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Juiz suspende pagamentos de empresa investigada por contratar Sergio Moro

Na mira do TCU, Alvarez & Marsal já recebeu R$ 21,2 milhões como administradora judicial da Odebrecht.

O juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu suspender os pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal, administradora judicial do grupo.

O magistrado tomou a decisão depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) passou a investigar a contratação do ex-juiz Sergio Moro para trabalhar na Alvarez & Marsal.

Na visão do Ministério Público junto ao TCU, há um evidente conflito de interesses no fato de Moro ter condenado e ordenado a prisão de acionistas e diretores da Odebrecht, contribuindo para a situação de insolvência da empresa, e agora trabalhar em sua administradora judicial, que disso aufere lucros.

O ex-juiz de Curitiba poderia estar ganhando indiretamente dinheiro do processo de recuperação judicial da construtora depois de ter contribuído para a situação de dificuldade que ela agora atravessa.

O ministro Bruno Dantas, do TCU, considerou a contratação “no mínimo peculiar e constrangedora”. E pediu explicações.

A Alvarez & Marsal já recebeu R$ 21,2 milhões, de julho de 2019 e março deste ano, como administradora judicial da empreiteira.
Estava recebendo, atualmente, R$ 400 mil por mês.

A empresa e Moro já afirmaram que o ex-juiz vai trabalhar na área de compliance da Alvarez & Marsal, sem participação em processos que digam respeito à Odebrecht.

O magistrado da 1ª Vara, no entanto, decidiu suspender os pagamentos por cautela, enquanto o TCU examina a questão.

Os valores serão depositados em uma conta judicial.

Ao determinar a abertura de investigação da contratação de Moro, o ministro Bruno Dantas, do TCU, disse ser necessário afastar a hipótese de o ex-juiz estar sendo remunerado por “informações privilegiadas que possa repassar” sobre processos envolvendo a Odebrecht.

Dantas acatou os argumentos do Ministério Público Federal junto ao TCU que apontaram o eventual conflito de interesses. Segundo o procurador Lucas Rocha Furtado, Moro, em sua atuação na Operação Lava Jato, “pode ter contribuído para a situação de insolvência da empresa”. E agora estaria ganhando dinheiro ao trabalhar em seu processo de recuperação.

*Monica Bergamo/Folha

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com a morte de 3 mil brasileiros por dia, a notícia que corre nas redes é que Bolsonaro passa o dia contando piadas

Entre a avaliação de ótimo e bom de Bolsonaro, o empresariado brasileiro é o que mais se destaca com 55%. Entre ruim e péssimo, o destaque é para pessoas com ensino superior, o que mostra que, além de ganancioso, o empresariado brasileiro é de baixíssimo nível intelectual.

Surpresa? Nenhuma.

O empresariado brasileiro tem como característica a crença em quimera econômica e, por isso apoiou todos os planos “mágicos” que eram verdadeiras maçarocas neoliberais de todos os governos com o mesmo perfil conservador que produziram tragédias econômicas idênticas no Brasil.

Dos governos militares, passando por Sarney, Collor, FHC, depois por Temer e Bolsonaro, todos produziram verdadeiras hecatombes na economia. E se a coisa não foi pior com Temer e Bolsonaro, é por dois motivos, o primeiro é que Lula pagou as dívidas acumuladas com o FMI desde os militares até o governo FHC.

Detalhe, Lula não vendeu uma estatal para fazer isso. A segunda e determinante do que ainda mantém o Brasil sobre suas pernas, é uma confortável poupança de R$ 2 trilhões deixada por Lula e Dilma. Não fosse isso, o Brasil já teria sofrido ataques especulativos como foi com FHC que quebrou o país três vezes em oito anos.

Mas a coisa é muito mais séria do que isso. O que corria antes de boca miúda e, agora, de forma escancarada nas redes, é que o mandatário da nação, simplesmente não trabalha, passa o dia inteiro contando piadas e batendo papo, porque é preguiçoso, indolente e, usando seus próprios termos baixos, é um verdadeiro vagabundo.

Essa notícia vem de dentro do Palácio do Planalto e as fontes são seus próprios assessores.

Por isso, Bolsonaro não sabe nada de economia, de saúde, de vacina, de nada, pois não quer saber e ainda tem raiva de quem sabe e, também por isso, colocou no comando da pasta da economia o maior deixa que eu chuto da história do país, Paulo Guedes, isso mesmo.

Conforme pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira: Cresceu para 56% o número de brasileiros que consideram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incapaz de liderar o país. Esses dados foram divulgados no pior momento da pandemia da Covid-19 no país.

Temer e Bolsonaro, juntos, pegaram o governo com o Brasil como a 6ªmaior economia do planeta e simplesmente fizeram o país cair para a 12ª posição.

Quem seria capaz de um feito desse em tão pouco tempo? Somente quem não trabalha. E quem daria mais apoio a uma ameba dessa? Uma parcela da sociedade, ou seja, o empresariado que é a parte mais inculta que, sem uma calculadora na mão, nem tabuada consegue fazer.

Na verdade, é o pessoal mais fácil de enrolar e, por isso, os empresários foram enrolados por todos os governos de direita que, com seus planos mirabolantes, quebraram o país.

Somente isso explica um nulo que passa o dia todo contando piadas enquanto o país assiste estarrecido ao massacre de mais de 3 mil vítimas por dia ter o apoio dos empresários brasileiros que não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz, tal o despreparo intelectual dos mesmos.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: “Fui usado”, diz empresário que ajudou Moro a criar a Lava Jato

Em entrevista exclusiva ao repórter Joaquim de Carvalho, da TV 247, Hermes Freitas Magnus, que era sócio da Dunel, conta como a empresa foi usada por Sérgio Moro como argumento para manter investigação no Paraná. “Foi uma operação política e seletiva”, afirma Magnus.

Em entrevista exclusiva, o empresário Hermes Freitas Magnus, personagem-chave da Lava Jato, diz que foi usado por Sergio Moro, procuradores da república e policiais federais para detonar a operação no Paraná, em 2014. “Fui usado”, afirma (assista à íntegra da entrevista ao final desta coluna).

Hermes era sócio da Dunel Indústria e Comércio, fabricante de componentes eletrônicos, empresa que, em 2008, transferiu sua sede de Santa Catarina para Londrina, no Paraná.

A transferência foi acertada na CSA Project Finance, empresa sediada em São Paulo e que, segundo a Lava Jato, era usada por Alberto Youssef para operações de lavagem de dinheiro.

Hermes conta que denunciou o caso, anonimamente, à Polícia Federal, quando descobriu que o dinheiro aportado pela CSA Finance vinha de empresas estranhas, como o Posto da Torre, em Brasília, onde funcionava um lava jato — que mais tarde batizaria a operação.

Praticamente ao mesmo tempo, entre 2008 e 2009, Hermes denunciou o caso ao Ministério Público de São Paulo, onde estava sediada a CSA Project Finance.

Na época, relata, chegou a trocar e-mails com o juiz Sergio Moro, que estranhamente parecia chefiar uma investigação em Curitiba.

O inquérito, no entanto, não avançou, embora Magnus tenha relatado que estava sofrendo ameaças e que, em razão disso, tinha se mudado para os EUA.

Ele só voltaria a ter notícias de Sergio Moro em 2014, quando a Lava Jato estourou e ele, sem saber, tinha virado personagem central da operação.

Na época, já estava morando de novo no Brasil, e soube que a Dunel tinha sido o motivo alegado por Moro para manter em Curitiba uma investigação sobre a Petrobras, cuja sede é no Rio de Janeiro, e sobre a CSA Project Finance, de São Paulo.

Mais ilegalidades de Moro

Em nova troca de e-mails com Moro, Hermes foi informado de que deporia na Justiça Federal, sem advogado.

“O senhor vai depor como vítima e testemunha, e não há necessidade de advogado”, teria dito o então juiz.

Não era papel do magistrado acertar depoimento de testemunhas nem de vítimas — isso cabe ao MP, na fase processual.

A conversa de Moro com Hermes é mais uma evidência de que o então juiz comandava a investigação, o que fere um princípio básico da direito — o magistrado deve ser imparcial.

A denúncia apresentada ao MP de São Paulo foi remetida ao STF, por envolver supostamente lavagem de dinheiro obtido ilicitamente por José Janene quando era deputado federal (até 2007).

“Diante da falta de quaisquer elementos que indiquem serem os valores movimentados pela CSA Project Finance de origem diversa à dos valores alcançados por Janene através de sua participação no ‘mensalão’, não restam outras medidas a serem tomadas por este Grupo, razão pela qual promovo o arquivamento dos autos, com a ressalva prevista no artigo 18 do Código de Processo Penal. Por fim, requeiro remessa de cópia integral do presente procedimento ao Supremo Tribunal Federal, a fim de que seja juntado ao processo do ‘mensalão'”, escreveu o promotor Gilberto Leme Marcos Garcia, do Grupo Especial de Repressão aos Delitos Econômicos, em 17 de setembro de 2009.

Como decidiria Teori Zavascki em fevereiro de 2014 e agora Edson Fachin, Moro também deveria ter se declarado sem competência jurisdicional para levar o caso adiante.

Mas ele segurou a denúncia de Hermes Magnus na gaveta e, cinco anos depois, a usou para iniciar a Lava Jato.

“Hoje não tenho dúvida de que foi uma investigação política e seletiva”, declara o empresário.

O empresário diz que, em julho de 2014, auge da Lava Jato, um depoimento seu foi vazado à revista Época, do Grupo Globo, com finalidade política.

Foi uma das primeiras vezes em que o termo Petrolão foi publicado.

Hermes vive hoje como refugiado em um país cujo nome não revela.

*Joaquim de Carvalho/247

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Militares veem Pazuello como um vírus e não o querem de volta ao Exército

Militares não querem Pazuello de volta ao Exército e são contra cargo no governo sem o general ir para a reserva.

Após ocupar ministério, ele fica em situação delicada para voltar a ocupar postos de comando nas Forças Armadas.

A saída do general Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde, após dez meses à frente da errática gestão na pandemia da Covid-19, foi recebida com alívio por oficiais do Exército. Ainda com o futuro de Pazuello incerto, o maior receio entre os militares agora é sobre a possível volta do general à Força após deixar o cargo político. Esses oficiais defendem que o ministro, que é general, vá para a reserva.

A exoneração do ministro ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. O Palácio do Planalto tenta encontrar um cargo para construir uma “saída honrosa” para Pazuello. Entre oficiais- generais há receio que o movimento de retorno de Pazuello à atividade do Exército seja interpretado como um vínculo político da instituição, o que tem sido evitado pelo comandante do Exército, Edson Leal Pujol. Em novembro do ano passado, com aumento das críticas, Pujol disse que “militares não querem fazer parte da política”, delimitando que o Exército é uma instituição de Estado e não de governo.

Integrantes da Força avaliam que a retirada do general da ativa da linha de frente na crise sanitária poupa o Exército diante do agravamento da situação. O coronavírus já matou mais de 280 mil pessoas no país e o sistema de saúde está em colapso, com falta de unidades de terapia intensiva em diversos estados

Segundo um integrante do Alto Comando do Exército, em conversa reservada com o GLOBO, a substituição de Pazuello pelo médico Marcelo Queiroga no Ministério da Saúde é a melhor tentativa de reparar o erro que o general cometeu ao aceitar ter ficado no cargo após a saída do ex-ministro Nelson Teich, em maio do ano passado. Na opinião dele, o general deveria ter se antecipado e pedido sua passagem para a reserva.

Para um general da ativa, Pazuello ficou com o maior desgaste da condução da pandemia, mas admite que a saída dele do Ministério da Saúde é boa para a Força. De acordo com este militar, apesar dos esforços para para blindar a instituição das críticas a Pazuello, a associação feita pela população é inevitável.

Na avaliação desses generais ouvidos pelo GLOBO, após a passagem pelo governo, Pazuello fica em situação delicada para voltar a ocupar cargos de comando no Exército. Antes de chegar ao Ministério da Saúde como secretário-executivo em abril de 2020, o general, especializado em logística, era o comandante da 12ª Região Militar da Amazônia.

No Planalto, a ordem é encontrar uma colocação para o ainda ministro. O presidente Jair Bolsonaro, segundo integrantes do governo, tem afirmado não querer deixar Pazuello desamparado. Caso isso não se concretize, Pazuello poderá despachar no Ministério da Defesa ou assumir uma função administrativa.

Ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, disse que o caso de Pazuello, que permaneceu na ativa enquanto esteve no ministério, é um exemplo de que é preciso alterar a legislação para limitar a atuação de militares e outras carreiras de Estado de cargos políticos.

— A responsabilidade da atuação no Ministério da Saúde é do Pazuello, não tem na a ver com o Exército. Por outro lado, ele ser da ativa mostra que é preciso acertar a legislação para não ter esse vínculo institucional e político. É uma situação esdrúxula que acaba estabelecendo entre a política e a instituição, mesmo que você não queria. Pode dar a desculpa que você quiser, o vínculo fica estabelecida — disse Santos Cruz.

Para generais da ativa e da reserva ouvidos pelo GLOBO, Pazuello assumiu todo o desgaste da pandemia, principalmente após ter sido desautorizado quando negociava a compra da vacina Coronavac. Na época, Pazuello disse “Um manda e outro obedece”. A frase até hoje é lembrada por militares como o início da derrocada do general.

Secretário especial de Assuntos Estratégicos nos 11 primeiros meses do governo Bolsonaro, o general da reserva Mayanard Santa Rosa diz que a demissão de Pazuello ocorre num momento em que o presidente, pressionado pela população e pelo Congresso, precisa apresentar um culpado para a condução desastrosa na pandemia.

— O erro foi de Bolsonaro, não do Exército. Pazuello não foi uma indicação da Alto Comando, mas uma escolha personalíssima do presidente. A saída dele é sim um alívio para a instituição — disse o general.

*Jussara Soares/O Globo

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Menções negativas a Bolsonaro no twitter batem recorde desde o início de seu mandato

O presidente Jair Bolsonaro atingiu nesta terça-feira 16 recorde de menções negativas no Twitter desde o início do mandato, segundo mostra levantamento realizado pelo banco Modalmais e a consultoria AP Exata.

Hoje, o presidente tem 73% de menções negativas (alta de 5 pontos percentuais em relação a ontem) e 27% de menções positivas.

O principal motivador do aumento da rejeição é a troca no comando do Ministério da Saúde em meio ao pior momento da pandemia no País.

A condução da crise sanitária pelo governo e subida de preços também contribuem para manter em alta a rejeição ao presidente nas redes sociais. Segundo relatório, a manutenção das “menções negativas em níveis tão negativos pode gerar o afastamento de forças políticas que circulam hoje em torno do Planalto”.

Internautas veem com desconfiança a capacidade que o novo indicado para assumir a pasta – o atual presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga – tem de corrigir os rumos do país no combate ao vírus. Mais cedo, antes de reunião no Ministério da Saúde, Queiroga sinalizou continuidade dos atuais esforços da pasta e afirmou que a política de enfrentamento à covid-19 no País “é do governo Bolsonaro e não do ministro da Saúde”.

A crise afetou também o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que sai enfraquecido do episódio de sucessão do atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Lira é criticado por bolsonaristas pela indicação da médica Ludhmila Hajjar, a qual apoiadores do presidente acusam de ligação com desafetos políticos de Bolsonaro.

Minas Gerais

Também é alvo de críticas o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que hoje anunciou medidas mais restritivas para conter a disseminação do novo coronavírus no Estado. Entre os Estados que decretaram restrições mais severas, Zema tem destaque por, até então, ter tido a simpatia de apoiadores do presidente.

Nas redes também houve críticas ao anúncio de que a maior parte dos beneficiários do novo auxílio emergencial irá receber o piso previsto de R$ 150. Maior parte das críticas faz referência ao aumento dos preços sinalizando que o benefício será pouco.

*Com informações da Carta Capital

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Moro é a cloroquina da mídia

Sonhei que Moro era Bolsonaro e Dallagnol era o Carluxo, e ninguém notou a diferença, somente a mídia.

Na verdade, a mídia tem por Moro a mesma obsessão que Bolsonaro tem pela cloroquina. Bolsonaro finge que não sabe que a cloroquina, além de não ser eficaz na cura da covid, produz efeitos colaterais extremamente agressivos à saúde.

O mesmo pode-se dizer da mídia com Moro, mas numa condição pior, porque, além dos grandes corruptos milionários da Lava Jato, como Pedro Barusco, Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef, entre outros, estarem aí gozando a vida livres, leves e soltos, foi Moro quem colocou uma dinastia de corruptos na presidência da República, como mostram inúmeras reportagens da mídia em geral, inclusive o Fantástico, revelando o esquema de lavagem de dinheiro e peculato do clã que passou de pai para filhos, sobretudo de Jair para Flávio Bolsonaro.

Mas a mídia insiste em separar o joio do joio, o podre do podre, Moro de Bolsonaro, como se o começo da história desse governo não passasse miseravelmente pelas mãos de Moro e da Lava Jato.

Moro prendeu Lula sem provas para colocar na presidência uma família de bandidos para, depois, se transformar num capanga dessa família.

Mas é bom que a mídia, principalmente a Globo, escancare a entrevista da Dra. Ludhmila Hajjar denunciando as ameaças de morte a ela e sua família sofreram depois de ser “convidada” por Bolsonaro para assumir o ministério da Saúde, fato que a obrigou a usar carro blindado, além de seguranças.

Imagine, o simples fato de Bolsonaro não aceitar a indicação de Arthur Lira para o ministério da Saúde, o levou a armou toda essa sujeira contra a médica, imagina o que Moro, como ministro da Justiça e Segurança Pública, a mando de Bolsonaro, não aprontou pra cima do porteiro do Vivendas da Barra que tinha afirmado que o Seu Jair Bolsonaro, pelo interfone, liberou a entrada de Elcio de Queiroz, comparsa do assassino de Marielle, Ronnie Lessa, vizinho de Bolsonaro, para seguirem do condomínio para o centro do Rio, com um terceiro elemento que até hoje a polícia não sabe quem é, para executarem Marielle.

Todos nós lembramos que, depois que Moro, pessoalmente, envolveu-se no caso, a mando do patrão, e colocou seus aliados da PF para dar um calor no porteiro para mudar de versão, ele mudou e livrou a cara de Bolsonaro.

Ou seja, a mídia é tão negacionista quanto Bolsonaro, só que ela nega duas coisas, que as mensagens vazadas escancaram as armações de Moro e Dallagnol para prender Lula e levar Bolsonaro à presidência, e o pior, conta uma história de meias verdades sobre o clã, mostrando toda a safadeza da família que está no poder, mas esconde e finge não saber que foi Moro e sua Lava Jato que colocou no poder uma família de criminosos para atender aos seus interesses, assim como Bolsonaro usa a cloroquina para que a economia não pare e não atrapalhe a sua reeleição.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Traído, Centrão avisa que será a última chance de Bolsonaro acertar

Presidente decidiu colocar na pasta um nome da confiança do seu filho Flávio Bolsonaro e demonstrou que, no momento mais dramático de seu governo, voltou a se isolar.

Os constrangimentos que marcaram as duas conversas da médica Ludhmila Hajjar com o presidente Jair Bolsonaro fizeram políticos do Centrão lavar as mãos sobre a indicação do novo ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga. Bolsonaro decidiu colocar na pasta um nome da confiança do seu filho Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Com isso, o presidente demonstrou que, no momento mais dramático de seu governo, voltou a se isolar.

A resposta do grupo que tenta convencer o governo a dar uma guinada na Saúde é sempre de que a escolha é do presidente, mas há um tom de ameaça no ar. Um influente político do Centrão resume: Bolsonaro quis escolher um nome sozinho. Não tem problema. Mas terá que acertar na seleção do seu quarto ministro da Saúde porque, caso seja necessário fazer uma nova troca, o País não vai parar para discutir quem será o quinto, mas sim o próximo presidente da República. Na versão de um deputado, ninguém mais ficará brincando de escolher ministro.

No Supremo Tribunal Federal (STF), onde Ludhmila Hajjar também tinha amplo apoio para assumir o cargo de Eduardo Pazuello, o tratamento dado a ela foi considerado lamentável. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, colocou gasolina na crise ao tentar desmentir a médica no Twitter dizendo que ela não chegou a ser convidada para o cargo. A postagem foi feita pouco depois de ela afirmar, em entrevistas, que havia recusado a oferta. “Pode não ter tido um convite formal, mas a chamaram para o quê?”, perguntou ao Estadão um integrante do Supremo.

Dois ministros consultados pela reportagem dizem que Bolsonaro pode não ter iniciado os ataques a ela nas redes sociais, mas também não pediu para que seus apoiadores parassem. Quando Augusto Aras foi escolhido para a Procuradoria-Geral da República (PGR), a cúpula do gabinete do ódio foi para as redes pedir paciência dos apoiadores que exploraram as relações do chefe do Ministério Público Federal com o PT.

No encontro de mais de quatro horas com Bolsonaro no domingo, Hajjar foi sabatinada pelo presidente e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um de seus filhos. Quem conversou com a médica diz que foi constrangedor o fato de o próprio ministro estar presente no momento em que se discutia a sua troca.

O site Poder 360 relatou que, durante a conversa, Hajjar foi questionada por Eduardo sobre qual sua opinião sobre armas e aborto. Bolsonaro perguntou se ela defenderia lockdown no Nordeste, o que, conforme o site, prejudicaria a sua reeleição. Pazuello, por sua vez, indicou que ele estaria sendo substituído por não ter o apoio político que ela teria. Àquela altura, o líder do Centrão e presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), já havia tuitado em defesa do seu nome. Razão pela qual uma das primeiras declarações da médica foi dizer que não tem vinculação partidária.

O Progressistas tinha interesse em voltar a comandar o Ministério da Saúde, uma pasta que tem orçamento de R$ 134,5 bilhões. Três nomes da bancada foram cotados para substituir Pazuello: os deputados Doutor Luizinho (RJ), Hiran Gonçalves (RR) e Ricardo Barros (PR). Nenhum deles foi sequer entrevistado.

*Andreza Matais – Estadão

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Áudio: Dallagnol tinha plano para colocar quatro juízes contra Lula no lugar de Moro

O ex-procurador chefe da Força Tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, atuou para impedir a todo o custo que o juiz Julio Berezoski Schattschneider fosse indicado para a 13a. Vara de Curitiba para substituir Sergio Moro.

Dallagnol chegou a sugerir que Julio estava tentando dar um golpe para ocupar o cargo. “Ele falava mal do Moro nos grupos e segundo nossos colegas ele viria para destruir mesmo”, afirmou Dallagnol.

O procurador estava satisfeito com a escolha de Luiz Antonio Bonat, que acabou escolhido apesar de estar afastado há 15 anos da área criminal.

Porém, dentre outros motivos por causa da idade (64, contra 48 anos de Moro, hoje), Dallagnol tramou para que Bonat assinasse suas decisões com outros juízes defensores da Lava Jato.

“Aí a gente ficaria com o mundo ideal pra gente”, disse Dallagnol num dos áudios.

Os três juízes auxiliares que seriam indicados pelo TRF-4 para dar apoio a Bonat, no plano de Dallagnol, seriam Marcos Josegrei da Silva, Bianca Georgia Cruz Arenhart e Danilo Pereira Júnior.

Os áudios foram divulgados hoje pela defesa de Lula, que encaminhou ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, seu décimo primeiro relatório, afirmando que existia uma “dinastia Kremlin” em Curitiba — com a Força Tarefa “dirigindo” a juíza substituta Gabriela Hardt depois que Moro saiu do cargo para assumir o Ministério da Justiça.

Foi Hardt quem deu a sentença no caso do sítio de Atibaia, fazendo copia e cola da sentença de Moro no caso do triplex de Guarujá.

https://www.slideshare.net/lcazenha/peticaoe11relatoriopreliminar?ref=https://www.viomundo.com.br/politica/dinastia-kremlin-dallagnol-tinha-plano-para-colocar-quatro-juizes-contra-lula-no-lugar-de-moro-ouca-os-audios.html?fbclid=IwAR1ZwDSsE4l0puVedsgYEQKT6MtJkOIKznskuYZIj1JHjPv4R7ub2RsbzFo

*Com informações do Viomundo/PT

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Ex-esposa de Bolsonaro desponta como novo Queiroz em esquema de rachadinhas

A segunda esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, é peça-chave para entender como funcionava o esquema familiar de “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual e, hoje, senador, Flávio Bolsonaro, mas também no do vereador Carlos Bolsonaro e no do próprio presidente da República, quando era deputado federal.

Ou seja, ela está presente em indícios de esquemas nas três esferas: Congresso Nacional, Assembleia Legislativa do Rio e Câmara dos Vereadores do Rio.

As revelações sobre uma verdadeira Casa da Mãe Joana com o dinheiro público são fruto de meses de apuração do núcleo especial de jornalismo investigativo do UOL, que analisou 607.552 operações bancárias em 100 planilhas. Isso foi possível após acesso às quebras de sigilo do processo que trata dos desvios de salários de servidores por parte de Flávio antes que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulasse o uso judicial dos dados obtidos.

Até agora, muito se fala sobre o papel do ex-policial e ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz em organizar o recebimento do dinheiro desviado na Assembleia Legislativa do Rio. E de ajudar em sua lavagem, através da compra de imóveis e do uso da loja de chocolate.

(O fato de ter escapado várias vezes de depor no Ministério Público, de afirmar que a origem das “movimentações atípicas” em sua conta era resultado de “rolo” de carros e ter sido preso, muquiado em uma casa de Frederick Wassef, advogado dos Bolsonaros, em Atibaia (SP), também não ajuda na imagem de Queiroz.)

Mas o comportamento de Ana Cristina (que após se separar de Jair e ir morar na Noruega, voltou ao Rio e, agora, se tornou servidora no gabinete de Celina Leão (PP-DF) no Congresso Nacional, como revelou Juliana Dal Piva, no UOL) também mostra que há outros operadores desse esquema familiar. Operadores que são mais discretos e cuidadosos que o ex-assessor.

O clã Bolsonaro pagava salários a 18 parentes de Ana Cristina através de seus gabinetes. Foi pai, mãe, irmão, cunhados, tias, tio, primos, madrasta de primo contratados para atuar como servidores de Jair, Flávio e Carlos. Desses, dez estão sendo investigados e tiveram sigilos quebrados.

Entre eles, Andrea, irmã de Ana, que aparece como funcionária do gabinete do então cunhado deputado federal entre 1998 e 2006. Ela nunca morou em Brasília, permanecendo em Resende (RJ). O endereço indicado para o seu Imposto de Renda era a casa de Jair, na Barra da Tijuca.

Ao final do período de Andrea no Congresso, Ana transferiu para si o dinheiro que restava na conta bancária em que a irmã recebia o salário – R$ 54 mil ou R$ 110 mil, em valores atualizados.

Amanda Rossi, Flávio Costa, Gabriela Sá Pessoa e Juliana Dal Piva, do UOL, apuraram que Ana chegava a ficar com cartões das contas através das quais assessores do clã recebiam seus salários.

Vale lembrar que os servidores investigados pelo MP sacavam a quase totalidade dos seus rendimentos em dinheiro vivo periodicamente, o que é indício que queriam evitar o rastreamento de transferências ilícitas.

Ana Cristina também chefiou o gabinete do ex-enteado Carlos Bolsonaro, entre 2001 e 2008, e, por conta disso, está sendo investigada no inquérito que apura suspeitas de “rachadinha” que recaem sobre o vereador.

Depois que deixou o gabinete de Jair, Andrea foi para o de Carlos, na Câmara dos Vereadores do Rio, onde ficou no cargo por dois anos, chefiada pela irmã. E, a partir de 2008, se mudou para o gabinete de Flávio, na Alerj, permanecendo por dez anos como funcionária fantasma. É investigada pelo MP por rachadinha nesses dois últimos.

Andrea e Ana não quiseram falar com o UOL e Jair nem se dignou a responder.

Tudo isso reforça que o esquema não é de Flávio. Sim, apesar da incompetência que vem mostrando na gestão do país, principalmente na pandemia, Jair tinha sim experiência administrativa.

Afinal, o que o especial “Anatomia da Rachadinha” mostra é um esquema mafioso envolvendo as três esferas da administração pública, que se valeu da percepção de impunidade para se manter vivo por muito tempo. Um conglomerado de crime que chegou à Presidência da República.

Leonardo Sakamoto/Uol

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Ludhmila Hajjar não aceita convite para o Ministério da Saúde e, em entrevista, detona Bolsonaro

Quem assistiu, na GloboNews, à entrevista da Dra. Ludhmila Hajjar, percebeu que não havia a menor condição de ela ser a ministra da Saúde de um governo genocida, com alguns generais que são completamente submissos a Bolsonaro, outros considerados Maria Fofocas e outros tantos representantes da grande tragédia que o Brasil vive por culpa de um governo sobre o qual não há palavras para classificá-lo.

Sem qualquer economia de palavras, Ludhmila Hajjar trouxe um raio-x da bomba química que o governo Bolsonaro representa não só para o Brasil, mas para o mundo.

A cardiologista, que está na linha de frente do combate à covid desde o início da pandemia, foi de uma clareza e sinceridade cristalinas e, sem freios ou amarras, foi cortante e sem rodeios. Acabou por alertar que o perigo que imaginamos correr com a pandemia é infinitamente maior por conta de uma filosofia genocida adotada pelo próprio Bolsonaro.

Educada, mas dura e corajosa, ela também relatou as ameaças de morte a ela e a sua família que sofreu de bolsonaristas e de três tentativas de invasão ao seu quarto no hotel em que se hospedou em Brasília.

Isso revela que o bolsonarismo se transformou num Estado Islâmico tropical e que o ódio perdeu o controle e que, certamente, alguém de dentro do governo informou não só o número do seu celular que foi divulgado nas redes, mas também o horário em que chegou do hotel.

Da reunião que ela teve com Bolsonaro, também participaram Pazuello e Eduardo Bolsonaro, o segundo como observador (imagina isso).

Isso nos dá uma certa ideia de quem passou as informações do horário em que a médica chegou no hotel.

Ludhmila Hajjar também sofreu uma série de ataques nas redes sociais do comando do gabinete do ódio e todos sabem que quem faz parte desse gabinete é o próprio clã.

Na verdade, ela deixou claro que recusou o convite de Bolsonaro para assumir o ministério da Saúde porque ele só queria trocar a imagem corporal do ministério, mas continuar receitando cloroquina.

Ela foi absolutamente franca em dizer que é radicalmente contra o uso do kit cloroquina de Bolsonaro e a falta de política de isolamento. Na verdade, ela se confessou inocente ao acreditar que poderia iniciar uma gestão com procedimentos completamente opostos a toda essa tragédia que vivemos, mas percebeu que Bolsonaro queria trocar de ministro para não mudar absolutamente nada.

Em sua fala, a médica deixou claro que o Brasil está nas mãos de loucos, alucinados que não têm o menor pudor em manter uma política genocida e que Bolsonaro quer um ministro da Saúde que siga a filosofia de um monstro que chegou à presidência através da maior fraude eleitoral do Brasil.

Trocando em miúdos, o que a Dra. Ludhmila disse é que o demônio é muito pior do que se pinta.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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