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OTAN anuncia retirada do Iraque

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciou nesta terça-feira (7) que irá retirar suas tropas do Iraque

“Estamos tomando todas as precauções necessárias para proteger nosso pessoal. Isso inclui o reposicionamento temporário de algumas pessoas em locais diferentes, dentro e fora do Iraque”, disse uma autoridade da OTAN à agência de notícias Reuters.

A missão da OTAN no Iraque é composta por centenas de instrutores, conselheiros e suporte dos 29 membros do bloco militar, além do pessoal de países parceiros, e inclui civis e militares.

A tensão está alta no Oriente Médio após os Estados Unidos assassinarem o general iraniano Qassem Soleimani no Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque.

A ação militar desencadeou reações dos países da região e o Parlamento do Iraque aprovou a saída das tropas estrangeiras do país.

Teerã prometeu uma resposta “proporcional” e disse que o assassinato de uma de suas principais lideranças é “terrorismo de Estado”.

Os Estados Unidos, contudo, afirmaram na segunda-feira (6) que não pretendem deixar o país. O presidente Donald Trump afirmou que os militares sairão apenas após Washington ser pago por uma base aérea construída no Iraque.

 

 

*Com informações do Sputnik

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Irã prepara ’13 cenários de vingança’ aos EUA pelo assassinato de Soleimani

Secretário do Concelho Supremo da Segurança Nacional do Irã afirmou que Teerã tem 13 cenários de vingança aos EUA pelo assassinato de Qassem Soleimani.

Segundo informou a agência Fars, o secretário Ali Shamkhani declarou que o Irã tem 13 cenários de vingança, e até o “mais fraco” deles se tornaria “um pesadelo histórico para os EUA”.

“A missão de vingar o assassinato do nosso irmão não será limitada a uma só operação”, disse Shamkhani, citado pela agência.

As declarações do secretário do conselho de segurança iraniano aparecem em meio à escalada de tensões no Oriente Médio após o major-general iraniano Qassem Soleimani, chefe da Força Quds, ter sido assassinado em ataque aéreo dos EUA realizado por ordem do presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesta terça-feira (7), o Parlamento do Irã aprovou em votação unânime um projeto de lei que considera o Pentágono, subsidiárias e quaisquer instituições ligadas ao Pentágono entidades terroristas.

 

 

*Com informações do Sputnik

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Tensão EUA x Irã: Forças de mísseis do Irã estão em estado de alerta máximo, avisa oficial dos EUA

Oficial norte-americano informou à agência de notícias Reuters, que as forças de mísseis do Irã estão em estado de alerta máximo.

Entretanto, ele não especificou se o estado de alerta seria de caráter defensivo ou ofensivo. Além disso, foi informado à Reuters, que os militares norte-americanos estão observando a movimentação das forças de mísseis iranianas.

“Eles [iranianos] estão claramente em estado de alerta máximo. Esse estado de alerta elevado é para estarem mais bem preparados defensivamente ou para estarem mais bem preparados ofensivamente? Isso não pode ser determinado neste momento”, disse o oficial sob condição de anonimato.

No dia 3 de janeiro, as forças norte-americanas eliminaram o general iraniano Qassem Soleimani em um ataque aéreo realizado a partir da capital iraquiana, Bagdá.

Exercícios de sistemas de mísseis Fateh, Irã (foto de arquivo)

Exercícios de sistemas de mísseis Fateh, Irã

Após o ataque, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu represálias pela morte do general. Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear o território iraniano.

 

 

*Com informações do Sputnik Brasil

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O lacaio Bolsonaro arrasta a guerra dos EUA e Irã para dentro do Brasil

No Brasil, EUA testarão aliança contra o Irã.

Dentro do próprio Itamaraty, comunicado emitido por chanceler Ernesto Araújo em apoio ao ato de Trump foi duramente criticado por colocar em risco os interesses nacionais, por abandonar respeito à soberania e por quebra de uma tradição diplomática do país de diálogo.

GENEBRA – Aliados do governo de Donald Trump afirmam que deverão ser cobrados e testados em sua aliança com a Casa Branca no dossiê iraniano durante uma conferência organizada no Brasil, em um mês.

Nos dias 5 e 6 de fevereiro, o governo brasileiro aceitou sediar um encontro entre aliados militares dos EUA para debater a situação no Oriente Médio e no Golfo.

Oficialmente, a reunião faz parte do Processo de Varsóvia e teria como função o debate de assuntos relacionados à crise humanitária e refugiados, numa agenda que já havia sido estabelecida em dezembro. O Processo de Varsóvia foi lançado pelo governo Trump na capital polonesa no início de 2019 com o objetivo de reposicionar os EUA na região. Mas, nos bastidores, o projeto tem um só objetivo: conter o Irã.

Levando em consideração os encontros dos últimos meses, nenhum das demais potências deve fazer parte da iniciativa. China e Rússia alertam que o processo é uma forma diplomática que os americanos encontraram para planejar o Oriente Médio e o Golfo sem o Irã. A França também se recusou a participar da iniciativa.

Na região, os participantes são os aliados americanos: Afeganistão, Bahrein, Jordânia, Emirados Árabes e Arábia Saudita, além dos israelenses.

Iraque, Síria, Turquia e Líbano, além dos palestinos, também se recusam a chancelar o processo.

No caso do encontro no Brasil, porém, diplomatas na Europa afirmam que o programa de debates ameaça ser fortemente marcado pela crise declarada entre EUA e Irã. A perspectiva é de que, nos corredores e fora da agenda oficial, negociadores americanos usem a ocasião para garantir um apoio da aliança aos seus atos contra o regime de Teerã.

Desde a morte do general Qasem Soleimani, na sexta-feira, em um ataque americano, o Ocidente e aliados americanos foram tragados para a crise.

Do lado americano, porém, há uma enorme pressão para que tradicionais aliados mostrem “unidade” neste momento.

Diversos países que contam com bases americanas ou que têm sido um aliado explícito de Trump indicaram que temem ser alvos de uma represália por parte do Irã ou de milícias.

Reino Unido, Austrália e Canadá se queixaram de que o ato americano ocorreu sem qualquer tipo de consultas com os aliados que enviaram soldados no Iraque.

Os australianos anunciaram que sua embaixada em Bagdá estava fechada, enquanto Ottawa também demonstrou preocupação com sua presença militar no Iraque.

Brasileiros sob ameaça? No Brasil, certas alas das Forças Armadas deixaram claro que não querem ver o país envolvido na crise entre americanos e iranianos. Mas o grupo mais próximo aos EUA, liderado pelo Itamaraty, pressionou por uma declaração de apoio aos atos de Trump e acabou prevalecendo.

Fontes em Brasília indicaram que, antes de o comunicado oficial do governo ser emitido pela chancelaria, versões preliminares circularam com um tom de apoio ainda mais forte aos interesses da Casa Branca.

Dentro do Itamaraty, o comunicado de apoio aos americanos também foi duramente criticado. Embaixadores e diplomatas indicaram que o texto reflete um rompimento de uma tradicional posição de promoção da paz e diálogo do Brasil, assim como uma chancela de uma violação da soberania de outro país. “Ninguém respeita quem adota uma posição de lacaio”, alertou um experiente embaixador. “Em vez de defender os interesses do país, defendem os interesses americanos. Assim, nenhum país pode ser respeitado”, disse.

Para outro representante da diplomacia nacional, declarações de lealdade em relação ao presidente Donald Trump representam até mesmo um risco para empresas brasileiras.

Cientes dos atos de Soleimani, esses diplomatas brasileiros insistiam na necessidade de uma postura de neutralidade por parte do Brasil. Temendo uma retaliação por parte do chanceler Ernesto Araújo, diplomatas pediram para que suas identidades não fossem reveladas pela reportagem.

À coluna, o ex-ministro da Defesa e ex-chanceler, Celso Amorim, alertou que a posição do governo ameaçaria a própria segurança do país. “A questão é saber até onde irá (a aliança entre Bolsonaro e Trump)”, declarou. “E se, além das perdas comerciais, o governo está disposto a colocar em risco a segurança do Brasil e dos brasileiros”, questionou.

Pressão e Bastidores

Mas fontes diplomáticas confirmaram que, em meio à eclosão da crise, o governo americano fez questão de pressionar seus aliados para que saíssem em apoio à sua ofensiva. Nos últimos dias, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, se queixou do frágil apoio que recebeu dos governos europeus diante do assassinato do general Qasem Soleimani, na sexta-feira. “Não ajuda”, declarou o americano.

No fim de semana, o presidente da França, Emmanuel Macron, telefonou às lideranças iraquianas para demonstrar o apoio de Paris à soberania de Bagdá. Para diversos especialistas europeus, o governo americano violou a soberania iraquiana ao realizar a operação em território estrangeiro, sem ter sequer consultado com o país onde o ataque ocorreria.

A tentativa de manter os canais de comunicação abertos com o Irã também foi demonstrada pela UE, que convidou o chanceler de Teerã para um encontro em Bruxelas.

O gesto foi interpretado como um ato de desafio ao plano americano de isolar o Irã. O objetivo é o de convencer os iranianos a não responder com um ataque militar, já que isso certamente abriria o caminho para uma ofensiva ainda maior por parte de Trump.

O governo do Reino Unido também enviará nesta semana um de seus ministros para Washington, na esperança de convencer a Casa Branca a adotar uma postura menos agressiva na região.

No Vaticano, o papa Francisco apelou para o “auto-controle” e pela manutenção do diálogo. Enquanto isso, os governos da Suíça e do Japão têm tentado mediar a crise, com contatos entre Teerã e Washington para buscar uma desescalada do conflito.

 

*Jamil Chade/Uol

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Economia

À beira da recessão: economia dos EUA deve desacelerar em 2020, dizem analistas

Mais de metade dos diretores de grandes bancos de investimentos ouvidos pela Universidade de Duke apostaram que a economia norte-americana deve desacelerar em 2020.

Pesquisa da Universidade de Duke (EUA) sobre o ambiente de negócios mundial em 2020 aponta que a maioria dos líderes de bancos de investimentos globais estão pessimistas acerca do crescimento da economia dos EUA.

“Diretores financeiros dos EUA estão preparando suas empresas para a recessão. Eles estão cortado gastos, acumulando dinheiro em espécie, reforçando a situação financeira e tomando outras medidas para se preparar para a queda”, disse o coordenador da pesquisa, John Grem.

Em 2019 se revelaram os primeiros sinais de desaceleração, decorrentes da guerra comercial com a China iniciada por Washington. De acordo com o especialista do Centro Internacional de Finanças Vladimir Rozhankovsky, a agricultura e as empresas norte-americanas foram quem saiu mais prejudicado do embate:

“Uma ampla gama de empresas norte-americanas emblemáticas estão sofrendo prejuízo em função da guerra fiscal. Elas são, por exemplo, a FedEx, Cisco, Caterpillar ou General Motors. Além disso, os fazendeiros norte-americanos estão sempre entre a cruz e a espada”, disse.

A China reduziu drasticamente a compra de soja norte-americana, preferindo fornecedores sul-americanos como o Brasil e a Argentina.

Economista chefe do Saxo Bank, Stin Jacobsen, em entrevista à RT, declarou que a economia dos EUA deve não somente desacelerar, como entrar em recessão:

“Uma recessão nos EUA é bastante provável. No quarto trimestre de 2019, o crescimento do PIB dos EUA ficou entre 0,2 e 0,3%, e podia mesmo ser negativo. No início de 2020 o país deve ficar muito próximo disso. Um sinal claro do início de uma queda econômica foi a situação com a variação da taxa de juros, que prevê recessão com uma probabilidade de sete em oito”, observou Jacobsen.

Os analistas não descartam a hipótese de uma eventual recessão nos EUA afetar as eleições presidenciais de 2020.

Segundo previsão do Saxo Bank, Donald Trump e o Partido Republicano correm o risco de entregar o Senado aos Democratas, que já detêm o controle da câmara baixa do Congresso.

 

 

*Com informações do Sputinik

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Comandante iraniano: Tel Aviv e 35 alvos dos EUA no Oriente Médio estão ao alcance do Irã

Assim como Tel Aviv, 35 alvos vitais americanos no Oriente Médio estão “ao alcance do Irã”, disse o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Gholamali Abuhamzeh, citado pela agência de notícias Tasnim.

“O estreito de Ormuz é um ponto vital para o Ocidente e um grande número de destróieres e navios de guerra americanos cruzam lá […] Alvos vitais americanos na região foram identificados pelo Irã há muito tempo […] cerca de 35 alvos americanos na região, bem como Tel Aviv, estão ao nosso alcance”, disse ele à mídia.

O comandante iraniano acrescentou que Teerã se reserva o direito de retaliar contra os EUA pelo assassinato do chefe da Força Quds, levantando a perspectiva de possíveis ataques a navios no Golfo.

Neste sábado (4), o líder da coalizão política parlamentar do Hezbollah no Líbano, Mohamed Raad, declarou que a resposta do eixo de resistência apoiado pelo Irã ao assassinato do general seria decisiva, citou o Al-Mayadeen.

O Departamento de Estado sublinhou que Washington vai continuar a sua dura política de sanções contra o Irã e já tomou as medidas necessárias para proteger os seus bens no Oriente Médio, acrescentou a emissora Al-Arabiya.

Assassinato de Soleimani

As tensões entre Washington e Teerã aumentaram após a morte do general iraniano Qassem Soleimani, que foi assassinado em Bagdá na sexta-feira (3) durante um ataque aéreo autorizado pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Os EUA descreveram a sua ação como uma medida preventiva para evitar um conflito militar e proteger os militares americanos que estão na região.

Manifestantes iranianos durante protesto contra o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, 3 de janeiro de 2020

Manifestantes iranianos durante protesto contra o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, 3 de janeiro de 2020.

Após o assassinato de Soleimani, as autoridades iranianas ameaçaram retaliar para vingar a morte do general. Ele foi sucedido pelo brigadeiro-general Esmail Ghaani, que anteriormente ocupava o cargo de comandante-adjunto da unidade.

 

 

*Com informações do Sputinik

 

 

 

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Urgente!: Um novo ataque no Iraque mata mais seis pessoas

Depois do atentado terrorista que matou o general iraniano Qassem Soleimani no aeroporto de Bagdá na noite desta quinta, a mando de Trump, um novo ataque no norte do país deixou mais seis mortos.

O Iraque sofreu um novo ataque aéreo na noite desta sexta-feira 3, praticamente 24 horas depois de um atentado terrorista matar, por meio de um míssil disparado por um drone, o general iraniano Qassem Soleimani nos arredores do aeroporto de Bagdá.

O novo ataque deixou seis pessoas mortas e aconteceu no norte do país. Entre os mortos estaria um dos líderes do grupo Hashed al-Shaabi, de acordo com informações de agências internacionais.

“Ataques aéreos atingem o comboio da milícia iraquiana ao norte de Bagdá, matando seis pessoas, disse uma fonte do exército iraquiano”, informou a Reuters pelo Twitter.

O atentado que matou o general foi ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo do Irã já prometeu se vingar, ‘no tempo e no local certos’. Trump alegou estar evitando uma nova guerra, uma vez que, segundo ele, o general mataria americanos.

 

 

*Com informações do 247

 

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Trump cometeu um ato de guerra sem autorização do Congresso e pode sofrer impeachment, diz Glenn

“A execução de um ato de guerra contra o Irã sem o Congresso – um dos usos mais imprudentes da força militar em anos – é uma base válida e justa para isso”, afirma o jornalista do The Intercept, se referindo a um processo de impeachment contra o presidente dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, executou um ato de guerra sem consultar o Congresso e isso pode ser um motivo de impeachment, alertou nesta sexta-feira 3 o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, fundador do The Intercept no Brasil.

“Se você quer que Trump seja alvo de impeachment, a execução de um ato de guerra contra o Irã sem o Congresso – um dos usos mais imprudentes da força militar em anos – é uma base válida e justa para isso”, publicou o jornalista no Twitter.

A mensagem foi postada em resposta ao seguinte comentário do jornalista Jeremy Scahill, do The Intercept nos EUA. “Assim como os neocons chegaram ao poder em 2001 com uma agenda predeterminada para mudança de regime no Iraque, o governo Trump colocou o Irã no alcance dos atiradores desde o salto. Este foi o centro do escândalo de conluio, amplamente ignorado pela mídia americana, com Israel e Arábia Saudita”.

Glenn comentou ainda: “Infelizmente, a guerra sem fim – no Oriente Médio e em outros países – é uma ortodoxia de longa data das alas do establishment de ambas as partes. Alimenta a economia dos EUA e sua hegemonia. Trump venceu, em parte, concorrendo contra esse militarismo irracional, e agora é uma personificação dele”.

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, foi às redes sociais nesta sexta-feira 3 para criticar o ataque comandado por Trump contra Bagdá na noite desta quinta-feira 2. De acordo com ela, ação foi realizada “sem a consulta do Congresso”.

“O administrador do Trump realizou ataques no Iraque contra oficiais militares iranianos de alto nível e matou o comandante iraniano Qasem Soleimani da Força Quds sem um AUMF (autorização de uso de força militar contra terroristas) contra o Irã. Além disso, essa ação foi tomada sem a consulta do Congresso”, escreveu.

 

 

*Com informações do 247

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“Terceira guerra” é o tema mais comentado mundialmente após o assassinato do general iraniano pelos EUA

O medo de um conflito em escala planetária foi deflagrado pelo assassinato de um dos principais generais do Irã, por ordem direta de Donald Trump, nesta madrugada; Irã promete vingar a morte do general Soleimani.

Na madrugada desta sexta-feira (03), o termo “Terceira Guerra Mundial” entrou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil e no mundo, em razão do ataque ordenado por Donald Trump, que matou o general Qassim Suleimani, principal comandante militar do Irã.

“O bombardeio foi operacionalizado por um drone e a ação autorizada pessoalmente pelo presidente Donald Trump, que logo após o ataque postou em uma rede social a bandeira dos EUA, sem maiores comentários”, informa o jornalista Mateus Camilo.

“Considerado um herói no país, Suleimani recebeu uma oração em rede nacional como homenagem e foi chamado de mártir. O militar liderava há mais de 20 anos a força Quds, braço de elite da Guarda Revolucionária do Irã responsável pelo serviço de inteligência e por conduzir operações militares secretas no exterior”, diz ainda o jornalista.

 

 

*Com informações do 247

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Ataque aéreo americano mata general da Guarda Revolucionária Iraniana

Bombardeio em Bagdá acontece dias após invasão de embaixada no Iraque e deve aumentar ainda mais a tensão entre EUA e Irã

Um ataque aéreo americano na noite desta quinta-feira, 2, contra um aeroporto de Bagdá, no Iraque, matou Qasem Soleimani, general da Guarda Revolucionária Iraniana, segundo informações da televisão estatal iraquiana.

O bombardeio também vitimou Abu Mehdi al-Muhandis, um dos líderes da milícia iraquiana pró-Irã Forças de Mobilização Popular.

Soleimani chefiava a unidade Quds, um dos braços de elite da guarda iraniana, e era um dos militares mais poderosos do país.

Minutos depois do ataque, os Estados Unidos assumiram a autoria da ação. Em nota, o Pentágono afirmou que, sob a direção do presidente Donald Trump, “as forças militares tomaram a decisão por uma ação defensiva de proteger os americanos no exterior ao matar Qasem Soleimani”.

O comunicado acusa o general de estar por trás de ataques que resultaram na morte de centenas de americanos e aliados, incluindo o lançamento de foguete que vitimou um civil americano no Iraque na semana passada e a invasão da embaixada americana em Bagdá. O Pentágono ressalta que o bombardeio busca “deter futuros planos de ataque iranianos”.

No Twitter, Trump postou uma imagem da bandeira dos Estados Unidos minutos depois da ação.

A morte de Soleimani deve aumentar ainda mais a tensão entre Irã, Iraque e Estados Unidos. Na terça-feira, militantes pró-Irã invadiram uma parte da embaixada americana em Bagdá em represália a ataques aéreos dos EUA que deixaram 25 integrantes das milícias paramilitares mortos.

 

 

*Com informações da Veja