendo que Bolsonaro não tem a menor chance de enfrentar Lula que, vencendo, porá fim no projeto de espoliação do trabalhador, da própria sociedade em favor do 1% mais rico do país, sobrando ao povo restos de comida ou ossos, os super ricos romperam com Bolsonaro e vão apostar em algum azarão da terceira via, possivelmente Dória. Não foi por acaso que dias atrás, Fernando Henrique, o paraninfo da oligarquia brasileira, anunciou seu voto a ele.

O fato é que, se os donos da terra ainda não têm um candidato com potencial para enfrentar Lula, de uma coisa eles têm certeza, Bolsonaro é que não terá mesmo qualquer chance, daí o rompimento com ele.

Como se vê, a burguesia brasileira é bem pragmática, mas que fique claro, a instrução superior não é garantia de que um candidato da terceira via apoiado pelos endinheirados terá força para alcançar Lula em 2022.

Segundo O Globo, O texto diz que o “Brasil terá eleições e os seus resultados serão respeitados”. Afirma também que a “sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias”. Assinam o documento, entre outros, os empresários Luiza Trajano (Magazine Luiza), Guilherme Leal (Natura) e Roberto Setúbal (Itaú); os economistas Armínio Fraga, Pérsio Arida e André Lara Resende; os líderes religiosos Dom Odilo Sherer (cardeal arcebispo de São Paulo) e Monja Coen; os médicos Raul Cutait, Drauzio Varella e Margareth Dalcomo; os ex-ministros José Carlos Dias, Pedro Malan, Paulo Vanuchi e Nelson Jobim; e os professores universitários Luiz Felipe de Alencastro e Candidato Mendes de Almeida.

“Apesar do momento difícil, acreditamos no Brasil. Nossos mais de 200 milhões de habitantes têm sonhos, aspirações e capacidades para transformar nossa sociedade e construir um futuro mais próspero e justo. Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática”, afirma o manifesto.

O texto ainda ressalta que “o princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos”. “A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico”, afirma.

Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV-Direito São Paulo e um dos idealizadores do manifesto, diz que o documento é uma resposta após a fala de Bolsonaro na segunda-feira em que o presidente atacou o presidente do TSE e o acusou de prestar um desserviço ao país. Por meio de grupos de diálogo já existentes, os signatários decidiram pela elaboração do manifesto.

— Queremos mostrar que a sociedade não considera normal o presidente atacar instituições que estão exercendo a sua função. É importante que os mais diferente setores estejam unidos na confiança na Justiça e no processo eleitoral.

Sundfeld destaca que o signatários possuem diferentes visões políticas e são oriundos das mais diversas atividades profissionais. O grupo, segundo ele, reconhece um risco para a democracia e está disposto a defendê-la.

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Moraes manda ministro da Justiça prestar depoimento à PF em investigação contra Bolsonaro

Ministro do STF definiu as primeiras diligências da nova frente do inquérito das fake news que mira o presidente da República.

Ao determinar a inclusão do presidente Jair Bolsonaro como investigado no inquérito das fake news, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o ministro da Justiça Anderson Torres preste depoimento à Polícia Federal sobre sua participação na live de Bolsonaro marcada por ataques às urnas eletrônicas e aos ministros da Corte.

Moraes definiu que as primeiras diligências da nova frente do inquérito das fake news serão os depoimentos de todos os participantes da live, na condição de testemunhas dos fatos. O depoimento de Anderson Torres à PF cria uma situação incômoda porque ele é o chefe hierárquico da Polícia Federal. Moraes definiu que a delegada Denisse Ribeiro, que já era responsável pelo inquérito das fake news, realizará essas diligências do caso.

Além de Anderson Torres, serão ouvidos Eduardo Gomes da Silva, coronel reformado do Exército, Jeterson Lordano, Youtuber, Alexandre Ichiro Hasimoto, professor universitário, e Amílcar Brunazo Filho, especialista em segurança de dados. Todos eles foram levados por Bolsonaro à live com o intuito de apresentarem informações sobre supostas falhas e vulnerabilidades das urnas eletrônicas, mas não tinham nenhuma prova sobre o assunto.

O ministro também pediu que os autos sejam enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que, em um prazo de cinco dias, a PGR se manifeste a respeito da investigação. Depois, a investigação será enviada à PF para a realização das diligências.

*As informações são de O Globo

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Alexandre de Moraes guarda forte munição contra o clã Bolsonaro

Uma história que ficará na gaveta ou que sairá dela um dia.

O inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal para investigar a produção de fakes news e o financiamento de manifestações contra a democracia trouxe à luz uma série de subprodutos, e um deles é nitroglicerina pura contra a família Bolsonaro – o pai, presidente da República, e os filhos Flávio, Carlos e Eduardo, os três zeros.

Puxa daqui, puxa dali, aceitas contribuições espontâneas de terceiros, dados cruzados, e de repente viu-se contada a história da construção da fortuna do clã desde que Bolsonaro se elegeu vereador pelo Rio e depois passou a ajudar a eleger os filhos. A história cobre o período de 30 anos – de 1989 até 2019.

Registra passo a passo a evolução patrimonial da família confrontada com a renda obtida por meio do exercício dos mandatos. A conta simplesmente não fecha. Foi renda de menos para aquisições demais. O ministro Alexandre de Moraes, que preside o inquérito, guarda tudo isso em segredo.

Alexandre sucederá o colega Luís Roberto Barroso na presidência do Tribunal Superior Eleitoral. É ele que comandará as eleições do próximo ano.

A conferir.

*Blog do Noblat/Metrópolels

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General Ramos lavando a honra dos militares do governo Bolsonaro

A foto do general Ramos com Roberto Jefferson é autoexplicativa. Depois de tantos escândalos de corrupção envolvendo militares na compra de vacinas dentro do ministério da Saúde, comandado pelo general Pazuello, um dia depois do depoimento do inacreditável reverendo Amilton Gomes, a foto está perfeita.

General Ramos quis mostrar que Roberto Jefferson é a grande reserva moral do governo Bolsonaro e, consequentemente, do ministério da Saúde. Um homem de caráter ilibado, um pai amoroso de ninguém menos que Christiane Brasil e que, além de tudo, posa com arma de grosso calibre, mostrando fidelidade canina à imagem de um cidadão de bem desse país.

Não sei quem teve a ideia de gênio de colocar o general Ramos posando ao lado de Roberto Jefferson, só se sabe que se o propósito era produzir uma tragédia ainda maior na imagem desse governo, numa espécie de marketing às avessas, a dita narrativa que tanto os bolsonaristas gostam de bradar, deu certinho.

Não há ninguém que represente melhor a honestidade e o carisma do que Roberto Jefferson.

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No final das contas, nem Bolsonaro, muito menos Barroso e Fux aceitam a vitória de Lula

Não há ilusões. TSE não passará de palavrório contra Bolsonaro. Muita manchete, muito foguete, muita falação e mais nada.

Contra Bolsonaro, Fux ontem, em seu discurso, mostrou que é um presidente pistola, mas de festim.

O golpismo de Barroso , com seu semipresidencialismo, é tão venal quanto o discurso de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas.

Por isso, é bom colocar a barba de molho, Barroso é ave de rapina com asas de ganso.

A abertura de inquérito do TSE para investigar os ataques de Bolsonaro ao sistema de votação não passará da investigação. Isso não vai frear a insanidade de Bolsonaro e muito menos o TSE tomará qualquer medida objetiva contra ele. O mesmo pode-se dizer do STF, pois, se depender de Fux, a coisa também não vai passar da velha baba de quiabo proferida por ele na reabertura dos trabalhos.

Trocando em miúdos, nem Bolsonaro, muito menos Barroso e Fux aceitam a vitória de Lula e, de forma nenhuma querem vê-lo na cadeira da presidência da República.

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Amanhã, na reabertura dos trabalhos do STF, Fux fará um duro discurso contra Bolsonaro. Será?

Mais importante que o gesto em si, são as circunstâncias que o inspiraram. Como Fux não é dotado de uma coragem cívica maior, o gesto foi precedido de análises consistentes sobre o momento político atual.

Segundo Luis Nassif, ele recebeu a informação de fonte estreitamente ligada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Diz ele que, no discurso de reabertura dos trabalhos do Supremo, Fux deixará de lado o temor reverencial e baterá duro em Bolsonaro.

A decisão foi acelerada por dois episódios. O mais recente, os ataques da deputada Bia Kicis ao Ministro Luís Roberto Barroso. O segundo, a constatação de que Bolsonaro já não dispõe do mesmo poder de dissuasão de antes. Ou seja, estaria tomado da coragem dos que enxergam os inimigos caídos no campo de batalha.

A fonte é privilegiada. Não obteve a informação diretamente de Fux, mas de pessoas próximas a ele.

Estando corretas as informações, pela primeira vez, desde que assumiu a presidência do STF, Fux sentará na cadeira de presidente.

Mais importante que o gesto em si, são as circunstâncias que o inspiraram. Como Fux não é dotado de uma coragem cívica maior, o gesto foi precedido de análises consistentes sobre o momento político atual.

Aguardemos para conferir até onde vai a coragem do presidente do STF.

*Luis Nassif/GGN

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Fora da pandemia não há qualquer diferença entre o projeto de Bolsonaro e o da terceira via

Quando Temer chegou ao poder através de um golpe orquestrado pelo PSDB contra Dilma, a primeira coisa que ele fez foi acabar com o Ministério da Cultura. Naquele momento não se viu ninguém dessa direita ilustrada, tão bem representada pelos tucanos, se posicionar contra.

A PEC do teto de gastos que cortou verbas da saúde e da educação foi praticamente uma imposição tucana como condição para manter o apoio ao governo socialmente nefasto de Temer.

A intervenção militar no Rio de Janeiro, comandada por Braga Neto que, a mando de Bolsonaro, anda ameaçando o Brasil de golpe, que até hoje ninguém sabe por que houve e para que serviu, também teve o apoio da turma que hoje se diz terceira via.

Esses são somente alguns exemplos de uma série de eventos muito maiores que mostra, do ponto de vista concreto, ideologicamente falando, que não há qualquer diferença entre o que se chama de terceira via e o que se chama de extrema direita. A via é a mesma com alguns slogans localizados, sobretudo na forma do combate à pandemia, e só.

Quando a poeira da covid baixar, ninguém saberá identificar, por exemplo, o que diferencia Dória de Bolsonaro. A violência do estado policial dos dois é idêntica. É exatamente isso que muito bem ilustra a imagem em destaque.

Não é sem motivos que há um mesmo senso de um tratado que funde o pensamento que mantém preso Paulo Galo entre tucanos e bolsonaristas pelo mesmíssimo motivo confessado pelo desembargador que manteve sua prisão, “ele, Galo é o líder dos motoboys antifascistas”, que acaba sendo uma das expressões mais fortes da esquerda justamente por combater essa nova forma de escravidão muito bem criticada por Lula.

A terceira via, no final das contas, é formuladora nessas novas relações de trabalho que sugerem que o explorado ganhe o nome pomposo de empreendedor para que não tenha direito a absolutamente nada e, como disse Lula, se seu instrumento de trabalho, seja moto, carro ou bicicleta for roubado, o problema é do empreendedor, ou seja, do entregador que não tem qualquer direito, da mesma forma no caso de um acidente.

Por isso, Paulo Galo, que se destaca na luta contra essa forma de exploração contemporânea, está preso. Isso foi confessado no despacho do desembargador que lhe negou o habeas corpus, o que significa que o bolsonarismo e a chamada terceira via são uma coisa só.

E não tenham dúvidas de que quando essa questão ficar bastante clara depois da pandemia, a tal terceira via vai desaparecer e somar forças significativas com o projeto de desmonte nacional de Bolsonaro e Guedes.

Inclui-se aí a própria mídia industrial.

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